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Formigamento

Quais os efeitos colaterais da utilização do hormônio do crescimento (GH)?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O hormônio do crescimento (GH) geralmente causa poucos efeitos colaterais e é bem tolerado, desde que seja utilizado corretamente, segundo a prescrição médica. 

Nos adultos, os principais efeitos colaterais do GH relacionam-se com a retenção de água que o hormônio do crescimento pode promover, causando inchaço, dores articulares ou musculares e formigamentos de extremidades.

Em alguns casos mais raros, podem ocorrer reações no local da aplicação da injeção, como dor e vermelhidão.

O uso de GH pode causar, raramente, hipertensão intracraniana benigna, que provoca dor de cabeça, vômitos, alterações da visão, agitação ou alterações no ato de caminhar.

Como é o tratamento com GH?

O tratamento com hormônio do crescimento é realizado por meio de injeções subcutâneas, aplicadas diariamente em regiões com maior concentração de gordura, como coxas, braço, nádegas ou abdômen. 

Em crianças com baixa estatura que precisam de GH, o uso do hormônio do crescimento é mantido até que a pessoa atinja a altura planejada no início do tratamento.

Para determinar até quando será mantido o GH, não se utiliza a idade, mas sim o crescimento ósseo e o crescimento apresentado pela pessoa até então. Muitas vezes, o uso de GH é mantido até o fim da vida.

O que é GH?

GH é a sigla em inglês para "hormônio do crescimento". O GH está presente em todas as pessoas e é produzido pela glândula hipófise, localizada na base do crânio, sendo muito importante para o crescimento a partir dos primeiros anos de vida.

Quando o uso de GH é indicado?

O tratamento de reposição com hormônio do crescimento é indicado para qualquer pessoa, adultos ou crianças, que tenha deficiência na produção de GH.

Na infância, o GH pode ser benéfico para meninas com Síndrome de Turner devido à baixa estatura das mesmas, bebês com tamanhos pequenos para a idade gestacional, portadores da Síndrome de Prader-Willi, crianças com insuficiência renal crônica, entre outras indicações.

Existem contraindicações para o uso de GH?

Sim, há casos e situações em que o uso do hormônio do crescimento não é indicado, tais como:

  • Câncer;
  • Presença de tumores benignos dentro do crânio;
  • Diabetes descompensado;
  • Retinopatia diabética;
  • Complicações após cirurgia cardíaca, cirurgia abdominal, traumatismos;
  • Insuficiência respiratória aguda. 

O hormônio de crescimento (GH) deve ser prescrito pelo médico endocrinologista.

Saiba mais sobre o assunto nos links:

Existe alguma forma para estimular o crescimento?

Até que idade uma pessoa cresce?

O que é dor ciática?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor ciática é uma dor persistente sentida ao longo do trajeto do nervo ciático, que tem início na coluna lombar (parte inferior das costas), passa por baixo das nádegas, região posterior da coxa  e continua até a perna.

A dor pode surgir no início como um formigamento leve e aumentar progressivamente de intensidade ou aparecer de forma súbita, como agulhadas, com tendência para piorar ao se sentar ou esticar os membros inferiores. Pode surgir em ambas as pernas, embora seja mais comum acometer apenas um lado.

A dor ciática, também conhecida como ciatalgia ou "ciática", pode ser causada pela inflamação do nervo ciático ou por compressão de alguma raiz nervosa da região lombar. O nervo ciático é o maior nervo do corpo e é formado pela junção das raízes nervosas do plexo lombar. ​

É importante lembrar que a dor ciática não é uma doença por si só, mas sim o sintoma de outros problemas, dos quais a hérnia de disco é o principal. Nesses casos, a dor pode surgir abruptamente e diminuir a capacidade de movimentação da pessoa, sobretudo para caminhar.

O tratamento da dor ciática pode ser iniciado pelo/a clínico/a geral ou médico/a de família que poderão encaminhar ao/a neurologista em caso de necessidade.

Quais os sintomas do Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)?

O Transtorno Explosivo Intermitente (TEI) caracteriza-se por comportamentos impulsivos de agressividade, violência ou irritação, geralmente seguidos por sentimentos de arrependimento, constrangimento ou remorso.

As explosões podem resultar em danos materiais ou agressões físicas e verbais a terceiros, sendo normalmente desproporcionais às situações que as desencadeiam.

Além de poder ferir os outros, pessoas com Transtorno Explosivo Intermitente também podem causar lesões em si próprios durante uma crise. 

Explosões de fúria

As explosões do Transtorno Explosivo Intermitente podem durar até meia hora e na maioria dos casos geram agressões físicas e verbais, danos corporais e destruição de propriedades de terceiros. As crises podem ocorrer frequentemente ou em intervalos de tempo que podem ir de semanas a meses. 

No período entre os episódios, o indivíduo pode mostrar-se relativamente calmo ou manifestar sinais de irritação ou impulsividade.

Antes ou durante as explosões de agressividade, a pessoa pode apresentar ainda pensamentos acelerados, euforia, formigamentos no corpo, tremor, aumento da frequência cardíaca, sensação de pressão na cabeça e aperto no peito.

Veja também: Quais as causas do Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)?

Diagnóstico

Contudo, para que o Transtorno Explosivo Intermitente seja diagnosticado, é necessário que a pessoa apresente os seguintes sinais e sintomas:

Episódios frequentes de explosões de agressividade que resultaram em agressões ou danos materiais a terceiros;

 Reações de agressividade que são absolutamente desproporcionais às situações que as desencadeiam;

 Atitudes agressivas que não são despoletadas pelo uso de drogas ou qualquer outra substância ou ainda por outras doenças e distúrbios psiquiátricos, como transtornos de personalidade e transtorno bipolar.

O tratamento do Transtorno Explosivo Intermitente inclui o uso de medicamentos e psicoterapia.

Leia também: Qual é o tratamento para o Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)?

Na presença desses sintomas, consulte um médico psiquiatra para receber uma avaliação.

LER e DORT: Como identificar e tratar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas de LER e DORT podem incluir dor, formigamento, dormência, sensação de agulhadas ou pontadas, diminuição da força muscular, inchaço, limitação de movimento, entre outros. Em geral, as regiões afetadas são as mais submetidas à sobrecarga durante a execução das atividades cotidianas, podendo levar à incapacidade laboral temporária ou permanente. 

Os sinais e sintomas das lesões por esforço repetitivo (LER) e dos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) instalam-se lentamente. Estresse emocional, ansiedade, depressão e insatisfação com o trabalho podem agravar os sintomas, principalmente a dor. 

A intensidade e a quantidade de manifestações variam conforme a patologia e a localização. Lembrando que LER e DORT são siglas que representam um grupo de doenças musculoesqueléticas causadas por atividades contínuas e repetitivas, geralmente relacionadas ao trabalho.

O tratamento da LER e DORT depende do diagnóstico e pode incluir mudanças e readaptações no ambiente de trabalho, fisioterapia, medicamentos, infiltrações, acupuntura e uso de órteses, como talas e coletes.

O início do tratamento pode começar com o afastamento do/a paciente do trabalho e das atividades domésticas, com prescrição de medicamentos anti-inflamatórios e, dependendo do caso, antidepressivos.

A fisioterapia é eficaz para aliviar a dor, relaxar a musculatura, evitar ou combater a perda de força muscular e manter a funcionalidade da região afetada pela LER ou DORT.

A cirurgia é indicada apenas nos casos mais graves ou naqueles que não respondem ao tratamento convencional.

Para prevenir LER e DORT é necessário respeitar os limites do indivíduo e criar um bom ambiente de trabalho, com ensino adequado das técnicas e posturas apropriadas para executar as tarefas.

Também é importante respeitar o tempo de duração das jornadas de trabalho e permitir que haja intervalos periódicos nesse período. As ferramentas, os instrumentos e a mobília devem ser adequados e adaptados à função do trabalhador.

Vale lembrar que a manutenção da saúde geral, ter uma boa qualidade de sono e praticar atividade física regularmente podem contribuir significativamente para a prevenção de LER e DORT.

O/a médico/a ortopedista é o/a especialista indicado para diagnosticar e tratar LER e DORT.

Saiba mais em:

Qual é a diferença entre LER e DORT?

O que é lesão por esforço repetitivo (LER)?

Tenho sentido um tremor e formigação nas pernas e pés...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Seu peso está dentro do esperado, os seus outros sintomas são compatíveis com ansiedade ou problemas de circulação, mas como sua urina está doce o ideal é em primeiro lugar ir a um médico contar isso a ele e fazer exames para ver se não tem diabetes. E depois de ver o resultado dos exame ver o que fazer.

O que é trombocitose e quais as causas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A trombocitose, ou elevação no número de plaquetas, pode ter várias causas:

  • Fisiológicas (não denotam doenças): exercício, trabalho de parto, uso de epinefrina, após hemorragia;
  • Infecciosas e/ou inflamatórias: retocolite ulcerativa, poliarterite nodosa, artrite reumatóide, sarcoidose, cirrose hepática;
  • Distúrbios do baço: após esplenectomia (retirada cirúrgica do baço), atrofia ou agenesia do baço, trombose da veia esplênica;
  • Neoplasias: carcinomas, linfomas;
  • Doenças hematológicas: síndromes mieloproliferativas, trombocitose familiar, anemia ferropriva (por deficiência de ferro), anemias crônicas, hemofilia, mieloma múltiplo;
  • Miscelânea: após procedimentos cirúrgicos e traumas, doenças renais, síndrome de Cushing e uso de medicamentos (epinefrina, isotretinoína, vincristina).

A elevação das plaquetas pode ser discreta (quando não está muito acima do valor de referência), que provavelmente denota condição benigna, ou extrema, quando o número de plaquetas está muito aumentado, que pode significar doença hematológica.

Nas crianças (trombocitose infantil), as causas mais comuns são infecções, após cirurgias, anemia, hiperplasia adrenal congênita e exposição a drogas, como a metadona. A maioria dos casos é benigna e de resolução sem necessidade de tratamento específico.

Plaquetas altas podem não causar sintomas ou podem ocorrer náuseas, vômitos, perda de noção espacial (labirintite) e formigamento nas extremidades.

A avaliação da causa da trombocitose e se será necessário tratamento deverá ser feita pelo médico hematologista.

Hormônio da paratireoide (PTH) baixo: quais os sintomas e tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas do hipoparatireoidismo, quando presentes, estão relacionados com os baixos níveis de cálcio na circulação. O hormônio da paratireoide, conhecido como paratormônio ou PTH, regula a quantidade de cálcio no sangue. Logo, a falta desse hormônio faz cair a concentração do mineral, prejudicando diversas funções importantes do organismo.

Assim, uma pessoa com hipoparatireoidismo poderá apresentar formigamentos, espasmos e dores musculares, cãibras, cansaço e fraqueza. Nos casos graves sintomas como convulsões, tetania, papiledema e laringospasmo podem estar presentes.

O hipoparatireoidismo caracteriza-se pela baixa produção de hormônios pela glândula paratireoide. Trata-se de uma condição rara, diferente do hiperparatireoidismo (paratormônio alto), que é mais comum.

As principais causas do hipoparatireoidismo são as lesões causadas na glândula durante as cirurgias que envolvem o pescoço, a tireoide ou paratireoide. O tratamento cirúrgico para câncer na cabeça também pode afetar o funcionamento da glândula e diminuir os níveis de paratormônio (PTH).

Uma vez que o hormônio da paratireoide PTH regula a quantidade de cálcio no sangue, a sua falta requer medidas para aumentar a absorção desse mineral. Por isso, o tratamento para hipoparatireoidismo é feito com suplementos de cálcio e vitamina D.

O hipoparatireoidismo pode ser temporário ou permanente. Se a paratireoide não voltar a produzir paratormônio, a suplementação deve ser mantida por toda a vida.

O médico endocrinologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento das alterações na paratireoide.

Saiba mais em:

Hormônio da paratireoide (PTH) alto: quais os sintomas e como tratar?

Quais são os sintomas de tireoide alterada?

O que é hipertrofia da coluna cervical?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A hipertrofia significa o desenvolvimento aumentado ou exagerado de um tecido ou órgão, no caso, na coluna cervical. C7 indica a localização dessa hipertrofia, nesse caso, a sétima vértebra da coluna cervical.

No entanto não está claro qual estrutura está aumentada, ou hipertrofiada. Apenas com a informação descrita, podemos imaginar uma hipertrofia em das estruturas moles ao redor da medula, as mais prevalentes são: hipertrofia do ligamento amarelo e articulação interfacetária.

O resultado deve ser avaliado pelo médico neurocirurgião ou ortopedista, especialista em coluna, que junto com suas queixas e exame físico, poderá definir o problema e indicar o melhor tratamento.

Hipertrofia do ligamento amarelo a nível de C7

O ligamento amarelo é um dos ligamentos encontrados na coluna, responsáveis pela sua estabilização. Porém, esse ligamento devido a sobrecarga e episódios de instabilidade da coluna, pode sofrer um espessamento, ou hipertrofia, causando a redução do espaço dentro da coluna e consequentemente, compressão de estruturas, como uma raiz nervosa.

Nesse caso, a pessoa pode evoluir com os mesmos sintomas, de compressão do nervo no nível de C7, formigamento no braço do lado comprometido.

Hipertrofia de articulação interfacetária

A principal causa de hipertrofia de articulação interfacetária da coluna cervical é a artrose. A artrose da coluna acontece com o decorrer dos anos, por repetidos episódios de inflamação e desgaste local, seja pelo trabalho manual repetitivo e com sobrecarga, seja por falta de atividades, sedentarismo e obesidade ou por fatores genéticos

O pescoço é uma região bastante exposta, especialmente devido a tensão muscular pelo estresse e má postura, durante toda a vida, o que sobrecarrega ainda mais a região e favorece o desenvolvimento de doença óssea degenerativa.

O médico neurocirurgião ou ortopedista, especialistas em coluna, são os mais indicados para avaliar o seu caso.

Pode lhe interessar também: Dor no pescoço: o que pode ser e o que fazer?

Quais os sintomas do vírus da raiva?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os primeiros sintomas do vírus da raiva em humanos surgem após um período de incubação que varia entre 20 e 60 dias. São eles:

  • Mal estar;
  • Febre baixa;
  • Falta de apetite;
  • Dores de cabeça;
  • Enjoo;
  • Dor de garganta;
  • Alterações de sensibilidade no local da mordida, como coceira, formigamento, arrepios e queimação;
  • Salivação abundante devido à dor e dificuldade para engolir.

Conforme a infecção pelo vírus da raiva progride, surgem outros sintomas que afetam o sistema nervoso central, como:

  • Ansiedade;
  • Agitação;
  • Irritabilidade;
  • Sensação de angústia;
  • Delírios;
  • Alterações de comportamento;
  • Espasmos musculares;
  • Convulsões.

Ao tentar beber alguma coisa, os espasmos dos músculos de deglutição provocam uma expulsão violenta dos líquidos. Os espasmos musculares evoluem para paralisia, causando retenção urinária e alterações cardiorrespiratórias.

Esses espasmos também são desencadeados pela visão, odor e barulho de líquidos que caem num copo, por exemplo, por isso, a raiva causa comportamento de hidrofobia, que é a aversão a água.

Durante a manifestação dos sintomas, o paciente permanece consciente, com períodos de alucinações, até entrar em coma. A raiva tem uma evolução rápida,podendo levar à morte em apenas 5 a 7 dias.

Veja também: Como é a transmissão da raiva?

Quais os sintomas da raiva canina?

No início, o cachorro com raiva manifesta os seguintes sintomas:

  • Alterações de comportamento;
  • Preferência por ficar em lugares escuros;
  • Agitação sem razão aparente;
  • Sustos ao menor estímulo;
  • Diminuição ou perda de apetite;
  • Irritação no local em que o animal foi mordido.

Após um período de 1 a 3 dias, o cão fica agressivo e ameaçador, podendo morder objetos, outros animais até mesmo dono. É comum o cachorro morde-se a si próprio, causando graves feridas. A paralisia dos músculos da deglutição impedem o animal de engolir a saliva e ele começa a babar.

Também pode ocorrer paralisia das patas traseiras e o latido do cão muda, ficando semelhante a um uivo rouco.

A raiva canina pode ser prevenida através da vacinação do cão contra o vírus da raiva, que deve ser feita a partir do quarto mês de vida e reforçada em um ano.

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Que doenças pode causar uma mordida de cachorro?

O que fazer para tratamento em caso de mordida de cachorro?

O que pode causar dor no ombro?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A dor no ombro esquerdo ou direito pode ter diversas causas. As mais comuns são: tendinite, bursite, síndrome do manguito rotador, fratura, artrite, artrose, luxação ou subluxação, além de problemas relacionados com músculos, nervos ou vasos sanguíneos próximos ao ombro, como os do pescoço e das costas.

As pessoas mais suscetíveis de ter dores nos ombros são as que praticam esportes que envolvem os membros superiores, principalmente se houver arremesso ou elevação dos braços, além de profissionais que trabalham muitas horas ao computador, com os braços levantados ou realizando movimentos repetitivos.

O ombro é a articulação mais móvel do corpo, o que a torna particularmente vulnerável a lesões devido à movimentação excessiva e à instabilidade. Por isso, a dor no ombro é uma queixa relativamente frequente nos consultórios.

Quais as principais causas de dor no ombro? Tendinite

Uma das principais causas de dor no ombro é a tendinite, uma inflamação que acomete os tendões da musculatura do ombro. A tendinite pode causar dor num local específico do ombro ou em toda a articulação. A dor também pode irradiar do ombro para o braço e se agrava ao realizar movimentos, principalmente se a pessoa levantar os braços acima da cabeça.

Bursite

Outra causa comum de dor no ombro é a bursite. Trata-se de uma inflamação da bursa, uma espécie de bolsa cheia de líquido que protege o tendão. Contudo, quando o tendão sofre um desgaste, uma lesão ou é atingido constantemente pelo ossos, ocorre uma inflamação que afeta primeiro o tendão (tendinite) e depois pode atingir a bursa (bursite).

Também pode lhe interessar: O que é bursite e quais os sintomas?

Síndrome do manguito rotador

Quando a inflamação afeta os tendões mais profundos do ombro em simultâneo, leva à síndrome do manguito rotador. O manguito é formado por 4 músculos profundos que atuam em conjunto para estabilizar e movimentar o ombro.

Artrose

A artrose caracteriza-se pela degeneração da cartilagem da articulação. A cartilagem permite o deslizamento suave entre os ossos. Com a cartilagem destruída, os ossos “raspam” um no outro, causando limitação do movimento e dores no ombro.

Saiba mais em: O que é artrose e quais os sintomas?

Contraturas musculares

Contraturas musculares em músculos localizados no pescoço e nas costas, como o trapézio, podem causar dor irradiada para o ombro.

Compressão de raízes nervosas

Nesses casos, a origem das dores também não está no ombro, mas sim nas raízes nervosas localizadas no pescoço (coluna cervical). A compressão das raízes dos nervos pode ser causada por artrose (“bico de papagaio”), hérnia ou protusão de disco ou ainda contraturas musculares.

Veja também:

O que é bico de papagaio e quais são os sintomas?

Quais os sintomas de hérnia de disco?

A dor no ombro nessas situações pode vir acompanhada de formigamento, alterações da sensibilidade e perda de força muscular em ombros e braços.

Artrite

A artrite é uma inflamação da articulação, que provoca dor, inchaço e limitação dos movimentos. O processo inflamatório provoca a destruição da cartilagem articular, podendo limitar definitivamente os movimentos do ombro.

Luxação

A luxação ocorre quando algum osso é deslocado da articulação, saindo da sua posição. No caso do ombro, a luxação acontece quando o osso do braço (úmero) se desloca e perde completamente o contato com a escápula (“omoplata”).

Leia também: O que é luxação e quais são os sintomas?

Geralmente, a luxação do ombro acontece após alguma pancada ou queda. Os sintomas incluem dor no ombro ao realizar movimentos, inchaço, dificuldade em movimentar o ombro e dormência ao redor da articulação.

Fratura

Em caso de fratura, pode haver dor intensa no ombro, que piora com os movimentos ou a palpação do local, inchaço, manchas roxas na pele, dificuldade para movimentar o ombro, sensação de crepitação no osso e mudança da aparência habitual do ombro.

Também pode lhe interessar: Como é possível saber se quebrei um osso?

Como aliviar dor no ombro?

Para aliviar a dor no ombro é necessário primeiro identificar a origem das dores. O tratamento deve incidir sobre a causa e tem como objetivos aliviar a dor e melhorar a capacidade funcional, ou seja, permitir que a pessoa utilize o ombro normalmente nas suas atividade do dia-a-dia.

Remédios para dor no ombro

O tratamento para dor no ombro inclui o uso de medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares, conforme a causa da dor.

Repouso

Em alguns casos, pode ser necessário imobilizar a articulação do ombro. As atividades que desencadeiam dor também devem ser interrompidas, sempre que possível.

Fisioterapia

A fisioterapia desempenha um papel importante no tratamento e alívio da dor no ombro. O tratamento costuma ser prolongado. Além de aliviar a dor e ajudar a controlar a inflamação na fase aguda, através da aplicação de calor, gelo e eletroterapia, o tratamento fisioterapêutico também melhora a amplitude de movimento, fortalece e relaxa a musculatura e pode ajudar a prevenir novos quadros de dor no ombro.

Infiltração no ombro

A infiltração também pode ser indicada para aliviar a dor no ombro, como em casos de tendinite, bursite, artrite e artrose que não respondem bem ao tratamento conservador. As técnicas e as medicações usadas nas infiltrações variam conforme o tipo de problema.

Em caso de dor no ombro, consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou ortopedista para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

O que é síndrome do túnel do carpo? Quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A síndrome do túnel do carpo é uma condição provocada pela compressão do nervo mediano, que passa na região do punho, resultando em dor e formigamento nas mãos e braços.

O túnel do carpo é formado pelos ossos e ligamentos da região do punho. O nervo mediano, juntamente com outros nervos e alguns tendões, passa por essa região.

Quando, por algum motivo, esse nervo fica comprimido e o seu normal funcionamento é afetado, surgem os sintomas e pode-se dar origem à síndrome do túnel do carpo.

Síndrome do túnel do carpo

A causa para essa compressão do nervo mediano é desconhecida na maioria dos casos. Porém, a síndrome do túnel do carpo pode estar associada a doenças e condições como doenças da tireoide, artrite reumatoide, diabetes e gestação, devido à retenção de líquidos.

Quais são os sintomas da síndrome do túnel do carpo?

Os sintomas da síndrome do túnel do carpo são dor e formigamento no punho ou na mão, além de formigamento e dormência nos dedos das mãos, sobretudo nos dedos indicador, médio e polegar. As dores e o formigamento podem irradiar para os braços.

Esses sintomas podem ser mais frequentes durante a noite ou após algumas atividades como dirigir, digitar, segurar o telefone e ler.

A síndrome do túnel do carpo pode atingir ambas as mãos, apesar dos sintomas serem mais fortes em um dos lados. Em alguns casos, pode haver também perda de força muscular.

Qual é o tratamento para a síndrome do túnel do carpo?

O tratamento dos casos mais leves e iniciais da síndrome do túnel do carpo pode ser feito com medicamentos anti-inflamatórios, uso de tala para imobilizar a articulação durante a noite e mudanças posturais para aliviar os sintomas.

Quando a síndrome do túnel do carpo está avançada ou não responde ao tratamento conservador, pode ser necessário realizar uma cirurgia para aliviar a pressão sobre o nervo mediano.

O tratamento cirúrgico consiste em cortar o ligamento que forma o teto do túnel do carpo, através de um corte na região anterior do punho.

A resposta ao tratamento nos casos leves e moderados normalmente é muito boa. Contudo, quando a síndrome do túnel do carpo é muito grave ou de longa duração, a recuperação do nervo é mais incerta.

A síndrome do túnel do carpo pode ser diagnosticada pelo/a clínico/a geral ou médico/a de família, através do exame físico e sintomas apresentados. O diagnóstico pode ser confirmado com eletroneuromiografia. Caso você sinta algum desses sintomas, procure algum/a desses médicos/as para uma avaliação detalhada.

O que é pé diabético e quais os sintomas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O pé diabético é uma das complicações mais comuns nos pacientes diabéticos e é o resultado final de um conjunto de alterações que o diabetes provoca nos membros inferiores: lesões nos nervos, alterações na circulação arterial, diminuição da imunidade e alterações anatômicas dos ossos do pé.

Todos estes fatores em conjunto levam à diminuição da sensibilidade nos pés, o que predispõe ao surgimento de úlceras (feridas profundas), que podem infectar e levar a sérias complicações, algumas vezes sendo necessária amputação.

Sintomas do pé diabético:

  • pulso fraco nos pés;
  • pés frios, com pele fina, brilhosa e descamativa;
  • perda de pelos;
  • dor, queimação, dormência ou formigamento nos pés;
  • diminuição da sensibilidade ao calor e frio;
  • alteração na maneira como o paciente apoia o pé no chão;
  • manchas vermelhas, feridas, bolhas ou úlceras.

O reconhecimento precoce e o manejo dos fatores de risco são importantes para reduzir o aparecimento de ulcerações e lesões graves do pé, que trarão sequelas potencialmente graves.

O principal fator de risco é o diabetes mal controlado, em que o paciente permanece por longos períodos com hiperglicemia ("açúcar alto no sangue"). Outros fatores de risco são: neuropatia (alterações nos nervos), deformidades do pé e sinais de doença vascular (pois diminui o fluxo de sangue arterial para nutrir os tecidos). Os 3 podem ser identificados através de um exame físico cuidadoso dos membros inferiores. Dentre eles, a neuropatia parece ser o principal fator no desenvolvimento do pé diabético.

É também fundamental o uso de calçados adequados para diabéticos, principalmente se o paciente apresentar manchas vermelhas, pontos doloridos, bolhas, calosidades, pé chato, joanete ou dor frequente associada ao uso de sapatos.

O tabagismo deve ser também combatido, pois o cigarro causa danos aos pequenos vasos sanguíneos dos pés e pernas, favorecendo a progressão da lesão vascular e dificultando o processo de cura das lesões de pele já existentes.

Todo paciente diabético deve examinar seus pés e utilizar calçados adequados, acolchoados e que não apertem seus pés. O médico endocrinologista também deverá examinar os pés dos pacientes a cada retorno.