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Útero

O que significa ter o útero em anteversoflexão?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Ter o útero em anteversoflexão (avf) significa que o seu útero está inclinado para frente, ou seja, fletido na direção anterior do corpo. Trata-se de uma posição considerada normal, em que o útero está "dobrado" para frente e repousa sobre a bexiga. 

A anteversoflexão é uma das variações de posição do útero que os ginecologistas consideram normais e também é a mais comum. As outras são a medioversão (útero mediovertido) e a retroversão (útero retrovertido).

Na medioversão o útero está numa posição mediana, enquanto que na retroversão o órgão está fletido para trás. Esta última variação é chamada popularmente de "útero invertido".

Portanto, essas posições são apenas variações da forma como o útero está posicionado na pelve. Nenhuma delas indica uma anomalia anatômica do órgão.

Contudo, o útero retrovertido pode ser considerado patológico quando a fixação do órgão nessa posição ocorre devido a um processo inflamatório ou a uma infecção genital.

Nesses casos, a retroversão uterina pode ser decorrente de aderências resultantes desses processos inflamatórios ou infecciosos. Tais aderências podem afetar as trompas e o funcionamento normal do útero, podendo dificultar uma gravidez.

Para maiores esclarecimentos, fale com o seu médico ginecologista.

Saiba mais em:

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Histerectomia: como funciona a cirurgia de retirada do útero?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A histerectomia pode ser feita pela via vaginal, abdominal ou por laparoscopia. Normalmente, os métodos escolhidos para a cirurgia de retirada do útero são o vaginal ou o laparoscópico, pois são menos invasivos e o risco de infecções é menor.

Na histerectomia por via vaginal, é realizado um corte no interior da vagina para alcançar o útero. Esse tipo de cirurgia muitas vezes é usado para retirar o útero em casos de prolapso uterino-vaginal, sendo também usado em mulheres que não apresentam prolapso uterino e no tratamento do câncer de colo do útero.

A histerectomia pela via vaginal é realizada sob anestesia geral, raquidiana ou peridural. Dentre as vantagens desse método de cirurgia de retirada do útero estão o alívio do desconforto após a operação, um tempo menor de internamento e uma recuperação mais rápida no pós-operatório. Além disso, a incisão feita no interior da vagina não deixa uma cicatriz exposta.

Na histerectomia abdominal ou aberta, realiza-se um corte no abdômen pelo qual o útero é totalmente retirado. Em alguns casos, a cirurgia pode incluir a remoção dos ovários e das trompas. 

A histerectomia abdominal é uma cirurgia mais invasiva, embora seja um dos procedimentos mais utilizados para retirar o útero. A operação pode ser feita sob anestesia raquidiana, peridural ou geral. O tempo de internamento geralmente é maior do que na histerectomia pela via vaginal, assim como o tempo de recuperação.

Já a histerectomia por videolaparoscopia é feita através de pequenos furinhos que não medem mais de 10 milímetros cada. A retirada total ou parcial do útero pode ser realizada pela vagina ou por meio de um procedimento chamado morcelamento. O método corta o útero ainda na cavidade abdominal através de um aparelho (morcelador). Depois, o útero é retirado pelos pequenos orifícios por onde passam a microcâmera e as pinças cirúrgicas.

A grande vantagem da histerectomia laparoscópica é poder ser feita com menos cortes, o que diminui as chances de lesão em outros órgãos e tecidos próximos ao útero, como a bexiga. Além disso, esse tipo de cirurgia é menos invasivo que o método aberto, pelo que a dor no pós-operatório é menor, assim como as cicatrizes e o tempo de recuperação no pós-operatório.

A histerectomia por videolaparoscopia é feita sob anestesia geral, sendo especialmente indicada para mulheres com endometriose, já que o procedimento permite visualizar com precisão as lesões no útero e em outros órgãos, como intestino e bexiga, por exemplo.

Saiba mais em: Quando é aconselhável a retirada do útero?

Qual é o tempo de repouso após a histerectomia?

Após a histerectomia, a paciente deve permanecer em repouso relativo durante pelo menos 3 meses. O repouso é relativo porque as atividades diárias que não exigem esforço são permitidas. Contudo, deve-se evitar levantar pesos, praticar exercícios físicos e fazer movimentos bruscos nesse período.

Apesar dos esforços estarem proibidos nos 3 meses de pós-operatório, o tempo de recuperação após retirada do útero costuma variar de 2 a 6 semanas. O tempo é maior na histerectomia abdominal (6 semanas), enquanto que nos outros métodos a paciente costuma estar recuperada dentro de 2 a 3 semanas.

Quais são os efeitos da histerectomia?

Os únicos efeitos que a cirurgia de retirada do útero produz na mulher são a ausência de menstruação e a impossibilidade de gerar filhos. Os hormônios ovarianos continuam a ser produzidos na mesma (desde que os ovários não tenham sido retirados na cirurgia) e a operação não influencia a vida sexual e o prazer da mulher.

Veja também: Depois de retirar útero como fica a menstruação?

Como fica a vida sexual após a histerectomia?

A histerectomia não influencia a vida sexual nem o prazer da mulher. O prazer feminino está concentrado nas inervações do clitóris que se estende pela vagina e clitóris, pelo que a retirada do útero não irá prejudicar o desejo e as respostas aos estímulos sexuais.

Assim, se a cirurgia não diminuir muito o comprimento do canal vaginal (como em alguns casos avançados de câncer), a sensibilidade, a lubrificação e a resposta aos estímulos não serão afetadas.

Contudo, vale lembrar que após a histerectomia é necessário permanecer um período sem relações, conforme indicação médica.

Histerectomia engorda?

Não, histerectomia não engorda. As alterações mais significativas que a retirada do útero provoca no corpo da mulher são a ausência de menstruação e a impossibilidade de engravidar.

O receio de engordar pode estar relacionado com a associação que as pacientes fazem entre alterações hormonais e o aumento de peso. Porém, desde que os ovários sejam preservados, os hormônios femininos continuam a ser produzidos normalmente, sem nenhuma alteração no metabolismo da mulher.

Para maiores informações sobre a histerectomia, consulte o/a médico/a de família ou ginecologista.

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Tenho corrimento constante com mau cheiro, dores, enjoo...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O que você tem são sintomas de uma infecção vaginal e colo do útero, precisa procurar um ginecologista que vai te solicitar os exames necessários e fazer o tratamento.

Quem fez cauterização no útero pode engravidar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. A mulher que já fez cauterização no útero pode engravidar.

A cauterização no útero é um procedimento realizado para tratar lesões pré-cancerígenas ou infecciosas e destruir células anormais no colo do útero.

Em geral, é recomendado aguardar em torno de 6 a 12 meses após o procedimento para engravidar, pois assim dá tempo da recuperação do tecido do colo do útero.

A mulher que vai realizar ou já realizou o procedimento deve perguntar ao/à médico/a dúvidas sobre a cauterização, suas consequências e os cuidados que se deve ter após a realização.

O mais importante é realizar o acompanhamento das lesões após o procedimento com a realização do exame preventivo de rotina. Com ele, será possível avaliar se as lesões foram devidamente tratadas e se há necessidade de um novo procedimento.

Qual é o tratamento para pólipo endometrial?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para pólipo endometrial pode ser feito através de cirurgia, com a remoção do pólipo (polipectomia), ou por meio de terapia hormonal, com progestágenos.

O tipo de tratamento para os pólipos endometriais depende dos sintomas, da idade da mulher (idade fértil ou pós-menopausa) e ainda do uso de certos medicamentos, como hormônios.

Em muitos casos o médico pode optar por apenas fazer o acompanhamento do pólipo, sem a necessidade de começar um tratamento, principalmente quando não há sintomas associados. Isto porque muitos pólipos podem regredir espontaneamente no decorrer do tempo e não evoluir para tumores malignos.

Para pacientes que apresentam sintomas, a cirurgia costuma ser a primeira opção. O tratamento cirúrgico mais eficaz nesses casos consiste na retirada do pólipo por histeroscopia (polipectomia histeroscópica).

A histeroscopia permite ao médico visualizar a cavidade uterina através de um instrumento que tem uma câmera na extremidade, semelhante ao endoscópio usado para ver o interior do estômago.

Esse exame serve tanto para diagnosticar como para tratar o pólipo endometrial. Dependendo do tipo de pólipo, o médico pode removê-lo no momento da biópsia.

Saiba mais em: O que é histeroscopia?

Contudo, para pólipos endometriais pequenos (menos de 10 milímetros) e que não causam sintomas, o tratamento hormonal pode ser o escolhido. As chances do pólipo regredir nesses casos pode chegar aos 25%.

Vale lembrar que a remoção cirúrgica do pólipo endometrial nem sempre cura a doença definitivamente, já que a recorrência de pólipos é frequentemente observada.

Apesar dos pólipos endometriais serem normalmente benignos, existe a possibilidade de haver células cancerígenas dentro deles. Contudo, o risco é baixo e menos de 1% dos casos de pólipo resultam em câncer de endométrio.

Veja também: Pólipo endometrial pode virar câncer?

O pólipo endometrial é um crescimento anormal de tecido no endométrio, a camada interna do útero. Ocorre principalmente em mulheres entre 30 e 50 anos de idade e o seu principal sintoma é o sangramento uterino anormal, embora grande parte dos casos seja assintomática.

O médico ginecologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento dos pólipos endometriais.

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Quando é aconselhável a retirada do útero?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A retirada do útero (histerectomia) é aconselhável em casos de mioma, dores pélvicas, prolapso uterino, sangramento uterino anormal, câncer e doenças com potencial de malignidade. Contudo, em algumas dessas situações, pode haver outras alternativas de tratamento que devem ser avaliadas pelo ginecologista e discutidas com a paciente.

Uma das principais razões para a remoção cirúrgica do útero é o sangramento menstrual excessivo no período que antecede a menopausa. O sangramento uterino abundante pode causar anemia, fadiga e interferir nas atividades diárias da mulher.

Considera-se excessivo o sangramento que dura mais de uma semana ou que requer o uso de mais de um absorvente por hora. Outra forma de sangramento uterino anormal é o sangramento que ocorre fora do período menstrual.

As hemorragias podem ser tratadas com medicamentos ou outros tipos de intervenções cirúrgicas. Se não houver melhora do quadro, a histerectomia pode ser necessária.

No caso dos miomas, pode ser aconselhável retirar o útero se a mulher apresentar sangramento irregular e excessivo e não pretender engravidar.

O prolapso uterino pode ocorrer devido ao enfraquecimento e estiramento dos músculos pélvicos e dos ligamentos que sustentam o útero, fazendo com que o útero caia para dentro da vagina. Nesses casos, o médico pode optar pela remoção do útero sem retirar o colo uterino. Além da histerectomia, o tratamento do prolapso inclui a colocação de telas de sustentação para evitar um novo prolapso de órgãos pélvicos.

Outra indicação para a histerectomia é a hiperplasia do endométrio. Trata-se de um crescimento excessivo do tecido que reveste a parte interna do útero (endométrio). A hiperplasia endometrial é uma condição benigna, mas existe risco de evoluir para câncer, dependendo do tipo de hiperplasia. O tratamento pode ser feito com medicamentos, mas há casos em que a retirada do útero é necessária ou mais aconselhável.

A histerectomia também pode ser necessária em casos de câncer de útero, colo uterino ou de ovário.

Há ainda situações, embora sejam raras, em que a remoção do útero pode ser necessária para conter uma hemorragia incontrolável depois do parto ou da cesárea.

Exceto em situações de emergência, como a descrita anteriormente, a decisão de realizar a histerectomia deve ser partilhada entre a paciente e o/a médico/a ginecologista. Deve-se levar em consideração os planos reprodutivos da mulher, as alternativas de tratamento à retirada do útero, bem como o risco-benefício da histerectomia.

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Quais sãos as causas do útero infantil? Tem tratamento?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

As causas do útero infantil podem ser doenças ou lesões no hipotálamo e hipófise, doenças genéticas e o uso prolongado de esteroides. O útero infantil é o útero que não se desenvolveu normalmente devido à deficiências na produção, secreção ou ação de hormônios que têm a função de estimular o desenvolvimento das características e órgãos sexuais. 

O útero infantil é uma das características do hipogonadismo hipogonadotrófico e o seu tratamento é feito dependendo da sua causa. No hipogonadismo hipogonadotrófico a mulher pode ter um útero infantil (pequeno, que não se desenvolveu adequadamente), mas com os ovários normais e apresentar ovulações. Nesse caso, ela poderá engravidar, mas a chance de abortamento é grande, pois o feto não terá espaço para se desenvolver.

Outra situação ocorre quando a mulher tem o útero infantil e os ovários também. Por não ocorrer a ovulação, não há chance de gravidez natural. Existem tratamentos para que a mulher com útero infantil possa engravidar, mas é necessário uma avaliação cuidadosa do problema pelos médicos ginecologista/obstetra e endocrinologista ou ainda, uma equipe multidisciplinar.

Pólipo endometrial causa dor? Quais são os sintomas?

Pólipo endometrial normalmente não causa dor e a maioria dos casos são assintomáticos. Quando presente, o principal sintoma é o sangramento uterino anormal, geralmente com fluxo mais intenso durante a menstruação e escapes fora do período. 

Contudo, embora não seja comum, algumas mulheres com pólipos endometriais podem sentir dores ou incômodo na pelve. Outros sinais e sintomas que podem estar presentes são os sangramentos uterinos durante as relações.

Dependendo da localização, o pólipo endometrial pode tornar mais difícil a fixação do óvulo fertilizado no útero e dificultar a gravidez

Porém, grande parte das pacientes com pólipo endometrial não apresenta dor ou qualquer outro sintoma. Em mulheres na pós-menopausa, muitas vezes a única manifestação encontrada é um espessamento endometrial verificado durante o ultrassom transvaginal, já que apenas 30% desses casos são sintomáticos.

A suspeita de pólipo no útero é levantada se, na pós-menopausa, o endométrio apresentar um espessamento igual ou superior a 5 mm.

Mulheres em idade fértil que apresentam sintomas e ao ultrassom apresentam uma imagem focal do útero mais clara que o normal, também são suspeitas de terem pólipo endometrial.

O pólipo endometrial é um tecido anormal que cresce no endométrio (parte interna do útero). Normalmente os pólipos são benignos e ocorrem sobretudo em mulheres entre 30 e 50 anos.

Veja também: O que é um pólipo uterino?

O aparecimento de pólipo endometrial pode estar associado a fatores hormonais ou lesões internas no útero, embora a sua causa exata não seja bem conhecida.

Embora sejam benignos na maioria dos casos, alguns pólipos endometriais podem evoluir para câncer. O risco de transformação maligna varia entre 0,5% a 3%.

Leia também: Pólipo endometrial pode virar câncer?

O tratamento do pólipo uterino pode incluir terapia hormonal e cirurgia para remover o pólipo ou o útero (histerectomia).

O médico ginecologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar pólipos no útero.

Saiba mais em:

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Quais as causas e sintomas do pólipo uterino?

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Colo do útero com leve sangramento, isto é indicativo do que?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode ser muitas coisas desde nada (colo do útero é um tecido friável e sangra ao menor toque), assim como pode ser algum tipo de infecção ou inflamação ou mesmo outras doenças.

Tirei meu útero, ainda preciso fazer Papanicolau?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Depende. Na retirada parcial do útero, a mulher deve continuar realizando o Papanicolau de rotina.

Quando a mulher tira o útero, a retirada pode ser total ou parcial. A histerectomia total é a retirada completa do útero (corpo e colo uterino). Quando ele é retirado completamente, a mulher não precisa realizar o exame Papanicolau de rotina.

Na histerectomia parcial, o útero é retirado, porém o colo do útero (parte do útero que fica para dentro da vagina) permanece, sendo assim, é necessário a realização do Papanicolau de rotina.

No Papanicolau, o/a profissional de saúde realiza coleta de secreção do colo do útero e vagina. Após análise laboratorial, é possível avaliar as características das células dessa região, bem como a presença de algum micro-organismo agressor.

O exame preventivo é hoje o principal exame para detecção precoce do câncer do colo do útero.

O exame preventivo pode ser feito gratuitamente nas Unidades de Saúde da Família (USF) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) pelos/as profissionais de saúde de Medicina e Enfermagem.

Saiba mais em: Histerectomia: como funciona a cirurgia de retirada do útero?

Existe algum tratamento para quem tem útero baixo?

Sim, existe tratamento para útero baixo (prolapso uterino). As opções de tratamento variam de acordo com o grau do prolapso e vão desde exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico à cirurgia, passando ainda por eletroterapia, pessários e medicamentos.

Mulheres com útero baixo que não apresentam sintomas ou que têm sintomas muito leves, podem nem precisar de tratamento, mas devem ter alguns cuidados para não piorar o quadro, como:

  • Perder peso;
  • Evitar levantar pesos;
  • Parar de fumar;
  • Combater a prisão de ventre.

Quando o prolapso uterino afeta a qualidade de vida da mulher, o único tratamento eficaz e definitivo para o problema é a cirurgia.

No entanto, existem outros tratamentos para útero baixo que podem evitar um agravamento do prolapso e melhorar a condição da mulher. Esses são indicados para os casos em que os sintomas são leves ou quando a mulher prefere adiar ou evitar a cirurgia. São eles:

  • Exercícios de Kegel: São contrações voluntárias dos músculos do assoalho pélvico que visam fortalecer essa musculatura, dando maior sustentação ao útero;
  • Pessário: Trata-se de um dispositivo inserido através da vagina que recoloca o útero no seu lugar anatômico, atuando como um suporte da região pélvica;
  • Fisioterapia:
    • Estimulação elétrica: Aplica-se uma corrente elétrica de baixa voltagem nos músculos do assoalho pélvico através da vagina. A corrente provoca uma contração dos músculos, fortalecendo a musculatura;
    • Biofeedback: É feito com um sensor que avalia as contrações musculares enquanto a mulher executa os exercícios pélvicos, indicando se os exercícios estão atuando nos músculos que se pretende fortalecer;
  • Medicamentos: Os estrogênios de aplicação local em forma de creme podem não prevenir o prolapso uterino ou o risco de agravamento, mas melhoram os sintomas e exercem um papel positivo no pós-operatório.
Como é o tratamento cirúrgico para útero baixo?

A cirurgia de correção para prolapso uterino pode ser feita pela via vaginal ou abdominal. Na maioria dos casos, os resultados são melhores quando se utiliza uma prótese rede que reforça os tecidos, criando novos ligamentos e agindo como uma plataforma para o crescimento do tecido novo.

O período de internamento é bastante curto e varia entre 2 e 3 dias, dependo do procedimento.

Para evitar um novo prolapso, é importante tomar as medidas já citadas, como perder peso, evitar pegar peso, parar de fumar e combater o intestino preso.

Porém, já se sabe que uma mulher jovem submetida a uma cirurgia de correção de útero baixo terá maiores chances de fazer outras operações para prolapsos.

Isso porque os tecidos de sustentação do útero estavam e continuam danificados, mas a cirurgia dá mais segurança para a mulher ter uma vida mais ativa e com mais esforços, o que potencializa as chances de novos prolapsos.

O ginecologista deverá avaliar o grau do prolapso uterino e indicar a forma de tratamento mais adequada.

Tenho o colo do útero aberto, posso engravidar?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode engravidar sim e se for necessário o seu obstetra pode fazer um procedimento durante a gestação chamado de cerclagem, que vai ajudar a manter o colo do útero fechado e evitar problemas. Não há a riscos para você, apenas para o bebê.