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Faz algum tempo que escorre um líquido da minha vagina?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Bem vinda ao mundo feminino Diana, isso é um corrimento vaginal, que na maioria das vezes significa uma infecção vaginal, precisa procurar um ginecologista.

Um tumor saiu do lado da vagina, o que deve ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O mais provável é que seja um processo inflamatório, na glândula de Bartholin, chamada Bartolinite. Porém, para confirmar ou avaliar outras possíveis causas, precisa ser avaliada por um médico clínico geral, médico de família ou ginecologista.

Outras possíveis causas para um "tumor" ou nódulo doloroso encontrado na região da vagina são:

  • Foliculite (inflamação do folículo piloso)
  • Cisto inflamado
  • Tumor
  • Doença sexualmente transmissível (por exemplo, cancro mole)
  • Lipoma (embora raramente cause dor)
O que é a Bartolinite?

Bartolinite é uma inflamação na glândula de Bartholin. As mulheres possuem duas glândulas de Bartholin, uma de cada lado da vagina. Essas glândulas são responsáveis por lubrificar a vagina durante o ato sexual ou excitação.

No entanto, quando ocorre uma obstrução nos ductos das glândulas, o líquido acumulado origina um cisto, conhecido por cisto de Bartholin, ou seja, nódulos localizados, porém de coloração normal e indolor. No caso de contaminação dos cistos, por fungos ou bactérias, esse processo passa a causar muita dor local, vermelhidão e por vezes a presença de secreção.

A esse processo inflamatório é dado o nome de Bartolinite. O seu tratamento é baseado em higiene local, pomadas e antibiótico oral.

Entretanto, um nódulo doloroso pode ser um sintoma inicial de doenças sexualmente transmissível, como a sífilis ou cancro mole, e nesses casos o tratamento é bastante diferente.

Saiba mais em: O que é cancro mole e quais os sintomas?

O tumor de vagina, apesar de raro, pode ser agressivo e perigoso se o diagnóstico e tratamento forem atrasados, por isso é fundamental que seja descartada essa hipótese, o que só poderá ser feito através de uma avaliação médica.

No caso de foliculite, o tratamento é bem mais simples, costuma resolver espontaneamente ou apenas com orientações de higiene local e medicamento tópico (pomadas específicas).

Portanto, no seu caso, o mais adequado é que procure o mais breve possível um médico clínico geral, médico da família ou ginecologista, para uma avaliação adequada e início de tratamento.

Tenho ovário policístico o ginecologista passou Diane...
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A mulher que tem a Síndrome dos Ovários Policístico pode ter alguma dificuldade de engravidar, porém ela pode engravidar e essa possibilidade deve ser sempre levada em consideração.

Por isso, se há um atraso menstrual, é importante procurar o/a médico/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para uma avaliação pormenorizada.

O teste da farmácia, apesar de ser confiável, pode nem sempre revelar o positivo.

Saiba mais em:

Teste de farmácia pode dar resultado errado?

Quem apresenta o diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos, em geral, possui uma irregularidade menstrual.  

O uso da pílula anticoncepcional, como o Diane 35, pode regularizar o ciclo menstrual da mulher, fazendo com que ela menstrue a cada 21 dias. Quando a mulher está em uso deste anticoncepcional, é comum que a menstruação aconteça nos 7 dias de intervalo entre uma cartela e outra. Porém, quando a mulher para de tomar a pílula, o organismo dela volta a se adaptar com um novo ciclo menstrual

De qualquer maneira, a mulher com síndrome dos ovários policísticos deve fazer um acompanhamento médico regular, indo às consultas de rotina, tirando suas dúvidas e realizando o tratamento aconselhado.  

Leia também: 

Ovários policísticos tem cura? Qual o tratamento?

Vou ao ginecologista pela primeira vez, que falar para ele?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Uma preocupação das mulheres que vão ao ginecologista é o medo ou vergonha de serem examinadas, de uma forma geral o médico ginecologista não irá examinar todas as vaginas de todas as mulheres que ele atende. Na verdade o exame será dirigido para suas queixas. Caso você tenho um nódulo de mama ele terá que examinar sua mamas obrigatoriamente, caso contrário o exame das mamas não precisa ser feito em todas as consultas (apesar que deveria). Caso suas queixas sejam referentes a um corrimento ele terá que fazer o exame ginecológico, mas se você não tem nenhuma queixa, provavelmente ele não fará o exame. Porém o ideal é que você faça o preventivo do câncer de colo uterino uma vez  ao ano (ou seja, pelo menos uma vez por ano você não tem escapatória). E não vale dizer ao médico que não tem nada só para escapar do exame, ai não adianta ir ao médico.

Meu ginecologista receitou creme vaginal para corrimento, estou no 4º dia de aplicação e hoje está saindo um pouco de sangue clarinho, é normal?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Corrimento desse tipo pode ocorrer sem que signifique nada de importante, não é sintoma de gravidez, o mais importante é que você foi ao médico e está fazendo o tratamento que precisa fazer. Pode ser da própria infecção ou um restinho da menstruação ou efeito do próprio creme mesmo, somente se preocupe se o corrimento não desaparecer.

Tem como o ginecologista saber quando foi a última vez que tive relações?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não, não tem como o/a ginecologista saber quando foi a última vez que você teve relações.

As alterações que ocorrem na vagina durante a relação sexual, como a lubrificação, por exemplo, cessam quando o ato termina ou a mulher já não está mais excitada.

Mesmo que tenha tido relações um pouco antes da consulta, não é possível ao/à ginecologista detectar se teve ou não, desde que você esteja devidamente higienizada.

É importante lembrar que o/a médico/a ginecologista não pode revelar segredo profissional sem o seu  consentimento, mesmo aos pais ou responsáveis caso você seja menor de idade.

Fiz preventivo e o médico disse que tenho a bexiga baixa...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O resultado do seu preventivo, a constatação de infecção no colo uterino pelo seu médico e esse corrimento que você tem dizem respeito a mesma coisa (mesma doença) uma infecção que precisa de tratamento, seu médico pode providenciar esse tratamento. Com relação a questão da cirurgia esse é um ponto que precisa de maior cuidado, toda vez que o médico diz que necessita de cirurgia, mas essa indicação é relativa (como no seu caso) o ideal é procurar outro ginecologista, que ira fazer o mesmo exame e ver qual a opinião dele, se ele for favorável a cirurgia, tenha certeza que você realmente precisa dela, se ele discordar provavelmente você não precisa da cirurgia.

Estou tentando faz um ano e não consigo engravidar. O que devo fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Se não consegue engravidar depois de um ano tentando todos os dias, você e o seu marido devem fazer alguns exames para detectar a causa da infertilidade.

Primeiro, o seu marido deve fazer um exame chamado espermograma, que avalia a quantidade e a qualidade dos espermatozoides. Se o resultado do espermograma estiver alterado, o/a médico/a deve conduzir a investigação e o tratamento adequado para o homem. Se o espermograma for normal, então a mulher deve procurar o/a ginecologista para saber por que não consegue ter filhos.

Dentre os exames mais usados para detectar a esterilidade feminina estão:

- Dosagem hormonal: É feito durante o ciclo menstrual e serve para verificar se a mulher tem ovulação, quando ela ocorre e qual é a qualidade da mesma;

- Ultrassom transvaginal: Avalia útero, ovários e anexos genitais. O exame permite ao médico acompanhar a ovulação, detectar miomas e outros defeitos uterinos;

- Histerossalpingografia: Serve para avaliar a permeabilidade e a anatomia das trompas;

- Histeroscopia: Permite visualizar diretamente a cavidade uterina e estudar o endométrio (parede interna do útero) e detectar miomas no interior do útero.

Existem ainda outros exames que a mulher poderá fazer para saber se é estéril, dependendo do caso. Em casos específicos, o homem pode precisar fazer também avaliação endócrina e hormonal, ultrassom do escroto, exames genéticos e biópsia dos testículos.

Os exames para detectar a esterilidade podem ser analisados pelo/a médico/a de família, clínico/a geral ou urologista especialista em fertilidade, no caso dos homens, ou o/a ginecologista também especialista em fertilidade, no caso das mulheres.

Saiba mais sobre o assunto em:

Que exames devo fazer para saber se posso engravidar?

Como saber se sou estéril?

Posso trocar de anticoncepcional sem ir ao ginecologista?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não é indicado trocar de anticoncepcional sem ir ao/à ginecologista para não colocar a sua saúde em risco ou ter uma gravidez inesperada. Existe uma grande variedade de pílulas anticoncepcionais e o seu organismo pode reagir de forma diferente a cada uma delas.

A indicação do medicamento ideal para cada mulher é muito importante, uma vez que alguns anticoncepcionais aumentam o risco de AVC (derrame), infarto, parada cardíaca e trombose.

Isso porque o anticoncepcional pode deixar o sangue mais espesso, o que aumenta o risco de formação de coágulos.

Na hora de escolher a medicação, o médico leva em consideração possíveis fatores de risco, como problemas cardíacos, hipertensão arterial, tabagismo, diabetes e obesidade, pois nesses casos o risco de ataque cardíaco é ainda maior.

Portanto, cabe ao/à ginecologista ou médico/a de família ou ainda ao/à clínico/a geral identificar a pílula com menos efeitos colaterais e que ofereça menos riscos à paciente, bem como orientar a forma correta de fazer a troca do anticoncepcional.

Leia também:

Posso mudar de anticoncepcional antes de terminar a cartela?

Posso engravidar na troca do anticoncepcional?

Quantas vezes no ano a mulher deve ir ao ginecologista?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não há necessidade de consulta anual com ginecologista.

A mulher deve procurar médico/médica sempre que tiver sentindo algum sintoma que necessite de cuidados de saúde.

Normalmente a procura pela ginecologia surge quando a mulher pretende começar ou adequar um método anticonceptivo, iniciar o acompanhamento da gravidez, compreender queixas vinculadas à sexualidade, fazer o exame preventivo ou mesmo resolver qualquer problema do sistema genital feminino. Muitas dessas questões podem ser resolvidas por médicos de família ou clínicos gerais.

Por isso, em qualquer momento destes procure o/a ginecologista ou médico de família ou clínico geral.

Tomei injeção há 7 meses e não menstruei mais, o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A demora no retorno da menstruação é normal e esperado. Porém, o mais adequado é que procure um ginecologista.

As mulheres que fazem uso de anticoncepcionais, especialmente os injetáveis, levam em média, de 5 a 7 meses para retornar os ciclos, após a sua interrupção. A menstruação pode demorar até uma ano para acontecer, sem que represente um problema. Mas esse período pode se estender em até a um ano, sem que represente um problema.

O que fazer no caso de atraso menstrual?

Depende do motivo desse atraso. Na grande maioria das vezes, é preciso apenas acompanhar com o seu médico de família ou ginecologista.

Caso não planeje uma gravidez nesse momento, procure um método contraceptivo, como os métodos de barreira (camisinha), visto que a qualquer momento pode voltar a ovular.

Quando essa ausência é devido a uma gravidez, deve iniciar o quanto antes o pré-natal, com os exames e recomendações adequadas. O posto de saúde poderá oferecer todas as orientações.

Na presença de outros problemas como exercícios físicos extenuantes, dietas, estresse ou ansiedade, o tratamento pode ser feito com psicologia e orientações profissionais especializadas.

Para doenças como ovário policístico, miomas, endometriose ou tumores, pode ser preciso cirurgia. Entretanto, para cada uma destas situações haverá uma orientação específica.

O médico responsável por esse diagnóstico e tratamento é o ginecologista.

Causas de ausência da menstruação 1. Gravidez

A gravidez é a primeira causa a ser descartada quando a menstruação atrasa. Se houve relação com contraceptivos, é preciso realizar um teste de gravidez antes de tomar qualquer medicação ou realização de exames.

2. Uso regular ou prolongado de anticoncepcionais

O uso regular de anticoncepcionais reduz a camada do endométrio, com isso impede a formação de sangue que descama, dando origem à menstruação.

Quanto mais tempo faz uso do remédio, mais tempo pode levar para retornar aos ciclos normais, embora seja muito específico e dependa de cada organismo.

3. Menopausa

A menopausa, o término dos ciclos menstruais, costuma ocorrer nas mulheres a partir dos 50 anos de idade, entretanto, cada dia mais vemos casos de menopausa precoce, em mulheres com 40 anos ou pouco mais.

Sendo assim, na ausência da menstruação, o ginecologista deverá investigar os níveis de hormônios e possibilidades de um processo de menopausa.

4. Estresse e Ansiedade

Os fatores emocionais, como estresse exagerado, crises de ansiedade e depressão, também interferem nos hormônios e ciclo menstrual.

Se for o caso, é preciso que procure um psicólogo ou psiquiatra para avaliação e orientações.

5. Exercícios físicos exagerados

A atividade física extenuante é uma outra causa de ausência da menstruação. Nesses casos, basta adaptar os exercícios aos limites do seu corpo, de preferência com um profissional da área - educador físico.

6. Dietas e rápida perda de peso

A dieta restritiva não é recomendada, porque uma das consequências é a falta de subtâncias essenciais para a formação dos hormônios. Por exemplo, a ausência de carboidratos na dieta.

Uma dieta deve ser orientada por um profissional, nutricionista ou nutrólogo, que saberá avaliar as necessidades e formas de ajustar a sua alimentação sem prejuízos.

Em outras situações como a síndrome do ovário policístico, miomas, endometriose ou produção anormal de determinados hormônios (testosterona, hormônio da tireoide, cortisona), o tratamento inclui medicamentos e por vezes cirurgia.

Portanto, para maiores esclarecimentos, converse com ginecologista ou com o seu médico de família.

Referência:

  • Febrasgo - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia
  • UpToDate - Andrew M Kaunitz,, et al.; Depot medroxyprogesterone acetate (DMPA) for contraception: Formulations, patient selection and drug administration. Apr 10, 2020.
Eu fiz alguns exames ginecológicos e estou preocupada...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Bom você está com cistos nos ovários o que explicaria essa sua irregularidade menstrual. Pode sim ter haver com o que aconteceu com seu lado emocional. Em relação ao seu Papanicolau é uma infecção que precisa de tratamento adequado, assim como os cistos e seu problema emocional, todos precisam ser tratados.