Perguntar
Fechar
Como saber se os batimentos cardíacos estão normais?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A frequência cardíaca normal, em repouso, varia entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm). Quando os batimentos cardíacos estão acelerados, acima de 100 bpm, a pessoa está com taquicardia. Uma frequência cardíaca baixa, inferior a 60 bpm, é considerada bradicardia.

Para saber se os seus batimentos cardíacos estão normais, basta medir a sua pulsação. Para isso, você deve permanecer em repouso, de preferência deitado, durante pelo menos 5 minutos. Depois, ainda deitado, coloque as pontas dos dedos indicador, médio e anelar logo abaixo do pulso, na base do polegar.

Pressione ou movimente os dedos para os lados, até sentir a pulsação. Use um relógio ou cronômetro para marcar o tempo e observe quantas vezes o seu coração bate durante 1 minuto.

Vale lembrar que contar as pulsações por 15 segundos e depois multiplicar por 4 para obter o número de batimentos cardíacos por minuto pode dar um resultado que não condiz com a realidade, pois a pulsação nem sempre é regular e pode oscilar.

Que fatores influenciam os batimentos cardíacos?

A frequência cardíaca varia conforme a idade e o condicionamento físico. Quanto menor a idade, maior a frequência cardíaca. Em geral, pessoas adultas sedentárias têm uma frequência cardíaca entre 70 a 100 batimentos por minuto, enquanto que aquelas bem condicionadas fisicamente podem apresentar uma frequência cardíaca de 50 bpm ou ainda menos.

Isso indica que o coração de um indivíduo que pratica exercícios físicos regularmente é mais eficiente para bombear o sangue e, por isso, trabalha menos.

O coração é um órgão musculoso e fica mais forte com a prática regular de atividade física. Logo, não precisa bater tantas vezes para levar o sangue para o resto do corpo, pois os seus batimentos são fortes e eficientes.

O coração de uma pessoa sedentária é mais fraco e, por isso, precisa bater mais vezes para conseguir bombear o sangue.

Ter uma frequência cardíaca de repouso baixa protege o coração, pois menos batimentos por minuto significa menos desgaste com o passar do tempo. Essa é uma das razões por que a prática regular de exercícios físicos ajuda a prevenir doenças cardiovasculares.

O que pode deixar o batimento cardíaco alto?

Os batimentos cardíacos podem ficar com valores mais altos em várias situações e condições. É normal o coração ficar acelerado ao praticar exercício físico ou diante de emoções fortes, por exemplo.

Porém, em repouso, a frequência cardíaca considerada normal não deve ser superior a 100 bpm. Se isso ocorrer sem um motivo aparente, precisa ser investigado. O aumento da frequência cardíaca para valores acima 100 bpm é denominada taquicardia.

As principais causas do aumento da frequência cardíaca incluem: doenças cardíacas (arritmias), ansiedade, estresse, fatores genéticos, consumo de cafeína, bebidas alcoólicas e cigarro, hipertireoidismo, doenças reumáticas, processos infecciosos, febre, hipoglicemia (baixos níveis de açúcar no sangue), desidratação, anemia e uso de certos medicamentos.

Quais as causas de batimentos cardíacos baixos?

A frequência cardíaca é considerada baixa se estiver abaixo de 60 bpm. Essa diminuição dos batimentos cardíacos pode ter várias causas e é denominada bradicardia.

Em casos específicos, os batimentos cardíacos baixos são considerados normais. É o que acontece com pessoas que têm um bom condicionamento físico, por exemplo, que podem ter uma frequência cardíaca de apenas 50 bpm ou ainda mais baixa.

O coração dessas pessoas é mais eficiente, por isso precisa bater menos vezes para bombear o sangue para o resto do corpo.

Porém, em outros casos, os batimentos cardíacos baixos podem ter como causas: arritmia cardíaca, hipotireoidismo, doença de Lyme, febre tifoide, hipotermia (temperatura corporal abaixo de 35ºC), níveis altos de potássio no sangue, uso de drogas ou certos medicamentos.

Quando os batimentos cardíacos estão baixos, a pessoa pode sentir tontura, fraqueza e até desmaiar devido ao pouco oxigênio que chega às células do corpo e cérebro.

Consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou cardiologista se verificar que a sua frequência cardíaca de repouso está acima ou abaixo dos valores considerados normais. Tanto a taquicardia como a bradicardia podem ser um sinal de arritmia cardíaca e precisam ser investigadas.

Coração acelerado: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sentir o coração acelerado é normal em situações de nervosismo, ansiedade, estresse, emoções fortes, esforço físico, entre outras condições que podem deixar os batimentos cardíacos acelerados. Porém, se o coração estiver acelerado em repouso, com mais de 100 batimentos por minuto (bpm) e sem um motivo aparente, pode ser sinal de alguma doença cardíaca ou outro problema que precisa ser investigado.

Quando a frequência cardíaca está acima de 100 bpm, a pessoa está com taquicardia, popularmente conhecida como “palpitação” ou “batedeira”.

O que pode deixar o coração acelerado?

A taquicardia pode ter diversas causas. As mais comuns são:

  • Arritmias;
  • Febre;
  • Ansiedade, estresse, medo, crise de pânico;
  • Fatores genéticos;
  • Consumo de bebidas estimulantes (café, chá, energéticos);
  • Ingestão excessiva de álcool, tabagismo, uso de certas drogas e medicamentos;
  • Desidratação;
  • Hipoglicemia;
  • Anemia;
  • Hipertireoidismo;
  • Infecções;
  • Doenças reumáticas.

Na maioria dos casos, a taquicardias não indicam nada de grave. O aumento dos batimentos cardíacos é uma reação natural do organismo em situações em que corpo precisa de mais oxigênio para executar determinadas ações, como "fugir" ou "lutar".

Na atividade física, por exemplo, o coração precisa bater mais vezes para irrigar os músculos com nutrientes e oxigênio. O estresse e a ansiedade também provocam uma reação de alerta no corpo, que responde aumentando a frequência cardíaca.

Porém, alterações nos batimentos cardíacos decorrentes de um ritmo cardíaco anormal (arritmia) podem ser sinal de algo mais grave. Nesses casos, a taquicardia pode ter como causas:

  • Doenças cardíacas;
  • Mal funcionamento da válvula cardíaca, como no prolapso da válvula mitral;
  • Baixos níveis de potássio no sangue;
  • Uso de certos medicamentos, como os usados para tratar asma, pressão alta ou problemas cardíacos;
  • Hipertireoidismo;
  • Baixo nível de oxigênio no sangue.
Como saber se o coração está acelerado?

Para saber se o seu coração está acelerado, permaneça em repouso durante pelo menos 5 minutos e verifique a sua pulsação. Se possível, deite-se ou sente-se confortavelmente enquanto repousa.

A pulsação é medida colocando suavemente a ponta dos dedos indicador e médio sobre o pulso oposto, de maneira que se consiga sentir os batimentos cardíacos pela pulsação da artéria que passa pelo punho.

Para isso, movimente ou pressione os dedos para os lados, até sentir a pulsação. Depois, marque o tempo com um relógio ou cronômetro e conte as pulsações durante 1 minuto.

No adulto, a frequência cardíaca de repouso considerada normal varia de 60 a 100 batimentos por minuto. Se os batimentos cardíacos estiverem acima de 100 por minuto, significa que você está com taquicardia, ou seja, com o coração acelerado. Uma frequência cardíaca menor que 60 é chamada bradicardia.

Em pessoas que se exercitam regularmente ou tomam medicamentos para reduzir a frequência cardíaca, a frequência de repouso pode cair abaixo de 60 batimentos por minuto.

Saiba mais em: Batimentos cardíacos baixos: o que pode ser?

O que fazer em caso de coração acelerado?

Para diminuir a ocorrência dos episódios de coração acerelado, é necessário identificar a causa da taquicardia. Algumas medidas podem ajudar:

  • Diminuir o consumo de cafeína;
  • Não fumar ou diminuir o consumo de cigarro;
  • Controlar e diminuir o estresse e a ansiedade;
  • Praticar exercícios físicos regularmente.

Procure imediatamente um serviço de urgência se o coração acelerado vier acompanhado de outros sintomas, como perda de lucidez, dor no peito, dificuldade respiratória, transpiração excessiva, vertigem ou tontura.

Se notar que o seu coração dispara sem motivo aparente, consulte um médico clínico geral ou médico de família. Alterações no ritmo cardíaco sem estímulos internos ou externos podem ser sinal de arritmia cardíaca. O diagnóstico pode ser feito clinicamente ou com auxílios de exames como o eletrocardiograma.

Batimentos cardíacos acelerados: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Existem diversas situações que podem deixar os batimentos cardíacos acelerados. Durante uma atividade física ou em situações de estresse, ansiedade ou emoções fortes, por exemplo, o aumento da frequência cardíaca é considerado normal. Contudo, quando a pessoa está em repouso e a frequência cardíaca ultrapassa os 100 batimentos por minuto sem uma razão aparente, é preciso investigar.

A frequência cardíaca normal no adulto varia entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm), em repouso. Quando os batimentos cardíacos estão acelerados, acima de 100 bpm, a pessoa está com taquicardia. Uma frequência cardíaca baixa, inferior a 60 bpm, é considerada bradicardia.

Quais as causas da taquicardia?

As causas mais frequentes de taquicardia incluem: doenças cardíacas, como arritmias, ansiedade, estresse, fatores genéticos, ingestão de bebidas com cafeína, como café, chás, energéticos e refrigerantes tipo cola, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tabagismo e outras drogas, hipertireoidismo, doenças reumáticas, infecções, febre, hipoglicemia (falta de açúcar no sangue), desidratação, anemia e uso de alguns medicamentos.

Quando a taquicardia ocorre sem que haja uma necessidade específica do corpo ou na ausência de estímulos internos ou externos, ela é considerada arritmia cardíaca e precisa ser tratada.

O que fazer em caso de batimentos cardíacos acelerados?

Ficar em repouso, tossir, inclinar o tronco para frente ou aplicar gelo no rosto ajuda a diminuir o ritmo dos batimentos cardíacos. Se os batimentos cardíacos continuarem acelerados depois dessas medidas, pode ser indicado o uso de medicamentos orais ou intravenosos.

Se os medicamentos não forem suficientes para normalizar a frequência cardíaca, pode ser necessário aplicar choques elétricos no tórax ou fazer uma cirurgia para remover a porção elétrica do coração que está danificada ou implantar aparelhos que corrigem os batimentos cardíacos, como cateter, marca-passo ou desfibrilador.

Além de todas essas medidas, é preciso tratar a doença que pode estar provocando esse aumento dos batimentos cardíacos.

O tratamento da taquicardia é importante, pois evita complicações, deixa os batimentos cardíacos menos acelerados e previne novos episódios de taquicardia.

Como saber se os batimentos cardíacos estão acelerados?

Para saber se os batimentos cardíacos estão normais ou acelerados, basta medir a pulsação. Para isso, você deve permanecer em repouso, de preferência deitado, durante pelo menos 5 minutos. Depois, coloque as pontas dos dedos indicador, médio e anelar logo abaixo do pulso, na base do polegar.

Pressione ou movimente os dedos para os lados, até sentir a pulsação. Use um relógio ou cronômetro para marcar o tempo e observe quantas vezes o seu coração bate durante 1 minuto.

Vale lembrar que contar as pulsações por 15 segundos e depois multiplicar por 4 para obter o número de batimentos cardíacos por minuto, pode dar um resultado que não condiz com a realidade, uma vez que a pulsação nem sempre é regular e pode oscilar.

A frequência cardíaca normal varia de acordo com a idade e o condicionamento físico da pessoa. Quanto mais jovem o indivíduo, mais baixa é a sua frequência cardíaca. Adultos sedentários geralmente possuem frequência cardíaca de 70 a 100 batimentos por minuto.

Por outro lado, pessoas com bom condicionamento físico podem ter uma frequência cardíaca de 50 batimentos por minuto ou ainda menor. Isso ocorre porque os batimentos cardíacos de quem pratica atividade física regularmente bombeia o sangue de forma mais eficaz, por isso precisa bater menos vezes.

Quais são os sintomas da taquicardia?

O sinal que caracteriza a taquicardia é o aumento da frequência cardíaca para mais de 100 batimentos por minuto. Além dos batimentos cardíacos acelerados, a taquicardia pode não manifestar sintomas em alguns casos.

Por outro lado, os batimentos cardíacos acelerados podem alterar de forma considerável o funcionamento do coração, podendo causar infarto, acidente vascular cerebral (derrame), parada cardíaca e morte.

Quando a frequência cardíaca está muito alta, o coração pode ficar incapaz de bombear adequadamente o sangue para o resto do corpo e a oxigenação dos tecidos fica prejudicada. Os sintomas da taquicardia nesses casos podem incluir falta de ar, tonturas, palpitações, dor no peito e desmaios.

Caso você tenha sentido os batimentos acelerados, procure o/a médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação detalhada e identificação da causa da taquicardia.

Sinto coração acelerado e falta de ar, o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Coração acelerado e falta de ar, sem motivo aparente, podem ser sintomas de doenças cardíacas ou respiratórias, como arritmia, insuficiência cardíaca, bronquite, asma, entre outras. Contudo, o aumento da frequência cardíaca e a falta de ar podem ter diversas causas e nem sempre indicam a presença de alguma doença ou problema de saúde.

O coração pode bater mais acelerado devido ao estresse, ansiedade, emoções fortes, uso de medicamentos, consumo de bebidas alcoólicas ou estimulantes, fumo, desidratação, exercício físico, entre outras situações. 

Já a falta de ar pode ser decorrente de ansiedade, angústia, síndrome do pânico, falta de condicionamento físico ou ainda fraqueza muscular.

No entanto, existem várias doenças e condições que podem causar aumento da frequência cardíaca (taquicardia), tais como arritmias, fatores genéticos, desidratação, falta de açúcar no sangue (hipoglicemia), febre, anemia, hipertireoidismo, infecções, entre outras. Nesses casos, o coração pode disparar mesmo quando a pessoa está em repouso, sem estímulos internos ou externos.

Se não estiver relacionada a fatores emocionais ou esforço físico, a falta de ar pode ser um sintoma de doenças cardíacas ou respiratórias, como insuficiência cardíaca, gripe, bronquite, asma, enfisema pulmonar, rinite, sinusite.

Veja também: Falta de ar constante: o que pode ser e o que fazer?

Portanto, sentir falta de ar e o coração batendo acelerado pode ser uma reação normal do corpo a determinados estímulos. Todavia, é importante observar se a falta de ar e o aumento do ritmo cardíaco ocorrem em repouso, na ausência de estímulos ou vêm acompanhados de outros sintomas.

Saiba mais em: Como saber se os batimentos cardíacos estão normais?

Os sinais de alerta que podem indicar a presença de algo mais grave incluem dificuldade para falar, aumento da frequência respiratória, esforço respiratório, interrupções do sono, cansaço ao executar tarefas simples, lábios roxos, tosse, chiado no peito ou dor no tórax.

Procure um médico de família ou um clínico geral na presença desses sintomas ou se sentir falta de ar e o coração acelerar sem motivo aparente.

Também podem lhe interessar:

Tenho dificuldade para respirar, o que pode ser?

Coração acelerado: o que pode ser e o que fazer?

Batimentos cardíacos baixos: o que pode ser?

Qual a frequência cardíaca normal por idade?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A frequência cardíaca normal na maioria das pessoas, varia entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm), porém esse valor pode oscilar de acordo com a idade, devido às necessidades e metabolismo.

Frequência cardíaca normal para cada faixa etária

Embora os batimentos se alterem de acordo com a atividade que esteja praticando, situações de saúde e estilos de vida, a variação considerada normal para a idade, segue a tabela:

Faixa etária mínima média máxima
Crianças 80 bpm 110 bpm 140 bpm
Adolescente 70 bpm 90 bpm 110 bpm
Adultos 60 bpm 80 bpm 100 bpm
Idosos 50 bpm 70 bpm 90 bpm
Frequência cardíaca normal em repouso

A frequência durante o repouso tende a ser mais baixa, porque exige menos trabalho do coração, a média estimada para cada faixa etária é de:

  • Criança - 80 a 90 bpm
  • Adolescente - 70 a 75 bpm
  • Adulto - 60 a 70 bpm
  • Idoso - 60 bpm
Atletas e praticante de atividade física regularmente

A frequência cardíaca normal em repouso para pessoas que praticam atividade física é mais baixa do que a média por idade, nesses casos a frequência de 50 bpm ou menos, é totalmente normal. Isso ocorre devido ao bom condicionamento do músculo cardíaco, que precisa de menos batimentos para exercer suas funções. Com menos trabalho, o coração se mantém mais saudável por mais tempo.

Pessoas sedentárias

A frequência cardíaca de pessoas que não praticam atividades físicas, é mais alta, variando entre 90 a 100 bpm. O coração precisa bombear mais vezes para manter a circulação do sangue eficaz para o corpo. O sedentarismo é comprovadamente um fator de risco para as doenças cardíacas e vasculares, como o infarto do coração e o AVC.

Pessoas tabagistas

Na pessoa que fuma, a frequência cardíaca normal esperada também é mais elevada, se mantém entre 90 e 100 bpm, devido aos efeitos nocivos dos produtos que compõe o cigarro. O tabaco é uma das principais causas de arritmia cardíaca.

Frequência cardíaca normal durante uma atividade física

Durante uma atividade física, os músculos principalmente, precisam de maior volume de sangue para a oxigenação e seu bom funcionamento, por isso é natural e esperado, uma frequência mais elevada. Em média, os valores se distribuem da seguinte forma:

  • Criança - 130 a 140 bpm
  • Adolescente - 110 a 120 bpm
  • Adulto - 100 a 110 bpm
  • Idoso - 90 a 100 bpm
Qual é o valor máximo que a frequência cardíaca pode chegar?

A frequência máxima que pode chegar durante a atividade física, sem causar maiores preocupações, pode ser calculada por diferentes métodos, sendo o método de Astrand um dos mais utilizados.

O método se baseia em uma subtração simples: Para as mulheres, diminui o número 226 da idade, para os homens, são 220 menos a idade.

Por exemplo:

  • Mulher de 40 anos; 226-40 = 186.
    • 186 bpm é a frequência máxima para essa mulher durante uma atividade física.
  • Homem de 40 anos; 220–40 = 180.
    • 180 bpm é frequência máxima para esse homem durante uma atividade física.

Sabendo que essa é apenas uma média de valores. Esse método não deve ser usado em todas as pessoas, por exemplo, uma pessoa cardiopata não poderá atingir uma frequência tão elevada, apenas por ter 40 anos. Com certeza a sua avaliação dependerá de diferentes análises e critérios, e não apenas um número universal como o utilizado nesse caso.

Especialmente para pessoas com doenças crônicas, cardiopatas, tabagistas ou acima de 50 anos de idade, o mais recomendado é que a sua frequência cardíaca máxima seja definida por um cardiologista, durante uma consulta médica.

Em caso de falta de ar, tontura, mal-estar ou sensação de fraqueza durante uma atividade física, pare imediatamente o exercício e procure ajuda.

Se for preciso reavalie a intensidade do seu treino com um especialista, o médico do esporte.

Como medir a frequência cardíaca?

Os batimentos podem ser medidos manualmente, ou por aparelhos eletrônicos, cada vez mais confiáveis.

Com exceção de pessoas com arritmia cardíaca, que devem ser avaliadas manualmente. Isso porque podem haver variação no ritmo do coração, alterando a frequência, e os aparelhos não são capazes de detectar essas situações.

Medir a frequência manualmente

Importante que esteja o mais relaxado possível, para palpar o seu pulso de forma correta. Coloque as pontas de dois dedos, de maneira leve, mas que consiga sentir bem a pulsação em cima de uma das artérias. Separe um relógio e deixe marcando um minuto. Durante um minuto inteiro, conte quantas vezes a artéria pulsa.

Pulso radial

Contar durante 30 segundos e multiplicar por dois não é tão confiável, especialmente nos casos de ritmo cardíaco irregular. Por isso o recomendado é sempre contar durante um minuto inteiro.

Medir a frequência por aparelhos eletrônicos

Medir através de aparelhos sem dúvida é uma maneira mais simples, rápida e amplamente utilizada. Pode ser usada, apenas com o cuidado em pessoas portadoras de arritmia cardíaca.

Para maiores esclarecimentos, converse com o seu médico da família ou o especialista, nesse caso o cardiologista.

Leia também: