Exame Gravidez

Fiz um teste de farmácia e deu positivo, devo confiar?

Não faz sentido fazer um teste se não tem confiança nele. Sim deve confiar, mas nós médicos não confiamos, então faça um exame de sangue para confirmar. E parabéns.

Dr. Charles Schwambach
Como funciona o exame Beta-hCG?

O exame Beta-hCG, gonadotrofina coriônica humana ou teste imunológico da gravidez é usado no diagnóstico e acompanhamento da gestação normal, gravidez ectópica e de tumores germinativos (ovarianos e testiculares). É dosado na urina, a primeira da manhã (exame qualitativo, apenas diz se é positivo ou negativo) ou sangue (exame quantitativo, com os valores exatos). A preparação envolvida é apenas de jejum de 4 horas.

É importante lembrar que o diagnóstico da gravidez não deve se basear somente no resultado do exame laboratorial, mas sim na correlação do resultado do teste com os sinais e sintomas clínicos. Além disso, um resultado negativo não deve ser considerado isoladamente para exclusão de gravidez, sugerindo realizar novo teste em amostra colhida após 7 dias (falso negativo). Quando o resultado for indeterminado, atenção especial na evolução, com repetição após 72 horas.

Amostras de pacientes com doenças trofoblásticas como coriocarcinoma ou mola hidatiforme que secretam hCG, podem produzir resultados positivos na ausência de gravidez e ocasionalmente em mulheres saudáveis não grávidas e na menopausa (falso positivo para gravidez). Determinações seriadas podem ser usadas na suspeita de gravidez anormal, quando o ritmo de elevação na concentração de HCG é menor do que o esperado.

O diagnóstico de gravidez pode ser feito a partir do 2º dia de atraso menstrual e na gravidez normal a concentração dobra a cada 2 dias da 2ª.à 5ª.semana de evolução.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Minha menstruação atrasou e teste de farmácia deu positivo!

Não sei. Mas acredito que sim. No seu caso um exame confirmatório deve ser pedido. Nós médico não trabalhamos com esse tipo de exame, apenas de sangue (Beta-hcg, no meu caso - é o que peço para minhas pacientes), mas converse com seu ginecologista.

Dr. Charles Schwambach
Faço tratamento com Indux para engravidar...

Você pode fazer quando quiser. Mas o ideal é somente fazer o exame se caso tenha um atraso menstrual e esse atraso seja persistente por pelo menos 15 dias. Porém se sua ansiedade é muito grande pode fazer o exame dia 14 e se realmente estiver grávida o exame já vai dar positivo.

Dr. Charles Schwambach
Usei adesivo Evra durante 2 anos, parei para engravidar...

Mais provável é uma irregularidade menstrual por causa da parada do anticoncepcional, mas pode ser gravidez (menos provável).

Dr. Charles Schwambach
Que exames devem ser feitos durante a gravidez?

Os exames que devem ser feitos durante o pré-natal, idealmente, em grávidas sem fatores de risco, são os seguintes:

1º mês:
  • Tipagem de sangue (ABO e Rh. Necessário para detectar o tipo de sangue, principalmente quando a gestante é Rh negativo e o pai é Rh positivo. Essa combinação exige exames de controle durante a gravidez, para detectar se houve isoimunização - passagem do sangue fetal Rh positivo para mãe com produção de anticorpos, especialmente a partir do segundo filho do casal. O Rh negativo, hoje, não acarreta riscos, desde que haja um controle periódico pelo exame de sangue Coombs indireto. Não se deve esquecer da aplicação de uma "vacina" na 28ª semana de gestação e logo após o parto que inibe a formação do fator anti-Rh);
  • Hemograma completo (mostra se a gestante tem anemia, ou dá indícios de infecção bacteriana ou viral; pode ser repetido durante o decorrer do pré-natal se houver necessidade. A grávida é um pouco anêmica quando comparada a padrões normais, mas é importante estar atento a eventuais baixas exageradas da hemoglobina no sangue periférico​);
  • Glicemia de jejum (Para pesquisa de diabetes. Em casos específicos, deve ser repetida durante a gestação e acompanhado da glicemia pós prandial ou curva glicêmica);
  • Sorologias para Sífilis, Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovírus, Hepatite B e C e HIV (pesquisa de infecções congênitas capazes de causar dano fetal);
  • Urina I (pesquisa de infecção urinária, muito comum na gestação, principalmente pelas modificações anatômicas provenientes do aumento do útero e pelas alterações hormonais próprias da gravidez. Qualquer indício de infecção acarreta a repetição deste exame); 
  • Protoparasitológico de fezes (pesquisa de verminoses que eventualmente causam anemia ou outras complicações às gestantes. Esses parasitas não causam problemas ao feto, mas devem ser diagnosticados e tratados na época adequada da gestação para evitar problemas à mãe).
2º mês (7-8 semanas):
  • Ultra-som transvaginal (avaliação da correta localização da gestação; cálculo mais preciso da idade gestacional; diagnóstico de gestação múltipla e sua viabilidade).
4º mês (11-14 semanas):
  • Translucência nucal (TN) (também chamado de Ultrassom gestacional morfológico de 1º trimestre - rastreio de alterações que possam sugerir anormalidades cromossômicas);
  • Amniocentese e/ou biópsia de vilo corial (para pesquisa de anormalidades cromossômicas. É realizado com base em solicitação dos pais, idade materna avançada, TN alterada no USG ou mulheres que já tiveram um filho com problemas congênitos, que possuem histórico de doenças genéticas na família e querem saber o quanto antes se o bebê foi afetado);
  • Doppler do ducto venoso (verifica, com mais precisão, riscos de má-formação. O doppler é um ultra-som sofisticado, que analisa o ducto venoso, um vaso sanguíneo do feto. Alterações cardíacas ali podem sinalizar problemas congênitos).
5º mês (20-24 semanas):
  • Ultra-som morfológico de 2º trimestre (avaliação de crescimento fetal, malformações anatômicas fetais);
  • Ecocardiografia fetal (pesquisa de cardiopatias fetais, principalmente em mães diabéticas, com cardiopatias ou históricos familiares destas doenças);
  • Teste triplo (quando indicado e/ou amniocentese para avaliação das anomalias fetais);
  • Fibronectina fetal (identifica precocemente a gestante com risco de parto prematuro).
6º mês:
  • Pesquisa de diabetes gestacional; além de algumas sorologias realizadas que deverão ser repetidas como, HIV, sífilis, toxoplasmose; pesquisa de anemia e infecção urinária;
7º e 8º mês
  • Ultrassom (só se houver alguma necessidade específica); 
  • Pesquisa de estreptococos (embora o corrimento vaginal, sem odor e de cor clara seja normal, a pesquisa de estreptococos beta hemolíticos na "secreção" vaginal, na 37ª semana de gestação, é muito importante. A presença desta bactéria pode levar a complicações para mãe e para o bebê no pós-parto).
9º mês
  • Ultrassom morfológico de 3º trimestre (avaliação crescimento e desenvolvimento fetal; posição fetal; peso estimado para a época do parto; quantidade de líquido amniótico; amadurecimento placentário). 

Em muitas ocasiões, não é necessária a realização de absolutamente todos os exames supracitados. Em caso de gravidez ou suspeita, um médico ginecologista deverá ser consultado para verificar se está grávida ou não e iniciar seu acompanhamento correto.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Que exames devem ser feitos durante a gravidez?

Os exames que devem ser feitos durante o pré-natal, idealmente, em grávidas sem fatores de risco, são os seguintes:

1º mês:
  • Tipagem de sangue (ABO e Rh). Necessário para detectar o tipo de sangue, principalmente quando a gestante é Rh negativo e o pai é Rh positivo. Essa combinação exige exames de controle durante a gravidez, para detectar se houve isoimunização - passagem do sangue fetal Rh positivo para mãe com produção de anticorpos, especialmente a partir do segundo filho do casal. O Rh negativo, hoje, não acarreta riscos, desde que haja um controle periódico pelo exame de sangue Coombs indireto. Não se deve esquecer da aplicação de uma "vacina" na 28ª semana de gestação e logo após o parto que inibe a formação do fator anti-Rh);
  • Hemograma completo (mostra se a gestante tem anemia, ou dá indícios de infecção bacteriana ou viral; pode ser repetido durante o decorrer do pré-natal se houver necessidade. A grávida é um pouco anêmica quando comparada a padrões normais, mas é importante estar atento a eventuais baixas exageradas da hemoglobina no sangue periférico​);
  • Glicemia de jejum (Para pesquisa de diabetes. Em casos específicos, deve ser repetida durante a gestação e acompanhado da glicemia pós prandial ou curva glicêmica);
  • Sorologias para Sífilis, Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovírus, Hepatite B e C e HIV (pesquisa de infecções congênitas capazes de causar dano fetal);
  • Urina I (pesquisa de infecção urinária, muito comum na gestação, principalmente pelas modificações anatômicas provenientes do aumento do útero e pelas alterações hormonais próprias da gravidez. Qualquer indício de infecção acarreta a repetição deste exame); 
  • Protoparasitológico de fezes (pesquisa de verminoses que eventualmente causam anemia ou outras complicações às gestantes. Esses parasitas não causam problemas ao feto, mas devem ser diagnosticados e tratados na época adequada da gestação para evitar problemas à mãe).
2º mês (7-8 semanas):
  • Ultra-som transvaginal (avaliação da correta localização da gestação; cálculo mais preciso da idade gestacional; diagnóstico de gestação múltipla e sua viabilidade).
4º mês (11-14 semanas):
  • Translucência nucal (TN) (também chamado de Ultrassom gestacional morfológico de 1º trimestre - rastreio de alterações que possam sugerir anormalidades cromossômicas);
  • Amniocentese e/ou biópsia de vilo corial (para pesquisa de anormalidades cromossômicas. É realizado com base em solicitação dos pais, idade materna avançada, TN alterada no USG ou mulheres que já tiveram um filho com problemas congênitos, que possuem histórico de doenças genéticas na família e querem saber o quanto antes se o bebê foi afetado);
  • Doppler do ducto venoso (verifica, com mais precisão, riscos de má-formação. O doppler é um ultra-som sofisticado, que analisa o ducto venoso, um vaso sanguíneo do feto. Alterações cardíacas ali podem sinalizar problemas congênitos).
5º mês (20-24 semanas):
  • Ultra-som morfológico de 2º trimestre (avaliação de crescimento fetal, malformações anatômicas fetais);
  • Ecocardiografia fetal (pesquisa de cardiopatias fetais, principalmente em mães diabéticas, com cardiopatias ou históricos familiares destas doenças);
  • Teste triplo (quando indicado e/ou amniocentese para avaliação das anomalias fetais);
  • Fibronectina fetal (identifica precocemente a gestante com risco de parto prematuro).
6º mês:
  • Pesquisa de diabetes gestacional; além de algumas sorologias realizadas que deverão ser repetidas como, HIV, sífilis, toxoplasmose; pesquisa de anemia e infecção urinária;
7º e 8º mês:
  • Ultrassom (só se houver alguma necessidade específica); 
  • Pesquisa de estreptococos (embora o corrimento vaginal, sem odor e de cor clara seja normal, a pesquisa de estreptococos beta hemolíticos na "secreção" vaginal, na 37ª semana de gestação, é muito importante. A presença desta bactéria pode levar a complicações para mãe e para o bebê no pós-parto).
9º mês
  • Ultrassom morfológico de 3º trimestre (avaliação crescimento e desenvolvimento fetal; posição fetal; peso estimado para a época do parto; quantidade de líquido amniótico; amadurecimento placentário). 

Em muitas ocasiões, não é necessária a realização de absolutamente todos os exames supracitados. Em caso de gravidez ou suspeita, um médico ginecologista deverá ser consultado para verificar se está grávida ou não e iniciar seu acompanhamento correto.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues