Emagrecimento

Para que serve a sinvastatina? É verdade que emagrece?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A sinvastatina serve para diminuir os riscos à saúde provocados pelas doenças cardiovasculares, pois diminui os níveis do mau colesterol (LDL) e dos triglicérides e aumenta o bom colesterol (HDL) no sangue.

A sinvastatina age reduzindo a ação de uma enzima encontrada no fígado, responsável pela produção do colesterol e também age aumentando a remoção do colesterol sanguíneo, consequentemente reduzindo a concentração do colesterol circulante no sangue.

Dessa forma, o medicamento reduz significativamente os níveis do mau colesterol (LDL) e dos triglicérides e eleva o bom colesterol (HDL).

Em pacientes com doença arterial coronariana, diabetes ou história prévia de "derrame" e outras doenças vasculares, a sinvastatina pode:

  • Reduzir o risco de infarto (ataque cardíaco) ou derrame;
  • Reduzir a necessidade de cirurgia para melhorar a circulação sanguínea nas pernas e órgãos vitais, como o coração;
  • Reduzir a necessidade de hospitalização devido à dor no peito (angina);
  • Retardar a progressão da aterosclerose e reduzir o desenvolvimento de mais aterosclerose.
Sinvastatina emagrece?

A sinvastatina não emagrece e não deve ser utilizado para esse efeito. O paciente deve seguir a dieta recomendada pelo médico ou nutricionista, pois a mesma irá ajudar a reduzir os níveis de colesterol e triglicerídeos.

Quais são os efeitos colaterais da sinvastatina?

A maioria dos efeitos colaterais da sinvastatina são leves e transitórios, como dor, fraqueza e sensibilidade aumentada. O medicamento geralmente é bem tolerado. 

Porém, em alguns casos raros, a sinvastatina pode causar alguns efeitos colaterais como: fraqueza muscular intensa, reações alérgicas, sobrecarga no fígado. Ainda mais raramente, podem haver ruptura da musculatura, rabdomiólise, danos renais e óbito. 

As reações alérgicas, de hipersensibilidade, podem gerar vários sintomas, como inchaço em rosto, língua e garganta, além de dificuldade para respirar.

Outros efeitos colaterais raros da sinvastatina:

  • Dor muscular grave, normalmente no ombro e no quadril;
  • Erupção cutânea, fraqueza muscular, dor ou inflamação das articulações;
  • Inflamação dos vasos sanguíneos, hematomas, inchaço, urticária;
  • Aumento da sensibilidade da pele ao sol, febre, vermelhidão, falta de ar, mal-estar;
  • Icterícia (pele e olhos amarelados), coceira, urina escura, fezes claras;
  • Inflamação do pâncreas, dor abdominal grave;
  • Dormência ou fraqueza nos membros inferiores ou superiores;
  • Dor de cabeça, tontura, diarreia, náusea, vômitos, entre outros efeitos colaterais.

Lembre-se sempre de informar ao médico todas as medicações que faz uso, mesmo que não seja regularmente, pois algumas medicações e até alimentos podem interferir na ação da sinvastatina, potencializando seus efeitos e com isso desencadeando reações adversas mais graves.

Está contra-indicado o uso de sinvastatina para gestantes, mulheres amamentando ou pacientes com doença hepática.  

O uso da sinvastatina deve estar associado a uma dieta adequada. O medicamento controla a quantidade de colesterol produzida pelo organismo e a dieta limita a quantidade ingerida, mantendo em equilíbrio ideal de colesterol no sangue.

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Quais os sintomas do câncer de mama avançado?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas do câncer de mama avançado são os mesmos sintomas que podem estar presentes na fase inicial da doença. O principal sinal é a presença de um nódulo (caroço) fixo no seio, que geralmente não causa dor. 

Outros sinais e sintomas do câncer de mama incluem: pele da mama vermelha, repuxada ou com aspecto de casca de laranja, alterações no mamilo (mamilo invertido, coceira, vermelhidão), aparecimento de pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço e saída de secreção da mama.

O câncer de mama inflamatório, uma forma agressiva da doença, também pode deixar as mamas inchadas e provocar coceira nos seios. 

A presença de inchaço ou nódulos na região da clavícula ou axila podem indicar que o câncer está avançado e já se espalhou pelos gânglios linfáticos desses locais. O inchaço pode surgir antes mesmo que a mulher tenha detectado o caroço no seio.

Na grande maioria dos casos, o câncer de mama pode ser detectado ainda em fases iniciais. Muitas vezes, a doença é detectada pela própria mulher, quase sempre pela presença de algum caroço na mama, que costuma estar presente em cerca de 90% dos casos. 

Porém, é importante lembrar que nem todo caroço na mama é câncer. Existem várias condições benignas que causam o mesmo sintoma. Além disso, todos os outros sinais e sintomas apresentados também podem estar presentes em doenças benignas da mama.

Como é feito o diagnóstico do câncer de mama?

O exame geralmente usado para rastrear o câncer de mama é a mamografia. Trata-se de um exame de raio-x da mama, que permite ver alterações que sugerem a presença do tumor, mesmo na ausência de sinais e sintomas.

Contudo, o diagnóstico do câncer de mama é feito através do exame clínico das mamas, além de exames de imagem, como mamografia, ultrassom ou ressonância magnética. O diagnóstico da doença só é confirmado por meio de biópsia.

A biópsia consiste na retirada de tecido da mama para ser analisado em laboratório. O procedimento pode ser feito por punção (com o uso de uma agulha) ou por meio de uma pequena cirurgia.

Recomenda-se que a mamografia seja feita a cada 2 anos, por mulheres com idade entre 50 e 70 anos. Caso a mulher tenha na família história de câncer de mama, essa indicação pode modificar.

Identificar precocemente o câncer de mama é muito importante para o sucesso do tratamento. Se for diagnosticada no início, a doença pode ter até 95% de chances de cura.

Além de aumentar as chances de cura, a detecção precoce do câncer de mama também permite utilizar tratamentos menos agressivos.

Por isso, é importante que a mulher esteja atenta a qualquer alteração nos seios e procure o/a médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral se observar algum desses sintomas.

Minha bisavó tem 87 anos, há mais de 4 anos ela...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Realmente parece ser uma história muito compatível com câncer, mas se o médico dela diz que não é, então precisamos acreditar que é verdade. Vocês como família só podem é aproveitar os poucos momentos que ainda tem com ela, ela tem 87 anos e frente a esse quadro clínico é difícil que ela resista muito tempo, sempre há de se ter fé e esperança, ela está internada e provavelmente bem acompanhada e tratada com aquilo que se pode fazer, de nada adianta procurar doenças ou diagnóstico numa hora dessas (mesmo que se encontre alguma coisa, nada vai ser feito - ela não tem condições nenhuma de cirurgia ou qualquer outro procedimento ou medicamento mais forte). Como família, sempre acreditamos que fomos negligentes, sempre acreditamos que poderíamos ter feito algo a mais. O que vocês puderam fazer vocês já fizeram, agora ela está na mão da medicina e de Deus, cabe a vocês dar carinho e amor, é o que mais ela precisa agora.

Tomar ômega 3 emagrece?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Estudos recentes mostraram que o ômega 3 pode, além dos benefícios já conhecidos, ajudar no emagrecimento. Isso ocorreria por uma ação direta no controlar o apetite e favorecer o aumento da ação da insulina, que transforma o açúcar em energia antes que seja armazenado sob a forma de gordura no organismo.

Entretanto, mais estudos são necessários para a confirmação deste efeito, e lembrando que qualquer processo de emagrecimento não é possível apenas com uma ação, ou um alimento. É fundamental a associação de uma dieta balanceada, com poucas calorias e atividades físicas regularmente.

O ômega 3 age no organismo, estimulando uma proteína capaz de potencializar a ação da insulina. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e serve para transportar a glicose (açúcar) para dentro das células. No interior da célula, a glicose é transformada em energia, que é então utilizada para manter o funcionamento do corpo.

A parte do açúcar ingerido que não é usado pelo organismo é armazenada na forma de gordura corporal. Quando o ômega 3 aumenta a ação da insulina, aumenta a captação de glicose pelas células, e isso permite que o organismo utilize esse excesso de açúcar circulante antes que ele seja transformado em gordura e armazenado pelo corpo, favorecendo o emagrecimento.

Outro benefício observado pelo ômega 3 para a perda de peso, é a sua capacidade de regular os níveis do hormônio leptina. Este hormônio, secretado pelas células de gordura do corpo, informa o cérebro quando devemos parar de comer. Por isso pode-se dizer que o ômega 3 ajuda a controlar o apetite.

É importante frisar que o ômega 3 pode ajudar a emagrecer, atuando como um auxiliar no processo de emagrecimento. Para haver perda de peso e manutenção do peso ideal, é necessário manter uma alimentação equilibrada, com baixas calorias.

O ômega 3 está presente principalmente em peixes como salmão, atum, sardinha, truta, cavala e arenque. O consumo indicado, deve ser de uma porção 3x por semana.

Clique aqui para saber quais são os alimentos com mais ômega 3.

Já a utilização de cápsulas de ômega 3 deve ser indicada por um/a médico/a ou nutricionista, que deve levar em conta o histórico da pessoa e as suas necessidades, indicando quanto, quando e como ela deve tomar esse suplemento.

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Ômega 3 aumenta o colesterol?

Tenho 21 anos e há alguns meses comecei a sentir muito cansaço, ansiedade, estresse. O que pode ser?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

No exame de urina tem um pouco de infecção, mas isso não tem relação com seus sintomas que na verdade são compatíveis com problemas emocionais, não dá para ter certeza, mas parece depressão. Você precisa procurar um médico, pode ser um clínico geral, porém o ideal é um psiquiatra.

Beta-HCG pode alterar devido remédios de emagrecimento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Provavelmente não, mas essa interferência depende da composição do medicamento que foi tomado para emagrecer, caso esse medicamento seja um fórmula composta por diuréticos a diluição da urina pode levar a um resultado falso-negativo.

Uma outra causa que pode levar a um resultado de teste falsamente negativo é a realização desse teste muito precoce, com poucos dias de atraso menstrual, nesse tipo de situação é possível que a quantidade de hormônio esteja ainda muito baixa para ser detectada no exame. O ideal para sanar a dúvida é repetir o teste de gravidez após duas semanas de atraso menstrual.

São poucos os medicamentos capazes de interferir no resultado do Beta-HCG, e quando interferem geralmente causam um resultado falso-positivo e não o falso-negativo. Isso ocorre com alguns medicamentos que podem aumentar os níveis de beta-HCG no organismo, como fármacos usados em tratamento de fertilidade.

Medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos não interferem no resultado do teste de gravidez, da mesma forma nenhum anticoncepcional altera o resultado do beta-HCG. 

É válido lembrar também que o teste de farmácia que é realizado através de uma amostra de urina pode ter o seu resultado alterado por conta de alterações urinárias como presença de sangue na urina, aumento da concentração de proteínas e diluição. 

Leia mais sobre o assunto em:

Que medicamentos ou situações podem interferir no resultado do teste de gravidez?

Criolipólise funciona? Como é feito o tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, criolipólise funciona para reduzir medidas, assim como a lipoaspiração. Não é um tratamento indicado para emagrecer e perder peso, mas é eficaz para eliminar gordura localizada no abdômen, culote, flancos ("pneus"), braços e costas.

A palavra "criolipólise" significa literalmente "quebrar (lise) a gordura (lipo) pelo frio (crio)" e é isso mesmo que o tratamento faz.

Depois de perder peso, a criolipólise pode eliminar aquela gordura localizada que é mais difícil de perder, mesmo controlando a alimentação e praticando atividade física.

Criolipólise O que é a criolipólise?

A criolipólise é um procedimento não invasivo, que serve para eliminar gordura localizada. O procedimento utiliza um resfriamento controlado que atinge apenas as células de gordura na área que está sendo tratada.

O aparelho usado para fazer a criolipólise tem ventosas de vários tamanhos. A ventosa é escolhida conforme a quantidade de gordura que se pretende eliminar e o tamanho da área corporal que vai receber a aplicação.

Após a sessão de criolipólise, a quantidade de gordura no local da aplicação diminui e os tecidos adjacentes ficam intactos.

Como funciona a criolipólise?

A criolipólise utiliza baixas temperaturas para destruir a gordura corporal através de um aparelho que é colocado na superfície da pele. As células de gordura são então congeladas com temperaturas negativas, morrem e se rompem.

A ponteira do aparelho de criolipólise produz um vácuo muito forte, promovendo a sucção da pele onde está a gordura localizada que será eliminada. Ao mesmo tempo que suga essa porção da pele, o aparelho provoca um intenso resfriamento controlado no local, destruindo as células gordurosas.

Os restos das células de gordura destruídas durante a criolipólise são eliminadas naturalmente pelo organismo. A gordura que estava no interior das células é levada para o fígado, onde é metabolizada pouco a pouco, sem sobrecarregar o órgão.

O tempo de duração da aplicação com cada ventosa é de cerca de 35 minutos. Após cada tratamento, recomenda-se fazer uma massagem anticelulite no local, beber bastante água e fazer um repouso relativo.

Em quanto tempo posso ver os resultados da criolipólise?

Os resultados máximos da criolipólise podem ser notados depois de 2 a 3 meses de tratamento. Numa única sessão, é possível perder até 25% da gordura localizada na região que foi tratada. Para fazer uma nova aplicação no mesmo local é necessário esperar 2 a 3 meses.

É importante frisar que a criolipólise não é um tratamento de emagrecimento para combater o excesso de peso. O objetivo é eliminar a gordura localizada em algumas regiões do corpo, melhorando a estética e reduzindo medidas. Para emagrecer é necessário fazer dieta e exercícios físicos e é preferível ter um acompanhamento pro um profissional nutricionista.

Quais são os riscos da criolipólise?

Os principais riscos da criolipólise são a necrose (morte) de células da pele e a hiperplasia adiposa paradoxal. Nesta última complicação, há um aumento do número de células de gordura na área que foi tratada, formando uma área mais endurecida de gordura localizada no local. Daí o nome hiperplasia adiposa paradoxal, pois as células de gordura se multiplicam ao invés de desaparecer.

Contudo, os riscos dessa complicação são baixos, e pode ocorrer em cerca de 0,051% das pessoas que fazem tratamento com criolipólise.

Em caso de hiperplasia adiposa paradoxal, é necessário fazer uma lipoaspiração para retirar essa gordura.

Outro ponto importante que deve ser levado em consideração é o fato de existir várias marcas de aparelho de criolipólise e cada uma possui pontas de tamanho e forma variados.

Por isso, é muito importante escolher um profissional bem treinado e capacitado para realizar o procedimento de forma precisa e com menos riscos de complicações.

Criolipólise dói?

Durante a sessão de criolipólise a pessoa não sente dor. Pode haver um pouco de dor no momento da sucção e algum desconforto quando o aplicador é removido.

Se a criolipólise for bem realizada o frio não provoca nenhum tipo de dano a outras estruturas, como pele, vasos sanguíneos, nervos e músculos. Apenas as células adiposas são danificadas, uma vez que são mais sensíveis ao frio.

Quais são as contraindicações da criolipólise?

A criolipólise é contraindicada nas seguintes condições: gravidez, presença de hérnia no local, urticária ou outras doenças associadas ao frio.

Não existe uma regra que especifique quais profissionais podem aplicar a criolipólise. Médicos, fisioterapeutas e esteticistas podem realizar o tratamento. Porém, é sempre importante se informar e ter referências sobre o profissional que vai aplicar a técnica.

Dieta da proteína emagrece? Quais as vantagens e desvantagens?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A dieta da proteína emagrece, assim como toda e qualquer dieta pobre em calorias. A dieta da proteína é baseada no aumento do consumo de alimentos ricos em proteínas (carnes, aves, peixes, ovos, leite e derivados, leguminosas) e diminuindo a ingestão de carboidratos (pães, arroz, massa, batata).

Apesar de ter algumas vantagens, a dieta da proteína não é equilibrada. A privação de carboidratos (fonte de energia essencial para o funcionamento do organismo) e o excesso de proteínas na alimentação podem trazer riscos à saúde e causar efeitos colaterais.

Quais são as vantagens da dieta da proteína?

Uma das vantagens da dieta da proteína e razões por que a dieta funciona é o fato das proteínas demorarem mais tempo para serem digeridas e absorvidas pelo organismo, o que prolonga a sensação de saciedade e reduz a vontade de comer outros alimentos mais calóricos.

Uma vez que a digestão é mais longa, o organismo passa a utilizar a gordura corporal como fonte de energia, gerando emagrecimento.

As proteínas são a matéria-prima dos músculos. Sem proteínas na dieta, o organismo consome as proteínas dos músculos, daí a importância em manter uma ingestão adequada de proteínas na alimentação.

Por isso, essa dieta pode favorecer o aumento de massa muscular, dependendo da privação de carboidratos. Quanto menos carboidratos, mais o corpo irá usar as proteínas musculares como fonte de energia, resultando com o tempo em perda também de massa muscular.

Porém, se houver ganho de massa muscular devido ao aumento do consumo de proteínas, o corpo acaba por queimar mais calorias, o que favorece o emagrecimento.

Quais as desvantagens da dieta da proteína?

São muitas as desvantagens na dieta da proteína, principalmente quando não for devidamente acompanhado por um profissional especializado, entre elas:

  1. A baixa ingestão de carboidratos, que são fonte de energia e essenciais para o metabolismo celular, pode causar cansaço, tonturas, falta de energia, ansiedade, dificuldade de concentração, insônia, irritabilidade e dor de cabeça;
  2. Outro efeito colateral do baixo consumo de carboidratos é a perda de massa muscular, já que o corpo começa a queimar músculos para obter energia;
  3. A queima elevada de gordura corporal devido à falta de carboidratos produz corpos cetônicos, que podem ser prejudiciais às células do corpo se forem produzidos em grandes quantidades;
  4. O excesso do consumo de proteínas pode sobrecarregar os rins e o fígado, que precisam funcionar muito mais para eliminar as substâncias provenientes do metabolismo das proteínas;
  5. Proteínas em excesso também podem tornar a digestão mais lenta ou mesmo dificultar a digestão, o que pode levar a um desconforto no estômago;
  6. O aumento da concentração de proteína na dieta, sem atividade física e acompanhamento, está relacionada ao maior risco de doenças cardiovasculares e tromboses;
  7. Além disso, dietas restritivas e não balanceadas, como é o caso da dieta da proteína, pode privar o corpo de minerais, vitaminas e fibras.

Portanto, uma dieta adequada para emagrecer deve ter poucas calorias, mas deve ser balanceada, com as doses adequadas de cada nutriente. Fazer dietas que eliminam grupos de alimentos essenciais para o bom funcionamento do organismo não é uma forma saudável de emagrecer, além de favorecer o efeito "sanfona" quando esta dieta for abandonada.

Como as sociedades e diretrizes médicas defendem, a perda de peso muito rápida, tem a tendência de retornar rápido também ("efeito sanfona"). O mais difícil é manter o peso adequado, e isso só é conseguido à base de mudanças de hábito de vida, alimentação equilibrada e atividades físicas regulares.

Para ter um plano alimentar individualizado e adequado, consulte um nutricionista, nutrólogo ou endocrinologista.

Leia também: O que fazer para emagrecer?

Hematologista pode ajudar em emagrecimento e alergia?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Provavelmente não. Hematologista cuida das doenças relacionadas com sangue e medula óssea. Procure um nutricionista para emagrecer e um homeopata ou dermatologista para os problemas de alergia.

L-Carnitina emagrece? Para que serve e como tomar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A L-carnitina pode ajudar a emagrecer, pois transporta as gorduras para as mitocôndrias das células, onde são metabolizadas e usadas como fonte de energia pelo corpo. Alguns estudos com indivíduos obesos e mais velhos, apontaram uma perda de peso de 1,3 kg a mais em pessoas que usaram L-carnitina em relação àquelas que não tomaram o suplemento.

Além de poder auxiliar o emagrecimento, a L-carnitina pode ainda melhorar o desempenho nos exercícios físicos, a recuperação depois do treino, a resistência e a fadiga física e mental.

Contudo, os estudos são controversos e são necessárias mais evidências para confirmar a eficácia do uso da L-carnitina para emagrecer em pessoas mais jovens, magras e ativas. Isso porque pessoas obesas já possuem grandes quantidades de L-carnitina no fígado e nos músculos.

Além disso, uma vez que os idosos possuem menos massa muscular, aonde a substância fica armazenada, pode haver queda dos níveis de L-carnitina. As mulheres também perdem uma quantidade considerável de massa muscular com a idade. Por isso, nesses casos, o uso de L-carnitina pode auxiliar discretamente o emagrecimento.

Vale lembrar que a L-carnitina pode apenas contribuir para a perda de peso. Por isso, o uso do suplemento deve ser associado a uma dieta balanceada, com poucas calorias, além de exercícios físicos. O uso isolado de L-carnitina não emagrece.

O que é L-carnitina?

A L-carnitina é uma substância produzida pelo organismo a partir dos aminoácidos lisina e metionina, além de ferro e vitaminas B3, B6 e C.

A L-carnitina também está presente em alimentos de origem animal, como carne de vaca, carne de porco, peixe, frango e leite, sendo também consumida sob a forma de suplemento alimentar.

No entanto, cerca de 70% da L-carnitina armazenada no corpo é proveniente da alimentação. O organismo produz e utiliza a L-carnitina quando necessita usar a gordura como fonte de energia.

Como tomar L-carnitina?

A dose recomendada de L-carnitina é de 0,5 g a 2 g por dia. Doses de até 3 g por dia, durante 21 dias, também são toleradas e não causam efeitos colaterais.

É importante ressaltar que a ideia de que quanto mais L-carnitina a pessoa consumir, maior será o emagrecimento, está errada. O uso do suplemento não altera ou influencia o ritmo normal da queima de gordura corporal e o excesso de L-carnitina acaba sendo eliminado pela urina.

Também foi observado que, ainda que a L-carnitina aumente o transporte de gorduras, não significa que toda a gordura transportada seja metabolizada. Sabe-se que mais da metade dessas gorduras acabam retornando às reservas de gordura corporal ao invés de serem “queimadas” e transformadas em energia.

Portanto, para avaliar um real benefício e mais esclarecimentos do uso da L-carnitina no seu caso, recomendamos agendar uma consulta com médico/a nutrólogo ou consultar um nutricionista.

Leia também: 7 Erros que você não pode cometer se quer emagrecer

Sintomas no corpo que você não pode ignorar: caroços, nódulos, íngua, emagrecimento...
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Frequentemente surgem sintomas novos no nosso corpo, como um caroço, um nódulo, uma íngua, a percepção de emagrecimento, mudanças na cor da pele, entre outros. A pergunta é, quando devem ser um motivo de preocupação?

Certos sintomas são totalmente normais e correspondem às respostas do organismo a um estímulo externo ou a situações passageiras. Porém, outros sintomas podem representar um sinal de alerta, que deve ser pesquisado o mais breve possível.

Sinais e sintomas alarmantes!

Os sinais e sintomas de alerta, que indicam a necessidade de procurar atendimento médico de forma urgente, são principalmente:

1. Ínguas que duram mais de 2 semanas

A íngua é o termo popularmente utilizado para o aumento dos gânglios linfáticos, ou linfonodos.

Os linfonodos são pequenos órgãos de defesa do nosso organismo, localizados no sistema linfático por todo o corpo, com maior quantidade nas regiões do pescoço, axilas e virilha. São responsáveis pela produção de linfa, células de defesa e ainda pela eliminação de germes e células anormais da circulação.

Por isso, em situações de inflamação ou infecção, esses gânglios (ínguas) aumentam de tamanho a fim de agir com mais efetividade, porém regridem em poucos dias, quando o problema está sanado.

Entretanto, o câncer ou outras doenças mais graves, podem originar gânglios aumentados, que não causam dor nem sinal de inflamação, e duram mais de 3 a 4 semanas. São considerados sinal de alerta e devem ser avaliados por um médico da família ou clínico geral, quanto antes.

2. Emagrecimento sem alteração na dieta ou atividade física intensa

A perda de peso sem uma dieta com esse objetivo ou atividades físicas intensas, pode ser um sinal de alarme. Aproximadamente 40% dos pacientes com câncer, apresentam o emagrecimento como primeiro sintoma da doença.

Não está bem esclarecido o motivo, mas parece estar associado a alterações no metabolismo e sistema imunológico.

Na presença de perda de peso, procure um médico clínico geral, ou médico da família para avaliação adequada, o mais rapidamente possível.

3. Febre persistente

A febre é mais um sinal precoce e comum aos pacientes com câncer. Assim como a perda de peso, o motivo da febre persistente nos casos de tumor maligno, não é bem compreendido, porém é um sinal comum.

Sendo assim, nos casos de febre inexplicada, que permanece por mais uma semana, associada ou não a outros sintomas, deve ser investigada. Procure um médico da família ou clínico geral, para avaliação.

4. Pele amarelada (Icterícia)

A icterícia, ou pele amarelada, é o depósito de bilirrubina indireta na pele. A bilirrubina é o pigmento resultante do metabolismo das hemácias, que segue para o fígado, onde é convertida em bilirrubina direta, armazenada na vesícula e eliminada na urina e nas fezes. O acúmulo desse pigmento na pele, sugere um problema no fígado ou vesícula biliar, como por exemplo o câncer.

Existem outras causas de aumento de bilirrubina no sangue, e consequente icterícia, inclusive causas de emergência médica, como a colangite. Portanto, nos casos de icterícia, o mais adequado é que procure uma emergência para avaliação imediata.

5. Manchas brancas na boca

A presença de manchas brancas ou esbranquiçadas na mucosa oral, especialmente em tabagistas, pode ser um sinal precoce de tumor maligno.

Pode indicar também, uma leucoplasia (lesão pré-cancerosa), que se não for tratada rapidamente, evolui para o câncer de boca.

Procure um médico da família ou clínico geral, para essa avaliação e orientações direcionadas ao seu caso.

6. Tosse persistente

A tosse persistente, que dura por mais de 4 semanas, sem motivo que justifique, pode ser o inicial de um câncer de pulmão ou trato respiratório superior.

A característica mais comum nos casos de câncer, é a tosse produtiva, com secreção purulenta ou sanguinolenta, associada a outros sintomas como dor torácica, febre, emagrecimento, falta de ar e história de tabagismo (fumante ativo ou passivo).

O médico pneumologista é o mais indicado para essa avaliação.

7. Rouquidão e tosse seca

A rouquidão sem causa aparente e persistente, é mais um sinal alarmante, pois sugere o comprometimento do trato respiratório ou região cervical.

Procure um médico da família ou clínico geral, para descartar a possibilidade de um tumor de laringe, esôfago, tireoide ou pulmonar.

Outros sintomas que não podemos ignorar

Outros sintomas que não devem ser ignorados, mesmo que não sejam alarmantes são:

1. Caroços no pescoço, embaixo do queixo, nas axilas e virilha

Os casos de caroços, ou ínguas na região do pescoço, embaixo do queixo, axilas e virilhas, regiões de grande concentração de gânglios linfáticos, costumam representar apenas o aumento dos linfonodos, como resposta a uma inflamação ou infecção próxima a essa região. São reações de defesa do organismo, a um determinado problema.

São encontrados nos episódios de sinusite, amigdalite, resfriado comum, pelo "encravado", entre outros. Contudo, o caroço regride completamente dentro de uma ou duas semanas, após a resolução do problema, o que não representa um sinal de alerta.

Como na grande maioria das vezes é uma resposta benigna do organismo e regride espontaneamente com a resolução da inflamação, não tem tratamento específico, porém deve ser acompanhado pelo médico assistente.

2. Nódulos nos braços, barriga ou dorso

O nódulo, ou nódulos encontrados nos braços, barriga, dorso ou nas pernas, podem representar um acúmulo de gordura local, chamado lipoma(s).

O lipoma é um tumor de pele benigno, formado por células de gordura maduras, bem delimitado, indolor e sem sinal de infecção. É o tumor de pele mais comum na população. Mais frequente no adulto, pode ser encontrado em todo corpo, inclusive nos órgãos internos.

Não causa problemas físicos, limitações ou maiores preocupações.

O tratamento costuma ser de acompanhamento, devido a sua benignidade. Ou pode ser indicada cirurgia para sua retirada, por motivos estéticos ou na presença de sintomas, por exemplo quando comprime um nervo ou estruturas nobres.

De qualquer forma o médico cirurgião geral ou cirurgião plástico devem ser procurados para confirmação desse diagnóstico e orientação caso a caso.

Lipomas 3. Caroço na nuca

Na região da nuca, além dos linfonodos, podemos dizer que os nódulos encontrados estão mais associados a contraturas musculares e lipomas.

As contraturas são nódulos dolorosos, geralmente associados a postura inadequada ou mal jeito, e com piora da dor à movimentação da cabeça ou do pescoço.

Por isso nesses casos o mais indicado é a colocação de um colar cervical em espuma, permanecer mais tempo em repouso e quando necessário, os medicamentos com melhor resposta, são os relaxantes musculares.

Mais uma vez o diagnóstico deve ser confirmado por um médico clínico geral ou médico da família, para evitar problemas secundários.

4. Caroço na virilha

Além da íngua por inflamação nessa região, outras causas comuns de aparecimento de "caroço" na virilha são a hérnia inguinal e as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

A hérnia inguinal é a passagem de uma parte do intestino por um orifício na parede do abdômen. Por isso é mais comum quando a pessoa está de pé ou exerce uma força maior no abdômen, que empurra esse pedaço da alça pelo orifício, como na tosse ou exercícios físicos.

No caso da hérnia, o "caroço" não tem sinal de infecção, mas pode causar dor, sensação de peso e incômodo na região pélvica.

Embora não seja um sintoma de maior risco, a hérnia é sempre uma indicação cirúrgica, para correção desse orifício na parede do abdômen. Por isso, se identificar um caroço na virilha sugestivo de hérnia inguinal, procure um médico cirurgião geral para avaliação e tratamento mais apropriado, o mais breve possível.

As DSTs são doenças adquiridas no contato sexual desprotegido e podem cursar com gânglios aumentados (ínguas) na virilha. O cancro mole ou bubão, causado pela bactéria Haemophilus ducrey, e a AIDS, são as doenças que mais cursam com esse sintoma.

Na suspeita de doenças sexualmente transmissíveis, procure um médico ginecologista para avaliação e tratamento.

Quando devo procurar o médico?

Nos sinais e sintomas abaixo listados, recomendamos procurar um atendimento médico para melhor avaliação e orientações. São eles:

  • Caroço que não regride após 2 semanas,
  • Febre persistente ou febre noturna diária (mesmo que febre baixa),
  • Emagrecimento sem causa aparente,
  • Cansaço, fadiga que não era habitual,
  • Dificuldade de engolir, dor na garganta ao se alimentar,
  • Feridas que não cicatrizam,
  • Tosse persistente ou rouquidão,
  • "Olho" ou ponto purulento no local do caroço,
  • Drenagem de secreção purulenta no local do caroço.

Na presença de um sinal ou sintoma com as características acima, procure um médico clínico geral ou médico da família para identificar o problema e oferecer as devidas orientações.