Perguntar
Fechar
Fezes com muco, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Fezes com muco pode ocorrer em situações normais, uma vez que o muco é um componente secretado pelo intestino grosso e que, às vezes, é eliminado junto com as fezes quando há um aumento dos movimentos intestinais, como ao comer algum alimento com efeito laxante.

No entanto, quando o muco torna-se frequente, abundante e aparece acompanhado de outros sinais e sintomas pode significar a presença de algum distúrbio intestinal, tais como:

1. Disenteria

Trata-se de uma perda líquida caracterizada pela presença de sangue e muco nas fezes. Normalmente é causada por alguma bactéria ou vírus que invadiu a mucosa intestinal.

2. Síndrome do intestino irritável

Não é uma doença, mas sim um conjunto de sintomas que incluem dor abdominal, estufamento, "intestino preso" e diarreia. É comum haver alternância entre diarreia e prisão de ventre, podendo também surgir muco com as fezes.

3. Pólipos intestinais

São tumores benignos que surgem devido a um crescimento anormal das células da mucosa do intestino. Na maioria dos casos, os pólipos são pequenos e não causam nenhum sintoma. Porém, pólipos maiores podem causar obstrução intestinal ou sangramento, além da possibilidade de haver muco nas fezes.

4. Tumores de cólon e reto

O câncer de intestino pode não causar sintomas nos estágios iniciais. Contudo, nas fases avançadas, podem surgir anemia, cólicas, dores abdominais, náuseas, vômitos, prisão de ventre ou diarreia. As fezes podem ter sangue e muco.

5. Doença de Crohn

Trata-se de uma doença inflamatória que afeta com mais frequência o intestino, mas que pode acometer todo o trato gastrointestinal. Os seus sintomas incluem diarreia (com ou sem muco nas fezes), dor abdominal e perda de peso.

6. Retocolite ulcerativa

É uma inflamação da mucosa localizada dentro da parede do intestino. O seu principal sintoma é a diarreia com presença de sangue e muco nas fezes, podendo causar ainda dor abdominal, febre e emagrecimento.

Leia também:Minhas fezes estão verdes, o que pode ser?

Se o muco nas fezes vier acompanhado de outros sintomas, consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou gastroenterologista para uma avaliação pormenorizada.

Dor abdominal: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Há diversas causas para dor abdominal. O abdome é a região que mais abriga órgãos do corpo, sendo, portanto, um desafio o diagnóstico quando surge dor nessa região.

Qualquer um dos órgãos localizados no abdômen ou na cavidade pélvica podem causar dor na barriga. Assim como órgãos próximos, também podem ser responsáveis pela dor abdominal.

Na grande maioria dos casos, a dor abdominal não indica nenhuma doença maligna. Muitas vezes é causada por gases ou prisão de ventre, as cólicas intestinais. Porém existem casos de maior gravidade, como a dor originada de um tumor, uma hemorragia ou inflamação intestinal grave.

Quais as principais causas de dor abdominal?Colecistite e colelitíase (pedras na vesícula biliar)

A dor abdominal ocorre quando há uma obstrução do ducto de drenagem da vesícula biliar para o intestino, devido a presença de uma ou mais pedras. Se a obstrução for prolongada, as enzimas produzidas na vesícula, para auxílio na digestão, que não conseguem passar para o intestino, começam a causar lesão na própria parede, gerando uma inflamação, denominada colecistite.

Nesses casos, a dor é contínua, não responde aos medicamentos analgésicos comuns, e pode vir associada à febre, náuseas e vômitos.

Leia também: Quais são os sintomas de pedra na vesícula?

A dor da obstrução da vesícula é chamada de cólica biliar e costuma ser localizada na porção superior direita do abdômen e no meio da barriga. É tipicamente uma cólica que se inicia logo após a ingestão de alimentos gordurosos.

Gastrite e úlcera péptica

Usualmente se apresentam com dor em queimação na região superior do abdômen, principalmente na porção mediana, conhecido popularmente como "boca do estômago".

A intensidade da dor abdominal nesses casos é muito variável e nem sempre é suficiente para diferenciar uma úlcera (ferida na parede do estômago), de uma simples gastrite.

Saiba mais em: Quais os sintomas de gastrite?

A presença de sangue nas fezes ou nos episódios de vômitos, indica uma emergência médica. As principais causas são a úlcera sangrante ou perfuração da parede do estômago. O tratamento é cirúrgico de urgência, devido aos riscos de morte.

Hepatite aguda

As hepatites mais comuns são aquelas causadas pelos vírus A, B ou C, porém, podem surgir por várias outras causas, entre elas a intoxicação medicamentosa ou o uso abusivo de álcool.

Também pode lhe interessar: Quais são os sintomas da hepatite C?

A hepatite aguda costuma causar uma dor mal definida na porção superior direita do abdômen e está geralmente associada à presença de icterícia (pele e olhos amarelados).

Nesses casos a pessoa deve permanecer internada para acompanhamento e monitoramento em setor de urgência e emergência, até que o diagnóstico e o melhor tratamento sejam definidos.

Pancreatite aguda

A pancreatite aguda se caracteriza pela inflamação aguda do pâncreas, que pode ser originada pela presença de cálculos biliares, excesso de consumo de bebidas alcoólicas, e mais raramente, por causas genéticas.

A dor abdominal é intensa, localizada em toda região superior do abdômen, podendo irradiar para as costas, descrita como uma dor em "cinturão apertado", ou dor difusa por todo o abdome. Pode durar vários dias e costuma vir acompanhada de náuseas, vômitos e piora da dor após a alimentação.

O tratamento deve ser realizado em ambiente hospitalar, com jejum prolongado e hidratação intensificada, para evitar as complicações. Raramente é indicado cirurgia nessa fase.

Veja também: Quais os sintomas de problemas no pâncreas?

Pedras nos rins (cálculo renal)

Caracteriza-se por intensa dor na região lombar, em apenas um lado do corpo. Frequentemente a dor irradia para o abdômen, principalmente nos flancos ou para a virilha do lado obstruído pela pedra, mal estar, suor frio e sangue na urina, mesmo sem dor.

Nos casos de obstrução com infecção, apresenta também febre alta. O tratamento é realizado de acordo com a causa e local da pedra. Por vezes é necessário cirurgia de urgência para drenagem e para evitar complicação nos rins.

O acompanhamento posterior com urologista, ajuda a evitar novos episódios de urgência.

Leia também: Quais os sintomas para quem tem pedra nos rins?

Diverticulite

Na maioria dos casos, manifesta-se como uma dor no quadrante inferior esquerdo do abdômen e em pessoas acima de 60 anos. A dor dura vários dias e pode ou não vir acompanhada de febre e sangue nas fezes.

Veja também: Quais os sintomas da diverticulite?

Apendicite

É a inflamação no apêndice, pequeno órgão em forma de saco, localizado no final do intestino delgado. Caracteriza-se por uma dor que piora progressivamente, inicialmente por toda a barriga, ou redor do umbigo, que depois se localiza no quadrante inferior direito do abdômen.

É comum haver febre e vômitos associados, além de falta de apetite e constipação intestinal. Necessita de tratamento cirúrgico de emergência.

Saiba mais em: Como identificar uma crise de apendicite?

Infecção intestinal

A manifestação mais comum é a cólica abdominal associada a diarreia e vômitos. Se causada por vírus (maior parte dos casos), não requer tratamento específico. Se associada à evacuação com sangue ou febre, requer tratamento com antibióticos.

No caso de dor abdominal, diarreia com sangue ou febre alta, procure um serviço de emergência para avaliação e prescrição do medicamento.

Leia também: Quais os sintomas de infecção intestinal?

Obstrução, infarto e isquemia intestinal

A obstrução intestinal, infarto e isquemia intestinal, são situações muito graves, com elevado risco de morte.

Clinicamente causam dor abdominal de forte intensidade, que piora rápido e progressivamente e acomete todo o abdômen, constipação e distensão ou inchaço na barriga. O tratamento é cirúrgico de emergência.

Causas ginecológicas

Doenças dos ovários, endometriose, mioma uterino e gravidez ectópica são causas comuns de dor abdominal na mulher. Nesses casos, a dor abdominal varia conforme a localização do problema, mas em geral está localizada na região inferior do abdômen (pelve).

Pode vir associada a alterações menstruais, febre, mal-estar e perda de peso, nos casos de tumores.

Cólica menstrual

As cólicas menstruais ocorrem na porção inferior do abdômen e podem irradiar-se para as costas e para as coxas. Sintomas como náuseas, irritabilidade, suor frio, dor de cabeça, fezes amolecidas e tonturas, são frequentemente associados.

Também pode lhe interessar: Como aliviar cólica menstrual?

Infecção urinária

Na infecção urinária, a dor abdominal é localizada no baixo ventre, associada a ardência para urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e aumento no número de micções, sempre em pequena quantidade.

O tratamento deve ser feito com antibióticos, antissépticos urinários e boa hidratação, para evitar uma complicação nos rins.

Leia também: Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

Peritonite

A peritonite é uma infecção difusa dentro do abdômen, portanto costuma ser uma complicação de outras infecções, como a colecistite, apendicite ou pancreatite que não foram tratadas a tempo.

O quadro clínico é de uma dor abdominal difusa e de forte intensidade, que piora com a compressão do abdômen, febre e mal estar. O tratamento é cirúrgico de urgência, devido ao alto risco de óbito.

Doença de Crohn e retocolite ulcerativa

A dor abdominal nessas doenças normalmente está associadas a alterações nas fezes e perda de peso. Na retocolite pode haver comprometimento do ânus, com presença de fissuras e sangramento.

Cetoacidose diabética

Causa dor abdominal difusa, associada a vômitos e alteração na glicemia. Ocorre em pacientes diabéticos com controle alimentar e medicamentoso inadequado.

Veja também: Cetoacidose diabética: como identificar e tratar?

Sinais de emergência

Os sinais e sintomas de gravidade, que indicam a necessidade de procurar um serviço de urgência imediatamente são:

  • Dor abdominal intensa
  • Vômitos
  • Fezes com sangue
  • Febre
  • Icterícia (pele ou olhos amarelados)
  • Confusão mental
  • Desmaio

Em vista de tantas possibilidades para causar uma dor abdominal e devido ao alto risco em algumas situações, sugerimos que na presença de dor abdominal com sinais e sintomas de gravidade, procure um serviço de pronto atendimento imediatamente.

No caso das dores intermitentes (que vão e vem), de longa duração, procure um médico clínico geral, médico de família ou um gastroenterologista.

Corrimento amarelo, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Corrimento amarelo é, normalmente, um sinal de infecção bacteriana (vaginose bacteriana) ou infecção causada por protozoários (Tricomoníase). O diagnóstico e tratamento de ambas as doenças são simples.

Na vaginose bacteriana, ocorre uma alteração da flora vaginal normal, que é (primariamente composta por Bacilos de Doderlein) por outras bactérias, geralmente Gardnerella vaginalis. Nem sempre apresenta sintomas, mas geralmente há corrimento vaginal de cor amarela, branca ou cinza com odor desagradável (peixe podre), além de ardência ao urinar e coceira na vagina. O tratamento deve ser feito com antibióticos.

A melhor maneira de evitar a vaginose bacteriana é:

  • evitar fazer duchas vaginais;
  • limitar o número de parceiros;
  • usar preservativo sempre, em todas as relações;
  • procurar fazer exames ginecológicos uma vez ao ano, no mínimo.

Na Tricomoníase, o agente etiológico (causador da doença) é o protozoário Trichomonas vaginalis, cuja transmissão ocorre através do contato íntimo sem preservativo. O corrimento tem uma tonalidade mais acinzentada, com mau cheiro, por vezes espumoso. Também pode ocorrer dispareunia (dor nas relações sexuais) e disúria (dor ao urinar). O tratamento da tricomaníase também é feito com antibióticos, e deve envolver ambos os parceiros. O tratamento é desaconselhado durante a gravidez.

Sempre que ocorrer sangramento ou corrimento, de qualquer cor ou tipo, procure imediatamente um médico ginecologista para avaliação. Ele poderá fazer o exame para averiguar se você está grávida ou não e lhe dar o tratamento ideal, se for necessário.

Leia mais Corrimento vaginal: o que significam as diferentes cores

Quais são os sintomas de aborto?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os possíveis sinais e sintomas de um aborto espontâneo incluem sangramento vaginal (com sangue de coloração viva ou escura), dores abdominais ou cólicas, saída pela vagina de um coágulo de sangue ou um jato de líquido claro ou rosa, dor na coluna lombar (parte de baixo das costas), contrações uterinas doloridas e febre (aborto infectado).

Porém, vale lembrar que os abortos espontâneos nem sempre apresentam esses sinais e sintomas. É comum a mulher apresentar um aborto sem saber, sobretudo no início da gravidez. 

Quais são os sintomas de uma ameaça de aborto?

Uma ameaça de aborto provoca sangramento vaginal fraco ou moderado. Pode haver dores abdominais, tipo cólicas, normalmente pouco intensas.

O colo do útero encontra-se fechado e o volume uterino condiz com o tempo de gravidez. Não há sinais de infecção. Ao exame de ultrassom, tudo está normal e o feto está vivo.

Quais são os sintomas de um aborto completo?

Esse tipo de aborto ocorre geralmente antes da 8ª semana de gestação. Nesses casos, a perda de sangue e as dores diminuem ou acabam depois da expulsão do embrião.

O colo uterino pode estar aberto e o tamanho do útero está menor que o esperado para a idade gestacional. No exame de ultrassom, a cavidade uterina está vazia ou com imagens de coágulos.

Quais são os sintomas de um aborto inevitável e incompleto?

Apresenta sangramento maior que na ameaça de abortamento. A perda de sangue diminui com a saída de coágulos ou restos embrionários.

As dores geralmente são mais fortes que na ameaça de aborto. O colo do útero encontra-se aberto e o ultrassom confirma o diagnóstico.

Quais são os sintomas de um aborto retido?

Normalmente evolui com a regressão dos sinais e sintomas da gravidez, podendo ocorrer sem os sinais de ameaça de abortamento. O colo uterino encontra-se fechado e não há sangramentos.

O exame de ultrassom mostra ausência de vitalidade ou presença de saco gestacional sem embrião.

Quais são os sintomas de um aborto infectado?

Um aborto infectado provoca febre, sangramento vaginal com odor fétido, dores abdominais e eliminação de secreção com pus pelo colo uterino. A infecção geralmente é provocada por bactérias da própria flora vaginal.

Muitas vezes, está associado a manipulações do interior do útero através de técnicas inadequadas e inseguras.

Trata-se de um caso grave que deve ser tratado, independentemente da vitalidade do feto, pois pode evoluir para peritonite (infecção generalizada do interior do abdômen).

O que pode causar um aborto espontâneo?

Cerca de metade dos casos de aborto são causados por anomalias genéticas. Outras causas comuns de aborto incluem:

  • Falta de produção de hormônios;
  • Alterações hormonais;
  • Deficiências do sistema imunológico;
  • Problemas renais;
  • Diabetes descompensado;
  • Doenças infecciosas (rubéola, toxoplasmose, HIV, sífilis…).

Os abortos espontâneos nem sempre têm a causa identificada, principalmente se o aborto acontecer logo nas primeiras semanas de gravidez. 

Quais são os fatores de risco para ocorrer um aborto? Idade

Mulheres grávidas aos 40 anos têm 40% de chances de terem um aborto. Aos 45 anos, o risco é de até 80%.

Abortos anteriores

Gestantes que já tiveram abortamentos anteriores têm mais chances de sofrerem um aborto espontâneo.

Tabagismo

Fumar mais de 10 cigarros por dia pode aumentar em até 3 vezes as chances de abortamento. O abuso de álcool e o uso de drogas também eleva os riscos.

Uso de medicamentos

O uso de medicamentos anti-inflamatórios durante o período da concepção aumenta as chances de aborto.

Baixo peso ou excesso de peso

Sabe-se que mulheres com índice de massa corpórea (IMC) inferior a 18,5 ou superior a 25 apresentam mais riscos de terem um aborto. IMC menor que 20 indica peso abaixo do normal e acima de 25 significa sobrepeso.

Veja também: Você sabe calcular o seu IMC?

Na presença de qualquer um desses sinais e sintomas de abortamento, entre em contato imediatamente com o/a médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral ou procure um serviço de urgência.

Dor no estômago na gravidez é normal?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, na maioria das vezes, a dor no estômago na gravidez é normal. A dor de estômago é um sintoma muito comum durante a gestação e está relacionada ao aumento de determinados hormônios, alterações psicossomáticas e alterações anatômicas próprias da gravidez.

Durante a gravidez, o estômago passa a produzir maior quantidade de enzimas digestivas e ácido. Além disso, com o seu avanço, ocorre o aumento do tamanho do útero, empurrando o estômago para cima, o que favorece a ocorrência de refluxo gastroesofágico, e os sintomas de dor e queimação.

Para reduzir o sintoma, é importante diminuir o tamanho das porções de alimentos ingeridas, ou seja, comer menor quantidade de alimentos em cada refeição e realizar mais refeições por dia. Outra medida que reduz os sintomas, é não ingerir líquidos durante a refeição, evitando a dilatação do estômago.

Alimentos gordurosos e pesados também têm a digestão mais lenta, mais dificultada, o que pode prejudicar ainda mais os sintomas.

Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicação para aliviar as queixas.

Dor no estômago durante a gravidez pode ser intoxicação alimentar?

Se a dor no estômago vier acompanhada de diarreia, pode ser um sintoma de intoxicação alimentar, infecção no estômago ou no intestino. Nesses casos, recomenda-se manter uma boa hidratação para repor os líquidos que estão sendo perdidos, evitar alimentos gordurosos e apimentados e entrar em contato com médico/a obstetra assistente.

Se houver presença de sangue nas fezes, vômitos e ou febre, recomenda-se procurar um serviço de saúde para avaliação de emergência.

Dor no estômago durante a gravidez pode ser gastrite?

Dor no estômago acompanhada de náusea e queimação pode ter como causa uma gastrite sim. A gastrite é uma inflamação generalizada na parede do estômago, que pode causar edema e feridas superficiais.

O principal sintoma da gastrite é a dor constante no estômago em queimação, sobretudo na “boca do estômago”. A dor geralmente melhora quando a pessoa come e piora com o estresse.

Outros sintomas da gastrite incluem azia, perda de apetite, náuseas e vômitos.

A gastrite tem como uma das principais causas o aumento da produção de ácido gástrico, o que aumenta a acidez do trato digestivo alto, principalmente do estômago. O ácido gástrico em grande quantidade agride a mucosa que reveste a parede interna do órgão, causado uma reação inflamatória.

Porém, a gastrite também pode ser causada pela bactéria Helicobacter pylori, uma bactéria comum no estômago de cerca de 50% da população. A H. pylori também tem a capacidade de aumentar a acidez do suco gástrico, gerando um processo inflamatório da mucosa do estômago.

Outras causas conhecidas para dor no estômago são o estresse, uso de medicamentos, jejum prolongado, entre outras.

Para tratar a dor no estômago durante a gravidez, consulte seu/sua médico/a obstetra ou médico de família para identificar a causa e iniciar um tratamento adequado.

Sintomas da pílula do dia seguinte ou gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Provavelmente os seus sintomas (náuseas e dor de cabeça) são efeitos colaterais da pílula do dia seguinte, pois ainda seria muito cedo para começar a sentir os sintomas de gravidez, a não ser que já estivesse grávida anteriormente.

Os primeiros sintomas da gestação começam a surgir a partir da 5ª ou 6ª semana de gravidez e não poucos dias depois da relação.

Por isso, é provável que os enjoos e a dor de cabeça sejam decorrentes da pílula do dia seguinte.

Os efeitos colaterais mais frequentes desse anticoncepcional de emergência são náuseas e vômitos, mas também podem ocorrer:

  • Dor de cabeça;
  • Dor nas mamas;
  • Tontura;
  • Diarreia.

Esses efeitos são de curta duração e desaparecem espontaneamente nas primeiras 24 horas após o uso da pílula do dia seguinte.

Além disso, a pílula costuma ser bem tolerada pela maioria das mulheres e apenas em casos excepcionais ocorrem reações indesejadas mais intensas.

Se a dor de cabeça e os enjoos persistirem, consulte o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para que a origem dos sintomas seja devidamente diagnosticada e tratada.

Também podem lhe interessar:

Quais os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte?

Sintomas de Gravidez

Mal-estar, tontura, náuseas, fraqueza, dor de cabeça. Posso estar grávida?

O que é bartolinite? Tem cura?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Bartolinite é a inflamação de uma ou ambas as glândulas de Bartholin, e tem cura, com um tratamento relativamente simples.

As glândulas de Bartholin são duas glândulas acessórias dos genitais externos femininos (localizadas uma de cada lado da vagina). Têm a função de lubrificar a região da vagina, principalmente durante o coito.

Às vezes, a abertura de uma ou ambas estas glândulas fica obstruída, fazendo com que o líquido produzido volte para dentro da glândula. O resultado é relativamente indolor, muitas vezes sem sintomas quaisquer, e é chamado de cisto de Bartholin.

Às vezes, o líquido dentro do cisto pode ser infectado (invasão bacteriana), com formação de pus rodeado por tecido infectado e inflamado (abscesso), o que é denominado de Bartolinite aguda. Quando isso ocorre, surgem os sintomas.

Sintomas da Bartolinite aguda

Os principais sintomas da bartolinite aguda são a eliminação de pus e sinais de inflamação (o local fica avermelhado, quente, muito dolorido e inchado), semelhante a um furúnculo. Em estágios mais avançados, é perceptível um nódulo próximo da abertura vaginal. Algumas pacientes podem referir sensação de "bola" ou "caroço" na vagina, com eventual desconforto ao caminhar ou sentar, dispareunia (dor durante a relação sexual) e febre.

A infecção pode ser causada por diversos tipos de bactérias, tais como Neisseria gonorrhoeae (gonococo, causador da gonorreia), Chlamydia trachomatis​ (clamídia), que são sexualmente transmissíveis, como também por bactérias do trato intestinal (geralmente Escherichia coli) ou da pele (geralmente Staphylococcus aureus, mas também estreptococos).

Tratamento da Bartolinite

O tratamento da bartolinite aguda passa pelos seguintes procedimentos:

  • Tratamento com antibióticos;
  • Banhos de assento;
  • Drenagem cirúrgica;
  • Marsupialização;
  • Bartolinectomia.

Em caso de suspeita de bartolinite, um médico clínico geral ou preferencialmente um ginecologista deverá ser consultado para avaliação e tratamento.

Quais os efeitos colaterais da sertralina?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os efeitos colaterais mais comuns da sertralina são:

  • Insônia;
  • Sonolência;
  • Tontura;
  • Dor de cabeça;
  • Tremores;
  • Diarreia;
  • Boca seca;
  • Sudorese;
  • Náuseas;
  • Diminuição da libido (desejo sexual)
  • Distúrbios da ejaculação;
  • Fadiga (cansaço).

Outros efeitos colaterais são menos comuns, mas também podem acontecer:

  • Perda ou aumento do apetite;
  • Sintomas de depressão;
  • Agitação, ansiedade;
  • Fraqueza muscular e dores articulares;
  • Distúrbios visuais;
  • Zumbido;
  • Vômito, dor abdominal, prisão de ventre;
  • Disfunção sexual;
  • Menstruação irregular;
  • Dor no peito e palpitações.

Converse com o seu clínico geral ou psiquiatra sobre os possíveis efeitos colaterais da sertralina e informe-o sempre que surgirem reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Gosto amargo na boca durante a gravidez. O que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Gosto amargo na boca durante a gravidez geralmente decorre de alterações hormonais que ocorrem neste período e pode ou não ocorrer, depende da mulher. Medicamente denominado como disgeusia (distorção ou diminuição do paladar) é um efeito colateral desagradável e irritante de uma gravidez normal, embora não ocorra em todas as gestações. Suas causas ainda não são determinadas com absoluta certeza, mas há muitas teorias que procuram explicar as razões pelas quais algumas mulheres experimentam um gosto desagradável, azedo, amargo, ácido ou metálico na boca durante a gravidez.

Na gestação normal, o corpo sofre uma série de alterações nos níveis hormonais que podem afetar os sentidos do olfato e paladar (acredita-se que o aumento da produção de estrógeno desempenhe um papel importante). Alguns estudos também mostram que as papilas gustativas na língua crescem mais durante a gestação, o que provocaria a alteração gustativa. O uso de vitaminas pré-natais, pílulas hormonais e antibióticos, entre outros medicamentos, durante a gravidez também pode causar como efeito colateral um gosto ruim ou metálico na boca.

Para minimizar este sintoma, recomenda-se escovar os dentes frequentemente com pasta de dente de hortelã, gargarejar com soluções diluídas de bicarbonato de sódio e água, preparados pela mistura de 1/4 colher de sopa de soda de cozimento com uma xícara de água (neutraliza o nível de pH no interior da boca), mastigar ou chupar balas ou gomas; frutas cítricas, sucos, limonadas (o citrino presente nesses alimentos neutraliza o sabor metálico e também aumenta a produção de saliva que podem tirar o gosto). Finalmente, beber bastante água, que não só irá mantê-la hidratada, mas também irá ajudar na eliminação das toxinas do corpo.  O gosto ruim na boca durante a gravidez não é um problema de saúde grave e não causará a você ou seu bebê qualquer dano. No entanto, pode incomodar, e os meios acima descritos minimizam este sintoma. De qualquer forma, é importante consultar o seu médico ginecologista para que ele esteja sempre informado de seus sintomas, possa diagnosticar a causa subjacente (se houver alguma, não fisiológica) e prescrever-lhe um tratamento.  

O que é um nódulo hipoecóico e hipoecogênico?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Um ​nódulo hipoecóico ou hipoecogênico é um nódulo que reflete pouco as ondas do aparelho de ultrassom. Como resultado, a imagem do nódulo aparece mais escura em relação ao restante do tecido do órgão examinado, como mama ou tireoide, por exemplo.

As imagens na ultrassonografia são formadas pela reflexão das ondas emitidas pelo aparelho. Quando os tecidos não refletem ou refletem pouco essas ondas, as imagens ficam escuras (hipoecóicas ou hipoecogênicas). Quando as ondas são bem refletidas, as imagens ficam claras (hiperecóicas ou hiperecogênicas).

Na mama, um nódulo hipoecóico não significa que o mesmo seja maligno ou benigno, pois em ambos os casos o nódulo pode apresentar-se hipoecogênico.

Veja também: O que é um fibroadenoma mamário e quais os sintomas?

Já na tireoide, nódulos sólidos e hipoecogênicos com mais de 1 cm de diâmetro devem ser investigados. Nesses casos, poderá ser indicada a complementação do Ultrassom com a punção em que são colhidas células do interior do nódulo para verificar a existência de células cancerígenas ou com potencial de malignidade.

Sempre após a realização de qualquer exame, é importante marcar uma consulta de retorno com o/a médico/a que solicitou o exame para que ele/ela possa dar seguimento ao acompanhamento e fazer a avaliação mais detalhada do quadro clínico da pessoa.

Também pode lhe interessar: O que é um nódulo isodenso?

Quais os efeitos colaterais da fluoxetina?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os efeitos colaterais da fluoxetina mais comuns, ou seja, que ocorrem em mais de 10% dos casos, podem ser: dor de cabeça, insônia, sonolência, nervosismo, ansiedade, cansaço (fadiga), tremor, diminuição da libido (desejo sexual), diarreia, náusea, boca seca e e diminuição do apetite.

Outros efeitos secundários da fluoxetina que são considerados frequentes incluem:

  • Palpitação, dor no peito, aumento da pressão arterial;
  • Tontura, dificuldade para dormir, sonhos anormais, agitação, esquecimento;
  • Constipação, flatulência, vômitos, alteração do paladar, aumento do apetite, perda ou ganho de peso;
  • Visão turva;
  • Micções frequentes;
  • Dor no ouvido, sinusite, sangramento no nariz;
  • Distúrbios da ejaculação, impotência, sangramentos ginecológicos;
  • Erupções da pele, coceira e rubor.

De cada 100 pessoas que tomam fluoxetina, até 10 delas podem manifestar alguns desses efeitos colaterais. Muitas vezes esses efeitos duram poucos dias após o início do seu uso. Depois, com o organismo mais adaptado, os sintomas podem desaparecer.

Para que serve fluoxetina?

A fluoxetina é usada principalmente no tratamento da depressão. O seu princípio ativo é o cloridrato de fluoxetina.

A fluoxetina também serve para tratar bulimia nervosa, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), tensão pré-menstrual (TPM), irritabilidade e mal-estar causado por ansiedade.

A fluoxetina eleva os níveis de serotonina no cérebro, uma substância associada à sensação de prazer e bem-estar. Por isso, o seu uso melhora os sintomas da depressão e dos outros transtornos para o qual o cloridrato de fluoxetina é indicado.

Quanto tempo demora para sentir os efeitos da fluoxetina?

Os efeitos da fluoxetina levam algumas semanas para serem sentidos. Se os sintomas persistirem, o médico que receitou o medicamento deve ser informado, pois pode ser necessário reajustar a dose.

Como tomar fluoxetina?

Os comprimidos de fluoxetina devem ser tomados com um copo de água e podem ser ingeridos independentemente das refeições. As doses de fluoxetina variam conforme a doença a ser tratada e são indicadas conforme a avaliação médica.

Vale lembrar que cabe ao médico avaliar a necessidade de aumentar ou diminuir a dose de fluoxetina, de acordo com cada caso.

Todas as reações adversas decorrentes do uso de fluoxetina ou qualquer outra medicação, devem ser informadas ao médico que receitou o medicamento. Pode ser necessário suspender ou trocar a medicação, ou até manter o mesmo tratamento, conforme os efeitos colaterais presentes e tolerância do paciente, que serão discutidos durante a avaliação médica.

Também podem lhe interessar:

Grávida pode tomar fluoxetina?

Fluoxetina pode ser usada durante a amamentação?

Dor nas costas ao tossir e espirrar, o que pode ser?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

A maioria das dores nas costas é de origem muscular, ou seja, relacionada a algum mau jeito, carregamento de peso excessivo ou postura inadequada. Em quem está resfriado, com tosse ou espirros muito frequentes, o esforço que a pessoa faz para realizar esses movimentos pode cansar os músculos do tórax, e isso provoca a dor.

Além disso, as pessoas costumam associar esse tipo de sintoma a doenças pulmonares como a pneumonia. Essa relação até pode ser verdadeira, mas em geral o paciente vai apresentar não somente a dor isolada, mas também outros sintomas, como por exemplo febre, prostração e falta de ar.

De qualquer modo, somente um médico poderá examinar o doente e determinar a causa exata e o tratamento adequado ou a investigação necessária.

Saiba mais em: O que pode causar dor nas costas?