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Babosa (Aloe vera) é benéfico para a saúde da pele? É cicatrizante?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. A Aloe vera, popularmente conhecida como babosa, é uma planta medicinal que traz benefícios à saúde da pele. A ação hidratante da planta já foi comprovada em diversos estudos. Entretanto, ainda não há evidências científicas suficientes para afirmar o seu efeito cicatrizante.

Aloe vera e cicatrização

O uso da Aloe vera para a cicatrização de feridas ainda é questionado. Alguns estudos realizados em seres humanos demonstraram redução da dor pós-operatória e melhora da cicatrização, com redução do consumo de medicamentos analgésicos.

Contudo, houve pesquisas que mostraram o contrário, um aumento no tempo de cicatrização. O uso do gel de Aloe vera associado com ultrassom, micro corrente ou na forma de lipossomas parece estar mais relacionado aos casos de melhora na cicatrização de feridas e redução da inflamação.

Para confirmar o efeito cicatrizante da Aloe vera são necessários mais trabalhos, e se possível envolvendo populações maiores.

Aloe vera e seu efeito hidratante

Um benefício importante da Aloe vera para a saúde da pele é a sua ação hidratante. O efeito hidratante do gel de Aloe vera, se deve possivelmente, por um mecanismo umectante que ajuda a reter a água na sua superfície.

O uso do gel é bastante difundido na indústria cosmética e higiene pessoal em forma de cremes, xampus, sabonetes, entre outros.

Aloe vera e ação bactericida

O pirocatecol, ácido cinâmico, ácido ascórbico e ácido p-cumárico são algumas das substâncias envolvidas no efeito bactericida (destroem bactérias) e bacteriostático (impede a proliferação de bactérias) da Aloe vera. A planta tem ação antimicrobiana e combate alguns tipos de fungos, vírus e bactérias.

Aloe vera e ação anti-inflamatória

A atividade anti-inflamatória da Aloe vera foi confirmada em estudos com ratos ou pesquisas de laboratório, o que não permite afirmar que o mesmo efeito possa ser observado em seres humanos. Por este motivo, a ação anti-inflamatória da planta não é aceita.

Aloe vera e queimaduras

O uso de creme contendo Aloe vera pode auxiliar na cicatrização e na reepitalização (reparo do tecido da pele) em um curto período, se for adequadamente indicado, em caso de queimaduras.

No entanto, o uso de qualquer produto em queimaduras aumenta o risco de infecção secundária, visto que a barreira de proteção (epiderme) foi danificada. Sendo assim, nunca deve fazer uso de cremes ou hidratantes sem a orientação da equipe médica assistente.

Aloe vera e câncer

Alguns estudos mostram que a Aloe vera pode contribuir com atividade antineoplásica, ou seja, pode apresentar capacidade de destruir células malignas ou inibir seu crescimento e proliferação. Esta ação depende da dose utilizada e do tipo de câncer e parece estar ligada a presença da aloína, aloe-emodina e a acemanana na planta.

Alterações no desenvolvimento das células tumorais, estímulo ao bom funcionamento do sistema imunológico e a atividade antioxidante da Aloe vera são outros mecanismos envolvidos no combate a proliferação do câncer.

No entanto, são poucos os estudos que evidenciam estes efeitos, por isso, apesar dos bons resultados, serão necessários mais estudos clínicos com um número maior de pacientes para confirmar estes efeitos.

Aloe vera e psoríase

Existem estudos que comprovam a eficácia da Aloe vera no tratamento de pessoas com psoríase (doença inflamatória e autoimune que afeta a pele). O uso do creme de Aloe vera provocou a melhora dos sintomas clínicos da psoríase e da qualidade de vida dos pacientes.

Aloe vera e redução de colesterol e diabetes

Estudos indicam ainda indícios de que há benefícios no uso da Aloe vera para redução da glicose e do colesterol. Porém, da mesma forma que referido para o uso na psoríase e no câncer, são poucos os estudos, portanto, não foram suficientes para a compreensão desse benefício. Acredita-se que mais estudos poderão esclarecer e confirmar essa ação, de forma consistente.

Uso de Aloe vera oral na Gravidez

A administração oral de Aloe vera não é recomendada durante a gravidez. As antraquinonas presentes na planta estimulam o intestino grosso e podem se refletir na musculatura uterina induzindo ao aborto.

Efeitos colaterais da Aloe veraAdministração oral
  • Diarreia
  • Cólicas
  • Náuseas
  • Hepatite aguda
Uso tópico
  • Dermatite de contato
  • Sensação de queimação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) proibiu a comercialização de sucos e outros alimentos que contenham Aloe vera. A proibição se deve ao fato de que ainda há poucas evidências científicas que comprovem a segurança do seu consumo em forma de alimentos além de relatos de reações adversas.

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Tenho psoríase, queria saber se Perlutam afeta essa doença?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Não é algo comum de acontecer, mas é possível. Qualquer coisa que aconteça com você, incluindo o uso de medicamentos, pode influenciar em muitas coisas, inclusive no aparecimento de doenças que você já tinha predisposição.

Quais as causas mais comuns de manchas brancas na pele e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As manchas brancas que aparecem na pele do corpo ou do rosto podem ter diversas causas. As doenças mais comuns que causam manchas brancas são: a Leucodermia solar, a Pitiríase alba, a Pitiríase versicolor (Pano branco) e o Vitiligo.

1. Leucodermia solar (sarda branca)

A leucodermia solar, também conhecida por sarda branca, é um distúrbio caracterizado por lesões brancas na pele, causadas pela exposição solar crônica, ou seja, no decorrer da vida.

Corresponde a formação de pequenas manchas claras arredondadas principalmente em áreas do corpo muito expostas ao sol, como mão e braços. Podem ser notadas pequenas pintas brancas na pele, característicos da leucodermia solar.

Qual o tratamento?

O tratamento inclui principalmente a proteção solar. Atualmente também já podem ser utilizadas algumas técnicas como a crioterapia, microdermoabrasão e laser.

2. Pitiríase alba

São pequenas manchas claras, esbranquiçadas que atingem principalmente o rosto de bebês, crianças e jovens. Está relacionada a quadros atópicos e alérgicos como asma, rinite alérgica ou dermatite atópica.

A pele apresenta-se muito ressecada e um com um pouco de descamação, formam-se manchas redondas ou ovaladas esbranquiçadas.

Qual o tratamento?

A pitiríase alba normalmente não requer um tratamento específico devido a sua evolução benigna e auto-limitada, resolvendo-se espontaneamente em meses ou anos.

No entanto, algumas medidas são orientadas como: hidratar a pele, utilizar proteção solar e evitar banhos quentes e demorados.

3. Pitiríase versicolor (pano branco)

É uma doença causada por fungos do gênero da Malassezia furfur. Causa a formação de manchas que podem ser hipopigmentadas (brancas) ou hiperpigmentadas (marrom, castanhas), também é possível que as manchas adquiram a tonalidade vermelha.

As manchas da pitiríase versicolor podem apresentar descamação, também são manchas que coçam. Um dos locais mais frequentes de aparecimento da pitiríase versicolor é o dorso.

Pitiríase versicolor (pano branco) Qual o tratamento?

O tratamento da pitiríase versicolor é feita através da aplicação de antifúngico no local das lesões através de cremes, loções ou shampoos. Os principais antifúngicos utilizados são: miconazol, cetoconazol, clotrimazol, oxiconazol.

Em caso de lesões extensas, recorrentes e de difícil resolução com o tratamento local, pode estar recomendado o tratamento com antifúngico também por via oral, nesse caso se usa o fluconazol ou itraconazol em comprimidos.

4. Vitiligo

O Vitiligo é uma doença causada pela falta de melanina, o pigmento que dá cor a pele, assim formam-se manchas despigmentadas na pele, com tonalidade branca.

As áreas do corpo mais normalmente atingidas pelo vitiligo são o rosto, pescoço, mãos e áreas de dobras da pele. O vitiligo também pode atingir os pelos do corpo, levando a despigmentação de cílios e sobrancelhas.

Vitiligo Qual o tratamento?

O tratamento do vitiligo pode envolver o uso de medicamentos como o tacrolimos, corticoesteroides, derivados da vitamina D ou fototerapia com psoraleno.

A opção terapêutica utilizada dependerá da extensão e localização da lesão.

Em alguns casos, pode-se tentar o transplante de melanócitos, células que produzem melanina, para áreas em que se cessou a produção desse pigmento.

Manchas brancas na zona íntima

Manchas brancas ou claras na região genital de homens e mulheres, podem ter como causas doenças de pele como alergias, doenças infecciosas ou autoimunes. Algumas causas são:

Dermatite

A dermatite ou eczema pode levar a formação de áreas secas na pele, que coçam, com formação de lesões avermelhadas ou esbranquiçadas. A pele acometida pode tornar-se espessada ou apresentar ranhuras devido à coceira.

Líquen escleroso

É uma doença crônica, que provoca intensa coceira e irritação na zona genital. Atinge principalmente mulheres na pós-menopausa, mas pode atingir também homens e crianças. A pele fica seca, brilhante, um pouco enrugada e pode apresentar manchas brancas.

Vitiligo

O vitiligo pode atingir qualquer área da pele, inclusive a região íntima, é caracterizado por áreas totalmente despigmentadas que apresentam uma coloração branca.

Psoríase

Embora a forma de apresentação mais comum da psoríase seja através da formação de placas avermelhadas com descamação, é possível que as lesões dessa doença também apresentem um aspecto esbranquiçado devido à produção intensa de escamas.

Câncer na vulva

O câncer de vulva é um tipo de tumor pouco frequente, atingir principalmente mulheres acima dos cinquenta anos. Os sintomas do câncer vulvar incluem: coceira, queimação ou dor na vulva, além disso, deixa a pele da vulva com a aparência branca e áspera.

Infecções fúngicas (Tinea Cruris, Candidíase)

A tinha cruris, uma infecção fúngica causada por fungos dermatófitos pode formar lesões avermelhadas ou um pouco esbranquiçadas que apresentam alguma descamação e coceira. A candidíase também é outra forma de infecção causado por fungo que pode causar pequenos pontos brancos grumosos na zona genital de mucosa.

O tratamento é voltado para a doença que está a provocar a ocorrência de manchas brancas, consulte o seu médico de família, clínico geral ou dermatologista caso apresenta manchas brancas na região genital, ou em outras áreas do corpo.

Tenho uma pele sensível nas partes que não pegam sol... Será que preciso pegar sol nessas áreas?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Exposição ao sol causa câncer de pele, o que você precisa é procurar um médico dermatologista para ele fazer um diagnóstico do seu problema de pele e com o diagnóstico começar um tratamento.

Como tratar os diferentes tipos de micose na pele?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As micoses são um conjunto de doenças causadas por fungos que podem atingir a pele, as unhas e os cabelos. Quando atingem a pele causam sintomas de vermelhidão, coceira e descamação.

Os principais tipos de micose são: a Pitiríase Versicolor, a Tínea, a candidíase e a onicomicose (infecção fúngica das unhas).

1. Pitiríase Versicolor (Pano branco)

A pitiríase versicolor é uma doença causada por fungos do gênero Malassezia, esse é um fungo que habita a pele e quando encontra condições favoráveis, como umidade constante e queda da imunidade, se prolifera e dá origem a pitiríase.

O pano branco uma doença muito frequente, que atinge principalmente crianças e jovens. As lesões são mais comuns em peles oleosas.

A pitiríase causa manchas brancas irregulares, chamadas popularmente de pano branco. A pitiríase versicolor pode apresentar também coloração marrom ou vermelha, por isso, chama-se versicolor.

As manchas costumam coçar e apresentar uma leve descamação.

Pitiríase Versicolor Como tratar?

O tratamento da Pitiríase Versicolor é feito principalmente com shampoos e loções antifúngicas de uso tópico, como o cetoconazol.

Esses shampoos são aplicados no cabelo ou na pele geralmente durante o banho durante um período que pode variar de 1 a 4 semanas e permite a regressão das lesões com eficácia.

Para evitar recidiva da pitiríase é essencial seguir algumas medidas de cuidado, como secar muito bem a pele principalmente áreas de dobra de pele e evitar o uso de roupas de tecido sintético que prejudicam transpiração da pele.

2. Tínea

As tíneas são infecções fúngicas causadas por fungos dermatófitos, que se alimentam da queratina da pele.

Os dermatófitos podem ser transmitidos de pessoa a pessoa através do contato corporal. Também é possível a transmissão através de objetos contaminados como toalhas, pentes e roupas, ou ainda através do contato com animais domésticos e terra.

Tínea corporis

É a tínea que acontece na pele do corpo, formam lesões avermelhadas, arredondadas, de borda bem delimitada, que pode ser escamosa, seca, inchada e ainda coçar.

Tínea corporis Tínea cruris

É a tínea que atinge a região da virilha, causando intensa coceira e vermelhidão.

Tínea pedis

É a infecção fúngica que atinge os pés. Quando atinge a região entre os dedos é chamado de pé de atleta, provoca também descamação e coceira.

Tínea pedis Tínea capitis

Essa tínea atinge o couro cabeludo, além de coceira e descamação pode levar também a queda de cabelos.

Tínea capitis Como tratar?

O tratamento é feito basicamente através do uso de antifúngicos, tanto através de medicamentos, quanto através de loções ou cremes que são aplicados diretamente na lesão de pele causada pelo fungo

O tratamento com cremes e loções antifúngicas é usado quando a lesões da tínea são pequenas e bem localizadas. Podem ser usados antifúngicos como o cetoconazol, tricomazol, miconazol, entre outros.

Já em situações na qual a extensão da tínea é muito grande pode ser necessário o uso de medicamentos que combatam o fungo tomados por via oral, ou seja, através de comprimidos.

O tempo de tratamento da tínea pode variar de 2 a 4 semanas, até as lesões regredirem totalmente, conforme o tamanho das lesões de pele e medicamento utilizado.

Deve-se durante o tratamento e após de forma a impedir uma nova infecção:

  • Evitar compartilhar uso de objetos pessoais como toalhas, pentes, bonés;
  • Usar chinelos em ambiente de balneário, piscina e chuveiros;
  • Secar bem a pele após o banho;
  • Evitar o uso de calçados fechados por longos períodos.
3. Candidíase

A candidíase é a infecção causada pelo fungo Cândida. Pode atingir diferentes partes do corpo como a pele, mucosa oral (sapinho) ou região genital, causando vulvovaginite na mulher ou balanite no homem.

O fungo causador da candidíase se prolifera causando sintomas principalmente quando há redução da imunidade e das defesas do organismo.

Quando atinge a pele, esse fungo causa sintomas como coceira, vermelhidão e forte irritação. É comum atingir áreas de dobras que apresentam maior umidade, como, por exemplo, a região abaixo das mamas em mulheres, região das axilas e virilha.

Nas crianças é muito comum a candidíase atingir a região do períneo e nádegas, decorrente do uso de fraldas, que mantém o ambiente quente e úmido.

Candidíase oral Como tratar?

O tratamento da candidíase varia conforme o local de acometimento da infecção. Quando atinge a pele o tratamento pode ser feito com o uso de cremes e pomadas com antifúngicos, como o cetoconazol, aplicado de 1 a 2 semanas.

Em casos em que a candidíase é disseminada e atinge grandes áreas do corpo pode estar indicado medicamentos antifúngicos também por via oral ou por via intravenosa, o fluconazol é um dos antifúngicos mais utilizados no tratamento dessa infecção.

4. Onicomicose

É a infecção fúngica que atinge as unhas, geralmente causa espessamento, deformações e alterações na cor da unha, em alguns casos a unha pode descolar-se do leito ungueal.

A onicomicose também é causada por fungos dermatófitos, que são adquiridos quando se entra em contato repetidamente com o fungo presente em ambientes úmidos, como banheiros, chuveiros e piscinas.

Onicomicose Como tratar?

Medicamentos tomados por via oral são a forma de tratamento que apresenta a maior eficácia na resolução da micose de unhas. Os antifúngicos comumente utilizados são a terbinafina e o itraconazol. O tratamento dura entre 1 a 4 meses.

A aplicação de antifúngico diretamente nas unhas, através de esmaltes, também é uma possibilidade. O ciclopirox é a formulação mais conhecida, corresponde a um esmalte que é aplicado uma vez por semana na unha acometida, também pode ser necessário o uso desse medicamento por meses.

Durante e após o tratamento é importante manter uma adequada higiene da área das unhas de pés e mãos, evitar o uso compartilhado de objetos de manicura, usar calçados confortáveis e bem ventilados.

Na presença de sintomas sugestivos de micose na pele consulte um médico de família, clínico geral ou dermatologista.

Cores e tipos de manchas na pele: quais as principais causas e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A presença de manchas na pele é um problema muito frequente. Pode acometer pessoas de qualquer idade, em diferentes zonas do corpo e do rosto. As manchas podem ser de diferentes cores como brancas, marrons, pretas, vermelhas ou roxas.

As causas e fatores de risco para o aparecimento de manchas podem ser as mais variadas, como infecções fúngicas, exposição solar, manchas congênitas, traumas, entre outras.

O tratamento é também é variado e pode incluir proteção solar, cremes, loções, medicamentos ou procedimentos cirúrgicos.

A cor das manchas e a localização podem sugerir a sua causa e ajudam o médico a definir qual o melhor tratamento para o seu desaparecimento ou melhoria.

Manchas escuras ou pretas

Algumas causas importantes de manchas pretas são:

  • Nevos: podem estar presentes em qualquer região do corpo, inclusive rosto. São pequenas proliferações de melanócitos, que formam pontos ou manchas escuras. São benignas e não causam nenhum problema grave.

  • Melanoma: as lesões sugestivas de melanoma podem estar presentes em qualquer localidade do corpo. O melanoma é um tipo de câncer de pele, que causa mancha ou pinta assimétricas, com bordas irregulares e com cores diferentes na mesma mancha.
Como tratar manchas pretas

O tratamento irá depender da causa da mancha. Em algumas situações, como no caso dos nevos, o tratamento muitas vezes não é necessário, a não ser que cause grande desconforto estético.

No que se refere ao melanoma, a principal forma de tratamento é através da retirada cirúrgica da lesão. Em casos mais avançados pode ser necessário fazer radioterapia ou imunoterapia.

Manchas marrons

As principais causas de manchas marrons são:

  • Melasma: ocorrem principalmente em rosto, na região das maçãs do rosto, testa, nariz e buço, mas podem também estar presentes em áreas como o colo, o pescoço e os braços. São manchas escuras na pele que estão relacionadas a exposição solar e fatores genéticos.
  • Melanose: atinge as áreas que sofrem maior exposição ao sol como mãos, colo e costas. São manchas de coloração amarronzada diretamente associadas com a exposição solar.

  • Fitodermatose: são manchas escuras amarronzadas no local onde a pele entrou em contato com o sumo de frutas ácidas.
Como tratar manchas marrons

A proteção solar está sempre indicada nos casos de manchas marrons. A melanose e o melasma podem ser tratados através de técnicas dermatológicas como ‘laser’ de luz pulsada ou peelings químicos. No melasma também podem ser usados cremes clareadores.

A fitodermatose também ocasiona manchas que com o decorrer do tempo muitas vezes desaparecem espontaneamente.

Manchas vermelhas e roxas

As manchas vermelhas e roxas também são muito frequentes e podem corresponder a:

  • Purpura senil: podem estar presentes em qualquer zona da pele. São manchas em tons arroxeados ou castanhos, que ocorrem devido ao extravasamento de sangue pelos capilares que se encontram mais frágeis, mais comum em idosos.
  • Nevo rubi: podem aparecer em qualquer região do corpo. São pintas (sinais) de coloração avermelhada, aparecem em adultos repentinamente e são muito comuns em idosos
  • Hemangioma: também podem surgir em qualquer parte do corpo. São proliferações de pequenos vasos sanguíneos na pele, ocasionando a presença de uma mancha vermelha.
  • Hematoma: aparecem em locais onde houve uma pancada ou se sofreu algum trauma. Se referem a extravasamento de sangue e rutura de vasos sanguíneos, formando manchas roxas.
Como tratar manchas vermelhas e roxas?

Na maioria nos casos, como na purpura senil e no nevo rubi, não há necessidade de realização de tratamento.

No caso do hemangioma, quando esse é congênito e atinge crianças (hemangioma infantil), é usado o propranolol como medicamento, mas também pode ser aplicado um gel de maleato de timolol na lesão.

Já o hematoma desaparece espontaneamente em alguns dias, mas para acelerar o processo pode-se aplicar gelo no local ou fazer massagem.

Leia também: O que é hemangioma?

Manchas brancas

Entre as principais causas de manchas brancas na pele tem-se:

  • Hipomelanose gutata: atinge principalmente extremidades como mãos, punhos e braços. São manchas em forma de gota, geralmente associadas a exposição solar e mais frequentes em pessoas de pele escura e idosas
  • Pitiríase versicolor (Pano branco): podem aparecer em diferentes regiões do corpo, mas são mais comuns na região das costas, ombros e tórax. É uma infecção fúngica e ocasiona a formação de manchas redondas ou ovais, de coloração branca ou marrom.
  • Pitiríase alba: aparecem principalmente no rosto de crianças e adolescentes, mas podem também está presentes em outras regiões do corpo. São manchas esbranquiçadas redondas ou ovaladas.
  • Leucodermia solar: São manchas esbranquiçadas presentes em mãos, braços e pernas, muito comuns e são causadas pela exposição contínua ao sol.
  • Vitiligo: podem atingir qualquer região da pele e dos pelos (inclusive cílios e sobrancelhas). É uma doença causada pela despigmentação de zonas da pele, formando manchas claras
Como tratar manchas brancas?

O tratamento indicado irá depender da doença. Em todos os casos a proteção da pele contra o sol está indicada, principalmente através do uso de protetor solar.

No caso da hipomelanose gutata e da leucodermia solar o tratamento pode incluir diferentes técnicas, como a crioterapia e a microdermabrasão.

Na pitiríase versicolor o tratamento inclui o uso de antifúngicos, através de loções para a pele e champôs. Já na pitiríase alba, o tratamento inclui medidas gerais de cuidado com a pele e o uso de emolientes e hidratantes, em algumas situações os corticosteroides tópicos podem estar indicado.

Em relação ao vitiligo, o tratamento inclui muitas opções terapêuticas e dependerá da extensão da lesão e zonas do corpo acometidas. É comum o uso de creme com corticosteroides e a associação da pomada de psoraleno com fototerapia.

Leia também: O que é pitisíase versicolor e quais são os sintomas?

Caso note o aparecimento de uma mancha nova consulte o seu médico de família para uma avaliação inicial ou vá diretamente a um dermatologista.

Limpeza de pele faz bem para a saúde? Quem tem lesões de pele, pode fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A limpeza de pele é um procedimento estético que pode sim trazer benefícios à saúde da pele se for realizado por um dermatologista, esteticista devidamente treinado ou fisioterapeutas dermato-funcionais.

É indicado para a remoção das impurezas da pele, cravos abertos (pontos pretos) e fechados (pontos brancos) e milliuns (pequena lesão amarelada que surge no rosto, especialmente na pele em torno dos olhos.

Fase de hidratação da limpeza de pele Quem tem lesões de pele pode fazer a limpeza?

Como regra geral, especialmente quem tem acne muito inflamada, ou qualquer outra lesão de pele não deve fazer a limpeza profunda. Entretanto, é importante passar pela avaliação de um/a dermatologista para se certificar sobre a indicação.

Como é feita a limpeza de pele?

A limpeza de pele é efetuada em etapas, podendo variar entre serviços de dermatologia. Em geral são realizadas a assepsia, em seguida a esfoliação, extração, aplicação de alta frequência, máscara e, por último a aplicação do filtro solar.

Assepsia

Nesta etapa o profissional faz uma higiene na pele com cremes de limpeza desengordurantes que retiram a maquiagem, produtos cosméticos, oleosidade da pele e sujidades decorrentes da poluição.

Esfoliação

A esfoliação é realizada com a aplicação de loções com efeito abrasivo, que afinam a camada mais superficial da pele. Isto facilita a remoção de cravos abertos e fechados que não estejam inflamados.

Extração

Nesta fase da limpeza de pele os cravos são expulsos maualmente e com auxílio de uma microagulha, para remover os milliuns. Entretanto, antes de espremer as regiões da pele que contenham cravos ou milliuns, um vapor de ozônio é utilizado com o objetivo de dilatar os poros e facilitar a retirada manual e cuidadosa. Após aplicação do vapor de ozônio uma fina camada de algodão com produto emoliente é colocada sobre o rosto, associado ao uso de vapor de água. Somente após estes procedimentos a retirada manual de cravos e milliuns é iniciada com delicadeza.

Veja também: Bolinhas no rosto parecidas com espinhas: o que pode ser?

Alta frequência

O objetivo da aplicação de equipamento de alta frequência durante a limpeza de pele é promover efeito cicatrizante e anti-inflamatório em áreas da pele com micro lesões decorrentes da própria limpeza. A alta frequência atua também como fungicida, eliminando alguns tipos de fungos, ainda, bactericida e bacteriostático, por destruir e controlar a proliferação de algumas bactérias.

Máscara

A aplicação da máscara é a penúltima etapa da limpeza de pele. Sua função é de acalmar a pele após o procedimento. As máscaras à base de mentol e azuleno são as mais utilizadas e sua escolha ocorre de acordo com o tipo de pele.

Filtro solar

A finalização da limpeza de pele é realizada com a aplicação do filtro solar. Os filtros em gel e loção são os mais indicados, pois evitam a obstrução dos poros. O fator de proteção utilizado deve ser superior a 30.

Cuidados após a limpeza de pele
  • Não se exponha ao sol: após a limpeza, a pele pode ficar mais sensível e irritada. Por este motivo não se recomenda a exposição solar.
  • Realize higiene diária de acordo com o seu tipo de pele.
  • Utilize filtro solar com proteção superior a 30, reaplicando em torno de 3 vezes ao dia.
  • Se sua pele estiver muito vermelha utilize produtos cicatrizantes, nos dois primeiros dias após a limpeza, e calmantes como a água termal. Busque orientação profissional para a escolha do produto mais indicado.

A limpeza de pele é indicada também para remover células mortas e manter a pele saudável e macia.

O tempo entre uma limpeza de pele e outra vai depender de cada pessoa.

Consulte um profissional qualificado - dermatologista, esteticista devidamente treinado ou fisioterapeuta dermato-funcional – antes de qualquer procedimento.

Leia mais

Quais são as causas da vermelhidão no rosto?

Alergia na pele: o que causa, tipos de alergia e como tratar.
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A alergia na pele pode ser causada por diferentes agentes e situações, sendo os mais comuns:

  • Medicamentos;
  • Ressecamento da pele;
  • Picadas de insetos;
  • Uso de roupas sintéticas, de lã, poliéster, entre outros;
  • Contato com determinadas plantas ou pelo de animais;
  • Intoxicação alimentar;
  • Exposição ao frio ou ao calor;
  • Uso de Bijuteria;
  • Cosméticos como maquiagem, desodorante, produtos de beleza e produtos químicos.

Os tipos de alergia e o tratamento, devem ser definidos por um médico dermatologista ou alergologista, porque embora os sintomas sejam semelhantes, os tratamentos podem ser distintos.

Contudo, em qualquer caso de reação alérgica, é importante limpar rapidamente o local, com água corrente, para retirar toda a substância irritativa, reduzindo a reação inflamatória da pele e assim, evitando maiores complicações.

Quais são os tipos mais comuns de alergia e como tratar? 1. Urticária

A urticária é o aparecimento de placas ou manchas avermelhadas na pele, em alto relevo, que coçam bastante e que geralmente acontecem logo após o contato com o fator causador da alergia.

Medicamentos, picadas de insetos, contato com produtos químicos, intoxicação alimentar, estresse, frio ou calor extremos, são exemplos fatores que desencadeiam uma reação alérgica do tipo urticária.

A reação que costuma desaparecer espontaneamente, dentro de poucos dias.

Como tratar?

A urticária é tratada com medicamentos orais ou tópicos a base de anti-histamínicos, como o Hixizine® ou pomada local de corticoides.

Urticária 2. Angioedema

O angioedema, na verdade, é a evolução da urticária, a forma mais grave, devido à uma reação inflamatória intensa, que ao invés de melhorar, alcança camadas mais profundas da pele, dando origem a um importante edema (inchaço) local.

Os locais mais acometidos são os lábios, pálpebras, língua e garganta.

Esse inchaço precisa ser rapidamente tratado, para evitar maiores complicações, como queda da pressão arterial e edema de glote (inchaço na garganta), que causa dificuldade para respirar e risco de morte para o paciente.

Como tratar?

Na presença de angioedema, é necessário procurar imediatamente um serviço de emergência para tratamento com corticoide e/ou antialérgico por via endovenosa ou intramuscular.

Angioedema de lábio inferior 3. Dermatite

A dermatite é representada por manchas vermelhas e coceira intensa, em regiões mais "ressecadas" da pele. Além das manchas vermelhas e da coceira, a dermatite pode vir acompanhada de outros sinais e sintomas como bolhas que extravasam um conteúdo líquido e formam crostas. É comum ainda, alterações no tom da pele, que pode ficar mais clara ou mais escura.

Habitualmente causada por exposição à água fria ou muito quente, exposição prolongada ao sol, ou mudança brusca de temperatura, que agravam consideravelmente as manchas e a coceira.

As dermatites podem ser classificadas em dermatite de contato, atópica e seborreica.

  • Dermatite de contato: reação na região que teve o contato com a substância alergena (bijuteria, talco, látex, perfumes, roupa sintética, plantas, medicamentos, entre outros);

  • Dermatite atópica: atinge mais as regiões de dobras, como atrás do joelho, dobra do braço e pescoço. Causa vermelhidão, coceira, bolhas e descamação da pele;

  • Dermatite seborreica: acomete mais as regiões com grande quantidade de glândulas seborreias, como a região da face, barba, couro cabeludo e região do tórax.

Como tratar?

O primeiro passo é sempre limpar bem o local com água, para remover todo a substância que causaou a reação alérguca do local. Depois, o tratamento dependerá do tamanho da reação alérgica e local acometido. Geralmente é indicado o uso de anti-histamínicos e corticoides, nas diferentes apresentações (pomada, shampoo, loção hidratante).

Dermatite atópica O que é uma alergia de pele?

A alergia na pele é uma reação inflamatória, causada por algum estímulo irritativo, dando origem aos sintomas conhecidos, de vermelhidão e coceira no local, algumas apresentam ainda, placas avermelhadas em alto relevo, "bolinhas", bolhas, sensação de "pinicação", ardência e descamação da pele.

Vale ressaltar que tão importante quanto tratar, deve ser identificar os fatores causadores da alergia na pele, para que consiga afastar todos os fatores e substâncias irritantes, evitando novos episódios e/ou complicações.

Principalmente se for um quadro de urticária, que pode evoluir com angioedema, levando ao risco de complicações respiratórias graves.

Na presença de uma reação alérgica na pele, procure um médico dermatologista, alergologista ou médico da família, para confirmação do diagnóstico, tratamento e acompanhamento adequado.

Leia também:

Referência:

Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Quais os benefícios do microagulhamento para a saúde da pele?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O microagulhamento consiste em um procedimento no qual são feitas microperfurações na pele por meio da utilização de microagulhas.

Utilização de microagulhas durante sessão de microagulhamento.

Este tratamento tem como principal resultado a indução de formação de colágeno e de outras fibras que atribuem firmeza e sustentação à pele. Os benefícios do microagulhamento são:

1. Atenuar ou remover cicatrizes

O microagulhamento pode ser utilizado para minimizar ou remover cicatrizes da pele, especialmente aquelas produzidas por acne.

2. Minimizar rugas e promover o rejuvenescimento da pele

O procedimento pode ajudar a minimizar rugas de expressão e provocar o rejuvenescimento da pele, uma vez que provoca a formação do colágeno no local aplicado.

3. Promover o clareamento da pele

O microagulhamento ajuda a tratar manchas acastanhadas de pele provocadas, principalmente, pelo sol chamadas melasmas. As microagulhas provocam a dilatação dos vasos e pequenos sangramentos nos locais de aplicação. Quando associado aos cremes de tratamento, o microagulhamento apresenta resultados positivos no clareamento da pele. Além disso, ajuda melhorar o aspecto dos poros.

4. Tratar estrias

O tratamento de estrias, tanto as vermelhas quanto as brancas, pode ser auxiliado com o uso do microagulhamento. As pequenas perfurações permitem que os cremes de tratamento de estrias penetrem com maior facilidade no tecido potencializando a sua ação. Isto faz com que o tratamento de estrias se torne mais efetivo.

5. Tratar calvície

O microgulhamento é também utilizado no tratamento de calvície. Entretanto, ainda não há evidências científicas suficientes que sustentem a efetividade do procedimento para este fim.

Como é feito o microagulhamento?

Utiliza-se um creme anestésico, uma vez que a técnica mais comumente aplicada é minimamente invasiva. O tratamento deve ser feito com a regularidade de uma vez ao mês. Esta periodicidade é necessária para que haja tempo suficiente para formação de colágeno e regeneração da pele e, assim, sejam alcançados os resultados desejados.

Quando é efetuado por meio de técnica cirúrgica, o microagulhamento alcança camadas mais profundas na pele. Esta modalidade de tratamento é realizada em centro cirúrgico com o paciente anestesiado. Alguns estudos apontam que o microgulhamento cirúrgico pode demonstrar seus resultados em apenas uma sessão.

Para a realização do microagulhamento são utilizados rollers, instrumento mais comum, carimbos ou canetas elétricas. Todo o material deve ser autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). As agulhas devem ser estéreis e descartáveis e não podem ser reutilizadas nem pelo próprio paciente.

Saiba mais em: Dermaroller funciona? Para que serve o microagulhamento?

Quais as contraindicações do microagulhamento?

São condições que contraindicam o microagulhamento:

  • Presença de infecções no local da aplicação;
  • Câncer de pele na região a ser tratada ou em suas proximidades;
  • Bronzeamento da pele;
  • Herpes labial;
  • Uso de anticoagulantes;
  • Alergias aos cremes anestésicos.

O microagulhamento deve ser indicado e orientado pelo dermatologista.

Veja também:Existe alguma forma de clarear manchas escuras na pele?

Coceira na pele pode ser dermatite atópica? Saiba os sintomas
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A coceira na pele é sim um dos sintomas de dermatite atópica, também caracterizada pela presença de lesões avermelhadas que, às vezes, descamam.

A dermatite atópica é uma inflamação crônica das camadas superficiais da pele e é muito comum em pessoas com tendência a desenvolver alergias ou portadores de doenças como bronquite, asma e rinite.

Quais os sintomas da dermatite atópica? Marcas na pele provocadas pela coceira na dermatite atópica.

Em geral, a dermatite atópica tem início quando a pessoa ainda é bebê, com menos de 4 meses de vida. Os sintomas incluem:

  • Surgimento de áreas vermelhas na pele;
  • Bolhas e/ou escoriações;
  • Coceira intensa na pele que piora com a transpiração;
  • Pele seca ou espessa devido ao ato de coçar e esfregar a pele repetidas vezes;
  • As lesões de pele aparecem em uma única área do corpo ou em alguns locais específicos: parte da frente do pescoço, mãos, braços, área anterior dos cotovelos e atrás dos joelhos, especialmente em crianças e adultos.

Nos bebês as áreas de vermelhidão no rosto se espalham para o couro cabeludo, pescoço, braços, mãos, pés e pernas. Grandes superfícies do corpo podem ser afetadas.

O que posso fazer para aliviar a coceira?

Alguns cuidados com a pele são importantes para aliviar a coceira e evitar que as lesões provocadas pela dermatite atópica piorem. As recomendações são para:

  • Tomar banho apenas uma vez ao dia: muitos banhos durante o dia contribuem com o ressecamento da pele e pode piorar a coceira;
  • Utilizar sabonetes que promovam a hidratação da pele como, por exemplo, os sabonetes de aloe vera. Evite os sabonetes comuns;
  • Manter a pele hidratada por meio do uso de hidratantes ou vaselina após o contato com a água;
  • Secar o corpo, após o banho ou qualquer contato com a água, fazendo movimentos de pressão na pele. Evite esfregar a pele como normalmente fazemos, pois o ato de esfregar pode piorar as lesões;
  • Sempre usar cremes hidratantes imediatamente após o banho, enquanto a pele estiver úmida;
  • Cuidar da sua saúde emocional. O estresse piora as manifestações da doença. Para isto, pratique atividade física, faça meditação e/ou desenvolva hábitos que proporcionam prazer.
Dermatite atópica tem cura?

Não. A dermatite atópica não tem cura. Ela se torna mais leve aos 5 anos de idade. Porém, na adolescência e na vida adulta os surtos de dermatite atópica são comuns.

Qual o tratamento da dermatite atópica?

Por não ter cura, o tratamento da dermatite atópica consiste em manter os cuidados com a pele, sobretudo controlar os fatores que desencadeiam as crises, com o objetivo de aliviar a coceira, minimizar e/ou melhorar as lesões.

Além dos cuidados com a pele, alguns medicamentos orais e locais como creme e unguentos de corticoides podem ser utilizados para aliviar a coceira. Os corticoides também podem ser administrados por via oral.

A fototerapia (exposição a luz ultravioleta) é uma outra modalidade de tratamento que pode ajudar a melhorar as lesões provocadas pela dermatite atópica.

Para definir o melhor tratamento é importante a avaliação das lesões e do histórico do paciente. Para isso, consulte um médico de família, clínico geral ou dermatologista.

Como a dermatite atópica é diagnosticada?

O diagnóstico de dermatite atópica é feito pela avaliação das características da lesão de pele e do histórico familiar do paciente.

É importante informar se você tem tendência a alergias ou se tem histórico de alergias na família. Testes na pele ou exames de sangue podem ser necessários.

O médico de família, clínico geral ou dermatologista são os profissionais mais indicados para diagnosticar dermatite atópica.

Leia mais

Referência

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Aparecem no meu pênis pequenas manchas vermelhas...
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Parece ser uma balanite (ou balanopostite). A balanite é um processo inflamatório na glande (cabeça do pênis), caracterizado por vermelhidão, dor, coceira e/ou ardência ao urinar.

Quando a inflamação acomete a glande (cabeça do pênis) e o prepúcio, é chamada balanopostite.

Diversas doenças e situações podem dar origem a esse processo inflamatório, má higiene, traumas, doenças infecciosas, crônicas ou mais raramente tumoral. Dependendo da causa, os sintomas melhoram e voltam a acontecer.

Para interromper esse ciclo, é preciso tratar a doença de base, definitivamente. Na grande maioria das vezes, o problema tem cura. O herpes genital é uma das poucas causas de manchas vermelhas que não tem cura, mas o tratamento controla de forma satisfatória, os sintomas.

O Urologista é o médico responsável por definir a causa e planejar esse tratamento.

Causas de inflamação no pênis 1. Candidíase

A candidíase representa uma das principais causas de balanite no homem. Embora seja muito mais frequente nas mulheres, a doença originada pelo fungo candida albicans, também pode desenvolver-se nos órgãos genitais masculinos.

Os sintomas são de manchas avermelhadas no pênis, coceira, ardência ao urinar e por vezes, secreção esbranquiçada. Não é comum a queixa de dor nos casos de candidiase.

O tratamento deve ser feito com pomadas e/ou comprimidos antifúngicos. O/A parceiro/a também deve ser tratado/a.

2. Higiene inadequada

A higiene inadequada, seja limpar pouco essa região, ou limpar muitas vezes, pode levar a uma irritação da pele, hipersensibilidade, as manchas avermelhadas dolorosas e recorrentes.

Neste caso, a recomendação é que procure limpar a região com sabonete de PH neutro, apenas uma vez ao dia. As demais higienes devem ser realizadas apenas com água corrente e secar bem com toalha limpa.

Outras medidas de higiene importantes para evitar essa irritabilidade são: fazer uso de roupas com tecidos mais leves e que facilitem a transpiração. Optar por roupas íntimas de algodão. Se suar muito, fazer higiene mais vezes. Evitar uso de roupas apertadas por períodos prolongados.

3. Infecções

A gonorreia é uma causa de infecção sexualmente transmissível (IST), que se apresenta por manchas avermelhadas, ardência ao urinar, dor e secreção amarelada.

O tratamento deve ser feito com uso de antibióticos. Importante que o/a parceiro/a seja tratado/a, mesmo que não apresente sintomas da doença e que durante o tratamento, o casal faça uso de preservativos, como a camisinha.

4. Herpes genital

O herpes genital também é uma IST que se apresenta com manchas avermelhadas, mais comum na forma de pontinhos vermelhos ou pequenas bolhas agrupadas, ardência e coceira. Não costuma causar dor.

O tratamento é feito com antiviral em pomadas e/ou comprimidos.

Apesar de não ter cura, o cuidado com uso de preservativos, higiene, boa alimentação para auxiliar na imunidade e uso de antiviral assim que observar a presença de nova crise, previne a recorrência dos sintomas.

5. Alergias

Não é incomum os homens apresentarem alergias na região peniana. A alergia pode ser devido a sabonetes, cremes, tecidos mais grossos ou quentes e até ao preservativo.

Na alergia, além das manchas vermelhas, o homem queixa de pequenas bolinhas, coceira intensa e não tem dor.

Se perceber que após o uso de um determinado produto, começam a surgir os sintomas, será preciso interromper esse uso, para confirmar se é o motivo das manchas. Por vezes pode ser preciso acrescentar um medicamento antialérgico.

6. Trauma

Um trauma, ou uma pancada, pode ocasionar manchas vermelhas, mas apenas no local. A dor é um sintoma comum e ambos desaparecem espontaneamente, após alguns dias, não é uma alteração de pele que vai e volta como as demais doenças citadas anteriormente.

Não é necessário um tratamento específico, mas pode tomar um analgésico, no caso de dor intensa.

7. Câncer de pênis

O câncer de pênis é uma condição mais rara, onde o homem apresenta manchas vermelhas e feridas que não desaparecem. Ao contrário, as feridas tendem a aumentar de tamanho, gradativamente e não costumam causar dor. O que retarda a procure de atendimento e o início do tratamento preconizado.

Na presença de qualquer ferida no pênis, mesmo sem outros sintomas, é fundamental que procure um urologista para avaliação.

Doenças crônicas aumentam o risco de balanite recorrente

Homens com doenças crônicas, como a diabetes mellitus, insuficiência cardíaca, obesidade e doença renal crônica, têm maior risco de desenvolver balanite de repetição.

Sabendo que a recorrência de balanite aumenta o risco de câncer de pênis, não deixe de controlar a sua doença de base. Tome a sua medicação regularmente e mantenha um acompanhamento adequado com o seu médico.

Para definir qual é o motivo da sua inflamação e o tratamento definitivo, procure um médico especialista, nesse caso, o urologista.

Saiba também quais são as causas de feridas no pênis: Tenho feridas no pênis. O que pode ser e o que fazer?

Referências:

  • SBU - Sociedade Brasileira de Urologia.
  • Glen W Barrisford et al.; Balanitis in adults. UpToDate. Sep 23, 2019.
O que é paquidermia?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Paquidermia significa pele grossa.