Plaquetas Altas

Guia de Especialidades Médicas
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

A partir dessa lista os pacientes terão uma noção de qual especialidade médica devem procurar. No guia constam as principais especialidades que são atualmente reconhecidas no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina. As especialidades médicas estão dispostas em ordem alfabética e apresentam uma explicação geral sobre a área de atuação de cada especialidade médica.

Acupuntura: ramo da Medicina tradicional chinesa que se utiliza de pontos de energia presentes sobre a superfície corporal para o tratamento das mais diversas enfermidades, mobiliza-se esses pontos energéticos com o uso de agulhas. Muito utilizada no tratamento da dor crônica.

Alergologia e Imunologia: diagnóstico e tratamento das doenças alérgicas e do sistema imunológico.

Anestesiologia: estudo da dor e anestesia.

Angiologia: é a área da medicina que estuda o tratamento das doenças do aparelho circulatório, tratamento das veias e artérias.

Cancerologia ou Oncologia: é a especialidade que estuda os tumores malignos ou câncer.

Cardiologia: estudo das doenças relacionadas com o coração.

Cirurgia Cardiovascular: Tratamento cirúrgico de doenças do coração.

Cirurgia da Mão: tratamento cirúrgico de doenças das mãos.

Cirurgia de Cabeça e Pescoço: tratamento cirúrgico de doenças da cabeça e do pescoço.

Cirurgia do Aparelho Digestivo: atua na cirurgia dos órgãos do aparelho digestivo, como o esôfago, estômago, intestinos, fígado e vias biliares, e pâncreas.

Cirurgia Geral: é a área que engloba todas as áreas cirúrgicas. Pode ser dividida nas várias sub-especialidades.

Cirurgia Pediátrica: Cirurgia geral em crianças.

Cirurgia Plástica: tratamento para correção das deformidades, má formação ou lesões que comprometem funções dos órgãos através de cirurgia de caráter reparador. Cirurgias estéticas.

Cirurgia Torácica: atua na cirurgia que envolva a caixa torácica, principalmente cirurgia dos pulmões.

Cirurgia Vascular: tratamento das veias e artérias, através de cirurgia.

Clínica Médica ou Medicina Interna: é a área que engloba todas as áreas não cirúrgicas, sendo subdividida em várias outras especialidades.

Coloproctologia ou Proctologia: é a parte da medicina que estuda e trata os problemas do intestino grosso (cólon), sigmóide e doenças do reto, canal anal e ânus.

Dermatologia: é o estudo da pele, anexos da pele e suas doenças.

Endocrinologia e Metabologia: é o tratamento das glândulas e disfunções dos hormônios.

Endoscopia: diagnóstico médico através da endoscopia.

Cirurgia Abdominal: tratamento cirúrgico das doenças relacionadas com o abdômen.

Gastroenterologia: é o tratamento do aparelho digestivo.

Genética médica: é o estudo dos genes e de seu papel na herança das características paternais e maternais pela prole. A grande questão da genética nos dias de hoje e da medicina em geral são as células tronco e a clonagem humana.

Geriatria: é o estudo das doenças do idoso.

Ginecologia e Obstetrícia: é o estudo do sistema reprodutor feminino. E acompanhamento e tratamento na gestação e parto.

Hematologia e Hemoterapia: é o estudo dos elementos figurados (células) do sangue (hemácias, leucócitos, plaquetas) e da produção desses elementos nos órgãos hematopoiéticos (medula óssea, baço, linfonódos). Doenças: Anemias.

Homeopatia: é a prática médica baseada na Lei dos Semelhantes. Utiliza-se de remédios homeopáticos para o tratamento das mais diversas doenças e enfermidades.

Infectologia: estudo das causas e tratamentos de infecções (causadas por vírus, bactérias e fungos).

Mastologia: tratamento de doenças da mama.

Medicina de Família e Comunidade: é a área da medicina que se propõe a estudar o indivíduo enquanto ser inserido num contexto familiar e comunitário, nomeadamente integrado na sua família. Procura entender como este indivíduo se relaciona com os grupos sociais e estuda as doenças que o acometem através deste prisma. Trabalha preferencialmente com atividades de prevenção, mas também de uma Medicina de abordagem geral. Idealmente consegue resolver a vasta maioria das doenças de alta prevalência, seu principal objeto.

Medicina do Trabalho: trata das doenças causadas pelo trabalho ou com este relacionadas.

Medicina do Tráfego: manutenção do bem estar físico, psíquico e social do ser humano que se desloca, qualquer que seja o meio que propicie a sua mobilidade, cuidando também das interações deste deslocamento e dos mecanismos que o propiciam com o homem.

Medicina Esportiva: trata da abordagem do atleta de uma forma global, suas áreas estendem-se desde a fisiologia do exercício à prevenção de lesões, passando pelo controlo de treino e resolução de todo e qualquer problema de saúde que envolva o praticante de desporto ou simplesmente, exercício físico.

Medicina Física e Reabilitação: diagnóstico e terapêutica de diferentes entidades tais como doenças traumáticas, do sistema nervoso central e periférico, orto-traumatológica, cardio-respiratória.

Medicina Intensiva: é o ramo da medicina que se ocupa dos cuidados dos doentes graves ou instáveis, que emprega maior número de recursos tecnológicos e humanos no tratamento de doenças ou complicações de doenças, congregando conhecimento da maioria das especialidades médicas e outras áreas de saúde.

Medicina Legal (ou medicina forense): é a especialidade que aplica os conhecimentos médicos aos interesses da Justiça, na elaboração de leis e na adequada caracterização dos fenômenos biológicos que possam interessar às autoridades no sentido da aplicação das leis. Assim a Medicina Legal caracteriza a lesão corporal, a morte (sua causa, o momento em que ocorreu, que agente a produziu), a embriaguez pelo álcool ou pelas demais drogas, a violência sexual de qualquer natureza, etc.

Medicina Nuclear: é o estudo imagem ou terapia pelo uso de radiofármacos.

Medicina Preventiva e Social: se dedica à prevenção da doença ao invés de seu tratamento.

Nefrologia: é a parte da medicina que estuda e trata clinicamente as doenças do rim.

Neurocirurgia: atua no tratamento de doenças do sistema nervoso central e periférico passíveis de abordagem cirúrgica.

Neurologia: é a parte da medicina que estuda e trata o sistema nervoso.

Nutrologia: diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças do comportamento alimentar.

Oftalmologia: é a parte da medicina que estuda e trata os distúrbios dos olhos.

Ortopedia e Traumatologia: é a parte da medicina que estuda e trata as doenças do sistema locomotor e as fraturas.

Otorrinolaringologia: é a parte da medicina que estuda e trata as doenças da ouvido, nariz, garganta, seios paranasais, faringe e laringe.

Patologia: (derivado do grego pathos, sofrimento, doença, e logia, ciência, estudo) é o estudo das doenças em geral sob aspectos determinados. Ela envolve tanto a ciência básica quanto a prática.

Pediatria: é a parte da medicina que estuda e trata o ser em desenvolvimento, as crianças.

Neonatologia: é o ramo da Pediatria que estuda e cuida dos recém-nascidos, do nascimento até os 28 dias de idade. É um ramo da pediatria.

Pneumologia: é a parte da medicina que estuda e trata o sistema respiratório.

Psiquiatria: é a parte da medicina que previne e trata ao transtornos mentais emocionais e comportamentais. Doenças: Depressão.

Radiologia e Diagnóstico por Imagem: realização e interpretação de exames de imagem como raio-X, ultrassonografia, doppler colorido, tomografia computadorizada, ressonância Magnética, entre outros.

Radioterapia: Tratamento empregado em doenças várias, com o uso de raio X ou outra forma de energia radiante.

Reumatologia: é a especialidade médica que trata das doenças do tecido conjuntivo, articulações e doenças auto-imunes. Diferente do senso comum o Reumatologista não trata somente "reumatismo".

Urologia: é a parte da medicina que estuda e trata cirurgicamente e clinicamente os problemas do sistema urinário e do sistema reprodutor masculino.

Endoscopia: como é feita e qual é o preparo?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A endoscopia digestiva alta é feita com um aparelho chamado endoscópio. O aparelho consiste de um tubo flexível com cerca de 1 metro de comprimento e 1 cm de diâmetro. Na sua extremidade está instalada uma micro câmera que transmite imagens para um monitor e permite ao médico visualizar o interior do tubo digestivo.

Como é o preparo para a endoscopia?

O preparo para a endoscopia é orientado por cada serviço com seus pormenores, no entanto, em geral as orientações são:

  • Jejum de pelo menos 8 horas, alguns serviços estipulam 12 horas, inclusive de água;
  • Suspensão de medicamentos como anti-inflamatórios, antiagregantes plaquetários e anticoagulantes 7 dias antes;
  • Evitar consumo de bebida alcoólica 24 horas antes;
  • Levar um acompanhante;
  • Comunicar qualquer tipo de alergia que possua. 
Como é feita a endoscopia?

No exame, a pessoa fica deitada de lado, sobre o lado esquerdo do corpo, e são então aplicados os sedativos e os analgésicos diretamente na veia. Um bocal de plástico é colocado entre os dentes do paciente e um cateter de oxigênio é instalado no nariz.

Endoscopia

Em seguida, o médico introduz o endoscópio no tubo digestivo através do bocal, na boca, e as imagens internas começam a ser transmitidas pela câmera. O tempo de duração da endoscopia varia entre 5 e 30 minutos. A duração do exame depende também da necessidade de realizar outros procedimentos, como uma biópsia, por exemplo.

Endoscópio

A biópsia, quando realizada durante a endoscopia, também é feita com o auxílio do endoscópio. O procedimento consiste na coleta de uma amostra de tecido que depois é analisada ao microscópio. As amostras podem ser colhidas do esôfago, do estômago ou da porção inicial do intestino.

A endoscopia não provoca dor, pois são aplicados anestésicos na garganta. Muitas vezes o procedimento é feito sob sedação. Se o paciente preferir, a endoscopia pode ser feita sem sedação. Caso o exame seja feito em crianças, o procedimento é realizado sob anestesia geral.

Como é a recuperação após a endoscopia?

Após a endoscopia, o paciente permanece na sala de recuperação, em repouso, durante 10 a 30 minutos. Pode ter a sensação de garganta "adormecida", o que é normal. Se a pessoa recebeu oxigênio complementar durante o exame, podem ocorrer espirros e congestão nasal.

Não é permitido dirigir após ser submetido ao exame de endoscopia e a alimentação deve ser de preferência leve. Em caso de mal-estar, náusea, vômitos ou sangramento, o paciente deve entrar em contato com o médico ou o setor de endoscopia do hospital, imediatamente.

A endoscopia digestiva alta é um exame que permite visualizar e tratar doenças do esôfago, estômago e porção inicial do intestino. O médico responsável pelo exame é o gastroenterologista.

Furosemida: para que serve, como tomar e quais os efeitos colaterais?

A furosemida serve para tratar pressão alta leve e moderada, além de inchaço causado por problemas cardíacos, hepáticos, renais e provocado por queimaduras. A furosemida tem propriedades diurética e anti-hipertensiva, daí ser indicada no tratamento da hipertensão arterial e diversos tipos de edemas (inchaço).

Como tomar furosemida?

Os comprimidos de furosemida devem ser tomados com 1 copo de água e com o estômago vazio. Recomenda-se tomar a dose diária de furosemida de uma só vez e num horário que não interfira com outras tarefas, já que a vontade de urinar depois de tomar o medicamento ocorre rapidamente.

Para adultos, a dose inicial de furosemida geralmente é de 20 mg a 80 mg por dia. Depois, a dose diária de manutenção passa a ser de 20 mg a 40 mg por dia.

Para crianças, a dose indicada de furosemida é de 2 mg por kg, até uma dose máxima de 40 mg por dia.

Vale lembrar que a dose diária máxima de furosemida depende da resposta de cada um ao medicamento. O tempo de duração do tratamento é estipulado pelo médico.

Quais são as contraindicações da furosemida?

A furosemida está contraindicada nas seguintes condições: alergia à furosemida, sulfonamidas ou a algum componente da fórmula do medicamento, insuficiência renal com interrupção da eliminação de urina, pré-coma e coma causados por falência hepática, queda acentuada dos níveis de potássio ou sódio no sangue, desidratação ou redução do volume de líquido na circulação sanguínea.

Furosemida na gravidez e amamentação

A furosemida atravessa a placenta e chega à circulação do bebê. Por isso, o seu uso não é indicado na gravidez, exceto quando realmente for necessário e por pouco tempo. Grávidas que tomam furosemida devem controlar periodicamente o crescimento do bebê.

Durante a amamentação, a mulher só deve tomar furosemida se for mesmo necessário, já que o medicamento chega ao leite materno e interrompe a lactação. Por isso, recomenda-se interromper a amamentação enquanto se estiver tomando furosemida.

Quais os efeitos colaterais da furosemida? Efeitos colaterais muito comuns (ocorrem em mais de 10% dos casos)
  • Alteração dos níveis de eletrólitos
  • Desidratação;
  • Redução da quantidade de líquido nos vasos sanguíneos;
  • Aumento nos níveis de creatinina e triglicerídeos no sangue;
  • Diminuição da pressão arterial;
  • Hipotensão ortostática (queda acentuada da pressão arterial ao ficar em pé).
Efeitos colaterais comuns (ocorrem em 1% a 10% dos casos)
  • Redução dos níveis de sódio, cloreto e potássio no sangue;
  • Elevação dos níveis de colesterol e ácido úrico no sangue;
  • Crises de gota;
  • Aumento do volume de urina;
  • Encefalopatia hepática;
  • Alterações no na circulação sanguínea e linfática;
  • Hemoconcentração.
Efeitos colaterais incomuns (ocorrem em 0,1% a 1% dos casos)
  • Diminuição da tolerância à glicose, o que levar a um quadro de diabetes;
  • Náuseas;
  • Alterações transitórias na audição, surdez;
  • Coceira, urticária, rash cutâneo;
  • Dermatite bolhosa, eritema multiforme;
  • Dermatite esfoliativa;
  • Púrpura;
  • Aumento da sensibilidade da pele à luz;
  • Redução do número de plaquetas do sangue.
Efeitos colaterais raros (ocorrem em 0,1% a 1% dos casos)
  • Inflamação nos rins;
  • Vasculite (inflamação de algum vaso sanguíneo);
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Febre;
  • Diminuição do número de glóbulos brancos no sangue;
  • Eosinofilia;
  • Choque anafilático (reação alérgica grave e aguda que pode levar a óbito);
  • Colapsos circulatórios;
  • Ardência, formigamento ou coceira sem razão aparente.
Efeitos colaterais muito raros (ocorrem em menos de 0,01% dos casos)
  • Pancreatite aguda (inflamação no pâncreas);
  • Interrupção ou dificuldade de excretar a bile;
  • Aumento das enzimas transaminases, encontradas no fígado;
  • Zumbido no ouvido;
  • Queda acentuada do número de glóbulos brancos no sangue;
  • Anemia aplástica (produção insuficiente de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas pela medula óssea);
  • Anemia hemolítica (diminuição do número de glóbulos vermelhos do sangue).

O uso de furosemida só deve ser feito sob orientação médica. A presença de qualquer efeito colateral deve ser reportada ao médico que receitou o medicamento.

Uma gripe pode fazer descer o nível de plaquetas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, uma gripe pode baixar o nível de plaquetas no sangue. Doenças virais, como gripe, dengue, AIDS, hepatite C, febre amarela, entre outras, são causas comuns de plaquetas baixas (plaquetopenia) em adultos.

Porém, apesar das plaquetas poderem estar baixas na gripe, elas não ficam tão baixas como na dengue, por exemplo, em que a queda dos níveis de plaqueta é muito mais acentuada, e pode provocar sintomas como sangramentos ou hemorragias.

As plaquetas são as células do sangue responsáveis pela coagulação sanguínea. Se a contagem de plaquetas estiver muito baixa existe o risco de sangramento.

Diferentes doenças podem levar a plaquetopenia como púrpura trombocitopênica trombótica, púrpura trombocitopênica idiopática, vasculites, síndrome hemolítico-urêmica, aplasia de medula, entre outras, a realização de quimioterapia também pode baixar os níves de plaquetas.

Alguns fármacos também podem causar diminuição das plaquetas como os diuréticos tiazídicos, fármacos mielossupressores, anticonvulsivantes, heparina, entre outros.

Leia mais sobre o assunto em: Quais as causas de plaquetas baixas?

Esses sangramentos podem ser simples e ocorrer apenas no nariz e na gengiva, ou graves, sendo visíveis na urina, fezes e vômito, podendo levar à morte.

Casos de plaquetas baixas devem ser avaliados por um médico hematologista.

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O que fazer em caso de plaquetas baixas?

Diabético pode doar sangue?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Algumas pessoas com diabetes podem, sim, doar sangue. Se a pessoa estiver controlando apenas com alimentação e/ou hipoglicemiantes orais (medicamentos) e não apresente alterações vasculares, poderá doar (desde que cumpra todos os outros critérios para doação).

Entretanto, caso ela seja insulino-dependente ou tenha utilizado insulina uma única vez, não poderá doar. Esses pacientes têm alterações cardiovasculares importantes e, como consequência, durante ou logo após a doação de sangue, podem manifestar alguma reação que piore seu estado de saúde. É uma maneira de proteger o doador, já que não oferece risco à pessoa que vai receber o sangue.

Doar sangue é uma atitude louvável - todos aqueles que podem doar deveriam fazê-lo. É possível doar até 4 vezes ao ano, e cada doação pode salvar vidas ou ajudar até 30 pessoas. Veja quais são as restrições para saber se você pode doar ou não:

Requisitos básicos:

  • Estar em boas condições de saúde;
  • Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos, clique para ver documentos necessários e formulário de autorização);
  • Pesar no mínimo 50 kg;
  • Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas);
  • Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação);
  • Apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social).

Impedimentos temporários:

  • Resfriado, gripe, diarreia ou conjuntivite: esperar 7 dias após desaparer os sintomas;
  • Gravidez: 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana;
  • Amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses);
  • Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação;
  • Hipo ou hipertensão no momento da doação;
  • Anemia detectada no teste anterior à doação;
  • Aumento ou diminuição importante dos batimentos cardíacos no momento da doação;
  • Febre no momento da doação;
  • Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins são estados onde há alta prevalência de malária. Quem esteve nesses estados deve aguardar 12 meses;
  • Restrição por 48 horas: caso tenha recebido vacina preparada com vírus ou bactérias mortos, toxoide ou recombinantes. Ex.: cólera, poliomielite (Salk), difteria, tétano, febre tifoide (injetável), meningite, coqueluche, pneumococo, gripe;
  • Restrição por 2 semanas: após o término do tratamento de infecções bacterianas (como por exemplo amigdalite), após a cura de rubéola e erisipela;
  • Restrição por três semanas: após a cura de caxumba ou varicela (catapora);
  • Restrição por quatro semanas: caso tenha recebido vacina de vírus ou bactérias vivos ou atenuados. Ex.: poliomielite oral, febre tifoide oral, caxumba, febre amarela, sarampo, BCG, rubéola, varicela (catapora), varíola. Além disso, se recebeu soro antitetânico e após a cura de dengue;
  • Restrição por três meses: se foi submetido a apendicectomia, hemorroidectomia, hernioplastia, ressecção de varizes ou amigdalectomia.
  • Restrição por seis meses a um ano: se submeteu-se a alguma cirurgia de grande porte como colecistectomia, histerectomia, tireoidectomia, colectomia, esplenectomia pós trauma, nefrectomia. Além disso, após a cura de toxoplasmose comprovada laboratorialmente ou após qualquer exame endoscópico (endoscopia digestiva alta, colonoscopia, rinoscopia etc) - se com biópsia, é necessário avaliação do resultado da mesma;
  • Restrição por um ano: se recebeu uma transfusão de sangue, plasma, plaquetas ou hemoderivados, enxerto de pele ou de osso; se sofreu acidente se contaminando com sangue de outra pessoa; se teve acidente com agulha já utilizada por outra pessoa; se teve contato sexual com pessoa que seja profissional do sexo, usuário de drogas endovenosas, que tenha recebido transfusão de sangue ou com HIV/hepatite nos últimos 12 meses; se mora na mesma casa de uma pessoa que tenha hepatite, se fez tatuagem ou piercing (se feito em local sem condições de avaliar a antissepsia: esperar 12 meses após realização; com material descartável e realizado em local adequado: esperar 6 meses após a realização; se efetuado na mucosa oral ou genital: enquanto estiver com o piercing está inapto, tornando-se apto 12 meses depois da retirada do mesmo). Se teve sífilis ou gonorreia e se foi detido por mais de 24 horas.
  • Restrição de 5 anos: após cura de tuberculose pulmonar.

Impedimentos definitivos:

  • Hepatite após os 11 anos de idade;
  • Diabético insulino-dependente;
  • Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue: Hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas;
  • Doenças auto-imunes como Tireoidite de Hashimoto ou Lupus;
  • Uso de determinados medicamentos (consulte ao doar);
  • Uso de drogas ilícitas injetáveis;
  • Malária;
  • Recebeu enxerto de dura-máter;
  • Teve algum tipo de câncer, incluindo leucemia;
  • Tem graves problemas no pulmão, coração, rins ou fígado;
  • Tem problema de coagulação de sangue; 
  • Teve tuberculose extra-pulmonar.
  • Já teve elefantíase, hanseníase, calazar (leishmaniose visceral), brucelose;
  • Tem alguma doença que gere inimputabilidade jurídica;
  • Foi submetido a gastrectomia total, pneumectomia, esplenectomia não decorrente de trauma, transplante de órgãos ou de medula.
  • Hepatite após completar 11 anos: Recusa permanente; Hepatite B ou C depois ou ou antes dos 10 anos de idade: Recusa definitiva; Hepatite causada por Medicamento: apto depois de curado e avaliado clinicamente; Hepatite viral (A): após os 11 anos de idade, se trouxer o exame do diagnóstico da doença, será avaliado pelo médico da triagem;

Intervalos para doação:

  • Homens - 60 dias (4 doações nos últimos 12 meses, nomáximo);
  • Mulheres - 90 dias (3 doações nos últimos 12 meses, no máximo).
O que é ritalina e para que serve?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Ritalina (cloridrato de metilfenidato) é um medicamento estimulante do sistema nervoso central, usado no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). A Ritalina também serve para tratar narcolepsia, um distúrbio do sono que se caracteriza pela sonolência excessiva durante o dia, mesmo que a pessoa tenha dormido bem à noite.

A Ritalina aumenta a atividade de determinadas áreas do cérebro que são pouco ativas, promovendo um aumento no nível de atenção e a concentração, além de diminuir o comportamento impulsivo. Na narcolepsia, a Ritalina atua aliviando o sono ao longo do dia.

O mecanismo de ação da Ritalina é o mesmo das anfetaminas e outros estimulantes, ou seja, aumenta a concentração e reaproveitamento de neurotransmissores, como a dopamina e a norepinefrina no cérebro.

O que é Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)?

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um distúrbio comportamental observado em crianças e adolescentes. Esse transtorno, que afeta cerca de 3% das crianças, deixa as crianças inquietas, com dificuldade de se concentrar numa atividade durante um determinado período de tempo.

Crianças com TDAH beneficiam do tratamento com Ritalina, já que o transtorno causa dificuldades no aprendizado e nas atividades da escola, além de tornar o comportamento dessas crianças inconveniente em alguns momentos, causando prejuízo no convívio social. 

Além da Ritalina, o tratamento do TDAH deverá incluir psicoterapia e acompanhamento especial aos níveis educacionais e sociais.

Como tomar Ritalina?

A Ritalina deve ser tomada uma ou duas vezes ao dia, de preferência junto com as refeições. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros com 1 copo de água. 

Crianças

Normalmente, as doses iniciais são baixas, e vão aumentando gradualmente, desde que não ultrapasse 60 mg por dia. 

Adultos

Em geral, a dose de Ritalina para adultos varia entre 20 e 30 mg por dia. Para tratar a narcolepsia, a dose diária máxima é de 60 mg, enquanto que no tratamento do TDAH, a dose máxima é de 80 mg por dia.

Um dos efeitos colaterais da Ritalina é a insônia. Por isso, para evitar que a medicação dificulte o sono, recomenda-se que o último comprimido seja tomado antes das 6 horas da tarde.

Contudo, é importante frisar que as doses devem sempre ser prescritas e ajustadas pelo médico. 

Ritalina pode ser usada durante a gravidez e amamentação?

O uso de Ritalina durante a gravidez é contraindicado, exceto por prescrição médica em casos específicos. Durante a amamentação, o medicamento deve ser suspenso ou a mulher não deve amamentar, pois a Ritalina pode chegar ao leite materno. 

Quais são os efeitos colaterais da Ritalina?

Os efeitos colaterais mais comuns da Ritalina incluem nervosismo, insônia, perda de apetite, dor abdominal, náusea, vômito, dor de garganta, coriza e boca seca.

Efeitos colaterais muito comuns

Os efeitos colaterais da Ritalina considerados muito comuns ocorrem em mais de 10% das pessoas que tomam o medicamento. Tais reações incluem dor de garganta, corrimento nasal, perda de apetite, nervosismo, agitação, insônia, náusea e boca seca.

Efeitos colaterais comuns

Os efeitos colaterais comuns são observados em 1 a 10% dos casos. Dentre esses efeitos adversos estão: angústia excessiva, agitação, distúrbios do sono, inquietação, tremores, dor de cabeça, tonturas, sonolência, dor de estômago, dor de dente, tremores, aumento da pressão arterial, alteração dos batimentos cardíacos, tosse, vômitos, má digestão, dor de dente, urticária, nervosismo, febre, queda de cabelo, aumento da transpiração, dores articulares e emagrecimento.

Efeitos colaterais raros e muito raros

Os efeitos colaterais raros da Ritalina só ocorrem em 0,01 a 0,1% das pessoas que tomam a medicação. Nesses casos, o paciente pode apresentar retardo do crescimento (crianças) e visão turva.

Já os efeitos adversos considerados muito raros só são observados em 0,01% dos casos. Dentre essas reações estão: anemia, redução do número de plaquetas no sangue, tristeza, fala descontrolada, movimentos descontrolados, alterações nas funções do fígado e cãibras.

Cabe ao médico neuropediatra, neurologista ou psiquiatra avaliar o risco-benefício do uso da Ritalina, sendo o uso do medicamento sem receita médica proibido e contraindicado.

O que é trombocitose e quais as causas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A trombocitose, ou elevação no número de plaquetas, pode ter várias causas:

  • Fisiológicas (não denotam doenças): exercício, trabalho de parto, uso de epinefrina, após hemorragia;
  • Infecciosas e/ou inflamatórias: retocolite ulcerativa, poliarterite nodosa, artrite reumatóide, sarcoidose, cirrose hepática;
  • Distúrbios do baço: após esplenectomia (retirada cirúrgica do baço), atrofia ou agenesia do baço, trombose da veia esplênica;
  • Neoplasias: carcinomas, linfomas;
  • Doenças hematológicas: síndromes mieloproliferativas, trombocitose familiar, anemia ferropriva (por deficiência de ferro), anemias crônicas, hemofilia, mieloma múltiplo;
  • Miscelânea: após procedimentos cirúrgicos e traumas, doenças renais, síndrome de Cushing e uso de medicamentos (epinefrina, isotretinoína, vincristina).

A elevação das plaquetas pode ser discreta (quando não está muito acima do valor de referência), que provavelmente denota condição benigna, ou extrema, quando o número de plaquetas está muito aumentado, que pode significar doença hematológica.

Nas crianças (trombocitose infantil), as causas mais comuns são infecções, após cirurgias, anemia, hiperplasia adrenal congênita e exposição a drogas, como a metadona. A maioria dos casos é benigna e de resolução sem necessidade de tratamento específico.

Plaquetas altas podem não causar sintomas ou podem ocorrer náuseas, vômitos, perda de noção espacial (labirintite) e formigamento nas extremidades.

A avaliação da causa da trombocitose e se será necessário tratamento deverá ser feita pelo médico hematologista.

O que é mononucleose infecciosa (doença do beijo) e quais os sintomas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Mononucleose infecciosa é uma doença infectocontagiosa causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), transmitido através da saliva, motivo pelo qual é também conhecida como "doença do beijo". O seu modo de transmissão explica também porque a mononucleose acomete sobretudo pessoas dos 15 aos 25 anos de idade.

O vírus provoca diversas alterações no corpo, as principais se referem ao aumento dos gânglios linfáticos e faringite dolorosa com formação de placas purulentas nas amígdalas. Menos comumente também pode atingir o baço, o fígado e raramente também pode acometer o sistema nervoso.

Quais são os sintomas da mononucleose?

A mononucleose pode ser assintomática. Quando presentes, os sinais e sintomas começam a se manifestar entre a 4ª e a 8ª semana depois do contágio, podendo incluir: febre alta, cansaço, náuseas, tosse, presença de nódulos no pescoço, dores musculares e articulares, dor de cabeça, aumento de tamanho do fígado e do baço, erupções vermelhas na pele, faringites e amigdalites.

A mononucleose costuma passar despercebida quando adquirida na infância, já que menos de 10% das crianças infectadas apresentam sintomas.

É importante a diferenciação da mononucleose-doença da síndrome da mononucleose, que é causada por outros micro-organismos e doenças, porém leva a sintomas muito similares. Entre as causas de síndrome da mononucleose incluem-se o HIV, citomegalovírus, linfomas e toxoplasmose.

Mononucleose na gravidez é perigoso?

A mononucleose não costuma causar maiores problemas quando adquirida durante a gravidez. Não existem evidências quanto ao aumento do risco de má formação fetal, aborto ou parto prematuro.

Como é feito o diagnóstico da mononucleose?

O diagnóstico da mononucleose é realizado mediante o quadro clínico e confirmado através de análises de sangue. O hemograma costuma revelar aumento de leucócitos, aumento de enzimas hepáticas, se houver hepatomegalia, e a sorologia apresenta anticorpos IgM, que confirma o diagnóstico.

Qual é o tratamento para mononucleose?

Não existe um tratamento específico para a mononucleose infecciosa. Os medicamentos usados visam apenas controlar os sintomas, como febre, dores, náuseas, amigdalites e faringites. Geralmente, a mononucleose resolve-se espontaneamente em poucas semanas.

Há casos de mononucleose em que o tratamento pode incluir o uso de corticoides para reduzir o inchaço das amígdalas, que pode atrapalhar a respiração. O uso desses medicamentos também é indicado no tratamento da anemia hemolítica e redução dos níveis de plaquetas.

Pessoas que apresentam aumento de tamanho do baço devem permanecer em repouso devido ao risco de ruptura do baço. A atividade física nesses casos deve ser evitada por pelo menos 4 semanas.

Existe alguma vacina contra mononucleose?

Não existe vacina contra a mononucleose. Porém, quem adquire a doença fica imune até ao fim da vida.

Quais as possíveis complicações da mononucleose causar?

Embora a mononucleose não seja fatal, a doença pode causar complicações como anemia hemolítica, meningite, inflamação no cérebro (encefalite), ruptura do baço, infecção crônica pelo vírus Epstein-Barr, entre outras.

As complicações da mononucleose são raras.

Na presença de sintomas de mononucleose, consulte um médico clínico geral ou médico de família.

Mononucleose tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Mononucleose tem cura. Contudo, não existe um tratamento ou medicamento específico para tratar a doença. A medicação usada, como analgésicos e anti-inflamatórios, visa apenas controlar os sintomas, como febre, dores, náuseas, amigdalites, faringites, entre outros. Em duas semanas o quadro resolve-se espontaneamente, com a cura completa do paciente.

O tratamento da mononucleose infecciosa também inclui repouso e hidratação. Devido ao risco de ruptura do baço, recomenda-se evitar exercícios físicos durante pelo menos 4 semanas.

Também não há uma vacina capaz de prevenir a mononucleose. Contudo, pessoas que já tiveram mononucleose ficam imunes à doença até ao fim da vida.

Apesar de não ser fatal, a mononucleose infecciosa pode gerar complicações como anemia hemolítica, meningite, inflamação no cérebro (encefalite), ruptura do baço, infecção crônica pelo vírus Epstein-Barr, causador da doença, entre outras.

Em alguns casos, o tratamento da mononucleose pode incluir o uso de medicamentos corticoides para diminuir o inchaço das amígdalas que podem obstruir a respiração, bem como para tratar casos de anemia hemolítica e diminuição do número de plaquetas.

A mononucleose é uma doença infecciosa causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV). A sua transmissão ocorre através da saliva, daí a doença também ser conhecida como "doença do beijo".

A doença evolui lentamente e o seu diagnóstico é difícil. A demora em identificar a infecção pode trazer graves consequências à pessoa, já que o vírus pode afetar o sangue, o baço, o fígado, o sistema nervoso central, entre outros órgãos.

O tratamento da mononucleose é da responsabilidade do médico infectologista.

Saiba mais em: O que é mononucleose e quais os sintomas?

O que é leishmaniose?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Leishmaniose é uma doença infecciosa provocada por parasitas do gênero Leishmania, presentes em todos os continentes, com exceção da Austrália e Antártica, tendo já sido identificadas mais de 20 espécies.

A transmissão da doença se dá através da picada de um inseto, o flebótomo do gênero Lutzomyia, conhecido popularmente como mosquito palha, tatuquira, birigui, cangalhinha, asa branca, asa dura e palhinha.

O mosquito transmite a leishmania após ter picado um animal infectado, normalmente animais silvestres, embora já há descrição de cães domésticos infectados. Não existe transmissão de pessoa para pessoa. 

Após a picada do mosquito, o protozoário é inoculado no corpo, onde pode se reproduzir localmente ou espalhar-se pelo organismo. A leishmaniose pode se manifestar de diversas formas, pormenorizadas abaixo:

  • Leishmaniose tegumentar ou forma cutânea: É geralmente causada pela espécie Leishmania amazonensis e Leishmania braziliensis. Caracteriza-se pela presença de uma úlcera que não provoca dor, nas áreas expostas do corpo, com forma arredondada ou ovalada, de tamanho variável (de milímetros a alguns centímetros) e bordas elevadas. O período de incubação (tempo decorrido entre a picada do inseto e o aparecimento de sintomas) é em torno de 2 a 3 meses, mas pode variar de 2 semanas a dois anos. Pode haver mais de uma lesão em simultâneo (até 20 lesões) e geralmente há boa resposta ao tratamento. Em apenas 2% dos casos, pode ocorrer a forma disseminada, caracterizada pelo aparecimento de múltiplas lesões papulosas e acneiformes (semelhantes a espinhas), envolvendo várias partes do corpo, inclusive a face e o tronco, podendo chegar a centenas. Pode ocorrer febre, dor muscular, mal-estar geral e perda de peso. Apesar de mais extensa, é uma forma que apresenta boa resposta ao tratamento. Há alguns pacientes que são infectados pela Leishmania amazonensis e são incapazes de gerar resposta imunológica. Nestes pacientes, ocorre a chamada leishmaniose cutânea difusa, em que ocorrem lesões nodulares ou em placas, cobrindo grandes extensões do corpo, frequentemente associadas a deformidades e que respondem mal ao tratamento.
  • Leishmaniose mucosa ou cutâneo-mucosa: corresponde a aproximadamente 3 a 5% dos casos de leishmaniose tegumentar. Caracteriza-se por resposta imune exacerbada e ineficaz, com destruição tecidual dos locais onde está a infecção e má resposta ao tratamento. Atinge as mucosas das vias aéreas superiores (nariz, boca) e não provoca dor. Em geral, surge após cicatrização de uma lesão cutânea, pela disseminação do parasito pelo sangue ou pelos vasos linfáticos. No entanto, pode ocorrer mesmo sem evidência de lesão cutânea anterior ou concomitantemente a uma lesão cutânea à distância.
  • Leishmaniose visceral: forma crônica caracterizada pelo acometimento sistêmico (dos órgãos internos) pela Leishmania chagasi. O período de incubação vai de 2 a 6 meses. A infecção pode ser com quase ou nenhum sintoma , de moderada a grave, levando o paciente à morte. Casos sintomáticos iniciais apresentam, anemia, esplenomegalia (aumento do baço), hepatomegalia (aumento do fígado) e febre. Sem um diagnóstico e tratamento adequado, a doença evolui e pode ocorrer significativa perda de peso, comprometimento do fígado e dos rins, febre contínua e diminuição do número de plaquetas e leucócitos, levando a hemorragia, infecções bacterianas e óbito.

O diagnóstico das formas cutâneas se baseia nas características clínicas da lesão e no antecedente epidemiológico do paciente. É sempre recomendada a realização de biópsia da lesão para confirmação diagnóstica, embora seja difícil encontrar leishmanias na lesão.

No caso da forma visceral, devem ser coletadas amostras de sangue, medula óssea, fígado, baço ou linfonodos para pesquisa do parasita. Também pode ser realizado a intradermoreação de Montenegro, que é um teste realizado com injeção intradérmica de antígenos (proteínas) de leishmania.

No caso do paciente já ter entrado em contato com o parasita (está infectado ou já esteve), surge uma reação inflamatória no local da injeção. Pode ser positivo após tratamento bem sucedido e negativo na forma cutânea difusa, uma vez que depende da resposta imunológica do indivíduo. Nos casos de acometimento visceral, o teste é negativo, tornando-se positivo somente após a cura clínica.

Outra opção que auxilia o diagnóstico é a sorologia, que detecta os anticorpos anti-Leishmania circulantes no sangue de pessoas que já entraram em contato com o parasito. Não dá diagnóstico de infecção atual e não tem valor na ausência de sintomas clínicos compatíveis com leishmaniose.

Se você apresentar sintomas como os citados acima e, principalmente, se morar em área endêmica para leishmaniose, deverá procurar um dermatologista ou infectologista.

Quais os sintomas da trombocitose e qual o tratamento?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Trombocitose, ou plaquetas altas, pode não causar sintomas ou podem ocorrer náuseas, vômitos, perda de noção espacial (labirintite) e formigamento nas extremidades.

Muitas vezes não requer tratamento e é temporária. Em alguns casos, especialmente se o número de plaquetas for superior a 1.000.000/mm3, pode ser necessário o uso de ácido acetil salicílico, pelo risco de trombose, e hidroxiureia, um agente citorredutor (que diminui a contagem das células do sangue).

Não há evidência de que seja necessário evitar ou preferir alimentos ou que a prática de outras modalidades de tratamento seja benéfica.

A avaliação da causa da trombocitose e se há necessidade de tratamento deverá ser feita pelo médico hematologista.

Tive Síndrome Hellp, quanto tempo esperar para engravidar? Pode acontecer novamente?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não existe um tempo estipulado para engravidar de novo. Na verdade você poderá sim engravidar de novo após avaliação detalhada e conversa com seu/sua médico/a assistente, pois vários fatores deverão fazer parte desta decisão.

A Síndrome HELLP é uma doença grave, hipertensiva que ocorre durante a gravidez, citada entre as três principais causas de mortalidade materno-fetal no Brasil. Caracterizada pela presença de hipertensão arterial severa associada a hemólise (destruição de precoce de hemácias), alterações hepáticas, com aumento das enzimas hepáticas (TGO e TGP), e plaquetopenia (plaquetas abaixo de 100.000 por mm³).

Portanto, a próxima gestação deverá ser planejada com cautela e com devidas orientações para evitar que ocorra novamente, existe sim o risco de recorrência. 

Primeiro é importante que seja feita uma avaliação criteriosa para descartar outras causas de hipertensão no seu organismo, com coleta de exames de sangue e de imagem, a critério da equipe médica.

Depois será necessário algum tempo, pelo menos entre seis meses a um ano, para: Ajustar doses de medicamentos anti-hipertensivos; Estabilizar sua pressão arterial; Mudança de hábitos alimentares e atividade física para preparar o organismo para próxima gestação e Acompanhar melhora completa do quadro clínico e alterações hepáticas, ou seja, a normalização de enzimas hepáticas, hemácias e plaquetas.

Por fim, determinar qual melhor opção e período que deverá repensar para próxima gestação.

O/A médico/a ginecologista/obstetra é o/a médico/a responsável nesses casos e deverá fazer o acompanhamento e orientações necessárias.

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