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Sintomas

Dúvidas sobre Anticoncepcional
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Não existe período fértil quando se toma anticoncepcional, é para isso que a pílula serve, para a mulher não ter ovulação e portanto não ter período fértil e não engravidar. O anticoncepcional protege a mulher de gravidez o mês inteiroquando está tomando a cartela e também durante a pausa dos comprimidos..

1 - Tomo o anticoncepcional bem certinho, corro risco de engravidar?

Não. É para isso que ele serve, evitar gravidez, e por isso deve ser tomado todos os dias “mais ou menos” na mesma hora (pequenas variações de horário – minutos não alteram a eficácia do anticoncepcional). Na verdade existe uma pequena chance (inferior a 1%) do anticoncepcional falhar. Depois do primeiro mês tomando os comprimidos não precisa mais ter medo, pode ter relação sem proteção sem medo de engravidar.

2 - Posso engravidar na pausa de uma cartela para outra?

Não. Se começar no dia certo ou antes do dia certo não há risco. Se começar com atraso existe risco sim, que aumenta conforme o número de dias de atraso.

3 - Tomei 2 comprimidos de uma vez só, corro risco de engravidar? O que faço?

Não há risco de gravidez, sua cartela vai terminar um dia antes do normal e deve dar a pausa no número normal de dias.

4 - Não tomar todos os comprimidos (parar de tomar antes da cartela terminar) tem risco de engravidar?

Sim. Pode tomar sempre a mais, mas nunca menos que uma cartela completa.

5 - Vou começar a tomar anticoncepcional, qual é o dia que devo começar?Primeira Cartela

O melhor dia para começar a primeira cartela é o primeiro dia da menstruação (dia que começa a descer), mas se já estiver menstruando (outros dias da menstruação), também pode começar a tomar.

Caso já tenha acabado a menstruação, em teoria, até poderia começar o anticoncepcional em qualquer dia do mês, porém precisa ter certeza que não está grávida (a menstruação que desceu é uma "garantia" que não está grávida) e ficar ciente de que começar em qualquer dia do mês pode causar alguma irregularidade menstrual nos primeiros meses. Nunca esqueça que na primeira cartela ainda precisa usar camisinha.

Estando amamentando pode começar o anticoncepcional em qualquer dia, independente da menstruação.

6 - E na pausa da pílula anticoncepcional, quando a cartela acaba, quando devo começar a próxima cartela?Segunda cartela e demais

Existem alguns anticoncepcionais de 28 comprimidos (deve tomar sem pausa) e existem anticoncepcionais com 21 comprimidos (deve dar uma pausa de 7 dias sem tomar entre uma cartela e outra).

Independentemente da sua menstruação, ou seja, caso a menstruação tenha adiantado, atrasado ou não ter vindo, isso não tem importância. Deve voltar a tomar os comprimidos no dia certo de voltar a tomar.

Se iniciar a nova cartela antes do dia certo, não há problema nem risco de gravidez. Porém, não pode começar depois da data certa, pois a cada dia de atraso, existe um risco maior de gravidez.

7 - Dei a pausa e a menstruação veio bem pouco, o que faço?

Siga com o planejado e faça a pausa normalmente. Fluxo menstrual diferente ou em menor quantidade não é sinal de gravidez e não significa nada, pode ficar tranquila, desde que tenha tomado o anticoncepcional da forma certa.

Leia também: A menstruação vai continuar regulada se eu parar de tomar anticoncepcional?

8 - Dei a pausa e a menstruação não desceu, o que faço?

Volte a tomar a cartela no dia certo, independentemente da sua menstruação. Se tomou certo, não precisa ter medo, porque não é gravidez. Caso esteja com dúvida, faça o exame de gravidez ou vá ao médico, mas enquanto isso, volte a tomar a próxima cartela no dia certo.

9 - Dei a pausa e a menstruação desceu e não parou, já está na hora de começar a nova cartela, o que faço?

Volte a tomar o seu anticoncepcional normalmente independente de sua menstruação, caso o sangramento não pare procure um ginecologista.

10 - Quando começo tomar a pílula já estou protegida no primeiro mês? A partir de quando estarei segura e sem risco de gravidez?

Quando começa a tomar anticoncepcional oral, em teoria já está protegida de gravidez a partir da segunda semana. Porém, durante todo o primeiro mês, ainda pode existir algum risco de gravidez e deve-se fazer uso de outro método anticoncepcional concomitante (camisinha ou abstinência).

A partir do final do primeiro mês já é mais seguro, mas por precaução e para evitar preocupações desnecessárias, melhor é se cuidar durante todo o primeiro mês e ficar tranquila somente a partir do segundo mês de uso do anticoncepcional.

11 - Parei de tomar e agora quero voltar a tomar, como é que devo proceder?

Neste caso tudo começa do "zero" é como se fosse a primeira vez (veja pergunta "5").

12 - Posso emendar uma cartela na outra para não menstruar?

Sim. Para a maioria das mulheres não há nenhum problema em fazer isso. Algumas mulheres podem desenvolver alguns sintomas como dor de cabeça, ansiedade, nervosismo, seios inchados e sensíveis, dor abdominal, sensação de inchaço na barriga e, eventualmente, pequenos sangramentos de escapes podem acontecer. Tomando certo, todos os dias sem esquecer, está protegida contra uma eventual gravidez.

13 - Posso tomar somente alguns comprimidos de outra cartela para atrasar alguns dias a menstruação?

Sim. Mas cuidado para não fazer confusão, faça a pausa normalmente de 7 dias assim que resolver parar os comprimidos a mais e quando reiniciar uma nova cartela terá que começar uma cartela nova e completa.

14 - Tomando anticoncepcional continuadamente, sem dar pausa entre uma cartela e outra, estarei protegida de gravidez?

Sim. Não precisa se preocupar, somente deve tomar todos os dias sem esquecer.

15 - Na troca de anticoncepcional pode engravidar?

Se tomar bem certo e começar o novo anticoncepcional no mesmo dia que iniciaria o anterior não há risco de gravidez. Mesmo na primeira cartela do novo anticoncepcional já está protegida.

16 - Quando se troca de anticoncepcional, quando começar a nova cartela?

Deve começar a cartela do novo anticoncepcional no mesmo dia que iria começar a nova cartela do anticoncepcional anterior.

17 - Com que frequência a mulher deve trocar o anticoncepcional?

Não há necessidade de trocar de anticoncepcional, somente se algo acontecer, como sangramentos de escape, por exemplo.

18 - Existe anticoncepcional fraco?

Não. Existem anticoncepcionais com diferentes dosagens de hormônios, porém nenhum é fraco a ponto de engravidar, caso contrário não poderia ser chamado de anticoncepcional.

19 - Anticoncepcional altera o resultado do exame de Beta-HCG?

Não, Anticoncepcional não altera o resultado do exame de Beta-HCG.

20 - A pílula do dia seguinte pode cortar o efeitos dos outros anticoncepcionais?

Não. A pílula do dia seguinte também é um anticoncepcional e portanto reforça o efeito dos outros anticoncepcionais.

21 - Anticoncepcional pode causar dor e inchaço nas mamas?

Sim. Todas as marcas de anticoncepcionais, algumas mais outras menos. Porém, depende mais da reação individual da mulher a determinado anticoncepcional do que do próprio anticoncepcional em si.

22 - A menstruação veio antes de acabar a cartela, corro risco de engravidar?

Não, se tomou certo não vai engravidar.

23 - Tenho sangramento há alguns dias mesmo tomando o anticoncepcional, corro risco de engravidar?

Não. Sangramentos são muito comuns e quando se tornam contínuos ou repetitivos, muitas vezes indicam a necessidade do seu ginecologista trocar de anticoncepcional para parar o sangramento. Contudo, isso não significa que ele seja fraco, apenas significa que seu organismo não se adaptou a ele.

Para esclarecimentos de mais dúvidas sobre anticoncepcionais, consulte um médico de família ou um médico ginecologista.

Saiba mais em:

Tomar anticoncepcional durante muito tempo faz mal?

Todas as mulheres podem tomar anticoncepcional?

Atrasei ou esqueci de tomar, posso engravidar? O que fazer?

Quais remédios que cortam e quais os remédios que não cortam o efeito do anticoncepcional?

Resultado do Exame de Gravidez - Beta-HCG
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Testes de gravidez caseiros ou de farmácia podem dar um resultado correto, embora não sejam considerados 100% confiáveis para indicar que a mulher está grávida. Apenas exames de gravidez feitos em laboratório, como o Beta-HCG, são levados em consideração para tomadas de decisões médicas.

Para entender melhor os resultados do exame de gravidez Beta HCG e os seus valores de referência, recomenda-se dar mais atenção apenas aos resultados "positivo" ou "negativo".

Entendo os valores de Beta-HCG

Os valores de referência do Beta-HCG podem variar de acordo com o laboratório e fatores individuais da pessoa. Contudo, de um modo geral, os resultados seguem os seguintes valores:

Valores entre 0 e 25

Indica resultado negativo. Porém, gestantes na primeira ou segunda semana de gravidez podem apresentar valores ainda inferiores a 25. Por isso, recomenda-se esperar por mais 10 a 15 dias e, se o atraso menstrual persistir, repetir o exame.

Valores entre 25 e 100

Resultados do exame beta-HCG com valores entre 25 e 100 são considerados positivos ou indeterminados, dependendo do laboratório. Mas na maioria das vezes são considerados positivos.

Se ainda assim houver dúvidas quanto à gravidez, deve-se esperar por mais 10 a 15 dias. Se a menstruação continuar atrasada, a mulher deve repetir o exame. 

Valores acima de 100

Se os valores estiverem acima de 100, o resultado do exame é positivo e a gravidez é determinada. 

Quando devo fazer o exame Beta-HCG?

O exame de gravidez beta-HCG deve ser feito sempre que a menstruação atrasar por mais de 15 dias. Vale lembrar que os métodos contraceptivos podem não ser eficazes para evitar a gravidez se não forem utilizados corretamente.

O exame Beta-HCG pode dar resultado errado?

Sim, o exame de gravidez Beta-HCG pode dar resultados errados, embora seja raro. Em geral, o resultado deve sempre ser considerado certo: se der negativo, significa que você não está grávida; se der positivo, significa que está grávida.

Porém, cabe ao médico interpretar o resultado do exame baseado nos seus sintomas. Se for necessário conduzir uma investigação mais apurada, consulte um ginecologista.

Posso fazer exame de Beta-HCG antes mesmo da menstruação atrasar?

Sim. O exame de sangue Beta-HCG já dá positivo logo na 1ª semana após ter ocorrido a gravidez, mesmo que a menstruação ainda não esteja atrasada.

O resultado do Beta-HCG deu positivo. Estou grávida?

Provavelmente sim. Apesar que existem outras situações que podem dar Beta-HCG positivo, além da gravidez. Como por exemplo tumores ovarianos e gravidez ectópica.

O Beta-HCG deu negativo. Significa que não estou grávida?

Provavelmente não. O exame de gravidez Beta-HCG feito depois de 1 semana após a relação que resultou em uma possível gravidez, já costuma dar positivo, mesmo antes da menstruação atrasar. 

Contudo, é importante ressaltar que é preciso esperar pelo menos 7 dias após a relação para fazer qualquer tipo de teste de gravidez, mesmo o exame de sangue Beta-HCG. Exames feitos poucos dias após a relação não apresentam resultados confiáveis.

Saiba mais em: Teste de gravidez de farmácia positivo e beta hcg negativo: estou grávida ou não?

O exame deu negativo e a menstruação ainda não veio. Quando devo repetir o Beta-HCG?

Se fez logo no início pode repetir após 10 ou 15 dias. Se fez após esse período não precisa mais repetir. Se a menstruação não desceu e seu exame é negativo, deve ir ao médico.

É possível saber as semanas de gravidez pelo valor do Beta-HCG?

Não. O exame de gravidez Beta-HCG não serve para determinar a idade gestacional. O médico faz esse cálculo através da menstruação ou pelo exame de ultrassom.

Fiz o exame, deu negativo, mas a menstruação não veio ainda. O que pode ser?

O atraso da menstruação é considerado o primeiro e mais evidente sinal de gravidez, desde que o atraso seja de pelo menos duas semanas. Atrasos menstruais de até 7 dias são muito frequentes e nem sempre indicam que a mulher está grávida. 

A menstruação também pode atrasar devido a estresse, ansiedade, interrupção do uso de pílula anticoncepcional, doenças, infecções, uso de certos medicamentos, ganhos ou perdas de peso muito grandes em pouco tempo, obesidade, magreza extrema, anorexia, excesso de exercícios físicos, alterações na tireoide, ovários policísticos, aproximação da menopausa, entre outras causas.

Veja também: Quantos dias de atraso são considerados como atraso menstrual?

Uma vez que existem muitas causas para o atraso menstrual, além de gravidez, é necessário consultar um médico ginecologista para, talvez, realizar mais exames.

Anticoncepcional altera o resultado do exame de Beta-HCG?

Não. O uso de anticoncepcionais e outros medicamentos, como analgésicos e antibióticos, não alteram o resultado do exame Beta-HCG.

Pílula do dia seguinte altera o resultado do exame de gravidez?

Não. Pílula do dia seguinte não interfere no resultado do exame de gravidez. Apesar de conter muitos hormônios, eles não alteram o resultado do exame de Beta-HCG.

Mioma altera o resultado do exame de Beta-HCG?

Não, mioma não altera o resultado do exame Beta-HCG. Portanto, se a mulher tem mioma e apresenta resultado positivo, provavelmente está mesmo grávida; se for negativo (desde que tenha esperado pelo menos 7 dias para fazer o exame), é bem provável que não exista uma gravidez.

Saiba mais em:

Teste de farmácia de gravidez é confiável?

Dor nos bicos dos seios. O que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Dor nos mamilos (bicos dos seios) pode ter várias causas. Normalmente são causas benignas, a dor pode estar associada a um aumento dos hormônios estrogênio e progesterona, portanto relacionada ao ciclo menstrual, ou pode ser decorrente de alterações locais.

Dentre as possíveis causas para a dor no bico dos seios estão: gravidez, período pré e pós-menstrual, pré-menopausa, uso regular de contraceptivos orais, terapia de reposição hormonal, uso de antidepressivos, seios muito grandes, irritação local pelo uso de sabonetes e detergentes, amamentação e infecções, como micoses.

É importante ficar atenta também a outros sintomas no mamilo e na mama, que, se estiverem presentes, podem indicar doenças potencialmente graves. Esses sinais e sintomas incluem:

  • Coceira e inchaço no mamilo;
  • Formação de fissuras;
  • Sangramento;
  • Presença de caroços ou inchaços ao redor da aréola;
  • Saída de secreção pelo mamilo;
  • Saída de leite, sem estar grávida ou amamentando. 
Coceira no bico do seio, o que pode ser?

A coceira no mamilo pode ser causada por um processo inflamatório na pele, conhecido por dermatite, ou por alergia. O tratamento, nesses casos, é feito com pomadas, que melhoram rapidamente os sintomas. 

Contudo, é importante frisar que coceira e vermelhidão no bico do seio também podem ser sintomas de doença de Paget, um tipo raro de câncer de mama.

Se a dor ou a coceira no bico dos seios permanecer por mais de 10 dias, procure um/a médico/a mastologista ou dermatologista para uma avaliação.

Não faça uso de qualquer medicação antes de ser avaliada, pois pode mascarar algum sinal importante para o seu diagnóstico.

Leia também: Mamilos sangrando. O que pode ser e o que fazer?

Dor na nuca, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Dor na nuca pode ter várias causas, sendo que as mais comuns são tensão muscular e pressão alta (hipertensão arterial). Pode também ser um sintoma de doença neurológica, como a meningite, mas nesse caso, geralmente aparece acompanhada de outros sinais e sintomas como enjoos, vômitos e febre.

A tensão muscular resulta de vários fatores como má postura, contração muscular por estresse ou esforços físicos. Nesse caso, a dor pode irradiar para outras regiões do corpo como a cabeça, ombros e braços. O seu tratamento baseia-se na correção da postura, na realização de exercícios físicos adequados ao problema, redução do estresse e uso de analgésicos e relaxantes musculares.

Outra causa para a dor na nuca é a elevação repentina da pressão arterial (hipertensão arterial sistêmica). No entanto, a maioria das pessoas com pressão alta não apresenta nenhum sintoma, porque à medida que os níveis de pressão sobem, no decorrer do tempo, o organismo tende à adaptar-se à essa situação, levando à alterações no funcionamento de vários órgãos, mas sem causar dor ou outras queixas.

A hipertensão arterial não tem cura mas tem tratamento, que deve ser feito sem interrupções e durante a vida toda, de forma a evitar complicações cardiovasculares e renais 

Algumas medidas para o tratamento e controle da hipertensão arterial:

  • manter uma alimentação saudável com frutas, verduras e fibras, evitando alimentos industrializados, gordurosos e muito calóricos,
  • reduzir a ingestão de sal e de bebidas alcoólicas,
  • praticar atividades atividades físicas regulares, 30 minutos diários, 5 dias por semana, com orientação médica,
  • tomar os medicamentos prescritos sempre, mesmo quando a pressão estiver boa,
  • procurar reduzir o nível de estresse, mudando hábitos de vida e com o auxílio de atividades ou técnicas para esse fim,
  • manter o peso adequado à altura,
  • realizar técnica de respiração lenta, com 10 respirações por minuto durante 15 minutos por dia,
  • não fumar.

O clínico geral pode diagnosticar e orientar o tratamento para a dor na nuca.

Corrimento marrom, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O corrimento marrom pode ser causado por diversos motivos, entre eles infecção vaginal bacteriana (geralmente amarelado, mas pode ser marrom claro na vaginose bacteriana, porém quando é marrom escuro geralmente adquire esta cor por ter sangue em sua composição, o que pode indicar feridas sangrantes no colo do útero, paredes vaginais, tubas uterinas ou ser proveniente da própria parede uterina (alteração menstrual).

Infecções e outras doenças:

Grande parte dos corrimentos crônicos são causados por preservativos. O látex nas camisinhas pode provocar alergia em algumas mulheres, o que vai desregular o pH vaginal e criar um ambiente propício à proliferação de bactérias que causam a vaginose bacteriana. Produtos de higiene íntima (duchas vaginais) também são outro agente que provoca irritação. Duchas podem levar à destruição das bactérias benéficas (flora vaginal normal - bacilos de Doderlein) que impedem a proliferação de bactérias causadoras de doenças como as da vaginose. O uso de sabonetes, lubrificantes e cremes vaginais sem indicação do médico é outro fator que pode explicar corrimentos recorrentes.

Muitas mulheres desenvolvem alergia a uma substância química chamada propileno glicol, que a maioria dos produtos usa na sua composição. O ginecologista é o profissional indicado para prescrever o tratamento médico adequado e ele pode observar eventuais reações.

Mas nos casos de infecção bacteriana vaginal, normalmente outros sintomas acompanham o corrimento, como:

  • ardência;
  • cheiro forte e desagradável;
  • inchaço;
  • prurido (coceira);
  • vermelhidão.

Pode ser decorrente de doença inflamatória pélvica (DIP), muito mais grave e pode necessitar de internação hospitalar para tratamento, ou ainda câncer do colo do útero, câncer de endométrio, pólipos ou miomas uterinos, endometrite, outras doenças sexualmente transmissíveis como a gonorréia.

Relações sexuais:

Como dito inicialmente, o corrimento marrom escuro geralmente indica sangramento em algum local do aparelho reprodutor. O sangramento pode ser oriundo da própria parede vaginal ou do colo do útero, como consequência de relações sexuais intensas ou repetidas.

Gravidez:

Nas primeiras 12 semanas de gestação, algumas mulheres podem apresentar secreção vaginal marrom. Esse pequeno sangramento pode se originar da implantação do embrião na parede uterina (nidação). Neste caso o sangramento é semelhante à menstruação, mas em pequena quantidade, de coloração mais clara e dura poucos dias.

A vagina fica mais sensível durante a gravidez, podendo sangrar mais facilmente durante relações sexuais ou exames ginecológicos. Além disso, aumenta a chance de infecções neste período. Sempre que ocorrerem corrimentos ou sangramentos durante a gestação, ainda que geralmente comuns, um médico ginecologista deve ser consultado imediatamente, pois pode também significar algo mais grave, como por exemplo perda sanguínea decorrente de  gravidez ectópica com rotura de tuba uterina (acompanhada de fortes dores abdominais em cólica), aborto (ou ameaça de aborto), placenta prévia, descolamento prematuro de placenta, rotura de vasa prévia, entre outras causas.

Menstruação:

Pode ocorrer eliminação de um corrimento marrom após a menstruação, geralmente decorrentes de restos da menstruação que a mucosa uterina não conseguiu eliminar totalmente (escape menstrual, por alterações hormonais), mesmo depois de dias do término do fluxo. Também costumam ocorrer nas primeiras menstruações da adolescência.

Menopausa:

A menopausa também pode desencadear um corrimento marrom escuro, em raros casos, pois a diminuição dos hormônios característicos da menacme (período fértil da mulher, da primeira à última menstruação) pode ressecar a mucosa e irritar a área genital, inclusive causando coceira. Pode ocorrer também na pré-menopausa.

Em caso de corrimento, de qualquer cor ou tipo, um médico ginecologista deve ser consultado para avaliação e tratamento adequado.

Tomei a pílula do dia seguinte, posso engravidar?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Sim. A eficácia da pílula do dia seguinte é inferior ao da pílula normalmente usada no dia a dia. Sua eficácia varia entre 0% e 80% dependendo do tempo que leva para tomar. Quanto mais demorar maior é a chance de gravidez.

Importante: a pílula do dia seguinte somente deve ser usada em situações especias como contraceptivo de emergência, jamais deve-se usar repetidamente porque existem sérios riscos à saúde (eventos tromboembólicos: infarto, derrame e trombose).

1 - Quando usar a pílula do dia seguinte?
  • Se teve uma relação sexual sem proteção com penetração do pênis na vagina (não usou camisinha ou anticoncepcional de qualquer tipo);
  • Se a camisinha estourou e não usa anticoncepcional de qualquer tipo;
2 - Quando não usar a pilula do dia seguinte?
  • Se usa anticoncepcional de qualquer tipo a mais de 10 dias;
  • Na pausa do anticoncepcional;
  • Se usou camisinha;
  • Se estiver menstruada;
  • Se estiver nos dias para ficar menstruada;
  • Se não houve penetração na vagina;
  • Se está amamentando.
3 - Tomei a pílula do dia seguinte e senti enjoo, é gravidez?

Provavelmente não. Esse é um efeito colateral frequente da pílula do dia seguinte. Podem ocorrer, também, vômitos, dor de cabeça, tontura, mal estar e sangramento antes do dia normal da menstruação com cólicas ou mesmo atraso menstrual.

4 - Tomei a pílula e depois de uns dias tive sangramento e cólicas, pode ser gravidez?

Esses sintomas são geralmente decorrentes do própria pílula do dia seguinte. Pequenos sangramentos e irregularidade menstrual são comuns após tomar a pílula do dia seguinte. Sempre lembrando que a eficácia da pílula do dia seguinte é limitada e não evita a gravidez em algumas mulheres. O fato de ter tido o sangramento não significa que não está grávida, pode estar  grávida mesmo com esse sangramento, apesar das chances serem pequenas.

A eficácia da pílula do dia seguinte independe da presença ou ausência de sangramento após ter tomado.

5 - Sangramento após tomar a pílula do dia seguinte?

É algo comum e "normal". O sangramento pode assumir várias formas: pode ser como uma menstruação normal ou pode ser diferente (pouco e claro ou pouco e tipo borra de café, ou pode até ter um sangramento forte como uma hemorragia).

A eficácia da pílula do dia seguinte independe da presença ou ausência de sangramento após ter tomado.

6 - Tomei a pílula do dia seguinte e não tive nenhuma reação ou efeito colateral e nem sangramento?

Que coisa boa, nem todas as mulheres vão sentir os efeitos colaterais dos remédios que tomam. A eficácia da pílula do dia seguinte independe da presença ou ausência de sangramento após ter tomado.

7 - Tomei a pílula do dia seguinte e a menstruação atrasou, o que faço?

Pode ser efeito da pílula, mas pode ser gravidez, espere até completar 15 dias de atraso e então faça o exame de gravidez.

8 - Se eu tomar a pílula do dia seguinte e estiver grávida?

Eventualmente está é uma possibilidade que ocorre, geralmente não levando a nenhuma grande consequência à gravidez e ao feto, a pílula do dia seguinte não é abortiva (não causa aborto) se assim fosse seria proibida no Brasil.

9 - A pílula do dia seguinte pode cortar o efeitos dos outros anticoncepcionais?

Não. A pílula do dia seguinte também é um anticoncepcional e portanto reforça o efeito dos outros anticoncepcionais.

10 - Estou amamentando, posso tomar a pílula do dia seguinte?

Não. As chances de gravidez na amamentação são pequenas e a pílula do dia seguinte pode até mesmo fazer você parar de produzir leite.

Vontade de urinar toda hora, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A vontade de urinar a toda hora pode decorrer de uma série de motivos e nem sempre é sinal de doença. Diversas condições, patológicas ou não, podem provocar um aumento da produção de urina ou irritações na bexiga que deixam a pessoa com uma vontade constante de urinar.

Poliúria

O excesso de produção de urina (poliúria) caracteriza-se pela produção de mais de 2,5 litros por dia, quando o normal é de 1,2 a 1,5 litros de urina por dia. Isso ocorre ao beber muito líquido e na gravidez, o que é normal, mas também pode ser sintoma de doenças como diabetes e insuficiência renal, ou ainda efeito colateral de medicamentos diuréticos.

Veja também: Quais os Sintomas para Suspeitar de Diabetes?

Polaciúria

O aumento da frequência urinária acompanhada de pouca eliminação de urina (polaciúria), ou seja, sentir vontade de urinar toda hora mas em pequenas quantidades, é um sintoma característico de cistite (infecção urinária na bexiga) ou doenças da próstata. No entanto, trata-se de uma condição normal durante a gestação.

Leia também: O que é cistite e quais os sintomas?

Nictúria

A nictúria caracteriza-se pela vontade de urinar durante à noite e pode ter as mesmas causas da poliúria e da polaciúria. Ir ao banheiro uma vez depois de dormir é considerado normal, mas quando a frequência de micções noturnas aumenta, é um sinal muito típico de doenças da próstata, insuficiência cardíaca, cirrose e outras doenças que causam inchaço nas pernas. Ao deitar, o edema é reabsorvido no sangue e esse excesso de água é então eliminado pelos rins.

Síndrome da Bexiga Hiperativa

A Síndrome da Bexiga Hiperativa afeta tanto homens como mulheres, embora seja mais comum na mulher. Trata-se de uma alteração no funcionamento da bexiga que provoca contrações involuntárias no órgão, causando vontade constante e urgente de urinar.

Pessoas com essa Síndrome têm mais de 8 micções ao longo do dia e da noite, inclusive depois de dormir. A urgência urinária, ou seja, a necessidade de urinar logo que se tenha vontade, é outro sintoma característico da Síndrome da Bexiga Hiperativa.

Veja também: O que é bexiga hiperativa e quais os sintomas?

Em caso de vontade de urinar a toda hora, consulte um clínico geral, médico de família ou um urologista para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

Saiba mais em:

O que pode causar ardência ao urinar?

Dor ao urinar, o que pode ser?

Vontade de urinar a toda hora e não conseguir. O que pode ser?

Dificuldade para urinar: o que pode ser e o que fazer?

É normal sentir constantemente vontade de urinar?

Leucócitos altos na urina, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Leucócitos elevados na urina (leucocitúria) pode ter várias causas, sendo a mais comum delas a infecção do trato urinário. Pode ou não cursar com sintomas. Quando não há sintomas quaisquer, é chamada de bacteriúria assintomática.

É considerada leucocitúria quando é observado número de leucócitos acima de 10.000 células/mL ou 10 células por campo. Pode ocorrer em algumas situações, como:

  • infecção do trato urinário, geralmente causada pela bactéria Escherichia coli;
  • tuberculose do trato urinário;
  • infecção por outros microorganismos, como fungos, Chlamidia, Leptospira, gonococo, Haemophilus, vírus;
  • nefrite intersticial e glomerulonefrite (inflamação dos rins);
  • litíase renal (pedras nos rins);
  • contaminação por leucócitos da vagina;
  • câncer.

Para determinar a causa da leucocitúria, é necessário avaliar outros dados do exame de urina 1. Por exemplo, se leucocito-esterase e nitrito estiverem positivos, é mais provável que seja infecção do trato urinário. Também é importante e fundamental a coleta de urocultura com antibiograma, para determinar a bactéria e o perfil de sensibilidade aos antibióticos. Se houver presença de hemácias e proteína, é importante afastar glomerulonefrite, nefrite e litíase renal.

Veja também: Bactérias na urina são sinal de infecção urinária?

Se você apresentar sintomas, como ardência para urinar, sensação de bexiga cheia e dor no baixo ventre, deve procurar um pronto atendimento para tratamento com antibióticos de uma provável infecção do trato urinário.

Na presença de alterações no exame de urina, você deve procurar médico clínico geral, que avaliará a necessidade de investigação complementar.

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Nível de leucócitos alto pode indicar uma infecção grave?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Nível de leucócitos alto no sangue ou leucocitose pode ser indicativo de infecção, mas não necessariamente.

Os leucócitos são células de proteção do nosso organismo contra agentes externos, tanto mico-organismo que podem provocar infecções, quanto substâncias que provocam alergias. Essas células de proteção são os glóbulos branco do sangue e divididos em 5 categorias: eosinófilos, basófilos, neutrófilos, linfócitos e monócitos. Cada um desempenha um papel diferente no sistema imune.

O aumento do nível de leucócitos no sangue pode indicar a presença de um organismo ou substância estranha que precisa ser combatido e eliminado do corpo para não causar complicações. O aumento dos leucócitos pode ser acompanhado da predominância de algum desses subtipos.

Esse aumento também pode estar presente em algumas situações temporárias de estresse como após exercícios físicos intensos, infarto, pós operatório, uso de medicações ( lítio, corticoides, epinefrina), tabagismo, gestação, recém nascido nos primeiros dias após o parto. E também em situações crônicas: alergias, artrite reumatóide, rinite, parasitoses intestinais, Doença de Crohn, etc.

Veja também: Bastonetes altos no hemograma, o que pode ser?

O resultado de um exame sempre deve ser interpretado de acordo com os sintomas e sinais clínicos que a pessoa apresenta. Por isso, é importante levar o resultado do exame para que o/a médico/a que solicitou faça a correlação adequada e tome as medidas apropriadas em cada caso. 

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Fiz exame de urina e o resultado dos leucócitos está elevado. O que pode ser?

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Com quantos dias aparecem os primeiros sintomas de gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os primeiros sintomas de gravidez começam a surgir cerca de 40 dias depois da mulher ter engravidado, ou seja, a partir da ou 6ª semana de gestação. Isso geralmente acontece depois de 7 a 14 dias do dia esperado de vir a menstruação. 

Em geral, o primeiro sintoma da gravidez é a ausência de menstruação ou atraso menstrual detectado quando o período não vem na data esperada. Após esse sintoma, outros podem ser percebidos no início da gestação, como náuseas, vômitos, aumento da sensibilidade nas mamas, aumento da frequência urinária e cansaço.

Normalmente, o atraso do período menstrual é notado pela mulher após uma a duas semanas de atraso. As náuseas e os vômitos podem ter início já nos primeiros dias de gravidez. Contudo, esses sintomas são mais frequentes no primeiro ou segundo mês de gestação e nem todas as grávidas os apresentam.

Portanto, os primeiros sintomas de gravidez aparecem a partir da 5ª ou 6ª semana de gestação. Com o avançar da gravidez, outros sinais e sintomas vão aparecendo, como inchaço abdominal, constipação intestinal, azia, desconforto na região pélvica, alteração do humor, falta de ar e tontura.

Sintomas menos comuns no início da gravidez

Algumas mulheres grávidas também podem apresentar outras manifestações menos frequentes no início, como cólicas ou sangramento no momento da implantação do óvulo no útero, o que geralmente acontece na metade do ciclo.

As aréolas ao redor dos mamilos também podem ficar mais escuras e muitas vezes vêm acompanhadas por inchaço e aumento da sensibilidade das mamas.

Outros sintomas iniciais da gravidez podem incluir ainda desejo por determinados alimentos, sonolência, sensação de gosto metálico na boca e alterações no olfato, que muitas vezes fica mais apurado.

Ao detectar uma gravidez, a mulher deve procurar o serviço de saúde para iniciar os cuidados de pré-natal.

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Formigamento nas mãos, o que pode ser?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

A sensação de formigamento nas mãos é causada pela compressão de um nervo ou pela má circulação sanguínea em determinada região do corpo. Sendo assim, todas as condições que causem essas situações podem levar a esse sintoma.

Ele pode ser um sintoma normal, causado apenas por má postura, ou por exemplo quando dormimos sobre o braço e, com isso, comprimimos os nervos e os vasos sanguíneos, prejudicando a circulação local, mas também pode ser sintoma de problemas mais sérios.

Entre as doenças relacionadas à compressão de nervos, a mais conhecida é a síndrome do túnel do carpo, que acontece principalmente em mulheres por volta dos 40 anos de idade, mas pode aparecer também em homens e pessoas mais jovens. Está relacionada à compressão dos nervos do punho. Essa compressão pode aparecer por inchaço do punho, que pode ocorrer no período da menopausa, durante a gravidez, no hipotireoidismo ou por consequência de traumas (pancadas) na região.

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Cada vez mais frequente nos dias atuais, é a compressão causada por esforços repetitivos, em especial nas pessoas que utilizam demais os dedos para trabalhar, como por exemplo quem trabalha com computador e pianistas.

Doenças inflamatórias crônicas como a artrite reumatoide e o uso de alguns medicamentos também podem favorecer ao aparecimento dessa síndrome.

Outra situação de compressão nervosa não relacionada ao túnel do carpo é a hérnia de disco. Nesse caso, a raiz do nervo, que é localizada na coluna vertebral, acaba sendo "beliscada" pelos ossos vertebrais toda vez que o indivíduo vira o pescoço ou fica em determinada posição. Esse "beliscão" pode ser sentido como um formigamento intenso e súbito, que melhora quando o corpo volta à posição anterior.

Com relação à alteração da circulação, doenças como hipertensão, diabetes e outras que causem vasculite (doença dos vasos sanguíneos) podem levar ao sintoma.

E existem também as chamadas causas centrais, em que o sintoma é provocado por alterações no cérebro, e embora sejam mais raras também devem ser pensadas no momento do diagnóstico.

Por fim, formigamentos de início súbito, especialmente quando associados a outros sintomas também de início súbito, como dor no peito, fraqueza, alterações visuais, alterações da fala, alterações de comportamento, dificuldade para andar, desmaio entre outros, pode ser sinal de infarto ou AVC (derrame). Nesse caso, um pronto-socorro deve ser procurado imediatamente.

Em todo caso, para ter o diagnóstico mais preciso em cada situação, é fundamental procurar um clínico geral ou médico do trabalho, para que os exames sejam feitos e os tratamentos mais adequados sejam indicados.

Para que serve o fluconazol e como deve ser usado?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O fluconazol serve para o tratamento de infecções fúngicas e está indicado para o tratamento das seguintes condições:

Candidíase vaginal aguda e recorrente e balanites por Candida, bem como profilaxia para reduzir a incidência de candidíase vaginal recorrente (3 ou mais episódios por ano);

Dermatomicoses, incluindo Tínea pedis, Tínea corporis, Tínea cruris, Tínea unguium (onicomicoses) e infecções por Candida.

Cada comprimido apresenta 150 mg de fluconazol e a posologia (modo de usar) depende da infecção que está sendo tratada.

Fluconazol para micose

Para dermatomicoses, incluindo tinha do corpo, do pé, crural e infecções por cândida, deve ser administrado em dose oral única semanal de 150 mg.

A duração do tratamento é geralmente de 2 a 4 semanas, mas nos casos de tinea pedis, um tratamento de até 6 semanas poderá ser necessário.

Fluconazol para tinha ungueal

Para tinha ungueal (onicomicoses) a dose recomendada é de 150 mg de fluconazol administrado em dose única semanal. O tratamento deve ser continuado até que a unha infectada seja totalmente substituída pelo crescimento. 

A substituição das unhas das mãos pode levar de 3 a 6 meses enquanto que a dos pés de 6 a 12 meses. Entretanto, a velocidade de crescimento das unhas está sujeita a uma grande variação individual e de acordo com a idade.

Fluconazol para candidíase e balanite

Para o tratamento de candidíase vaginal e balanite por cândida, geralmente é administrada uma dose única oral de 150 mg. Eventualmente se repete essa dose em dois dias a depender da intensidade dos sintomas.

Para reduzir a incidência de candidíase vaginal recorrente, deve-se utilizar dose única mensal de 150 mg. A duração do tratamento deve ser individualizada, mas varia de 4 a 12 meses. 

Alguns pacientes podem necessitar de um regime de dose mais frequente. A dose deverá ser ajustada em pacientes com insuficiência renal.

Quais são os efeitos colaterais do fluconazol?

O fluconazol normalmente é bem tolerado. Pessoas com doenças graves, como câncer e HIV, que tomam o medicamento, podem apresentar disfunção renal e alterações na função do fígado e do sangue. 

A ocorrência dos efeitos colaterais do fluconazol pode ser classificada como muito comum (um caso em cada 10), comum (um caso em cada 10 a 100 pessoas que tomam a medicação), pouco comum (um caso em cada 1.000 a 10.000 pessoas que tomam a medicação), rara (um caso em cada 10.000) e muito rara (menos de 1 caso em cada 10.000 pessoas que tomam fluconazol).

Efeitos colaterais comuns do fluconazol
  • Distúrbios gastrintestinais (dor abdominal, diarreia, náuseas, vômitos);
  • Distúrbios hepatobiliares (aumento da alanina aminotransferase, aumento da aspartato aminotransferase, aumento da fosfatase alcalina sanguínea);
  • Distúrbios da pele e tecido subcutâneo (rash cutâneo).
Efeitos colaterais pouco comuns do fluconazol
  • Distúrbios psiquiátricos (insônia, sonolência);
  • Distúrbios do sistema nervoso (dor de cabeça, convulsões, tontura, parestesia, alteração do sabor, tremores);
  • Distúrbios auditivos e do labirinto (vertigem);
  • Distúrbios gastrintestinais (dispepsia, flatulência, boca seca);
  • Distúrbios hepatobiliares (colestase, icterícia, aumento da bilirrubina);
  • Distúrbios da pele e tecido subcutâneo (coceira, urticária, aumento da transpiração, erupção medicamentosa);
  • Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo (dores musculares);
  • Distúrbios gerais (fadiga, mal-estar, febre).
Efeitos colaterais raros do fluconazol
  • Distúrbios do sangue e sistema linfático (agranulocitose, leucopenia, neutropenia, trombocitopenia);
  • Distúrbios do sistema imunológico (anafilaxia, angiedema);
  • Distúrbios metabólicos e nutricionais (hipertrigliceridemia, hipercolesterolemia, hipocalemia);
  • Distúrbios cardíacos (Torsade de pointes);
  • Distúrbios hepatobiliares (toxicidade hepática, insuficiência hepática, morte celular, hepatite, danos hepatocelulares e morte);
  • Distúrbios da pele e tecido subcutâneo (necrólise epidérmica tóxica, Síndrome de Stevens-Johnson, pustulose exantematosa generalizada aguda, dermatite esfoliativa, edema facial).

O fluconazol deverá ser vendido somente com prescrição médica e o paciente deverá seguir as orientações da receita.