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Formigamento

Dor no pescoço: o que pode ser e o que fazer?

Dor no pescoço pode ser sintoma de tensão muscular provocada por estresse, má postura, bruxismo, colchão ou travesseiro inadequados, má posição ao dormir, entre outras causas. A musculatura cervical fica muito contraída e diminui o fluxo sanguíneo na região, causando dor. Em alguns casos, a dor pode irradiar do pescoço para os ombros e a tensão pode até provocar dor de cabeça.

As dores no pescoço também podem ter origem na coluna cervical. O desgaste dos discos intervertebrais (amortecedores da coluna localizados entre as vértebras) pode gerar dor, assim como a hérnia de disco. Neste caso, a dor costuma irradiar para o braço e a pessoa também pode sentir dormência ou formigamento nas mãos.

A dor no pescoço também pode ser causada por "bico de papagaio" (osteofitose) e artrose. A osteofitose caracteriza-se pelo crescimento ósseo anormal entre duas vértebras, enquanto que a artrose é um desgaste da articulação entra as vértebras.

Saiba mais em: O que é osteofitose?

Pessoas que sofreram acidente de trânsito, bateram a cabeça ao mergulhar em água pouco profunda, sofreram quedas ou se acidentaram praticando algum esporte de contato, por exemplo, também podem ter dor no pescoço devido ao estiramento dos músculos e ligamentos cervicais provocados pelo trauma.

O tratamento para aliviar a dor no pescoço dependo da sua causa e pode incluir medicamentos anti-inflamatórios, relaxantes musculares e analgésicos, fisioterapia, além de cuidados com a postura durante o dia e ao dormir.

A escolha de um colchão que não seja muito mole e de um travesseiro que não seja muito alto ou muito baixo também pode ajudar a aliviar a dor.

Casos mais graves de hérnia de disco e bico de papagaio podem necessitar de tratamento cirúrgico.

Em caso de dor no pescoço, consulte um médico clínico geral ou médico de família para que a causa do dor seja identificada e tratada.

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Há meses com dor e dormência em braço esquerdo...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Significa que existe uma dor com envolvimento dos nervos (formigamento) este tipo de dor é muito comum nas doenças por esforço repetitivo como a síndrome do túnel do carpo, precisa ir a um médico para o correto diagnóstico, preferencialmente um ortopedista.

Tenho dificuldade para respirar, o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A dificuldade para respirar pode ter como causa doenças cardíacas ou pulmonares, fatores emocionais, como ansiedade e depressão, falta de condicionamento físico ou força muscular.

Na insuficiência cardíaca, o coração não é capaz de bombear o sangue de forma eficaz, o que provoca um acúmulo de sangue dentro do órgão. Como resultado, o coração fica mais volumoso e a pressão sanguínea nos vasos dos pulmões aumenta, causando um extravasamento de fluidos para o pulmão (edema pulmonar) que dificulta a respiração.

A dificuldade respiratória também pode ser decorrente de doenças respiratórias como gripe, resfriado, enfisema pulmonar, bronquite, asma, sinusite, rinite, entre outras patologias que afetam os pulmões e as vias aéreas.

Pessoas que praticam pouca atividade física ou permaneceram inativas por muito tempo podem sentir dificuldade para respirar devido ao mau condicionamento cardiorrespiratório ou à fraqueza muscular. Em ambos os casos, a falta de ar é decorrente do maior esforço que a pessoa tem que fazer para executar suas atividades.

Há ainda casos em que a dificuldade para respirar pode ter origem em fatores psíquicos, como angústia, ansiedade, depressão e síndrome do pânico.

Veja também: Crises de falta de ar e formigamento no corpo. O que pode ser?

Se a dificuldade respiratória vier acompanhada de respiração ofegante, interrupções noturnas do sono, dificuldade para falar, lábios roxos, tosse, dor ou chiado no peito, consulte um médico clínico geral ou médico de família para investigar a causa da sua falta de ar.

Saiba mais em: Sinto coração acelerado e falta de ar, o que pode ser?

O que é osteofitose?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Osteofitose, popularmente conhecida como "bico de papagaio" ou "esporão de galo", é o crescimento anormal de uma pequena saliência óssea (osteófito) ao redor das articulações da coluna, entre as vértebras, cuja forma faz lembrar um bico de papagaio ou um esporão de galo.

A osteofitose é na realidade um dos sinais da doença degenerativa chamada artrose, que surge quando os discos intervertebrais começam a se ressecar e desgastar, perdendo a capacidade de estabilizar e absorver impactos da coluna. Assim, os discos começam a suportar mais peso ou têm que suportá-lo de forma errada.

Em resposta a essa situação de estresse, o corpo começa a depositar osso entre as vértebras para tentar diminuir essa sobrecarga e estabilizar a coluna, formando então os osteófitos. 

Esse osso extra, o osteófito, provoca dor e deixa a articulação mais rígida, restringindo os movimentos. Além disso, ele pode lesar nervos e provocar sintomas como:

  • Alteração da sensibilidade;
  • Formigamento nos membros superiores ou inferiores;
  • Perda de força muscular.

Dentre os principais fatores que provocam ressecamento e desgaste do disco intervertebral, levando à osteofitose, estão:

  • Sedentarismo;
  • Má postura;
  • Obesidade;
  • Traumatismos na coluna vertebral;
  • Predisposição genética;
  • Envelhecimento.

Consulte o seu médico de família ou clínico geral caso apresente sintomas sugestivos de osteofitose e artrose.

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O que acontece se uma pessoa que não tem diabetes toma insulina?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Se uma pessoa que não tem diabetes tomar insulina, o seu nível de glicose (açúcar) no sangue pode ficar baixo e ela pode apresentar desde tontura e dor de cabeça até convulsão e coma, nos casos mais graves. Essa diminuição da glicose sanguínea chama-se hipoglicemia.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e que tem como função transportar a glicose para dentro das células para ela ser transformada em energia.

Esse açúcar, a glicose, é a principal fonte de energia utilizada pelo corpo e é essencial para manter o funcionamento do cérebro.

Os diabéticos produzem pouca ou nenhuma insulina e há casos em que produzem o hormônio, mas o organismo não é capaz de utilizá-lo.

Se um indivíduo com diabetes não tomar insulina, ou outra medicação específica, o seu nível de açúcar no sangue fica elevado (hiperglicemia), pois sem insulina a glicose não consegue entrar nas células e o seu corpo precisa queimar músculos e gordura para obter combustível.

No entanto, se alguém que não tem diabetes toma insulina, o excesso deste hormônio irá rapidamente diminuir a quantidade de glicose circulante no sangue, podendo então provocar um quadro de hipoglicemia.

Os sintomas de hipoglicemia são causados pela falta de açúcar no cérebro e pelo aumento da liberação de adrenalina, que é uma tentativa do corpo em fazer subir o nível de glicose.

Dentre os sintomas relacionados com a falta de glicose no cérebro estão:

  • Visão turva;
  • Tonturas;
  • Fraqueza;
  • Dor de cabeça;
  • Raciocínio lento;
  • Formigamentos;
  • Fome;
  • Dificuldade de concentração;
  • Irritabilidade;
  • Alterações de comportamento;
  • Convulsão e coma, nos casos mais graves.     

Já os sintomas mais frequentes causados pelo aumento de adrenalina são;

  • Transpiração;
  • Tremores; Palpitações.

Veja também: O que é a hipoglicemia?

Para combater a hipoglicemia, a pessoa pode tomar um copo de suco de fruta ou refrigerante não diet, colocar um pouco de açúcar embaixo da língua ou chupar balas até melhorar os sintomas.

Em caso de desmaio, ela deve ser colocada de lado e uma ambulância deve ser chamada com urgência, através do número 192.

Quais os sintomas de hérnia de disco?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os sintomas de hérnia de disco podem incluir dor no pescoço ou na coluna lombar, formigamentos, alteração de sensibilidade e até perda de força muscular em braços ou pernas.

No caso da hérnia de disco lombar, os sintomas podem incluir:

  • Dor na coluna lombar (região inferior das costas), que pode irradiar para o glúteo, região posterior da coxa, perna e pé (dor ciática);
  • Dor lombar ao se movimentar, fazer esforços ou levantar objetos;
  • Formigamento em coxa, perna ou pé;
  • Alterações de sensibilidade de um membro inferior;
  • Perda de força muscular de um membro inferior.

As hérnias de disco da coluna lombar frequentemente estão associadas a sintomas que envolvem o nervo ciático.

Já a hérnia de disco cervical pode causar os seguintes sintomas:

  • Dor no pescoço que pode irradiar para ombro, braço, mão e dedos;
  • Formigamentos no pescoço, braço, mão ou dedos;
  • Alterações de sensibilidade de um membro superior;
  • Perda de força de um membro superior.

As hérnias de disco nem sempre manifestam sintomas, quando existem, variam conforme a área do nervo que está sendo comprimida pela hérnia.

A dor pode ser leve, moderada ou incapacitante. Nos casos mais graves, o comprometimento do nervo pode levar à perda de força muscular, perda do movimento de um membro.

O que é Hérnia de Disco?

Hérnia de disco é o extravasamento do núcleo gelatinoso do disco intervertebral que fica entre as vértebras da coluna e atua como um amortecedor.

O rompimento do disco e o consequente extravasamento do seu núcleo pode ocorrer devido a esforços, movimentos bruscos, envelhecimento, má postura, entre outras causas.

Os sintomas da hérnia disco surgem devido à compressão que o núcleo gelatinoso provoca nas raízes dos nervos que saem da medula espinhal.

O diagnóstico da hérnia de disco é feito através de exames de imagem (RX, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, sendo o último o exame mais específico e definitivo para avaliar não só a hérnia, mas o grau de compressão e comprometimento do nervo.

O tratamento inclui repouso absoluto, medicamentos relaxantes musculares e anti-inflamatórios associados a fisioterapia, visando fortalecimento muscular e repostura (RPG). Para a hérnia cervical está indicado ainda o colar cervical, para auxiliar no repouso local. E apenas nos casos sem melhora, ou casos com risco de sequelas neurológicas, está indicado tratamento com cirurgia.

Os pacientes com hérnia de disco devem ser acompanhados preferencialmente por um/a médico/a neurologista ou neurocirurgião/ã.

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Para que serve o topiramato?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Topiramato é um medicamento anticonvulsivante que serve para tratar epilepsia, prevenir enxaquecas e tonturas. Ele também é indicado como coadjuvante no tratamento de dependência de álcool e outras drogas, transtorno de humor e compulsão alimentar.

O topiramato tem vários mecanismos de ação, sendo eficaz no tratamento da epilepsia e na prevenção da enxaqueca. O medicamento interfere em vários processos químicos cerebrais, diminuindo o excesso de excitabilidade dos neurônios (células nervosas), que pode provocar crises de enxaqueca e epilepsia.

Os efeitos do topiramato sobre a epilepsia podem ser notados depois de duas semanas de tratamento, quando usado isoladamente.

Quando o topiramato é usado em conjunto com outros medicamentos, os efeitos podem ser observados nas primeiras 4 semanas de tratamento.

Na prevenção da enxaqueca, os efeitos do medicamento podem ser notados no 1º mês de uso do medicamento.

Topiramato emagrece?

Como um dos principais efeitos colaterais do topiramato é inibir o apetite, recentemente, ele tem sido usado por pessoas que desejam emagrecer.

Vale ressaltar que o topiramato não apresenta essa finalidade e não há estudos científicos que comprovem a eficácia da medicação usada com esse fim.

A perda de peso é um efeito colateral que ocorre em cerca de 20% das pessoas que tomam topiramato.

Como tomar topiramato?

Os comprimidos de topiramato devem ser tomados inteiros, com 1 copo de água, sem mastigá-los, parti-los ou triturá-los. O medicamento pode ser tomado às refeições.

Normalmente, recomenda-se tomar topiramato duas vezes ao dia. Porém, pode haver indicação médica para tomar o medicamento uma vez ao dia, com doses maiores ou menores.

No início, as doses de topiramato são baixas, sendo aumentadas gradualmente até haver um controle adequado da epilepsia ou da enxaqueca.

Como tomar topiramato para epilepsia com outros medicamentos?Adultos

Quando usado para auxiliar o tratamento da epilepsia, juntamente com outros medicamentos, a dose mínima indicada de topiramato é de 200 mg por dia.

Geralmente, a dose total de topiramato varia entre 200 mg e 400 mg por dia, sendo dividida em duas tomas diárias. A dose diária máxima de topiramato é de 1600 mg por dia.

No início do tratamento, as doses de topiramato são baixas, variando entre 25 mg e 50 mg. O medicamento deve ser tomado à noite, durante 7 dias.

Depois, com intervalos de uma ou duas semanas, a dose diária deve ser aumentada em 25 a 50 mg e dividida em duas tomas. Porém, algumas pessoas podem obter resultados eficazes com uma única dose por dia.

Crianças com mais de 2 anos de idade

Para crianças, a dose diária de topiramato recomendada é de 5 mg a 9 mg por cada kg de peso corporal, dividida em duas tomas por dia.

No início, durante a primeira semana de tratamento, a dose é de 25 mg (ou menos), administrada à noite. Depois, com intervalos de uma ou duas semanas, deve-se aumentar a dose em 1 a 3 mg/kg/dia, dividida em duas tomas diárias, até obter o controle das crises epilépticas.

Como tomar topiramato para epilepsia isoladamente?Adultos

Quando os outros medicamentos para epilepsia são retirados e o tratamento é mantido apenas com topiramato, a dose inicial é de 25 mg, administrada em dose única, à noite, durante 7 dias.

Posteriormente, com intervalos de uma ou duas semanas, deve-se aumentar a dose em 25 mg ou 50 mg por dia, dividida em duas tomas diárias.

O objetivo é chegar à dose inicial recomendada de 100 mg por dia. A dose máxima de topiramato nesses casos é de 500 mg por dia.

Crianças com mais de 2 anos de idade

A dose diária de topiramato varia entre 0,5 mg a 1 mg por cada kg de peso corporal, administrada à noite, em dose única, durante 7 dias.

Posteriormente, com intervalos de 7 ou 14 dias, deve-se aumentar a dose diária em 0,5 a 1 mg por cada kg de peso corporal, dividindo a dose em duas tomas por dia.

Para crianças com mais de 2 anos de idade, a dose diária inicial recomendada de topiramato é de 3 a 6 mg por cada kg de peso corporal.

Como tomar topiramato para enxaqueca?

A dose inicial de topiramato para tratamento da enxaqueca é de 25 mg, administrada em dose única, à noite, durante 7 dias. A seguir, deve-se aumentar a dose em 25 mg ao dia, semanalmente.

A dose diária de topiramato recomendada para tratar e prevenir a enxaqueca é de 100 mg por dia, dividida em duas tomas diárias. Em alguns casos, uma dose total de 50 mg por dia já é suficiente, enquanto outros podem necessitar de doses diárias de 200 mg.

Quais são os efeitos colaterais do topiramato?

Os efeitos colaterais mais comuns do topiramato (ocorrem em mais de 5% das pessoas que tomam o medicamento), incluem: sonolência, tonturas, cansaço, irritabilidade, emagrecimento, pensamentos lentos, formigamentos, visão dupla, visão turva, alteração da coordenação motora, náuseas, diarreia, lentidão, perda de apetite, dificuldade para falar e comprometimento da memória.

O topiramato deve ser usado apenas com indicação médica e acompanhamento apropriado, pois a dose deve ser ajustada para cada tipo de patologia e da sensibilidade de cada pessoa.

O que é a síndrome das pernas inquietas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A síndrome das pernas inquietas é um distúrbio neurológico caracterizado por uma sensação de desconforto nos membros inferiores que provoca uma vontade incontrolável de movimentar as pernas. Os sintomas da síndrome das pernas inquietas se manifestam quando a pessoa está em repouso, sobretudo na hora de dormir.

A síndrome pode causar, além do desejo incontrolável de movimentar as pernas, outros sintomas como formigamento, coceira ou perda de sensibilidade na perna entre o tornozelo e o joelho.

A movimentação parece aliviar os sintomas, que começam ou pioram durante períodos de repouso. Também é frequente os sintomas se agravarem ao fim do dia ou à noite, antes de ir para a cama ou logo após se deitar.

O distúrbio é mais comum em mulheres entre 25 e 40 anos de idade, com tendência à piorar na terceira idade.

Complicações da síndrome das pernas inquietas

A necessidade de mexer as pernas prejudica a qualidade do sono, devido a própria movimentação e microdespertares causados pelo sintoma. O que impede a pessoa de passar por todas as fases do sono e devida recuperação do metabolismo do corpo.

Por isso, além dos sintomas clássicos da síndrome, o paciente com frequência se queixa de cansaço, sonolência diurna, irritação, dificuldade de concentração e problemas de memória. Referem também dificuldade em realizar viagens longas, idas ao cinema, entr eoutras atividade de lazer simples e prazerosas, trazendo prejuízos significativos à qualidade de vida.

Causas da Síndrome das pernas inquietas

Cerca de 30% dos casos de síndrome das pernas inquietas tem como causa fatores genéticos. Outras causas incluem falta de ferro, gravidez, abuso de estimulantes e bebidas alcoólicas, tabagismo, uso de medicamentos antidepressivos e antipsicóticos, doenças renais e degenerativas, como o Mal de Parkinson. E em aproximadamente 30% dos casos, a síndrome tem causa desconhecida.

Tratamento

O tratamento da síndrome das pernas inquietas é feito com medicamentos que estimulam a produção de dopamina, um neurotransmissor que parece estar deficiente nas pessoas com o distúrbio. Essa substância conduz os impulsos nervosos e a sua diminuição ou a falta no organismo afeta os movimentos do corpo.

Outros remédios que também são usados para tratar a síndrome são os anticonvulsivantes e os benzodiazepínicos (calmantes), embora não seja um consenso.

Ainda, faz parte do tratamento da síndrome das pernas inquietas adotar hábitos que ajudam a melhorar os sintomas, como ter uma alimentação saudável, praticar atividade física regularmente, reduzir o consumo de cafeína e estimulantes, tomar suplementos de ferro e vitaminas em caso de anemia.

O diagnóstico e tratamento da síndrome das pernas inquietas é da responsabilidade do médico neurologista.

Saiba mais em: Síndrome das pernas inquietas tem cura? Qual é o tratamento?

O que é hanseníase e quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Hanseníase é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium leprae que acomete a pele e os nervos periféricos. Ela é uma doença de baixa infectividade, ou seja, o seu poder de contágio é baixo.

Os sintomas da hanseníase são lesões de pele acompanhadas ou não de espessamento de alguns nervos e perda sensorial:

  • Lesões de pele caracterizadas por manchas hipopigmentadas (mais clara que a cor da pele) ou avermelhadas, nódulos, placas ou infiltração;
  • Diminuição ou perda da sensibilidade na área das lesões;
  • Formigamento ou dormência nas mãos ou nos pés;
  • Ferimentos ou queimaduras sem dor nas mãos ou nos pés;
  • Inchaço nos lóbulos das orelhas e na face;
  • Perda de força nos músculos inervados pelos nervos acometidos;
  • Dedos em garra;
  • Pés caídos;
  • Ressecamento dos olhos;
  • Pálpebras pesadas;
  • Perda da sobrancelha;
  • Inversão dos cílios;
  • Desabamento da pálpebra inferior.

Esses sintomas podem ser detectados inicialmente a partir das lesões de pele com alteração da sensibilidade. Posteriormente, com o avançar da doença, outros sintomas mais graves são manifestados.

Quanto mais cedo a doença é diagnosticada, mais rápido deve ser iniciado o tratamento para evitar incapacidades. O exame físico, diagnóstico e tratamento são fornecidos gratuitamente nas unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Topiramato tem efeitos colaterais?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O topiramato, assim como qualquer outro medicamento, apresenta diversos efeitos colaterais, tais como:

  • Neurológicos: dor de cabeça, sonolência, tontura, nervosismo, ataxia (perda de coordenação motora), apatia, fadiga, distúrbios da fala, alterações do raciocínio, alterações da visão, dificuldade de memorização, confusão mental, agitação, parestesia (formigamento, geralmente, na pele), diplopia (visão dupla), náusea, distúrbios de linguagem, distúrbios da concentração/atenção;
  • Psicológicos: depressão, labilidade emocional, alterações do humor, comportamento agressivo, sintomas psicóticos;
  • Gastrointestinais: náuseas, dor abdominal, alteração do paladar;
  • Alimentares: Perda de peso e apetite;
  • Hematológicos: leucopenia;
  • Renais: nefrolitíase (cálculos renais)

O topiramato jamais deve ser utilizado se não for prescrito por um médico.

Após cirurgia de aneurisma cerebral é normal ter dor de cabeça?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As dores de cabeça que a sua mãe sente podem ser decorrentes da cirurgia e do processo de recuperação, isto porque cirurgias que são realizadas na cabeça, como a de aneurisma cerebral, podem deixar como sequela dores de cabeça, principalmente nos primeiros dias após a operação. 

A dor é esperada, mas desde que dentro de um limite. Provavelmente ela deve ter retorno no neurologista, que provavelmente irá avaliar e solicitar novos exames de imagem para avaliar o resultado da cirurgia e as causas da dor de cabeça.

O que é um aneurisma cerebral?

O aneurisma cerebral caracteriza-se por uma área de fraqueza na parede de uma artéria localizada dentro do crânio. Essa parte mais fraca do vaso sanguíneo tende a ficar mais dilatada e é preenchida com sangue. Em geral, o aneurisma cerebral se desenvolve na bifurcação das artérias, pois ser a porção mais frágil da sua estrutura.

A dilatação da artéria pressiona nervos ou outras estruturas do cérebro localizadas próximas a ela. E alguns casos, o aneurisma pode se romper e causar hemorragia, que acaba por comprimir estruturas adjacentes à artéria.

O aneurisma cerebral pode ocorrer em qualquer área do cérebro, embora a maioria dos casos ocorra na base do crânio.

O que pode causar um aneurisma cerebral?

O aneurisma cerebral pode ter causa congênita, ou seja, a fraqueza na parede da artéria pode estar presente desde o nascimento. Os aneurismas são mais frequentes em pessoas que já possuem outras doenças genéticas ou circulatórias.

Os aneurismas cerebrais também podem ter outras causas, como traumatismos, tabagismo, pressão alta (hipertensão arterial), infecções, tumores, aterosclerose, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e outras drogas.

Quais são os sintomas de um aneurisma cerebral?

Na maioria dos casos, os sinais e sintomas do aneurisma cerebral só se manifestam quando o aneurisma aumenta de tamanho ou se rompe. Os sintomas são decorrentes da compressão das estruturas vizinhas ao aneurisma.

Os sinais e sintomas do aneurisma cerebral podem incluir dor acima e ao redor dos olhos, formigamento, fraqueza ou paralisia facial em apenas um lado da face, dilatação das pupilas, alterações visuais e aumento da sensibilidade à luz (fotofobia).

Em casos de hemorragia, quando o aneurisma se rompe, o principal sintoma é uma forte dor de cabeça, que começa subitamente. As dores de cabeça também podem surgir dias antes do aneurisma se romper, porém, a dor é mais leve.  

Juntamente com a dor de cabeça, podem estar presentes também visão dupla, náuseas, vômitos, rigidez da nuca e perda da consciência.

O aneurisma cerebral, quando se rompe, provoca um derrame cerebral, que pode provocar lesões permanentes no cérebro ou levar à morte.

Qual é o tratamento para aneurisma cerebral?

Para aneurismas cerebrais pequenos, o tratamento consiste apenas acompanhamento regular. O tratamento do aneurisma cerebral depende do tamanho do aneurisma, da sua localização e do quadro clínico da pessoa.

Normalmente, o tratamento do aneurisma cerebral é feito através de cirurgia. O procedimento cirúrgico pode ser feito por clipagem, que consiste em interromper a circulação sanguínea através da implantação de um clipe de metal na artéria.

Outra forma de tratar o aneurisma é através da embolização. O procedimento é feito através da inserção de um cateter na artéria femoral, que é guiado até o aneurisma. A seguir, é colocado um dispositivo em forma de espiral no aneurisma para preenchê-lo, bloquear o fluxo sanguíneo e permitir a coagulação do sangue.

Para aliviar os sintomas do aneurisma, também podem ser indicados medicamentos anticonvulsivantes e analgésicos.

Além do tratamento específico do aneurisma cerebral, também é importante tratar outras doenças que podem estar presentes, como a pressão alta, por exemplo.

O diagnóstico e tratamento do aneurisma cerebral é da responsabilidade do médico neurologista ou neurocirurgião.

Minha esposa, 25 anos, está sentindo formigamento pernas?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Formigamento em pernas está geralmente associado com doenças neurológicas, emocionais ou circulatórias, numa mulher de 25 anos causas emocionais são as mais comuns.