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Endocardite

Quais as causas da endocardite bacteriana?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A causa da endocardite infecciosa, anteriormente conhecida por bacteriana, é a presença de micro-organismos na circulação sanguínea e de lesões na porção mais interna do coração (endocárdio), principalmente nas válvulas cardíacas. Os micro-organismos chegam ao coração através do sangue e se instalam nessas lesões, formando um coágulo infeccioso que dá origem à endocardite.

Portanto, para evitar a doença é fundamental o controle dos fatores de risco para a lesão do endotélio cardíaco. Sem lesão prévia, não existe a infecção no coração, apesar da presença constante de micro-organismos no nosso sangue.

É importante ressaltar que a maioria dos casos de endocardite infecciosa é causada por bactérias, mas a doença também pode ser provocada por fungos, por isso a mudança na sua nomenclatura para endocardite infecciosa.

Fatores de risco para desenvolver endocardite

Os fatores de risco para que ocorra um processo de endocardite infecciosa são:

  • Lesões, inflamações ou infecções nos dentes ou nas gengivas
  • História prévia de endocardite
  • Doenças cardíacas congênitas
  • Doenças da pele
  • Intervenções médicas ou odontológicas
  • Partilha de agulhas e seringas
  • Doença reumática
  • Doenças sexualmente transmissíveis (DST's)
  • Processos inflamatórios no intestino
  • Uso de cateter, entre outras.

Como foi dito, a presença de bactérias no sangue não significa necessariamente que a pessoa irá desenvolver endocardite bacteriana. Na maioria dos casos, elas passam pelo coração e não se instalam no órgão nem geram infecções.

Todavia, se houver alguma lesão no endocárdio ou numa válvula cardíaca, as bactérias podem ali se instalar e se multiplicar, dando origem à vegetação que caracteriza a endocardite.

Por isso, portadores de doenças cardíacas, doença reumática, prolapso de válvulas, usuários de drogas ilícitas ou de cateter profundo como marcapasso e desfibriladores, devem ser acompanhados por um/a médico/a especialista, de preferência cardiologista, com regularidade.

Leia também: Endocardite bacteriana é grave?

O tratamento da endocardite bacteriana é feito através da administração de medicamentos antibióticos por via endovenosa. Casos mais graves podem necessitar de cirurgia.

Saiba mais em:

Como é o tratamento da endocardite bacteriana?

Quais os sintomas da endocardite bacteriana?

Endocardite bacteriana é grave?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A endocardite bacteriana é grave. Trata-se de uma infecção da camada mais interna do coração (endocárdio) e que afeta sobretudo as válvulas cardíacas. Geralmente, ocorre quando há bactérias na corrente sanguínea provenientes de outras partes do corpo, como a mucosa da boca, gengivas ou pele.

Essas bactérias infectam e se espalham em locais de lesão do endocárdio, causando a endocardite infecciosa bacteriana. Sem tratamento, as válvulas cardíacas podem ser danificadas ou destruídas, gerando graves complicações que podem levar à morte.

A endocardite bacteriana tem origem em lesões da porção mais interna endocárdio. A lesão é infectada pelas bactérias circulantes no sangue e forma-se então a vegetação, que é a lesão característica da endocardite.

A infecção pode se instalar em qualquer parte do endocárdio, embora seja mais comum nas válvulas do coração e nas válvulas artificiais, no caso das pessoas que já passaram por cirurgia de substituição de válvula.

Existem fatores de risco para o desenvolvimento da endocardite bacteriana, já que as bactérias e infecções nem sempre provocam endocardites. Se as válvulas estiverem normais, a ocorrência da doença é rara.

Contudo, se as válvulas já estiverem danificadas ou tiverem sido substituídas por próteses, ou na presença de outras anomalias cardíacas, o risco de endocardite é maior.

O tratamento é feito com medicamentos antibióticos por via endovenosa. Nos casos em que há danos ou destruição da válvula cardíaca, é necessário substituí-la por uma artificial.

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Como é o tratamento da endocardite bacteriana?

Quais os sintomas da endocardite bacteriana?

Endocardite infecciosa: Quais os sintomas, complicações e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os sinais e sintomas da endocardite infecciosa podem variar conforme a gravidade da infecção. Dentre os mais comuns estão febre, dor torácica, perda de peso, presença de sangue na urina, variações nos batimentos cardíacos, calafrios, suores noturnos, falta de ar, dores musculares e articulares, cansaço, tosse persistente, entre outros.

Contudo, de todos os sintomas da endocardite infecciosa, talvez o mais característico seja o aparecimento de manchas dolosas próximas às pontas dos dedos das mãos e dos pés. Essas manchas costumam ser vermelhas e manifestam-se sob a forma de nódulos, que chamam-se nódulos de Osler.

Outras manifestações também incluem o aparecimento de pontinhos ou manchas avermelhadas em outras partes do corpo, como conjuntiva (parte branca do olho) e mucosas, as petéquias.

Os sinais e sintomas da endocardite bacteriana podem se manifestar aos poucos ou subitamente.

Complicações

A endocardite infecciosa pode gerar complicações que podem ser potencialmente fatais, como embolia, abscesso e insuficiência cardíaca congestiva.

Quase metade dos pacientes com endocardite infecciosa podem ter embolia. A complicação ocorre quando o coágulo infectado desprende-se da válvula e desloca-se para os pulmões, cérebro, rins, baço e artérias coronárias.

Ao chegar a esses órgãos, o coágulo causa infecção nos mesmos, originando a sepse (infecção generalizada). O coração nesses casos também costuma ser afetado. Porém, depois de começar o tratamento com antibióticos, o risco de embolia reduz significativamente.

O abscesso surge na válvula ou prótese valvar e pode precisar ser removido cirurgicamente, já que o poder de penetração dos medicamentos nesses abscessos é baixo.

Quando a endocardite infecciosa danifica ou destrói a válvula cardíaca, pode haver insuficiência cardíaca. Se não funcionarem adequadamente, as válvulas não permitem que o coração bombeie o sangue de forma eficaz.

A endocardite pode causar ainda outras complicações, como arritmia, danos em outros órgãos, acidente vascular cerebral (AVC), aumento de baço, entre outras.

Tratamento

O tratamento da endocardite infecciosa é feito através da administração de medicamentos antibióticos diretamente na veia. O tempo de duração do tratamento varia de 4 a 6 semanas.

Nos casos em que a endocardite infecciosa danifica ou destrói a válvula cardíaca, pode ser necessário repará-la ou substituí-la por uma artificial através de cirurgia.

O tratamento da endocardite infecciosa é complexo, pois o poder de penetração dos antibióticos na infecção dentro do coração é bastante reduzido, o que explica a duração prolongada da antibioticoterapia.

O diagnóstico da endocardite infecciosa é feito por meio de exames de sangue e imagem, principalmente o ecocardiograma. Através da ecocardiografia, o médico pode ver o interior do coração e detectar a presença da vegetação.

Outros exames que podem ajudar a detectar a doença são o eletrocardiograma, a radiografia, a tomografia computorizada e a ressonância magnética.

Vale lembrar a importância de tratar outras fontes de infecção e inflamação em outras partes do corpo, para prevenir que os agentes infecciosos cheguem à corrente sanguínea e se alojem no coração.

Saiba mais em: Quais as causas da endocardite infecciosa?

Quais os sintomas da endocardite bacteriana?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os sinais e sintomas da endocardite bacteriana podem se manifestar gradualmente ou ter início súbito. As manifestações mais comuns incluem febre, calafrios, transpiração noturna, alterações na frequência cardíaca, falta de ar, cansaço, tosse persistente, emagrecimento, dor muscular ou articular e presença de sangue na urina.

Contudo, o sinal mais característico da endocardite bacteriana é a presença de manchas vermelhas em forma de nódulos dolorosos, próximas às pontas dos dedos das mãos e dos pés. Também é comum surgir manchas ou pontos vermelhos na pele, mucosas e parte branca dos olhos.

A válvula cardíaca mais acometida pela endocardite bacteriana é a aórtica, embora a infecção possa ocorrer em qualquer parte do endocárdio (parte interna do coração) e suas estruturas, principalmente as válvulas.

Geralmente o lado direito do coração é o mais afetado, o que pode favorecer a formação de êmbolos que podem se deslocar para os pulmões.

Quando a endocardite bacteriana ocorre no lado esquerdo do coração, os êmbolos infectados podem se deslocar para o cérebro, artérias coronárias, rins e baço.

Veja também: Endocardite bacteriana é grave?

O diagnóstico da endocardite bacteriana é feito por meio de exames de sangue e ecocardiograma.

O ecocardiograma de tórax pode detectar a presença das vegetações em quase todos os casos. No entanto, o exame pode não indicar a presença de endocardite se a pessoa for obesa, tiver doença pulmonar obstrutiva crônica ou deformidades na parede torácica. A ecocardiografia realizada através do esôfago é mais invasiva, contudo é mais sensível para detectar as vegetações.

O tratamento da endocardite bacteriana é feito com medicamentos antibióticos, administrados diretamente na veia. Casos mais graves podem necessitar de cirurgia para substituir a válvula acometida.

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Como é o tratamento da endocardite bacteriana?

Endocardite: Quais são os sintomas e possíveis complicações?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Um dos sinais mais característicos da endocardite é a presença de manchas nodulares e dolorosas nas mãos e nos pés, sobretudo na ponta dos dedos, que podem estar um pouco inchados. Também podem surgir manchas ou pontinhos vermelhos na pele, parte branca do olho e mucosas, além de vasculite.

Contudo, os sinais e sintomas da endocardite variam muito, podendo incluir febre sem causa aparente, dor no peito, emagrecimento repentino, presença de sangue na urina, oscilações na frequência cardíaca, tosse constante, entre outras manifestações.

As complicações mais frequentes da endocardite são a embolia, o abscesso e a insuficiência cardíaca.

A embolia pode surgir em até metade dos casos de endocardite. Ocorre quando o sangue coagulado do foco infeccioso se desprende e obstrui pequenas artérias. Contudo, o risco de embolia diminui consideravelmente após o início do tratamento com antibióticos, principalmente depois do 15º dia.

O abscesso atinge as válvulas ou próteses da artéria aorta. Esses abcessos muitas vezes precisam ser removidos através de cirurgia, uma vez que os antibióticos quase não conseguem penetrar no local.

A endocardite pode ainda destruir ou danificar a válvula acometida pela infecção, gerando insuficiência cardíaca. O mal funcionamento das válvulas impede que o sangue seja bombeado eficazmente pelo coração. O tratamento é urgente e cirúrgico.

Na presença de sintomas sugestivos de endorcadite procure um pronto-atendimento médico.

Saiba mais em:

Endocardite é grave? Como é o tratamento?

O que pode causar endocardite?

Endocardite é grave? Como é o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. A endocardite infecciosa é grave, com elevada taxa de sequelas e mortes.

A endocardite tem início na presença de uma lesão na camada mais interna do músculo cardíaco, causada por turbulência decorrente da passagem do sangue pelo coração. Essa turbulência pode ser gerada por defeitos na válvula cardíaca ou determinadas doenças cardíacas.

São nessas lesões que os agentes infecciosos se instalam e proliferam, dando origem à endocardite. A localização mais frequente dessas lesões é na porção em que ocorre o fechamento da válvula.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da endocardite se baseia na história clínica, no exame médico, em exames laboratoriais e principalmente no exame de imagem, o ecocardiograma, que permite ver o interior do coração e a presença da lesão.

O tratamento da endocardite consiste na administração intravenosa de medicamentos antibióticos durante 4 a 6 semanas, podendo ser estendido. Por isso deve ser realizado em ambiente hospitalar com uma monitorização e acompanhamento médico adequados.

A cirurgia pode ser necessária nos casos em que a infecção danifica a válvula cardíaca ou casos mais graves que não respondem ao tratamento inicial. O procedimento em geral substitui a válvula por uma outra artificial, restabelecendo o funcionamento adequado do coração.

Para pessoas com risco elevado de desenvolver endocardite, que serão submetidas a procedimentos que podem levar à contaminação do sangue com bactérias, é indicado o uso de antibióticos como medida preventiva, antes do procedimento.

Uma das indicações é para portadores de doença cardíaca valvar ou história prévia de endocardite que serão submetidos à procedimento dentário com manipulação da gengiva. Embora controversa, a antibioticoterapia preventiva tem sido amplamente utilizada, com bons resultados, segundo a maioria dos estudos.

O tratamento da endocardite é difícil, principalmente pela dificuldade em fazer chegar os antibióticos aos micro-organismos, daí o tempo de tratamento ser prolongado. Além disso, o diagnóstico precoce nem sempre é fácil, porque a clínica pode ser variada e pouco específica, especialmente no início.

O sucesso do tratamento está diretamente relacionado ao diagnóstico precoce, e início do tratamento.

Na suspeita de endocardite procure imediatamente seu/sua médico/a de família, clínico/a geral ou uma emergência médica para avaliação e tratamento adequados.

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Endocardite: Quais são os sintomas e possíveis complicações?

O que pode causar endocardite?

Como é o tratamento da endocardite bacteriana?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O tratamento da endocardite infecciosa, antigamente conhecida por bacteriana, pode envolver:

  1. Internação hospitalar
  2. Antibióticos por via endovenosa
  3. Cirurgia (20 a 40% dos casos)
  4. Profilaxia

A internação e antibioticoterapia endovenosa estão indicadas para 100% dos casos, com objetivo de tratar a infecção e reduzir o risco de mortalidade. Antes da descoberta desta medicação, todos os casos evoluíam para óbito.

A cirurgia está indicada para alguns casos, com critérios bem definidos, como por exemplo, presença de grandes vegetações, cardiopatia grave, válvulas protéticas com necessidade de troca, casos pouco responsivos ao tratamento medicamentoso, entre outros.

Quanto a profilaxia com antibióticos, apesar de bastante controversa, está indicada como tratamento preventivo nos casos de: pacientes com alto risco de endocardite, por lesões cardíacas e ou valvares, que serão submetidos a procedimentos dentários aonde haverá manipulação da gengiva ou região periapical dos dentes, ou ainda quando a mucosa é perfurada.

Outros cuidados

Importante tratar de infecções em outras partes do corpo para que as bactérias e outros germes não permaneçam na corrente sanguínea, facilitando uma infecção cardíaca quando houver possibilidades. Uma das formas de prevenir é fazer os tratamentos de forma correta e completa.

Manter cuidados com os dentes e acompanhamento com dentista, regularmente.

Não usar antibióticos por conta própria, ou interromper o seu uso antes do programado.

Diagnóstico

O diagnóstico da endocardite é realizado por meio de exames de sangue, eletrocardiograma, ecocardiografia, raio-X, tomografia computorizada e/ou ressonância magnética.

A gravidade da endocardite infecciosa depende muito do tipo de bactéria, ou outro germe, que esteja causando a infecção, além das condições clínicas do paciente. Existem casos de elevada toxicidade que evoluem em dias ou semanas, com destruição da válvula cardíaca e infecção generalizada (sepse). Em outros, a endocardite evolui depois de semanas ou meses e raramente causa sepse.

Sem tratamento adequado e iniciado de forma precoce, a endocardite infecciosa pode danificar ou destruir as válvulas do coração, causando insuficiência cardíaca e morte. Outras complicações incluem ainda embolia, acidente vascular cerebral (derrame), infecção generalizada e lesões em outros órgãos.

Na suspeita de endocardite infecciosa procure imediatamente uma emergência médica.

Saiba mais em: Quais os sintomas da endocardite bacteriana?

Quais as causas da endocardite infecciosa?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A endocardite infecciosa tem como causa, a presença de micro-organismos no sangue e lesões no interior do coração (endocárdio), sobretudo nas válvulas cardíacas.

Essas lesões são provocadas pela turbulência do fluxo sanguíneo, decorrente do mau funcionamento da válvula ou doenças cardíacas.

Endocardite infecciosa

A endocardite infecciosa é uma infecção que acomete o interior do coração (endocárdio) e as suas estruturas, sobretudo as válvulas cardíacas. Antigamente conhecida por endocardite bacteriana, hoje recebe nova nomenclatura, porque apesar de ser causada na maioria das vezes por bactérias, também pode ser desencadeada por fungos, especialmente Mycoplasma, Chlamydiae e Rickettsiae.

Os micro-organismos se alojam nas lesões e começam a se proliferar, formando um coágulo infeccioso denominado vegetação, que caracteriza a endocardite.

Os agentes infecciosos chegam à corrente sanguínea através de infecções, inflamações e diversas outras condições que servem de porta de entrada para as bactérias no organismo.

Fatores de risco

Os fatores de risco que podem favorecer o aparecimento da endocardite infecciosa incluem:

  • Uso de válvulas cardíacas artificiais,
  • Malformações e doenças cardíacas,
  • Febre reumática,
  • Episódios prévios de endocardite,
  • Administração de medicamentos por via endovenosa,
  • Uso de desfibrilador implantado ou marcapasso,
  • Partilha de agulhas e seringas,
  • Presença de cáries e outros processos inflamatórios e infecciosos bucais, entre outros.

Por isso é tão importante tratar as infecções desde o início e manter o tratamento até ao fim. Processos infecciosos e inflamatórios prolongados que não são tratados, ou o tratamento é interrompido precocemente, podem favorecer a penetração de micróbios na corrente sanguínea e desencadear a endocardite.

O tratamento da endocardite bacteriana é feito através da administração de medicamentos antibióticos por via endovenosa. Casos mais graves podem necessitar de cirurgia.

Saiba mais em: Endocardite infecciosa: Quais os sintomas, complicações e como tratar?

O que pode causar endocardite?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A principal causa da endocardite infecciosa é a presença de uma lesão prévia do endotélio cardíaco, que podem ser originadas por:

  • Doença cardíaca congênita
  • Válvulas cardíacas protéticas
  • Prolapso de valva mitral com regurgitação
  • Cardiomiopatia com regurgitação, entre outras.

Portanto, mais importante do que entender as causas, é reconhecer os fatores de risco para causar essa lesão prévia, e a chance de desenvolver a doença. Sem essa lesão prévia, não é possível acontecer a endocardite.

Fatores de risco

Existem fatores de risco que favorecem o desenvolvimento da endocardite, como:

  • Cardiopatia congênita (ex.: transposição de grandes vasos, tetralogia de Fallot, estados de ventrículo único;
  • Presença de marcapasso ou desfibrilador no coração (por risco de lesão direta pelo cabo dos aparelhos);
  • Endocardite prévia, em valva natural;
  • Doenças das válvulas cardíacas;
  • Implantes de válvulas cardíacas artificiais;
  • Uso de drogas injetáveis;
  • Coarctação da aorta;
  • Doença cardíaca degenerativa;
  • Doença reumática;
  • Baixa imunidade (diabetes, uso de corticoide por tempo prolongado, HIV);
  • Infecções prolongadas, ou tratamento irregular (suspensão de antibióticos antes do prescrito, por exemplo);
  • Condições dentárias precárias, presença de cáries e outros focos infecciosos nos dentes, entre outros.
O que é endocardite infecciosa?

A endocardite infecciosa, antigamente conhecida por endocardite bacteriana, ocorre quando bactérias ou outros germes, como fungos e vírus, presentes na corrente sanguínea, chegam ao interior do coração e conseguem se multiplicar devido a presença de uma lesão na parede do músculo.

A lesão que caracteriza a endocardite é chamada de vegetação e acomete principalmente as válvulas cardíacas e artificiais. Contudo, nem todas os germes circulantes no sangue tem predileção ou capacidade de se alojar no coração e desencadear um processo infeccioso.

Atualmente sua classificação é dividida em aguda e subaguda, aonde a principal diferença é a gravidade dos sintomas e tempo de evolução, porém sabendo que ambas apresentam alto risco de óbito se não tratadas a tempo, é fundamental procurar uma emergência na suspeita da doença.

Na suspeita de endocardite infeciosa procure um serviço de emergência médica para melhor avaliação.

Leia também: Endocardite: Quais são os sintomas e possíveis complicações?

Endocardite é grave? Como é o tratamento?