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Enxaqueca e Cefaleia
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Enxaqueca e cefaleia (dor de cabeça) não são a mesma coisa. A diferença é que a enxaqueca é uma doença, enquanto que a cefaleia é um sintoma que pode ter muitas origens, sendo uma delas a enxaqueca.

Existem dois tipos de cefaleia, as primárias e as secundárias. As cefaleias primárias são aquelas sem uma causa etiológica definida por investigação através de exames, entre elas tem-se as enxaquecas, cefaleias em salvas e cefaleias do tipo tensional.

Já as cefaleias secundárias são aquelas com uma causa etiológica bem definida, ou seja, são provocadas por outras doenças, como infecções sistêmicas, meningite, encefalite, tumores cerebrais, hemorragia cerebral, intoxicações ou disfunções endócrinas.

A enxaqueca é uma doença que caracteriza-se por crises de cefaleia que podem ser diárias, semanais, quinzenais ou ainda mais esparsas.

Os principais sintomas da enxaqueca são:

  • Dor de cabeça latejante, normalmente em apenas um lado da cabeça, que piora ao fazer qualquer esforço físico;
  • Náuseas;
  • Vômitos
  • Visão turva;
  • Tontura;
  • Aura visual (linhas e pontos luminosos na visão);
  • Sensibilidade à luz (fotofobia), barulhos e cheiros.

Uma crise de enxaqueca pode durar 2 ou mais dias e pode ser incapacitante, dificultando a realização das atividades da vida diária.

O diagnóstico da enxaqueca deve ser feito por um médico de família, clínico geral ou neurologista que pode fazer a diferenciação entre enxaqueca ou outros tipos de cefaleias e conduzir ao tratamento adequado para cada caso.

Últimos meses tenho tido dores de cabeça fortes, quase todos os dias no mesmo horário. É alguma doença?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Dores de cabeças em crises com hora certa para acontecer geralmente entra dentro dos diagnósticos diferenciais de enxaqueca, como a principal causa de enxaqueca são os problemas emocionais, repousa sobre você o que seu médico chamou de "estresse". Normalmente quem cuida de dor de cabeça é a especialidade médica: neurologia.

Qual é o tratamento da enxaqueca?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O tratamento para enxaqueca é baseado nas características de cada pessoa, mas com base em medidas não farmacológicas e medicamentos, na crise ou até preventivos.

Com uma ferramenta bastante simples e útil, o diário da dor, hoje é possível o paciente registrar todos os eventos que sente de dor, e suas características. Nesse diário é possível registrar não só a data, mas os horários, o que comeu no dia, se houve algum problema, estresse, ciclo menstrual ou privação de sono, enfim, dados que possibilitam um tratamento direcionado para cada caso.

Medidas não farmacológicas

Além dos medicamentos, o tratamento da enxaqueca inclui também medidas não farmacológicas, como técnicas de relaxamento, evitar jejuns prolongados, não fumar, controlar o estresse, melhorar a qualidade do sono, ainda, a prática regular de atividade física, psicoterapia e acupuntura, que comprovadamente apresentam boa resposta e redução das crises de dor.

Medicamentos

O tratamento medicamentoso da enxaqueca se divide entre o alívio da dor (nas crises) e a prevenção das crises, quando indicada.

  1. Na crise - quando a dor de cabeça já está instalada, podem ser usados analgésicos de efeito rápido como Paracetamol e Dipirona. Outros medicamentos usados para tratar os episódios de enxaqueca são os anti-inflamatórios (Diclofenaco, Indometacina, Ibuprofeno, Naproxeno e Etoricoxib).
  2. Na prevenção - quando está indicado o tratamento preventivo, as medicações mais prescritas são antidepressivos (Amitriptilina), anticonvulsivantes (Ácido Valproico, Topiramato, Gabapentina), betabloqueador (Propranolol, Atenolol), bloqueador de canal de cálcio (Flunarizina, Verapamil), a Melatonnia e derivados, Toxina botulínica.

O tratamento preventivo é uma decisão que deve ser tomada entre o/a médico/a assistente e o paciente, e vai depender de diversos fatores clínicos e particulares. Tem como principal objetivo prevenir novas crises de dor de cabeça e reduzir a intensidade e a frequência dos episódios.

Vale lembrar que uma das formas mais eficazes para prevenir a enxaqueca é identificar e evitar os fatores que desencadeiam as crises.

O/A médico/a neurologista é o/a responsável pelo diagnóstico e tratamento da enxaqueca.

Saiba mais em:

Enxaqueca: causas, sintomas e tratamento

Enxaqueca menstrual: remédios e medidas caseiras para aliviar a dor

O que é enxaqueca com aura e quais os sintomas?

Que remédios devo tomar para enxaqueca?

Referência

ABN. Academia Brasileira de Neurologia.

Tenho muita dor de cabeça entre os olhos, qual médico ir?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Pode procurar o otorrinolaringologista, conforme indicado pelo oftalmologista, provavelmente encontrou alguma alteração no seu exame que sugeriu um problema dessa área, como por exemplo uma sinusite, e por isso o indicou.

No entanto, também pode procurar um médico clínico geral ou médico de família, ambos são capacitados para diagnosticar e tratar um caso de sinusite. Assim como são capazes de identificar e tratar outras causas comuns de dores de cabeça.

Após avaliação, se entenderem necessário, será orientado a procurar um especialista.

Causas de dores de cabeça

Dentre causas comuns de dores de cabeça, temos:

  • Distúrbios visuais (miopia, astigmatismo, entre outros);
  • Uso irregular de óculos;
  • Enxaqueca;
  • Sinusite;
  • Alergias respiratórias;
  • Pressão arterial elevada;
  • Estresse, ansiedade.

Pode lhe interessar o artigo: Sinto muita dor de cabeça de um lado da fonte. O que pode ser?

Como diagnosticar uma dor de cabeça?

Para o diagnóstico correto de uma dor de cabeça, é preciso colher uma história detalhada dessa queixa, como o tempo de início da dor, as suas características, doenças associadas, uso de medicamentos, entre outros. Chamamos a história clínica de anamnese, e uma boa anamnese corresponde a 70% do diagnóstico.

Após a anamnese, o exame físico deve ser o próximo passo. Quando o médico examina o paciente, consegue encontrar ou descartar alterações nos sistemas avaliados.

Por fim, munido de suas suspeitas diagnósticas, o médico poderá solicitar os exames que complementam, confirmando ou excluindo as suas suspeitas.

O tratamento será baseado no diagnóstico definitivo.

Leia também: Cefaleia: o que é, quais os tipos, sintomas e como tratar?

Tenho enxaqueca 2 a 3 vezes por semana. O que eu poderia fazer para diminuir as dores?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Existe tratamento já bem definido e com vasta experiência por parte dos médicos para tratamento da enxaqueca, procure um médico, se possível um neurologista. Exercícios físicos regulares, alimentação equilibrada, dormir adequadamente (qualidade e quantidade), evitar fatores estressantes e evitar alguns alimentos (queijos envelhecidos, frutas cítricas... entre outros que você possa identificar) e bebidas alcoólicas, podem ajudar a reduzir o número e a intensidade das crises.

Cefaleia: o que é, quais os tipos, sintomas e como tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Cefaleia é o termo médico para “dor de cabeça”. A cefaleia caracteriza-se por dor ou desconforto na cabeça ou no couro cabeludo, podendo ainda se estender para o pescoço. Em geral, as causas da cefaleia não estão relacionadas com problemas graves, mas com tensão muscular, estresse, problemas de vista, resfriado, febre ou tensão pré-menstrual.

No entanto, por outro lado, uma dor de cabeça forte ou constante, associada a febre alta, náuseas ou vômitos, pode estar associada a condições mais graves, como:

  • Derrame cerebral (AVC - Acidente Vascular Cerebral);
  • Hemorragia entre o cérebro e a membrana que o recobre (meninge);
  • Pressão arterial muito alta;
  • Meningite;
  • Encefalite (inflamação no cérebro);
  • Abscesso cerebral;
  • Tumor cerebral;
  • Acúmulo de líquido dentro do crânio (hidrocefalia);
  • Aumento da pressão no interior do crânio;
  • Intoxicação por monóxido de carbono;
  • Apneia do sono, que leva a uma diminuição da oxigenação cerebral;
  • Malformação de veias ou artérias cerebrais;
  • Aneurisma cerebral.

E por esse motivo, na presença de um desses sintomas, é recomendado procurar um atendimento de urgência, para avaliação médica.

Quais são os tipos de cefaleia e seus sintomas? Cefaleia tensional

O tipo mais comum de dor de cabeça é a cefaleia tensional, causada por tensão muscular nos ombros, no pescoço, no couro cabeludo e na mandíbula. A cefaleia de tensão pode estar relacionada com estresse, depressão, ansiedade, traumatismo craniano ou posição inadequada da cabeça e do pescoço.

Nesses casos, a dor atinge toda a cabeça, ou se inicia de um lado e depois de espalha por todo couro cabeludo. A pessoa costuma sentir uma sensação de cabeça pesada, como se tivesse algo apertando a sua cabeça. Também pode haver dor e rigidez nos ombros, no pescoço e na mandíbula.

Enxaqueca

A dor de cabeça da enxaqueca é forte, do tipo latejante ou pulsátil. Geralmente vem acompanhada de outros sintomas, como alterações visuais, sensibilidade à luz e ao ruído, náuseas, vômitos e irritabilidade. A dor tende a começar em um lado da cabeça e se espalhar para os lados direito e esquerdo, além de piorar com os movimentos.

A enxaqueca pode vir associada a um grupo de sintomas que começam antes da dor de cabeça. É a chamada enxaqueca com aura. Nesses casos, a pessoa costuma sentir alterações visuais, como imagens brilhantes ou riscos luminosos, visão dupla ou desfocada, pouco antes da dor se iniciar.

A enxaqueca pode ser desencadeada por alimentos como chocolate, vinho tinto e queijos amarelos, abstinência de cafeína, falta de sono e consumo de álcool.

Cefaleia de rebote

Também conhecida como cefaleia por uso excessivo de medicamentos, é uma dor de cabeça desencadeada pelo consumo excessivo de analgésicos. Pessoas que tomam analgésicos por mais de 3 dias por semana regularmente podem desenvolver esse tipo de cefaleia.

Cefaleia crônica

Trata-se de uma dor de cabeça de caráter constante, extremamente dolorosa, que ocorre várias vezes ao dia e durante meses, desaparecendo por semanas ou meses. A cefaleia nesses casos dura menos de uma hora e tende a ocorrer no mesmo horário todos os dias.

Cefaleia sinusal

Esse tipo de dor de cabeça causa dor na testa e na face. Ocorre devido à inflamação dos seios paranasais, localizados atrás das bochechas, do nariz e dos olhos. A dor piora quando a pessoa se inclina para a frente e acorda pela manhã.

Cefaleia por arterite temporal

É uma dor de cabeça desencadeada pela inflamação e pelo inchaço da artéria responsável pela irrigação sanguínea de uma parte da cabeça, das têmporas e do pescoço. Uma doença que deve ser tratada rapidamente, para evitar complicações graves, como problemas visuais.

O que fazer em caso de cefaleia?

Esse é um tema muito complexo, devido ás inúmeras causas de cefaleia, entretanto, a primeira conduta a ser tomada, deve ser medir sua pressão arterial. Visto que temos uma alta prevalência de hipertensão na população, e essa é a principal causa de derrames e infartos do coração.

Outras medidas que podem ajudar, será aumentar a ingesta de água, evitar jejum, evitar situações de estresse e caso seja frequente, será necessário agendar uma consulta com neurologista para avaliação detalhada.

Nos casos de enxaqueca já diagnosticada, você deve:

  • Beber bastante água para evitar desidratação, especialmente em caso de vômitos;
  • Repouso em ambiente silencioso e escuro;
  • Tomar sua medicação para crises, orientada pelo médico neurologista.

Manter um “diário de dor de cabeça” ajuda muito, pois por ele é possível identificar os fatores que desencadeiam o seu tipo de cefaleia, auxiliando no tratamento e no planejamento de prevenção das crises.

Os diários são de fácil preenchimento e devem conter no mínimo os seguintes dados:

  • A data e a hora em que a dor começou;
  • Tempo de duração;
  • Localização e intensidade da dor;
  • O que você comeu e bebeu nas últimas 24 horas;
  • Quantas horas você dormiu na noite anterior;
  • O que estava fazendo e onde estava pouco antes da dor de cabeça começar;
  • Fatores que melhoraram ou pioraram a dor;
  • Se a medicação de SOS prescrita foi suficiente para resolver o quadro.
Que remédio posso usar para acabar com a cefaleia?

A maioria das dores de cabeça podem ser aliviadas com medicamentos analgésicos simples, como paracetamol®, novalgina® e ibuprofeno®. Porém, é fundamental definir a causa da sua dor, definir se existe necessidade de tratamento preventivo, e de acordo com sua história médica, qual será a melhor opção.

Para isso, é preciso que procure um médico da família, clínico geral ou neurologista, para avaliação e planejamento do seu tratamento.

Leia também: Qual é o tratamento da enxaqueca?

Enxaqueca: como aliviar a dor de cabeça?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para aliviar a dor de cabeça da enxaqueca, recomenda-se:

  • Tomar medicamentos analgésicos ou anti-inflamatórios logo que surjam os primeiros sintomas de uma crise,
  • Beber água para evitar a desidratação (sobretudo se houver vômitos),
  • Repouso em ambiente calmo e escuro,
  • Medicamentos para náuseas e vômitos, se for o caso, também ajudam na melhora mais rápida dos sintomas.

Os remédios indicados para aliviar a dor de cabeça incluem paracetamol®, ibuprofeno®, naproxeno® ou ácido acetilsalicílico®, sobretudo quando a enxaqueca é leve.

No entanto, é importante lembrar que tomar medicamentos para dor por mais de 3 dias por semana pode causar dor de cabeça por uso abusivo de medicamentos. Esse tipo de dor, causada pelo consumo excessivo de analgésicos, deve ser tratada por um especialista, neurologista ou cefaliatra (médico que trata cefaleias).

Além disso, tomar muito paracetamol, ibuprofeno ou ácido acetilsalicílico, podem causar danos no fígado, estômago ou nos rins.

Para casos mais graves ou refratários aos analgésicos comuns, existem outras opções, como os triptanos sob a forma de comprimidos, sprays nasais, supositórios ou injeções e mais recentemente, a inclusão da aplicação de toxina botulínica tipo A (Botox®), nos casos de cefaleia tensional refratária.

Como curar enxaqueca?

A enxaqueca não tem cura. O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas e prevenir as crises, evitando ou alterando os fatores que desencadeiam as enxaquecas.

Mudanças no estilo de vida ajudam bastante a reduzir as crises, tais como:

  • Melhorar a qualidade do sono, dormir o suficiente e sempre que possível mantendo uma rotina de horários;
  • Melhorar os hábitos alimentares, incluindo não pular refeições e evitar alimentos que desencadeiam as crises;
  • Evitar ou aprender a controlar o estresse;
  • Perder peso, quando necessário.
O que é enxaqueca e quais são os sintomas?

Enxaqueca é um tipo de dor de cabeça com sinais e sintomas bem característicos. São eles:

  • Dor intensa, tipo latejante ou pulsátil,
  • Unilateral (podendo se espalhar após algum tempo),
  • Piora com a luz ou barulhos,
  • Associada a náuseas e vômitos,
  • História familiar presente (mãe, pai ou irmãos com enxaqueca).

Outros sintomas neurológicos da enxaqueca incluem bocejos, dificuldade de concentração, dificuldade para encontrar palavras, tontura, fraqueza, dormência e formigamento.

Os sintomas duram em média 6 a 8 horas, podendo chegar a 3 dias de dor contínua, o que chamamos de "crise enxaquecosa". Situação que acaba por levar o paciente a um serviço de emergência, para tratamento mais efetivo.

Quais as causas da enxaqueca?

A enxaqueca é causada por uma atividade anormal do cérebro, que pode ser desencadeada por muitos fatores. No entanto, o conjunto exato dos fatores que provocam enxaqueca é desconhecido e variam de pessoa para pessoa.

Acredita-se que a crise começa no cérebro e envolve vias nervosas e químicas, causando dilatação dos vasos sanguíneos. Essas alterações afetam o fluxo sanguíneo no cérebro e nos tecidos ao redor.

Em geral, a enxaqueca se inicia na infância ou adolescência. A primeira crise após os 30 anos de idade fala contra o diagnóstico de enxaqueca. A doença é mais frequência em mulheres e está relacionada com história familiar de dores de cabeça.

Uma crise de enxaqueca pode ser desencadeada por:

  • Jejum ou Pular refeições;
  • Abstinência de cafeína;
  • Alterações hormonais durante o ciclo menstrual ou devido ao uso de pílula anticoncepcional;
  • Alterações nos padrões de sono, como não dormir o suficiente;
  • Consumo de bebidas alcoólicas;
  • Exercício extenuante ou outro estresse físico;
  • Barulhos intensos ou luzes brilhantes;
  • Cheiros e perfumes;
  • Tabagismo ou exposição à fumaça do cigarro;
  • Estresse e ansiedade.

Certos alimentos também podem causar enxaqueca. Os mais comuns são:

  • Chocolate;
  • Laticínios, especialmente queijos amarelos;
  • Produtos com glutamato monossódico;
  • Alimentos que contêm tiramina, como vinho tinto, queijo curado, peixe defumado, fígado de galinha, figo e algumas leguminosas;
  • Carnes que contenham nitratos (bacon, salsicha, salame, carnes curadas);
  • Amendoim, nozes, amêndoas, avelãs;
  • Alimentos processados, fermentados ou marinados.
Qual a diferença de enxaqueca com aura e sem aura?

Existe um sinal que antecede a dor de cabeça, conhecido por aura, porém nem todos os portadores de enxaqueca percebem esse sinal. Os casos em que a aura é evidentes, representam as enxaquecas "com aura". Quando a enxaqueca já se inicia com a dor, é definida por enxaqueca "sem aura".

Portanto, a aura é um grupo de sintomas neurológicos que são considerados um sinal de alerta de que uma enxaqueca está se aproximando.

A aura mais comum é a aura visual, com alterações na visão como:

  • Pontos de cegueira temporária ou manchas coloridas;
  • Visão turva;
  • Dor nos olhos;
  • Ver estrelas, linhas em zigue zague ou luzes piscando;
  • Visão em túnel (ver apenas objetos mais próximos do centro do campo de visão).

Porém, pode haver outros tipos de aura, como dor de estômago, tontura, mal-estar. O paciente com o tempo passa a reconhecer a sua aura, o que auxilia muito no seu tratamento.

O tratamento nesse momento de aura, possibilita a interrupção da irritação neuronal e muitas vezes o impedimento da crise de dor.

O médico neurologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da enxaqueca.

Leia também:

Enxaqueca menstrual: remédios e medidas caseiras para aliviar a dor

Qual é o tratamento da enxaqueca?

Referência

ABN. Academia Brasileira de Neurologia.

Como diferenciar enxaqueca e outras cefaleias (tensional, em salvas, secundárias)?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A enxaqueca pode em muitos casos ser diferenciada dos outros tipos de cefaleias através da avaliação das suas características.

A enxaqueca é caracterizada por ser uma dor de cabeça que, na maioria das vezes, atinge um único lado da cabeça, diferentemente das outras formas de cefaleia que atingem a cabeça toda.

A enxaqueca causa uma dor de aspecto pulsátil e pode ainda ocasionar sintomas neurológicos, chamados de aura, que são sintomas específicos de uma forma de enxaqueca chamada enxaqueca com aura.

Como identificar a enxaqueca?

A enxaqueca é uma dor que se localiza geralmente em um único lado da cabeça (unilateral), é uma dor pulsátil e latejante, isto é, aumenta e diminui em intensidade, como se estivesse pulsando.

Em cerca de 30% dos casos pode também atingir a cabeça toda, mas é mais comum ser unilateral.

Pode durar algumas horas ou mesmo dias. Apresenta também outros sintomas como náuseas, vômitos, além disso, piora com a luz, com ruídos e odores fortes.

Pode apresentar sintomas neurológicos, como alterações visuais, déficits na fala ou no movimento da face, ou dos membros. Esses sintomas neurológicos são chamados de aura, portanto, existe a enxaqueca com aura e a enxaqueca sem aura.

Qual o tratamento da enxaqueca?

O tratamento da enxaqueca também inclui medidas não medicamentosas, como:

  • Evitar agentes que desencadeiem as crises como (leite, vinho, chocolate, entre outros);
  • Evitar o consumo abusivo de álcool;
  • Evitar o tabagismo;
  • Realizar medidas de controle do estresse;
  • Manter padrão adequado de sono.

O tratamento medicamentoso inclui analgésicos e anti-inflamatórios para as crises. Para dores de forte intensidade podem ser usados triptanos.

A profilaxia de crises é comumente feita com betabloqueadores (propranolol) e antidepressivos (amitriptilina e venlafaxina).

Leia mais em: enxaqueca: causas, sintomas e tratamentos

Como identificar a cefaleia tensional?

A cefaleia tensional corresponde a uma forma de dor de cabeça que atinge ambos lados da cabeça, por isso, é chamada de bilateral.

Uma forma de cefaleia tensional também muito frequente é aquela que atinge a região da nuca, atrás da cabeça, levando também a dor na região posterior do pescoço.

A dor da cefaleia tensional geralmente é em peso, parece haver algo a fazer pressão ou a pesar na cabeça.

Pode levar a dores e contraturas musculares também no pescoço e nos ombros. É uma dor muito relacionada ao estresse, que pode ser um dos seus principais desencadeadores.

Outros sintomas que podem estar presentes acompanhando o quadro de cefaleia tensional são a intolerância a ruídos, náuseas, vômitos.

Qual o tratamento da cefaleia tensional?

O tratamento da cefaleia tensional inclui medidas não farmacológicas, como:

  • Praticar medidas de controle do estresse e ansiedade (psicoterapia, meditação, etc);
  • Agulhamento para desativação de pontos gatilhos;
  • Acupuntura;
  • Alongamentos e fisioterapia;
  • Manter padrão adequado de sono;
  • Ter uma dieta saudável;
  • Manter-se bem hidratado.

No que se refere ao tratamento medicamentoso, podem ser usados nas crises analgésicos comuns, anti-inflamatórios e pode estar indicado relaxante muscular, em algumas situações.

Quando há recorrência de crises o tratamento profilático é feito com amitriptilina.

Leia mais em: O que é cefaleia tensional e quais os sintomas?

Como identificar a cefaleia em salvas?

É uma cefaleia de forte intensidade, também unilateral, mas mais localizada na região atrás dos olhos, na testa e nas têmporas.

Ocorre frequentemente de madrugada e em episódios curtos de no máximo 30 minutos, mas que podem acontecer repetidamente.

Apresenta também sintomas de lacrimejamento e vermelhidão nos olhos, queda das pálpebras e alterações na pupila.

Qual o tratamento da cefaleia em salvas?

O tratamento da crise de cefaleia em salvas é feito com administração de oxigênio por máscara e uso de medicamentos triptanos, geralmente por via injetável.

Para evitar a recorrência de crises, corticoesteroides podem ser prescritos.

O que são cefaleias secundárias?

As cefaleias secundárias são dores de cabeça decorrentes de outras doenças, tanto doenças sistêmicas, quanto doenças localizadas no sistema nervoso central. Algumas causas de cefaleias secundárias são:

  • Rinossinusite: podem causar dor de cabeça na região frontal da cabeça, em peso;
  • Distúrbios visuais: causa dor na região dos olhos e testa, além de sensação de cansaço visual;
  • Disfunção da articulação temporomandibular: pode levar a uma dor na região da ATM, próximo à mandíbula e no lado da cabeça correspondente;
  • Meningite: causa cefaleia, que vem acompanhada de rigidez de nuca e vômito;
  • Traumatismo: pode causar dor intensa no local do trauma e presença de outros sintomas, como convulsão, alteração do nível de consciência, etc.

O tratamento das cefaleias secundárias devem incidir sobre a causa da cefaleia, portanto, trata-se a doença que está a desencadear a dor de cabeça.

Caso apresente dores de cabeça persistentemente consulte um médico de família, clínico geral ou neurologista para uma avaliação.

Como prevenir uma crise de enxaqueca?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Para prevenir uma crise de enxaqueca, é importante identificar os fatores que desencadeiam as crises. Manter um “diário de dor de cabeça” pode ajudar a detectar as causas da enxaqueca e evitar a dor de cabeça. Quando tiver uma crise de enxaqueca, escreva no diário:

  • O dia e a hora que a enxaqueca começou;
  • O que comeu e bebeu nas últimas 24 horas;
  • Quantas horas dormiu na noite anterior;
  • O que estava fazendo e onde estava imediatamente antes do início da crise;
  • Quanto tempo durou a dor de cabeça e o que a aliviou.

Alimentos, bebidas, álcool, estresse, alterações hormonais, pular refeições, dormir mal, certos odores ou perfumes, barulhos altos ou luzes brilhantes, exercícios e tabagismo são algumas das causas da enxaqueca.

Além disso, Tomar analgésicos por mais de 3 dias por semana regularmente pode causar dor de cabeça de rebote, ou seja, o medicamento para aliviar a dor acaba provocando dores de cabeça devido ao seu uso excessivo.

Algumas mudanças no estilo de vida que podem ajudar a evitar uma crise de enxaqueca incluem:

  • Evitar os gatilhos que parecem causar enxaqueca;
  • Dormir bem à noite;
  • Praticar exercícios físicos regularmente;
  • Reduzir aos poucos a quantidade de cafeína consumida diariamente;
  • Controlar o estresse.

Há determinados alimentos que podem causar crises de enxaqueca e devem ser evitados. Os mais comuns são:

  • Alimentos processados, fermentados, marinados ou em conserva;
  • Alimentos com glutamato monossódico;
  • Bolos, pães, biscoitos e outros alimentos assados;
  • Chocolate, nozes, laticínios;
  • Frutas como abacate, banana, frutas cítricas e figo;
  • Carnes que contêm nitratos, como bacon, salsicha e salame;
  • Vinho tinto, queijo curado, peixe defumado;
  • Fígado de galinha, algumas leguminosas.
Como aliviar a enxaqueca?

Para aliviar a enxaqueca, recomenda-se tratar os sintomas assim que começar uma crise. Isso pode ajudar a diminuir a dor de cabeça. Quando os sintomas da enxaqueca começarem:

  • Beba água para evitar a desidratação, especialmente se ocorrer vômitos;
  • Descanse num quarto calmo e escuro;
  • Tome medicamentos para aliviar a dor de cabeça, como paracetamol, ibuprofeno ou ácido acetilsalicílico. Essas medicações geralmente funcionam quando a crise de enxaqueca é leve.

Pessoas que sofrem crises frequentes de enxaqueca podem precisar tomar medicamentos para reduzir a frequência das mesmas. Esse tipo de medicação precisa ser tomada todos os dias para ser eficaz.

O médico neurologista, clínico geral ou médico de família são especialistas indicados para diagnosticar e tratar a enxaqueca.