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Endométrio

Qual a espessura normal do endométrio?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A espessura normal do endométrio nas mulheres em idade fértil, ou seja, entre a menarca (1ª menstruação) e a menopausa (última menstruação), varia de acordo com a fase do ciclo menstrual:

  • Menstruação: 1 - 4 mm;
  • Fase proliferativa:
    • 1ª semana do ciclo: 2,5 - 6 mm;
    • 2ª semana do ciclo: até 9 mm;
  • Ovulação: 10 - 15,9 mm;
  • Fase secretória: 6 - 14 mm.

Já na pós-menopausa, que inclui o climatério, a espessura normal do endométrio é de até 5 mm, podendo variar de acordo com a história clínica da mulher e uso de terapia de reposição hormonal.

Em caso de terapia de reposição hormonal combinada (estrogênio e progestínico), a espessura endometrial pode variar até 4 mm.

No pós-parto (puerpério), a espessura normal do endométrio pode chegar aos 11 mm.

Leia também: Qual a espessura ideal do endométrio para engravidar?

O que é espessamento endometrial?

Espessamento endometrial é um endométrio com 5 mm ou mais, observado no ultrassom de mulheres após a menopausa que não fazem terapia de reposição hormonal.

O câncer de endométrio deve ser investigado quando a mulher, na pós-menopausa, apresenta espessamento endometrial acompanhado de sangramento uterino persistente.

Saiba mais em: Quais os sintomas do câncer de endométrio?

O/a médico/a ginecologista é quem deve avaliar a ultrassonografia e, em caso de suspeita de câncer, solicitar uma biópsia.

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Qual a espessura ideal do endométrio para engravidar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A espessura ideal do endométrio para engravidar é de 7 mm a 14 mm. Essa é a espessura endometrial necessária para a implantação do embrião no útero,que é o que consolida a gravidez.

Mulheres com endométrio fino (menos de 6 mm) na fase de implantação (5 a 7 dias depois da ovulação) têm menos chances de engravidar.

Mesmo usando medicamentos que induzem a ovulação, dificilmente será possível engravidar com um endométrio de espessura inferior a 6 mm. 

A espessura e o aspecto do endométrio são importantes para verificar a capacidade reprodutiva da mulher. Um endométrio fino não é capaz de "segurar" o embrião no útero.

Portanto, mesmo que ocorra o encontro do óvulo com o espermatozoide, a gestação não acontece, pois o embrião (óvulo fecundado) não consegue se implantar na camada interna do útero (endométrio).

Dependendo do caso, o médico ginecologista poderá prescrever medicamentos que ajudam a aumentar a espessura do útero, de maneira a tornar possível uma gravidez.

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Pólipo endometrial causa dor? Quais são os sintomas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Pólipo endometrial normalmente não causa dor e a maioria dos casos são assintomáticos. Quando presente, o principal sintoma é o sangramento uterino anormal, geralmente com fluxo mais intenso durante a menstruação e escapes fora do período. 

Contudo, embora não seja comum, algumas mulheres com pólipos endometriais podem sentir dores ou incômodo na pelve. Outros sinais e sintomas que podem estar presentes são os sangramentos uterinos durante as relações.

Além disso, dependendo da localização, o pólipo endometrial pode tornar mais difícil a fixação do óvulo fertilizado no útero e dificultar a gravidez. 

Em mulheres na pós-menopausa, muitas vezes a única manifestação encontrada é um espessamento endometrial verificado durante o ultrassom transvaginal, já que apenas 30% desses casos são sintomáticos.

A suspeita de pólipo no útero é levantada se, na pós-menopausa, o endométrio apresentar um espessamento igual ou superior a 5 mm.

O pólipo endometrial é um tecido anormal que cresce no endométrio (parte interna do útero). Normalmente os pólipos são benignos e ocorrem sobretudo em mulheres entre 30 e 50 anos.

Veja também: O que é um pólipo uterino?

O aparecimento de pólipo endometrial pode estar associado a fatores hormonais ou lesões internas no útero, embora a sua causa exata não seja bem conhecida.

Atualmente não há evidências científicas que permitam afirmar se os pólipos endometriais sofrem malignização, ou sejam, evoluam para o câncer de endométrio ou não. Portanto, o seu tratamento irá depender basicamente dos sintomas que causa, 

Leia também: Pólipo endometrial pode virar câncer?

O tratamento do pólipo uterino pode incluir terapia hormonal ou cirurgia para remover o pólipo.

O médico ginecologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar pólipos no útero.

Saiba mais em:

Qual é o tratamento para pólipo endometrial?

Como diagnosticar e qual o tratamento para pólipos uterinos?

Quais as causas e sintomas do pólipo uterino?

Pólipos uterinos impedem a gravidez?

Quais os sintomas do câncer de endométrio?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O principal sintoma do câncer de endométrio é o sangramento vaginal, chamado sangramento uterino anormal, que pode se manifestar na fase inicial da doença e ocorre em mais de 90% dos casos de câncer de endométrio.

Outros sintomas que também podem estar presentes incluem dor, sensação de peso na pelve, corrimento vaginal e emagrecimento.

O sangramento uterino em mulheres na pós-menopausa é um forte indício de câncer de endométrio, uma vez que a maioria das pacientes afetadas pelo tumor encontram-se nessa fase. Nesses casos, é comum ainda a queixa de corrimento vaginal de cor branca ou amarelada, semanas ou meses antes do início do sangramento.

Sangramentos vaginais fora do período menstrual em mulheres na pré-menopausa também devem ser investigados.

Quando o câncer já se espalhou para outras partes do corpo (metástase), podem surgir sinais e sintomas relacionados com os órgãos atingidos pela doença, tais como:

  • Prisão de ventre (intestinos);
  • Dificuldade para urinar (bexiga);
  • Tosse, falta de ar (pulmões);
  • Icterícia (fígado);
  • Presença de nódulos ou "ínguas" (linfonodos);
  • Tumor vaginal.

O câncer de endométrio é o câncer ginecológico mais comum nos países desenvolvidos. Os fatores de risco para desenvolver o tumor incluem terapia com estrógenos, ausência de ovulação crônica, obesidade, hipertensão arterial, idade entre 40 e 50 anos, pré-disposição genética, primeira menstruação precoce e menopausa tardia.

O câncer de endométrio tem tratamento, mas é importante que o mesmo seja iniciado o mais cedo possível. Consulte um médico ginecologista em caso de sangramento uterino anormal, principalmente se você estiver na pós ou pré-menopausa.

Saiba mais em: Câncer de endométrio tem cura?

O que é endométrio proliferativo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Endométrio proliferativo é o endométrio durante a primeira fase do ciclo menstrual, a fase folicular. Essa condição ocorre em todos os meses durante a renovação do endométrio ao longo do ciclo  menstrual.

Em algumas situações, o endométrio persiste proliferativo e pode causar uma hiperplasia.

A hiperplasia endometrial pode ser resultado de um excesso de exposição ao estrogênio, como nos casos de obesidade, ausência de ovulação, uso de medicamentos à base de estrogênio sem progesterona ou em alguns tumores do ovário.

Após a identificação do endométrio proliferativo, o/a médico/a ginecologista poderá solicitar biópsia do endométrio para uma análise mais detalhada.

O exame que identificou endométrio proliferativo deve ser levado ao/à profissional que o solicitou para que dê continuidade ao acompanhamento clínico e tratamento adequado caso seja necessário.

Saiba mais em: Pólipo endometrial causa dor? Quais são os sintomas?

O que é endométrio?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Endométrio é a camada interna do útero.

Essa camada sofre alterações de acordo com estímulos hormonais, podendo espessar e reduzir ao longo do ciclo menstrual.

No início do ciclo menstrual, o endométrio se descama dando origem ao sangue menstrual ou menstruação. Após o final do sangramento, a camada inicia seu processo de espessamento até alcançar o pico máximo e novamente se descamar, encerrando o ciclo menstrual.

É nessa camada que ocorre a fixação do óvulo fecundação (nidação) e o posterior desenvolvimento da placenta e do embrião.

Em alguns desequilíbrios hormonais, o endométrio pode se espessar demasiadamente dando origem a algumas patologias ou ficar muito fino impossibilitando essa fixação.

A sua avaliação pode ser feita pelos exames de ultrassonografia e histerossalpingografia.

Pólipo endometrial pode virar câncer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O risco de um câncer de endométrio ter origem num pólipo endometrial é bastante baixo, já que menos de 1% dos pólipos endometriais apresentam células cancerígenas dentro deles. Na grande maioria dos casos, o pólipo é benigno e não evolui para câncer.

Pólipos endometriais grandes (mais de 15 mm) na pós-menopausa normalmente são os que requerem mais atenção no que se refere ao risco de malignização. A taxa de câncer nesses casos pode chegar a 3%.

Mulheres com mais de 60 anos de idade e as que apresentam sangramentos uterinos depois da menopausa também podem ter mais chances de desenvolver câncer de endométrio.

Portanto, os principais fatores de risco para que um pólipo endometrial evolua para câncer são o tamanho do pólipo, a presença de sangramentos uterinos anormais, a idade da mulher e o seu estado reprodutivo (idade fértil ou menopausa).

Contudo, não há um consenso de que o pólipo endometrial favoreça o aparecimento de um tumor maligno ou aumente as chances da mulher desenvolver câncer de endométrio (parte interna do útero).

A incidência de câncer endometrial nessas pacientes pode não ser necessariamente maior do que nas mulheres que não têm pólipos. Isso porque as pacientes com pólipos endometriais sintomáticos são submetidas mais vezes à histeroscopia, o que aumenta as chances de diagnosticar um eventual câncer.

Mulheres que não têm pólipos endometriais ou têm e não manifestam sintomas (sangramentos uterinos anormais), não fazem tantas histeroscopias. Este exame, que permite visualizar o interior do útero através de um aparelho com uma microcâmera na sua extremidade, é o mais utilizado no diagnóstico e tratamento do pólipo endometrial.

Veja também: Qual é o tratamento para pólipo endometrial?

É possível que a presença dos sintomas do pólipo conduzam a uma investigação médica que leve ao diagnóstico do câncer de endométrio. Além disso, o tumor pode não ter necessariamente origem no pólipo, mas em qualquer outra parte do endométrio.

Mesmo com um baixo risco de malignização, o tratamento cirúrgico ainda é indicado em casos de pólipos que causam sintomas.

Saiba mais em: Pólipo endometrial causa dor? Quais são os sintomas?

Portanto, ainda é controverso se a presença de pólipos endometriais pode ser considerado um fator de risco para desenvolver câncer de endométrio, uma vez que faltam evidências para se poder afirmar com certeza que um pólipo pode evoluir para câncer.

Exame endovaginal: endométrio está... Posso estar grávida?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode sim, se você teve relação sem proteção, mas não por causa do exame. Este exame, o melhor essa parte do útero que o exame mostro não tem muito haver com gravidez nesse sentido da sua pergunta.

Câncer de endométrio tem cura?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, câncer de endométrio tem chance de cura. Segundo associações de câncer no Brasil, mais de 90% das mulheres com câncer de endométrio localizado, alcançam a cura da doença após o tratamento adequado. Apenas pequena parcela, com doença já avançada ou presença de metástases, reduzem consideravelmente esta estatística.

O tratamento é cirúrgico, com retirada do útero (histerectomia), trompas, ovários e gânglios linfáticos regionais. Quimioterapia, radioterapia e terapia hormonal também podem ser indicadas após a cirurgia, como tratamento complementar.

Entretanto, quando o câncer já disseminou para outros órgãos do corpo (metástase), a quimioterapia passa a ser o tratamento de escolha, e a taxa de cura é bem menor.

O procedimento cirúrgico pode ser realizado por meio de métodos minimamente invasivos, como a laparoscopia, ou pela cirurgia aberta, laparotomia.

Após o fim do tratamento, a paciente deve ser avaliada regularmente pelo médico ginecologista. Os cuidados no 1º e no 2º ano após a cirurgia podem incluir radiografias, exames pélvicos, exames de sangue e Papanicolau seriados, a cada 3 meses, ou anual, dependendo de cada caso.

Lembrando que sempre que houver sintomas como emagrecimento, perda de apetite, alterações urinárias ou intestinais, dor ou sangramento vaginal, deve informar imediatamente ao médico.

Saiba mais em: Quais os sintomas do câncer de endométrio?

Meu endométrio está medindo 11mm, pode ser gravidez?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Gravidez é somente uma das coisas que aumenta o endométrio.

Meu endométrio está com 3,3 mm é normal?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

A espessura do seu endométrio está dentro do limite da normalidade.