Perguntar
Fechar

Tipo de Sangue

O que é um AVC e quais os sintomas ou sinais?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

AVC é a sigla usada para acidente vascular cerebral, popularmente chamado de "derrame". Existem 2 tipos: AVC isquêmico e AVC hemorrágico. O mais comum é o isquêmico, representando a grande maioria dos casos.

O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) acontece quando uma artéria está obstruída e falta sangue numa determinada área do cérebro.

Já o acidente vascular cerebral hemorrágico (AVCH) é provocado por um sangramento decorrente do rompimento de um vaso sanguíneo.

Há ainda outro tipo de acidente vascular cerebral, cujos sintomas têm um tempo de duração menor, inferior a 24 horas. Trata-se do ataque isquêmico transitório (AIT). A artéria, nesses casos, fica obstruída por alguns minutos ou durante horas, sendo esse o tempo de duração dos sintomas. Depois disso, o fluxo sanguíneo volta aquela artéria, permitindo o desaparecimento das manifestações e a pessoa volta ao normal.

Contudo, mesmo nos casos de AIT, é importante procurar ajuda, pois o ataque isquêmico transitório pode ser o primeiro sinal de um AVC. Sabe-se que 20% das pessoas que têm um AIT sofre um derrame dentro de um período de 3 meses.

Quais são os sinais e sintomas de um AVC?

Os sintomas do AVC têm início súbito e podem se manifestar isoladamente ou combinados. A pessoa pode apresentar:

⇒ Perda de força, adormecimento ou paralisia em algum membro ou na face, apenas de um lado do corpo; ⇒ Alterações da visão (perda de visão, visão turva, visão dupla, sensação de "sombra" na visão); ⇒ Dificuldade para falar ou entender frases;

⇒ Desequilíbrio, tontura, falta de coordenação ao caminhar ou queda súbita;

⇒ Dor de cabeça forte e persistente;

⇒ Dificuldade para engolir.

Veja também: Suspeita de AVC: o que fazer?

Os sinais e sintomas do AVC variam conforme a área do cérebro que foi afetada. O acidente vascular cerebral é súbito. Os seus sintomas têm início imediato, logo após o rompimento ou a obstrução do vaso sanguíneo. 

Os sintomas do AVC podem se manifestar na face, na força muscular, na fala, na visão e com dor de cabeça. As manifestações podem surgir de forma isolada ou combinada.

Sinais de AVC na Face

A face da pessoa pode ficar “torta” subitamente, com um canto da boca ou uma pálpebra caída. Os sinais ficam ainda mais evidentes quando a pessoa sorri.

Sinais de AVC na Força

A perda de força também tem início súbito e é sentida em um dos braços ou em uma das pernas, podendo também se manifestar com perda de equilíbrio ou dificuldade de andar.

Sinais de AVC na Fala

Outro sinal frequente do AVC é a alteração da fala. A pessoa costuma apresentar um discurso confuso e a sua fala pode tornar-se estranha ou difícil de compreender. O indivíduo também pode apresentar dificuldade para compreender frases.

Sinais de AVC na Visão

O AVC quando acomete a região posterior do cérebro, principalmente, pode provocar perda súbita da visão ou outras manifestações visuais, como visão turva ou visão dupla.

Sinais de AVC: Dor de cabeça

Para finalizar, outro sintoma muito comum de AVC: a dor de cabeça, que costuma ser muito forte e começa subitamente, sem uma causa aparente, podendo levar ao desmaio. Sintoma mais comum nos casos de AVC hemorrágico.

Quais as possíveis sequelas de um AVC? 

As consequências e as possíveis sequelas de um acidente vascular cerebral depende de fatores como: tipo de AVC, tamanho da lesão, localização da área cerebral afetada, estado de saúde da pessoa, e mais importante, o tempo de início do tratamento. 

Tempo é cérebro! Quanto antes for iniciado o tratamento menos risco de sequelas para o paciente.

Cada pessoa irá reagir de forma diferente, de acordo com o caso. 

A recuperação do acidente vascular cerebral costuma ser lenta, mas também depende de cada caso. Aproximadamente 30% das pessoas apresenta uma melhora significativa dos sintomas dentro de 1 mês. 

Contudo, muitos outros irão apresentar sequelas. Por isso, o prognóstico de um AVC geralmente é bastante reservado.

Pouco tempo após um AVC, as células cerebrais começam a morrer. Porém, se a circulação sanguínea não estiver totalmente interrompida, elas ainda podem permanecer vivas durante algumas horas.

Por isso, é muito importante que a vítima de um AVC receba atendimento especializado o quanto antes, a fim de minimizar as lesões cerebrais. 

Aos primeiros sinais e sintomas de um AVC, a pessoa deve procurar assistência médica com urgência. O tratamento imediato pode prevenir sequelas mais graves e salvar a vida do/a doente.

Saiba mais em:

Quais são as principais doenças cardiovasculares e suas causas?

Doenças cardiovasculares: Quais os fatores de risco e como prevenir?

Quem tem diabetes pode comer melancia e banana?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, quem tem diabetes pode comer melancia e banana. Na verdade, diabéticos podem comer qualquer tipo de fruta, desde que seja consumida na dose certa ou combinada com outros alimentos, conforme orientação do nutricionista.

A banana tem baixo índice glicêmico, ou seja, não tem potencial para provocar aumento da glicose sanguínea. Mesmo assim, possui açúcares, pelo que o consumo deve ser moderado, como todas as frutas.

Em geral, pessoas com diabetes podem comer, em média, 3 frutas por dia de maneira fracionada, ou seja, uma de cada vez. Uma banana pequena por dia pode estar incluída nesse conjunto, sem problemas. As outras duas frutas devem preferencialmente ser diferentes, para variar nos nutrientes. 

Já a melancia, apesar de ter poucas calorias, possui um alto índice glicêmico e pode provocar picos de açúcar no sangue. Por isso, pessoas com diabetes devem evitar comer a fruta isoladamente. A solução nesse caso é ingerir a melancia com outros alimentos, como sementes e oleaginosas. A dose recomendada é de 1 fatia de 150 g.

É importante lembrar que a alimentação de quem tem diabetes deve ser individualizada, de acordo com as necessidades calóricas, idade, doenças associadas, estado nutricional e tratamento medicamentoso de cada paciente. 

Consulte um/a nutricionista para ter um plano alimentar adequado.

Leia também:

Quem tem diabetes pode comer tapioca, beterraba, batata doce e ovo?

Quem tem diabetes deve evitar comer o quê?

5 alimentos que ajudam a controlar a diabetes

Que cuidados com a alimentação deve ter uma pessoa diabética?

O que é linfoma?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Linfoma é um câncer do sistema linfático. O principal sinal da doença é o aumento dos gânglios linfáticos, também conhecidos como linfonodos, principalmente nas regiões do pescoço, clavículas, axilas e virilhas.

O sistema linfático é formado por órgãos (linfonodos, amígdalas, baço) e uma grande rede de vasos parecidos com as veias, que estão distribuídos por todo o corpo. A sua função é recolher o líquido que extravasou dos capilares sanguíneos (linfa), filtrá-lo e conduzi-lo de volta à circulação sanguínea.

O sistema linfático também faz parte do sistema imune do organismo, uma vez que os linfonodos armazenam e produzem glóbulos brancos, células de defesa que combatem infecções e doenças.

O linfoma é um tipo de câncer que começa nos linfócitos, um tipo de glóbulo branco encontrado principalmente nos gânglios linfáticos.

Veja também: Quais os tipos de câncer no sangue e os seus sintomas?

Existem 2 tipos de linfoma: linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin. Nos linfomas de Hodgkin, os gânglios linfáticos crescem lentamente, enquanto que nos linfomas não-Hodgkin o crescimento dos gânglios é rápido.

Em geral, os linfomas não deixam os linfonodos doloridos. O diagnóstico é feito através do exame físico associado à história clínica do/a paciente. A confirmação do diagnóstico é obtida com a biópsia do gânglio comprometido.

Saiba mais em:

Quais são os sinais e sintomas do linfoma?

Linfoma tem cura?

Linfonodo e linfoma são a mesma coisa?

Linfoma de Hodgkin é câncer?

Posso estar grávida com 5 dias de atraso da menstruação?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Pode sim. O atraso menstrual é o primeiro e mais importante sinal de gravidez. O tempo considerado atraso menstrual, em média, são mais de 10 a 15 dias, porém nas mulheres em que o ciclo menstrual é bastante regular, cinco dias já podem configurar atraso menstrual sim. 

Vale lembrar que o atraso menstrual ocorre com frequência nas mulheres, por diversas outras causas que não a gravidez; por exemplo, na ansiedade, estresse, exercícios físicos em excesso, uso de certos medicamentos, como estimulantes ou para emagrecimento; em doenças que levam a alterações hormonais entre outras.

Leia também: O que pode atrasar a menstruação?

O ideal é que realize um teste de confirmação de gravidez, podendo ser o teste de farmácia, que não necessita de pedido médico, ou o teste de sangue, com dosagem de Beta HCG, é sem dúvida o teste mais específico, entretanto necessita de avaliação e pedido médico para realizá-lo. 

Toda e qualquer tipo de alteração na menstruação deve ser comunicado ao médico ginecologista para que a causa seja devidamente diagnosticada e orientada.

Também pode lhe interessar:

Quais podem ser os tipos sanguíneos dos meus filhos?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O tipo sanguíneo do seu filho depende dos tipos sanguíneos do casal. Existem resultados bem definidos para todas as combinações possíveis:

  • O com O = filho pode ser APENAS do tipo O. Nunca será A, B ou AB.
  • O com A = filho pode ser dos tipos O e A, jamais B ou AB.
  • A com A = filho pode ser do tipo O e A, jamais B ou AB.
  • O com B = filho pode ser do tipo O e B, jamais A ou AB.
  • B com B = filho pode ser do tipo O e B, jamais A ou AB.
  • A com B = filho pode ser de qualquer grupo sanguíneo (O, A, B ou AB).
  • O com AB = filho pode ser A ou B, jamais O ou AB.
  • A com AB = filho pode ser A, B ou AB, jamais O.
  • B com AB = filho pode ser A, B ou AB, jamais O.
  • AB com AB = filho pode ser A, B ou AB, jamais O.
Tenho o pênis inchado, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Pênis inchado pode ser sinal de inflamações, infecções, fraturas, traumas ou ter ainda outras causas. Se o inchaço vier acompanhado de dor, vermelhidão e calor local, é provável que seja uma inflamação na glande (cabeça do pênis), no prepúcio (pele que recobre a glande) ou em ambos.

A inflamação na glande é conhecida como balanite. Se a pele estiver inflamada, ela é denominada postite, se acometer ambas ao mesmo tempo, balanopostite. A balanite e a balanopostite deixam a glande e o prepúcio inchados, além de causarem dor, vermelhidão e aumento da temperatura nesses locais. Alguns pacientes podem apresentar inclusive feridas na cabeça do pênis.

Se a balanite ou a balanopostite estiverem associadas a processos infecciosos, os sinais e sintomas podem incluir ainda a presença de pus, coceira e secreção com odor desagradável.

As principais causas dessas inflamações são as infecções provocadas por bactérias, vírus, fungos ou outros micro-organismos, podendo ainda ser originadas por doenças de pele, reações alérgicas, traumas, higiene inadequada e até câncer de pênis.

O inchaço no pênis também pode ser decorrente de uma uretrite. Trata-se de uma inflamação da uretra, o canal excretor da urina.

A uretrite é um tipo de infecção urinária e tem como principais sintomas a dor ou a ardência no momento de urinar e a presença de corrimento amarelado no pênis, normalmente acompanhado de mau cheiro. Alguns homens também podem ficar com o pênis inchado e sentir coceira e aumento da sensibilidade.

Veja também: Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

Já as fraturas ocorrem quase sempre durante o ato sexual, sobretudo quando a mulher está posicionada por cima do homem. Como o pênis não possui ossos, o termo "fratura" refere-se ao rompimento da membrana que recobre os corpos cavernosos (câmaras que se enchem de sangue para manter o pênis ereto).

Além do pênis ficar inchado, pode haver dor, hematomas e sangramento. É comum o paciente ouvir um estalo no momento da ruptura e inchaço.

O médico especialista indicado para avaliar e diagnosticar a origem do edema peniano é o urologista. Procure um na presença dos sintomas.

Saiba mais em: 

Corrimento no pênis: o que pode ser e como tratar?

Dor no pênis. O que pode ser?

Pênis sensível após relação é normal?

Tenho feridas no pênis. O que pode ser e o que fazer?

Quais são as doenças causadas por vermes?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As principais doenças causadas por vermes são: ascaridíase (lombriga), esquistossomose, ancilostomose, filariose, amebíase, teníase (solitária), larva migrans (bicho geográfico), oxiurose e giardíase. Os sintomas das verminoses variam conforme o tipo de verme. O tratamento normalmente é feito com medicamentos vermífugos.

A ascaridíaseé causada pelo verme Ascaris lumbricoides, conhecido popularmente como "lombriga". A transmissão ocorre pela ingestão de ovos do parasita presentes na água, solo ou alimentos contaminados com fezes. Os sintomas incluem dor abdominal, náuseas, diarreia ou prisão de ventre, aumento ou perda de apetite, emagrecimento, indisposição.

A esquistossomose é causada pelo Schistosoma mansoni. A transmissão ocorre pelo contato com água de rios e lagos infectada pelas cercárias que saem dos caramujos. Na fase aguda, a esquistossomose pode causar coceira, dermatite, febre, tosse, diarreia, náuseas, vômitos e perda de peso. Na fase crônica, pode haver alternância entre diarreia e obstipação intestinal, com aumento do fígado e baço, cirrose, hemorragias e barriga d'água.

Veja também: Esquistossomose tem cura? Qual é o tratamento?

A ancilostomose, causada pelos vermes Ancylostoma duodenale e Necator americanus, é mais conhecida como "amarelão". A infecção geralmente ocorre pelos pés, ao se pisar descalço em solo contaminado pelas larvas do parasita. Os sinais e sintomas do amarelão incluem pele amarelada, cansaço, fraqueza, anemia, podendo ainda ocorrer complicações cardíacas e pulmonares, além de comprometimento do desenvolvimento da criança.

O Wuchereria bancrofti (filária) é o verme causador da filariose, mais conhecida como "elefantíase". No Brasil, a transmissão ocorre principalmente pela picada do mosquito Culex. A filariose causa inflamação nos vasos linfáticos, febre, dor de cabeça, mal-estar geral, dores musculares, intolerância à luz, inchaço no saco escrotal, virilha, vulva, mamas, pernas e braços, manchas na pele, gordura ou sangue na urina e ainda deixa a pele grossa e áspera.

Saiba mais em: Filariose tem cura? Qual o tratamento?

A amebíase é a verminose causada pela ameba (Entamoeba histolytica). A principal forma de transmissão é através da ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes contendo o parasita. Os sintomas incluem diarreia com sangue ou muco, calafrios, febre e dores abdominais. Se não for tratada a tempo, a amebíase pode causar a morte.

A teníase é causada pela Taenia solium e Taenia saginata, mais conhecidas como "solitária". A primeira está presente na carne de porco e a segunda na carne de vaca. A infecção ocorre pelo consumo de carne suína ou bovina mal passada.

Dentre os sinais e sintomas da teníase estão dores abdominais, náuseas, debilidade, fadiga, perda de peso, gases, diarreia ou prisão de ventre, aumento ou perda de apetite, irritação, insônia, atraso no crescimento das crianças e diminuição da produtividade no adulto.

A ingestão dos ovos da tênia solium, presente na carne de porco, leva à cisticercose. As formas graves da doença ocorrem quando os cisticercos ficam alojados no sistema nervoso central ("solitária na cabeça"), podendo causar convulsões, alterações de comportamento, aumento da pressão no interior do crânio e distúrbios visuais.

O bicho geográficoé o nome popular da larva migrans, causada pelos vermes Ancylostoma brasiliensis e caninum. A transmissão ocorre pelo contato com areia ou terra contaminada com fezes de cães e gatos infectados pelo parasita. O bicho geográfico causa muita coceira e deixa linhas avermelhadas na pele, parecidas com mapas, que são os locais por onde o verme passou.

Também pode lhe interessar: Gostaria de saber se tem vermes que andam no nosso corpo?

O verme causador da oxiurose é o Enterobius vermicularis, também chamado de oxiúros. Essa verminose é comum na infância e os vermes podem ser vistos nas fezes. A infecção pode ser por autofecundação ou retroinfestação. A primeira forma dá-se pela ingestão de ovos ao levar a mão à boca após coçar a região retal. A segunda ocorre quando as larvas eclodem da região retal e migram para o intestino grosso. A oxiurose causa coceira na região anal e vaginal, corrimento, enjoo, vômitos, tonturas, cólicas e sono agitado.

Veja aqui o que fazer no caso de verme nas fezes.

A giardíase é a verminose causada pela Giardia lamblia. A transmissão ocorre pela via fecal-oral, ao levar à boca a mão contaminada com dejetos de alguém infectado ou pela ingestão de água ou alimento contaminado. Em geral, pessoas com giardíase não apresentam sintomas. Quando surgem, caracterizam-se por diarreia muito líquida e às vezes gordurosa, dores abdominais, gases intestinais, náuseas, vômitos, perda de peso e cansaço.

O tratamento das doenças causadas por vermes é feito com vermífugos, como Albendazol, Mebendazol e Tiabendazol.

Para prevenir as verminoses, é muito importante lavar bem as mãos antes de comer e depois de ir ao banheiro, lavar bem frutas e legumes, cozinhar bem os alimentos, evitar andar descalço, não beber água que não seja tratada ou de origem duvidosa, evitar tomar banhos em água parada, além de lavar os brinquedos e objetos que a criança tenha o hábito de colocar na boca.

Saiba mais em: 

Qual o tratamento para quem tem vermes?

Quais os sintomas de vermes no corpo?

Distensão abdominal: Quais as causas e como tratar?

O que é meningite?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. As meningites são causadas principalmente por vírus (meningite viral) e bactérias (meningite bacteriana).

A meningite também pode ser provocada por fungos (meningite fúngica), parasitas, lesões físicas, infecções (otites, por exemplo), câncer e uso de medicamentos.

A inflamação geralmente é decorrente de alguma infecção no líquido cefalorraquidiano, que fica entre as meninges e a medula espinhal e entre as meninges e o cérebro. As meningites podem causar lesões no cérebro e na medula.

As meningites virais são as mais frequentes e costumam ser menos graves. A meningite bacteriana, causada principalmente pelas bactérias Neisseria meningitidis (meningococo) e Streptococcus pneumoniae (pneumococo), é bem mais grave e pode ser fatal.

Streptococcus pneumoniae (pneumococo), bactéria causadora de meningite bacteriana pneumocócica.

A meningite fúngica é mais rara e afeta sobretudo pessoas com o sistema imunológico comprometido, como as pessoas com diabetes, câncer, HIV/AIDS.

Apesar de ter tratamento, a taxa de mortalidade da meningite é alta, variando entre 5% e 15% dos casos. Quando não leva a óbito, a meningite pode deixar sequelas, como surdez e atraso do desenvolvimento psicomotor, em até 25% das pessoas que ficam doentes.

Qualquer pessoa pode contrair meningite, mas sabe-se que a doença atinge sobretudo crianças com menos de 5 anos.

Quais são os sintomas da meningite?

Os sintomas da meningite incluem febre, dor de cabeça, rigidez ou dor na nuca, náuseas, vômitos, manchas vermelhas ou roxas na pele (meningite meningocócica), dores musculares, confusão mental, sonolência e dificuldade para acordar.

As manchas na pele não desaparecem quando são pressionadas. No início, surgem manchas pequenas, que depois evoluem para manchas roxas ou negras. Esse sinal indica a passagem de sangue dos vasos sanguíneos para os tecidos localizados abaixo da pele.

Nos bebês, a meningite causa febre, irritação, cansaço, falta de apetite, endurecimento ou elevação da moleira, gemidos ao tocar na criança, inquietação, choro agudo, rigidez ou moleza corporal.

No início, os sintomas da meningite podem ser confundidos com os de uma gripe ou gastroenterite. Contudo, a evolução da doença pode ser rápida, podendo levar a óbito em poucas horas.

Na meningite bacteriana do tipo meningocócica, os sintomas geralmente começam a se manifestar depois de 4 dias que ocorreu a infecção. Porém, o período de incubação pode variar de 1 a 10 dias.

Como ocorre a transmissão da meningite?

A meningite viral pode ser transmitida pela saliva (fala, tosse, espirro, beijo) ou pelas fezes. A meningite bacteriana geralmente é transmitida de pessoa para pessoa através do contato com a saliva (tosse, espirro, fala, beijo) da pessoa doente ou portadora da bactéria.

É importante lembrar que a maioria das pessoas está imune contra muitos dos vírus e bactérias que podem causar meningites.

Porém, nem todas as meningites são contagiosas ou transmissíveis, pois isso depende da sua causa. Se a doença for provocada por um traumatismo craniano, por exemplo, ela não é transmissível.

Contudo, as meningites virais e bacterianas são altamente contagiosas e podem provocar surtos e epidemias.

Meningite bacteriana

A meningite meningocócica, por exemplo, é um tipo de meningite bacteriana, causada pela bactéria meningococo. Além de ser muito contagiosa, provoca um quadro grave e de evolução rápida. O mesmo acontece com a meningite pneumocócica, causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae (pneumococo), que apresenta um elevado risco de morte e sequelas graves.

Meningite viral

A meningite viral é menos grave e mais comum que a meningite bacteriana e pode melhorar sem um tratamento específico.

Qual é o tratamento para meningite?

O tratamento da meningite depende do agente causador (vírus, bactéria, fungo). As meningites bacterianas necessitam de tratamento imediato com antibióticos específicos para o tipo de bactéria e o/a paciente precisa ficar internado/a.

O tratamento das meningites virais incluem repouso, cuidados gerais e medicamentos para aliviar os sintomas. Os antibióticos não são necessários. Pode, ou não, haver necessidade de internação, dependendo do caso. Na maioria dos casos, a meningite viral resolve-se espontaneamente sem necessidade de tratamento.

É possível prevenir a meningite? Existe alguma vacina?

Sim, existe vacina contra certos tipos de meningite meningocócica (tipos A, C, W e Y), pneumocócica e por Haemophilus influenzae tipo b. Elas estão incluídas no Calendário Nacional de Imunização e são disponibilizadas gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Outras formas de prevenir a meningite incluem cuidados como evitar aglomerações, manter os ambientes ventilados e higienizar adequadamente os ambientes (casa, escolas, hospitais, creches).

Procure o/a médico/a clínico geral ou médico/a de família o mais rápido possível na presença de sinais e sintomas de meningite. O diagnóstico e tratamento precoce pode evitar sequelas e complicações que podem inclusive provocar a morte do/a paciente.

Saiba mais em:

Meningite tem cura? Qual o tratamento?

Meningite fúngica tem cura? Qual o tratamento?

É possível ter meningite mais que uma vez?

Secreção pulmonar: qual o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento da secreção pulmonar pode ser feito através de fisioterapia respiratória, que utiliza manobras específicas na caixa torácica para mobilizar a secreção e facilitar a sua eliminação pela tosse ou escarro. Além disso, em alguns casos poderá ser necessário o uso de antibióticos.

Antes da fisioterapia pode ser feita uma inalação com soro fisiológico para umedecer a secreção pulmonar e facilitar a sua mobilização e posterior eliminação.

A secreção também pode ser retirada através de uma aspiração pulmonar, quando o paciente está inconsciente ou impossibilitado de tossir.

Nestes casos, o fisioterapeuta também realiza a inalação com soro e as manobras terapêuticas, mas como o paciente não pode tossir ou escarrar, a secreção é aspirada com um tubo.

Pessoas que ficam acamadas por tempo prolongado, mesmo que não tenham doença pulmonar, tendem a acumular secreção nos pulmões e muitas vezes precisam de fisioterapia respiratória.

A retirada da secreção pulmonar pelo fisioterapeuta melhora a respiração do paciente e pode prevenir complicações, como infecções.

O tratamento é igual para todos os tipos de secreção pulmonar?

O tratamento fisioterapêutico normalmente sim, variando se a secreção pulmonar estiver mais ou menos fluida.

Na realidade, o tratamento da secreção pulmonar propriamente dita é paliativo, pois visa apenas aliviar esse sintoma e melhorar temporariamente a condição do paciente.

Cada tipo de secreção pulmonar indica um tipo de doença, que precisa receber tratamento com medicamentos e condutas específicas. Se a doença não for tratada, a pessoa continuará a produzir secreção.

Quais os tipos de secreção pulmonar e as doenças associadas?
  • Secreção mucosa:

    • É semelhante à clara de ovo, esbranquiçada e viscosa;
    • Aparece em pacientes com bronquite crônica e asma brônquica, quando não há infecção bacteriana;
    • No caso da asma brônquica, a secreção pode ter coloração amarelada, mas não significar uma infecção bacteriana;
  • Secreção purulenta:
    • É amarelada ou esverdeada e extremamente viscosa, podendo ficar "grudada" na superfície do objeto em que foi colhida;
    • Pode apresentar grumos consistentes, podendo também ser chamada de "secreção em medalhões";
    • Ocorre tipicamente em casos de infecção pulmonar bacteriana;
    • Na pneumonia pneumocócica, a secreção adquire cor de ferrugem;
    • Infecções causadas por Klebsiella pneumoniae deixam a secreção arroxeada, semelhante à geleia de framboesa;
    • Infecção por Pseudomonas aeruginosa confere um aspecto esverdeado à secreção pulmonar;
  • Secreção biliosa:
    • É semelhante à pasta de anchovas;
    • Indica abscessos do fígado que chegaram ao pulmão pela comunicação que há entre o trato respiratório e o músculo diafragma, que fica acima do fígado;
  • Secreção hemática:
    • Apresenta raias de sangue;
    • Pode ocorrer em casos de tuberculose, câncer nos brônquios e tromboembolismo pulmonar;
    • Nessas situações, pode haver ainda hemoptise franca, que é a eliminação de sangue vivo;
  • Secreção rósea: Se tiver aspecto espumoso, aerado, pode ser uma congestão pulmonar;
  • Secreção enegrecida ou cinzenta: Pode ser observada em mineradores de carvão, fumantes ou pacientes com mucormicose.

A secreção pulmonar é um sinal de que algo está acontecendo no aparelho respiratório e precisa ser investigado, pois pode indicar doenças graves.

Em caso de secreção pulmonar, consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou pneumologista.

Que tipos de reação a vacina da febre amarela pode causar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os principais tipos de reação que a vacina da febre amarela pode causar incluem febre, dor local, dor de cabeça e dores musculares. Algumas reações, tais como dor, vermelhidão, endurecimento e inchaço local, não estão relacionadas com a vacina propriamente dita, mas sim com a injeção.

Esses sinais e sintomas costumam aparecer entre as 24 e 48 horas seguintes à aplicação e costumam durar de 1 a 2 dias, embora existam relatos de efeitos colaterais até 15 dias após a vacinação.

Contudo, apesar das possíveis reações, é importante ressaltar que a vacina contra a febre amarela é segura, eficaz e os seus efeitos colaterais normalmente são leves.

Reações leves da vacina da febre amarela

A vacina da febre amarela pode causar reações leves ou graves. Os efeitos colaterais leves da vacina normalmente surgem depois de 3 dias da aplicação e podem durar até 3 dias.

Dentre eles estão: dor, vermelhidão e inchaço no local da injeção, dor de cabeça, febre, mal-estar, dor e fraqueza muscular. Sintomas semelhantes a uma virose ou resfriado comum

Reações graves da vacina da febre amarela

As reações alérgicas estão entre os efeitos adversos mais graves da vacina contra a febre amarela. O início da reação é rápido. Os sinais e sintomas nesses casos começam a se manifestar nas primeiras duas horas após a injeção, podendo incluir urticária, dificuldade respiratória e inchaços.

A ocorrência de choque anafilático ou doença hemorrágica são bastante raras, o último censo pós vacinação no ano de 2018, registrou um caso fatal após 900.000 pessoas vacinadas.

Nesse tipo de reação, podem ocorrer doenças neurológicas, falência aguda de órgãos e morte. Os sintomas nessas situações começam a surgir em até 10 dias após a aplicação da vacina.

Doenças neurológicas

A ocorrência de doenças neurológicas decorrentes da vacina contra a febre amarela é muito rara, com cerca de 1 caso em cada 25.000.000 de pessoas vacinadas.

As reações nesses casos podem se manifestar sob a forma de dores de cabeça, febre, alterações de consciência, meningismo, paralisia muscular, convulsões, alterações na coordenação motora, encefalite (inflamação no cérebro) e morte súbita.

A vacina pode causar sintomas de febre amarela?

Uma vez que a vacina é produzida com o próprio vírus da febre amarela, vivo e atenuado, algumas pessoas podem desenvolver a doença, embora, como já descrito, extremamente raro.

Quando isso acontece, as reações são os próprios sinais e sintomas da febre amarela, tais como febre, dor de cabeça, fadiga intensa, dores musculares e articulares, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal.

À medida que a doença evolui, o paciente pode apresentar icterícia (pele e olhos amarelados), problemas hepáticos e renais, redução do número de plaquetas, diminuição da pressão arterial, hemorragias, insuficiência respiratória, destruição geral dos músculos e estreitamento dos vasos sanguíneos.

Se a pessoa apresentar os seguintes sinais e sintomas em até 15 dias após ter tomado a vacina contra a febre amarela, ela deve ser levada a um serviço de urgência o mais rápido possível:

  • Icterícia (pele e olhos amarelados);
  • Sangramentos;
  • Escurecimento da urina;
  • Redução do volume de urina;
  • Vômitos;
  • Alterações de consciência;
  • Dores abdominais.

Vale lembrar que a vacinação contra a febre amarela é importante e necessária, pois protege contra uma doença que pode ser fatal. Porém, existem grupos de risco que nem sempre podem receber a vacina ou necessitam de atenção especial, por isso é importante seguir as orientações dos profissionais de saúde.

Leia também: Quais são os sintomas da febre amarela? Como ocorre a transmissão?

Cisto no ovário é necessário retirar todo ovário ou o útero?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A presença de cisto no ovário não necessariamente necessita da retirada do ovário ou do útero. Em alguns casos, em que o cisto no ovário é grande, com presença de dor e suspeita de malignidade, pode haver indicação de cirurgia para retirada do cisto ou do ovário inteiro acometido.

Na cirurgia, tenta-se preservar sempre o ovário e retirar apenas o cisto. Contudo, há casos raros em que é necessário remover totalmente o ovário. Porém, mesmo com a retirada de 1 ovário, as funções reprodutivas e de produção de hormônios ficam preservadas, já que o outro ovário é capaz de exercer essas funções.

Alguns dos critérios usados para determinar se um cisto deve ou não ser removido cirurgicamente incluem o tamanho do cisto, a presença de material sólido dentro dele, a presença de líquido no abdômen, além de sintomas como dor e aumento do sangramento. Também são realizados alguns exames de sangue específicos para determinar se o cisto tem ou não malignidade.

Qual é o tratamento para cisto no ovário?

O tratamento para cisto no ovário dependerá da idade da mulher, do tipo de cisto, da presença de dor, do tamanho do cisto e da suspeita de câncer. Na maioria das vezes, o cisto de ovário pode se resolver sem nenhum tratamento.

Há cistos no ovário que regridem espontaneamente. Dependendo de cada caso, o tratamento pode incluir terapia hormonal ou a remoção cirúrgica. Se o cisto no ovário for maligno, o tratamento pode incluir ainda quimioterapia.

Alguns cistos ovarianos podem ser tratados com o uso de pílula anticoncepcional, durante um período de até 3 meses. Após esse período, deve-se repetir o exame de ultrassonografia para avaliar novamente o cisto.

Como é feita a cirurgia para cisto no ovário?

A cirurgia para retirar o cisto no ovário muitas vezes é feita por laparoscopia. O procedimento é realizado através de pequenos cortes de cerca de 1 cm, feitos no abdômen. Trata-se de uma cirurgia minimamente invasiva e é a mais indicada para tratar cisto no ovário.

Mesmo após a remoção cirúrgica do cisto, se o ovário for preservado, outros cistos podem aparecer. O uso de anticoncepcionais pode prevenir o reaparecimento de cistos, dependendo do seu tipo.

Vale lembrar que qualquer mulher pode desenvolver cisto de ovário, dependendo da fase em que está do ciclo menstrual. Existem cistos benignos, que surgem normalmente até 14 dias antes da menstruação, mas que desaparecem após o período menstrual.

O importante é seguir o aconselhamento dado pelo/a médico/a que está acompanhando o caso.

Qual a diferença entre colesterol VLDL, LDL e HDL?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Colesterol VLDL, LDL e HDL são os 3 tipos de colesterol analisados no exame de sangue. A diferença entre eles está no tipo de molécula que forma cada um:

VLDL significa "lipoproteína de muito baixa densidade" (Very Low Density Lipoprotein);

LDL significa "lipoproteína de baixa densidade" (Low Density Lipoprotein) e

HDL é a sigla para "lipoproteína de alta densidade" (High Density Lipoprotein).

Colesterol VLDL

O VLDL é considerado um colesterol ruim devido à natureza da sua molécula. Sua baixa densidade faz com que o colesterol permaneça na superfície do sangue e se deposite na parede das artérias, causando uma doença conhecida como aterosclerose. Portanto, os seus valores devem estar baixos, de preferência abaixo de 30 mg/dl.

Colesterol LDL

O colesterol LDL, assim como o VLDL, por ser uma lipoproteína leve e de baixa densidade, é considerado um tipo de colesterol ruim. Quando a sua concentração no sangue está alta, pode se depositar na parede interna das artérias e formar placas de gordura que obstruem o fluxo sanguíneo, causando infarto e derrames.

Valores do colesterol LDL

Os valores "ideais" para o colesterol LDL variam conforme o risco cardíaco da pessoa. Indivíduos com risco cardíaco muito alto devem manter o LDL abaixo de 50 mg/dl. Fazem parte desse grupo pacientes com aterosclerose (acúmulo de gordura nas artérias) ou que já sofreram infarto ou derrame.

Para indivíduos diabéticos ou com doenças renais, os valores de LDL devem ficar abaixo de 70 mg/dl. Já aqueles que não apresentam nenhum fator de risco podem manter a taxa de LDL abaixo de 110 a 130 mg/dl.

Veja também: Quais os riscos do colesterol alto?

Colesterol HDL

Já o HDL possui alta densidade, ou seja, é "mais pesado" e por isso não flutua na superfície do sangue. Além de não formar placas de gordura na parede das artérias, o colesterol HDL pode arrastar o LDL e removê-lo da circulação sanguínea, baixando os seus níveis.

Por isso o HDL é conhecido como "bom colesterol" e é também o único que deve estar com a taxa acima, e não abaixo, dos valores de referência. Nesse caso, deve ser superior a 40 mg/dl.

Vale lembrar que os valores de colesterol total não são muito relevantes para avaliar o risco de doenças cardiovasculares. Mais importante do que ter uma taxa de colesterol total baixa é manter uma boa proporção entre colesterol bom (HDL) e ruim (LDL).

Pode lhe interessar também: