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Problemas Cardíacos

Coração acelerado: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sentir o coração acelerado é normal em situações de nervosismo, ansiedade, estresse, emoções fortes, esforço físico, entre outras condições que podem deixar os batimentos cardíacos acelerados.

Porém, se o coração estiver acelerado em repouso, com mais de 100 batimentos por minuto e sem um motivo aparente, pode ser sinal de alguma doença cardíaca ou outro problema que precisa ser investigado.

A taquicardia (frequência cardíaca acima de 100 bpm) é uma reação natural do organismo em situações em que corpo precisa de mais oxigênio para executar determinadas ações, como "fugir" ou "lutar", por exemplo.

Na atividade física, o coração precisa bater mais vezes para irrigar os músculos com nutrientes e oxigênio. O estresse e a ansiedade também provocam uma reação de alerta no corpo, que responde aumentando a frequência cardíaca.

Dentre as diversas causas da taquicardia, as mais comuns são as arritmias, ansiedade, estresse, fatores genéticos, consumo de bebidas estimulantes (café, chá, energéticos), ingestão excessiva de álcool, fumo, uso de certas drogas e medicamentos, desidratação, hipoglicemia, anemia, hipertireoidismo, infecções, febre e doenças reumáticas.

Para saber se o seu coração está acelerado, permaneça em repouso durante pelo menos 5 minutos e verifique a sua pulsação. Se possível, deite-se ou sente-se confortavelmente enquanto repousa.

A pulsação é medida colocando suavemente a ponta dos dedos indicador e médio sobre o pulso oposto, de maneira que se consiga sentir os batimentos cardíacos pela pulsação da artéria que passa pelo punho.

Para isso, movimente ou pressione os dedos para os lados, até sentir a pulsação. Depois, marque o tempo com um relógio ou cronômetro e conte as pulsações durante 1 minuto.

No adulto, a frequência cardíaca de repouso considerada normal varia de 60 a 100 batimentos por minuto (bpm). Se os batimentos cardíacos estiverem acima de 100 por minuto, significa que o seu coração está acelerado.

Procure um médico clínico geral ou médico de família se notar que o seu coração dispara sem motivo aparente. Alterações no ritmo cardíaco sem estímulos internos ou externos podem ser sinal de arritmia cardíaca. O diagnóstico pode ser feito clinicamente ou com auxílios de exames como o eletrocardiograma.

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Sinto coração acelerado e falta de ar, o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Coração acelerado e falta de ar, sem motivo aparente, podem ser sintomas de doenças cardíacas ou respiratórias, como arritmia, insuficiência cardíaca, bronquite, asma, entre outras. Contudo, o aumento da frequência cardíaca e a falta de ar podem ter diversas causas e nem sempre indicam a presença de alguma doença ou problema de saúde.

O coração pode bater mais acelerado devido ao estresse, ansiedade, emoções fortes, uso de medicamentos, consumo de bebidas alcoólicas ou estimulantes, fumo, desidratação, exercício físico, entre outras situações. 

Já a falta de ar pode ser decorrente de ansiedade, angústia, síndrome do pânico, falta de condicionamento físico ou ainda fraqueza muscular.

No entanto, existem várias doenças e condições que podem causar aumento da frequência cardíaca (taquicardia), tais como arritmias, fatores genéticos, desidratação, falta de açúcar no sangue (hipoglicemia), febre, anemia, hipertireoidismo, infecções, entre outras. Nesses casos, o coração pode disparar mesmo quando a pessoa está em repouso, sem estímulos internos ou externos.

Se não estiver relacionada a fatores emocionais ou esforço físico, a falta de ar pode ser um sintoma de doenças cardíacas ou respiratórias, como insuficiência cardíaca, gripe, bronquite, asma, enfisema pulmonar, rinite, sinusite.

Veja também: Falta de ar constante: o que pode ser e o que fazer?

Portanto, sentir falta de ar e o coração batendo acelerado pode ser uma reação normal do corpo a determinados estímulos. Todavia, é importante observar se a falta de ar e o aumento do ritmo cardíaco ocorrem em repouso, na ausência de estímulos ou vêm acompanhados de outros sintomas.

Saiba mais em: Como saber se os batimentos cardíacos estão normais?

Os sinais de alerta que podem indicar a presença de algo mais grave incluem dificuldade para falar, aumento da frequência respiratória, esforço respiratório, interrupções do sono, cansaço ao executar tarefas simples, lábios roxos, tosse, chiado no peito ou dor no tórax.

Procure um médico de família ou um clínico geral na presença desses sintomas ou se sentir falta de ar e o coração acelerar sem motivo aparente.

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O que pode causar um infarto?

A principal causa de infarto é o entupimento das artérias coronárias por placas de gordura. Os principais fatores de risco para um ataque cardíaco são o tabagismo, colesterol alto, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, sedentarismo e estresse. 

As artérias coronárias são responsáveis pela irrigação do músculo cardíaco, conhecido como miocárdio. O estreitamento desses vasos reduz o fluxo de sangue para o coração, provocando danos ou morte de uma parte do músculo. É o chamado infarto agudo do miocárdio.

O hábito de fumar aumenta em até 5 vezes o risco de infarto. Isso porque a nicotina provoca uma contração dos vasos sanguíneos, reduzindo assim o calibre dos mesmos e causando lesões na parede interna das artérias.

Portanto, para reduzir as chances de infarto, recomenda-se não fumar, controlar o peso, a pressão arterial, o diabetes e o colesterol, diminuir o estresse e praticar atividade física regularmente.

Os principais sintomas de infarto incluem dor forte no peito com duração de mais de 20 minutos, falta de ar, transpiração excessiva, palidez e alteração dos batimentos cardíacos. Muitas vezes a dor pode irradiar para o braço esquerdo, costas e mandíbula.

Veja também: Saiba como identificar um infarto e conheça os sintomas 

Em caso de ataque cardíaco, quanto mais cedo a pessoa receber um tratamento adequado, menos danos serão causados ao músculo cardíaco e menores serão as sequelas.

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Quem tem problemas cardíacos pode tomar anestesia geral?

Sim, quem tem problemas cardíacos pode tomar anestesia geral, mas antes é preciso passar por uma avaliação pré-anestésica com o médico anestesista, que irá avaliar os riscos associados da anestesia geral aos problemas no coração do paciente.

A anestesia geral pode ser contraindicada para pessoas com hipertensão arterial (pressão alta) não tratada ou não controlada e doenças cardíacas graves.

Nesses casos, o paciente é encaminhado ao médico cardiologista, que irá prepará-lo para a cirurgia.

As contraindicações da anestesia geral dependem de diversos fatores, como o estado de saúde do paciente, os medicamentos que serão usados, o risco de choque anafilático, entre outros.

Dentre as principais contraindicações da anestesia geral estão situações em que há risco de broncoaspiração, dificuldade para respirar e pressão alta no momento da cirurgia.

A associação de doenças cardíacas com colesterol alto, tabagismo, sedentarismo, pneumopatia, diabetes, doenças renais, distúrbios do sangue, aumentam o risco da anestesia geral e da cirurgia.

Por isso, pacientes com problemas no coração ou outros fatores de risco devem ser preparados da melhor maneira possível antes das cirurgias que necessitam de anestesia geral.

Leia também: Quais os riscos da anestesia geral?

Miocardite: quais os sintomas e como é o tratamento?

Nos casos menos severos, a miocardite pode não manifestar sinais e sintomas e geralmente cura-se espontaneamente. 

Se o quadro for grave, pode haver dor no peito, alteração no ritmo dos batimentos cardíacos, falta de ar, aumento da frequência cardíaca, inchaço nos membros inferiores, cansaço, aumento do fígado, além de desmaios, dor de cabeça e garganta, dores musculares e articulares, febre e diarreia.

O diagnóstico da miocardite é feito por meio de exames de sangue, eletrocardiograma, raio-x, ressonância magnética e ecocardiograma. 

O eletrocardiograma serve para identificar ritmos cardíacos anormais e a condução dos impulsos elétricos do coração. O raio-x de tórax e a ressonância magnética fornecem imagens sobre a forma e o tamanho do coração, bem como a presença de edema pulmonar.

O ecocardiograma identifica aumentos de tamanho do coração, alterações nas funções cardíacas, anomalias ou lesões nas válvulas cardíacas e ainda a presença de líquido ao redor do coração.

Leia também: O que pode causar miocardite?

Tratamento 

O tratamento da miocardite incide sobre a causa da doença, controle dos sintomas e prevenção de complicações. O tratamento inclui medicamentos que melhoram a função cardíaca, como os diuréticos, bem como outras medidas, sobretudo evitar esforços durante pelo menos 6 meses e diminuir o consumo de sal e líquidos.

Nos casos mais graves de miocardite, em que há complicações como trombose ou fortes alterações no ritmo cardíaco, o tratamento é hospitalar, podendo ser necessário implantar um marcapasso ou desfibrilador no coração. 

A miocardite causada por infecções virais tende a desaparecer espontaneamente em poucas semanas e não causa complicações. Por outro lado, em alguns casos a inflamação pode persistir por mais tempo, principalmente se a infecção não for causada por vírus. 

O processo inflamatório persistente pode gerar danos permanentes no músculo cardíaco, com necessidade de uso de medicação durante um tempo prolongado ou até de transplante de coração, nos casos extremos.

Quem tem problemas cardíacos pode tomar anticoncepcional?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Quem tem problemas cardíacos pode tomar determinados anticoncepcionais, a depender do anticoncepcional, do problema cardíaco e da presença de outros fatores de risco como fumo, idade, hipertensão, diabetes.

O uso de alguns anticoncepcionais hormonais combinados (contendo estrogênio e progesterona) é contraindicado para pessoas com determinados problemas cardíacos. Mulheres com pressão arterial elevada em uso de medicação; histórico de trombose venosa profunda ou que já foi submetida a grandes cirurgias; história de doença isquêmica cardíaca, infarto ou AVC não devem usar anticoncepcionais hormonais como algumas pílulas, adesivo, injeção ou anel vaginal que contêm estrogênio e progesterona em conjunto.

Na presença de problemas cardíacos, as opções de anticoncepcionais são:

  • Pílulas contendo apenas progesterona;
  • DIU;
  • Implante subcutâneo.

Mulheres que apresentam algum problema cardíaco devem procurar o/a médico/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família antes de iniciar o anticoncepcional para ponderar os riscos e escolher um método que não provoque riscos adicionais à saúde.

O que pode causar miocardite?

A miocardite é uma inflamação do músculo cardíaco (miocárdio), porção mais volumosa do coração responsável por bombear o sangue para todo o corpo. A duração do processo inflamatório pode ir de semanas a meses, podendo inclusive deixar sequelas.

As principais causas da miocardite são as infecções causadas por vírus, embora as infecções bacterianas, fúngicas e parasitárias também possam desencadear a doença. 

Contudo, a miocardite pode ter diversas causas, tais como reações alérgicas, tratamento com quimioterapia ou radioterapia, picadas de animais peçonhentos, abuso de drogas ou álcool, doenças autoimunes (lúpus, artrite reumatoide), entre outras.

A miocardite pode prejudicar os batimentos cardíacos ou a condução dos impulsos nervosos para o coração, o que pode causar insuficiência cardíaca e arritmias.

Nos casos mais graves de miocardite, o coração pode tornar-se incapaz de bombear adequadamente o sangue e ocorrer um infarto.

A miocardite viral tende a desaparecer espontaneamente em poucas semanas. Porém, se a infecção tiver outras causas ou se a inflamação for muito prolongada, pode haver necessidade de utilizar medicamentos específicos a longo prazo.

Quadros mais graves de miocardite podem precisar de implantes de marcapasso ou desfibrilador, ou ainda transplante de coração.

Saiba mais em: Miocardite: Quais os sintomas e como é o tratamento?