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Sarampo

Vacina contra sarampo: qual a reação?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) que faz parte do calendário vacinal é geralmente bem tolerada, mas podem, raramente, acontecer algumas reações que necessitam atendimento médico, como:

  • dificuldade em respirar ou engolir;
  • erupção na pele e coceira;
  • inchaço nos olhos, na face ou na parte interna do nariz;
  • cansaço ou fraqueza repentinos e muito intensos (hipotensão);
  • convulsões;
  • confusão mental;
  • febre alta (acima de 39,4ºC);
  • dor de cabeça intensa e contínua;
  • irritabilidade ou sonolência incomum;
  • vômito; 
  • dor, aumento da sensibilidade ou inchaço nos testículos e saco escrotal.

Sintomas menos graves e que geralmente não precisam de atendimento médico podem surgir, tais como:

  • Febre baixa ou moderada (entre 37,7ºC e 39,4ºC);
  • Dor de cabeça leve;
  • Erupção na pele semelhante ao sarampo ou rubéola;
  • Inchaço dos gânglios linfáticos;
  • Inchaço das glândulas salivares, principalmente das parótidas;
  • Náusea;
  • Mal estar geral;
  • Dores articulares.

Sensação de queimação ou ferroadas, enduração, coceira, inchaço, vermelhidão e/ou aumento da sensibilidade são manifestações que podem ocorrer no local da injeção.   

Vacina contra sarampo: quem e quando deve tomar?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

De acordo com o esquema de vacinação brasileiro, a vacina contra o sarampo deve ser administrada em duas doses:

  • A primeira é dada logo depois que a criança completou um ano, geralmente sob a forma de vacina tríplice viral, isto é, que combina as vacinas do sarampo, rubéola e caxumba;
  • A segunda dose é dada entre 4 e 6 anos de idade.

Adultos que não tenham sido vacinados ainda, podem tomar uma dose única da vacina contra o sarampo num posto de saúde ou clínica particular.

A vacina é contra-indicada para gestantes e indivíduos imunocomprometidos.

O que é sarampo e quais os sintomas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O sarampo é uma doença infecciosa causada por um vírus da família Morbillivirus, transmitida por secreções das vias respiratórias, como gotículas eliminadas pelo espirro ou pela tosse.

O período entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é de cerca de 12 dias. A transmissão do vírus pode ocorrer até 6 dias antes da manifestação dos sintomas e estender-se até o quarto dia depois que surgirem as placas avermelhadas na pele.

Portanto, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus sem saber que tem sarampo. A sua principal forma de contágio ocorre através da inalação de gotículas de secreção, eliminadas por uma pessoa infectada ao tossir, falar ou espirrar. 

A transmissão do sarampo pela via indireta, como o contato com objetos contaminados, é baixa, pois o vírus sobrevive pouco fora do corpo. 

As pessoas mais propensas a adquirir sarampo são aquelas que não são vacinadas e que nunca tiveram a doenças. Após ter a doença, a pessoa fique imune ao sarampo até o fim da vida.

Mulheres que tiveram sarampo ou que receberam a vacina, transmitem a imunidade ao bebê em caso de gravidez. Porém, essa proteção dura apenas cerca de 1 ano. Depois desse período, sem a vacina, as chances da criança adquirir sarampo é elevada.

Quais são os sintomas do sarampo?

Os sintomas iniciais do sarampo incluem febre, tosse, congestão nasal, vermelhidão nos olhos, mal estar, conjuntivite, coriza, perda de apetite e manchas brancas na parte interna das bochechas (exantema de Koplik).

Depois de 3 a 5 dias, surge o principal sinal do sarampo, que é o aparecimento de manchas avermelhadas na pele (exantema maculopapular), que começam no rosto, orelhas e pescoço e progridem na direção dos pés. 

Em um ou dois dias, as erupções espalham-se para o tronco e membros superiores e inferiores e começam a  desaparecer do rosto.

No pico da infecção do sarampo, a pessoa apresenta muita prostração, as erupções na pele são extensas e a febre pode ser alta, ultrapassando os 40º C. Após um período de 3 a 5 dias, a febre diminui, os sintomas melhoram e as manchas vermelhas desaparecem.

Apesar do sarampo geralmente ser uma doença benigna, em alguns casos ela pode ser potencialmente grave, podendo causar otite, pneumonia e encefalite, além de aborto ou parto prematuro em gestantes. Nos casos mais graves, o sarampo pode ser fatal.

Os sintomas do sarampo podem se confundir com os de outras doenças virais, como a dengue. Contudo, felizmente, é uma doença pouco comum, em virtude do programa de vacinação contra o sarampo. 

Qual é o tratamento para sarampo?

Não há um tratamento específico para sarampo. Os medicamentos e medidas usadas servem para controlar os sintomas, que normalmente desaparecem depois de duas a três semanas.

Durante o tratamento, são utilizados medicamentos para controlar a febre e a dor muscular, bem como umidificadores para aliviar a tosse. A pessoa também deve permanecer em repouso e ingerir bastante líquido.

O diagnóstico é feito através do exame clínico e, quando necessário, confirmado por exame de sangue.

Na presença de sinais e sintomas de sarampo, a pessoa deverá ser avaliada pelo médico clínico geral, médico de família ou pediatra.

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Qual o tratamento para sarampo?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Não existe um tratamento específico para sarampo. Como é uma doença autolimitada, o tratamento para sarampo visa apenas o alívio dos sintomas​. A pessoa com sarampo deve ficar de repouso, ingerir bastante líquido, comer alimentos leves, limpar os olhos com água morna e tomar medicamentos antitérmicos para baixar a febre, especialmente paracetamol ou dipirona.

Medicamentos à base de ácido acetilsalicílico como AAS, Aspirina, Doril e Melhoral, não devem ser tomados, pois aumentam o risco de hemorragias. Dependendo do caso, pode haver necessidade de tratamento para aumentar a imunidade.

A vacinação é a única forma de prevenir o sarampo. A vacina anti-sarampo é eficaz em cerca de 97% dos casos. Deve ser aplicada em duas doses a partir do primeiro ano de vida da criança. Usualmente, a dose de reforço é aplicada entre os quatro e seis anos. Exceção é feita às mulheres grávidas e aos indivíduos imunodeprimidos. Adultos que não tomaram a vacina e não tiveram sarampo na infância também devem ser vacinados.

Tomei a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Segurança nunca é demais em se tratando de uma gravidez, então espere 6 meses se for preciso, nunca houvi falar em "emergência" para ficar grávida.