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Tremores no peito, sensação de peso e aperto no peito...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Não sei qual sua idade nem sua história para doenças cardíacas, mas disparado a Ansiedade e/ou Depressão são as principais causas para esses sintomas em uma pessoa jovem e sem fatores de risco para doença cardíaca.

Sensação de peso e pressão na cabeça, sem vontade de fazer as coisas...
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sensação de peso e pressão na cabeça, desinteresse pelas atividades do dia a dia, sensação de fraqueza e "bolo na garganta", são sintomas sugestivos de ansiedade generalizada ou uma síndrome depressiva, principalmente no período em que se encontra, de pós-parto recente. A depressão pós-parto acomete cerca de 10 a 15% das mulheres nessa fase.

A causa desses sintomas parece ter relação com predisposição genética, ou seja, a maioria das mulheres que apresentam a depressão pós-parto já experimentaram sintomas de depressão antes, ou possuem familiares com quadro semelhante, apesar de não ser um fator obrigatório para confirmar esse diagnóstico. Entretanto outras causas devem sempre ser excluídas, como a hipertensão arterial sistêmica ou distúrbio hormonal.

Porém existe tratamento com excelente resposta através de medicamentos seguros, mesmo durante a amamentação, e terapia conjunta com profissional da psicologia. É fundamental que procure atendimento médico, com clínico geral ou psiquiatra o quanto antes para que seja definido seu diagnóstico, e iniciado tratamento.

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Qual o peso ideal na gravidez? Como calcular?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O peso ideal na gravidez varia muito ao longo de toda a gestação, portanto é recomendável que você acompanhe passo a passo com um ginecologista, em seu pré-natal. Existem muitas calculadoras online que podem ajudá-la, mas jamais substituem a consulta médica.

A grávida precisa entender que vai engordar, consideravelmente. O ganho de peso é necessário porque seu corpo está crescendo e mudando, para proporcionar as melhores condições ao bebê.

Esses quilos extras podem ser explicados aqui:

  • Quando o bebê nasce, ele vai pesar aproximadamente 3,5 kg;
  • No decorrer da gravidez, a camada muscular do útero aumenta significativamente, passando a pesar entre 900 g a 1,2 kg a mais;
  • A placenta, que dá a nutrição para o bebê, pesa mais ou menos 700 g ao final da gravidez, sendo que em alguns casos pode pesar até 1 kg;
  • Os seios ficam maiores, podendo pesar mais 400 g;
  • Há um acréscimo do volume de sangue em circulação no corpo; mais 1,2 a 1,5 kg de sangue.
  • O organismo acumula mais líquidos, e também existe o líquido amniótico, chegando a um valor médio extra de 2 kg;
  • Na gravidez, o corpo armazena em média 4 kg de gordura para garantir energia na fase da amamentação.

Tendo em conta estes cálculos, quando a gravidez termina, a gestante estará pesando mais 13 kg do que pesava antes. É certo que isto é uma estimativa, e existem fatores que podem causar variações, mas o aumento de peso está fortemente relacionado com o IMC da gestante antes da gravidez.

Calculando o seu IMC:

É necessário saber o IMC de antes da gravidez porque, quanto maior o IMC no início, menos peso a mulher deve ganhar durante a gravidez. O IMC é calculado em função da altura e peso antes da gravidez. É possível usar calculadoras de IMC disponíveis em sites e aplicativos, ou da seguinte forma:

  1. Divida seu peso pela sua altura (por exemplo: 55 kg / 1,70 m) = 32,35 kg/m.
  2. Divida o resultado da operação "1" pela sua altura, novamente. Portanto: 32,35 / 1,70 = 19 kg/m2. Esse é o seu IMC.
Classificação pelo IMC:
  • < 16 = Magreza grave;
  • 16 a <17 = Magreza moderada;
  • 17 a <18,5 = Magreza leve;
  • 18,5 a <25 = Saudável;
  • 25 a < 30 = Sobrepeso;
  • 30 a < 35 = Obesidade Grau I;
  • 35 a < 40 = Obesidade Grau II (severa);
  • ≥ 40 = Obesidade Grau III (mórbida).

O IMC antes de engravidar revela quanto a gestante deve engordar. A recomendação é que as mulheres calculem o ganho de peso ideal com base no IMC antes da gravidez. Quanto mais acima do peso a mulher estiver antes de engravidar, menos deve engordar na gravidez.

  • IMC inicial de menos de 18,5 -- ganho de peso ideal: 13 kg a 18 kg;
  • IMC inicial de 18,5 a 25 -- ganho de peso ideal: 11 kg a 16 kg;
  • IMC inicial de 25 a 30 – ganho de peso ideal: de 7 kg a 11 kg;
  • IMC inicial acima de 30 – ganho de peso ideal: de 5 kg a 9 kg.

Leia também: Qual o peso mínimo para poder engravidar?

Quando as mulheres têm menos de 20 anos, é recomendado engordar o maior número de quilos dentro da faixa de peso ideal para seu IMC (consulte gráficos específicos para cada idade).

Como se alimentar durante a gravidez?

É importante ter uma alimentação balanceada, para que não se acumule excesso de gordura e o bebê se desenvolva com saúde. O consumo de bolos, bolachas, sorvetes e doces, e outras coisas pouco nutritivas deve diminuir.

Quando uma mulher está muito abaixo do peso normal, não deve tentar engravidar, pelo menos até atingir o mínimo normal, ou seja IMC superior a 18,5. Estando abaixo do peso normal, a fertilidade é afetada e o bebê pode nascer muito pequeno.

As gestantes devem buscar conselhos com o obstetra ou nutricionistas para se informar a respeito da alimentação recomendada para ela e para o bebê. Saber as informações nutricionais sobre os alimentos e o número de refeições também é importante.

Normalmente, uma mulher grávida precisa de cerca de 2.000 calorias por dia, e mais 200 calorias extra nos últimos 3 meses. Uma alimentação equilibrada é aquela que tem cinco porções de frutas, verduras e legumes por dia, com alimentos de todos os grupos:

  • Proteínas: carne, peixe, ovos e grãos;
  • Cálcio: presente principalmente nos derivados de leite;
  • Gorduras (preferencialmente as não-saturadas): presentes nas castanhas (amêndoas, castanha de caju) e no azeite. Os derivados de leite e as carnes também fornecem a gordura de que você e o bebê vão precisar;
  • Carboidratos: pão, macarrão, arroz, feijão e cereais em geral, mas com moderação. Produtos integrais são melhores que os feitos com farinha branca. Além de mais saudáveis, os produtos integrais prolongam a sensação de saciedade.
Tenho tonturas associadas com dor e peso na cabeça...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode ser algum tipo de vertigem ou enxaqueca, deve ir a um neurologista, mas na maioria das vezes um clínico geral ou seu médico que costuma ir pode dar conta do recado.

Esofagite causa perda de peso? O que fazer para evitar isso?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Esofagite pode causar perda de peso, pois pode ocasionar disfagia, que é a dificuldade para deglutir, levando a pessoa a comer menos e emagrecer. Para evitar esse quadro, é importante tratar a esofagite e prevenir novos episódios.

A pessoa com disfagia tem a sensação de que a comida fica entalada no peito e isso pode fazê-la comer menos. Também é comum haver dor no peito ao engolir os alimentos, o que também interfere na alimentação e favorece a perda de peso.

Contudo, é importante lembrar que o emagrecimento não está entre os sinais que caracterizam a esofagite. É uma consequência a longo prazo da esofagite não tratada. 

A perda de peso associada à disfagia progressiva para alimentos sólidos deve ser vista como um sinal de alerta, pois pode indicar a presença de câncer de esôfago. 

A longo prazo, a esofagite de refluxo pode favorecer o desenvolvimento de câncer de esôfago, pois o refluxo pode levar a uma condição denominada esôfago de Barrett.

O esôfago de Barrett surge devido ao suco gástrico, que ataca as células que revestem o esôfago. Como resultado, essas células sofrem modificações e ficam semelhantes às células do estômago para poderem resistir ao ácido estomacal.

Portanto, trata-se de uma reação de defesa do organismo, mas que deve ser acompanhada de perto. O esôfago de Barrett pode evoluir para câncer em até 1% dos casos.

O tratamento da esofagite pode ser realizado através de mudanças no estilo de vida e uso de medicações como os inibidores de bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol, etc). 

Pessoas que têm esofagite e apresentam perda de peso devem procurar um médico clínico geral ou médico de família para uma avaliação inicial.

Saiba mais em:

Esofagite pode dar câncer se não tratar logo?

O que é esofagite erosiva e quais os sintomas?

Esofagite erosiva tem cura? Qual o tratamento?

Como calcular o peso ideal?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O peso ideal nos adultos é calculado através das tabelas de IMC (Índice de Massa Corporal) desenvolvidas pelo Ministério da saúde, a partir do peso e altura.

No caso de crianças e adolescentes, o cálculo é mais complexo e as tabelas são compostas pelo peso, altura, idade e gênero.

Peso ideal nos adultos

O cálculo do peso ideal em adultos, é feito através do IMC. Esse índice é a divisão do peso (kg) pela altura ao quadrado (metros). O resultado é analisado pela tabela de classificação de peso.

IMC = Peso / Altura2.

Por exemplo: Uma pessoa com 1,70 metro e 70 kg de peso, terá o IMC de 24.

O IMC = 70 / (1,7)2 = 24.

Segundo a classificação de peso pelo IMC, a faixa de peso saudável esta entre 18,5 a 25. Abaixo desse valor é considerado magreza, e acima, sobrepeso.

Classificação do peso pelo IMC - adulto
IMC Classificação
menor que 16 Magreza grave
16 a 17 Magreza moderada
17 a 18,5 Magreza leve
18,5 a 25 Saudável
25 a 30 Sobrepeso
30 a 35 Obesidade Grau I
35 a 40 Obesidade Grau II (severa)
maior de 40 Obesidade Grau III (mórbida)

Porém, vale ressaltar que o IMC não representa a composição de gordura corporal e massa muscular, por isso o seu resultado pode não ser entendido como exato em todas as situações.

Peso ideal em crianças e adolescentes

Nessa faixa de idade, suas proporções de músculos e gordura são diferentes e se modificam naturalmente de acordo com seu crescimento. Também há diferenças na constituição física dos meninos e meninas, hábitos de vida, fatores hormonais e ambientais que irão interferir nesse crescimento.

Levando em conta todas essas características, foi criado o IMC por idade, especialmente para crianças até os dois anos. Uma tabela bastante complexa que é analisada pelo médico pediatra.

Dos 2 anos até a puberdade, o aumento de peso e altura esperados é de:

  • 2 a 3 kg por ano e
  • 6 a 7 cm de altura por ano.

Contudo, o mais importante é acompanhar os valores e desenvolvimento das crianças ao longo do seu crescimento, e não um número de maneira individual, pois elas têm muitas variáveis, que podem confundir a avaliação e resultado.

Quando o IMC não deve ser usado?

Indivíduos mais musculosos podem ter resultados alterados, que indicam sobrepeso ou obesidade, quando na verdade têm mais massa muscular e não gordura.

Do mesmo modo, há pessoas com pouca massa muscular que podem ter um IMC considerado saudável, quando na realidade a gordura corporal está acima do recomendado. São popularmente chamados de “falsos magros”.

O IMC não pode ser aplicado em crianças, porque nessa faixa etária, são utilizados gráficos específicos, assim como para os idosos. Sendo que para eles a classificação é diferente, e em algumas etnias não é tão precisa (por exemplo os idosos de origem Japonesa, já podem ser considerados acima do peso saudável com um IMC de 25).

Por isso, existem diversas formas para determinar o peso ideal para cada pessoa. Uma forma eficiente e útil, é calcular a taxa de gordura corporal. Isso pode ser feito por cálculos, bioimpedância ou ainda pelas pregas cutâneas.

Para maiores informações, orientações e busca pelo peso ideal e saudável, procure um nutricionista ou nutrólogo.

Leia também: Qual o peso ideal na gravidez? Como calcular?

Qual o peso mínimo para poder engravidar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não existe propriamente um peso mínimo para poder engravidar. O ideal é que a mulher esteja dentro do peso considerado normal para a sua altura antes de engravidar.

Para saber se alguém está acima, abaixo ou dentro do peso ideal, utilizamos o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que é obtido dividindo-se o peso pelo quadrado da altura → IMC = Peso (kg) ÷ Altura (m) 2.

Dessa forma, obtêm-se a seguinte classificação:

IMC inferior a 16 Magreza grave
IMC de 16 a 16,9 Magreza moderada
IMC de 17 a 18,4 Magreza leve
IMC de 18,5 a 24,9 Faixa de peso saudável
IMC de 25 a 29,9 Sobrepeso
IMC de 30 a 34,9 Obesidade grau 1
IMC de 35 a 39,9 Obesidade grau 2
IMC acima de 40 Obesidade grau 3 ou mórbida

Assim, quem pretende engravidar deve preferencialmente estar com um IMC entre 18,5 e 24,9. Por exemplo, uma mulher com 1,65 m de altura e que antes da gravidez está com 60 kg, tem um IMC de 22, portanto está dentro da faixa de peso considerada ideal ou saudável para a sua altura (IMC = 60 ÷ (1,65)2 = 22).

Dessa forma, pode-se concluir que o peso mínimo recomendado para engravidar é definido pelo IMC de valor igual a 18,5.

Mulheres que engravidam com baixo peso (IMC inferior a 18,5) têm que ganhar de 12,5 a 18 kg durante a gravidez, pois existe o risco do bebê ter o crescimento intrauterino restrito durante a gestação ou apresentar baixo peso ao nascimento. A própria saúde da gestante pode ser prejudicada se ela estiver abaixo do peso, por carências nutricionais.

Por isso antes de engravidar recomenda-se controlar o peso (ganhar, perder ou manter), de maneira a mantê-lo dentro dos limites considerados normais e evitar futuros problemas gestacionais que podem afetar a mãe e o bebê.

Leia também:

Qual o peso ideal na gravidez? Como calcular?

9 Coisas que Você Deve Fazer Antes de Engravidar

Tenho 16 anos de idade e 1,58m, qual é meu peso ideal?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
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Clínica médica e Neurologia

O peso ideal estimado aos 16 anos é de 53,07 kg para as meninas e 58,83 kg para os meninos. No entanto, esses valores variam bastante, de acordo com a predisposição genética, fatores ambientais e sociais.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, os valores de peso e altura para os 16 anos, deve ser considerado normal, dentro da seguinte variação:

  • Meninas - Peso ideal - 53,07 kg e Altura ideal - 162,2 cm
    • Peso mínimo - 41,64 kg / Peso máximo - 71,53 kg
    • Altura mínima - 150,8 cm / Altura máxima - 172 cm
  • Meninos - Peso ideal - 58,83 kg e Altura ideal - 171,8 cm
    • Peso mínimo - 46,9 kg / Peso máximo - 77,3 kg
    • Altura mínima - /158,5 cm / Altura máxima - 185,6 cm

Isso porque o cálculo do peso ideal para jovens abaixo de 20 anos é diferente do IMC (Índice de Massa Corpórea ), que conhecemos e utilizamos em pessoas adultas. Na verdade, os cálculos de peso e altura ideal foram desenvolvidos para crianças até os cinco anos, depois para a faixa etária dos 5 aos 19, e a partir dos 20 anos, é utilizado o cálculo de IMC.

Tabela de peso e altura, por idade, para meninas dos 5 aos 18 anos (estimativa média da população)
IDADE PESO (Kg) ALTURA (cm)
5 anos 18,37 kg 109,1 cm
6 anos 21,0 kg 115,9 cm
7 anos 23,6 kg 122,3 cm
8 anos 26,35 kg 128 cm
9 anos 28,9 kg 132,9 cm
10 anos 31,8 kg 138,6 cm
11 anos 35,7 kg 144,7 cm
12 anos 39,7 kg 151,9 cm
13 anos 44,9 kg 157,1 cm
14 anos 49,1 kg 159,6 cm
15 anos 51,4 kg 161,1 cm
16 anos 53,07 kg 162,2 cm
17 anos 54 kg 162,5 cm
18 anos 54,3 kg 162,5 cm
Tabela de peso de altura, por idade, para meninos dos 5 aos 18 anos (estimativa média da população)
IDADE PESO (Kg) ALTURA (cm)
5 anos 18,37 kg 108,7 cm
6 anos 21,91 kg 117,5 cm
7 anos 24,54 kg 124,1 cm
8 anos 27,26 kg 130 cm
9 anos 29,9 kg 135,5 cm
10 anos 32,6 kg 140,3 cm
11 anos 35,2 kg 144,2 cm
12 anos 38,2 kg 149,6 cm
13 anos 42,1 kg 155 cm
14 anos 48,8 kg 162,7 cm
15 anos 54,4 kg 167,8 cm
16 anos 58,8 kg 171,8 cm
17 anos 61,7 kg 173,7 cm
18 anos 63 kg 174,5 cm

Essas tabelas são utilizadas pelos médicos pediatras e hebiatras. Os hebiatras são médicos que cuidam da saúde dos jovens e adolescentes, entre os 10 e os 20 anos.

Como saber o meu peso ideal?

O peso ideal é calculado através das medidas determinadas por estudos, e pelo cálculo do índice de massa corporal (IMC), como as apresentadas nas tabelas deste artigo, mas também de acordo com a herança genética e estilo de vida.

O estilo de vida inclui a alimentação, prática de atividades, entre outros fatores. Todos os fatores associados vão influenciar nos componentes do corpo, como, por exemplo na massa muscular, consequentemente, com o valor considerado ideal de peso.

Uma pessoa com grande quantidade de massa muscular, por exemplo, pode apresentar um valor aumentado de IMC ou de peso, apenas pela musculatura. Na análise das suas características, como massa magra, taxa de gordura e circunferência abdominal, os valores serem normais.

Da mesma forma, algumas pessoas aparentemente magras e com IMC dentro dos limites esperados, podem apresentar uma taxa elevada de gordura visceral, que representa um alto risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, conhecidos como "falso-magro".As tabelas utilizadas pelos médicos e profissionais de saúde, para peso e altura ideal por idade, são uma ferramenta valiosa, entretanto outros fatores e cuidados devem ser analisados, para que essa medida seja fidedigna.

O médico responsável por essa avaliação, aos 16 anos, é o médico hebiatra. Agende uma consulta para esclarecer suas dúvidas e planejar um tratamento, caso seja preciso.

Saiba como calcular o peso ideal através do IMC no artigo: Como calcular o peso ideal?

Referências:

  • De Onis., et al; WHO Multicentre Growth Reference Study Group. WHO Child Growth Standards based on length/height, weight and age. Acta Paediatr Suppl 2006;450:76-85.
  • SBP - Sociedade Brasileira de Pediatria.
Estou tomando Puran T4 e perdendo peso?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

É provável que o remédio seja mesmo a causa do seu emagrecimento. A levotiroxina (Puran) possui um efeito colateral de perda de peso em pessoas que a usam no tratamento de hipotireoidismo. Cerca de metade das pessoas com hipotireoidismo que fazem uso do Puran emagrecem em torno de 2 a 4 kg ou um pouco mais.

Os efeitos colaterais costumam ser mais intensos em pessoas que usam doses maiores do que a necessária, por isso é essencial no começo do tratamento com a levotiroxina fazer um controle dos hormônios tireoidianos para que a dose seja ajustada da melhor forma possível, sem que ocorram efeitos adversos importantes.

Muitas vezes ao reduzir a dose do medicamento tomada os efeitos colaterais, como o emagrecimento, cessam. Converse com o seu médico mais uma vez sobre a perda de peso e esteja atenta a outros possíveis sintomas, que podem reforçar a hipótese de uma dose excessiva de medicamento ou outras possíveis causas de emagrecimento.

Quais os principais efeitos colaterais da levotiroxina (Puran T4)?

Outros efeitos colaterais, mais frequentes, que podem estar presentes com o uso da levotiroxina são:

  • Vômito ou diarreia;
  • Dor de cabeça;
  • Sensação de inquietação;
  • Sudorese;
  • Rubor;
  • Cãibras musculares;
  • Tremor, principalmente de mão;
  • Insônia.
Puran T4 (levotiroxina) emagrece?

Pessoas que apresentam hipotireoidismo e começam o tratamento com levotiroxina podem apresentar uma pequena perda de peso durante o tratamento. No entanto, essa perda de peso não ocorre em pessoas que não apresentam hipotireoidismo, e fazem uso do Puram apenas com o propósito de emagrecer.

A levotiroxina é um remédio indicado no tratamento do hipotireoidismo, uma doença caracterizada pela baixa produção de hormônios tireoidianos, portanto, não deve ser usada por pessoas que não apresentam esse problema de saúde.

Pessoas obesas ou que desejam emagrecer não devem usar levotiroxina com o propósito de emagrecimento, visto que praticamente não há efeito sobre o peso nessas situações e a pessoa ainda fica sujeita aos efeitos adversos desse hormônio, que podem ser graves a depender da dosagem.

Fui ao endocrinologista por causa do meu aumento de peso...
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, a fluoxetina e a sertralina, outro antidepressivo, podem contribuir com a redução da compulsão alimentar e da ansiedade, que podem ser um fator que leva ao ganho de peso, portanto, o seu uso é recomendado para o tratamento da obesidade em algumas situações. Embora a fluoxetina seja um medicamento antidepressivo o seu uso não se restringe somente a depressão.

É importante seguir as orientações médicas e fazer o uso da medicação corretamente, caso apresente efeitos adversos importantes deve procurar o seu médico para ele avaliar a dosagem da medicação ou modificar o plano terapêutico.

Fluoxetina no tratamento da obesidade

A fluoxetina e a sertralina atuam diminuindo o apetite, algumas pesquisas já demonstraram esse efeito. No entanto, o efeito sobre cada pessoa na redução de peso é variável, algumas pessoas conseguem emagrecer, enquanto outras não.

Geralmente, a perda de peso máximo ocorre entre 6 a 9 meses de uso da medicação, portanto, o efeito não é imediato. Também se recomenda que o plano alimentar e a realização de atividade física se mantenham durante o tratamento com o antidepressivo, só assim é possível que a perda de peso seja sustentável no decorrer do tempo. Isto porque, é muito comum as pessoas voltarem a ganhar peso após pararem de tomar o medicamento.

A fluoxetina também pode ser prescrita em situações em que a pessoa com obesidade também sofre de depressão, de compulsão alimentar ou apresenta outros transtornos ansiosos associados.

Fluoxetina e bulimia nervosa

Uma outra recomendação da fluoxetina é no tratamento da bulimia nervosa. As pessoas com bulimia nervosa não necessariamente são obesas, mas podem ter o comportamento de comer compulsivamente e depois provocar vômito, com o propósito de não absorver os nutrientes alimentares.

Consulte o seu médico para esclarecer mais dúvidas sobre o uso da fluoxetina no tratamento da obesidade.

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Quais os efeitos colaterais da fluoxetina?

Tive uma lesão na coluna por pegar excesso de peso...
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
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Clínica médica e Neurologia

Dores na coluna relacionadas a excesso de peso, podem ser originadas de contratura musculares, desalinhamento da coluna, hérnia de disco, artrose, entre outras.

Deve procurar em neurocirurgião ou ortopedista, de preferência especialista em coluna.

Dores musculares

A má postura e esforço muscular podem levar a contraturas e dores musculares de forte intensidade. A contratura localizada na coluna cervical é conhecida por torcicolo Na coluna lombar, lombalgia..

O tratamento indicado para dor devido a contraturas são o repouso absoluto e medicamentos analgésicos e relaxante muscular.

Desalinhamento da coluna

As doenças da coluna, como escoliose, cifose, lordose e as listeses, são alterações ósseas e ou articulares, que causam desalinhamento, e com isso esforço muscular aumentado. O esforço muscular leva ao quadro de dor que pode irradiar para outros locais no corpo, como braços, pernas, nádegas ou sola do pé, dependendo da área acometida.

Nos casos de desalinhamento, o tratamento de repostura e fisioterapia intensificada, costumam ser eficazes e suficientes para a cura. A não ser que haja algum problema degenerativo, como a hérnia de disco, com indicação cirúrgica.

Por isso, antes de iniciar qualquer tratamento, mesmo que alternativo, é preciso antes descartar outras causas. O médico saberá orientar caso a caso.

Hérnia de disco

A hérnia de disco é um dos casos que pode vezes tem indicação cirúrgica para cura completa. Trata-se de uma extrusão de parte ou todo o disco gelatinoso, que se encontra entre duas vértebras. O disco é o amortecedor das vértebras da coluna, porém quando essa estrutura é deslocada, e sua capsula rompida, o único tratamento definitivo é mesmo a cirurgia com ressecção dessa estrutura.

Artrose

A artrose é uma doença degenerativa, sem tratamento definitivo. Nesses casos o mais indicado é manter um peso ideal para sua altura, reduzindo a sobrecarga na coluna, além de manter atividade física regular, com o objetivo de fortalecimento da musculatura paravertebral.

Saiba mais em: Qual é a diferença entre artrite e artrose?

Cabe ao médico especialista em coluna, neurocirurgião ou ortopedista, avaliar o seu caso, e sugerir as possibilidade para resolução definitiva desse problema.

Leia também: Dor na coluna, o que pode ser?

Perder peso muito rápido faz mal?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. Perder peso muito rápido pode fazer mal, porque quanto mais rápido é o emagrecimento, maior é a perda de massa muscular, de vitaminas e outros nutrientes, o que não é bom nem recomendável. A não ser que seja feita uma dieta baseada em acompanhamento médico e/ou com nutricionista.

Dietas muito restritivas, que emagrecem rápido, fazem o corpo queimar músculos para obter energia. O resultado é uma perda de peso significativa em pouco tempo, mas boa parte dela é devida à massa muscular que foi consumida pelo próprio organismo.

Isso é prejudicial por, pelo menos, duas razões:

  1. Perder músculo prejudica a capacidade do corpo de queimar calorias e dificulta a manutenção do peso: Os músculos são fundamentais para acelerar o metabolismo, ou seja, quanto mais massa muscular a pessoa tiver, mais calorias ela irá queimar;
  2. Degradação de órgãos: Casos mais severos de emagrecimento rápido e exagerado fazem com que o corpo passe a consumir não só a proteína dos músculos, como também de órgãos como fígado, coração e rins.

Além da perda de massa muscular, emagrecer rápido pode baixar os níveis de cálcio e potássio na circulação sanguínea, o que pode causar:

  • Falta de cálcio:

    • Cãibras;
    • Aumento da pressão arterial;
    • Depressão;
    • Irritabilidade;
    • Ansiedade,
    • Unhas fracas;
    • Cáries;
  • Falta de potássio:
    • Fraqueza;
    • Cãibras;
    • Náuseas e vômitos;
    • Aumento do açúcar no sangue;
    • Parada respiratória.

Perder peso muito rápido só é recomendado em casos específicos, quando há necessidade de emagrecer para realização de uma cirurgia, por exemplo.

Perder peso muito rápido sem intenção, o que pode ser?

Várias doenças e condições podem provocar emagrecimento. Algumas delas:

  • Câncer;
  • Depressão;
  • Diabetes;
  • Hipertireoidismo;
  • Tabagismo;
  • Infecções;
  • Distúrbios alimentares (Anorexia, bulimia);
  • Diarreia de longa duração;
  • Medicamentos, como anfetaminas, quimioterápicos, laxantes e remédios para a tireoide;
  • Uso de drogas ilícitas;
  • Úlceras na boca, aparelhos dentários, perda de dentes ou qualquer outra situação que impeça a pessoa de comer normalmente.

Para emagrecer de forma saudável, deve-se seguir um plano alimentar indicado por um médico endocrinologista, nutrólogo ou por um nutricionista, se possível acompanhado por exercícios físicos.

Em caso de perda de peso sem motivo aparente, consulte um médico clínico geral ou médico de família.