Perguntar
Fechar

Tipo de Sangue

Anemia pode virar leucemia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não, anemia não pode virar leucemia. Mesmo que a pessoa não receba tratamento, não existe risco de uma anemia evoluir para leucemia. Entretanto, existe uma relação entre as duas doenças, já que a anemia pode ser causada pela leucemia. A pessoa descobre que tem anemia e mais tarde é diagnosticada a leucemia, o que pode fazê-la pensar que a primeira virou a segunda, quando na realidade já era um sinal da leucemia.

A anemia é a redução da concentração de hemoglobina nos glóbulos vermelhos do sangue. A hemoglobina é uma proteína que se liga ao oxigênio para que o sangue possa levar o oxigênio dos pulmões para todo o corpo. Por isso uma pessoa que tem anemia ter uma menor oxigenação do organismo.

Existem diversas causas para a anemia, que podem incluir hemorragias intensas, doenças crônicas, doenças da medula óssea como a leucemia, doenças genéticas (anemia falciforme), deficiência de vitaminas e sais minerais, além de deficiência de ferro (anemia ferropriva), que é a causa mais comum da anemia.

Já a leucemia é um tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos do sangue conhecidos como leucócitos. A doença começa quando algumas dessas células sofrem mutações e começam a se multiplicar de forma descontrolada na medula óssea, substituindo as células sanguíneas normais.

A medula óssea, também conhecida como tutano, é o local no interior do osso onde são formadas as células sanguíneas (glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas).

A leucemia caracteriza-se pelo acúmulo de leucócitos jovens anormais na medula óssea, que substituem as células normais do sangue, podendo então causar anemia devido à deficiência na produção de eritrócitos (glóbulos vermelhos). Portanto, a anemia é um dos sintomas da leucemia. 

Saiba mais em: Quais são os sintomas da leucemia?

Os sinais e sintomas da anemia podem incluir fadiga, aumento dos batimentos cardíacos, falta de apetite, desânimo, falta de atenção, baixo rendimento escolar, falta de ar aos esforços físicos, desejos alimentares específicos ou estranhos como vontade de comer terra, queda de cabelos, palidez, entre outros.

Veja também: Anemias Causas, Sintomas e Tratamentos – Anemia Ferropriva

O/a médico/a hematologista é especialista indicado/a para diagnosticar e tratar tanto a anemia como a leucemia. 

Também podem lhe interessar:

Quais são os tipos de anemia e seus sintomas?

O que é leucemia?

Que exames servem para diagnosticar leucemia?

Leucemia tem cura? Como é o tratamento?

Que exames podem ser feitos para detectar o uso de drogas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem 3 exames que podem ser feitos para detectar o uso de drogas: exame de sangue, exame de urina e materiais biológicos (cabelo, saliva, unhas e pelos) sendo o teste de cabelo o mais amplamente utilizado. Os exames toxicológicos servem para rastrear o uso de qualquer droga psicoativa, como maconha, cocaína, ecstasy, barbitúricos, opiáceos, anfetaminas entre outras.

Exame de Urina para Detectar o Uso de Drogas

As drogas normalmente são metabolizadas pelo fígado e eliminadas através da urina, daí ser possível a detecção por este meio.

Porém, a amostra de urina geralmente só é capaz de identificar o uso recente de drogas e não permite distinguir o usuário ocasional do dependente ou que faz uso abusivo das drogas.

O período que as substâncias podem ser detectadas pelo exame de urina varia conforme a frequência e a intensidade de uso, podendo ir de poucas horas a cerca de 10 dias.

maconha e a cocaína são detectáveis por períodos mais longos, enquanto que o álcool só pode ser rastreado se tiver sido usado nas últimas horas, pois é metabolizado e eliminado mais rapidamente.

Contudo, a concentração exata da droga na urina não é apresentada. O resultado diz apenas "positivo" ou "negativo". A quantificação da droga só é feita quando solicitada, em locais especializados.

Quanto tempo depois de usar droga ela pode ser detectada na urina?
  • Anfetamina: 48 hs;
  • Metanfetamina: 48 hs;
  • Barbitúricos:
    • Ação curta: 24 hs;
    • Ação intermediária: 48-72 hs;
    • Ação prolongada: 7 dias ou mais;
  • Benzodiazepínicos: 3 dias;
  • Cocaína: 2-3 dias;
  • Metadona: 3 dias;
  • Codeína/morfina: 48 horas;
  • Maconha:
    • Uso único: 3 dias;
    • Uso moderado: 4 dias;
    • Uso diário: 10 dias;
    • Uso crônico: 21-27 dias;
  • Metaquoalona: 7 dias ou mais;
  • Fenciclidina (PCP): 8 dias.
Exame de Sangue para Detectar o Uso de Drogas

O exame de sangue detecta a presença direta da droga no sangue. Portanto, só é capaz de identificar drogas que foram usadas muito recentemente, há poucas horas.

Teste de material biológico para Detectar o Uso de Drogas

A análise baseia-se no fato de que quando uma pessoa usa droga, parte da substância é transportada pelo sangue para outros tecidos, como no couro cabeludo e deposita-se no bulbo do fio de cabelo.

Cada tipo de material biológico permite o apontamento dessas substâncias por mais ou menos tempo; por exemplo, o fio do cabelo com aproximadamente 4 cm, pode detectar presença de substâncias psicoativas em até 90 dias após o consumo; já quando o material estudado são pelos, a substância pode ser detectada até 180 dias após o seu uso.

Cabelos quimicamente tratados ou tingidos não alteram o resultado pois a parte analisada é a parte interna do fio. Já uso de apliques podem atrapalhar o teste.

São poucos os laboratórios com permissão para realização desses exames no Brasil.

É importante lembrar que os exames toxicológicos só podem ser realizados com autorização por escrito da pessoa em causa ou em condições de urgência médica.

Cisto no ovário é necessário retirar todo ovário ou o útero?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A presença de cisto no ovário não necessariamente necessita da retirada do ovário ou do útero. Em alguns casos, em que o cisto no ovário é grande, com presença de dor e suspeita de malignidade, pode haver indicação de cirurgia para retirada do cisto ou do ovário inteiro acometido.

Na cirurgia, tenta-se preservar sempre o ovário e retirar apenas o cisto. Contudo, há casos raros em que é necessário remover totalmente o ovário. Porém, mesmo com a retirada de 1 ovário, as funções reprodutivas e de produção de hormônios ficam preservadas, já que o outro ovário é capaz de exercer essas funções.

Alguns dos critérios usados para determinar se um cisto deve ou não ser removido cirurgicamente incluem o tamanho do cisto, a presença de material sólido dentro dele, a presença de líquido no abdômen, além de sintomas como dor e aumento do sangramento. Também são realizados alguns exames de sangue específicos para determinar se o cisto tem ou não malignidade.

Qual é o tratamento para cisto no ovário?

O tratamento para cisto no ovário dependerá da idade da mulher, do tipo de cisto, da presença de dor, do tamanho do cisto e da suspeita de câncer. Na maioria das vezes, o cisto de ovário pode se resolver sem nenhum tratamento.

Há cistos no ovário que regridem espontaneamente. Dependendo de cada caso, o tratamento pode incluir terapia hormonal ou a remoção cirúrgica. Se o cisto no ovário for maligno, o tratamento pode incluir ainda quimioterapia.

Alguns cistos ovarianos podem ser tratados com o uso de pílula anticoncepcional, durante um período de até 3 meses. Após esse período, deve-se repetir o exame de ultrassonografia para avaliar novamente o cisto.

Como é feita a cirurgia para cisto no ovário?

A cirurgia para retirar o cisto no ovário muitas vezes é feita por laparoscopia. O procedimento é realizado através de pequenos cortes de cerca de 1 cm, feitos no abdômen. Trata-se de uma cirurgia minimamente invasiva e é a mais indicada para tratar cisto no ovário.

Mesmo após a remoção cirúrgica do cisto, se o ovário for preservado, outros cistos podem aparecer. O uso de anticoncepcionais pode prevenir o reaparecimento de cistos, dependendo do seu tipo.

Vale lembrar que qualquer mulher pode desenvolver cisto de ovário, dependendo da fase em que está do ciclo menstrual. Existem cistos benignos, que surgem normalmente até 14 dias antes da menstruação, mas que desaparecem após o período menstrual.

O importante é seguir o aconselhamento dado pelo/a médico/a que está acompanhando o caso.

Toda hérnia tem que ser operada?

Sim, toda hérnia umbilical e inguinal deve ser operada, a não ser que a pessoa tenha alguma contraindicação para a cirurgia, como doenças graves ou ter menos de 5 anos de idade. Fora esses casos excepcionais, todas as hérnias têm que ser operadas.

Isso porque, apesar de ser possível conviver com uma hérnia durante anos, sem que haja qualquer complicação, a qualquer momento pode ocorrer um estrangulamento hernial e a hérnia pode "estourar".

O estrangulamento é a complicação mais grave de uma hérnia umbilical ou inguinal, pois pode causar a morte do paciente devido a uma infecção generalizada.

O estrangulamento hernial ocorre quando o intestino fica preso na abertura que permitiu o seu extravasamento e não pode mais voltar para dentro do abdômen.

Se isso não for tratado com urgência, essa parte do intestino fica "estrangulada" e deixa de receber oxigênio através do sangue. O resultado é uma gangrena (necrose), que provoca a morte dessa alça intestinal.

Com o rompimento dessa porção do intestino, líquidos e fezes que estava no interior do órgão extravasam para o abdômen, podendo causar uma infecção generalizada da cavidade abdominal que pode ser fatal.

Leia também:

Hérnia inguinal: como é a cirurgia e recuperação pós operatório?

Uma hérnia pode voltar depois da cirurgia?

O estrangulamento da hérnia causa sintomas?

O estrangulamento hernial provoca os seguintes sintomas:

  • Dor contínua e intensa durante várias horas no local da hérnia;
  • Distensão (estufamento) abdominal;
  • Perda de apetite;
  • Náuseas;
  • Vômitos.

Na presença desses sintomas, é preciso procurar atendimento médico com urgência para que seja feita uma cirurgia.

É importante lembrar que o estrangulamento pode ocorrer em hérnias pequenas e grandes, mesmo que a hérnia tenha dias ou anos.

Tal complicação pode ocorrer a qualquer momento e é imprevisível. Por essa razão, é altamente recomendável que todas as hérnias inguinais e umbilicais sejam operadas.

Para maiores esclarecimentos, consulte um médico especialista em gastrocirurgia.

Também podem lhe interessar:

Como é a cirurgia de hernia umbilical e qual é o tempo de recuperação?

Como saber se tenho uma hérnia?

Quais são os tipos de hérnia?

Quem tem hérnia umbilical pode engravidar?

Tenho o pênis inchado, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Pênis inchado pode ser sinal de inflamações, infecções, fraturas, traumas ou ter ainda outras causas. Se o inchaço vier acompanhado de dor, vermelhidão e calor local, é provável que seja uma inflamação na glande (cabeça do pênis), no prepúcio (pele que recobre a glande) ou em ambos.

A inflamação na glande é conhecida como balanite. Se a pele estiver inflamada, ela é denominada postite, se acometer ambas ao mesmo tempo, balanopostite. A balanite e a balanopostite deixam a glande e o prepúcio inchados, além de causarem dor, vermelhidão e aumento da temperatura nesses locais. Alguns pacientes podem apresentar inclusive feridas na cabeça do pênis.

Se a balanite ou a balanopostite estiverem associadas a processos infecciosos, os sinais e sintomas podem incluir ainda a presença de pus, coceira e secreção com odor desagradável.

As principais causas dessas inflamações são as infecções provocadas por bactérias, vírus, fungos ou outros micro-organismos, podendo ainda ser originadas por doenças de pele, reações alérgicas, traumas, higiene inadequada e até câncer de pênis.

O inchaço no pênis também pode ser decorrente de uma uretrite. Trata-se de uma inflamação da uretra, o canal excretor da urina.

A uretrite é um tipo de infecção urinária e tem como principais sintomas a dor ou a ardência no momento de urinar e a presença de corrimento amarelado no pênis, normalmente acompanhado de mau cheiro. Alguns homens também podem ficar com o pênis inchado e sentir coceira e aumento da sensibilidade.

Veja também: Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

Já as fraturas ocorrem quase sempre durante o ato sexual, sobretudo quando a mulher está posicionada por cima do homem. Como o pênis não possui ossos, o termo "fratura" refere-se ao rompimento da membrana que recobre os corpos cavernosos (câmaras que se enchem de sangue para manter o pênis ereto).

Além do pênis ficar inchado, pode haver dor, hematomas e sangramento. É comum o paciente ouvir um estalo no momento da ruptura e inchaço.

O médico especialista indicado para avaliar e diagnosticar a origem do edema peniano é o urologista. Procure um na presença dos sintomas.

Saiba mais em: 

Corrimento no pênis: o que pode ser e como tratar?

Dor no pênis. O que pode ser?

Pênis sensível após relação é normal?

Tenho feridas no pênis. O que pode ser e o que fazer?

O que é hiperplasia linfoide reacional? Qual é o tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Hiperplasia linfoide reacional é o aumento do número de linfócitos, células de defesa que fazem parte do sistema imunológico. Esse tipo de hiperplasia ocorre como forma de reação a micro-organismos invasores como bactérias e vírus, ou crescimento anormal de algum tecido no corpo.

A hiperplasia linfoide reacional geralmente está relacionada com uma resposta imunitária do organismo. O aumento do número de linfócitos pode ser causado por uma infecção recente local ou generalizada, ou ainda por doenças graves como leucemia e linfoma.

Os linfócitos são um tipo de glóbulo branco, células de defesa que se originam na medula óssea e se deslocam pelo corpo através da circulação sanguínea e linfática. A função do linfócito é proteger o organismo contra micro-organismos estranhos ao corpo.

Por isso, na presença de infecções, os linfócitos são produzidos e liberados em maior quantidade para combater os agentes invasores e impedir a proliferação dos mesmos.

A essa reação do sistema imunológico, com consequente aumento do número de linfócitos, dá-se o nome de hiperplasia linfoide reacional.

Quando a proliferação de linfócitos ocorre numa área específica, os linfonodos (gânglios linfáticos) ficam aumentados, dando origem às "ínguas". Saiba mais em: O que é linfonodomegalia e quais são as causas?

O tratamento da hiperplasia linfoide reacional depende da causa. Se o aumento do número de linfócitos for decorrente de uma infecção bacteriana, o tratamento é feito com antibióticos. Se for secundária a algum tipo de câncer, o tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

A proliferação dos linfócitos e o consequente inchaço dos linfonodos tendem a continuar até que a infecção ou a doença seja resolvida espontaneamente ou tratada com os medicamentos e meios específicos.

O aumento do número de linfócitos deve ser avaliado em conjunto com a história e a idade do paciente, o exame físico, a presença de outros sinais e sintomas, além do resultado do exame de outras células do sangue. Assim, o médico poderá determinar a causa da hiperplasia linfoide e indicar o tratamento mais adequado.

Também podem lhe interessar:

Linfonodos aumentados pode ser câncer?

Nível de leucócitos alto pode indicar uma infecção grave?

Leucócitos baixos, o que pode ser?

Quais são os sintomas do lúpus?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Os principais sintomas do lúpus são febre, mal estar, fraqueza, dores e inchaço nas articulações, problemas respiratórios, aparecimento de gânglios pelo corpo, manchas avermelhadas na pele e feridas na boca. Em casos mais graves, pode haver comprometimento renal com alterações urinárias, complicações cardíacas, confusão mental, convulsões e até mesmo morte.

Os sintomas do lúpus eritematoso sistêmico podem ser decorrentes de inflamações na pele, articulações, nervos, cérebro, rins, pleura (pulmão) e pericárdio (coração). Há ainda sintomas que surgem devido à redução do número de glóbulos brancos (células de defesa) e vermelhos do sangue.

Contudo, as manifestações do lúpus eritematoso variam muito em cada caso, de acordo com a fase da doença (ativa ou inativa). No início, diversos desses sintomas apresentados podem não estar presentes, podendo ainda haver outras manifestações. Os sinais e sintomas podem surgir isolados, em conjunto ou sequencialmente.

O lúpus é uma doença inflamatória autoimune, de causa desconhecida, provocada por anticorpos produzidos pelo corpo e que atacam os vários órgãos do próprio indivíduo.

Veja também: Lúpus, o que é?

Manchas vermelhas na pele

As lesões na pele surgem em grande parte dos casos, à medida que o lúpus evolui. As lesões aparecem sob a forma de manchas vermelhas na pele que não deixam cicatrizes, principalmente no rosto e nariz, que são áreas mais expostas à luz.

As manchas causadas pelo lúpus não provocam dor, ficam diferentes com o passar do tempo, não causam muita coceira e podem surgir em qualquer parte do corpo, apesar de serem mais frequentes na face. O lúpus pode afetar somente a pele, se for do tipo cutâneo, ou atingir órgãos internos, se for o eritematoso sistêmico.

Leia também: O que pode causar manchas vermelhas na pele?

Vasculite

A vasculite é uma inflamação dos vasos sanguíneos que dificulta o fluxo sanguíneo para diversas partes do corpo, levando ao aparecimento de manchas dolorosas vermelhas ou arroxeadas nas pontas dos dedos das mãos ou dos pés. 

Trata-se de uma complicação do lúpus que pode causar diversos sinais e sintomas, como febre, dores musculares, articulares e abdominais, cansaço, escurecimento da urina, perde do apetite, emagrecimento, fraqueza, entre outros.

Veja também: O que é vasculite?

Sensibilidade ao Sol

O lúpus provoca uma sensibilidade exagerada ao sol. Poucos minutos de exposição à claridade ou luz solar já podem ser suficientes para desencadear o aparecimento de sintomas como febre, fadiga ou manchas na pele. 

Queda de cabelo

É muito comum pessoas com lúpus terem queda de cabelo, sobretudo quando a doença está ativa. Contudo, em grande parte dos casos tratados, os fios voltam a crescer normalmente.

Saiba mais em: Estou com muita queda de cabelos, o que eu faço?

Dor nas articulações

Quase todos os pacientes com lúpus irão apresentar em algum período da doença dores nas articulações das mãos, joelhos e pés. A dor costuma ser intensa e pode vir acompanhada de inchaço e tendinite (inflamação no tendão), alternando períodos de melhoria e piora.

Leia também: Dor nas articulações: o que pode ser?

Dor no peito e falta de ar

Outra complicação comum do lúpus é a pericardite e a pleurite. A primeira é uma inflamação do pericárdio, uma membrana que recobre o coração, enquanto que a segunda é uma inflamação da pleura, um mesmo tipo de membrana que recobre os pulmões.

Essas inflamações podem ser leves e não causar sintomas ou, em outros casos, pode provocar dor no peito. Na pericardite, a dor pode ser acompanhada por aumento dos batimentos cardíacos e falta de ar. Na pleurite, a pessoa sente dor no peito ao respirar e pode apresentar ainda falta de ar e tosse seca.

Veja também: 

Pericardite: Quais os sintomas e como tratar?

Pleurite: quais os sintomas e como tratar?

Nefrite

A nefrite é uma inflamação nos rins. Afeta aproximadamente metade das pessoas com lúpus eritematoso sistêmico, sendo uma das complicações mais graves da doença. Nos casos severos, pode causar sinais e sintomas que incluem aumento da pressão arterial, inchaço nos membros inferiores e redução do volume de urina, que fica espumosa.

Sem um tratamento rápido, a nefrite pode afetar seriamente o funcionamento dos rins, levando à insuficiência renal. Nesses casos, pode haver necessidade de se fazer um transplante de rim ou tratamento com diálise.

Saiba mais em: O que é pielonefrite e quais os sintomas?

Alterações no sistema nervoso

Embora seja menos comum, o lúpus também pode afetar o sistema nervoso e causar convulsões, depressão, mudanças de humor ou comportamento, além de prejudicar a medula espinhal e os nervos.

Anemia, hemorragias e baixa imunidade

O lúpus é uma doença autoimune, ou seja, o sistema imunológico desenvolve anticorpos contra as células do sangue do próprio corpo, causando a destruição das mesmas.

Assim, pode haver anemia devido à redução do número de hemácias (glóbulos vermelhos), diminuição da imunidade pela destruição de glóbulos brancos (células de defesa) e hemorragias devido à destruição de plaquetas, que são responsáveis pela coagulação sanguínea.

Veja também: Quais são os tipos de anemia e seus sintomas?

O tratamento envolve uso de medicações que controlam a produção e a ação desses anticorpos, e deve ser acompanhado por um reumatologista.

Saiba mais em:

Lúpus é câncer?

Lúpus tem cura?

Pessoa com lúpus pode fazer selante no cabelo?

Quem tem lúpus pode engravidar?

O que é lúpus discoide e quais são os sintomas?

Hormônio da paratireoide (PTH) alto: quais os sintomas e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Se os níveis de paratormônio (PTH), um hormônio produzido pelas paratireoides, estiverem altos, a pessoa nem sempre manifesta sintomas, principalmente nos estágio iniciais desse aumento. Quando presentes, os sintomas são decorrentes do aumento da quantidade de cálcio no sangue e na urina e também da maior retirada de cálcio dos ossos, já o que PTH ajuda a controlar os níveis desse mineral no corpo.

Uma vez que o cálcio é fundamental para o bom funcionamento do sistema nervoso e muscular, os sintomas do hiperparatireoidismo também poderão estar muitas vezes relacionados com esses sistemas.

Pequenos aumentos na concentração de cálcio circulante no corpo normalmente não causam sintomas. Contudo, se os valores estiverem altos, poderá haver formação de pedra nos rins, osteopenia ou osteoporose, problemas renais, fraqueza muscular, formigamentos, prisão de ventre, dores abdominais, náuseas, vômitos, confusão mental, distúrbios psiquiátricos (depressão, psicose) e ainda dor nos ossos.

O hiperparatireoidismo pode ser causado por tumores benignos da paratireoide, aumento do seu tamanho ou ainda por câncer. Há ainda um tipo de hiperparatireoidismo secundário a insuficiência renal.

Para que os níveis de paratormônio voltem ao normal, geralmente é necessário remover o tumor ou a própria paratireoide através de cirurgia. Quando o hiperparatireoidismo é decorrente de um aumento benigno da paratireoide, como no caso do hiperparatireoidismo secundário, a glândula pode ser removida e implantada em outra parte do corpo. 

Se a quantidade de cálcio circulante estiver muito elevada, o tratamento deve incluir hidratação por via oral ou endovenosa. Se a opção for pela hidratação oral, a pessoa deve beber pelo menos 2 litros de água por dia. Caso o médico opte pela hidratação endovenosa, serão administrados, em média, 3 litros de soro por dia ao paciente. Quando essas medidas não são suficientes para normalizar os níveis de cálcio, podem ser usados alguns medicamentos, como diuréticos.

Caso suspeite de elevação do hormônio da paratireoide procure um médico de família ou clínico para uma avaliação inicial. Em muitos casos pode ser necessário um encaminhamento para o endocrinologista.

Saiba mais:

Hormônio da paratireoide (PTH) baixo: quais os sintomas e tratamento?

O que pode causar tireoide alterada?

Quais são os sintomas de tireoide alterada?

Linfonodo e linfoma são a mesma coisa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não, linfonodo e linfoma são coisas diferentes. Os linfonodos são pequenos órgãos de defesa localizados em várias partes do corpo, enquanto que o linfoma é um câncer do sistema linfático, do qual fazem parte os linfonodos.

O sistema linfático é formado por órgãos (linfonodos, amígdalas, baço) e uma grande rede de vasos parecidos com as veias, que estão distribuídos por todo o corpo. A função do sistema linfático é recolher o líquido que extravasou dos capilares sanguíneos (linfa), filtrá-lo e conduzi-lo de volta à circulação sanguínea. O sistema linfático também faz parte do sistema imune, protegendo o organismo contra vírus e bactérias invasoras.

Os linfonodos são pequenos órgãos ovoides localizados ao longo do trajeto dos vasos linfáticos. Eles atuam como filtros da linfa, podendo reter, destruir ou retardar a proliferação de micro-organismos (bactérias, vírus, protozoários) e células cancerígenas pelo corpo.

Os gânglios linfáticos armazenam e produzem glóbulos brancos, células de defesa que combatem infecções e doenças. Por isso, os linfonodos podem aumentar de tamanho e ficar doloridos quando há alguma infecção, pois estão reagindo aos micro-organismos invasores. É a chamada "íngua", nome popular para um linfonodo aumentado e dolorido.

Leia também: O que são linfonodos?

Já o linfoma é um tipo de câncer que começa nos linfócitos, células do sistema linfático encontradas principalmente nos linfonodos. O principal sinal da doença é o aumento dos gânglios linfáticos, principalmente nas regiões do pescoço, clavículas, axilas e virilhas.

Saiba mais em: Linfonodos aumentados pode ser câncer?

Existem 2 tipos de Linfoma: Linfoma de Hodgkin e Linfoma Não Hodgkin. Nos linfomas não Hodgkin, o crescimento dos linfonodos é rápido, enquanto que nos de Hodgkin eles crescem lentamente.

Em geral, os linfomas não deixam os linfonodos doloridos. Já a "íngua" geralmente é transitória e está relacionada com alguma infecção ou inflamação local, podendo ser dolorosa. Veja aqui quais são os sinais e sintomas do linfoma.

O diagnóstico do linfoma é feito através do exame físico associado à história clínica do/a paciente. A confirmação do diagnóstico é obtida com a biópsia do gânglio comprometido.

Na presença de aumento de algum gânglio e aparecimento de alguma íngua, procure o/a médico/a de família ou o/a clínico/a geral.

Também podem lhe interessar:

O que é linfonodo sentinela?

Toda íngua é linfoma? Como saber a diferença?

O que é linfonodomegalia e quais são as causas?

Dor ao urinar pode ser gravidez?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Dor ao urinar não é um sintoma de gravidez. Na mulher, isso pode indicar a presença de cistite (infecção urinária) ou vulvovaginite.

O primeiro sinal da gestação normalmente é o atraso da menstruação. Depois, entre a 5ª e a 6ª semana de gravidez, podem surgir náuseas, vômitos, aumento da sensibilidade nos seios, vontade frequente de urinar e cansaço.

À medida que a gestação avança, a barriga começa a crescer e podem surgir outros sintomas como azia, desconforto na região pélvica, mudanças de humor, falta de ar e tontura.

Contudo, as alterações que ocorrem no corpo e no organismo da mulher durante a gravidez aumentam as chances dela desenvolver cistite, uma inflamação na bexiga causada quase sempre por bactérias que habitam o intestino.

A dor ao urinar nesse caso é decorrente da infecção urinária, que pode ter sido desencadeada pela gravidez. Contudo, não se trata propriamente de um sintoma típico da gestação.

Veja também: Com quantos dias aparecem os primeiros sintomas de gravidez?

Infecção urinária (cistite)

A cistite é uma forma de infecção urinária que acomete a bexiga. Quando a infecção ocorre na uretra, é chamada uretrite, enquanto que nos rins ela é denominada pielonefrite.

Sintomas

Além de dor ou ardência ao urinar, a cistite pode dificultar a eliminação da urina, aumentar o número de micções e a pessoa pode ter a sensação de bexiga cheia após urinar. Também pode haver vontade urgente de urinar e presença de sangue na urina.

Leia também: O que é cistite e quais os sintomas?

Mulheres x Homens

As infecções urinárias são bem mais comuns nas mulheres do que nos homens devido à diferença de tamanho da uretra e à distância que ela fica do ânus em ambos os sexos.

A mulher tem a uretra mais próxima do ânus, o que facilita a infecção do canal por bactérias que habitam o intestino. Além disso, a uretra das mulheres tem cerca de 7 cm a menos que a dos homens, o que também favorece a chegada das bactérias na bexiga.

Gravidez

Com as alterações anatômicas e fisiológicas que o sistema urinário da mulher sofre durante a gravidez, a tendência para desenvolver cistite é ainda maior. Por isso algumas mulheres podem interpretar a dor ao urinar como um sintoma de que está grávida, quando na verdade pode estar com uma infecção urinária ou uma vulvovaginite.

Saiba mais em: Sintomas de Gravidez

Tratamento

O tratamento da cistite na maioria dos casos consiste no uso de medicamentos antibióticos e aumento da ingesta hídrica. Se não for devidamente tratada, a infecção pode atingir os rins (pielonefrite) e tornar-se bem mais grave.

Nas gestantes o tratamento é ainda mais importante pois a infecção urinária pode levar a complicações como parto prematuro, baixo peso e aumenta o risco de mortalidade perinatal.

Veja também: Qual o tratamento para cistite?

Vulvovaginite

A vulvovaginite é uma infecção da vagina causada por bactérias, protozoários ou fungos. Os sinais e sintomas podem incluir dor ou ardor ao urinar, presença de corrimento vaginal e coceira intensa. O tratamento pode ser feito com cremes vaginais, ou medicamentos via oral, conforme o tipo de infecção.

Ao sentir dor ao urinar, a mulher deve consultar um médico clínico geral ou médico de família para que a origem da dor seja devidamente identificada e tratada.

Saiba mais em:

Dor ao urinar, o que pode ser?

Vontade de urinar toda hora, o que pode ser?

Infecção urinária dificulta a tentativa de gravidez?

Que exames servem para diagnosticar leucemia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os exames que servem para diagnosticar leucemia são o hemograma (exame de sangue) e o exame da medula óssea (mielograma).

Porém, o diagnóstico da leucemia só é confirmado após o exame da medula óssea. O exame consiste na retirada de uma pequena quantidade do material esponjoso de dentro do osso e na análise das células ali encontradas.

Podem ainda ser necessários mais estudos para classificar a leucemia quanto ao seu subtipo e risco, como os exames de biologia molecular.

O tratamento da leucemia vai depender do tipo de leucemia, para onde a doença se espalhou, da idade da pessoa, bem como da presença de outros problemas de saúde. O tratamento pode incluir:

  • Quimioterapia: Grupo de medicamentos capazes de matar as células cancerosas;
  • Radioterapia: Radiação usada para destruir as células cancerígenas;
  • Transplante de medula óssea: O tratamento consiste na substituição das células da medula óssea mortas na quimioterapia ou radioterapia. A doação dessas células pode vir:
    • Do próprio paciente: Retiram-se as células da medula óssea do paciente antes do tratamento ser concluído e colocam-nas de volta depois de ter concluído o tratamento de quimioterapia ou radioterapia;
    • De pessoas relacionadas com o paciente, normalmente irmão de mesmo pai e mesma mãe, e cujo sangue seja correspondente ao dele;
    • De pessoas sem parentesco com o paciente, mas que têm sangue correspondente ao dele;
    • Do cordão umbilical de um bebê recém-nascido, desde que o sangue corresponda ao do paciente;
  • Cirurgia: O tratamento pode incluir a remoção cirúrgica do baço.

É importante lembrar que não existe maneiras de prevenir ou diagnosticar precocemente a leucemia.

Mesmo os casos crônicos da doença podem não manifestar sintomas. No hemograma verifica-se uma alteração no sangue, mas o paciente pode não apresentar nenhum sintoma.

O diagnóstico e tratamento da leucemia é da responsabilidade dos médicos hematologista e oncologista.

Saiba mais em:

Leucemia tem cura? Como é o tratamento?

Quais são os sintomas da leucemia?

O que é leucemia?

O que pode causar neutrofilia?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Muitas condições diferentes podem causar neutrofilia, desde variações normais que acontecem em certas épocas da vida do indivíduo até infecções, inflamações, sangramentos, alguns tipos de câncer e o uso de algumas medicações.

A neutrofilia é o aumento na quantidade de neutrófilos, que é um dos tipos de células do sangue responsável pelo combate a infecções. Por si só, não é uma doença e não precisa ser tratada. Entretanto, ela é o sinal de que algo pode estar acontecendo no corpo, e a causa deve ser investigada.

Saiba mais em: Neutrófilos altos no hemograma: O que significa?