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As causas do zumbido no ouvido e como acabar com o barulho

Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O zumbido no ouvido corresponde a presença de um barulho ou sons no ouvido, é considerado um sintoma que pode ter diferentes causas.

Algumas das causas estão relacionadas a algum grau de perda auditiva, enquanto outras podem estar relacionados a outras doenças e condições.

Cerca de 40% dos casos de zumbido de ouvido não apresentam uma razão específica, sendo então chamado de zumbido idiopático.

É possível que o zumbido seja um sintoma transitório, que melhora espontaneamente com o decorrer do tempo, ou um sintoma persistente e muito incomodo, exigindo tratamento.

Causas otológicas

Existem causas diretamente relacionadas ao sistema auditivo que ocasionam zumbido. As causas otológicas são as mais frequentes e comuns. Entre elas destacam-se:

  • Perda auditiva súbita ou induzida por ruído: a perda auditiva é uma das principais causas de zumbido no ouvido persistente, podendo ocorrer por conta da exposição prolongada a ruídos excessivos ou subitamente.
  • Otites: é o processo de inflamação e infecção no ouvido, que também podem ocasionar zumbido.
  • Cerume: é uma condição frequente e fácil de tratar, mas que pode ocasionar redução da capacidade auditiva e zumbido.
  • Presbiacúsica: é a redução da capacidade auditiva progressiva, que ocorre com o envelhecimento.
  • Otosclerose: é uma doença hereditária que leva a surdez e pode ocasionar também zumbido.
  • Doença de Méniere: causa sintomas de tontura, zumbido e perda auditiva, acontece em crises.

Outras causas de zumbido no ouvido

  • Causas infecciosas: algumas doenças infecciosas como a sífilis, podem originar zumbido no ouvido.
  • Causas cardiovasculares: doenças cardiovasculares também podem produzir zumbido no ouvido. Fatores de risco como a hipertensão arterial também estão relacionados com a presença de zumbido.
  • Causas metabólicas: alterações na glicemia, em hormônios tireoidianos ou colesterol também tem sido associadas ao zumbido.
  • Causas neurológicas: traumatismo crânio-encefálico, esclerose múltipla e meningite são exemplos de doenças que podem desencadear zumbido.
  • Causas odontológicas: a presença de disfunções da articulação temporomandibular (ATM) é uma importante causa de zumbido e fator de piora desse sintoma.
  • Causas medicamentosas: o uso de determinados medicamentos como salicilatos, aminoglicosídeos, anti-inflamatórios, diuréticos, quimioterápicos e antidepressivos podem provocar zumbido.
  • Causas psicogênicas: ansiedade, depressão e distúrbios emocionais também se relacionam a piora e aparecimento de zumbido.

Leia também: Zumbido e pressão na cabeça, o que pode ser?

Como tratar o zumbido no ouvido?

O tratamento do zumbido deve envolver o tratamento da condição ou da doença que está a desencadeá-lo, quando for possível defini-la.

A principal técnica terapêutica envolvida no tratamento do zumbido é a habituação, que consiste num método em que se busca que a pessoa habitue-se ao som do zumbido, de forma que com o decorrer do tempo deixe-se de ouvir esse barulho.

A terapia cognitivo-comportamental também auxiliar as pessoas que sofrem com zumbido no ouvido a dar outro significado a presença do zumbido e assim conseguirem encarar o problema de um modo mais positivo.

Em muitas situações o zumbido pode não apresentar uma causa orgânica especifica. Algumas medidas gerais podem ajudar com a redução do zumbido, inclusive nas situações sem uma causa específica.

As principais medidas são:

  • Evitar o consumo de substâncias como a cafeína, álcool e o tabaco, pois aumentam a percepção do zumbido;
  • Evitar o uso de medicações que podem piorar o zumbido no ouvido;
  • Evitar a exposição a ambientes com muito ruído ou barulhos intensos;
  • Praticar atividade física;
  • Buscar um sono adequado;
  • A prática de técnicas de relaxamento também podem ajudar.

Quando devo procurar um médico?

Em alguns casos de zumbido a avaliação médica é essencial. Deve consultar um médico quando apresentar:

  • Zumbidos em um único lado (unilateral), com diminuição ou não da audição;
  • Zumbidos que outras pessoas também conseguem ouvir;
  • Zumbido que surge após perda de audição repentina;
  • Zumbido após bater a cabeça ou o pescoço;
  • Sintomas neurológicos, como dores de cabeça ou alterações do nível de consciência.

Todas as vezes em que o zumbido tiver causando grande prejuízo a qualidade de vida ou interferindo nas atividades da vida diária não hesite em procurar um médico de família, clínico geral ou otorrinolaringologista para uma avaliação.

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