Pomada Vaginal

HPV tem cura e quando pode levar ao câncer do útero?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O HPV (papilomavírus humano) pode ter cura, porque em algumas pessoas o sistema imunológico consegue combater e eliminar completamente o vírus, o que ocorre mais frequentemente em pessoas jovens e com imunidade íntegra. Além disso, muitos indivíduos infectados com HPV não manifestam sintomas. Porém, não existe uma cura definitiva para o HPV, uma vez que não há medicamentos ou tratamentos capazes de eliminar o vírus por completo.

Quando a infecção persiste, se tornando crônica, ocorre uma multiplicação desordenada das células, podendo evoluir para células precursoras de câncer.

O tipo de câncer mais relacionado a infecção por HPV é o câncer de colo de útero.

Dentro os 150 tipos conhecidos de HPV, apenas 12 deles estão comprovadamente relacionados ao desenvolvimento de câncer, seja ele de colo de útero ou de outros locais da mesma forma contaminados, como boca, ânus, pênis e vagina. 

O tratamento, ou a "cura" do HPV é temporária, ou seja, quando são retiradas as lesões. A destruição das verrugas é o objetivo do tratamento, que pode incluir o uso de medicamentos aplicados no local, cauterização ("queimar" a lesão), crioterapia (congelamento) ou ainda remoção através de cirurgia.

Por isso, a infecção por HPV na mulher merece muita atenção, já que praticamente todos os casos de câncer de colo de útero estão associados ao HPV.

Leia também: HPV tem cura definitiva?

Todo HPV vira câncer?

As infecções por HPV são muito frequentes, mas são passageiras e regridem espontaneamente na maioria das pessoas. No entanto, uma pequena parcela das mulheres manifesta infecções que persistem, geralmente decorrentes de tipos específicos de HPV altamente cancerígenos.

São essas lesões persistentes que podem vir a desenvolver uma lesão pré-cancerígena, que se não for detectada e tratada a tempo, pode se transformar em um tumor maligno.

A maioria dos cânceres de colo uterino, inclusive, são causados pelo HPV (99%). Os tipos de vírus são divididos em baixo-risco (HPVs tipo 6, 11, 40, 42, 43, 44, 54, 61, 70, 72, 81, e CP6108), encontrados geralmente em pacientes com verrugas genitais, e de alto risco (16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66, 68, 73 e 82), sendo os tipos 16 e 18 relacionados com aproximadamente 70% dos casos de câncer cervical invasivo e mais de 90% das lesões intraepiteliais graves.

Veja também: Toda verruga é HPV?

Quando o HPV pode causar câncer de colo de útero?

O HPV pode causar câncer de colo de útero se o vírus em causa for específico para esta doença, já que das centenas de tipos de HPV, apenas cerca de 5% deles estão associados ao câncer de colo uterino, principalmente os tipos 16 e 18.

Também pode lhe interessar: HPV durante a gravidez: quais os riscos e como tratar?

O HPV é um vírus muito comum em pessoas sexualmente ativas, podendo estar presente em 70 a 80% dessa população. Na maioria dos casos, as infecções são passageiras. Porém, algumas mulheres apresentam infecção persistente, que podem vir a desenvolver lesões pré-cancerígenas no colo do útero.

A maior parte dos casos de câncer de colo de útero são desencadeados pelos HPV 16 e 18. A vacina, que faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, está disponível gratuitamente através do SUS para meninas entre 9 e 13 anos de idade e protege contra esses vírus, além de outros tipos de HPV (6 e 11) que provocam verrugas genitais.

Veja também:

Quem deve tomar a vacina contra HPV?

Como tomar a vacina contra HPV?

Quais são os fatores de risco para câncer de útero?

Além do HPV, existem outros fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da doença, tais como imunidade, fatores genéticos, comportamento sexual (número elevado de parceiros), tabagismo, idade acima dos 30 anos, vida sexual com início precoce, gestações, o uso de pílula anticoncepcional.

Como ocorre a transmissão do HPV?

A transmissão do HPV se dá por via sexual, usualmente, mesmo com o uso de preservativos, sem a necessidade de penetração (com a masturbação ou o contato genital externo já pode ocorrer), mas existe também a possibilidade de transmissão vertical (da mãe para o feto), de auto-inoculação e ainda sem confirmação científica e bastante controversa, a transmissão por inoculação através de objetos contaminados com o HPV.

Leia também: HPV: o que é e como se transmite?

Como é feito o diagnóstico do HPV?

O diagnóstico é feito mais facilmente em homens (lesões geralmente visíveis na pele e órgãos sexuais). Em alguns casos deve ser feita uma anuscopia (geralmente em casos de relações sexuais anais) para observação das lesões. 

Nas mulheres, porém, além das lesões em pele, vulva e ânus, podem ocorrer em todo o trato genital até alcançarem o colo do útero, portanto o diagnóstico só é possível através da colpocitologia oncótica, colposcopia ou anuscopia. Também podem ser realizados exames de biologia molecular (hibridização in situ, PCR e captura híbrida).

Veja também: O que é o exame de captura híbrida?

Quais são os sintomas do HPV?

Os sintomas podem ser inexistentes ou o surgimento de verrugas com aspecto de couve-flor na pele e/ou mucosas. Se as alterações forem discretas, serão detectadas apenas em exames específicos. Se forem graves, pode ocorrer invasão de tecidos vizinhos com o surgimento de um tumor maligno como o câncer do colo uterino e do pênis.

Saiba mais em:

Quais são os sintomas do HPV?

HPV na garganta: Quais os sintomas e como tratar?

Qual é o tratamento para HPV?

São diversos tipos, com o objetivo principal de eliminar as lesões condilomatosas. Não há evidências que estes tratamentos eliminem ou alterem o curso natural da infecção pelo HPV.

Mesmo sem tratamento, as lesões podem desaparecer, ficarem inalteradas ou aumentarem de tamanho e número. Vários fatores devem ser levados em consideração: tamanho, número e local das lesões, opções do paciente, recursos disponíveis e experiência do profissional.

Os medicamentos e tratamentos usados para tratar o HPV incluem:

  • Podofilina 15% em solução alcoólica;
  • Ácido tricloroacético (ATA) 70% a 90% em solução aquosa;
  • Podofilotoxina 0,15% creme;
  • Imiquimod 5% creme;
  • Eletrocauterização (ou eletrocoagulação / eletrofulguração);
  • Criocauterização (ou crioterapia / criocoagulação);
  • Vaporização a laser;
  • Exérese cirúrgica;
  • CAF (cirurgia de alta frequência).

Veja também: Qual é o tratamento para HPV?

Recomendações:

  • É preciso destacar que o HPV pode ser transmitido na prática de sexo oral;
  • Informe seu parceiro (a) se o resultado do seu exame para HPV for positivo - ambos precisarão de tratamento;
  • O parto normal (vaginal) não é indicado para gestantes portadoras do HPV com lesões ativas;

Leia também: Qual é o tratamento para HPV?

Em caso de suspeita de HPV, um médico clínico geral, dermatologista, urologista (homens) ou ginecologista (mulheres) deve ser consultado para avaliação e tratamento adequado, caso a caso.

Nunca faça tratamentos por conta própria, sem antes consultar um médico. O exame colpo citopatológico (Papanicolau) deve ser realizado em mulheres de 25 a 64 anos de idade (ou mais jovens, que já tenham iniciado atividade sexual), uma vez ao ano. Após dois exames anuais negativos, pode ser feito a cada três anos. 

Mesmo os tipos de HPV que causam câncer têm tratamento na maioria dos casos. Contudo, é importante que a doença seja diagnosticada precocemente para que as lesões pré-cancerígenas sejam tratadas antes de evoluírem para tumores malignos.

Saiba mais em:

Quem tem HPV pode engravidar?

Homem com HPV pode ter filhos?

Quais os sintomas de câncer no colo do útero?

Quem tem HPV pode doar sangue?

Estou sentindo muita coceira na minha vagina. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Coceira na vagina pode ser indício de alguma infecção, baixa imunidade, verruga genital ou alergia. A candidíase é uma infecção vaginal frequente que causa coceira além de irritação e corrimento vaginal.

A candidíase é causada pelo fungo Candida albicans, que habita naturalmente a vagina sem causar nenhum tipo de sintomas ou problema na maior parte do tempo.

Contudo, em algumas situações, como em casos de estresse ou queda da imunidade, esse fungo pode se proliferar para além do normal, causando coceira intensa na vagina e nas suas proximidades.

Além da coceira, a candidíase pode apresentar como sinais e sintomas a presença de corrimento vaginal, dor para urinar, dor nas relações sexuais e ardência no local.

O tratamento da candidíase é feito com medicamentos antifúngicos, aplicados diretamente na vagina ou administrados por via oral.

Coceira na vagina pode ser alergia?

Alguns produtos podem provocar reação alérgica na vagina, como por exemplo: sabonete, absorvente, duchas vaginais, perfume, desodorante, shampoo, condicionador, lenço umedecido, calcinha de nylon, látex, detergentes e amaciantes de roupa.

Menopausa causa coceira na vagina?

Outra possível causa para a coceira na vagina é a menopausa. A coceira, nesses casos, é decorrente da diminuição da produção do hormônio estrógeno.

Nesses casos, podem ser usados lubrificantes de aplicação local para auxiliar a aliviar o prurido. Nos casos mais intensos, pode ser indicado o uso de creme de estriol na vagina.

O que mais pode causar coceira na vagina?
  • Dermatite atópica vulvar: trata-se de um problema de origem alérgica;
  • Tricomoníase vaginal: infecção sexualmente transmissível (IST), que pode causar coceira e aparecimento de corrimento vaginal amarelo esverdeado;
  • Líquens vulvares: lesões que surgem na vagina de causa desconhecida. Nesses casos, a coceira é intensa e a lesão pode aumentar as chances da mulher desenvolver câncer de vulva.

Além da dermatite alérgica, outras doenças dermatológicas devem ser levadas em consideração no momento da avaliação da coceira vaginal.

A mulher com coceira na vagina deve procurar o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação. Além disso, é importante observar a presença de outros sintomas como a presença de corrimento vaginal.

Existem medicamentos que atrasam a menstruação?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. Existem medicamentos que podem atrasar a menstruação, principalmente alguns medicamentos psiquiátricos e neurológicos, que podem aumentar o hormônio prolactina e interferir no ciclo menstrual. Entre esses remédios estão:

  • Neurolépticos (Risperidona, Haldol, Melleril, Equilid): Normalmente atrasam a menstruação quando usados em doses elevadas, com exceção da Risperidona e do Equilid, que podem provocar atrasos mesmo em doses baixas;
  • Tranquilizantes Benzodiazepínicos: Em geral, só atrasam a menstruação em doses muito altas e depois de período prolongado de uso;
  • Antidepressivos: Podem atrasar a menstruação, mas não é comum.

Outros medicamentos que podem interferir no ciclo menstrual e atrasar a menstruação: 

  • Antipsicóticos;
  • Corticoides;
  • Quimioterapia;
  • Imunossupressores;
  • Pílula do dia seguinte;
  • Anti-hipertensivos.

Leia também: Pomada vaginal pode atrasar a menstruação?

Os antibióticos geralmente não provocam atraso da menstruação, mas a infecção para a qual o remédio foi prescrito pode atrasar o ciclo.

Para maiores informações sobre o atraso menstrual causado por medicamentos, fale com o médico que receitou a medicação ou com o seu médico ginecologista.

Saiba mais em:

Infecção urinária (cistite) pode atrasar a menstruação?

Inflamação no útero pode atrasar a menstruação?

Como se pega herpes genital?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O herpes genital é transmitido pela via sexual. Trata-se de uma infecção causada principalmente pelo vírus Herpes simplex tipo 2, que é transmitido pelo contato com uma pessoa que esteja com lesões ativas, isto é, com feridas eliminando secreção.

Portanto, a pessoa pega herpes genital através de relações sexuais sem proteção com uma pessoa infectada. O contato íntimo pode ser vaginal, oral ou anal. Sem uso de preservativo masculino ou feminino, o Herpes simplex pode ser transmitido.

Por ser uma infecção sexualmente transmissível (IST) muito contagiosa, é importante evitar o contato direto com as bolhas e as feridas, sobretudo se estiverem eliminando secreção, que está repleta de vírus.

A transmissão do herpes genital tem muito mais chances de acontecer durante o aparecimento das bolhas. Contudo, o contágio também pode ocorrer na ausência de sinais e sintomas, ou seja, sem a presença de lesões.

Posso pegar herpes genital no vaso sanitário?

O vírus é altamente transmissível e a infecção também pode ocorrer através do contato com objetos contaminados. Contudo, essa forma de contágio é mais rara, já que fora das células, os vírus não sobrevivem.

Por isso, a transmissão do herpes genital através do uso de vasos sanitários, banheiros, toalhas e outros objetos contaminados raramente acontece. Mesmo assim, recomenda-se evitar compartilhar objetos pessoais ou íntimos que possam estar infectados.

Se a mãe tiver herpes genital, o bebê pode pegar herpes na gravidez?

Uma outra forma de contágio do vírus do herpes genital é quando a mulher apresenta lesões ativas de herpes durante a gravidez, principalmente no momento do parto. Nesse caso, por contato direto com as lesões, o bebê pode se infectar e desenvolver sequelas graves futuramente uma vez que a sua imunidade ainda não está totalmente desenvolvida.

Se a gestante estiver com lesões ativas de herpes genital próximo ao período do parto, podem ser indicados medicamentos antivirais específicos para combater o vírus ou, dependendo do caso, ser indicado o parto por cesariana para evitar que o bebê seja infectado.

Mulheres portadoras de herpes genital que pretendem engravidar devem sempre informar à/ao médica/o que possuem o vírus, mesmo na ausência de lesões.

Leia também:

Herpes na gravidez é perigoso? Como tratar?

Quem tem herpes pode engravidar?

Se pegar herpes genital, quanto tempo demora para aparecer os sintomas?

O vírus do herpes genital tem um período de incubação de até duas semanas. Depois dessa fase, começam a surgir os primeiros sintomas da doença, como vermelhidão e dor no local de contato, além da famosa lesão em vesículas (bolhas), que são típicas do herpes. Elas podem aparecer na vulva e na vagina, no ânus ou na boca.

A primeira manifestação do herpes genital normalmente é mais agressiva, dolorosa e permanece por mais tempo quando comparada com os surtos seguintes. Nesses casos, os sintomas podem incluir febre e mal estar.

Em geral, a infecção se limita aos sintomas de pele, mas pode haver complicações graves. Uma delas é a encefalite herpética, que é a infecção cerebral pelo vírus do herpes. Ela pode ocorrer nas pessoas com imunodeficiências, como por exemplo em portadores do vírus HIV/AIDS com doença ativa.

Quanto tempo os sintomas do herpes genital levam para aparecer?

O vírus do herpes genital tem um período de incubação de até duas semanas. Depois dessa fase, começam a surgir os primeiros sintomas da doença, como vermelhidão e dor no local de contato, além da famosa lesão em vesículas (bolhas), que são típicas do herpes. Elas podem aparecer na vulva e na vagina, no ânus ou na boca.

A primeira manifestação do herpes genital normalmente é mais agressiva, dolorosa e permanece por mais tempo quando comparada com os surtos seguintes. Nesses casos, os sintomas podem incluir febre e mal estar.

Como prevenir o herpes genital?

A forma mais eficaz de prevenir o herpes genital é não ter relações sexuais com pessoas infectadas. O uso de preservativo diminui o risco de infecção, mas ainda assim não é totalmente eficaz para proteger a transmissão da doença, já que as lesões podem surgir em locais próximos aos órgãos genitais e pode haver o contágio.

A infecção não tem cura, e o tratamento com pomada ou comprimidos antivirais serve somente para acabar com as lesões visíveis e os sintomas. Porém, o vírus continua para sempre alojado nas células nervosas do indivíduo, e os sintomas podem reaparecer em momentos de estresse ou baixa imunidade. A cada nova recorrência, é preciso repetir o tratamento.

Para saber qual é o melhor método de tratamento em cada caso, é necessário consultar o/a clínico/a geral, médico/a de família, urologista ou ginecologista.

Tive relação e senti um incomodo e ardência durante e ...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode ser um traumatismo na vagina que ocorreu durante a relação (pode melhorar com o passar dos dias) ou uma inflamação vaginal (pode piorar com o passar dos dias), um creme vaginal pode resolver, o problema é que precisa consultar um médico para obter a receita do mais adequado para seu caso.

Sangramento acompanhado com um mau cheiro terrível?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sangramento ou corrimento com odor desagradável, geralmente, indica algum tipo de infecção ou inflamação vaginal, precisa procurar um médico para uma melhor avaliação e diagnóstico. Não é esperado que o uso do anticoncepcional injetável altere o odor da menstruação, portanto é importante investigar a causa desse odor.

O sangramento menstrual não costuma ter odor fétido, quando isso ocorre é importante avaliar qual o motivo do cheiro desagradável. Diversas situações podem ocasionar essa mudança no odor da menstruação, entre elas o sangramento excessivo e abundante e a presença de vulvovaginites como a vaginose bacteriana são as mais comuns.

A utilização de absorventes ou tampões por longos períodos também podem contribuir para a modificação do odor do sangue menstrual. Mais raramente a presença de tumores de colo uterino também podem ocasionar a presença de sangramento vaginal de odor pútrido.

O que é Vaginose bacteriana?

A vaginose bacteriana é uma vulvovaginite causa por uma bactéria, a Gardnerella vaginalis, essa bactéria causa um corrimento branco acinzentado com um forte odor semelhante a peixe.

Quando a mulher está com essa vulvovaginite é esperado que a sua menstruação também apresente um odor desagradável devido a mistura entre o sangue e a secreção vaginal infectada, no entanto, o cheiro fétido permanece mesmo na ausência de menstruação.

O tratamento da vaginose bacteriana é muito simples e fácil de ser realizado, é feito através do uso de creme vaginal ou de medicamento antibiótico.

Na presença de odor fétido menstrual consulte um médico ginecologista ou médico de família para uma avaliação.

Tem algum remédio para mau cheiro na vagina?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Deve procurar um ginecologista para verificar se existe uma infecção que cause esse mau cheiro e para fazer o tratamento. Não é esperado que a vagina apresente um mau cheiro, portanto não há um remédio ou pomada vaginal específicos para isso.

O odor vaginal normal pode incomodar algumas mulheres, no entanto, se a mulher não apresenta nenhuma doença vulvovaginal apenas alguns cuidados com a higiene local são necessários para manter um ambiente vaginal saudável e assim evitar o mau cheiro. Os principais cuidados são:

  • Não utilizar sabonetes e cremes vulvovaginais que não respeitem o pH vaginal;
  • Não utilizar sabonetes perfumados ou com substâncias irritativas;
  • Lavar a região de mucosas interna da vulva apenas com água;
  • Usar sabonete apenas na região externa da vulva, ou seja onde há pele;
  • Evitar a realização de duchas vaginais;
  • Evitar o uso de calcinhas e calças de tecidos sintéticos;
  • Minimizar o uso de cosméticos na zona íntima.
O que pode causar mau cheiro na vagina?

Algumas infecções vaginais como a vaginose bacteriana podem causar mau cheiro, nesse caso existe tratamento com medicação específica que serve para tratar essa doença e consequentemente acabar com o mau odor.

A vaginose bacteriana é uma vulvovaginite causada por uma mudança na composição da flora vaginal, em que passa a haver o predomínio de bactérias anaeróbias nocivas como a Gardnerella Vaginalis, nessa situação pode haver a presença de um corrimento esbranquiçado de odor fétido, em alguns casos semelhante a peixe podre.

O tratamento da vaginose é feito com antibiótico tomado por via oral, como o metronidazol, ou pomada vaginal a base de clindamicina.

O uso excessivo de produtos cosméticos na região da vulva e da vagina, como sabonetes, cremes e desodorantes também podem alterar a flora bacteriana local normal e provocar alteração do odor natural da zona intima, portanto, é importante seguir as recomendação descritas.

Caso tenha mais dúvidas ou apresente outros sintomas além do mau cheiro como corrimento ou sangramento anormal procure um médico de família ou ginecologista para uma avaliação.

Quais os sintomas da menopausa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os principais sintomas que antecedem a menopausa incluem ondas de calor, suores noturnos, distúrbios do sono, ciclos menstruais irregulares (mais curtos ou mais longos), secura vaginal, alterações de humor (irritação, tristeza), desinteresse, dificuldade de concentração e depressão.

Esses sintomas, que a maioria das mulheres sentem, anunciam a chegada da menopausa e estão relacionados com o desequilíbrio na produção dos hormônios estrogênio e progesterona pelos ovários. Esses sintomas terminam 2 ou 3 anos após a última menstruação, em torno dos 53 ou 54 anos.

O primeiro sinal da aproximação da menopausa é a alteração dos períodos menstruais, que podem ocorrer com mais ou menos frequência. Os ciclos geralmente ficam irregulares durante 1 a 3 anos antes da menstruação parar de vir completamente.

Após a menopausa, os sintomas estão mais associados aos baixos níveis de estrogênio e podem ser:

  • Atrofia e perda da lubrificação vaginal;
  • Dor na relação sexual;
  • Esquecimento;
  • Dor de cabeça;
  • Diminuição da libido;
  • Atrofia da uretra, que pode levar à incontinência urinária;
  • Diminuição da elasticidade da pele;
  • Maior risco de osteoporose e doenças cardiovasculares;
  • Aumento da cintura e dos braços;
  • Queda e quebra de cabelo;
  • Infecções vaginais;
  • Alterações nos níveis de colesterol;
  • Dores nas articulações;
  • Batimento cardíaco irregular.
Quando surgem os primeiros sintomas da menopausa?

Os primeiros sintomas da menopausa começam a aparecer por volta dos 45 anos de idade, uma vez que a última menstruação da mulher (menopausa) ocorre, em média, aos 50 anos.

Com a aproximação e a chegada da última menstruação, o corpo começa a produzir menos hormônios femininos estrógeno e progesterona. Os níveis mais baixos desses hormônios são as causas dos sintomas da menopausa.

Os sintomas da menopausa variam de mulher para mulher e podem durar 5 anos ou mais. Quando a menopausa ocorre devido à retirada dos ovários, os sintomas tendem a ser mais intensos e começam subitamente.

O que é menopausa?

A menopausa é a última menstruação da vida da mulher. Considera-se que a mulher chegou à menopausa quando fica 1 ano sem menstruar. A partir de então, ela entra na pós-menopausa. Na maioria das vezes, ocorre entre os 45 e os 55 anos de idade. Após a menopausa, a mulher não pode mais engravidar, uma vez que os ovários deixam de liberar óvulos.

À medida que a menopausa se aproxima, os períodos menstruais ocorrem com menos frequência e eventualmente param. Às vezes, isso acontece de repente. Contudo, na maioria dos casos, a menstruação vai parando lentamente ao longo do tempo.

Apesar de ser um processo fisiológico normal, a menstruação também pode ser antecipada em algumas situações, como após a retirada dos ovários durante a idade reprodutiva, quimioterapia ou terapia hormonal para câncer de mama.

Existe algum tratamento para os sintomas da menopausa?

O tratamento para os sintomas da menopausa é feito com terapia de reposição hormonal, medicamentos ou mudanças na dieta e no estilo de vida. O tratamento depende de muitos fatores, como a gravidade dos sintomas, o estado de saúde geral da mulher e as preferência pessoais da paciente.

Terapia de reposição hormonal

A terapia hormonal pode ajudar em casos de ondas de calor, suores noturnos, problemas de humor ou secura vaginal. Esse tratamento geralmente é feito com estrógeno e, às vezes, com progesterona.

A terapia de reposição hormonal pode ser iniciada em mulheres que chegaram recentemente à menopausa. Contudo, mulheres que estão há muitos anos na pós-menopausa não devem realizar esse tratamento, exceto nos tratamentos com estrógeno vaginal.

Apesar dos riscos serem baixos, a terapia de reposição hormonal pode aumentar as chances de ocorrer derrame cerebral, doenças cardíacas, coágulos sanguíneos ou câncer de mama.

Para reduzir os riscos da terapia com estrógeno, pode ser recomendado:

  • Utilizar uma dose mais baixa de estrógeno ou uma preparação diferente do medicamento (creme vaginal ou adesivo para a pele ao invés de pílulas, por exemplo);
  • Exames físicos frequentes e regulares, incluindo exames de mama e mamografias;
  • Mulheres que ainda têm um útero ou seja, não realizaram uma cirurgia para removê-lo por qualquer motivo, devem tomar estrógeno combinado com progesterona para prevenir o câncer do revestimento interno do útero (câncer de endométrio).
Medicamentos

Existem outros medicamentos que podem ajudar a diminuir as alterações de humor, as ondas de calor e outros sintomas da menopausa, como antidepressivos (paroxetina, venlafaxina, bupropiona e fluoxetina), clonidina (medicamento para pressão arterial) e gabapentina, uma medicação para convulsões que também ajuda a reduzir as ondas de calor.

Mudanças na alimentação e no estilo de vida
  • Evitar cafeína, álcool e alimentos condimentados;
  • Consumir soja (contém hormônios vegetais semelhantes ao estrógeno);
  • Aumentar o consumo de cálcio e vitamina D através de alimentos ou suplementos;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Usar lubrificantes à base de água ou um hidratante vaginal durante as relações.

O/a médico/a ginecologista ou endocrinologista pode esclarecer melhor quais são os sintomas da menopausa e tirar eventuais dúvidas.

Existe algum tratamento para quem tem útero baixo?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, existe tratamento para útero baixo (prolapso uterino). As opções de tratamento variam de acordo com o grau do prolapso. Nos graus mais leves a primeira linha de tratamento consiste no uso de pessário, já em casos mais graves indica-se a realização de cirurgia.

Outras linhas terapêuticas que incluem a fisioterapia também podem ser usadas para os casos mais leves como: exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico e eletroterapia.

Mulheres com útero baixo que não apresentam sintomas não tem indicação de realizar tratamento. Mulheres que têm sintomas muito leves também podem optar pelo tratamento expectante, mas devem ter alguns cuidados para não piorar o quadro, como:

  • Perder peso;
  • Evitar levantar pesos;
  • Parar de fumar;
  • Combater a prisão de ventre.

Nos casos leves ou quando a mulher prefere adiar ou evitar a cirurgia, temos as seguintes opções de tratamento:

  • Pessário: Trata-se de um dispositivo inserido através da vagina que recoloca o útero no seu lugar anatômico, atuando como um suporte da região pélvica;
  • Fisioterapia:
    • Estimulação elétrica: Aplica-se uma corrente elétrica de baixa voltagem nos músculos do assoalho pélvico através da vagina. A corrente provoca uma contração dos músculos, fortalecendo a musculatura;
    • Biofeedback: É feito com um sensor que avalia as contrações musculares enquanto a mulher executa os exercícios pélvicos, indicando se os exercícios estão atuando nos músculos que se pretende fortalecer;
    • Exercícios de Kegel: São contrações voluntárias dos músculos do assoalho pélvico que visam fortalecer essa musculatura, dando maior sustentação ao útero;
  • Medicamentos: Os estrogênios de aplicação local em forma de creme podem não prevenir o prolapso uterino ou o risco de agravamento, mas melhoram os sintomas e exercem um papel positivo no pós-operatório.
Como é o tratamento cirúrgico para útero baixo?

A cirurgia de correção para prolapso uterino pode ser realizada através de diferentes técnicas feitas pela via vaginal, abdominal ou laparoscópica, com ou sem o uso de telas.

A cirurgia pode ou não incluir a retirada do útero (histerectomia) em mulheres jovens que ainda desejam engravidar preserva-se o útero, nos demais casos preconiza-se a histerectomia.

Quando há incontinência urinária ou fecal, a correção é feita na mesma cirurgia. 

O período de internamento é bastante curto e varia entre 2 e 3 dias, dependo do procedimento.

Para evitar um novo prolapso, é importante tomar as medidas já citadas, como perder peso, evitar pegar peso, parar de fumar e combater o intestino preso.

O ginecologista deverá avaliar o grau do prolapso uterino e indicar a forma de tratamento mais adequada.

Leia mais sobre o assunto em:

O que é prolapso uterino e como é o tratamento?

Fiz exame preventivo e o resultado deu: cocos. O que significa?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O resultado do exame preventivo que diz "Cocos: bacilos supracitoplasmáticos sugestivos de gardnerellas mobiluncus negativo para neoplasia" significa uma provável Vaginose bacteriana (infecção vaginal) por gardnerella.

As vaginoses, ou infecções na vagina, são causadas por um aumento exagerado da população de bactérias presentes normalmente na flora vaginal. Dentre elas, a gardnerella vaginalis é a bactéria que mais causa vaginose bacteriana.

Embora não seja considerada uma doença sexualmente transmissível, visto que a bactéria já existe na flora vaginal, a infecção pode ser transmitida para o parceiro durante a relação sexual. Por isso deve ser evitada até conclusão do tratamento.

Leia também: O que é gardnerella e como se contrai?

Analisando o seu resultado

O exame preventivo é indicado para prevenção ou detecção precoce de câncer de colo de útero, além disso, tem a capacidade de avaliar a flora vaginal, as proporções das bactérias naturais da flora e presença de micro-organismos prejudiciais à saúde da mulher.

A presença de bacilos supra citoplasmáticos sugestivos de gardnerellas mobiluncus, sugere uma infecção causada por essa bactéria. Porém é fundamental levar o exame para o médico que o solicitou, porque o diagnóstico só poderá ser confirmado, junto ao seu exame clínico, ginecológico e laboratorial realizado pelo médico.

Todavia, o resultado negativo para neoplasia, descarta a presença de células precursoras de câncer de colo de útero.

Como é feito o tratamento da Vaginose bacteriana por gardnerella?

O tratamento para esses casos se baseia no uso de antibióticos, orais ou tópicos. Ainda, orientações para prevenção da recorrência desta doença.

O medicamento mais indicado é o metronidazol®, oral ou creme vaginal.

A prescrição é definida caso a caso; quando for oral a dose é de 500 mg - 2x ao dia durante 7 dias; quando tópico, uma aplicação ao dia por 5 a 7 dias consecutivos. Outras opções de tratamento são o uso de clindamicina®, secnidazol® ou tinidazol®.

Todos os antibióticos são medicamentos que necessitam de receita controlada, por isso só o médico poderá prescrever.

Algumas mulheres apresentam recorrência da doença, devendo sempre manter um acompanhamento adequado e seguir as orientações de prevenção, que são principalmente:

Manter higiene íntima adequada, evitar roupas muito apertadas ou tecidos quentes, manter estilo de vida saudável, com prática regular de atividades físicas, alimentação equilibrada, reduzir consumo de açúcar e bebidas alcoólicas.

Para confirmar seu diagnóstico e iniciar o tratamento o mais breve possível, agende uma consulta com médico/a clínico geral, médico/a da família ou ginecologista.

Leia também: Resultado do exame preventivo deu gardnerella. O que pode ser?

Testes de gravidez caseiros funcionam mesmo?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Enfermeira doutorada em Saúde Pública

O teste de farmácia é o único teste caseiro confiável. Há outros métodos utilizados como teste com água sanitária, pasta de dente, sal, vinagre e fervura da urina, entre outros. Entretanto, não se pode afirmar que são testes eficazes e que seus resultados são confiáveis.

Quando há gravidez, é possível detectar no sangue e  na urina, o hormônio beta HCG. Este hormônio é um componente da gonadotrofina coriônica, hormônio específico da gestação. Nos testes caseiros de gravidez a urina é o material analisado.

1. Teste da água sanitária

Consiste em colocar em um recipiente urina e água sanitária. Se borbulhar ou mudar de cor, o resultado pode ser considerado positivo. Se não borbulhar, negativo.

Problema específico do teste: a urina é composta por ureia e quantidades variáveis de amônia. A reação destas substâncias ao contato com o hiplocloridrito de sódio (água sanitária), poderá provocar a produção de gás clorídrico. É a presença deste gás que forma as bolhas que se observa no teste. Esta reação não tem nenhuma relação com a presença do HCG na urina. Inclusive, as borbulhas já foram detectadas em mulheres grávidas, não grávidas e até mesmo em homens. Portanto, é um teste que não detecta gravidez.

2. Teste do vinagre

Para o teste do vinagre deve-se misturar, em um recipiente, urina e vinagre. Se esta mistura mudar de cor, considera-se positiva a gravidez.

Problema específico do teste: Urina e vinagre são soluções ácidas, portanto não ocorrerá na mistura nenhuma reação. Isto não é conclusivo como teste de gravidez.

3. Teste de fervura da Urina

Para fazer este teste coloca-se a urina para ferver em uma panela de alumínio. Se ao ferver, a urina apresentar aspecto semelhante à nata de leite, o resultado é positivo. Se, durante a fervura, ficar parecida com água diz-se que o resultado é negativo.

Problema específico do teste: A concentração da urina interfere no resultado deste teste. Se a urina estiver concentrada as substâncias presentes atingirão, durante a fervura, diferentes temperaturas. É isto que faz com que se pareça com nata. Se por outro lado, a urina estiver diluída, ou seja, tiver maior concentração de água, ferverá parecido com água.

4. Teste da agulha

Coloque uma agulha nova em um copo plástico e depois adicione urina. Aguarde 8 horas. Após este período, observe a coloração da agulha. Se ela estiver ficado completamente escura, preta, o resultado é positivo para gravidez.

Problema específico do teste: A concentração da urina influencia no resultado do teste. Se estiver mais concentrada, a agulha muda de cor mais rapidamente. Basta algumas horas apenas para que isto aconteça.

5. Teste do cotonete

Este teste consiste na introdução de um cotonete limpo no canal vaginal até que ele encoste no colo do útero. O objetivo e verificar se há na secreção colhida vestígios de sangue. Se houver, o teste é interpretado como positivo. Se o cotonete sair do canal vaginal com sangue, considera-se resquícios de menstruação e não há gravidez.

Problema específico do teste: Ao tocar o colo do útero, o cotonete pode causar ferimentos. Além disso, pode ter no cotonete não somente a secreção do colo uterino, como também secreção do canal vaginal.

6. Teste com pasta de dente

Reserve um pouco de urina em um copo plástico e adicione à urina um pouco de creme dental branco. Se a mistura apresentar bolha ou ficar azulada, é sinal de gravidez.

Problema específico do teste: Por não saber as substâncias presentes da pasta de dente e por sofrer alterações em função da concentração da urina, não é um teste confiável.

7. Teste com sal

Colete um pouco de urina e adicione três pitadas de sal. Se apresentar um aspecto de nata sobre esta mistura, significa que você está grávida.

Problema específico do teste: Por não saber as substâncias presentes da pasta de dente e por sofrer alterações em função da concentração da urina, não é um teste confiável.

8. Teste da coca-cola

Coloque uma amostra de urina em um copo americano de coca-cola. Se ocorrer a formação de borbulhas e espuma, considera-se o teste positivo.

Problema específico do teste: Urina e coca-cola são dois líquidos ácidos e, junto com a gás da coca-cola, o efeito de borbulhas é potencializado.

9. Teste da urina amanhecida

Antes de dormir, colete a urina em copo esterilizado. Deixe descansar em uma superfície plana durante um período de 24 horas. Passadas as 24 horas recomendadas, observe se houve formação de uma camada fina e esbranquiçada na superfície da urina, o que confirma a gravidez.

Problema específico do teste: Urina e coca-cola são dois líquidos ácidos e, junto com o gás da coca-cola, o efeito de borbulhas é potencializado. Portanto, não é seguro para detectar a gravidez.

10. Teste de farmácia Resultado Negativo: verifica-se a presença de apenas um tracinho. Resultados Positivos: observa-se a presença de dois tracinhos; mesmo se um deles for em cor mais clara. 

Entre os testes de gravidez que podem ser feitos em casa, o teste de farmácia é o único capaz de detectar a presença do beta HCG, hormônio específico da gravidez. Como ele é feito com a urina, é um teste fácil de realizar.

Apesar de ser bastante fidedigno recomenda-se utilizar um teste de farmácia para a detecção da gravidez após um atraso de 7 dias da menstruação. Isto possibilita que uma maior concentração de hormônio na urina e torna mais eficaz o resultado do exame.

Quando feito antes do atraso menstrual, o deste poderá apresentar um resultado falso-negativo, pois a baixa concentração de beta HCG na urina ainda não é suficiente para reagir com as substâncias presentes no exame.

Os testes de farmácia não são todos iguais. Alguns deles são mais sensíveis e, por isto, capazes de identificar a gestação no primeiro dia de atraso menstrual.  Cada fabricante orienta os procedimentos para a o uso do teste. Portanto, antes de fazer leia as instruções e dê preferência à primeira urina da manhã, uma vez que esta concentra uma quantidade mais elevada de beta HCG.

Veja mais:

Teste de farmácia de gravidez é confiável?

Por que os testes caseiros de gravidez não são eficazes?

Com a exceção do teste de farmácia, nenhum dos testes caseiros de gravidez funcionam e nem tampouco são eficazes por alguns motivos:

  • Nenhum dos testes é capaz de detectar a presença do beta HCG na urina;
  • Nestes testes caseiros os recipientes usados são inadequados, pois não passam por nenhum tipo de esterilização. As mulheres comumente utilizam copos de vidro, de plástico, cerâmica ou acrílico, materiais que alteram a composição do conteúdo.
  • Qualquer pequena alteração na concentração da urina ou de um reagente, podem alterar completamente o resultado de um teste.
  • Nos testes caseiros não há concordância entre as quantidades de urina e, por exemplo, a quantidade de água sanitária. Para afirmar que estes testes, de fato, funcionam, as pessoas precisam saber a dosagem correta para a água sanitária ou para outras substância e para a urina no frasco. Além disso os regentes deveriam ser capazes de identificar a presença de beta HCG.
  • No início da gravidez, as características da urina das mulheres grávidas são praticamente as mesmas da urina de uma mulher não grávida. A diferença está na presença e concentração do hormônio HCG, que é bastante baixa nos primeiros dias. Mesmo se estes testes tivessem alguma base científica, dificilmente eles seriam capazes de detectar concentrações tão baixas  de hormônio.
  • Para detecção da gravidez, as únicas alternativas seguras e confiáveis são o exame de urina efetuado por testes de farmácia e o exame de sangue. Ambos são capazes de detectar a presença do hormônio beta HCG. Entres estes dois testes, o exame de sangue é ainda mais eficaz. 

Após a detecção da gravidez pelo uso do teste de gravidez pelo exame de urina, em testes de farmácia, procure um(a) ginecologista para efetuar o beta HCG e iniciar o pré-natal.

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Resultado do exame de gravidez Beta-HCG

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Próximo de menstruar tenho um corrimento e coceira...
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

É possível que seja candidíase vaginal ou alguma outra infecção vaginal. O período pré-menstrual pode contribuir para mudança do pH e das condições internas da vagina, que pode contribuir para alterações da flora bacteriana normal, por isso muitas mulheres apresentam sintomas de candidíase no período pré menstrual.

Nos dias que antecedem a menstruação as mudanças hormonais que ocorrem no organismo da mulher podem levar a modificações no pH que tornam o ambiente propicio para a proliferação da Candida, que é um fungo normalmente presente na vagina, levando a um quadro de candidíase.

Uma outra infecção vaginal chamada tricomoníase também pode causar um pouco de coceira e corrimento por conta do processo inflamatório que provoca, no entanto, o sintoma de coceira é bem menos intensos que na candidíase e o corrimento também apresenta uma coloração diferente amarelo-esverdeado. O tratamento também é feito com creme vaginal ou medicamento antibiótico.

O que é Candidíase?

A candidíase é a infecção pelo fungo Candida Albicans, que pode acometer a região da vulva e da vagina e um dos seus principais sintomas é a intensa coceira que provoca nessa região. Muitas mulheres também apresentam um corrimento branco, sem odor que pode apresentar pequenos grumos brancos.

A candidíase tem tratamento que é feito através do uso de creme vaginal contendo antifúngico ou de comprimido antifúngico tomado via oral.

Consulte um médico ginecologista ou um médico de família para avaliação e diagnóstico adequados.