Perguntar
Fechar

Tratamento

Olhos inchados: quais as causas e tratamento?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Os olhos (na verdade, geralmente as pálpebras) podem ficar inchados por diversos motivos, quando estão inflamadas, quando a inflamação ocorre no(s) olho(s), ou quando há um excesso de fluidos (edemas) nos tecidos conjuntivos em torno dos olhos. Este inchaço pode ser doloroso ou não e afetar os olhos, as pálpebras superiores e as inferiores. A inflamação pode ser devida a:

  • Infecções: como por exemplo conjuntivites - a conjuntivite é uma inflamação da mucosa clara da superfície do olho, a conjuntiva. Podem ser causadas por vírus, bactérias, fungos (mais raramente) ou serem alérgicas (vide abaixo, "alergias"). Resultam em inchaço das pálpebras, dentre outros sintomas, como olhos lacrimejantes, vermelhos e coceira. Já no hordéolo, popularmente conhecido como "terçol", ocorre uma infecção bacteriana seguida de inflamação nos folículos ciliares (hordéolo externo) ou glândulas de Zeiss (hordéolo interno). O inchaço na pálpebra é um frequente quando essas glândulas ficam bloqueadas. Um terçol pode deixar toda a pálpebra inchada, tornando-a sensível ao toque também.
  • Blefarite: é uma inflamação, infecciosa ou não, das pálpebras, geralmente causada pela produção excessiva de uma camada lipídica gerada por uma glândula encontrada na pálpebra. A blefarite é caracterizada por pálpebras inchadas e dolorosas e podem ser acompanhadas por caspa, mudanças na pele da pálpebra e perda dos cílios. Geralmente é uma condição crônica, ou seja, é possível controlar os sintomas com o tratamento adequado e práticas de higiene rígidas, mas ela nunca é curada totalmente;
  • Lesões oculares: qualquer trauma na área dos olhos, incluindo uma contusão na pálpebra ou um trauma causado por uma cirurgia plástica (blefaroplastia) pode provocar inflamação e inchaço nos olhos;
  • Corpos estranhos / produtos irritantes: Também podem causar irritação nos olhos, com inchaço local. Incluem solventes de limpeza doméstica, produtos de higiene pessoal (maquiagem, hidratantes, shampoo e sabonete), cloro da piscina, serragem, fagulhas, pequenos insetos, etc;
  • Uso de lentes de contato: uso inadequados de lentes de contato - lentes mal higienizadas, nadar com lentes de contato ou guardar a lente num estojo sujo - podem causar uma infecção nos olhos e inchaço nas pálpebras. Usar lentes de contato vencidas, danificadas ou dormir e esquecer de retirar as lentes também pode irritar os olhos e causar o inchaço;
  • Alergias: ocorrem quando o sistema imunológico reage exageradamente a uma substância estranha, chamada de alérgeno, liberando produtos químicos (o mais comum, a histamina). Trata-se de uma tentativa 'exagerada' do organismo se defender de uma substância à qual se sensibilizou, mesmo que esta seja inócua. Os vasos sanguíneos se dilatam sob efeito da histamina, provocando vermelhidão e edema (inchaço). Pólen, poeira, pelos de animais, alguns colírios e soluções para lentes de contato são alguns dos alérgenos oculares mais comuns (leia também: O que fazer em caso de reação alérgica?);
  • Insuficiência renal: neste caso, ocorre retenção de líquidos devido à perda de função dos rins, que não conseguem eliminar o líquido do corpo com a mesma eficiência. O inchaço nas pálpebras pode expandir-se para todo o rosto e é mais evidente de manhã, logo ao acordar.
  • Problemas de saúde mais graves: celulite orbitária, doença de Graves, insuficiência renal ou herpes ocular.
    • Celulite orbitária: infecção bacteriana rara e grave dos tecidos ao redor do olho, resultando em inchaço doloroso da pálpebra superior e inferior, e, eventualmente, da sobrancelha e da bochecha. Os sintomas podem ainda incluir olhos saltados, redução da visão, febre e dor, quando a pessoa move os olhos. A celulite orbitária é uma emergência médica e necessita ser tratada rapidamente para evitar a lesão do nervo óptico e a perda permanente da visão, além de outras complicações graves. Se a infecção estiver limitada ao tecido mole das pálpebras, ela é menos grave do que a celulite orbital e pode muitas vezes ser tratada com medicamentos tópicos, sem necessidade de hospitalização.
    • Doença de Graves: distúrbio ocular causado por uma tireoide hiperativa (hipertireoidismo), muitas vezes associado a inchaço, pálpebras inchadas, exoftalmia (olhos saltados), visão dupla e pálpebras caídas (ptose).
    • Herpes ocular: transmitida pelo vírus herpes simples comum, a herpes ocular é por vezes apelidada de "afta do olho" e causa inflamação (e às vezes cicatrizes) na córnea. Os sintomas podem ser parecidos com os da conjuntivite, embora possam aparecer feridas dolorosas na pálpebra, visão embaçada devido à opacidade da córnea e inchaço nos olhos, que obstruem a visão. Pode ir desde uma infecção ligeira a uma forma mais grave que pode levar ao transplante da córnea ou ainda em perda de visão (saiba mais em: Como identificar e tratar herpes ocular?).

Também pode lhe interessar: 

Tenho muita coceira nos olhos. O que pode ser e o que fazer para aliviar?

Olhos vermelhos, o que pode ser?

Tratamento de Olhos inchados

O tratamento das pálpebras inchadas depende da sua causa. Se os olhos estão inchados devido a alergias, colírios anti-histamínicos ou medicamentos de alergia oral, o uso de lubrificantes pode ajudar a aliviar os sintomas. O oftalmologista poderá também prescrever colírios esteroides suaves para reações alérgicas mais graves. Outras causas, como infecções, conjuntivite ou herpes ocular respondem bem a antibióticos, colírios antivirais e a pomadas oculares anti-inflamatórios, dependendo da doença. Crises mais leves de inchaço podem ser tratadas em casa.

Em primeiro lugar, a pessoa deve evitar esfregar os olhos para não agravar ainda mais a sua condição. Além disso, o uso de lentes de contato deve ser suspenso até que o inchaço passe.

A aplicação de uma compressa fria pode reduzir o inchaço das pálpebras, assim como compressas de água fria nas pálpebras fechadas. Porém, se os sintomas persistirem ou piorarem, ou se o indivíduo sentir qualquer dor no olho, deve consultar o oftalmologista imediatamente.

Em caso de olhos inchados, um médico (preferencialmente um oftalmologista) deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual o seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Estou com um caroço nos grandes lábios da vagina: o que pode ser e qual o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Caroço nos grandes lábios da vagina pode ser característico de vários acometimentos como:

  • Bartolinite;
  • Foliculite;
  • Hematoma;
  • Linfogranuloma venéreo;
  • Cisto sebáceo e outro tipos de cistos;
  • Lipoma, etc.

A causa mais comum de caroço na região da entrada da vagina é a inflamação da glândula de Bartholin. A bartolinite geralmente ocorre em apenas um lado dos grandes lábios e a mulher não apresenta dor nem nenhum outro sintoma além do caroço. Caroço de grande tamanho pode gerar desconforto para andar, sentar ou durante a relação sexual. Em mulheres com menos de 40 anos essa inflamação resolve sozinha, sem necessitar de drenagem ou biópsia.

Caso a inflamação infeccione e transforme em abscesso com dor local, presença de pus, vermelhidão e inchaço, é necessária a drenagem para que o pus saia e alivie a dor, juntamente com uso de antibiótico.  

Se o caroço não regredir em alguns dias e vir acompanhado desses sintomas, a mulher deve procurar o/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para o diagnóstico e tratamento adequado.

Qual o tratamento para a inflamação do útero?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

O tratamento para inflamação do útero depende do local onde ela ocorre, se no colo do útero (cervicite) ou na sua parte interna (endometrite). Depende, também, da sua causa, que pode ser por micro-organismos ou por lesões traumáticas.

Tratamento para inflamação do útero por micro-organismos

A maioria das inflamações do útero são causadas por micro-organismos como é o caso da infecção por clamídia, tricomonas, gonorréia, herpes genital e HPV (papiloma vírus), e iniciam-se no colo do útero. Os medicamentos utilizados para o seu tratamento são antibióticos e antivirais, de acordo com agente causador da infecção, bactérias ou vírus. Os parceiros também devem ser tratados, mesmo que não apresentem sintomas​, uma vez que esses micro-organismos são transmitidos pela relação sexual.

Tratamento para inflamação do útero por lesões traumáticas

O tratamento das inflamações devido a lesões, como as causadas por alergias ao látex, produtos químicos ou duchas vaginais, é feito afastando-se o fator causador da lesão e com auxílio de medicamentos, dependendo do tipo de lesão causada.

No caso da inflamação crônica do colo do útero pode ser necessário, também, o tratamento por meio de cauterização (eletrocautério ou criocautério) e uso de cremes vaginais.

Quando a inflamação colo do útero progride para a sua região interna, causando a endometrite, pode ser necessário o tratamento com medicamentos por via intramuscular ou endovenosa, às vezes com indicação de internação hospitalar.

O médico ginecologista é o responsável pelo diagnóstico e tratamento dos casos de inflamações do útero.

O que é leucopenia e qual o tratamento adequado?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Leucopenia é quando o número de leucócitos, que são as células de defesa do sangue, está baixo.

O tratamento vai depender da causa e da intensidade.

A leucopenia pode aparecer normalmente em algumas situações da vida, e não exigir tratamento algum; ou pode ser sinal de infecções, inflamações, doenças da medula óssea, doenças autoimunes, doenças da tireoide e do baço, além de consequência ao uso de algumas medicações e a tratamentos como quimioterapia e radioterapia.

Ela, por si só, não é uma doença. Mas é um sinal de que algo pode estar acontecendo no corpo. Por isso, deve ser investigada para que a causa seja tratada.

Em casos extremos, em que a falta de leucócitos está tão intensa que pode favorecer a infecções graves, existem medicações capazes de estimular a produção dessas células.

Esse sinal deve ser investigado inicialmente pelo médico que solicitou o exame, o qual, quando necessário, poderá encaminhar a algum especialista.

Saiba mais em: 

Eosinófilos baixo no exame o que significa?

Leucograma: Para que serve e quais os valores de referência?

O que causa e qual o tratamento para bartolinite?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Bartolinite é causada pela obstrução com inflamação de uma ou ambas as glândulas de Bartholin, que são duas glândulas acessórias dos genitais externos femininos (localizadas uma de cada lado da vagina), com a função de lubrificação da região vaginal, principalmente durante o ato sexual. No caso da obstrução sem infecção, forma-se um cisto de Bartholin, geralmente assintomático e que pode ter cura espontânea. Ocasionalmente, o líquido aprisionado dentro do cisto torna-se infectado (por bactérias), com formação de pus rodeado por tecido infectado e inflamado (abscesso), o que é denominado de Bartolinite aguda.

A infecção na Bartolinite aguda pode ser causada por diversos tipos de bactérias, tais como Neisseria gonorrhoeae (gonococo, causador da gonorreia), Chlamydia trachomatis​ (clamídia), que são sexualmente transmissíveis, como também por bactérias do trato intestinal (geralmente Escherichia coli) ou da pele (geralmente Staphylococcus aureus, mas também estreptococos).

tratamento da Bartolinite Aguda geralmente exige drenagem do conteúdo purulento e uso de antibióticos, além de banhos de assento:

  • Tratamento com antibióticos: Sempre é realizado, para agilizar o tratamento e prevenir novos episódios. É importante determinar qual a bactéria causadora, através de exames específicos. Se os exames revelarem uma doença sexualmente transmissível, pode ser necessário o tratamento do parceiro(a) para assegurar que não haverá reinfecção.​
  • Banhos de assento: Fazer uma imersão em uma bacia ou banheira de água morna (apenas alguns centímetros é suficiente) normalmente auxilia no alívio das dores, para além da drenagem espontânea (eliminação do pus e bactérias). O banho de assento pode e deve ser feito algumas vezes ao longo do dia, em conjunto com o uso de antibióticos. A prática deve continuar até melhora completa dos sintomas.
  • Drenagem cirúrgica: Em casos em que a bartolinite está mais avançada, a paciente já experimenta um grau de dor elevado e já apresenta dificuldades para andar ou até sentar-se, torna-se imprescindível fazer uma drenagem do abscesso. Regra geral a drenagem pode ser feita no próprio consultório médico. É utilizada anestesia local, mesmo que infelizmente algumas vezes a inflamação e infecção são tão severas que a aplicação do anestésico não auxilia muito no alívio da dor. É feita uma pequena incisão local para auxiliar no processo de drenagem.
  • Marsupialização:  Quando os cistos incomodam muito e surgem recorrentemente, existe a possibilidade de se recorrer a uma marsupialização, após resolução do quadro agudo. Este método tem boas taxas de eficácia na prevenção de recaídas para além de preservar a glândula de Bartholin. A marsupialização funciona abrindo o cisto e expondo suas bordas. As bordas são depois unidas à pele do vestíbulo, de cada lado do corte, criando assim uma abertura permanente.
  • Bartolinectomia​: Quando nenhum dos procedimentos é eficaz e as recidivas são frequentes, o médico pode decidir fazer a remoção completa da(s) glândula(s) de Bartholin. No entanto, é raro haver essa necessidade. A bartolinectomia é normalmente feita no hospital, com anestesia raquidiana.

A prática do sexo seguro, através do uso do preservativo principalmente, e boas práticas de higiene íntima são duas boas maneiras de ajudar a prevenir infecções de cistos e a formação de abcessos. No entanto, não existe uma maneira de evitar com toda a certeza ter um cisto de Bartholin.

Em caso de suspeita de bartolinite, um médico clínico geral ou preferencialmente um ginecologista deverá ser consultado para avaliação e tratamento.

Qual é o tratamento para aorta dilatada?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

O tratamento para a aorta dilatada depende dos sintomas apresentados pelo paciente, do grau de dilatação da aorta e da velocidade da sua progressão. O tratamento definitivo é o cirúrgico, mas conforme as condições físicas do paciente, como a necessidade de tratar outros problemas antes da realização da cirurgia, pode-se realizar o tratamento clínico com o objetivo de controlar a progressão da dilatação e complicações da sua possível ruptura.

A aorta é a maior artéria do corpo humano, ela sai do coração, atravessa o tórax, o abdômen e ramifica-se dando origem a outras artérias. Sua função é transportar o sangue oxigenado vindo do lado esquerdo do coração para todo o corpo. Uma dilatação da aorta significa que há um alargamento ou aumento do seu diâmetro, em determinada região do vaso, causando uma fragilidade de suas paredes e podendo levar à um extravasamento de sangue através delas. 

A dilatação da aorta, também chamada de aneurisma da aorta, pode ser torácica, quando a aorta está dilatada na região do tórax, ou abdominal, quando isso ocorre na região do abdômen, sendo esta a mais comum.

Tratamento clínico da dilatação ou aneurisma da aorta:

  • uso de medicamentos para um rigoroso controle da pressão arterial, da frequência cardíaca e do níveis de colesterol,
  • suspensão do tabagismo, quando necessário,
  • evitar prática de exercícios físicos sem a orientação médica devido ao risco de causarem aumento da pressão intratorácica e da pressão arterial.

A presença de sintomas como dificuldade para engolir (disfagia), insuficiência respiratória, tosse e distúrbios na voz (disfonia) são relacionados à pressão causada pelo aneurisma à áreas vizinhas. Esses sintomas indicam a necessidade de cirurgia, independentemente do diâmetro da dilatação, devido ao maior risco de ruptura.

Já o tratamento cirúrgico preventivo para a correção do aneurisma da aorta, mesmo sem a presença de sintomas, pode ser realizado dependendo da avaliação médica, visando evitar a sua ruptura e o extravasamento de sangue e suas consequências.

A cirurgia pode ser feita por meio de incisão no abdome ou tórax (cirurgia aberta) ou por cirurgia endovascular, com implante de uma prótese, chamada stent, que é introduzida pela artéria femoral, na região inguinal. Nesse procedimento o sangue passa a fluir através da prótese, excluindo o aneurisma da circulação. 

O aneurisma pode ter uma evolução lenta, permanecendo sem sintomas durante muito tempo, sendo que algumas vezes ele pode ser diagnosticado por acaso, durante um exame de tomografia computadorizada ou uma ultrassonografia realizadas para esclarecer outro problema.

O cirurgião vascular é o especialista a ser consultado para o diagnóstico  tratamento do aneurisma da aorta.

Língua rachada o que pode ser? Qual o tratamento?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Língua rachada pode ser uma característica genética normal e individual chamada língua fissurada. Como não é uma doença não é necessário nenhum tipo de tratamento.

A língua rachada ou língua fissurada é a presença de rachaduras (sulcos) na língua. Muitas vezes existem na família outras pessoas com as mesmas características. Uma vez que substâncias ácidas ou irritativas pode causar ardência e irritação na língua, deve-se evitá-las. Também é importante uma boa limpeza da língua com escovação após as refeições evitando o acúmulo de resíduos alimentares nessas pequenas rachaduras que podem causar irritações, dor e inflamações.

O estomatologista é o especialista em distúrbios da boca e língua.

Também podem lhe interessar:

Quais são os sintomas do câncer de língua?

Tenho a língua inchada: o que pode ser?

Língua geográfica: o que é, quais os sintomas e como é o tratamento?

Língua branca é sinal de doença?

Como tratar língua branca?

O que fazer para tratamento em caso de mordida de cachorro?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Em caso de mordida de cachorro, as atitudes a serem tomadas imediatamente são as seguintes:

  • Quando ocorre sangramento, lave o ferimento com água ou soro fisiológico e sabão, por 5 a 10 minutos, para limpar ao máximo a saliva e microrganismos presentes na boca do animal.
  • Vá imediatamente a um posto de saúde ou pronto socorro (em caso de lesão com sangramento e necessidade de curativo). É importante não realizar sutura em caso de mordida de animal, pois trata-se de ferida infectada. O que pode ser realizado é curativo ou uma aproximação das margens se o ferimento for muito extenso/profundo. Em seguida, um tratamento com antibióticos de amplo espectro deve ser iniciado (com prescrição médica), profiláticos contra infecções bacterianas secundárias, devido à presença de inúmeras bactérias na boca dos cães.
  • Verifique se o animal é observável (isto é, um animal conhecido, de família, vacinado) ou não (animal de rua, desaparecido ou morto). A informação mais importante é se é observável ou não, mas é fundamental saber se o animal está sadio ou doente. Os sintomas de raiva no cão são agressividade ou paralisia, salivação excessiva, mudanças de comportamento (leia também: Quais os sintomas do vírus da raiva?).
  • No caso de animal observável, sem suspeita de raiva no momento da agressão e acidentes LEVES (lambedura de pele com lesões superficiais e ferimentos superficiais pouco extensos, geralmente únicos, em tronco e membros - exceto mãos e polpas digitais e planta dos pés), deve-se observar o animal por dez dias após a mordida. Se o animal continuar sadio, não há perigo. Se o animal morrer, desaparecer ou apresentar sintomas de raiva, devem ser aplicadas cinco doses de vacina (dias 0, 3, 7, 14 e 28).
  • No caso de animal observável, sem suspeita de raiva no momento da agressão e acidentes GRAVES (ferimentos na cabeça, face, pescoço, mãos, polpas digitais e/ou planta do pé; ferimentos profundos, múltiplos ou extensos, em qualquer região do corpo; lambedura de mucosas, lambedura de pele onde já existe lesão grave ou ferimento profundo causado por unha de animal), deve-se iniciar esquema profilático com duas doses de vacina no dia zero e dia 3 da mordida. Após, observar o animal por dez dias após a exposição. Se o animal permanecer sadio, não existe risco. Se o animal morrer, desaparecer ou apresentar sintomas de raiva, iniciar tratamento profilático com soro e terminar as cinco doses de vacina (a terceira entre o dia 7 e o dia 10, 14 e 28).
  • No caso de animal com suspeita de raiva no momento da agressão e acidentes LEVES, deve-se iniciar esquema profilático com duas doses de vacina no dia zero e dia 3 da exposição (mordida). Após, observar o animal por dez dias após a exposição. Se a suspeita de raiva for descartada após o 10º dia de observação, encerrar o caso. Se o animal morrer, desaparecer ou apresentar sintomas de raiva, iniciar tratamento profilático com soro e terminar as cinco doses de vacina (a terceira entre o dia 7 e o dia 10, 14 e 28).

  • No caso de animal com suspeita de raiva no momento da agressão e acidentes GRAVES, deve-se iniciar esquema profilático com soro e cinco doses de vacina nos dias 0, 3, 7, 14 e 28. Observar o animal por dez dias após a exposição. Se o animal permanecer sadio, encerrar o caso. Se a suspeita de raiva for descartada após o 10º dia de observação, suspender o esquema profilático e encerrar o caso.

  • No caso de animal NÃO observável (desaparecido ou morto), deve ser realizado tratamento em CCI local com soro e vacina anti-rábica em cinco doses nos dias 0, 3, 7, 14 e 28 da mordida (acidentes graves) ou apenas vacina em cinco doses nos dias 0, 3, 7, 14 e 28 da mordida (acidentes leves).

Vale a pena lembrar que, se a mordida for de um animal silvestre (morcego, raposa, etc), deve-se obrigatoriamente e imediatamente procurar um pronto socorro pois será imprescindível a administração de soro anti-rábico e posteriormente vacina.

Leia também:

O que fazer em caso de mordida de gato?

Como é a transmissão da raiva?

O que fazer em caso de picada de escorpião?

Gastrite crônica tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A gastrite crônica é a inflamação da mucosa do estômago e tem cura, se realizadas algumas mudanças de hábitos e uso correto de medicações.

Alguns cuidados devem ser seguidos por todos os pacientes:

  • respeitar o horário e não "pular" refeições;
  • preferir pequenas refeições, 6x/dia, ao invés de grandes refeições, poucas vezes ao dia;
  • mastigar bem os alimentos;
  • dar preferência a frutas, verduras, carnes magras e evitar frituras, refrigerantes, bebidas com cafeína;
  • não fumar;
  • evitar bebidas alcoólicas;
  • evitar o uso de anti-inflamatórios sem prescrição médica.

Se houver infecção pela bactéria H. pylori, que pode ser detectada na endoscopia, é necessário curso de tratamento com terapia tríplice durante 7 dias, para sua erradicação. A terapia tríplice consiste no uso de inibidor da bomba de prótons 2x/dia (omeprazol, lanzoprazol, pantoprazol, esomeprazol ou rabeprazol), associado a amoxicilina 1g, 2x/dia, e claritromicina 500mg, 2x/dia. Há combinações das três drogas disponíveis.

Na ausência de infecção, pode ser necessário tratamento com medicamentos, como inibidores de bomba protônica, como omeprazol, e/ou bloqueadores H2, como a ranitidina.

O seguimento deve ser feito com médico clínico ou gastroenterologista.

Leia também:

Quem tem gastrite deve evitar comer o quê?

5 alimentos que quem tem gastrite deve comer

Doença crônica tem cura?

Qual o tratamento no caso de leucócitos baixos?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O tratamento no caso de leucócitos baixos é individualizado, dependendo da causa, e pode inclusive não ser necessário.

A redução no número de células de defesa do corpo (leucócitos ou células brancas), em relação a um valor de referência, recebe o nome de leucopenia. Não é uma doença (embora possa ser a manifestação de uma), e sim um resultado de exame laboratorial (exame de sangue). Seu valor de referência (normal) é de 4000 a 10000 leucócitos por milímetro cúbico (mm3) de sangue. Este valor foi calculado para abranger aproximadamente 95% da população saudável, mas não consegue abranger todos, isto é, há indivíduos perfeitamente saudáveis com, digamos, 3000 leucócitos/mm3 (assim como há pessoas saudáveis com 11000 leucócitos/mm3). A leucopenia torna-se grave apenas a partir de certos níveis críticos. Algumas etnias como negros e judeus do Yemen e Sudão têm comumente leucopenia, mas qualquer população tem indivíduos fisiologicamente leucopênicos em maior ou menor grau.

Em caso de leucopenia, um médico clínico ou preferencialmente um hematologista deve ser consultado para avaliação. O tratamento (se necessário) vai depender da causa, que deve ser investigada inicialmente pelo médico que solicitou o hemograma, que poderá encaminhá-lo a algum especialista se julgar necessário.

Hérnia hiatal tem cura? Qual o tratamento?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Hérnia hiatal tem cura e o tratamento pode ser feito de três formas:

1) Mudança do estilo de vida (em casos mais leves, com poucos sintomas):

  • Evitar alimentos gordurosos, ricos em proteínas, muito condimentados ou ácidos e frituras, além de doces e pão branco;
  • Evitar situações estressantes ou fadigantes;
  • Procurar não beber álcool, café ou bebidas gaseificadas;
  • Não fumar;
  • Evitar comer em excesso próximo da hora de dormir (e fazer a última refeição pelo menos duas horas antes de deitar);
  • Não usar roupas nem acessórios apertados;
  • Evitar ingerir muito líquido durante as refeições;
  • Fazer refeições menores, mais leves e mais próximas umas das outras;
  • Fazer uma dieta rica em frutas, verduras, vegetais e fibras;
  • Fazer exercícios físicos (pelo menos 40 minutos, 5 vezes por semana);
  • Perder peso, procurando manter o índice de massa corporal (IMC) igual ou menor que 25 (veja aqui como calcular o peso ideal);
  • Dormir com travesseiro alto ou com uma leve elevação da cabeceira da cama (30º);

2) Tratamento farmacológico:

  • Indicado para pacientes que não obtêm a melhora clínica apenas com as mudanças nos hábitos;
  • É feito com antiácidos ou inibidores da bomba de prótons, que reduzem a acidez gástrica;
  • O tempo mínimo de tratamento é de oito semanas;
  • Jamais se automedique; consulte um médico em caso de sintomas de refluxo gastroesofágico.

Leia também: Hérnia pode virar câncer?

​​3) Tratamento cirúrgico, que pode ser feito via laparoscópica, indicado para:

  • Hérnias de hiato volumosas ou sintomáticas, mesmo com mudança dos hábitos de vida e tratamento clínico;​
  • Pacientes que por alguma razão (ordem pessoal, econômica, intolerância), acham-se impossibilitados de dar continuidade ao tratamento clínico. Aqui incluem-se os pacientes que têm boa resposta ao tratamento com os remédios, porém não têm boa adesão ou não fazem corretamente o tratamento;
  • Casos onde é exigido o tratamento contínuo de manutenção com medicamento para refluxo em dose adequada, especialmente em pacientes com menos de 40 anos de idade e que optam pela cirurgia; 
  • Esofagite grave, estenose de esôfago ou esôfago de Barrett (transformação das células do esôfago devido às constantes lesões na mucosa esofágica causadas pelo refluxo).

Também podem lhe interessar:

Como é a cirurgia de hérnia hiatal?

Esofagite pode dar câncer se não tratar logo?

Refluxo tem cura? Qual o tratamento?

Em caso de suspeita de hérnia de hiato, um médico (preferencialmente um gastroenterologista) deverá ser consultado para avaliação, diagnóstico e tratamento correto.

Azia Constante - Tratamento
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

A azia não é uma doença propriamente dita e sim um sintoma que pode aparecer como uma queixa isolada e eventual que ocorre com muita frequência quando abusamos de alguns tipos de bebidas ou alimentos. Quando a azia é constante ela pode ser sintoma de algumas doenças do aparelho digestivo.

A azia é um sintoma proveniente do esôfago e em alguns casos do estômago. A azia é sentida como uma queimação ou ardência que ocorre desde a região denominada epigástrio “boca do estômago” passando pelo região retroesternal “osso no meio do peito”, região anterior do pescoço até a garganta.

Para entendermos porque a azia ocorre precisamos entender que o nosso estômago é recoberto por um tipo especial de epitélio capaz de suportar o pH baixo (muito ácido) que é normal para o estômago.

Só o estômago possui este tipo de epitélio, o esôfago e as outras partes do aparelho digestivo não têm esse tipo de epitélio e, portanto não estão protegidos da acidez estomacal.

A causa básica da azia é o refluxo de material ácido proveniente do estômago (quando o conteúdo gástrico sai do estômago) para o esôfago e garganta. Ou em algumas situações quando a acidez é muito grande ou a proteção estomacal é destruída a azia é sentida no estômago.

A azia constante é um sintoma bastante incômodo e que leva um grande número de pessoas a procurar ajuda médica. A endoscopia digestiva alta é o exame de escolha na avaliação inicial da azia, porém sua indicação deve ser feita por um médico. Nem todos os pacientes com azia tem indicação de realizar o exame. Pacientes jovens, pacientes com quadro leve ou de pouca data e sem nenhum fator de risco associado podem postergar o exame, só o médico durante a consulta pode avaliar a necessidade de se fazer a endoscopia digestiva alta. A azia geralmente está associada aos quadros de refluxo gastro-esofágico, gastrite e esofagite. A azia pode em casos menos frequentes estar associada a casos de úlcera péptica e câncer de estômago ou esôfago. Atualmente existe tratamento específico para cada uma das causas de azia, vou limitar-me aqui a passar apenas algumas orientações gerais que podem se adotadas por todos os pacientes e que ajudam muito no tratamento e prevenção da azia.

Leia também: O que fazer para aliviar azia?

Há algum tempo os pacientes saiam do consultório do gastroenterologista com a receita dos medicamentos em uma mão e na outra uma lista enorme com todos os alimentos que não deveria comer. Essas listas eram bastante restritivas. A regra atual é bem simples: não ingira aquilo que lhe faz mal. A maioria dos pacientes em pouco tempo consegue identificar os alimentos e bebidas que lhe causam azia, esses alimentos variam muito de pessoa para pessoa.

“doutor se algo me causa azia é claro que eu não vou comer ou beber” a afirmação parece bastante óbvia, mas por incrível que parece a maioria das pessoas continua ingerindo comidas e bebidas que causam azia mesmo sabendo que vão ter azia. Outras recomendações importantes: evite ficar muitas horas sem comer e quando comer evite quantidades muito grandes de alimentos na mesma refeição, portanto o ideal é comer várias vezes por dia e um pouco de cada vez e evite deitar logo após as refeições.

Agora apresento minha lista de proibições para o tratamento da azia constante (esta serve para todos os pacientes e acreditem ajuda muito, pacientes com quadro leve muitas vezes, nem precisam tomar remédios): cigarro, bebidas alcoólicas, café, açúcar e todos os alimentos ricos em açúcar, chimarrão, alimentos gordurosos (qualquer coisa frita nem pensar), alimentos condimentados, frutas cítricas, tomate e derivados.