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Hipertensão Arterial

Quais os sintomas da pressão alta?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os sintomas de hipertensão são variados, mas na maioria das vezes só se manifestam quando a pressão está bastante elevada. Além disso, quando ocorre dor de cabeça por hipertensão, nem sempre está localizada na nuca, pode ser difusa e de tipos variados.

Podemos citar como sintomas relacionados a pico hipertensivo:

  • Dores de cabeça;
  • Dores no peito;
  • Tonturas;
  • Suor frio;
  • Zumbido no ouvido;
  • Fraqueza, mal-estar;
  • Visão embaçada ou pontinhos brilhantes na visão; e
  • Sangramento nasal, nos casos mais graves.

A dor de cabeça ocasionada por hipertensão, é mais frequente pela manhã, e pode desaparecer ao longo do dia; ao contrário da dor relacionada a problemas de visão ou enxaqueca, que costumam piorar com o decorrer do dia.

É sempre importante lembrar que, na maioria dos casos, a hipertensão arterial pode não manifestar sintomas. A doença vai se desenvolvendo aos poucos, o organismo se habitua a pressão alta e por isso não causa sintomas, o que chamamos de sinais de alerta. Dificultando um diagnóstico precoce.

Sabendo que as crises de hipertensão são a principal causa de doenças cardiológicas e cerebrovasculares, como infarto do coração e acidente vascular cerebral (AVC), e a frequência de sintomas, o mais indicado é que mantenha um acompanhamento médico regular, aferindo sua pressão pelo menos 1x ao ano, e mantendo hábitos de vida saudáveis, principalmente nos casos em que haja história familiar de hipertensão arterial.

Quais os sintomas da pressão alta de evolução acelerada (hipertensão maligna)?

Em geral, nesses casos, a pressão arterial está muito elevada e as crises são mais graves com maior risco de morte ou sequelas. Os sintomas costumam se apresentar com:

  • Sonolência;
  • Confusão mental;
  • Distúrbio visual;
  • Dor de cabeça intensa associado a náusea e vômitos;
  • Palpitação;
  • Suor frio;
  • Palidez;
  • Tremor nas mãos;
  • Dor no peito.
O que é a hipertensão arterial?

A hipertensão arterial é o aumento da pressão arterial acima dos valores considerados normais, ou seja, pressão máxima igual ou superior a 140 mmHg e pressão mínima igual ou superior a 90 mmHg.

A pressão arterial é a pressão exercida pelo sangue na parede das artérias durante a sua circulação.

Em algumas condições, como esforço físico ou emoções fortes, é normal que a pressão arterial aumente um pouco, mas logo em seguida volta ao normal.

Assim, a pressão alta só é considerada grave e provoca problemas de saúde quando os seus valores permanecem altos durante horas, dias ou meses, ou, quando a pressão se eleva muito e rapidamente.

Portanto, o controle da hipertensão arterial é fundamental para prevenir tais complicações. O tratamento da pressão alta e o acompanhamento do paciente devem ser feitos pelo/a médico/a cardiologista.

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Dra. Janyele Sales
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Para baixar a pressão alta e controlar a hipertensão arterial é preciso cuidar da alimentação e ter um estilo de vida saudável. Tais medidas incluem reduzir o consumo de sal, praticar atividade física, emagrecer, não fumar, entre outros cuidados.

1) Diminuir a ingestão de sal

O excesso de sal é uma das principais causas de pressão alta. Para reduzir o seu consumo, deve-se procurar substituir o sal por especiarias no preparo dos alimentos, evitar comida enlatada e industrializada e não levar o saleiro para a mesa. Lembrando que o consumo de sal não deve ultrapassar a dose de uma colher de chá por dia.

2) Praticar atividade física regularmente

O exercício físico provoca um relaxamento das artérias e contribui muito para baixar a pressão, desde que seja feito regularmente. Para ter esses benefícios, deve-se praticar atividade física no mínimo 4 vezes por semana, durante 1 hora, ou 30 minutos de atividade física todos os dias.

3) Não fumar

O cigarro diminui a elasticidade das artérias, deixando-as mais rígidas, o que pode fazer a pressão subir.

4) Emagrecer

O excesso de gordura abdominal pode aumentar a pressão arterial pois obriga o coração a bombear sangue com mais força. Por isso, se for o caso, é preciso perder peso para não sobrecarregar o coração e controlar a hipertensão.

5) Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas

O consumo excessivo de álcool pode causar hipertensão arterial, por isso recomenda-se diminuir a ingestão de bebidas alcoólica para controlar e baixar a pressão arterial.

6) Controlar o estresse

O estresse faz o organismo libertar hormônios que aumentam a pressão arterial. Um estresse excessivo e constante pode inclusive provocar hipertensão arterial, por isso é muito importante manter a ansiedade e o estresse sob controle.

7) Consumir soja

Algumas pesquisas vem demonstrando um efeito benéfico da soja no controle da pressão arterial, contudo mais estudos ainda são necessários para concluir se a soja tem mesmo um efeito positivo na redução da pressão.

De qualquer forma, a isoflavona presente na soja tem ação vasodilatadora, o que significa que relaxa as artérias e por isso ajudaria a reduzir a pressão.

Além dos hábitos de vida saudáveis, o tratamento da hipertensão arterial também inclui medicamentos que ajudam a controlar a pressão. Com o quadro estabilizado, é possível manter a pressão arterial sob controle seguindo esses cuidados.

O médico cardiologista é o especialista responsável pelo tratamento da pressão alta.

Quais os sintomas da hipertensão arterial?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Na maioria dos casos, a hipertensão arterial não provoca sinais e sintomas. Geralmente eles só se manifestam quando a pressão arterial está muito elevada.

Embora muitas pessoas associem dor de cabeça a pressão alta, dificilmente a dor de cabeça é causada pelo aumento da pressão, isso pode ocorrer apenas quando os valores de pressão arterial estão muito elevados, acima de 200 mmHg de pressão sistólica.

Acima deste valor outros sintomas da pressão alta que podem estar presente são: dor no peito, tonturas, zumbido no ouvido, sangramento nasal, fraqueza, visão embaçada ou presença de pontinhos brilhantes na visão.

Quais são os sintomas da hipertensão arterial maligna?

A hipertensão arterial maligna tem evolução acelerada. Nesses casos, a pressão arterial está muito alta e as crises podem durar minutos ou horas.

Quando isso acontece, a pessoa pode manifestar: sonolência, confusão mental, distúrbio visual, náuseas, vômito, dor de cabeça, ansiedade, palpitação, suor frio, palidez, tremor nas mãos e dor no peito.

Hipertensão arterial provoca sempre dor de cabeça?

Geralmente, dor de cabeça ou na nuca não são sintomas de hipertensão arterial. A dor de cabeça ou na nuca causada pela pressão alta só ocorre quando a pressão arterial está muito elevada, geralmente acima de 200/110 mmHg.

Nervosismo e ansiedade são sintomas de hipertensão arterial?

Nervosismo e ansiedade não são sintomas de hipertensão arterial. Geralmente, o que acontece, é que a pessoa quando está ansiosa fica com a pressão arterial mais elevada. Não é a pressão alta que gera ansiedade, é o oposto.

Hipertensão arterial provoca sangramento nasal?

Na maioria dos casos, o sangramento nasal tem outra causa. Porém, nos casos mais graves de hipertensão arterial, pode haver sangramento pelo nariz.

Tontura é sintoma de hipertensão arterial?

Se a pressão subir muito subitamente para valores muito altos (acima de 200 mmHg na pressão máxima), é possível que o paciente refira algum grau de tontura ou sensação de cabeça leve.

Ondas de calor são sintomas de hipertensão arterial?

Ondas de calor e vermelhidão facial não são sintomas de pressão alta. O aumento da pressão arterial não provoca calores nem deixa a face mais avermelhada. O rubor e o calor facial ocorrem quando os vasos sanguíneos se dilatam no rosto.

Esse quadro pode surgir por diversos fatores, tais como exposição ao sol, calor, frio, alimentos picantes, bebidas quentes, reações a produtos de pele, estresse emocional, consumo de álcool ou exercício físico.

Em caso de suspeita de hipertensão arterial, consulte um médico clínico geral, médico de família ou, preferencialmente, um cardiologista. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, se este é seu diagnóstico correto, orientar e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Tomo losartana posso tomar cerveja ou outra bebida?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Cerveja uma lata no máximo, muito eventualmente (1 vez por semana) ou um cálice de vinho tinto seco 1 vez ao dia não teriam riscos, outras bebidas mais fortes nem pensar.

Que alimentos ajudam a baixar a pressão alta?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os alimentos que ajudam a baixar a pressão alta, ou seja, controlar a hipertensão arterial, são aqueles que atuam sobretudo nos vasos sanguíneos. Muitas vezes, esses alimentos têm efeito vasodilatador, relaxam as artérias, contribuindo para redução da pressão arterial.

Dentre os alimentos que auxiliam no controle da pressão alta estão a soja, o farelo de trigo, a semente de abóbora, a melancia, a banana, entre outros.

Entretanto, é muito importante ressaltar que o consumo desses alimentos não substitui de forma alguma os medicamentos usados para tratar e controlar a hipertensão arterial.

Soja

Possui isoflavona, um fito-hormônio que relaxa os vasos sanguíneos e ajuda a baixar a pressão alta. Pode ser consumida sob a forma de tofu e proteína de soja.

Farelo de Trigo

Contém magnésio, zinco e vitaminas do complexo B, nutrientes que promovem uma vasodilatação das artérias e ajudam a baixar a pressão.

Semente de Abóbora

É rica em potássio, um mineral que contribui para uma melhoria da elasticidade das artérias. As sementes de abóbora também potencializam a ação dos remédios para pressão alta.

Melancia

Possui L-citrulina, uma substância que estimula a formação de óxido nítrico, um gás que dilata os vasos sanguíneos e por isso ajuda a baixar a pressão arterial.

Banana

Assim como a semente de abóbora, é rica em potássio, que melhora a elasticidade das artérias, baixando a pressão.

Como baixar a pressão alta naturalmente?

Além de uma alimentação adequada, com pouca ingestão de sal, o tratamento da hipertensão arterial inclui também perder peso (quando necessário), praticar atividades físicas regulares, não fumar, diminuir o estresse e o consumo de bebidas alcoólicas. 

Diminuir o sal da alimentação

O sal em excesso na alimentação é uma das principais causas de hipertensão arterial. Para não ser prejudicial à saúde, o consumo diário de sal não deve ultrapassar a dose uma colher de chá. 

Para isso, recomenda-se substituir o sal por especiarias no preparo dos alimentos e evitar o consumo de alimentos industrializados.

Praticar atividade física

Praticar exercícios físicos regularmente pode baixar de forma significativa a pressão alta. Porém, é importante que a atividade física seja frequente, pelo menos 4 vezes por semana, durante uma hora, ou 30 minutos, todos os dias.

Emagrecer

O excesso de peso aumenta a sobrecarga sobre o coração. Por isso é recomendado emagrecer, quando estiver acima do peso adequado para sua idade e altura, para auxiliar no controle da hipertensão arterial.

Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas

O abuso de bebidas alcoólicas pode aumentar a pressão arterial. 

Não fumar

O fumo deixa as artérias mais rígidas, elevando a pressão arterial e aumentando os riscos de complicações como trombose e AVC.

Diminuir o estresse

O estresse libera hormônios que elevam a pressão arterial e é por isso prejudicial para quem tem pressão alta.

Para maiores esclarecimento sobre as formas de baixar a pressão alta, consulte um médico de família, um clínico geral ou um cardiologista.

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A hipertensão arterial sistêmica (HAS) ocorre por diversas causas.

A maioria dos casos de hipertensão arterial são chamadas essencial ou primária, situação em que ainda não tem uma causa definida e respondem a 95% dos casos. Embora não se saiba exatamente a sua causa, sabe-se que se origina de múltiplos fatores, sendo os principais fatores de risco bem estabelecidos.

Fatores de risco para desenvolver hipertensão arterial

Afrodescendência

Os negros apresentam maior incidência de hipertensão arterial essencial e o início mais precoce. Além disso, apresentam maior frequência de complicações e gravidade ao longo dos anos.

Genética: história familiar

Quanto mais pessoas portadoras de pressão alta na família, maiores são as chances de também desenvolver a doença.

Consumo de sal

O consumo de mais de 6 gramas de sal por dia aumenta o risco de desenvolver hipertensão arterial. O sal aumenta a pressão arterial por induzir duas alterações nos vasos sanguíneos: aumenta o volume de líquidos dentro dos vasos e age diretamente nas paredes das artérias, causando uma constrição das mesmas (diminuição do diâmetro).

Essas alterações na parede dos vasos sanguíneos provoca um aumento da resistência (pressão) à passagem do sangue e uma menor capacidade de vasodilatação.

Obesidade

Pessoas obesas, com IMC (índice de massa corporal) maior ou igual a 30, têm até 6 vezes mais chance de desenvolver pressão alta. A circunferência abdominal, medida na linha do umbigo, também é um fator de risco, ou seja, quanto maior a barriga, maior o risco de HAS.

Consumo de álcool

O consumo diário de duas ou mais doses de álcool (dois copos de vinho ou de cerveja) aumenta em duas vezes o risco de hipertensão arterial. Quanto maior o volume de bebida alcoólica ingerida, maior o risco.

Idade

Ao longo dos anos, os vasos sanguíneos vão passando por um processo chamado arteriosclerose, em que a parede das artérias se torna mais rígida, fazendo com que as mesmas percam a elasticidade e a capacidade de se acomodar com as variações da pressão.

A hipertensão do idoso é tipicamente sistólica, isto é, a pressão máxima (pressão sistólica) fica alta e a pressão mínima (pressão diastólica) permanece normal ou um pouco mais baixa.

Colesterol elevado

Aumenta o depósito de gordura nas artérias, um processo chamado de aterosclerose, que leva a redução do calibre do vaso, com consequente aumento da hipertensão arterial.

Sedentarismo

A prática regular de exercícios físicos, diminui os níveis circulantes de adrenalina (que causa constrição das artérias) e aumenta a liberação de endorfinas e óxido nítrico, que causam vasodilatação, o que é excelente na prevenção da doença. O sedentarismo também contribui para o sobrepeso e aumento do colesterol.

Tabagismo

O cigarro provoca um aumento imediato da pressão arterial pela ação vasoconstritora da nicotina, além de acelerar o mecanismo da arteriosclerose, tornando os vasos duros e rígidos. O fumo passivo também é fator de risco para hipertensão arterial.

Anticoncepcionais orais

A pílula anticoncepcional geralmente aumenta discretamente a pressão arterial, porém, há mulheres, principalmente fumantes com mais de 25 anos de idade, que podem desenvolver franca hipertensão ao tomar a pílula.

Quais as causas da hipertensão arterial secundária?

Diferentemente da hipertensão essencial, em que há fatores de risco identificados mas sem uma causa claramente estabelecida, a hipertensão secundária tem uma causa bem definida.

A hipertensão arterial secundária ocorre em cerca de 5% dos casos e dentre as doenças que originam a hipertensão secundária podemos citar como principais:

Insuficiência renal crônica

Uma das principais causas de hipertensão secundária. Quando os rins começam a falhar, o corpo começa a ter dificuldade em excretar o excesso de sal e líquidos consumidos, o que provoca um aumento da pressão arterial.

Cerca de 85% dos pacientes com insuficiência renal crônica têm hipertensão. É importante lembrar que o contrário também pode ocorrer, isto é, a pressão alta levar à insuficiência renal.

Glomerulonefrite

Os glomérulos possuem os filtros que "limpam" o sangue. Glomerulonefrite é caracterizada pela inflamação dos glomérulos. Existem várias doenças que provocam glomerulonefrite e quase todas apresentam hipertensão como parte dos sintomas.

Rins policísticos

Os cistos expandidos nos rins, aumentam a liberação do hormônio renina, que causa uma maior absorção de sódio nos túbulos renais e aumenta, por consequência, o risco de hipertensão.

Indivíduos com rins policísticos podem desenvolver hipertensão mesmo quando não apresentam ainda alterações detectáveis da função renal.

Estenose da artéria renal

Estenose é um estreitamento de uma artéria. A estenose da artéria renal reduz o aporte sanguíneo para o rim. Como a pressão sanguínea que chega ao rim está muito baixa, o rim reage como se houvesse pressão baixa em todo o corpo, retendo mais sal e líquidos para compensar essa falsa hipotensão.

Feocromocitoma

É um tumor maligno da glândula supra-renal, que produz adrenalina. A hipertensão pode ser causada por este excesso de adrenalina.

Aldosteronismo primário

Normalmente é causado por um tumor benigno da supra-renal ou por um crescimento anormal da glândula. Leva à hipertensão devido ao aumento da produção do hormônio aldosterona, que atua no rim aumentando a absorção de sódio nos túbulos renais.

Síndrome de Cushing

Doença causada por corticoides em excesso no organismo, tanto por aumento da sua produção pela glândula supra-renal como por ingestão de corticoides sintéticos em excesso para tratamento de algumas doenças.

Apneia obstrutiva do sono

Ocorre sobretudo em obesos e caracteriza-se por períodos de apneia (interrupção da respiração) durante o sono. Metade dos pacientes apresenta hipertensão que costuma estar mais elevada no período da manhã, ao contrário do que ocorre em outras causas de hipertensão.

Outras causas de hipertensão arterial secundária:
  • Aterosclerose, hiperplasia fibromuscular, poliarterite nodosa;
  • Aumento de pressão intracraniana, quadriplegia, porfiria aguda, disautonomia familiar;
  • Acromegalia, hipotireoidismo, hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, uso de hormônios exógenos;
  • Uso de drogas imunossupressoras, intoxicação por metais pesados;
  • Cirurgias, hipoglicemia, queimaduras, abstinência alcoólica, pós-parada cardíaca, peri operatório;
  • Gestação - Hipertensão gestacional;
  • Insuficiência aórtica, fístula arteriovenosa, tireotoxicose, doença Paget e beribéri (hipertensão sistólica).
O que é a hipertensão arterial?

A pressão alta é definida como o aumento crônico da pressão sanguínea, com valor igual ou superior a 140/90 mmHg (em indivíduos adultos, de até 74 anos, sem comorbidades como diabetes ou insuficiência renal).

Os valores da pressão arterial seguem a seguinte classificação:

  • Pressão arterial normal: valores menores ou iguais a 120/80 mmHg;
  • Pré-hipertensão: valores entre 121/81 – 139/89 mmHg;
  • Hipertensão grau I: valores entre 140/90 – 159/99 mmHg;
  • Hipertensão grau II: valores iguais ou maiores que 160/100 mmHg.
Quais as complicações da hipertensão arterial?

A pressão alta constitui um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. É responsável por pelo menos 40% das mortes por acidente vascular cerebral, 25% das mortes por doença arterial coronariana e, em combinação com o diabetes, 50% dos casos de insuficiência renal terminal.

10 Recomendações para controlar a hipertensão arterial

1. Meça a pressão pelo menos uma vez por ano; 2. Pratique atividades físicas todos os dias, ou pelo menos 40 minutos, cinco vezes na semana; 3. Mantenha o peso ideal, evite a obesidade; 4. Adote alimentação saudável: pouco sal, evite comidas gordurosas ou frituras e dê preferência a frutas, verduras e legumes; 5. Reduza o consumo de álcool. Se possível, não beba; 6. Pare de fumar; 7. Nunca pare o tratamento, é para a vida toda. Faça-o corretamente, nos horários certos; 8. Sempre siga as orientações do seu médico ou profissional da saúde; 9. Durma oito horas todas as noites, verifique se a qualidade do seu sono é boa; 10. Evite o estresse. Reserve tempo para a família, os amigos e o lazer. Garanta pelo menos uma hora por dia, todos os dias, para fazer algo que realmente gosta.

Em caso de suspeita de hipertensão arterial, um médico, preferencialmente um cardiologista, deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, se esse é o diagnóstico correto, além de orientar e prescrever o melhor tratamento, para cada caso.

Quando a pressão está alta os meus batimentos ficam...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Normal é não ter nada. Normal é uma palavra muito difícil para se usar quando se está falando do ser humano. O que existe são situações aceitáveis dentro de certos critérios considerados "normais". A sua resposta depende da causa desses aumentos de pressão.

Qual o tratamento e prevenção para hipertensão arterial?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O tratamento da hipertensão arterial sistêmica essencial (primária) é geralmente feito sem o uso de medicamentos, inicialmente. Os pacientes, uma vez diagnosticados, devem se submeter a uma mudança no estilo de vida, que inclua:

  • Praticar atividades físicas todos os dias, ou pelo menos 40 minutos, cinco vezes na semana;
  • Manter o peso ideal para a altura, evitar a obesidade;
  • Adotar uma alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes;
  • Reduzir o consumo de álcool. Se possível, não beber;
  • Parar de fumar;
  • Sempre seguir as orientações do seu médico ou profissional da saúde;
  • Dormir oito horas todas as noites, verificar se a qualidade do seu sono é boa (se acorda cansado ou revigorado);
  • Evitar o estresse. Reservar tempo para a família, os amigos e o lazer. Garantir pelo menos uma hora por dia, todos os dias, para fazer algo que realmente gosta.

A diminuição da pressão com essas alterações geralmente é pequena. Dificilmente uma pessoa com níveis pressóricos muito altos (maiores do que 160/100 mmHg) atinge o controle sem a ajuda dos remédios. Todavia, nos casos mais iniciais e leves, pode ser obtido o controle eficaz da pressão arterial.

No entanto, a maioria dos pacientes não aceita alterações nos hábitos de vida. Simplesmente são incapazes de mudar tão profundamente seus maus hábitos, e acabam tendo que tomar medicamentos para controlar a pressão.

Obviamente, os pacientes que já chegam ao médico com pressão alta e sinais de lesão de algum órgão alvo (insuficiência renal ou cardíaca, retinopatias, polineuropatias) devem iniciar tratamento medicamentoso imediato (ALÉM das mudanças no estilo de vida, que devem ser seguidas em todos os casos), uma vez que o fato indica hipertensão de longa data. Também devem iniciar tratamento farmacológico imediato doentes mais graves ou com doenças crônicas como diabetes.

Medicamentos para hipertensão arterial (anti-hipertensivos):

Há muitos remédios diferentes para controlar a pressão arterial. Não importa muito a medicação utilizada para tratar a pressão alta, desde que seja eficaz em reduzir os níveis da pressão arterial para baixo de 140/90 mmHg.

Em casos de hipertensão arterial secundária, isto é, causada por outra doença (como feocromocitoma, insuficiência renal crônica, glomerulonefrites, rins policísticos, estenose da artéria renal, etc) o tratamento é dirigido à causa e pode inclusive curar definitivamente a hipertensão, dependendo do caso.

Em caso de suspeita de HAS, um médico (preferencialmente um cardiologista) deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, se este é seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

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Pode ter haver mais com a ansiedade e nervosismo de ter que fazer a cirurgia, principalmente nos dias anteriores e no dia da cirurgia, pressão alta persistente pode ser hipertensão mesmo, continue medindo nos próximos dias e caso continuar com os valores alterados deve procurar um médico para começara tratar.

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Propranolol e Losartana são muito diferentes, com ações muito diferentes, então o mais provável é que ele deve tomar os dois, porém precisam ir ao médico habitual dele o mais rápido possível para organizar essa medicação.

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Dr. Charles Schwambach
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Dietas no seu caso só com orientação do médico ou nutricionista, mas nada impede você de ter uma alimentação mais saudável que normalmente serve de base para todas as dietas.

O remédio Belisato de Anlodipino é para tratamento de pressão alta?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, o Besilato de Anlodipino é um fármaco da classe dos bloqueadores do canal de cálcio, comumente utilizado no tratamento da hipertensão arterial (pressão alta). Pode ser utilizado de maneira isolada ou associado a outra medicamento anti-hipertensivo, como a losartana.

Apresenta alta eficácia no controle da pressão alta, por isso está entre os medicamentos considerados de primeira linha, ou seja, medicamentos que costumam ser a primeira escolha do médico no início do tratamento pelo fato de serem mais eficazes, principalmente quando indicada no tratamento de hipertensão em grupos de idoso ou negros. 

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O Anlodipino também é comumente utilizada no tratamento da angina estável, que é um quadro de dor no peito de origem coronariana, principalmente, em conjunto com medicamentos da classe dos beta-bloqueadores. 

É importante lembrar que o Besilato de Anlodipino é um fármaco que o uso está recomendado apenas sobre prescrição médica. Portanto, caso precise de mais informações consulte o seu médico de família ou clínico geral.

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