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Dor no maxilar ao abrir a boca e ao mastigar, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Dor no maxilar ao abrir a boca e ao mastigar tem como principal causa distúrbios da articulação temporomandibular (ATM), que é a articulação entre a mandíbula e o osso temporal da face. A dor no maxilar nesses casos pode se instalar subitamente ou progressivamente, com variações na intensidade e na frequência das crises durante meses ou anos.

Contudo, a dor no maxilar também pode ocorrer devido a várias causas, tais como neuralgia do trigêmeo, fibromialgia, sinusite, mastoidite, otite, entre outras.

Uma vez que os distúrbios da ATM são a principal origem das dores no maxilar, sobretudo ao abrir a boca e mastigar, serão a causa abordada adiante. Porém, é fundamental consultar um médico para determinar a causa exata da dor e receber o tratamento apropriado.

O profissional mais habilitado a tratar esses distúrbios é o cirurgião-dentista.

Quais as causas dos distúrbios da ATM?

As principais causas dos distúrbios da ATM são aquelas que alteram os músculos faciais, como espasmos nos músculos mastigatórios desencadeados por tensão, estresse, depressão e ansiedade, artrites ou fixações na articulação temporomandibular, traumatismos na mandíbula, má oclusão dentária (mordida com defeitos), bruxismo (ranger dos dentes), morder objetos estranhos, roer unhas, mascar chicletes em excesso, tumores e problemas de crescimento na mandíbula.

Quais os sintomas dos distúrbios da ATM?

O principal sintoma dos distúrbios da ATM é a dor na face, nos músculos mastigatórios ou no maxilar, mais especificamente na articulação entre a mandíbula e o osso temporal da face (temporomandibular - ATM). A dor piora ou só aparece ao abrir e fechar a boca, seja falando, bocejando ou ao se alimentar, podendo irradiar para qualquer lugar do rosto, ouvido, pescoço ou nuca.

Também pode haver dificuldade para abrir a boca devido a contraturas musculares e calcificações articulares.

Os distúrbios da ATM envolvem problemas nos músculos mastigatórios, na articulação temporomandibular e nas estruturas associadas à articulação.

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes:

  • Maxilar estalando ou som de rangido ao morder;
  • Sensação de mordida torta ou cruzada;
  • Desvio da mandíbula para um dos lados ao abrir ou fechar a boca;
  • Inchaço na face;
  • Dor no ouvido;
  • Surdez momentânea;
  • Vertigem;
  • Zumbidos;
  • Sensação de “ouvido tapado";
  • Perturbações visuais;
  • Dor de cabeça.
Como é feito o diagnóstico dos distúrbios da ATM?

O diagnóstico é feito por um médico ou cirurgião dentista que palpa, observa e ouve a movimentação da mandíbula; sente o estado das articulações, dos músculos, dos ligamentos e verifica a oclusão dos dentes (a mordida e o encaixe correto das arcadas dentárias superiores e inferiores).

São feitas perguntas ao paciente em busca de informações que possam ser a causa da dor e de outros sintomas, tais como traumas, hábitos orais e tratamentos médicos e dentários prévios.

Podem ser solicitados exames de imagem da mandíbula e da movimentação da articulação em estágios variados (abertura total, média e fechamento total). Foram desenvolvidas uma variedade de outras técnicas para diagnosticar os distúrbios da ATM, inclusive para localizar as contrações musculares, tais como eletromiografia de superfície, sonografia (SonoPak), termografia e cinesiografia. São exames que detalham com precisão as estruturas afetadas.

Qual é o tratamento para os distúrbios da ATM?

O tratamento para os distúrbios da ATM, na fase aguda, pode ser feito com analgésicos e aplicação de bolsas de água quente com massagens na região afetada para aliviar a dor no axilar.

Também é importante evitar alimentos que exigem mastigação excessiva, como carnes, ou abrir muito a boca, como maçãs inteiras, por exemplo.

Algumas pessoas podem precisar de tratamento medicamentoso associado. Os medicamentos mais usados são antidepressivos, anticonvulsivantes ou analgésicos mais potentes. Contudo, sempre deve ser iniciado com os analgésicos mais fracos e aumentar gradativamente, conforme a resposta, ou caso não haja melhora dos sintomas.

Há evidências de que técnicas de relaxamento diminuem o sofrimento em casos de dor crônica no maxilar. Portanto a fisioterapia e correções posturais podem ser incluídos no tratamento.

Nos casos mais graves, o tratamento pode ser feito com terapia de aplicação ortopédica (placa estabilizadora), terapia oclusal (ortodontia, reabilitação oral), correção de problemas dentários e cirurgia.

Resumindo, o tratamento para os distúrbios da ATM é inicialmente clínico e pode controlar os sinais e sintomas em até 90% dos casos. Apenas em casos mais graves ou que não respondem à terapia conservadora, deve-se recorrer à cirurgia.

Os objetivos do tratamento são reduzir a dor, restabelecer a função mandibular e limitar a recorrência da dor no maxilar.

Em caso de dor no maxilar ao abrir a boca e mastigar, um médico clínico geral ou médico de família deve ser consultado para avaliação e tratamento ou encaminhamento para um cirurgião bucomaxilofacial.

Quais são as causas da vermelhidão no rosto?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A vermelhidão no rosto normalmente é uma reação natural do corpo diante de situações de estresse, como nervosismo, raiva ou vergonha. O estresse emocional faz com que o sistema nervoso autônomo provoque uma dilatação dos vasos sanguíneos, deixando a face vermelha e quente. É o chamado rubor facial.

Nesses casos, a vermelhidão pode afetar todo o rosto ou apenas bochechas, testa, nariz e orelhas, podendo chegar ainda ao peito, pescoço e braços. Durante os episódios, também é comum a pessoa transpirar em excesso.

Apesar de ser uma reação normal do organismo, quando passa a interferir na vida pessoal ou social da pessoa, pode ser necessário tratamento medicamentoso, embora os resultados não sejam muito satisfatórios. 

Se o rubor facial persistir por muito tempo, pode ser um sinal de rosácea. Ambos podem ocorrer em situações de estresse, calor ou durante a atividade física. Porém, a rosácea também pode ser desencadeada pelo consumo de bebidas alcoólicas ou alimentos apimentados, exposição ao frio, sol ou vento, entre outros fatores.

A vermelhidão no rosto causada pela rosácea pode ser controlada através da aplicação de antibióticos e terapia a laser. Todavia, o mais importante é identificar e evitar os fatores que desencadeiam esse rubor. Mesmo com o tratamento, a vermelhidão volta a aparecer sempre que a pele é exposta aos fatores causais.

Outra causa de vermelhidão no rosto pode ser reação alérgica, porém nesse caso a vermelhidão não se restringe ao rosto, mais comumente se espalha pelo tronco e membros superiores, além de causar coceira por vezes intensa.

O médico dermatologista é o especialista indicado para diagnosticar a origem do rubor e prescrever o tratamento mais adequado.

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Dr. Charles Schwambach
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Dr. Charles Schwambach
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Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
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Clínica médica e Neurologia

Não é possível definir um diagnóstico apenas com o relato. Podemos sugerir como causas prováveis, uma reação alérgica ou desidratação da pele. No entanto, para confirmar essas hipóteses é preciso uma avaliação mais detalhada de dados como tempo dos sintomas, qual a medicação foi aplicada e principalmente, avaliar as características da pele, coloração, aspereza, descamação, qual tipo e etc.

A avaliação médica não só visual, mas também tátil, serão fundamentais para definir a causa desse problema.

Nos casos de alergia, o tratamento é baseado no uso de medicamentos antialérgicos. E principalmente por ser em face, deve-se ter atenção a outros sintomas que sinalizam alergia grave, com risco de vida, como: voz rouca, tosse, dificuldade de engolir ou de respirar.

Nessas situações, deve pedir ajuda e procurar emergência imediatamente.

Nos casos de desidratação da pele, o tratamento será baseado na melhora dos sintomas, com o uso de um bom hidratante para o tipo de pele, com rápida absorção, além do tratamento específico para a causa base. Para isso é preciso que a causa seja identificada. Causas comuns são a exposição ao frio, vento e falta de cuidados adequados.

Independente da causa, a sociedade brasileira de dermatologia, recomenda como medidas preventivas de desidratação da pele as seguintes:

  • Limpar todos os dias o rosto seguindo os passos: água micelar, sabonete leve para rosto e secar delicadamente com a toalha, para já aplicar um hidratante de rápida absorção com a pele ainda úmida, o que facilita a sua penetração. Em seguida finalizar com o filtro solar;
  • Borrifar água micelar algumas vezes por dia no rosto;
  • Evitar banhos muito quentes;
  • Evitar sabonetes em barra, que costumam ressecar mais a pele;
  • Aplicar o hidratante para corpo na pele, logo após o banho, com a pele ainda úmida, pelo mesmo motivo, de promover melhor hidratação.

Contudo, além de desidratação e alergia, esses sintomas podem ser resultado de outras doenças como distúrbios hormonais, endócrinos, como o hipotireoidismo, reumatológicos como a síndrome de Sjogren, ou mesmo apenas o pouco cuidado com a hidratação e limpeza da pele.

Sendo assim, recomendamos procurar um médico clínico geral, dermatologista ou seu médico de família, para uma avaliação e orientações adequadas.

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Precisa consultar um dermatologista para avaliar sua lesão, este tipo de lesão tem seu diagnóstico pela visualização da lesão. Normalmente estão associados a algum tipo de alergia ou inflamação de pele.

Devo usar protetor solar no Inverno e nos dias frios?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. O uso de filtro solar (protetor ou bloqueador solar) está indicado mesmo durante o inverno.

Mesmo nos dias frios, nublados ou chuvosos há a incidência dos raios Ultravioletas (raios UV) que são responsáveis pela alteração de células da pele, causando envelhecimento e até câncer de pele.

O uso de roupas protetoras, óculos de sol, chapéu ou boné associado ao uso de protetor solar são medidas fundamentais para a fotoproteção.

Evitar o pico de incidência dos raios UV (entre as 10:00 e 16:00) principalmente durante o verão e procurar lugares na sombra reduzem a chance de exposição ao sol.

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