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Vitamina D

Quais os sintomas ou doenças causadas pela falta de vitamina D?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A falta de de vitamina D acarreta uma diminuição na concentração de cálcio e fósforo no sangue e, consequentemente, redução na densidade óssea e aumento do risco de fraturas.

As complicações da deficiência de vitamina D também envolvem a baixa concentração de cálcio e fósforo no sangue (hipocalcemia e hipofosfatemia), osteomalácia e raquitismo durante e infância.

Com uma dieta adequada associada a uma exposição solar frequente, essas complicações são raras. A situação é preocupante em pessoas idosas acamadas que normalmente não se expõem ao sol. Como a concentração de vitamina D diminui com a idade, deve haver atenção a esse grupo etário.

Valores de referência 

Os valores de referência de vitamina D para pessoas saudáveis devem estar entre 20 e 30 ng/ml.

Já os idosos, as grávidas e indivíduos com osteoporose, osteomalácia, raquitismo, hiperparatireoidismo, doença renal crônica, doenças autoimunes e inflamatórias ou ainda que fizeram cirurgia bariátrica, são considerados grupos de risco e precisam consumir uma quantidade maior de vitamina D. Os valores de referência nesses casos nesses casos devem ficar entre 30 e 60 ng/ml.

Pessoas com valores de vitamina D entre 10 e 20 ng/ml precisam de suplementação para combater a perda de massa óssea e o risco de fraturas e osteoporose.

Valores inferiores a 10 ng/ml são considerados muito baixos, com elevado risco de causar defeito na mineralização dos ossos, levando à osteomalácia e raquitismo.

Os sinais e sintomas nesses casos podem incluir dor nos ossos, perda de força muscular e fraturas.

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Excesso de vitamina D

Por outro lado, o excesso de vitamina D, com valores acima de 100 ng/ml, pode causar intoxicação pelo aumento da quantidade de cálcio no sangue (hipercalcemia). 

Nesses casos, a pessoa pode ter náuseas, vômitos, aumento da eliminação de urina, desidratação, mal estar, falta de apetite, calcificação de tecidos moles do corpo e insuficiência renal aguda.

O tratamento para a falta ou excesso de vitamina D é da responsabilidade do médico endocrinologista.

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Para que serve a vitamina D?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A vitamina D desempenha uma função importante no desenvolvimento e calcificação dos ossos. A vitamina D ajuda a absorção de cálcio e fósforo nos intestinos e impede reabsorção óssea. Dessa forma, a vitamina D garante uma concentração adequada de cálcio e fósforo na corrente sanguínea, promovendo uma boa saúde dos ossos.

A vitamina D é um tipo de hormônio produzido a partir da exposição da pele aos raios solares ultravioleta B (UVB).

Grande parte dela, cerca de 90%, é produzida pelo próprio corpo a partir da ação do sol, mas outra porção (10%) vem da alimentação.

A vitamina D está presente no leite e seus derivados, como iogurte e queijo, gema do ovo, cogumelos, fígado, peixes como salmão, atum e sardinha e nos alimentos enriquecidos com a vitamina.

Assim, a exposição à luz do sol e a ingesta desses alimentos garantem a produção apropriada da vitamina D, impedindo as deficiências causadas pela sua falta.

Porém, é importante ressaltar que a exposição ao sol deve ser moderada (15 minutos), sem uso de protetor solar e nas horas mais quentes do dia (entre as 10hs e as 16hs).

Quando o consumo do nutriente não é suficiente através da alimentação ou a sua produção pelo organismo é insuficiente, pode ser necessário tomar suplementos.

Assim como as outras vitaminas, a vitamina D é uma vitamina essencial para o funcionamento adequado do metabolismo.

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Os sintomas da insuficiência de vitamina D podem incluir cansaço, fraqueza muscular e dores crônicas. Nas crianças, a falta de vitamina D pode causar atraso no crescimento e raquitismo, uma doença que provoca deformidades ósseas. Nos adultos provoca osteomalácia. Ambas as doenças também deixam os ossos mais moles, frágeis e quebradiços. 

Embora a insuficiência de vitamina D não manifeste sinais e sintomas em alguns casos, ela não deixa de trazer consequências. 

Uma vez que essa vitamina atua na absorção de cálcio e na sua fixação no esqueleto, a sua deficiência pode reduzir a concentração sanguínea de cálcio e fósforo. Logo, os ossos tornam-se mais fracos e o risco de fraturas aumenta.

Complicações 

A deficiência de vitamina D pode causar ainda osteoporose, hipertensão arterial, queda da imunidade e aumento dos riscos de infarto, AVC (derrame), infecções, câncer, diabetes tipo 1, esclerose múltipla, lúpus, doença inflamatória intestinal, inflamação no cérebro e artrite reumatoide.

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Outra função da vitamina D é participar no controle das contrações musculares, inclusive do músculo do coração. A carência do nutriente também provoca um acúmulo de cálcio no interior artérias, daí o risco da pessoa sofrer um infarto ou um "derrame".

Prevenção

Para evitar todas os complicações decorrentes da insuficiência de vitamina D, é essencial verificar os níveis dessa vitamina frequentemente por meio de exames de sangue. 

A verificação periódica dos níveis de vitamina D é indicada sobretudo para pessoas que fazem parte dos grupos de risco, o que inclui idosos, pacientes com doenças crônicas, diabetes, doença renal crônica e obesidade, grávidas e obesos e idosos. 

Pacientes que fazem uso prolongado de glicocorticoides ou que tenham sofrido uma fratura devido a um trauma leve, também devem verificar se não têm insuficiência de vitamina D. 

Tanto a falta como o excesso de vitamina D acarretam problemas para a saúde e precisam de tratamento com acompanhamento médico, de preferência feito por um endocrinologista.

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Qual o melhor Cálcio para tomar para Osteoporose?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Qualquer remédio com 300mg ou mais de Carbonato de Cálcio associado com qualquer tipo de vitamina D está ótimo para a prevenção da Osteoporose. Caso seu objetivo seja o Tratamento da Osteoporose, então outros medicamentos devem ser associados. Uma alimentação equilibrada e a pessoa manter-se em atividade o máximo possível são ótimos para o tratamento e prevenção da Osteoporose.

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Falta de vitamina D na gravidez: o que pode causar e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A falta de vitamina D na gravidez pode prejudicar o desenvolvimento dos ossos do feto, sobretudo se a carência da vitamina ocorrer no 3º trimestre de gestação, podendo provocar ainda abortos e pré-eclâmpsia.

Além disso, sabe-se que filhos de gestantes com deficiência de vitamina D apresentam mais chances de desenvolver esclerose múltipla.

A falta de vitamina D durante a gestação pode ainda levar ao desenvolvimento diabetes gestacional, vaginose bacteriana, baixo peso ao nascimento, além de aumentar o risco de doenças cardiovasculares e diminuir a massa óssea da criança durante a infância.

A vitamina D atravessa a placenta e ajuda na construção da estrutura óssea do feto. Consequentemente, o estoque materno da vitamina D pode ficar reduzido.  

Por isso, a gestante deve ingerir uma quantidade adequada diária de vitamina D para propiciar uma boa saúde nos ossos do feto e evitar a deficiência nos seus próprios ossos.

Prevenção

Para evitar que as reservas de vitamina D fiquem baixas nessa fase, recomenda-se que as grávidas tenham uma ingestão diária de vitamina D de 600 a 800 UI, associada à exposição solar moderada.

Se a dieta da mulher não contemplar produtos derivados do leite, peixe, ovos ou alimentos acrescidos de vitamina D, pode se considerar uma suplementação.

As consultas frequentes do pré-natal são muito importantes para acompanhar o desenvolvimento do feto e o bem estar da gestante.

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