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Qual o tratamento para pedra na vesícula?

O tratamento definitivo para a presença de pedra na vesícula (colelitíase) é cirúrgico. Geralmente é realizado para as pessoas que apresentam sintomas ou em presença de pedras menores que 0,5 cm e maiores  que 2 cm. Preferencialmente, a cirurgia é feita através da laparoscopia, sendo a vesícula retirada com o auxílio de um aparelho dotado de pinças especiais e câmera (videolaparoscópio), que é introduzido no abdômen por meio de pequenos cortes. Esse método permite uma recuperação e alta hospitalar mais rápida e com menos dor.

Quando os sintomas são leves ou não há a possibilidade de realizar a cirurgia devido à outros problemas, como más condições clínicas do paciente, pode-se fazer o tratamento com o uso de anti-inflamatórios, medicamentos para dor (analgésicos e antiespasmódicos) e medicamentos que de acordo com  a composição do cálculo, podem diluí-lo. Dependendo da localização da pedra pode-se, também, fazer a remoção do cálculo por via laparoscópica ou endoscópica. A litotripsia é um método de destruição dos cálculos por meio de ondas de choque extracorpóreas utilizado em alguns casos de pedra na vesícula.

O gastrocirurgião é o especialista indicado para diagnosticar e definir o melhor tratamento para o problema de pedras na vesícula, de acordo com as condições físicas do paciente, a localização das pedras e a gravidade do caso.

Quais sãos as causas do útero infantil? Tem tratamento?

As causas do útero infantil podem ser doenças ou lesões no hipotálamo e hipófise, doenças genéticas e o uso prolongado de esteroides. O útero infantil é o útero que não se desenvolveu normalmente devido à deficiências na produção, secreção ou ação de hormônios que têm a função de estimular o desenvolvimento das características e órgãos sexuais. 

O útero infantil é uma das características do hipogonadismo hipogonadotrófico e o seu tratamento é feito dependendo da sua causa. No hipogonadismo hipogonadotrófico a mulher pode ter um útero infantil (pequeno, que não se desenvolveu adequadamente), mas com os ovários normais e apresentar ovulações. Nesse caso, ela poderá engravidar, mas a chance de abortamento é grande, pois o feto não terá espaço para se desenvolver.

Outra situação ocorre quando a mulher tem o útero infantil e os ovários também. Por não ocorrer a ovulação, não há chance de gravidez natural. Existem tratamentos para que a mulher com útero infantil possa engravidar, mas é necessário uma avaliação cuidadosa do problema pelos médicos ginecologista/obstetra e endocrinologista ou ainda, uma equipe multidisciplinar.

Qual o tratamento para fungo nas unhas das mãos e pés?

O tratamento da micose das unhas (onicomicose) deverá levar em conta alguns fatores:

  • número de unhas acometidas;
  • porcentagem da unha que está acometida;
  • doenças que o paciente possui e medicações que faz uso.

Após esta avaliação e, considerando que foi realizado idealmente exame que comprove a infecção fúngica, ou se a apresentação clínica for típica, deverá ser optado por realizar tratamento com medicação antifúngica, que pode ser tópica ou sistêmica. Se forem poucas as unhas afetadas e em porcentagem de acometimento inferior a 50% da unha, deve ser tentado tratamento tópico. O esmalte deverá ser aplicado de uma a duas vezes por semana e há diversas opções disponíveis atualmente. Se forem muitas unhas acometidas, é necessário o tratamento com antifúngicos de uso oral, como terbinafina, itraconazol e fluconazol. O tratamento sistêmico pode estar associado ao uso de esmaltes. usualmente a dose é de um comprimido por dia e é necessário seguimento periódico com realização de exames laboratoriais de controle.

O tempo mínimo de tratamento é de seis a 12 meses para as unhas da mãos e seis a 18 meses para as unhas dos pés.

Uma opção relativamente recente é o uso de laser. Contudo, esta tecnologia não tem uma aceitação irrestrita na literatura e serve como método auxiliar, sendo necessário o uso de antifúngicos também.

O tratamento da onicomicose deve ser feito pelo médico dermatologista.

Qual o tratamento para infecção intestinal?

O tratamento para infecção intestinal consiste em repouso, hidratação e dieta adequada. Quando a perda de líquidos é muito acentuada, são indicados medicamentos para controlar as náuseas e os vômitos, além da administração de soro por via endovenosa para repor os sais e os líquidos. O tratamento da infecção intestinal causada por bactérias inclui também o uso de antibióticos.

Quanto à alimentação, o paciente deve ingerir pelo menos 2 litros de água por dia para prevenir a desidratação e evitar determinados alimentos, dando prioridade a outros. Deve-se evitar o leite, por exemplo, pois pode agravar a diarreia. 

A dieta deve ser leve, à base de alimentos cozidos e preparados na hora, sem conservantes e gorduras. Também é importante comer em pequenas quantidades (5 a 6 vezes ao dia) e evitar forçar comer quando há dificuldade em engolir.

Alguns alimentos indicados durante o tratamento da infecção intestinal: 

  • Arroz;
  • Legumes cozidos e sem casca;
  • Bolacha de água e sal;
  • Gelatina;
  • Carne grelhada;
  • Sopas.

Se houver presença de sangue na diarreia, o paciente deve procurar um serviço de saúde para melhor avaliação. Algumas infecções intestinais podem ser prevenidas com práticas de higiene como lavar as mãos com água e sabão principalmente antes da preparação das refeições e após utilização do banheiro.

Enxaqueca: Sintomas e Tratamento

Sintomas da Enxaqueca: o primeiro passo no caminho do tratamento da enxaqueca é o seu correto diagnóstico e para o correto diagnóstico da enxaqueca é preciso conhecer os sintomas da enxaqueca para diferenciar a enxaqueca das outras causas de cefaléia.  Muito comum é a confusão entre enxaqueca e as outras formas de cefaléia ou dor de cabeça. A cefaléia é apenas um sintoma que pode aparecer isolado ou aparecer em conjunto com outros sintomas em um grande número de doenças como a gripe, hipertensão arterial, meningite ou tumor cerebral e até mesmo na própria enxaqueca, para citar apenas alguns exemplos de doenças em que a cefaléia pode aparecer.

A enxaqueca é uma doença que tem como principal sintoma a cefaléia. A cefaléia da enxaqueca tem algumas características especiais como a periodicidade das crises de que podem ser desde diárias até semanais ou quinzenais e em alguns pacientes as crises são mais esparsas. Essa periodicidade é que leva o médico ao diagnóstico de enxaqueca. Geralmente a dor é em apenas um dos lados da cabeça, pode ocorrer nos dois lados e apresenta-se na forma de uma dor pulsátil. Geralmente é de forte intensidade levando o paciente a procurar o serviço de emergência com frequência. Alguns pacientes apresentam aura pré-crise (espécie de alteração visual que antecede a crise de enxaqueca ou ocorre logo no início da crise). Náuseas, vômitos, fraqueza, tontura e mal-estar geralmente estão associados às crises de enxaqueca, principalmente se a dor for muito intensa. Um médico de posse desses dados pode fazer o diagnóstico e conduzir adequadamente a investigação e tratamento adequado para cada caso.

Causas da enxaqueca

Não existe uma causa definida para enxaqueca, provavelmente o fator genético está presente devido o fato de haver “famílias de enxaquecosos”. O que já se sabe é que alguns fatores são desencadeantes das crises de enxaqueca como preocupações, ansiedade, stress, ficar muito tempo sem comer, alguns tipos de bebidas alcoólicas, excesso de café e adoçantes. Para algumas mulheres existe uma relação direta com o período menstrual. O sono também é importante e dormir pouco, dormir demais ou sono mal dormido pode desencadear a dor. O sol, a claridade, mudanças climáticas, o cigarro e a poluição são outros fatores. Evitar ou diminuir os fatores anteriormente citados pode reduzis o número de crises.

A maioria das pessoas que sofrem de enxaqueca apenas toma remédios para as crises de dor, são analgésicos apenas, que não tem nenhum efeito em longo prazo no controle da enxaqueca.

Tratamento da enxaqueca

O tratamento da enxaqueca pode ser feito com o uso de medicamentos antidepressivos, anticonvulsivantes e betabloqueadores. Além de algumas medidas gerais que são muito importantes no controle e tratamento da enxaqueca e devem ser adotadas por todos os pacientes: evitar o consumo de bebidas alcoólicas, dormir pelo menos 8 horas por dia, dieta equilibrada e o principal fator é a prática regular de exercícios físicos (mínimo de 30 minutos de exercícios aeróbicos entre 3 a 5 vezes por semana.

Cisto no ovário tem cura? Qual o tratamento?

Os cistos ovarianos tem cura e o tratamento pode ser clínico e/ou cirúrgico.

Os cistos ovarianos funcionais, aqueles gerados por alterações hormonais, geralmente não necessitam de tratamento. Eles geralmente somem depois de 8 a 12 semanas sem tratamento.

O tratamento clínico pode ser feito com pílulas anticoncepcionais. E o médico solicitará periodicamente (usualmente a cada seis meses) ultrassonografia transvaginal para avaliar as dimensões e características do cisto e surgimento de novas lesões. O uso da pílula a longo prazo pode diminuir o surgimento de novos cistos no ovário. As pílulas não diminuem o tamanho dos cistos que já existem no ovário, sendo que normalmente estes desaparecem sozinhos.

Pode ser necessária a realização de cirurgia para a remoção de cistos do ovário ou para garantir a ausência de células cancerígenas. O procedimento cirúrgico é indicado nos casos de maior risco de câncer de ovário, como nos casos abaixo:

  • Cistos complexos (com componente líquido e sólido) no ovário que não desaparecem;
  • Cistos sintomáticos que não regridem;
  • Cistos simples no ovário que são maiores que 5 a 10 centímetros;
  • Mulheres que estão na menopausa ou próximas desse período.

Os tipos de cirurgia para ressecção do cisto são:

  • Laparotomia exploradora;
  • Laparoscopia pélvica;

O médico ginecologista indicará o melhor tratamento.

Quantos dias para melhorar da gastrite com omeprazol?

A resposta ao tratamento no caso de gastrite é geralmente imediato. Como foi feito esse diagnóstico? Quem receitou esse medicamento para sua filha? Deve procurar primeiramente um médico.

Osteoporose tem cura? Qual o tratamento?

A osteoporose e a osteopenia (estágio prévio à osteoporose, em que também ocorre perda da massa óssea) podem ser revertidos com o tratamento.

É importante a prevenção da osteoporose desde a infância, pois a quantidade de massa óssea é estabelecida até os 20-30 anos, idade a partir da qual a quantidade de massa óssea só diminui com o tempo. Para isso, é essencial fazer três coisas muito importantes:

  1. ingerir cálcio (através de leite e derivados),
  2. tomar sol para fixar a vitamina D no organismo (idealmente 10 a 15 minutos no horário do almoço, sem protetor solar, 3x por semana)
  3. fazer exercícios físicos.

É importante salientar a necessidade do uso de protetor solar nos demais momentos em que o paciente se expuser ao sol, pelo grande risco de desenvolvimento de câncer de pele. A atividade física tem efeito protetor sobre o tônus e a massa muscular, que se reflete na melhora do equilíbrio e ajuda a evitar as quedas ao longo da vida.

Veja também: Anticoncepcional pode enfraquecer os ossos?

O tratamento para a osteoporose consiste:

  • na realização de atividade física supervisionada por educador físico ou fisioterapeuta;
  • na suplementação oral de cálcio, na forma de carbonato ou citrato de cálcio;
  • na suplementação oral de vitamina D3;
  • na terapia de reposição hormonal, conforme prescrição pelo médico ginecologista, que avaliará os riscos e benefícios da medicação;
  • no uso de bifosfonatos, como alendronato e risedronato, ou outras medicações, como raloxifeno, ranelato de estrôncio ou teriparatida.

O paciente deve ser acompanhada por médico reumatologista, ortopedista e ginecologista no caso de mulheres.

Íngua no pescoço: qual o tratamento?

O tratamento para íngua no pescoço vai depender essencialmente da sua causa, que pode ir desde pequenas inflamações locais a doenças graves, como o câncer. Casos em que as ínguas no pescoço são causadas por pequenos processos inflamatórios, situação comum em crianças, muitas vezes não necessitam de tratamento.

Na realidade, na maioria dos casos, os nódulos ou ínguas no pescoço são sintomas de alguma doença, que pode ou não necessitar de tratamento. Se for uma infecção, por exemplo, o tratamento com antibióticos deve ser iniciado o mais brevemente possível, para evitar complicações ou a propagação da infecção.

No caso do bócio na tireoide, outra causa de íngua no pescoço, o tratamento inclui medicamentos e/ou cirurgia para removê-lo. Casos em que os nódulos no pescoço são provocados por um tumor benigno, também podem necessitar de remoção cirúrgica.

Doenças malignas como linfoma, câncer de boca, laringe, faringe e esôfago, também podem se manisfestar sob a forma de íngua no pescoço e, quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores são as chances de cura.

A íngua no pescoço, em adultos e crianças, deve ser examinada por um médico o quanto antes, para evitar possíveis complicações e para que a causa seja devidamente diagnostica e tratada.

Colecistite crônica tem cura? Qual o tratamento adequado?

Sim tem cura. Basicamente o que pode funcionar é dieta pobre em gorduras (ideal é procurar um nutricionista) além de medicamentos específicos (varia de acordo com cada caso - tratamentos somente com o médico no consultório). Muitas vezes a solução é cirurgia de retirada da vesícula.

Taquicardia sinusal é grave? Quais os sintomas e tratamento?

Taquicardia sinusal é uma situação que ocorre em situações simples como após exercício físico, febre, ingestão de cafeína ou após alguma preocupação excessiva, mas pode vir junto com outras situações mais preocupantes como infarto do miocárdio, embolia pulmonar, hipotensão, sepse, etc.

O que pode provocar taquicardia?

A maioria das vezes a taquicardia não é perceptível pela pessoa, mas pode ser sentida como uma aceleração do coração e a percepção dos batimentos mais fortes. Em alguns casos, a taquicardia pode ser acompanhada de tontura, dor no peito, desmaio e dificuldade para respirar.

As pessoas que já possuem algum problema cardíaco podem apresentar sintomas diferentes e, nesse caso, a taquicardia pode representar um risco pois o músculo cardíaco consumirá mais oxigênio, o fluxo sanguíneo para as artérias diminuirá e a insuficiência cardíaca pode ser agravada.

Nas situações de taquicardia fisiológica e nas causadas por situações momentâneas, não há necessidade de tratamento. Na taquicardia provocada por outras doenças, o próprio tratamento de base da doença ou o tratamento emergencial, como no infarto, será suficiente para voltar ao ritmo cardíaco habitual. Em algumas situações o/a médico/a pode receitar medicamento para reduzir os batimentos cardíacos, controlar a ansiedade, usar um marcapasso externo ou até um desfibrilador. Cirurgias de ablação (para destruir células que produzem sinais elétricos anormais) são menos frequentes, mas associada a certas patologias, pode ser necessária. 

Caso a taquicardia venha acompanhada de dor no peito, falta de ar, dificuldade para respirar procure um serviço de emergência.   

Urticária tem cura? Qual o tratamento?

A urticária, quando identificada e afastada a causa, pode ter cura, mas muitos casos se tornam crônicos e necessitam de tratamento contínuo por muitos anos. A urticária é uma doença cutânea que se caracteriza pelo surgimento de lesões elevadas, avermelhadas e muito pruriginosas.

Os quadros agudos, ou seja, com menos de seis semanas de duração, tem tratamento baseado no uso de anti-histamínicos de segunda geração, como loratadina, ebastina, cetirizina, fexofenadina, ou de primeira geração, como hidroxizine, dexclorfeniramina, cetotifeno e doxepina.

O tratamento da urticária crônica, aquela com duração superior a seis semanas consiste em:

  • remover a causa, que muitas vezes não é identificada;
  • reduzir o estresse emocional, o sobreaquecimento do corpo e a ingestão alcoólica;
  • evitar o uso de ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios não hormonais, codeína e morfina;
  • evitar o uso de inibidores da ECA, como captopril e enalapril;
  • dietas especiais, apenas se houver suspeição de causa alimentar associada;
  • tratamento medicamentoso:
    • primeira linha: anti-histamínicos de segunda geração. Pode-se iniciar o tratamento com um desses medicamentos: cetirizina 10mg/dia, fexofenadina 180mg/dia, desloratadina 5mg/dia, loratadina 10mg/dia ou epinastina 20mg/dia. Se não houver melhora, podem ser associados anti-histamínicos de primeira geração, como hidroxizina, 25mg a 100mg/dia via oral, fracionando-se 25mg a cada oito ou seis horas. São ainda opções a clemastina, a dexclorfeniramina e a ciproheptadina.
    • segunda linha: corticosteróides orais, que devem ser utilizados por curto período de tempo. Outra opção é o uso de montelucaste.
    • terceira linha: imunossupressores ou imunomoduladores, como ciclosporina, metotrexate, imunoglobulina, colchicina, dapsona, hidroxicloroquina, sulfassalazina e nifedipina.

Leia também: O que fazer em caso de reação alérgica?

A urticária pode ser, por vezes, uma doença de difícil controle e, dependendo da causa, pode ou não ter cura. O médico dermatologista deve ser consultado para que seja feito adequados diagnóstico e tratamento.

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