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Plaquetas Altas

O que é ritalina e para que serve?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Ritalina (cloridrato de metilfenidato) é um medicamento estimulante do sistema nervoso central, usado no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). A Ritalina também serve para tratar narcolepsia, um distúrbio do sono que se caracteriza pela sonolência excessiva durante o dia, mesmo que a pessoa tenha dormido bem à noite.

A Ritalina aumenta a atividade de determinadas áreas do cérebro que são pouco ativas, promovendo um aumento no nível de atenção e a concentração, além de diminuir o comportamento impulsivo. Na narcolepsia, a Ritalina atua aliviando o sono ao longo do dia.

O mecanismo de ação da Ritalina é o mesmo das anfetaminas e outros estimulantes, ou seja, aumenta a concentração e reaproveitamento de neurotransmissores, como a dopamina e a norepinefrina no cérebro.

O que é Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)?

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um distúrbio comportamental observado em crianças e adolescentes. Esse transtorno, que afeta cerca de 3% das crianças, deixa as crianças inquietas, com dificuldade de se concentrar numa atividade durante um determinado período de tempo.

Crianças com TDAH beneficiam do tratamento com Ritalina, já que o transtorno causa dificuldades no aprendizado e nas atividades da escola, além de tornar o comportamento dessas crianças inconveniente em alguns momentos, causando prejuízo no convívio social. 

Além da Ritalina, o tratamento do TDAH deverá incluir psicoterapia e acompanhamento especial aos níveis educacionais e sociais.

Como tomar Ritalina?

A Ritalina deve ser tomada uma ou duas vezes ao dia, de preferência junto com as refeições. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros com 1 copo de água. 

Crianças

Normalmente, as doses iniciais são baixas, e vão aumentando gradualmente, desde que não ultrapasse 60 mg por dia. 

Adultos

Em geral, a dose de Ritalina para adultos varia entre 20 e 30 mg por dia. Para tratar a narcolepsia, a dose diária máxima é de 60 mg, enquanto que no tratamento do TDAH, a dose máxima é de 80 mg por dia.

Um dos efeitos colaterais da Ritalina é a insônia. Por isso, para evitar que a medicação dificulte o sono, recomenda-se que o último comprimido seja tomado antes das 6 horas da tarde.

Contudo, é importante frisar que as doses devem sempre ser prescritas e ajustadas pelo médico. 

Ritalina pode ser usada durante a gravidez e amamentação?

O uso de Ritalina durante a gravidez é contraindicado, exceto por prescrição médica em casos específicos. Durante a amamentação, o medicamento deve ser suspenso ou a mulher não deve amamentar, pois a Ritalina pode chegar ao leite materno. 

Quais são os efeitos colaterais da Ritalina?

Os efeitos colaterais mais comuns da Ritalina incluem nervosismo, insônia, perda de apetite, dor abdominal, náusea, vômito, dor de garganta, coriza e boca seca.

Efeitos colaterais muito comuns

Os efeitos colaterais da Ritalina considerados muito comuns ocorrem em mais de 10% das pessoas que tomam o medicamento. Tais reações incluem dor de garganta, corrimento nasal, perda de apetite, nervosismo, agitação, insônia, náusea e boca seca.

Efeitos colaterais comuns

Os efeitos colaterais comuns são observados em 1 a 10% dos casos. Dentre esses efeitos adversos estão: angústia excessiva, agitação, distúrbios do sono, inquietação, tremores, dor de cabeça, tonturas, sonolência, dor de estômago, dor de dente, tremores, aumento da pressão arterial, alteração dos batimentos cardíacos, tosse, vômitos, má digestão, dor de dente, urticária, nervosismo, febre, queda de cabelo, aumento da transpiração, dores articulares e emagrecimento.

Efeitos colaterais raros e muito raros

Os efeitos colaterais raros da Ritalina só ocorrem em 0,01 a 0,1% das pessoas que tomam a medicação. Nesses casos, o paciente pode apresentar retardo do crescimento (crianças) e visão turva.

Já os efeitos adversos considerados muito raros só são observados em 0,01% dos casos. Dentre essas reações estão: anemia, redução do número de plaquetas no sangue, tristeza, fala descontrolada, movimentos descontrolados, alterações nas funções do fígado e cãibras.

Cabe ao médico neuropediatra, neurologista ou psiquiatra avaliar o risco-benefício do uso da Ritalina, sendo o uso do medicamento sem receita médica proibido e contraindicado.

Uma gripe pode fazer descer o nível de plaquetas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, uma gripe pode baixar o nível de plaquetas no sangue. Doenças virais, como gripe, dengue, AIDS, hepatite C, febre amarela, entre outras, são causas comuns de plaquetas baixas (plaquetopenia) em adultos.

Porém, apesar das plaquetas poderem estar baixas na gripe, elas não ficam tão baixas como na dengue, por exemplo, em que a queda dos níveis de plaqueta é muito mais acentuada, e pode provocar sintomas como sangramentos ou hemorragias.

As plaquetas são as células do sangue responsáveis pela coagulação sanguínea. Se a contagem de plaquetas estiver muito baixa existe o risco de sangramento.

Diferentes doenças podem levar a plaquetopenia como púrpura trombocitopênica trombótica, púrpura trombocitopênica idiopática, vasculites, síndrome hemolítico-urêmica, aplasia de medula, entre outras, a realização de quimioterapia também pode baixar os níves de plaquetas.

Alguns fármacos também podem causar diminuição das plaquetas como os diuréticos tiazídicos, fármacos mielossupressores, anticonvulsivantes, heparina, entre outros.

Leia mais sobre o assunto em: Quais as causas de plaquetas baixas?

Esses sangramentos podem ser simples e ocorrer apenas no nariz e na gengiva, ou graves, sendo visíveis na urina, fezes e vômito, podendo levar à morte.

Casos de plaquetas baixas devem ser avaliados por um médico hematologista.

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Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O tratamento é assim mesmo corticoides e quando não responde o há o retorno frequente da baixa nas plaquetas deve-se realmente fazer a esplenectomia. Existe a possibilidade de se fazer o corticoide por via injetável em pulsos de altas doses (pode funcionar em alguns pacientes).

O que é trombocitose e quais as causas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A trombocitose, ou elevação no número de plaquetas, pode ter várias causas:

  • Fisiológicas (não denotam doenças): exercício, trabalho de parto, uso de epinefrina, após hemorragia;
  • Infecciosas e/ou inflamatórias: retocolite ulcerativa, poliarterite nodosa, artrite reumatóide, sarcoidose, cirrose hepática;
  • Distúrbios do baço: após esplenectomia (retirada cirúrgica do baço), atrofia ou agenesia do baço, trombose da veia esplênica;
  • Neoplasias: carcinomas, linfomas;
  • Doenças hematológicas: síndromes mieloproliferativas, trombocitose familiar, anemia ferropriva (por deficiência de ferro), anemias crônicas, hemofilia, mieloma múltiplo;
  • Miscelânea: após procedimentos cirúrgicos e traumas, doenças renais, síndrome de Cushing e uso de medicamentos (epinefrina, isotretinoína, vincristina).

A elevação das plaquetas pode ser discreta (quando não está muito acima do valor de referência), que provavelmente denota condição benigna, ou extrema, quando o número de plaquetas está muito aumentado, que pode significar doença hematológica.

Nas crianças (trombocitose infantil), as causas mais comuns são infecções, após cirurgias, anemia, hiperplasia adrenal congênita e exposição a drogas, como a metadona. A maioria dos casos é benigna e de resolução sem necessidade de tratamento específico.

Plaquetas altas podem não causar sintomas ou podem ocorrer náuseas, vômitos, perda de noção espacial (labirintite) e formigamento nas extremidades.

A avaliação da causa da trombocitose e se será necessário tratamento deverá ser feita pelo médico hematologista.

O que é leishmaniose?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Leishmaniose é uma doença infecciosa provocada por parasitas do gênero Leishmania, presentes em todos os continentes, com exceção da Austrália e Antártica, tendo já sido identificadas mais de 20 espécies.

A transmissão da doença se dá através da picada de um inseto, o flebótomo do gênero Lutzomyia, conhecido popularmente como mosquito palha, tatuquira, birigui, cangalhinha, asa branca, asa dura e palhinha.

O mosquito transmite a leishmania após ter picado um animal infectado, normalmente animais silvestres, embora já há descrição de cães domésticos infectados. Não existe transmissão de pessoa para pessoa. 

Após a picada do mosquito, o protozoário é inoculado no corpo, onde pode se reproduzir localmente ou espalhar-se pelo organismo. A leishmaniose pode se manifestar de diversas formas, pormenorizadas abaixo:

  • Leishmaniose tegumentar ou forma cutânea: É geralmente causada pela espécie Leishmania amazonensis e Leishmania braziliensis. Caracteriza-se pela presença de uma úlcera que não provoca dor, nas áreas expostas do corpo, com forma arredondada ou ovalada, de tamanho variável (de milímetros a alguns centímetros) e bordas elevadas. O período de incubação (tempo decorrido entre a picada do inseto e o aparecimento de sintomas) é em torno de 2 a 3 meses, mas pode variar de 2 semanas a dois anos. Pode haver mais de uma lesão em simultâneo (até 20 lesões) e geralmente há boa resposta ao tratamento. Em apenas 2% dos casos, pode ocorrer a forma disseminada, caracterizada pelo aparecimento de múltiplas lesões papulosas e acneiformes (semelhantes a espinhas), envolvendo várias partes do corpo, inclusive a face e o tronco, podendo chegar a centenas. Pode ocorrer febre, dor muscular, mal-estar geral e perda de peso. Apesar de mais extensa, é uma forma que apresenta boa resposta ao tratamento. Há alguns pacientes que são infectados pela Leishmania amazonensis e são incapazes de gerar resposta imunológica. Nestes pacientes, ocorre a chamada leishmaniose cutânea difusa, em que ocorrem lesões nodulares ou em placas, cobrindo grandes extensões do corpo, frequentemente associadas a deformidades e que respondem mal ao tratamento.
  • Leishmaniose mucosa ou cutâneo-mucosa: corresponde a aproximadamente 3 a 5% dos casos de leishmaniose tegumentar. Caracteriza-se por resposta imune exacerbada e ineficaz, com destruição tecidual dos locais onde está a infecção e má resposta ao tratamento. Atinge as mucosas das vias aéreas superiores (nariz, boca) e não provoca dor. Em geral, surge após cicatrização de uma lesão cutânea, pela disseminação do parasito pelo sangue ou pelos vasos linfáticos. No entanto, pode ocorrer mesmo sem evidência de lesão cutânea anterior ou concomitantemente a uma lesão cutânea à distância.
  • Leishmaniose visceral: forma crônica caracterizada pelo acometimento sistêmico (dos órgãos internos) pela Leishmania chagasi. O período de incubação vai de 2 a 6 meses. A infecção pode ser com quase ou nenhum sintoma , de moderada a grave, levando o paciente à morte. Casos sintomáticos iniciais apresentam, anemia, esplenomegalia (aumento do baço), hepatomegalia (aumento do fígado) e febre. Sem um diagnóstico e tratamento adequado, a doença evolui e pode ocorrer significativa perda de peso, comprometimento do fígado e dos rins, febre contínua e diminuição do número de plaquetas e leucócitos, levando a hemorragia, infecções bacterianas e óbito.

O diagnóstico das formas cutâneas se baseia nas características clínicas da lesão e no antecedente epidemiológico do paciente. É sempre recomendada a realização de biópsia da lesão para confirmação diagnóstica, embora seja difícil encontrar leishmanias na lesão.

No caso da forma visceral, devem ser coletadas amostras de sangue, medula óssea, fígado, baço ou linfonodos para pesquisa do parasita. Também pode ser realizado a intradermoreação de Montenegro, que é um teste realizado com injeção intradérmica de antígenos (proteínas) de leishmania.

No caso do paciente já ter entrado em contato com o parasita (está infectado ou já esteve), surge uma reação inflamatória no local da injeção. Pode ser positivo após tratamento bem sucedido e negativo na forma cutânea difusa, uma vez que depende da resposta imunológica do indivíduo. Nos casos de acometimento visceral, o teste é negativo, tornando-se positivo somente após a cura clínica.

Outra opção que auxilia o diagnóstico é a sorologia, que detecta os anticorpos anti-Leishmania circulantes no sangue de pessoas que já entraram em contato com o parasito. Não dá diagnóstico de infecção atual e não tem valor na ausência de sintomas clínicos compatíveis com leishmaniose.

Se você apresentar sintomas como os citados acima e, principalmente, se morar em área endêmica para leishmaniose, deverá procurar um dermatologista ou infectologista.

Mononucleose tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Mononucleose tem cura. Contudo, não existe um tratamento ou medicamento específico para tratar a doença. A medicação usada, como analgésicos e anti-inflamatórios, visa apenas controlar os sintomas, como febre, dores, náuseas, amigdalites, faringites, entre outros. Em duas semanas o quadro resolve-se espontaneamente, com a cura completa do paciente.

O tratamento da mononucleose infecciosa também inclui repouso e hidratação. Devido ao risco de ruptura do baço, recomenda-se evitar exercícios físicos durante pelo menos 4 semanas.

Também não há uma vacina capaz de prevenir a mononucleose. Contudo, pessoas que já tiveram mononucleose ficam imunes à doença até ao fim da vida.

Apesar de não ser fatal, a mononucleose infecciosa pode gerar complicações como anemia hemolítica, meningite, inflamação no cérebro (encefalite), ruptura do baço, infecção crônica pelo vírus Epstein-Barr, causador da doença, entre outras.

Em alguns casos, o tratamento da mononucleose pode incluir o uso de medicamentos corticoides para diminuir o inchaço das amígdalas que podem obstruir a respiração, bem como para tratar casos de anemia hemolítica e diminuição do número de plaquetas.

A mononucleose é uma doença infecciosa causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV). A sua transmissão ocorre através da saliva, daí a doença também ser conhecida como "doença do beijo".

A doença evolui lentamente e o seu diagnóstico é difícil. A demora em identificar a infecção pode trazer graves consequências à pessoa, já que o vírus pode afetar o sangue, o baço, o fígado, o sistema nervoso central, entre outros órgãos.

O tratamento da mononucleose é da responsabilidade do médico infectologista.

Saiba mais em: O que é mononucleose e quais os sintomas?

Quais os sintomas da trombocitose e qual o tratamento?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Trombocitose, ou plaquetas altas, pode não causar sintomas ou podem ocorrer náuseas, vômitos, perda de noção espacial (labirintite) e formigamento nas extremidades.

Muitas vezes não requer tratamento e é temporária. Em alguns casos, especialmente se o número de plaquetas for superior a 1.000.000/mm3, pode ser necessário o uso de ácido acetil salicílico, pelo risco de trombose, e hidroxiureia, um agente citorredutor (que diminui a contagem das células do sangue).

Não há evidência de que seja necessário evitar ou preferir alimentos ou que a prática de outras modalidades de tratamento seja benéfica.

A avaliação da causa da trombocitose e se há necessidade de tratamento deverá ser feita pelo médico hematologista.

Tive Síndrome Hellp, quanto tempo esperar para engravidar? Pode acontecer novamente?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não existe um tempo estipulado para engravidar de novo. Na verdade você poderá sim engravidar de novo após avaliação detalhada e conversa com seu/sua médico/a assistente, pois vários fatores deverão fazer parte desta decisão.

A Síndrome HELLP é uma doença grave, hipertensiva que ocorre durante a gravidez, citada entre as três principais causas de mortalidade materno-fetal no Brasil. Caracterizada pela presença de hipertensão arterial severa associada a hemólise (destruição de precoce de hemácias), alterações hepáticas, com aumento das enzimas hepáticas (TGO e TGP), e plaquetopenia (plaquetas abaixo de 100.000 por mm³).

Portanto, a próxima gestação deverá ser planejada com cautela e com devidas orientações para evitar que ocorra novamente, existe sim o risco de recorrência. 

Primeiro é importante que seja feita uma avaliação criteriosa para descartar outras causas de hipertensão no seu organismo, com coleta de exames de sangue e de imagem, a critério da equipe médica.

Depois será necessário algum tempo, pelo menos entre seis meses a um ano, para: Ajustar doses de medicamentos anti-hipertensivos; Estabilizar sua pressão arterial; Mudança de hábitos alimentares e atividade física para preparar o organismo para próxima gestação e Acompanhar melhora completa do quadro clínico e alterações hepáticas, ou seja, a normalização de enzimas hepáticas, hemácias e plaquetas.

Por fim, determinar qual melhor opção e período que deverá repensar para próxima gestação.

O/A médico/a ginecologista/obstetra é o/a médico/a responsável nesses casos e deverá fazer o acompanhamento e orientações necessárias.

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