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Como é a transmissão da raiva?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A transmissão da raiva ocorre através da saliva de um animal infectado. A raiva humana é transmitida principalmente pela mordida de um animal raivoso, que introduz assim o vírus que causa a doença.

A raiva também pode ser transmitida se houver contato direto da saliva do animal com os olhos, mucosas ou feridas, bem como lambeduras ou arranhões de animais doentes.

Qualquer mamífero poder transmitir a raiva, porém, os principais transmissores são os cachorros e os gatos domésticos. O vírus também está muito disseminado em cães selvagens, raposas, coiotes, lobos, chacais, gatos selvagens e morcegos.

O que devo fazer se for mordido por um animal que pode transmitir a raiva?

Sempre que alguém for mordido por um cão, gato, morcego ou qualquer outro animal que pode transmitir a raiva, deve lavar o ferimento abundantemente com água e sabão e procurar um hospital o mais rápido possível para receber o tratamento profilático.

Um médico ou enfermeiro deverá avaliar o caso e indicar a aplicação da vacina antirrábica. As outras doses da vacina devem se administradas no 3º, 7º, 14º dias após a primeira dose. O tratamento profilático pós-exposição da raiva nunca deve ser interrompido.

Se possível, o animal deve ser mantido em observação durante 10 dias para verificar se ele manifesta a doença ou morre. Se o animal apresentar sinais de raiva, deve ser sacrificado.

Saiba mais em: O que fazer para tratamento em caso de mordida de cachorro?

Quais os sintomas da raiva?
  • Mal estar;
  • Ligeiro aumento da temperatura corporal;
  • Perda de apetite;
  • Dor de cabeça;
  • Náuseas;
  • Dor de garganta;
  • Irritabilidade;
  • Inquietude;
  • Sensação de angústia.

Podem ocorrer ainda alterações da sensibilidade no trajeto dos nervos próximos ao local da mordida e alterações de comportamento. À medida que a doença progride, surgem outros sintomas, como:

  • Ansiedade e muita excitação;
  • Febre;
  • Delírios;
  • Espasmos musculares;
  • Convulsões.

Os espasmos musculares evoluem para paralisia, causando alterações cardiorrespiratórias, retenção de urina e prisão de ventre.

A vítima fica sempre consciente, com períodos de alucinações, até entrar em coma e morrer. A evolução da raiva é rápida, levando à morte em apenas 5 a 7 dias.

Leia também: Quais os sintomas do vírus da raiva?

Como prevenir a raiva?

A prevenção da raiva é feita através da vacinação anual de cães e gatos, além de cuidados como:

  • Não se aproximar de cães e gatos estranhos;
  • Não tocar nem mexer nos animais quando estiverem comendo ou dormindo;
  • Nunca tocar em morcegos ou qualquer outro animal silvestre, sobretudo se o animal estiver caído no chão ou encontrar-se em situações pouco comuns.

O médico responsável pelo tratamento da raiva é o infectologista.

Quais os sintomas do vírus da raiva?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os primeiros sintomas do vírus da raiva em humanos surgem após um período de incubação que varia entre 20 e 60 dias. São eles:

  • Mal estar;
  • Febre baixa;
  • Falta de apetite;
  • Dores de cabeça;
  • Enjoo;
  • Dor de garganta;
  • Alterações de sensibilidade no local da mordida, como coceira, formigamento, arrepios e queimação;
  • Salivação abundante devido à dor e dificuldade para engolir.

Conforme a infecção pelo vírus da raiva progride, surgem outros sintomas que afetam o sistema nervoso central, como:

  • Ansiedade;
  • Agitação;
  • Irritabilidade;
  • Sensação de angústia;
  • Delírios;
  • Alterações de comportamento;
  • Espasmos musculares;
  • Convulsões.

Ao tentar beber alguma coisa, os espasmos dos músculos de deglutição provocam uma expulsão violenta dos líquidos. Os espasmos musculares evoluem para paralisia, causando retenção urinária e alterações cardiorrespiratórias.

Esses espasmos também são desencadeados pela visão, odor e barulho de líquidos que caem num copo, por exemplo, por isso, a raiva causa comportamento de hidrofobia, que é a aversão a água.

Durante a manifestação dos sintomas, o paciente permanece consciente, com períodos de alucinações, até entrar em coma. A raiva tem uma evolução rápida,podendo levar à morte em apenas 5 a 7 dias.

Veja também: Como é a transmissão da raiva?

Quais os sintomas da raiva canina?

No início, o cachorro com raiva manifesta os seguintes sintomas:

  • Alterações de comportamento;
  • Preferência por ficar em lugares escuros;
  • Agitação sem razão aparente;
  • Sustos ao menor estímulo;
  • Diminuição ou perda de apetite;
  • Irritação no local em que o animal foi mordido.

Após um período de 1 a 3 dias, o cão fica agressivo e ameaçador, podendo morder objetos, outros animais até mesmo dono. É comum o cachorro morde-se a si próprio, causando graves feridas. A paralisia dos músculos da deglutição impedem o animal de engolir a saliva e ele começa a babar.

Também pode ocorrer paralisia das patas traseiras e o latido do cão muda, ficando semelhante a um uivo rouco.

A raiva canina pode ser prevenida através da vacinação do cão contra o vírus da raiva, que deve ser feita a partir do quarto mês de vida e reforçada em um ano.

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Depois de passar muita raiva em uma discussão senti dor no pé, na barriga e enjoo, é normal?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. É normal sentir enjoo, dores ou mal-estar após episódio de estresse. Isso também acontece quando passamos por situações de medo, angústia ou ansiedade.

Os sintomas que ocorrem após a raiva, irritabilidade ou estresse, são respostas do nosso corpo quando entende que estamos em situação de "perigo". Portanto, como forma de defesa, o nosso organismo aumenta a liberação de adrenalina e neurotransmissores, acelerando o metabolismo, o que nos permite, por exemplo, sair correndo ou emitir um grito, quando é preciso.

No entanto, também são responsáveis por outras sensações desagradáveis, como:

  • Agitação;
  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Transpiração excessiva;
  • Esquecimentos;
  • Coceira, lesões de pele, vermelhidão;
  • Aumento de pressão arterial ou glicose;
  • Dor no peito;
  • "Bolo na garganta";
  • Enjoo (náuseas) e vômitos.

Contudo, se a pessoa sair da situação e o organismo se equilibrar, os sintomas desaparecem espontaneamente, o que não causa preocupação, apenas confirma reação normal do organismo.

O estresse é um diagnóstico de exclusão, ou seja, todas as doenças que causam risco de vida devem ser descartadas antes de confirmar esse diagnóstico, inclusive porque o estresse interfere diretamente e descompensa muitas doenças, como a hipertensão e o diabetes.

Por isso, se mesmo após término o da situação, os sintomas permanecerem, é importante procurar atendimento médico de emergência, para uma avaliação adequada.

Cólica na gravidez após nervoso é normal?

Não é normal, mas pode ocorrer.

Na verdade, a dor no pé da barriga, ou cólicas após passar por situações de raiva, estresse e "nervoso", contrai a musculatura e com isso pode causar os sintomas de dor. No entanto, existem outras causas que devem ser analisadas e podem interferir na evoluação normal da gravidez.

Sendo assim, na presença de dor e cólicas durante a gestação, é importante sempre informar oa seu médico, assim como sangramentos, para uma avaliação individualizada.

Entenda melhor as causas de dor no pé da barriga em grávidas, no seguinte artigo: Dor no pé da barriga durante a gravidez, o que pode ser?

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