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Artrite reumatóide tem cura? Qual o tratamento?

A artrite reumatoide não tem cura definitiva, infelizmente; mas seu tratamento é geralmente efetivo: preserva a capacidade funcional, evita a progressão das deformidades e pode cessar os sintomas.

A artrite reumatóide, também conhecida como artrite degenerativa, artrite anquilosante, poliartrite crônica evolutiva (PACE) ou artrite infecciosa crônica é uma doença inflamatória autoimune e crônica. Afeta as membranas sinoviais (camada fina de tecido conjuntivo) de várias articulações (mãos, ombros, coluna cervical, cotovelos, punhos, joelhos, tornozelos, pés) e órgãos como o coração, os pulmões e os rins dos indivíduos que têm uma predisposição genética. Com a progressão, podem ocorrer deformidades, com comprometimento da função dos membros (movimentos).

Ainda não se conhecem as causas exatas da doença, mas sabe-se que afeta as mulheres duas vezes mais do que os homens e, ocorre principalmente entre 50 e 70 anos. Entretanto, pode manifestar-se em qualquer idade e em ambos os sexos. A forma juvenil tem início antes dos 16 anos. Acomete um número de articulações menor e há menos alterações em exames de sangue.

Saiba mais em: O que é artrite reumatoide?

Tratamento

O prognóstico será melhor se a doença for diagnosticada precocemente e o tratamento iniciado o quanto antes. É possivel obter a remissão dos sintomas, preservar a capacidade funcional e evitar a progressão das deformidades.

O repouso só deve ser indicado por pouco tempo, e quando os pacientes apresentam dor intensa: atividades físicas e fisioterapia são fundamentais no controle do comprometimento das articulações e perda da mobilidade.

O tratamento farmacológico inclui anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), analgésicos, corticóides e drogas imunossupressoras (como o metrotrexato e a ciclosporina). Há alguns medicamentos mais recentes, baseados em biologia molecular, que trazem novas possibilidades terapêuticas.

Em estágios mais avançados da doença, pode-se realizar cirurgia e/ou colocação de próteses articulares.

Em caso de suspeita de artrite reumatóide, um médico (preferncialmente um reumatologista) deverá ser consultado para orientação e tratamento.

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Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Gota tem cura? Qual o tratamento?

A gota tem cura sim e, com o tratamento adequado, é difícil o desenvolvimento de tofos (acúmulos de cristais nas articulações).

Nos casos de elevação do ácido úrico, sem sintomas articulares (hiperuricemia assintomática), apenas raramente é prescrito o alopurinol (medicamento que diminui os níveis de ácido úrico), mas, uma vez prescrito, deve ser utilizado por longo período. Na maioria dos casos, é recomendado apenas perda de peso, diminuição da ingesta de álcool, de proteínas e de outros alimentos ricos em purina. Também é recomendado o controle da pressão alta e problemas de colesterol.

Quando houver a crise aguda (artrite gotosa), são utilizadas medicações para diminuir a dor e o inchaço. O tratamento é feito com colchicina, anti-inflamatórios ou corticóides, ou mesmo uma associação destes.

Para prevenir a recorrência de crises agudas, é utilizada a colchicina. Para diminuir os níveis de ácido úrico sanguíneo, é recomendado o alopurinol ou probenecida.

O diagnóstico, seguimento e tratamento deve ser feito por médico reumatologista.

Dra. Ângela Cassol
Bursite tem cura? Qual o tratamento?

A bursite tem cura, se o tratamento for corretamente realizado. O tratamento deve sempre ser feito sob orientação médica e inclui o uso de relaxantes musculares, anti-inflamatórios, aplicações de gelo local e redução dos movimentos na área afetada. A injeção de medicamentos anestésicos ou corticóides pode ser indicada em casos mais graves. Fisioterapia pode ajudar, desde que bem realizada e orientada, por profissionais especializados. Casos mais graves podem exigir intervenção cirúrgica.

Os tratamento tem como objetivo

1) Acalmar a dor 

Algumas medidas podem ser tomadas para tratar a dor, entre elas proteger a articulação (diminuindo a movimentação), utilização de tipóias, descanso da articulação, bolsas de gelo ou compressas, e sessões de fisioterapia (quando recomendado pelo médico). Como a bursa está inflamada, é essencial descansar e evitar movimentos que causam dor, para que a pressão no local diminua.  2) Tratar a infecção 

Quando há infecção, normalmente antibióticos são utilizados. Também é possível recorrer à cirurgia para drenar o abscesso. Em alguns casos em que não há infecção, mas a bursa está muito dura, a cirurgia também é recomendada.

3) Eliminação dos fatores que levam à bursite 

É aconselhável não assumir posturas que elevem a pressão nas bursas, ou ficar na mesma posição durante muito tempo. Não se deve apoiar o corpo sobre o braço nem praticar atividades que forcem as articulações. A utilização de proteções acolchoadas também é recomendada.

O excesso de peso sobrecarrega as articulações, piorando a situação. Por esse motivo, é essencial manter o peso ideal.

Em caso de suspeita de bursite, um médico clínico geral ou ortopedista deverá ser consultado para avaliação e tratamento.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
O que é aneurisma cerebral?

O aneurisma cerebral (também conhecido como aneurisma sacular) é uma dilatação que se forma na parede enfraquecida de uma artéria do cérebro, que geralmente ocorre em artérias do Polígono de Willis (responsáveis por parte da irrigação cerebral). Acredita-se que a predisposição genética pode levar à doença, inclusive em indivíduos com pressão arterial normal, e muito mais frequente em hipertensos. A pressão força essa região menos resistente da artéria e origina uma espécie de bexiga que vai crescendo lenta e progressivamente. Com o tempo, pode haver rotura da artéria, com volumosa hemorragia, ou compressão de outras áreas do cérebro (com o crescimento do aneurisma).

Os episódios de ruptura e sangramento costumam ocorrer entre os 40 e 50 anos de idade, são mais comuns em mulheres e tornam-se mais comuns à medida que a pessoa envelhece. Nestes casos, apenas dois terços dos pacientes sobrevivem e dentre esses, metade permanece com sequelas que comprometem a qualidade de vida.

Causas: predisposição genética, HAS, dislipidemia, diabetes, tabagismo, etilismo, etc.

Sintomas mais comuns: dor de cabeça súbita, náuseas, vômitos, perda da consciência.

Diagnóstico: É realizado por angio-ressonância magnética. A detecção precoce (antes da rotura) é rara, porque ese não é um exame que faz parte da rotina dos exames de check-up.

Tratamento: Uma vez feito o diagnóstico, o tratamento cirúrgico deve levar em conta o tamanho do aneurisma e as condições clínicas do paciente. O risco da cirurgia deve ser menor do que os riscos oferecidos pela história natural da doença. A cirurgia fecha o aneurisma ou provoca a formação de coágulos que evitam o sangramento, para excluí-lo (via aberta ou endovascular); e preserva a artéria da qual ele se originou, para não prejudicar a irrigação cerebral.

Em caso de pessoas que não podem, não devem ou não querem passar por cirurgia, deve-se manter controle rigoroso da pressão arterial, evitar esforços físicos e não fumar.

Atenção: Dores de cabeça intensas, com surgimento súbito e repentino (como se tivesse levado uma pancada), acompanhada de enjôo e vômitos indica a necessidade urgente de atendimento médico-hospitalar. Em caso de suspeita por quaisquer outros motivos, um médico clínico geral ou preferencialmente um neurologista deverá ser consultado para avaliação e tratamento.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Quais os sinais e sintomas de um aneurisma cerebral?

Um aneurisma cerebral é geralmente assintomático (não tem sintomas), especialmente quando pequeno. À medida que crescem, podem comprimir alguma estrutura cerebral e provocam sintomas que variam com a área do cérebro que é afetada, e podem incluir: diplopia (visão dupla), perda da visão, ptose palpebral (queda da pálpebra), cefaléia (dor de cabeça), entre outros.

A sintomatologia torna-se muito mais exuberante quando ocorre a ruptura do aneurisma, que geralmente provoca a "maior dor de cabeça da vida", intensa e súbita, associada a náusea/vômitos pelo sangramento em torno do cérebro, lipotímia (escurecimento da visão) e/ou síncope (desmaio). Além disso, ocorre rigidez de nuca em mais da metade dos casos, semelhante ao que ocorre na meningite.

A rotura de um aneurisma pode levar à morte em até 50% dos casos, especialmente se houver comprometimento de áreas vitais como as do controle respiratório ou da pressão arterial. Esta situação é, na maioria dos casos, um dos tipos de derrame cerebral hemorrágico, conhecido como hemorragia meníngea ou subaracnóidea (quando ocorre em uma artéria do Polígono de Willis, por exemplo, local mais comum de ocorrência).

Outros sinais que podem decorrer da rotura de um aneurisma cerebral são: confusão, letargia, sonolência ou estupor, fraqueza muscular ou dificuldade de movimentação e/ou dormência ou diminuição de sensibilidade de qualquer parte do corpo, convulsões, fala prejudicada, alterações visuais.

Atenção: o rompimento de um aneurisma é uma emergência médica. Procure ajuda médica imediatamente.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Que sequelas podem resultar de um aneurisma cerebral?

Os aneurismas cerebrais podem deixar sequelas graves ou não, dependendo do tamanho, localização e extensão do sangramento se houver ruptura.

Estudo brasileiro recente mostrou que pouco mais da metade dos pacientes que sofreram hemorragia subaracnóide (pela ruptura do aneurisma) apresentam sequelas, dentre elas:

  • óbito
  • alterações cognitivas: dificuldade de atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e/ou linguagem (dificuldade para falar e compreender);
  • déficits motores: dificuldade para movimentar um membro ou a metade completa do corpo;
  • alterações comportamentais: depressão, ansiedade, dificuldade de se relacionar, agressividade;
  • diplopia: visão dupla;
  • tontura;
  • cegueira;
  • dificuldade no controle da eliminação de urina e fezes;
  • dificuldade para engolir e tossir.

É importante frisar que a instituição precoce de terapias de reabilitação , como a fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia e terapia ocupacional poderão promover uma recuperação satisfatória. O paciente deve ser seguido pelo médico neurologista e por todos esses outros profissionais para superar as sequelas.

Dra. Ângela Cassol
O que é caxumba e quais os sintomas?

A caxumba, também conhecida como parotidite infecciosa, é uma doença infecciosa causada por um vírus da família Paramyxovirus. Ela causa a inflamação das glândulas salivares (parótidas, submandibulares e sublinguais), levando ao seu inchaço, motivo pelo qual é popularmente conhecido como "papeira".

É uma doença altamente contagiosa. A transmissão ocorre após o contato direto com secreções das vias aéreas da pessoa contaminada, de dois até nove dias depois do início dos sintomas. O período de incubação (período entre o contágio e o início dos sintomas) dura de 14 a 25 dias.

É uma doença mais comum na infância, nos meses de inverno e começo da primavera. Normalmente tem um curso benigno, mas pode haver algumas complicações, como inflamação dos testículos e ovários, meningite, pancreatite e surdez.

Em geral, uma vez infectada, a pessoa torna-se imune à doença.

O sintomas são:

  • Inchaço doloroso abaixo do pescoço e próximo da mandíbula;
  • febre;
  • dor de cabeça, dor de garganta, perda do apetite, enjoo e vômitos.

Na presença de dor testicular ou no baixo ventre; vômitos que não cessam, associados à forte dor na barriga; dor de cabeça intensa e dificuldade para fletir a cabeça, deve-se suspeitar das complicações e procurar imediatamente um pronto atendimento.

Na presença de algum destes sintomas, deve-se procurar um pronto atendimento.

Não há tratamento específico.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Caxumba é contagiosa? Qual o tratamento?

A caxumba é uma doença contagiosa e é transmitida pelo contato com secreções das vias aéreas da pessoa infectada.

Não há tratamento específico. Podem ser prescritos analgésicos e antitérmicos, conforme a necessidade. É importante frisar que o paciente deve permanecer em repouso, afastado de suas atividades escolares e/ou laborais durante o período dos sintomas.

A caxumba pode ser prevenida através de vacina. A vacina é produzida com o vírus inativado e faz parte do calendário vacinal, através da vacina tríplice viral (MMR), geralmente entre 12 e 15 meses de vida (1ª dose), 4 e 6 anos (2ª dose) e 11 e 12 anos (3ª dose). Mulheres que ainda não tomaram a vacina devem fazê-lo, pois, se a caxumba é adquirida na gestação, pode levar a aborto.

Para tomar a vacina, o paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde, com sua carteira de vacinação.

Dra. Ângela Cassol
Coceira no ânus, o que pode ser?

Coceira (ou prurido) anal pode ter algumas causas, dentre elas:

  • infestação por vermes, em especial oxiuríase;
  • má higiene local, com acúmulo de restos de fezes que podem irritar a mucosa anal;
  • limpeza excessiva, que também pode irritar a mucosa anal;
  • diarréia crônica (fezes líquidas e irritantes pelo baixo pH);
  • doenças locais, como hemorróidas e fissuras;
  • consumo de alguns alimentos, que acidificam o pH das fezes, como cerveja, frutas ácidas, bebidas com cafeína (café, chá preto, refrigerantes a base de cola), tomate, ameixas;

 É importante que um proctologista ou clínico geral seja procurado, para fazer um exame do ânus e para solicitar exames, como um parasitológico de fezes, para avaliar a causa do prurido e prescrever um tratamento adequado.

Dra. Ângela Cassol
Candidíase no homem

A candidíase é uma infecção causada por fungos do gênero Candida, sendo que a Candida albicans é a espécie mais prevalente. Pode acometer diversos locais do corpo, como os genitais (levando a vulvovaginite nas mulheres e balanopostite nos homens), cavidade oral e esôfago, bexiga, pele e unhas, dentre outros locais, menos acometidos.

Não é considerada uma doença sexualmente transmissível, mas pode ser transmitida através de relações sexuais.

Os sintomas da candidíase nos homens (balanopostite) são:

  • sensação de queimação na uretra ao urinar;
  • inchaço leve da glande ('cabeça do pênis");
  • manchas vermelhas ou secreção esbranquiçada na glande;
  • dor durante as relações sexuais;
  • "assaduras" na glande;
  • corrimento esbranquiçado pela uretra, manchando a roupa íntima.

A candidíase no homem pode estar ligada a fatores imunológicos ("queda" da imunidade) ou relacionados ao nível de açúcar no sangue. Sendo assim, é importante investigar causas que alterem a imunidade, como diabetes, uso de medicações e HIV.

Como tratar a candidíase no homem?

O tratamento consiste no uso de antifúngicos orais ou tópicos e deve ser feito pela parceira também.

Deve ser consultado um urologista ou clínico geral para diagnóstico, investigação e tratamento adequados.

Dra. Ângela Cassol
Topiramato tem efeitos colaterais?

O topiramato, assim como qualquer outro medicamento, apresenta diversos efeitos colaterais, tais como:

  • Neurológicos: dor de cabeça, sonolência, tontura, nervosismo, ataxia (perda de coordenação motora), apatia, fadiga, distúrbios da fala, alterações do raciocínio, alterações da visão, dificuldade de memorização, confusão mental, agitação, parestesia (formigamento, geralmente, na pele), diplopia (visão dupla), náusea, distúrbios de linguagem, distúrbios da concentração/atenção;
  • Psicológicos: depressão, labilidade emocional, alterações do humor, comportamento agressivo, sintomas psicóticos;
  • Gastrointestinais: náuseas, dor abdominal, alteração do paladar;
  • Alimentares: Perda de peso e apetite;
  • Hematológicos: leucopenia;
  • Renais: nefrolitíase (cálculos renais)

O topiramato jamais deve ser utilizado se não for prescrito por um médico.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
O que é creatinina?

A creatinina é um produto da degradação da fosfocreatina (creatina fosforilada) do tecido muscular. É produzida em nosso corpo, em uma taxa praticamente constante, que é diretamente proporcional à massa muscular da pessoa, ou seja, quanto maior a massa muscular, maior essa taxa.

Através da medida da creatinina no sangue e na urina, podemos calcular a taxa de filtração glomerular, que é um parâmetro utilizado em exames médicos para avaliar a função renal.

A creatinina é filtrada principalmente nos rins, embora uma pequena quantidade seja secretada ativamente. Não sofre reabsorção renal, sendo livremente filtrada. Se a filtração do rim está deficiente, os níveis sanguíneos de creatinina aumentam, por isso ela é utilizada como um indicador da função renal.

A medida da concentração de creatinina no soro sanguíneo é um teste simples usado como o principal indicador da função renal. Contudo, só se altera quando já houve destruição das estruturas responsáveis pela filtração renal, os néfrons. Sendo assim, este teste não é adequado para detectar uma doença renal em seu estágio inicial. O teste de depuração de creatinina confere uma melhor estimativa da função renal. A depuração (clearance) de creatinina pode ser estimada usando a concentração de creatinina no soro sanguíneo e alguns ou todas as seguintes variáveis: sexo, idade, peso e raça.

No Brasil e nos EUA, o valor de referência normal para a creatinina no sangue é 0,7 - 1,5 mg/dL.

Mais importante que níveis absolutos de creatinina é a evolução dos níveis de creatinina ao longo do tempo. Níveis crescentes indicam dano renal, níveis decrescentes significam uma melhoria das funções dos rins.

A interpretação dos exames laboratoriais deve ser feita pelo médico que solicitou. Se alteração no exame de creatinina, deve ser procurado médico clínico geral ou nefrologista.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues