Glicose

O que é Glicose?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O que é Glicose? A glicose é uma molécula química pertencente ao grupo dos carboidratos, é um carboidrato simples. A glicose é a unidade básica utilizada como combustível por um complexo sistema enzimático celular que degrada essa molécula para obtenção de energia para todas as funções do corpo humano. A glicose também participa como precursora de outras substâncias importantes.

Além da glicose existem outros carboidratos simples como a frutose e a galactose, todas possuem pequenas diferenças nas suas moléculas, porém, para fins de esclarecimentos da diabetes, essas pequenas diferenças não têm muita importância e vamos partir do princípio de que são todas iguais, irei citar apenas a glicose, sem entrar em detalhes muito específicos da bioquímica, já que este não é nosso interesse atual. Mais adiante quando discutiremos a questão de dietas para diabéticos essas pequenas diferenças terão alguma importância.

A glicose é produzida pelas plantas através de um processo chamado fotossíntese, onde moléculas de glicose são formadas através da união de moléculas de água e gás carbônico com o auxílio da energia solar e liberação de oxigênio. A glicose nas plantas serve como energia, reserva de nutrientes (sacarose e amido, entre outros carboidratos que são acumulados nas frutas, sementes, caules, folhas e raízes; cada planta tem sua forma particular de fazer sua reserva) e para a própria formação e crescimento da planta (todas as suas partes são feitas a partir da união das moléculas de glicose formando a celulose que dá estruturas as plantas).

Nós seres humanos direta ou indiretamente alimentamo-nos das reservas criadas pelas plantas e utilizamos a glicose como meio de obter energia. Todos os carboidratos (ou também chamados de açúcares) simples ou complexos, as gorduras e até as proteínas, todos eles são transformados em nosso organismo na sua forma mais simples possível, que pareça o máximo com a molécula da glicose de maneira que as células possam aproveitar todas essas substâncias no processo de respiração celular para obtenção de energia necessária para todas as funções responsáveis pela manutenção da vida. Cada grama de glicose fornece quatro calorias.

Estou com 114 de glicemia, já é diabete?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Não. Valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 (este valor ainda é discutível), mas é o que eu costumo usar na minha prática do consultório, são valores considerados com um estágio "pré-diabetes", porém precisa ser tratado.

Qual é a taxa de glicose normal?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A taxa de glicose de jejum no sangue considerada normal é de até 99 mg/dl. O valor compreendido entre 100 e 125 mg/dl é considerado um dos critérios diagnósticos para "pré-diabetes", situação que caracteriza risco aumentado de evoluir para diabetes.

Sabendo que a diabetes e "pré-diabetes" são fatores de risco bastante relevantes para doença cardiovascular, as sociedades de endocrinologia e cardiologia, aconselham o tratamento precoce dessa doença. Entretanto, cada caso deve ser avaliado de maneira individualizada pelo médico assistente.

O resultado deve ser analisado junto com exame clínico e história familiar. Nos casos de critérios para alto risco de diabetes ou doenças cardiovasculares, está recomendado o início da medicação metformina®, associada a mudanças de estilo de vida e orientações alimentares.

O início precoce de tratamento da pré-diabetes, já comprova benefícios e redução de complicações, para esses pacientes.

Diagnóstico de "pré-diabetes"

O diagnóstico de pré-diabetes é definido por pelo menos um dos critérios abaixo alterados, que são:

  • Glicemia de jejum ≥ 100 mg/dl;
  • Glicemia de 2h após sobrecarga com 75 g de glicose, com valores entre = 140 a 199 mg/dL e/ou
  • Hemoglobina glicosilada com valores entre = 5,7 e 6,4%.
Diagnóstico de Diabetes

Para diagnóstico de Diabete Mellitus, é preciso pelo menos um dos critérios abaixo:

  • Glicemia de jejum ≥ a 126 mg/dl;
  • Glicemia de 2h após sobrecarga com 75 g de glicose ≥ 200 mg/dL;
  • Hemoglobina glicosilada ≥ 6,5% e
  • Glicemia ao acaso ≥ 200 mg/dL, em pacientes com sintomas clássicos de hiperglicemia, ou em crise hiperglicêmica.

O endocrinologista é o médico responsável pela confirmação do diagnóstico de diabetes, tratamento e acompanhamento.

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Minha glicose estava 106 e agora 114, pode ser diabete?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não é diabetes. Os valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dl significam uma condição chamada Pré-diabetes, ou seja, uma propensão maior para desenvolver a diabetes tipo 2, mas ainda não é a diabetes. Portanto, existe a chance de iniciar um tratamento e mudança de hábitos de vida, com objetivo de evitar a instalação da doença.

Diagnóstico da diabetes

A diabetes é diagnosticada a partir de critérios bem definidos, com base no resultado dos seguintes exames de sangue:

  • Glicemia de jejum acima de 126 mg/dl;
  • Hemoglobina glicosilada acima de 6,5%;
  • Teste de tolerância oral a glicose acima de 200 mg/dl;
  • Teste aleatório de glicose plasmática acima de 200 mg/dl, associado a sintomas típicos de glicose aumentada.

No entanto, mais de um exame deve estar alterado, ou repetidamente alterado, para que seja confirmado esse diagnóstico.

Leia também: Como é feito o diagnóstico do diabetes?

Quais são os sintomas de diabetes?

Os principais sintomas que sugerem a diabetes são: Poliúria, polifagia e polidipsia. Além de dificuldade na cicatrização, emagrecimento sem motivo aparente, cansaço e alterações na visão, principalmente visão turva.

Poliúria - Aumento do volume urinário;

Polifagia - Aumento do apetite, comer exageradamente e mesmo assim não ganhar peso;

Polidipsia - sede excessiva, beber muita água.

No seu caso, visto que os valores da glicose vêm se apresentando acima dos valores ideais e ainda jovem, recomendamos que junto com seu responsável, procure um médico endocrinologista para iniciar um planejamento de medidas preventivas para não desenvolver o diabetes.

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O que é a hipoglicemia?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Hipoglicemia é a redução dos níveis de glicose (açúcar) no sangue. Os valores normais de glicose no sangue em jejum variam entre 70 e 100 mg/dl. Considera-se hipoglicemia níveis de glicose sanguínea abaixo de 60 mg/dl (alguns autores usam 70 mg/dl como limite).

Apesar de grande parte dos casos de hipoglicemia ocorrer como efeito colateral do tratamento do diabetes, também pode acontecer em pacientes não diabéticos, embora seja mais raro.

Em pessoas saudáveis, os níveis de glicose sanguínea são mantidos mais ou menos estáveis através da ação de vários hormônios, principalmente da insulina e glucagon.

Como ocorre a hipoglicemia?

Para entender como ocorre a hipoglicemia, é importante conhecer como o controle fisiológico da glicose sanguínea.

Quando nos alimentamos, especialmente de carboidratos, uma grande quantidade de glicose é absorvida no intestino delgado.

A glicose absorvida chega à corrente sanguínea, elevando as suas concentrações de açúcar no sangue, o que provoca uma hiperglicemia transitória. Neste instante, o pâncreas aumenta a secreção de insulina, hormônio necessário para que a glicose entre nas células do organismo.

A insulina provoca a diminuição da glicose no sangue, através de duas vias principais: permite o consumo da glicose pelas células e estimula o armazenamento de glicose no fígado, na forma de glicogênio.

Por outro lado, quando permanecemos sem nos alimentar por muito tempo, a glicemia reduz progressivamente, à medida que as células vão consumindo açúcar para produzir energia. Para evitar que haja hipoglicemia, o pâncreas começa a secretar glucagon, um hormônio com ação contrária à insulina.

A ação do glucagon estimula a secreção de glicose pelo fígado, tanto pelo uso do glicogênio armazenado como pela produção de glicose no próprio fígado, um processo denominado gliconeogênese. O glucagon também é capaz de transformar as reservas de gordura corporal em glicose.

Em resumo, a insulina é o hormônio que age normalizando a glicemia quando esta está elevada (hiperglicemia), enquanto o glucagon é o hormônio responsável por normalizar a glicemia quando está baixa (hipoglicemia).

Durante a alimentação, as taxas de açúcar no sangue podem aumentar um pouco, até que a insulina as traga de volta para os níveis normais. Portanto, hiperglicemias transitórias são consideradas normais logo a seguir à alimentação. Em pessoas não diabéticas, o valor de glicemia após uma refeição (glicemia pós-prandial), geralmente não ultrapassa os 140 mg/dL.

Ao contrário da hiperglicemia, que pode ocorrer transitoriamente logo a seguir às refeições, a hipoglicemia não é um evento normal. Isso porque, normalmente, não existem situações que provoquem uma rápida queda da concentração de açúcar no sangue, o que permite que o glucagon exerça seus efeitos anti-hipoglicemiantes antes que a glicemia fique abaixo de 70 ou 60 mg/dl. Em pacientes com diabetes, a situação é bem diferente.

Quais são os sintomas da hipoglicemia?

Como a glicose é a principal fonte de energia do organismo, a ocorrência de hipoglicemia produz sinais e sintomas típicos, como fraqueza, transpiração, tremor e outros mais graves como a crise convulsiva, que só desaparecem se o nível sanguíneo de glicose for corrigido.

A hipoglicemia é um evento raro em pessoas saudáveis, uma vez que mesmo após muitas horas em jejum, o organismo é capaz de mobilizar as reservas de glicose e gordura para fornecer as quantidades necessárias de açúcar para o sangue.

Caso tenha reservas suficientes, uma pessoa é capaz de ficar vários dias sem comer e ainda assim não apresentar hipoglicemia. 

Em caso de suspeita de hipoglicemia, um médico, preferencialmente um endocrinologista, deverá ser consultado para um diagnóstico e tratamento adequados. 

O que é diabetes?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Diabetes é uma doença que desregula a forma como o organismo utiliza a glicose (açúcar)

A insulina é o hormônio que regula a entrada da glicose nas células e é produzida pelo pâncreas. 

Há dois tipos diferentes de diabetes: tipo 1 e tipo 2. Na diabetes tipo 1, o pâncreas não produz insulina suficiente. Na diabetes tipo 2, o pâncreas pode não produzir insulina suficiente ou o organismo tornar-se resistente à insulina. Como consequência, haverá uma quantidade elevada de açúcar na corrente sanguínea e isso pode afetar diversos órgãos caso não tratado de forma adequada. 

A diabetes pode ser uma condição crônica que acompanhará a pessoa para toda a vida, sendo necessária monitorização frequente e tratamento adequado. Isso inclui mudança no estilo de vida, uso de algumas medicações, realização de exames periódicos e medidas de auto-cuidado.

Leia também: Diabetes tem cura?

O foco principal do tratamento da diabetes é manter o nível de glicose sanguínea estável e dentro da normalidade, além de reduzir os riscos de complicações advindas da doença. 

Medicamento Bactrim aumenta a glicose?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O antibiótico Bactrim, provavelmente não causa aumento da glicose, porém a infecção para a qual está se usando o remédio pode causar o aumento da glicose.

Quais os sintomas de glicose alta e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os sintomas de glicose alta, típicos, são: aumento do apetite (polifagia), sede excessiva (polidispsia), poliúria (vontade de urinar diversas vezes) e emagrecimento.

No entanto, nem todos os casos apresentam exatamente esse quadro, podendo haver ainda sintomas de boca seca, dor de cabeça, visão embaçada, pele seca, formigamento nas mãos e nos pés, fraqueza e cansaço. Nos casos mais graves, pode haver vômito, náuseas, falta de ar, dor abdominal, queda da pressão arterial, sonolência ou desmaios.

A glicose alta é uma condição chamada hiperglicemia, que ocorre quando há um acúmulo de glicose (açúcar) na corrente sanguínea. Quase todos os casos de hiperglicemia ocorrem em pessoas com diabetes.

Se o nível de glicose no sangue estiver constantemente alto e não for controlado, pode causar complicações graves, como problemas na visão, nos nervos e no sistema cardiovascular.

Como saber se a glicose está alta?

A única forma de saber se a glicose está alta é através de um teste de glicemia, que mede os níveis de glicose no sangue. O teste pode ser feito em casa, se tiver o aparelho, ou numa farmácia, posto de saúde ou hospital. O teste de glicemia capilar, como é chamado pelos profissionais, é rápido, simples e não causa dor.

É importante ressaltar que os sintomas da glicose alta geralmente só se manifestam quando os níveis de açúcar no sangue estão significativamente elevados, acima de 180 mg/dL. Além disso, a presença de sinais e sintomas não é suficiente para identificar um quadro de hiperglicemia. Por isso, é fundamental fazer o teste de glicemia capilar.

Quais os valores normais da glicose?
  • Glicemia de jejum (8 horas): abaixo de 99 mg/dl;
  • Glicemia medida em qualquer horário do dia, independentemente do tempo decorrido desde a última refeição: abaixo de 139 mg/dl.
O que fazer em caso de glicose alta?

Em caso de glicose alta, recomenda-se fazer exercício e beber água depois de comer, principalmente se consumiu grande quantidade de carboidratos.

Indivíduos diabéticos devem aplicar insulina e tomar os medicamentos, conforme orientação médica.

Para controlar a glicemia e evitar que ela aumente, são indicados exercícios físicos regularmente e dieta orientada por um profissional da área, porque embora seja importante reduzir a quantidade de carboidratos e de açúcar, são substratos fundamentais para o bom funcionamento do organismo.

A quantidade correta de todos os alimentos, deve ser adequada às características de saúde de cada pessoa, condições sociais e estilo de vida. Apenas um profissional de saúde consegue oferecer todas essas informações, de maneira segura.

Saiba mais sobre esse tema no artigo: Quem tem diabetes deve evitar comer o quê?

O controle da glicemia em casa, tem sido muito utilizado, através de um aparelho medidor de glicose, por ser uma maneira simples e eficaz de verificar se a glicose está alta.

Quem tem diabetes e observa uma mudança repentina da glicemia durante o monitoramento em casa, deve informar o médico, imediatamente.

O que pode deixar a glicose alta?

A glicemia alta pode ser causada por uma produção insuficiente de insulina ou resistência do organismo à insulina. A insulina é um hormônio que tem a função de transportar a glicose do sangue para as células, para ser transformada em energia.

A glicose não pode ser absorvida sem insulina. Se o corpo não conseguir produzir insulina suficiente ou for resistente aos seus efeitos, a glicose pode se acumular na corrente sanguínea e causar hiperglicemia.

Dieta inadequada é uma causa frequente de taxas elevadas de glicemia, principalmente em diabéticos. Alimentos ricos em carboidratos, como pães, arroz e massas, podem aumentar o nível de açúcar no sangue, uma vez que são transformados em glicose.

O paciente diabético deve seguir o seu plano alimentar, fazer uso correto da insulina e dos medicamentos habituais, para evitar a glicose alta e risco de complicações.

A hiperglicemia também pode ocorrer em pessoas que não têm diabetes. Em alguns casos, a glicose pode ficar temporariamente alta devido a cirurgia, infecção, falta de atividade física, doença crônica ou grave, sofrimento emocional ou uso de certos medicamentos, como esteroides. O afastamento da causa, costuma trazer a glicemia de volta ao normal.

O médico endocrinologista é o especialista responsável pelo tratamento da hiperglicemia.

Leia também:

Como é feito o diagnóstico do diabetes?

Tenho pré-diabetes? Saiba os sintomas e valores de glicose

Tenho pré-diabetes? Saiba os sintomas e valores de glicose
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A pré-diabetes é o aumento das taxas de glicose no sangue, sem atingir os níveis que definem a doença diabetes.

Os valores normais da glicemia em jejum são de 60 a 99 mg/dl. Para a confirmação de diabetes, entre outras análises, a glicemia deve estar acima de 125 mg/dl. Sendo assim, quando a glicemia está entre 100 e 125 mg/dl, é considerada uma fase "pré-diabética".

Embora não caracterize a doença diabetes, a pré-diabetes também é bastante perigosa para a saúde, pois aumenta os riscos de doenças cardíacas, vasculares e neurológicas, como o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC). Além do risco de mais de 30% dos casos evoluírem para a diabetes, dentro de 5 anos.

Por esses motivos, na suspeita da pré-diabetes, ou assim que for feito o seu diagnóstico, é fundamental que procure um médico especialista, nesse caso o endocrinologista, para avaliação e início do tratamento para seu controle.

Como confirmar a pré-diabetes?

Existem critérios bem definidos para cada uma das condições, através dos exames de sangue: glicemia de jejum de 8h, o teste de tolerância oral a glicose 75 (TTOG 75) e o exame de hemoglobina glicosilada (HbA1c).

A glicemia de jejum deve ser realizada com pelo menos 8h de jejum, e com uma dieta habitual. Não deve ser feito qualquer dieta ou mudança de hábitos alimentares dias antes, para não prejudicar ou mascarar um resultado.

O teste de tolerância oral a glicose, é um dos principais exames para o diagnóstico da pré-diabetes. Nesse teste o paciente recebe uma dose de glicose (75 g) por via oral, e após duas horas é colhido novo exame de sangue para avaliação da glicemia.

E a hemoglobina glicosilada é uma medida de avaliação da glicose nos últimos 2 a 3 meses, a partir da amostra de sangue. Por isso é o teste mais fidedigno para o acompanhamento e ajuste de tratamento nos pacientes diabéticos.

Os valores que definem cada uma das condições estão descritos na tabela abaixo:

Exames de sangue Normal Pré-diabetes Diabetes
Glicemia de jejum 60 a 99 mg/dl 100 a 125 mg/dl > 125 mg/dl
TTOG 75 < 140 mg/dl 140 a 199 mg/dl > 200 mg/dl
HbA1c > ou = 5,6% 5,7 a 6,4% > ou = 6,5 %

Existem grupos que já consideram a glicose de jejum a partir de 99 mg/dl um sinal de pré-diabetes, por isso qualquer valor acima de 100 mg/dl já configura um quadro de pré-diabetes e deve ser iniciado um tratamento específico, caso a caso.

Sintomas da pré-diabetes

A pré-diabetes pode não apresentar qualquer sintoma por anos. Por isso, todos os casos de alto risco para diabetes, devem realizar exames de sangue periodicamente, possibilitando a identificação precoce da doença.

Os sintomas que podem estar presentes são semelhantes aos sintomas de diabetes, de forma mais branda. São eles:

  • Emagrecimento (sem causa aparente),
  • Fome a todo momento,
  • Muita sede,
  • Aumento da frequência de urina,
  • Cansaço, fadiga,
  • Alterações na visão (visão "borrada").
Fatores de risco para a pré-diabetes

É importante conhecer os fatores que aumentam o risco de desenvolver diabetes e pré-diabetes, para que sempre que possível, se previna da doença.

Os principais são: história familiar de diabetes, obesidade, hipertensão arterial, falta de atividade física, distúrbios de sono, principalmente a privação de sono, tabagismo, doenças do pâncreas, peso superior a 4 kg ao nascimento, ser mulher e ter mais de 45 anos.

Tratamento da pré-diabetes

O tratamento correto reduz as chances de complicações cardiovasculares e cerebrovasculares, as doenças mais comuns da nossa população.

1. Orientação nutricional

A dieta é a parte mais importante do tratamento, especialmente na diabetes tipo 2, situação em que o pâncreas produz a insulina, mas não é suficiente para aquele organismo.

2. Atividade física regular

A atividade física por pelo menos 30 minutos por dia, por 5 dias na semana, ajuda o organismo a eliminar a gordura e o açúcar em excesso no sangue. Ainda, promove uma melhor circulação sanguínea e hábitos alimentares.

3. Mudança de hábitos de vida

Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e eliminar vícios como o uso de cigarro, são medidas fundamentais para evitar a evolução da doença.

4. Medicamentos

Os casos com risco mais elevado de evoluir com diabetes ou múltiplos fatores de risco para doença cardiovascular, devem iniciar a medicação em conjunto. O remédio mais usado é a metformina®.

Como saber se já tenho Diabetes?

Para confirmar a diabetes os valores do exame de sangue devem ser:

  • Glicemia de jejum (8 horas) - acima de 125 mg/dl
  • Teste de tolerância oral a glicose a 75 mg - acima de 199 mg/dl
  • Hemoglobina glicosilada - acima de 6,4%

Além disso, é preciso que o exame seja feito com o jejum indicado, de no mínimo 8 horas e mantendo a alimentação normal. Evitar dietas ou mudanças de hábitos na véspera do exame, para não alterar o exame e retardar um diagnóstico correto.

O exame clínico faz parte da avaliação e confirmação da doença. E toda essa avaliação pode ser feita pelo médico assistente, ou pelo médico especialista, no caso, o endocrinologista.

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