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Pomada Vaginal

Meu ginecologista receitou creme vaginal para corrimento...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Corrimento desse tipo pode ocorrer sem que signifique nada de importante, não é sintoma de gravidez, o mais importante é que você foi ao médico e está fazendo o tratamento que precisa fazer. Pode ser da própria infecção ou um restinho da menstruação ou efeito do próprio creme mesmo, somente se preocupe se o corrimento não desaparecer.

Irritação na vagina tipo assadura com coceira e sangramento: o que é?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Irritação na vagina, tipo assadura, com coceira e sangramento é muito comum nas infecções vaginais tipo vaginose bacteriana ou infecção por fungo (como a candidíase).

No caso da candidíase, outro sintoma comumente observado é a presença de corrimento vaginal esbranquiçado ou amarelado. Os sintomas geralmente pioram antes da menstruação e melhoram no início do período.

A candidíase é bastante comum e não é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST), embora o fungo causador da doença possa ser disseminado através do contato oral-genital.

O fungo causador da candidíase, a cândida, está naturalmente presente no canal vaginal, juntamente com várias outras bactérias. Os lactobacilos (um tipo de bactéria) contrabalanceiam a proliferação dos fungos no interior da vagina. Quando há um desequilíbrio na proliferação de cândida, temos um quadro de candidíase vaginal.

Alguns dos principais fatores de risco para candidíase:

  • Uso de antibiótico;
  • Gravidez;
  • Diabetes mellitus descontrolada;
  • Obesidade;
  • Uso de glicocorticoides e imunossupressores;
  • Uso de roupas de lycra e mal ventiladas;
  • Doenças autoimunes ou imunidade alterada;
  • Uso de ducha ou sabonete íntimo diário.

O tratamento da candidíase vaginal pode incluir:

  • Aplicação única ou aplicações diárias de cremes antifúngicos, supositórios ou óvulos;
  • Uso de antibióticos orais.

Outra situação em que pode haver irritação na vagina, parecida com uma assadura, com coceira e sangramento, é na vaginose bacteriana, sendo esta a principal causa de corrimento vaginal em mulheres na idade reprodutiva.

A vaginose caracteriza-se por um crescimento anormal de bactérias anaeróbias como Gardnerella vaginalis, Mobiluncus, entre outras, associado a uma diminuição de lactobacilos da flora vaginal normal.

Relações sexuais frequentes, uso de duchas vaginais ou período pré-menstrual favorecem a alteração da flora bacteriana vaginal, podendo desencadear a vaginose.

A vaginose bacteriana também não é considerada uma DST, embora a sua ocorrência seja maior em mulheres com número elevado de parceiros sexuais, sendo rara naquelas sexualmente inativas.

O tratamento da vaginose bacteriana inclui:

  • Uso de pomada ou creme vaginal;
  • Medicamentos antibióticos orais.

Para um diagnóstico e tratamento adequado, a mulher deve consultar o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral.

Corrimento faz a menstruação atrasar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A presença de corrimento não atrasa a menstruação. A vagina é uma região úmida e que ao longo do ciclo menstrual libera secreções fisiológicas que são próprias da flora vaginal. Na presença de infecções, baixa da imunidade, estresse ou doenças sexualmente transmissíveis, pode haver corrimento com outras características e, em alguns casos, há necessidade de tratamento medicamentoso com pomada/creme vaginal e/ou antibióticos.

O atraso menstrual pode ser justificado por outras causas como gravidez; síndrome dos ovários policísticos, uso contínuo de anticoncepcionais hormonais, ansiedade e estresse, uso de algumas medicações, problemas na tireoide, erro de cálculo do ciclo menstrual, etc. O atraso menstrual acima de 15 dias precisa ser investigado.

Caso esteja com corrimento diferente do habitual associado ao atraso menstrual, procure um serviço de saúde para uma consulta.

O que significa atrofia com inflamação no resultado do preventivo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Atrofia com inflamação no resultado do preventivo indica que há alterações benignas nas células do colo do útero. É um resultado de papanicolau considerado normal para mulheres na menopausa.

A atrofia inflamatória apenas requer atenção se estiver associada a sintomas como secura vaginal, corrimento ou dor durante a relação sexual.

Qual a causa da atrofia com inflamação no útero?

A causa da atrofia está relacionada com a ausência de menstruação. Trata-se de um processo fisiológico normal que ocorre após a menopausa.

Como os ovários não estão mais ativos, nenhum óvulo amadurece e os hormônios ovarianos (estrogênio e progesterona) deixam de ser produzidos. Como resultado, os órgãos reprodutores atrofiam e diminuem de tamanho.

Porém, a presença de inflamação no resultado do preventivo já não é um processo fisiológico natural (normal), mas sim uma alteração celular benigna, que pode ter as seguintes causas:

  • Ação de agentes físicos (radioativos, mecânicos, térmicos);
  • Ação de agentes químicos (medicamentos abrasivos ou cáusticos, quimioterápicos);
  • Acidez vaginal.
Qual é o tratamento para atrofia com inflamação no útero?

O tratamento da atrofia com inflamação no colo do útero é feito através da aplicação de pomada de estrogênio ou creme de estriol.

Os medicamentos devem ser usados de preferência à noite por um período de 1 a 3 meses. As aplicações podem ser feitas de duas formas:

  • Durante 3 semanas, com intervalo de 7 dias, ou;
  • Duas vezes por semana, sempre nos mesmos dias.

O/a médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral poderá explicar o resultado do preventivo e indicar os tratamentos, quando necessários.

Também pode lhe interessar: O que significa lactobacillus sp no preventivo?

HPV tem cura e quando pode levar ao câncer do útero?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O HPV (papilomavírus humano) tem cura e pode levar ao câncer do colo do útero quando há contato com os tipos de maior risco.

A maioria dos cânceres de colo uterino, inclusive, são causados pelo HPV (99%). Os tipos de vírus são divididos em baixo-risco (HPVs tipo 6, 11, 40, 42, 43, 44, 54, 61, 70, 72, 81, e CP6108), encontrados geralmente em pacientes com verrugas genitais, e de alto risco (16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66, 68, 73 e 82), sendo os tipos 16 e 18 relacionados com aproximadamente 70% dos casos de câncer cervical invasivo e mais de 90% das lesões intraepiteliais graves.

O HPV pode provocar a formação de verrugas na pele, e nas regiões oral (lábios, boca, cordas vocais, etc.), anal, genital e da uretra. As lesões genitais podem ser de alto risco (precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer do colo do útero e do pênis) ou de baixo risco (não relacionadas ao aparecimento de câncer).

A transmissão do HPV se dá por via sexual, usualmente, mesmo com o uso de preservativos, sem a necessidade de penetração (com a masturbação ou o contato genital externo já pode ocorrer), mas existe também a possibilidade de transmissão vertical (da mãe para o feto), de auto-inoculação e de inoculação através de objetos contaminados com o HPV, que pode sobreviver mais tempo no ambiente externo do que o vírus do HIV, por exemplo, mas esta última forma de transmissão é controversa.

Leia também: Quem deve tomar a vacina contra HPV?

O diagnóstico é feito mais facilmente em homens (lesões geralmente visíveis na pele e órgãos sexuais). Em alguns casos deve ser feita uma anuscopia (geralmente em casos de relações sexuais anais) para observação das lesões. Nas mulheres, porém, além das lesões em pele, vulva e ânus, podem ocorrer em todo o trato genital até alcançarem o colo do útero, portanto o diagnóstico só é possível através da colpocitologia oncótica, colposcopia ou anuscopia. Também podem ser realizados exames de biologia molecular (hibridização in situ, PCR e captura híbrida).

Veja também: O que é o exame de captura híbrida?

Os sintomas podem ser inexistentes ou o surgimento de verrugas com aspecto de couve-flor na pele e/ou mucosas. Se as alterações forem discretas, serão detectadas apenas em exames específicos. Se forem graves, pode ocorrer invasão de tecidos vizinhos com o surgimento de um tumor maligno como o câncer do colo uterino e do pênis.

Saiba mais em: HPV: o que é e como se transmite?

Tratamento:

São diversos tipos, com o objetivo principal de eliminar as lesões condilomatosas. Não há evidências que estes tratamentos eliminem ou alterem o curso natural da infecção pelo HPV. Mesmo sem tratamento, as lesões podem desaparecer, ficarem inalteradas ou aumentarem de tamanho e número. Vários fatores devem ser levados em consideração: tamanho, número e local das lesões, opções do paciente, recursos disponíveis e experiência do profissional. São os seguintes:

  • Podofilina 15% em solução alcoólica;
  • Ácido tricloroacético (ATA) 70% a 90% em solução aquosa;
  • Podofilotoxina 0,15% creme;
  • Imiquimod 5% creme;
  • Eletrocauterização (ou eletrocoagulação / eletrofulguração);
  • Criocauterização (ou crioterapia / criocoagulação)
  • Vaporização a laser;
  • Exérese cirúrgica;
  • CAF (cirurgia de alta frequência).

Recomendações:

  • É preciso destacar que... O HPV pode ser transmitido na prática de sexo oral;
  • Informe seu parceiro (a) se o resultado do seu exame para HPV for positivo - ambos precisarão de tratamento;
  • O parto normal (vaginal) não é indicado para gestantes portadoras do HPV com lesões ativas;

Em caso de suspeita de HPV, um médico clínico geral, dermatologista, urologista (homens) ou ginecologista (mulheres) deve ser consultado para avaliação e tratamento adequado, caso a caso. Nunca faça tratamentos por conta própria, sem antes consultar um médico. O exame colpocitopatológico (Papanicolaou) deve ser realizado em mulheres de 25 a 60 anos de idade (ou mais jovens, que já tenham tido atividade sexual antes de 25 anos), uma vez ao ano. Após dois exames anuais negativos, pode ser feito a cada três anos.

Leia também: Quais os sintomas de câncer no colo do útero?

Tive relação e senti um incomodo e ardência durante e ...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode ser um traumatismo na vagina que ocorreu durante a relação (pode melhorar com o passar dos dias) ou uma inflamação vaginal (pode piorar com o passar dos dias), um creme vaginal pode resolver, o problema é que precisa consultar um médico para obter a receita do mais adequado para seu caso.

Preventivo e o diagnóstico é de gardnerella/mobilungus?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O resultado do seu preventivo significa que você tem uma infecção por um germe com esse "nome estranho", não é grave, só precisa ir ao médico para fazer o tratamento que pode ser com uso de creme vaginal ou comprimidos.

Existe algum tratamento para quem tem útero baixo?

Sim, existe tratamento para útero baixo (prolapso uterino). As opções de tratamento variam de acordo com o grau do prolapso e vão desde exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico à cirurgia, passando ainda por eletroterapia, pessários e medicamentos.

Mulheres com útero baixo que não apresentam sintomas ou que têm sintomas muito leves, podem nem precisar de tratamento, mas devem ter alguns cuidados para não piorar o quadro, como:

  • Perder peso;
  • Evitar levantar pesos;
  • Parar de fumar;
  • Combater a prisão de ventre.

Quando o prolapso uterino afeta a qualidade de vida da mulher, o único tratamento eficaz e definitivo para o problema é a cirurgia.

No entanto, existem outros tratamentos para útero baixo que podem evitar um agravamento do prolapso e melhorar a condição da mulher. Esses são indicados para os casos em que os sintomas são leves ou quando a mulher prefere adiar ou evitar a cirurgia. São eles:

  • Exercícios de Kegel: São contrações voluntárias dos músculos do assoalho pélvico que visam fortalecer essa musculatura, dando maior sustentação ao útero;
  • Pessário: Trata-se de um dispositivo inserido através da vagina que recoloca o útero no seu lugar anatômico, atuando como um suporte da região pélvica;
  • Fisioterapia:
    • Estimulação elétrica: Aplica-se uma corrente elétrica de baixa voltagem nos músculos do assoalho pélvico através da vagina. A corrente provoca uma contração dos músculos, fortalecendo a musculatura;
    • Biofeedback: É feito com um sensor que avalia as contrações musculares enquanto a mulher executa os exercícios pélvicos, indicando se os exercícios estão atuando nos músculos que se pretende fortalecer;
  • Medicamentos: Os estrogênios de aplicação local em forma de creme podem não prevenir o prolapso uterino ou o risco de agravamento, mas melhoram os sintomas e exercem um papel positivo no pós-operatório.
Como é o tratamento cirúrgico para útero baixo?

A cirurgia de correção para prolapso uterino pode ser feita pela via vaginal ou abdominal. Na maioria dos casos, os resultados são melhores quando se utiliza uma prótese rede que reforça os tecidos, criando novos ligamentos e agindo como uma plataforma para o crescimento do tecido novo.

O período de internamento é bastante curto e varia entre 2 e 3 dias, dependo do procedimento.

Para evitar um novo prolapso, é importante tomar as medidas já citadas, como perder peso, evitar pegar peso, parar de fumar e combater o intestino preso.

Porém, já se sabe que uma mulher jovem submetida a uma cirurgia de correção de útero baixo terá maiores chances de fazer outras operações para prolapsos.

Isso porque os tecidos de sustentação do útero estavam e continuam danificados, mas a cirurgia dá mais segurança para a mulher ter uma vida mais ativa e com mais esforços, o que potencializa as chances de novos prolapsos.

O ginecologista deverá avaliar o grau do prolapso uterino e indicar a forma de tratamento mais adequada.

Qual o tratamento para vaginose?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A vaginose é tratada com medicações em comprimidos ou em creme vaginal.

É importante realizar o tratamento completo com a dosagem prescrita pelo médico mesmo que os sintomas já tenham desaparecido. Tomar todo o medicamento pode evitar o reaparecimento da doença.

Nesse caso específico, o parceiro sexual da paciente não precisa ser tratado.

O ginecologista, clínico geral ou médico de família poderão indicar o melhor tratamento para cada mulher.

Síndrome de Sjögren: o que é, quais os sintomas e qual é o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Síndrome de Sjögren é uma doença inflamatória crônica autoimune caracterizada pela diminuição da função das glândulas salivares e lacrimal.

Os principais sintomas da Síndrome de Sjögren são olhos ressecados e boca seca. Em geral, a pessoa poderá sentir que os olhos estão ressecados e com sensação de queimação ou que há areia nos olhos. Além disso, os olhos podem ficar avermelhados, lacrimejantes e com a visão embaçada.

Essa síndrome pode afetar outros órgãos causando:

  • Pele seca e coceira na pele;
  • Dor muscular e nas articulações;
  • Cansaço;
  • Problemas urinários como dor ao urinar, aumento da frequência urinária, urgência urinária e micção noturna;
  • Secura vaginal e por vezes dor durante o ato sexual.

O tratamento da Síndrome de Sjögren é feito a depender dos sintomas apresentados pela pessoa. Isso poderá incluir:

  • Colírio ou pomada ocular;
  • Anti-inflamatório;
  • Bálsamo labial;
  • Lubrificante vaginal;
  • Corticoide;
  • Imunomoduladores.

O diagnóstico inicial pode ser feito pelo/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família.

Posso transar com camisinha fazendo o uso do creme vaginal?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Não. Enquanto estiver em tratamento para infecções vaginais não deve ter relações sexuais.