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Formigamento

Dedos da mão sem sensibilidade, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A falta de sensibilidade nos dedos das mãos pode ser causada por problemas na inervação do membro superior (braço, antebraço e mão). Muitas vezes é acompanhada de diminuição de força, formigamento e dormência, podendo estar relacionada à situações em que ocorre uma compressão ou lesão dos nervos desse membro.

Doenças que podem causar falta de sensibilidade nos dedos das mãos:

  • síndrome do Túnel do Carpo: compressão do nervo mediano, no túnel do carpo, localizado no punho, e que inerva os dedos,
  • hérnias de disco cervicais: compressão do nervos que saem da coluna cervical e  que se ligam aos nervos que inervam as mãos,
  • lesões do plexo braquial: conjunto de nervos (radial, ulnar, axilar, musculocutâneo e mediano) que atuam no membro superior,
  • neuropatias periféricas: lesões nos nervos que podem ser causadas  por diabetes, alcoolismo e hanseníase.

O clínico geral ou o neurologista são os médicos indicados para diagnosticar e indicar o tratamento adequado para a falta de sensibilidade nos dedos.

Hormônio da paratireoide (PTH) alto: quais os sintomas e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Se os níveis de paratormônio (PTH), um hormônio produzido pelas paratireoides, estiverem altos, a pessoa nem sempre manifesta sintomas, principalmente nos estágio iniciais desse aumento. Quando presentes, os sintomas são decorrentes do aumento da quantidade de cálcio no sangue e na urina e também da maior retirada de cálcio dos ossos, já o que PTH ajuda a controlar os níveis desse mineral no corpo.

Uma vez que o cálcio é fundamental para o bom funcionamento do sistema nervoso e muscular, os sintomas do hiperparatireoidismo também poderão estar muitas vezes relacionados com esses sistemas.

Pequenos aumentos na concentração de cálcio circulante no corpo normalmente não causam sintomas. Contudo, se os valores estiverem altos, poderá haver formação de pedra nos rins, osteopenia ou osteoporose, problemas renais, fraqueza muscular, formigamentos, prisão de ventre, dores abdominais, náuseas, vômitos, confusão mental, distúrbios psiquiátricos (depressão, psicose) e ainda dor nos ossos.

O hiperparatireoidismo pode ser causado por tumores benignos da paratireoide, aumento do seu tamanho ou ainda por câncer. Há ainda um tipo de hiperparatireoidismo secundário a insuficiência renal.

Para que os níveis de paratormônio voltem ao normal, geralmente é necessário remover o tumor ou a própria paratireoide através de cirurgia. Quando o hiperparatireoidismo é decorrente de um aumento benigno da paratireoide, como no caso do hiperparatireoidismo secundário, a glândula pode ser removida e implantada em outra parte do corpo. 

Se a quantidade de cálcio circulante estiver muito elevada, o tratamento deve incluir hidratação por via oral ou endovenosa. Se a opção for pela hidratação oral, a pessoa deve beber pelo menos 2 litros de água por dia. Caso o médico opte pela hidratação endovenosa, serão administrados, em média, 3 litros de soro por dia ao paciente. Quando essas medidas não são suficientes para normalizar os níveis de cálcio, podem ser usados alguns medicamentos, como diuréticos.

Caso suspeite de elevação do hormônio da paratireoide procure um médico de família ou clínico para uma avaliação inicial. Em muitos casos pode ser necessário um encaminhamento para o endocrinologista.

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O que pode causar tireoide alterada?

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Tenho tremores na cabeça. O que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Tremores e espasmos musculares podem ter muitas causas. A origem pode estar no nervo, no músculo ou ainda ter fundo emocional, como ansiedade. Se os tremores na cabeça são desencadeados por sustos, nervosismo, ansiedade ou estresse, é provável que tenham uma origem psicológica.

Outra causa comum são as alterações de origem neurológica, que frequentemente pioram nos períodos de maior estresse, dentre as mais comuns podemos destacar: o tremor essencial, tremor benigno familiar que acomete voz, mãos e cabeça, nas mãos o tremor é simétrico, de intensidade leve e piora com o movimento ou realização de tarefas delicadas e com estresse;  tremor por uso regular de alguns medicamentos, como suplementos para atividades físicas ou medicamentos para emagrecer; o tremor parkinsoniano, raramente causa tremor na cabeça, mas por vezes pode acontecer em estágios iniciais da doença; tiques motores, que são movimentos rápidos, súbitos e involuntários de cabeça, braço, ou partes do corpo, entre outros. Não são doenças que causem preocupação maior porém devem ser avaliadas por um profissional. 

No seu caso especificamente, o mais indicado é procurar um médico clínico geral ou neurologista, para fazer uma avaliação detalhada e orientações adequadas ao seu caso. 

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Dores no pescoço e ombros, dormência nos olhos e lábios, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Dores no pescoço e ombros, dormência nos olhos e lábios podem não estar diretamente relacionados. As dores no pescoço e ombros podem ser causadas por traumatismos, por tensão crônica sobre os músculos dessas regiões ou por má postura. Já a sensação de dormência pode ser um sintoma causado por estados de ansiedade.

A ansiedade é uma reação normal frente à situações de incerteza, estresse ou perigo. Porém quando essa reação tem uma intensidade ou duração anormal e exagerada para determinada situação, pode ser o resultado de um transtorno de ansiedade. Alguns sinais e sintomas do transtorno de ansiedade são: boca seca, inquietação, tremores, sudorese, dormências ou formigamentos, cansaço, tensão muscular, tontura, taquicardia, sensação de sufocamento, distúrbios gastrointestinais.

O clínico geral deve ser consultado para uma avaliação inicial e para encaminhamentos à outros profissionais da saúde, se necessário.

O que pode causar dor nas costas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A maioria dos casos de dor nas costas, seja do lado direito ou esquerdo, tem origem em tensões e contraturas musculares. Má postura, alterações posturais, esforço físico, estresse e outros transtornos emocionais são algumas das possíveis causas.

Contudo, as dores nas costas também podem ser provocadas por problemas relacionados com a coluna vertebral ou alguma das suas estruturas, como vértebras, nervos, discos intervertebrais, ligamentos e articulações. Como por exemplo a escoliose e as hérnias de disco.

A dor nas costas pode surgir no meio das costas (dorsalgia) ou mais embaixo na altura dos rins, na região da coluna lombar (lombalgia). Em ambos os casos, as principais causas estão relacionadas com a musculatura.

Dor no meio das costas. O que pode ser?

Dor no meio das costas também pode ter origem em traumatismos, envelhecimento, problemas respiratórios, doenças ósseas e articulares da coluna (bico de papagaio, artrite, espondilose, osteomielite) e até tumores. Dependendo da causa, a dor pode piorar ao respirar fundo ou realizar movimentos.

O que pode causar dor na lombar?

A dor lombar tem como principais causas contraturas musculares, hérnias de disco, bicos de papagaio, gravidez, obesidade e alterações posturais.

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Dor nas costas no final da gravidez é normal?

As características da dor nas costas variam de acordo com a causa. Por exemplo, se a lombalgia for sintoma de uma hérnia de disco, a dor pode irradiar para os membros inferiores e vir acompanhada de sensação de formigamento ou dormência em uma das pernas ou pés.

O que pode causar dor nas costas ao respirar?

Dor nas costas ao respirar pode ser causada por contratura ou tensão muscular, mas também pode ter origem em doenças respiratórias mais graves que merecem atenção. O ideal é sempre consultar um médico se a dor não passar.

Como tratar dor nas costas?

O tratamento da dor nas costas depende da sua causa. Se as dores forem musculares, podem ser indicados medicamentos analgésicos, relaxantes musculares e anti-inflamatórios na fase aguda. A fisioterapia também está indicada, tendo como objetivo aliviar a dor e controlar a inflamação, se for o caso.

Depois da fase aguda, o tratamento da dor nas costas deve incidir sobre a sua causa. No caso das dores de origem nervosa, muscular e esquelética, o tratamento pode ser continuado com exercícios específicos, principalmente através de fisioterapia e fortalecimento muscular.

Veja também: É normal ter dores nas costas depois de uma sessão de RPG?

O tratamento para dor nas costas pode incluir anti-inflamatórios, analgésicos, relaxantes musculares, fisioterapia, cuidados gerais com a postura e até cirurgias, dependo da origem da dor.

Em caso de dores nas costas, consulte o/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família ou ortopedista para uma avaliação.

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O que fazer em caso de picada de escorpião?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Em caso de picada de escorpião procure imediatamente um atendimento médico. Se houver qualquer dificuldade entre em contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) ou o Corpo de Bombeiros (193).

Tente manter a calma e se movimentar o mínimo possível. Se puder, capture o animal ou tire uma foto para levar junto ao serviço de saúde afim de facilitar a identificação da espécie do escorpião.

No caminho para o hospital ou serviço de saúde:

  • Lavar o local com água e sabão,
  • Aplicar compressa morna no local,
  • Afrouxar as roupas e remova os anéis e outras joias apertadas.

Porém nenhuma dessas medidas deve atrasar a ida ao serviço de emergência.

O que não se deve fazer após uma picada de escorpião?
  • Não amarrar ou fazer torniquete na região afetada;
  • Não colocar nenhuma substância no local da picada nem fazer curativos para não aumentar o risco de infecções;
  • Não queimar, cortar ou perfurar o local;
  • Não ingerir bebidas alcoólicas, gasolina, álcool, querosene ou qualquer outro líquido com o intuito de cortar o efeito do veneno. Além de não produzirem nenhum efeito, podem causar intoxicações e piorar o quadro.
Qual é o tratamento para picada de escorpião?

O tratamento da picada de escorpião geralmente é feito com medicamentos anestésicos e analgésicos. O tempo de duração é de cerca de 6 horas. Nos casos mais delicados, a vítima recebe soro antiescorpiônico e antiaracnídico, e fica em observação durante pelo menos 12 horas.

O tratamento pode incluir também monitorização dos sinais vitais, como temperatura, frequência cardíaca, frequência respiratória e pressão arterial, suporte respiratório, administração de soro por via endovenosa, medicamentos para controlar os sintomas e realização de exames de sangue e urina, raio-x de tórax e eletrocardiograma.

Quais os sintomas de uma picada de escorpião?

Normalmente, a picada de escorpião provoca dor moderada ou intensa, queimação ou formigamento no local, ainda, vermelhidão, edema e suor local.

Nos casos mais graves, os sintomas podem incluir náuseas, vômitos, transpiração intensa, aumento da frequência respiratória, alteração na frequência cardíaca, aumento da pressão arterial, agitação e tremores. Outros sintomas menos comuns, mas que encontramos descritos são: visão dupla, dificuldade para respirar, coceira no nariz e na garganta, inchaço da língua, alterações renais, espasmos musculares, convulsões, cólicas abdominais, incontinência fecal e urinária.

Como evitar picadas de escorpião?

Os escorpiões são animais carnívoros de hábito noturno. Durante o dia, podem permanecer escondidos em lugares escuros, como armários, calçados, pedras, troncos, fendas, gavetas e toalhas.

Portanto, para evitar picadas desses animais peçonhentos, é importante alguns cuidados, como:

  • Manter o jardim e o quintal limpos, evitando o acúmulo de folhas secas e outros entulhos;
  • Não secar roupas no chão, em cercas ou em muros;
  • Manter a grama bem aparada;
  • Limpar regularmente as áreas de terrenos baldios que ficam próximas às casas;
  • Sacudir os calçados e as roupas antes de usá-los;
  • Verificar os lençóis das camas antes de se deitar;
  • Deixar camas e berços afastados pelo menos 10 cm das paredes e não os deixar em contato com as cortinas;
  • Colocar telas nos ralos e rolos nas portas, fechar frestas e buracos em paredes e vedar os vãos entre a parede e o forro para impedir a entrada de escorpiões na residência.

Segundo o Ministério da Saúde, as picadas de escorpião matam e por isso não devem perder tempo no caso de um acidente com qualquer animal peçonhento. Crianças com até 6 anos de idade têm mais probabilidade de sofrer os efeitos nocivos das picadas de escorpiões.

No caso de picada de qualquer animal peçonhento, procure um atendimento médico imediatamente ou chame imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) ou o Corpo de Bombeiros (193).

O que causa dores nas costas, no peito e formigamento nas...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

As dores nas costas e peito com formigamento nos membros inferiores indicam que pode existir o acometimento nos nervos que saem da coluna, pode ser uma hérnia de disco ou lesão em coluna, o defecar nas calças (pode acontecer se for causado pela dor, dores intensas podem causar isso). Antibióticos não vão te ajudar, procure um ortopedista.

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Para que serve a losartana potássica?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A losartana potássica é uma medicação utilizada no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e na proteção dos rins em alguns pacientes com diabetes tipo 2.

A losartana potássica pode ser indicada para pessoas com pressão arterial elevada e que estão em tratamento de controle. Essa medicação deve ser usada todos os dias e na quantidade indicada na receita médica.

Por apresentar um efeito renal, ela também serve para proteger os rins de algumas lesões causadas pelo diabetes, retardando a evolução da doença renal.

Além disso, a losartana potássica serve para reduzir o risco de infarto e derrame cerebral em pessoas com hipertrofia do ventrículo esquerdo (espessamento das paredes do coração) e hipertensão.

Em alguns casos, ela será usada juntamente com outras medicações.

Para manter o efeito prolongado de controle da pressão arterial, a losartana deve ser usada de forma contínua, sem esquecimentos, no período do dia que melhor convier para a pessoa e durante o tempo determinado pelo médico.

Como funciona a losartana potássica?

A losartana potássica dilata os vasos sanguíneos, auxiliando o coração a bombear o sangue para o resto do corpo. Esse mecanismo de ação da losartana contribui para baixar a pressão arterial.

A losartana potássica também favorece o funcionamento do coração em pessoas com insuficiência cardíaca.

Como tomar losartana potássica?

Para o tratamento da hipertensão arterial e hipertrofia do ventrículo esquerdo, a dose indicada de losartana potássica é de 50 mg a 100 mg, uma vez ao dia. O medicamento atua durante 24 horas, mantendo a pressão arterial controlada nesse período.

Na insuficiência cardíaca, a dose inicial de losartana potássica é de 12,5 mg, uma vez ao dia. A dosagem pode ser gradualmente aumentada até se atingir a dose ideal. Em geral, para tratamentos prolongados, a dose de losartana potássica costuma ser de 50 mg, uma vez ao dia.

No diabetes tipo 2, a dose de losartana potássica costuma ser de 50 mg, uma vez ao dia. Contudo, a dosagem pode ser aumentada para 100 mg, uma vez ao dia.

A losartana potássica pode ser tomada sem ou junto com alimentos. A dose do medicamento depende do estado de saúde da pessoa e de outras medicações que ela estiver tomando.

Quais são os efeitos colaterais da losartana potássica?

Efeitos colaterais comuns (ocorrem em 10% dos casos): tonturas, diminuição da pressão arterial, debilidade, cansaço, diminuição dos níveis de glicose (açúcar) no sangue, aumento dos níveis de potássio, ureia e creatinina no sangue, funcionamento renal alterado, falência renal e anemia.

Efeitos colaterais incomuns (ocorrem em 1% dos casos): sonolência, dor de cabeça, distúrbios do sono, palpitações, dor no peito, falta de ar, dores abdominais, prisão de ventre, diarreia, náuseas, vômitos, urticária, coceira, erupções cutâneas, inchaço localizado e tosse.

Efeitos colaterais raros (ocorrem em 0,1% dos casos): reações alérgicas, angioedema, inflamação dos vasos sanguíneos, dormência, formigamento, desmaio, batimentos cardíacos acelerados e irregulares, derrame cerebral, hepatite e aumento dos níveis de alanina aminotransferase (ALT).

A losartana potássica deve ser usada apenas com prescrição médica. Na presença de qualquer efeito colateral, o médico que receitou o medicamento deve ser informado.

Tenho a boca seca constantemente. O que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A boca seca pode ser um sinal de que o corpo não está produzindo saliva suficiente. Suas principais causas são: uso de medicamentos, pouca ingestão de água, nervosismo ou estresse, envelhecimento e tratamentos com radiação na cabeça e no pescoço.

Muitos medicamentos, como anti-histamínicos, descongestionantes e medicamentos para pressão alta, ansiedade, depressão, dor, doença cardíaca, epilepsia, asma ou outras condições respiratórias, podem deixar a boca seca.

A boca seca pode ainda ter como causa:

  • Quimioterapia (pode afetar a produção de saliva);
  • Lesão dos nervos envolvidos na produção de saliva;
  • Síndrome de Sjögren;
  • Diabetes;
  • HIV ou AIDS;
  • Doença de Parkinson;
  • Fibrose cística;
  • Doença de Alzheimer;
  • Retirada de glândulas salivares devido a infecção ou tumor;
  • Tabagismo;
  • Consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas.

A falta de saliva na boca permite que as bactérias produtoras de ácido aumentem. Isso pode causar mau hálito, cáries e doenças gengivais, aumento do risco de infecção por fungos (candidíase) e feridas na boca ou infecções.

A xerostomia, termo médico para "boca seca", pode trazer problemas para a saúde bucal, uma vez que a saliva ajuda a proteger os dentes contra as cáries, previne infecções, atua na digestão dos alimentos e favorece a mastigação e a deglutição.

A falta de saliva pode causar uma sensação pegajosa e seca na boca e na garganta. A saliva também pode ficar mais espessa e pegajosa. A xerostomia pode vir acompanhada de outros sinais e sintomas, como:

  • Lábios rachados e ressecados;
  • Língua seca e áspera;
  • Incômodo para quem usa prótese;
  • Perda do paladar;
  • Dor de garganta;
  • Sensação de queimação ou formigamento na boca ou na língua;
  • Sede;
  • Dificuldade para falar, mastigar e engolir.
O que fazer em caso de boca seca?

Dentre as medidas indicadas para tratar o problema estão o uso de chicletes ou balas sem açúcar para estimular a salivação, medicamentos que aumentam a produção de saliva, umidificador no quarto durante a noite, saliva artificial e lubrificante de lábios, aumentar o consumo de água, além de mudanças na alimentação. Para diminuir o risco de cárie, pode ser indicada a aplicação local de flúor.

Na alimentação, algumas mudanças podem ajudar a diminuir a secura na boca, como:

  • Comer alimentos macios e fáceis de mastigar;
  • Incluir alimentos frescos na dieta, evitando alimentos quentes, condimentados e ácidos;
  • Consumir alimentos com alto conteúdo líquido, como aqueles com molho ou caldo;
  • Ingerir líquidos nas refeições;
  • Mergulhar alimentos duros ou crocantes em um líquido antes de engolir;
  • Evitar bebidas açucaradas, álcool e lavagem bucal à base de álcool;
  • Evitar alimentos e bebidas ácidas;
  • Evitar alimentos secos e ásperos, que podem irritar a língua ou a boca;
  • Evitar fumar e consumir tabaco em geral.

O tratamento para a boca seca consiste em identificar a causa e corrigi-la ou afastá-lado paciente. Não sendo possível, como nos casos de tratamentos com radiação ou medicamentos, o tratamento visa apenas amenizar os sintomas.

Procure um médico de família, clínico geral ou dentista para uma avaliação caso apresente sintomas de boca seca.

Lúpus é contagioso? Como se pega lúpus?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não, lúpus não é contagioso, o que significa que não se pega, nem se transmite. Pessoas com lúpus eritematoso sistêmico desenvolvem a doença porque o seu sistema imunológico produz anticorpos que atacam o seu próprio corpo. A causa do lúpus é desconhecida, embora já se saiba que a genética, bem como fatores hormonais e ambientais podem favorecer o aparecimento da doença.

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune. Por isso, o lúpus não é contagioso, já que não é causado por vírus, bactérias ou qualquer micro-organismo que possa ser transmitido de pessoa para pessoa.

Lúpus eritematoso sistêmico

O lúpus é muito mais comum em mulheres do que em homens. Pode ocorrer em qualquer idade. No entanto, aparece com mais frequência em pessoas entre 15 e 44 anos de idade.

Quais as causas do lúpus?

A causa do lúpus eritematoso sistêmico não é totalmente conhecida. A origem da doença pode estar associada a fatores genéticos, ambientais e hormonais, bem como ao uso de certos medicamentos.

A produção anormal de anticorpos ocorre devido a uma predisposição genética associada a outros fatores, como exposição ao sol e infecções.

Esses anticorpos atacam o tecido conjuntivo do próprio indivíduo, o que faz com que o lúpus se manifeste em qualquer parte do corpo que tenha tecido conjuntivo, como pele, nariz, orelhas, articulações, pulmões, rins, cérebro, entre outras.

Quais os sintomas do lúpus?

Os principais sintomas do lúpus eritematoso sistêmico incluem febre, mal estar, inflamações e dores articulares, manchas na pele, distúrbios respiratórios, feridas na boca e presença de nódulos ou caroços pelo corpo.

Cerca de metade das pessoas com lúpus apresenta uma erupção cutânea em forma de "borboleta", que surge principalmente nas bochechas e no nariz. A erupção ou “rash" cutâneo pode se espalhar e piora com a luz do sol.

Outros sintomas do lúpus eritematoso sistêmico incluem ainda:

  • Dor no peito ao respirar profundamente;
  • Fadiga;
  • Inquietação ou indisposição;
  • Queda de cabelo;
  • Perda de peso;
  • Sensibilidade à luz solar.

Os sintomas do lúpus também variam de acordo com a parte do corpo afetada:

Cérebro e sistema nervoso: dor de cabeça, dormência, formigamento, convulsões, problemas de visão e alterações de personalidade;Tubo digestivo: dor abdominal, náuseas e vômitos;Coração: problemas nas válvulas cardíacas, inflamação do músculo cardíaco (miocardite);Pulmão: acúmulo de líquido no espaço pleural, dificuldade para respirar;Pele: cor da pele irregular e dedos que mudam de cor quando está frio (fenômeno de Raynaud).Rim: insuficiência renal.

Os sintomas do lúpus variam de pessoa para pessoa e podem aparecer e desaparecer. Algumas pessoas têm apenas sintomas de pele. É o chamado lúpus eritematoso discoide.

Contudo, todas as pessoas com lúpus eritematoso sistêmico sofrem de dores e inchaço nas articulações em algum momento. Algumas desenvolvem artrite. O lúpus geralmente afeta as articulações dos dedos, mãos, punhos e joelhos.

Qual é o tratamento para lúpus?

O tratamento do lúpus é feito com medicamentos corticoides e imunomoduladores. Para tratar distúrbios de coagulação, são usados medicamentos anticoagulantes.

Formas leves de lúpus podem ser tratadas com:

  • Anti-inflamatórios não esteroides para alívio dos sintomas articulares e da pleurisia;
  • Corticoides em baixas doses, como prednisona, para a pele e para a artrite;
  • Cremes com corticoides para tratar as erupções cutâneas;
  • Hidroxicloroquina, um medicamento que também é usado no tratamento da malária;
  • Belimumab, um medicamento biológico que pode ser útil em alguns casos.

O tratamento dos casos graves de lúpus eritematoso sistêmico é feito com doses elevadas de corticoides e medicamentos imunossupressores. Estes últimos são utilizados se não houver melhora do quadro com os corticoides ou se os sintomas piorarem quando o medicamento deixa de ser usado.

Os medicamentos mais usados para tratar lúpus são: micofenolato, azatioprina e ciclofosfamida. Devido à sua toxicidade, o uso de ciclofosfamida é permitido apenas por períodos de 3 a 6 meses. Da mesma forma, o rituximab é usado apenas em alguns casos.

O lúpus eritematoso sistêmico não tem cura. O objetivo do tratamento é controlar os sintomas. Casos graves que envolvem coração, pulmões, rins e outros órgãos geralmente precisam de tratamento especializado.

Contudo, muitas pessoas com LES apresentam sintomas leves. O prognóstico depende da gravidade da doença. A maioria das pessoas com lúpus precisam tomar medicamentos por longos períodos de tempo.

Quais as possíveis complicações do lúpus?

Algumas pessoas com lúpus têm depósitos anormais de fatores imunológicos nas células renais. Isso leva a uma condição chamada nefrite lúpica, que pode causar insuficiência renal. Nesses casos, pode haver necessidade de diálise ou transplante de rim.

Uma biópsia renal é feita para detectar a extensão do dano e ajudar a orientar o tratamento. Se a nefrite estiver ativa, é necessário tratamento com medicamentos imunossupressores, incluindo altas doses de corticoides juntamente com ciclofosfamida ou micofenolato.

Outras possíveis complicações do lúpus eritematoso sistêmico:

  • Formação de coágulos sanguíneos nas artérias ou nas veias das pernas, pulmões, cérebro ou intestinos;
  • Destruição de glóbulos vermelhos e anemia;
  • Inflamação da membrana que envolve o coração (pericardite);
  • Inflamação do coração (miocardite ou endocardite);
  • Presença de líquido ao redor dos pulmões;
  • Danos nos tecidos pulmonares;
  • Problemas durante a gravidez, incluindo aborto;
  • Derrame cerebral;
  • Lesão no intestino com dor e obstrução intestinal;
  • Inflamação do intestino;
  • Plaquetas baixas (essas células são responsáveis pela coagulação sanguínea, portanto interrompem sangramentos);
  • Inflamação dos vasos sanguíneos.

Muitas mulheres com LES podem engravidar e dar à luz um bebê saudável, principalmente se receberem tratamento adequado e não tiverem problemas cardíacos ou renais graves. No entanto, a presença de certos anticorpos na circulação sanguínea da gestante aumenta o risco de aborto espontâneo. Além disso, o lúpus e os medicamentos usados para tratar a doença podem prejudicar o feto.

O diagnóstico e o acompanhamento do lúpus eritematoso sistêmico é da responsabilidade do médico reumatologista.

O que é cobreiro e quais os sintomas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

"Cobreiro" ou "zona" é o nome popular do Herpes Zoster, uma doença causada pela reativação do vírus da catapora (varicela). Os principais sintomas do cobreiro são a dor e o aparecimento de bolhas pequenas e avermelhadas agrupadas em trajeto linear, seguindo trajeto de um nervo, em uma área específica da pele.

Pessoas que tiveram catapora na infância, mesmo depois de curadas, continuam com o vírus "adormecido" no organismo. Quando o vírus é "reativado", ele migra seguindo o trajeto de um nervo periférico, até alcançar a pele, onde irá se manifestar.

É mais comum em idosos e indivíduos com baixa imunidade devido a doenças autoimunes, uso crônico de medicamentos imunossupressores, portadores de AIDS ou câncer, embora outros fatores possam da mesma forma reativar o vírus, tais como:

  • Estresse emocional importante;
  • Trauma local;
  • Sinusite frontal;
  • Doenças crônicas, diabetes e outras situações que possam comprometer o sistema imunológico;
  • Uso prolongado de corticoides;
  • Quimioterapia e radioterapia.

Os idosos apresentam uma diminuição da imunidade ao vírus, daí a maior ocorrência de cobreiro a partir dos 60 anos de idade.

Veja também: Herpes-zóster está relacionado com esclerose múltipla?

Quais os Sintomas do Cobreiro?
  • Dor e/ou queimação, que geralmente surgem antes das lesões e podem durar semanas ou meses após o desaparecimento das lesões. A dor é de intensidade variável, podendo ir desde uma sensação dolorosa a uma dor intensa e lancinante;
  • 2 a 7 dias antes da eclosão das lesões é comum haver dormência, formigamento, coceira ou ardor na área afetada, além de febre, mal-estar e dor de cabeça;
  • Surgem então manchas avermelhadas que evoluem para pequenas bolhas ou vesículas contendo um líquido claro, localizadas e reunidas em faixa numa área específica da pele;
  • As erupções cutâneas costumam ser do mesmo lado do corpo e acometem principalmente o tronco, embora possam atingir também a face ou os membros.

Caso as lesões apareçam na face, acometendo nariz e olhos, deve-se procurar atendimento médico imediatamente para evitar complicações como cegueira ou meningite. 

O tratamento do cobreiro é realizado pelo médico infectologista ou neurologista, sobretudo através da administração de medicamentos antivirais e analgésicos. A prevenção é feita através de vacina.

Veja também: Cobreiro é contagioso?

Tenho dificuldade para respirar, o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A dificuldade para respirar pode ter como causa doenças cardíacas ou pulmonares, fatores emocionais, como ansiedade e depressão, falta de condicionamento físico ou força muscular.

Na insuficiência cardíaca, o coração não é capaz de bombear o sangue de forma eficaz, o que provoca um acúmulo de sangue dentro do órgão. Como resultado, o coração fica mais volumoso e a pressão sanguínea nos vasos dos pulmões aumenta, causando um extravasamento de fluidos para o pulmão (edema pulmonar) que dificulta a respiração.

A dificuldade respiratória também pode ser decorrente de doenças respiratórias como gripe, resfriado, enfisema pulmonar, bronquite, asma, sinusite, rinite, entre outras patologias que afetam os pulmões e as vias aéreas.

Pessoas que praticam pouca atividade física ou permaneceram inativas por muito tempo podem sentir dificuldade para respirar devido ao mau condicionamento cardiorrespiratório ou à fraqueza muscular. Em ambos os casos, a falta de ar é decorrente do maior esforço que a pessoa tem que fazer para executar suas atividades.

Há ainda casos em que a dificuldade para respirar pode ter origem em fatores psíquicos, como angústia, ansiedade, depressão e síndrome do pânico.

Veja também: Crises de falta de ar e formigamento no corpo. O que pode ser?

Se a dificuldade respiratória vier acompanhada de respiração ofegante, interrupções noturnas do sono, dificuldade para falar, lábios roxos, tosse, dor ou chiado no peito, consulte um médico clínico geral ou médico de família para investigar a causa da sua falta de ar.

Saiba mais em: Sinto coração acelerado e falta de ar, o que pode ser?