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Lesão

Quais as chances de contrair HIV se a camisinha estourar e ocorrer lesão no pênis?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As chances de se contrair HIV se a camisinha estourar existem sempre, independentemente, de haver ou não uma lesão visível no pênis. Porém, no caso específico do seu amigo, se houve uma lesão visível no pênis, mesmo que não tenha sangrado, o risco de contrair HIV aumenta.

O mais indicado nessas situações é procurar um médico o mais rápido possível (máximo 72 horas) para iniciar o PEP(profilaxia pós-exposição), que evita a infecção definitiva pelo HIV.

Mesmo assim, o risco de ser infectado pelo HIV numa relação sem preservativo ou em que o mesmo se rompa, não é de 100%.  Esse risco depende de vários fatores. Primeiro, se a outra pessoa tem ou não o vírus. Se ela não tiver HIV, a chance de infecção é de 0%. 

Por outro lado, se a outra pessoa for portadora do vírus HIV e a camisinha se romper, o risco de contaminação depende muito da carga viral (quantidade de vírus) que ela tem no organismo. Quanto mais alta, maior é a chance de contrair o HIV. Além disso, hoje já se sabe que pessoas em tratamento com carga viral indetectável por mais de 6 meses praticamente não transmitem o vírus. 

Vale ainda lembrar que o risco de transmissão é maior no sexo anal, principalmente se for receptivo, do que no sexo vaginal. Sexo oral apresenta risco de transmissão baixíssimo, sendo que para a pessoa que recebe sexo oral não há risco. 

Caso tenha dúvidas sobre a transmissão do HIV, ou tenha entrado em situação de exposição ao vírus consulte um médico.  

 Saiba mais sobre o assunto em: O que é PEP?

Tenho feridas na boca, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem várias doenças e condições que podem causar feridas na boca. As lesões bucais podem ser decorrentes de traumas, como pancadas ou mordidas nos lábios e podem ainda sinalizar doenças e infecções, como aftas, estomatite, câncer de boca, herpes labial, entre outras.   

As lesões traumáticas são feridas na boca causadas por pancadas, por alimentos ácidos, bebidas quentes, pode ser pelo uso de aparelho ortodôntico ou próteses dentárias. Os machucados nesses casos causam muita dor, têm bordas avermelhadas, são esbranquiçados no centro e os tamanhos variados, dependendo do tipo de trauma.

estomatite, é uma inflamação ou infecção na boca secundária a traumas, vírus ou fungos. Pode ocorrer em indivíduos de qualquer idade, embora seja mais frequente em crianças, que estão mais expostos e ainda com sistema de defesa em amadurecimento. 

As aftas são feridas comumente encontradas na boca. Trata-se de uma lesão de origem inflamatória que pode aparecer em qualquer parte da mucosa da boca ou ainda na gengiva. As feridas geralmente têm tamanhos variados, são superficiais e bastante dolorosas.

A afta não é contagiosa e costuma desaparecer espontaneamente. Pode surgir devido à falta de nutrientes na alimentação, baixa imunidade, estresse, infecções ou ainda doenças autoimunes.

Veja também: Quais são as principais causas de aftas e o que fazer para evitá-las?

O herpes labial, outra doença bastante corriqueira na população, se apresenta comolesões na boca, principalmente nos lábios, que no início se manifestam sob a forma de vesículas (pequenas bolhas), e após uns dias se rompem e liberam um líquido, dando lugar a uma ferida. Antes de aparecer a lesão, é comum a pessoa sentir coceira ou ter a sensação de queimação no local. O herpes é contagioso, principalmente na fase em que a lesão está libertando a secreção (líquido do interior das bolhas)..

Leia também: Como controlar Herpes Labial? 

As feridas na boca causadas pelo câncer bucal se caracterizam pela dificuldade na cicatrização e normalmente aumentam de tamanho com o tempo. Além disso, ao contrário dos outros machucados na boca, o câncer bucal geralmente não provoca dor ou qualquer outro sintoma.

Também pode lhe interessar: Caroço no céu da boca: o que pode ser?

O pênfigo é uma doença autoimune que provoca lesões dolorosas na boca, podendo se manifestar também na pele. No início, surgem pequenas bolhas que rapidamente se rompem, transformando-se em feridas. A deglutição dos alimentos pode inclusive ser prejudicada, conforme o tamanho das lesões.

Veja também: O que é pênfigo?

Há ainda o "sapinho", uma infecção causada pelo fungo Candida Albicans. Provoca feridas na boca sobretudo em crianças com imunidade baixa.

Para detectar as doenças no início, principalmente o câncer bucal, é importante observar frequentemente a boca à procura de feridas. Lembrando que o câncer geralmente não provoca dor, o que torna esse "autoexame" ainda mais decisivo no diagnóstico precoce da doença.

A presença de qualquer ferida suspeita na boca deve ser avaliada por um médico/a da família ou dentista especialista em estomatologia.

Saiba mais em:

Quais são os sintomas de câncer de boca?

O que é estomatite e quais as causas?

Bolhas na boca, quais as causas?

Dormência na boca: o que pode ser?

Fiz um preventivo e o resultado deu: lesão intra-epitelial de baixo grau...
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Lesão intra-epitelial de baixo grau pode ser indicativo da manifestação das lesões causadas pelo vírus HPV.

Na maioria dos casos, quando o resultado do preventivo é esse, é recomendada realização da colposcopia seguida de biópsia. Por isso, no seu caso, é importante que você leve o resultado do exame para o/a profissional que solicitou para que ele/ela faça o seguimento adequado.

O vírus HPV (vírus do papiloma humano) é responsável por uma série de doenças, entre elas as verrugas, tanto as de pele como as genitais, a papilomatose respiratória e o câncer de colo de útero. A principal forma de transmissão é a via sexual.

Lesões causadas pelo HPV são frequentes e algumas requerem o tratamento adequado para evitar a expansão e a progressão em lesões cancerígenas.

Diante disso, leve o resultado do exame o mais rápido possível para o/a médico/a que solicitou para que ele/ela avalie a necessidade de seguimento e continuidade do tratamento.

Fiz uma tomografia de crânio e apareceu uma lesão. O que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A única forma de ter certeza sobre a natureza dessa lesão, é com a ressecção da lesão ou parte dela, para fazer um exame do próprio tecido. Entretanto nem sempre essa é a melhor opção, ou está indicado imediatamente.  

Com a evolução da medicina e principalmente das imagens que dispomos hoje, muitas vezes não é necessária uma cirurgia aberta de crânio para definir uma lesão, porque os exames são capazes de avaliação detalhada. 

O granuloma eosinófilo é uma lesão óssea, benigna, que raramente atinge o cérebro, quando encontrada no crânio, de origem desconhecida e muitas vezes chega a cura de forma espontânea. Um dos motivos de não se indicar a cirurgia imediatamente.

Contudo, nos casos sintomáticos, quando há queixas de dor, edema ou sinais de crescimento da lesão, o tratamento está indicado. Os tratamentos indicados atualmente são a administração de corticoides, cirurgia, radio ou quimioterapia, dependendo de cada caso. 

Os cistos dermoides no crânio são raros e costumam surgir por volta dos 22 anos de idade. Apesar de ter um crescimento extremamente lento, o seu conteúdo pode alcançar a meninge, provocando meningite química. O tratamento cirúrgico pode ser necessário para remover o cisto dermoide. Se não for completamente retirado, o cisto tende a surgir novamente.

Já os cistos epidermoides cranianos são mais comuns que os dermoides. Na maioria dos casos o cisto é detectado entre os 50 e 60 anos. Se não forem completamente removidos também tendem a voltar e raramente evoluem para câncer (carcinoma).

Portanto o tratamento vai variar de acordo com cada caso. Nas lesões pequenas, sem sintomas, com características típicas de benignidade, está correto e comprovado o tratamento conservador, com novo exame após um ano.

Nos casos de lesão grande, ou que causem dor, edema, ou ainda que os exames não sejam muito esclarecedores, provavelmente será indicado cirurgia para ressecção e melhor avaliação da lesão. 

O diagnóstico só poderá ser feito pelo médico neurologista ou neurocirurgião, responsáveis também por definir junto ao paciente a melhor conduta.

Leia também:

Tomografia de crânio: como é feita e para que serve?

Quais são os sintomas de tumor no cérebro?

O que é lesão por esforço repetitivo (LER)?

As lesões por esforço repetitivo, mais conhecidas pela sigla LER, representam um grupo de doenças musculoesqueléticas causadas por atividades contínuas e repetitivas, geralmente relacionadas ao trabalho. Dentre as doenças que são enquadradas como LER estão as tendinites, tenossinovites, bursites e mialgias (dores musculares).

A lesão por esforço repetitivo normalmente é um processo inflamatório que se instala lentamente, sendo muitas vezes percebido quando já está avançado.

Os sintomas da LER podem incluir dor, formigamento, dormência, sensação de agulhadas ou pontadas, diminuição da força muscular, inchaço, dificuldade de realizar movimentos, entre outros.

Além da atividade repetitiva, há ainda outros tipos de sobrecarga no trabalho que podem ser nocivos para o trabalhador, como a necessidade de manter os músculos contraídos por muito tempo, uso de instrumentos que vibram excessivamente, má postura, entre outros. Por isso, criou-se a sigla DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho) para substituir o termo LER.

Saiba mais em: Qual é a diferença entre LER e DORT?

São consideradas LER ou DORT: tendinites de bíceps, supraespinhoso, flexores e extensores dos dedos, bursite de ombro, tenossinovites de braquiorradial e De Quervain, síndrome do túnel do carpo, epicondilite, lombalgia (dor na coluna lombar), cervicalgia (dor no pescoço) e ciatalgia (dor no nervo ciático).

As mais comuns são as tendinites, tenossinovites e bursites de ombro, cotovelo e punho, as lombalgias e as mialgias (dores musculares).

O tratamento da LER depende do diagnóstico e pode incluir mudanças no ambiente de trabalho, fisioterapia, medicamentos, infiltrações e uso de órteses, como talas e coletes.

Veja também: LER e DORT: Como identificar e tratar?

O médico ortopedista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar LER e DORT.

É possível pegar herpes labial quando não tem lesão?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Em teoria não. Herpes somente é contagiosa na presença de lesões, porém nem sempre as lesões são tão nítidas e lesões pequenas pode ser confundidas com outras lesões.

Tenho em minha vagina o que parecem cistos pequeninos?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Lesões desse tipo o diagnóstico é feito pela visualização da lesão, não dá para dizer o que é pela internet. o fato de você estar apreensiva é um motivo a mais para ir ao médico, ser examinada e ele vai dizer o que é e fazer o tratamento que precisa ser feito, mesmo que eu acerte (no chute) e diga exatamente o que você tem, mesmo assim você vai ter que ir ao médico para tratar.

Veias aparentes e formigamento na face?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Precisa consultar um dermatologista para avaliar sua lesão, este tipo de lesão tem seu diagnóstico pela visualização da lesão. normalmente estão associados a algum tipo de alergia ou inflamação de pele.

É possível o cérebro se reorganizar após uma lesão...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O tecido cerebral morto não se refaz, caso a lesão seja parcial ou outras partes do cérebro assumam essa função pode haver recuperação de parte das funções.

Lesão axonal difusa quais as consequências?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Coma irreversível, se o coma reverter geralmente a pessoa fica com muitas sequelas neurológicas (deficiência mental e rigidez muscular). Existem muitos outros aspectos, mas não sou especialista nessa área. então é melhorar conversar sobre isso com um neurologista.

Tive uma lesão na coluna por pegar excesso de peso...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Deve procurar preferencialmente um ortopedista.