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Hiperplasia adrenal congênita tem cura? Quais os sintomas?

A Hiperplasia adrenal congênita (HAC) não tem cura definitiva em sua forma clássica mais comum, mas o tratamento pode minimizar os sinais e sintomas decorrentes da doença, proporcionando ao paciente qualidade de vida.

A HAC é um distúrbio congênito, caracterizado pela deficiência na biossíntese do cortisol, associado ou não à deficiência de aldosterona e, consequentemente, à superprodução de andrógeno.

Essa condição atinge tanto homens como mulheres. No sexo feminino, acarreta virilização da genitália externa em graus variados. No sexo masculino, nenhuma anormalidade se apresenta fenotipicamente ao nascimento.

Na forma clássica perdedora de sal da doença, que corresponde a 60% ~ 75% dos casos, o tratamento típico consiste na reposição diária de glicocorticoides e mineralocorticoides.

Novas terapias têm sido propostas com intuito de se obterem resultados mais satisfatórios; dentre elas, existem: análogos do LHRH, GH, inibidores da aromatase, antiandrógenos e a adrenalectomia (remoção das glândulas adrenais - método controverso).

Os sintomas variam com a manifestação da doença. Na forma clássica perdedora de sal, há:

  •  virilização da genitália (aumento do clitóris, fusão dos lábios e formação de seio urogenital) decorrente do excesso de andrógenos durante a vida intrauterina.

Como também há deficiência de aldosterona, ocorre:

  • desidratação,
  • hipotensão (pressão baixa),
  • hiponatremia (diminuição do sódio no plasma),
  • hiperpotassemia (aumento de potássio no plasma),
  • taquicardia (aumento da frequência cardíaca, acima do normal para a idade),
  • vômitos,
  • perda de peso,
  • letargia (prostração).

Na forma clássica não perdedora de sal, também ocorre virilização dos recém-nascidos do sexo feminino. Como não há, nesta forma, diminuição na produção de aldosterona, os recém-nascidos do sexo masculino só podem ser identificados em idade tardia por hiperandrogenismo (aumento dos níveis de andrógenos): velocidade de crescimento aumentada, maturação óssea acelerada ou pubarca (idade em que surgem os primeiros pelos) precoce.

Finalmente, a forma não clássica costuma ser totalmente assintomática para indivíduos do sexo masculino e os pacientes do sexo feminino apresentam aumento de clitóris, pubarca precoce, ciclos menstruais irregulares e hirsutismo (crescimento excessivo de pelos na mulher).

Em caso de suspeita de hiperplasia adrenal congênita, um médico endocrinologista deverá ser consultado para avaliação e tratamento, se necessário.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
O que uma pessoa com pangastrite pode ou não comer?

Uma pessoa com pangastrite deve seguir uma dieta compatível com sua doença, com alimentos mais leves, com menor potencial de lesar a mucosa gástrica (detalhados abaixo).

A pangastrite (pan = todo) nada mais é do que uma gastrite (inflamação da mucosa que reveste as paredes internas do estômago) que acomete toda (ou quase toda) a mucosa do estômago. O diagnóstico pode ser feito com uma endoscopia digestiva alta.

Os sintomas são diversos, incluindo náuseas (enjoo), vômitos, desconforto em região abdominal, dor na região abdominal superior, falta de apetite, gases, eructação (arrotos), etc. Seu tratamento é simples, feito geralmente com inibidores da bomba de prótons como o omeprazol, que reduzem a acidez gástrica.

No entanto, seu uso deve ser feito sempre sob orientação médica, pois o uso prolongado deste medicamento está relacionado ao aumento de tumores no estômago.

Quando a bactéria Helicobacter pylori estiver presente, é importante erradicá-la com antibióticos específicos por 7, 10 ou 14 dias, dependendo do caso. Durante este tempo é normal que os sintomas da gastrite pareçam ter aumentado, mas é muito importante fazer o tratamento até o fim para vencer a bactéria (do contrário, a situação pode se agravar consideravelmente, pois serão selecionadas bactérias resistentes aos antibióticos utilizados).

Ao final do tratamento, deve-se realizar uma outra endoscopia digestiva alta com biópsia para verificar se a bactéria foi realmente eliminada e, caso contrário, reiniciar o uso do antibiótico.

Dieta:
  • FINALIDADE: Proteger a mucosa gástrica, o que facilita a cicatrização de lesões e evita seu progresso, reduzindo a hipersecreção.
  • CARACTERÍSTICAS:
    • Deve-se evitar condimentos (pimentas de um modo geral, molho inglês, picles, noz moscada, páprica, cravo da índia e mostarda) e molho de tomate;
    • Alimentos devem ter consistência mais macia, e em temperaturas não elevadas (evitar a congestão da mucosa gástrica);
    • Excluir da dieta óleos e gorduras expostas a temperaturas elevadas ou alimentos ricos em gordura, de um modo geral (óleos usados em frituras, feijoada, rabada, etc);
    • Excluir da dieta carne de porco, embutidos, enlatados, comidas ácidas (abacaxi, limão, etc), chicletes, bolachas recheadas;
    • Evitar café (com ou sem cafeína, pois ambos estimulam a secreção de ácido gástrico), bebidas alcoólicas, refrigerantes e bebidas ácidas como limonadas;
    • Utilize chás - como alecrim, camomila e erva cidreira. Evitar chá mate e preto.
    • Utilizar leite e derivados com critério (ideal é tomar leite desnatado, queijo branco e ricota), pois o excesso de cálcio nestes alimentos pode aumentar a acidez gástrica;
    •  Evitar carnes duras e/ou malpassadas (carnes devem ser magras, sem gordura; assadas, grelhadas ou cozidas);
    •  Evitar doces como marmelada, goiabada e doce de leite;
    •  Gelatinas, cremes de mingau e maisena, frutas frescas (não ácidas) sem casca, verduras e legumes refogados, suco de aloe vera, leite de soja, cereais, pães integrais ou pão francês sem miolo, torradas, bolachas água e sal, lactobacilos, são permitidos e recomendados.
  • RECOMENDAÇÕES:

    • Coma devagar, mastigando os alimentos; não beba uma hora antes ou depois das refeições, pare logo que se sentir satisfeito - evite exageros, especialmente antes de dormir (ideal, inclusive, é comer até no máximo duas horas antes de dormir).
    • Pare de fumar, o fumo é muito prejudicial à saúde e pode dificultar a cicatrização das lesões gástricas;
    • As refeições devem ser pouco volumosas e frequentes (ideal 6 vezes ao dia, com intervalos regulares, idealmente de de 3 horas entre cada refeição) - para evitar a distensão gástrica;
    • Evite uso de anti-inflamatórios não esteroidais (diclofenaco, por exemplo), a menos que haja recomendação médica correta.

Em caso de suspeita de gastrite, deve-se procurar um médico clínico geral ou preferencialmente um gastroenterologista para avaliação e tratamento, caso a caso.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Caroço no pescoço, o que pode ser?

Caroço no pescoço pode corresponder a várias estruturas e, cada uma delas se relaciona a alguns tipos de doenças. Um caroço no pescoço pode ser:

  • um linfonodo (ou íngua): o inchaço do linfonodo pode ocorrer quando apresentamos alguma infecção, geralmente na garganta, é bastante comum de ocorrer e não deve ser motivo de preocupação. Há necessidade de investigação se o inchaço do linfonodo permanecer por mais de duas semanas. Neste caso, é importante consultar um médico clínico geral ou infectologista para melhor avaliação, pois devem ser afastadas algumas doenças infecciosas, como tuberculose e micoses profundas (paracoccidioidomicose), doenças hematológicas, como os linfomas, e cânceres da cabeça e pescoço, com metástase para o pescoço. Nos casos de cânceres, normalmente os caroços são grandes, visíveis, bem endurecidos e "grudados" em estruturas profundas. Muitas vezes será necessária uma biópsia do caroço para melhor avaliação;
  • um caroço de gordura (lipoma): normalmente a consistência é mais firme que a de um linfonodo. Muitas vezes é necessária a realização de uma ultrassonografia para confirmar o diagnóstico de lipoma. O lipoma é uma lesão benigna e não é necessária a sua retirada, exceto por motivos estéticos;
  • se localizado na porção anterior do pescoço, pode estar relacionado à glândula tireóide. Neste caso, a ultrassonografia poderá delimitar melhor a localização e relação com a glândula, assim como determinar se é um cisto ou nódulo sólido. A lesão pode ser benigna ou maligna e dependerá de uma biópsia, em alguns casos, para melhor avaliação. Deve ser procurado médico endocrinologista;
  • resquício embrionário, que é uma lesão benigna, cuja retirada deve ser feita se desejo estético e em algumas situações, se inflamar;
  • contratura da musculatura do pescoço, que deve ser tratada com relaxantes musculares.

Na presença de um caroço no pescoço que está crescendo, está presente há mais de duas semanas ou vaza secreção, é necessário consultar um médico clínico geral ou infectologista.

Dra. Ângela Cassol
O que é câncer de próstata?

O câncer de próstata (CaP) é, atualmente, a segunda causa de morte mais comum (dentre cânceres) em homens, com 15% dos cânceres masculinos em países desenvolvidos.

A próstata é uma glândula presente apenas em homens que envolve a uretra. Sua principal função é produzir e armazenar um fluido incolor e levemente alcalino (pH ~ 7,29) que constitui cerca de 20% do volume do fluido seminal, que junto com os espermatozoides compõe o sêmen. 

Três fatores de risco estão envolvidos: aumento da idade, etnia e predisposição genética. Outros fatores que podem desempenhar um papel importante no risco de desenvolvimento de CaP são:

  • Dieta (uma boa dieta para prevenção do CaP inclui tomate, leite, alho e cebola, soja, oleaginosas, vegetais verde escuros e chá verde);
  • Padrão de comportamento sexual (excesso seria prejudicial);
  • Consumo de álcool;
  • Exposição a radiação ultravioleta;
  • Exposição ocupacional.

Os sintomas geralmente surgem mais tardiamente em relação à hiperplasia (benigna) da próstata. Variam com o local de surgimento e crescimento do câncer na próstata e podem ser:

  • Jato de urina muito fraco ou reduzido;
  • Necessidade frequente de urinar, especialmente à noite;
  • A sensação de que sua bexiga não se esvaziou completamente e ainda persiste a vontade de urinar;
  • Dificuldade de iniciar a passagem da urina;
  • Dificuldade de interromper o ato de urinar;
  • Urinar em gotas ou jatos sucessivos;
  • Necessidade de fazer força para manter o jato de urina;
  • Necessidade premente de correr ao banheiro – pode, inclusive, ocorrer que a urina vaze antes que chegue lá;
  • Sensação de dor na parte baixa das costas ou na pélvis (abaixo dos testículos);
  • Problemas em conseguir ou manter a ereção;
  • Sangue na urina ou no esperma (esses são casos muito raros).

Sintomas menos comuns:

  • Dor durante a passagem da urina;
  • Dor ao ejacular;
  • Dor nos testículos.

Atualmente, o diagnóstico é feito antes dos sintomas surgirem, através da realização de exames preventivos a partir dos 50 anos (toque retal e PSA - antígeno prostático específico, que aumenta na doença), e complementado com biópsia de próstata, citologia urinária, entre outros.​

tratamento depende do quão avançada a doença (estadiamento no diagnóstico). Pode ser realizada conduta expectante, vigilância ativa, cirurgia (prostatectomia radical), radio ou braquiterapia.

No caso de suspeita de câncer de próstata, um médico clínico geral ou preferencialmente um urologista deve ser consultado o quanto antes, para que ele possa diagnosticar a causa subjacente e tratá-lo adequadamente.

Os exames de rastreamento devem ser realizados a partir dos 50 anos, ou a partir dos 45 anos para homens negros, obesos ou com histórico familiar de câncer de próstata (proposto em novembro deste ano, pela Sociedade Brasileira de Urologia).

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Quais os sintomas de câncer de próstata?

Os sintomas de câncer de próstata geralmente surgem mais tardiamente em relação à hiperplasia (benigna) da próstata. Variam com o local de surgimento e crescimento do câncer na próstata e podem ser:

  • Jato de urina muito fraco ou reduzido;
  • Necessidade frequente de urinar, especialmente à noite;
  • A sensação de que sua bexiga não se esvaziou completamente e ainda persiste a vontade de urinar;
  • Dificuldade de iniciar a passagem da urina;
  • Dificuldade de interromper o ato de urinar;
  • Urinar em gotas ou jatos sucessivos;
  • Necessidade de fazer força para manter o jato de urina;
  • Necessidade premente de correr ao banheiro – pode, inclusive, ocorrer que a urina vaze antes que chegue lá;
  • Sensação de dor na parte baixa das costas ou na pélvis (abaixo dos testículos);
  • Problemas em conseguir ou manter a ereção;
  • Sangue na urina ou no esperma (esses são casos muito raros).

Sintomas menos comuns incluem:

  • Dor durante a passagem da urina;
  • Dor quando ejacula;
  • Dor nos testículos.

No caso de suspeita de câncer de próstata, um médico clínico geral ou preferencialmente um urologista deve ser consultado o quanto antes, para que ele possa diagnosticar a causa subjacente e tratá-lo adequadamente. Os exames de rastreamento devem ser realizados a partir dos 50 anos, ou a partir dos 45 anos para homens negros, obesos ou com histórico familiar de câncer de próstata (proposto em novembro deste ano, pela Sociedade Brasileira de Urologia).

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Toxoplasmose tem cura? Qual o tratamento?

Sim, a toxoplasmose tem cura, e o tratamento deve ser iniciado o quanto antes, para evitar sequelas.

A toxoplasmose é uma doença infecciosa provocada pelo protozoário conhecido como Toxoplasma gondii e é transmitida através do consumo de alimentos contaminados com o cisto do parasita.

O tratamento nem sempre é necessário, pois, em pacientes imunocompetentes, o sistema imunológico é capaz de eliminar o parasita. Em algumas condições, o tratamento é indispensável:

  • grávidas;
  • imunodeprimidos, por exemplo pacientes com AIDS;
  • recém-nascidos;
  • acometimento cardíaco (miocardite) ou ocular (coriorretinite).

O tratamento é feito com duas drogas, a pirimetamina e sulfadiazina, associadas ao ácido folínico e deve ser feito por 4 a 6 semanas. Nas gestantes, a droga a ser utilizada é a espiramicina, até a 18a semana de gestação e, após a 18asemana, deve ser feito tratamento com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico.

Algumas medidas simples devem ser adotadas de modo a evitar a transmissão da toxoplasmose:

  • Evitar contato com fezes de animais, especialmente de gatos ou outros felinos;
  • Manter higiene adequada ao lidar com alimentos;

  • Evitar comer carne mal passada e/ou vegetais mal lavados;

  • Fazer pré-natal adequadamente e colher os exames pedidos pelo seu obstetra;
  • Se você for gestante e a sorologia mostrar que você nunca teve contato com o Toxoplasma gondii, deve evitar contato com felinos e adotar medidas de higiene e cuidado no consumo de carnes e vegetais.

Se você apresentar sintomas de toxoplasmose, deve procurar um pronto atendimento ou um infectologista para diagnóstico e tratamento adequados. Se você for gestante e apresentar sintomas, deve consultar seu obstetra.

Dra. Ângela Cassol
O que é toxoplasmose ocular? Tem cura?

A toxoplasmose é o nome dado a uma doença infecciosa que é provocada pelo protozoário Toxoplasma gondii, que pode ser transmitida através da ingestão de cistos do parasita (verduras e carne mal cozida) ou durante a gestação (intra-útero). A toxoplasmose pode afetar vários órgãos, inclusive os olhos (toxoplasmose ocular).

A toxoplasmose ocular geralmente é adquirida durante a gestação (transmissão intra-útero).

A toxoplasmose ocular pode causar lesões na parte anterior do olho (uveite anterior), forma leve e que usualmente não deixa sequelas, desde que tratada adequadamente. A forma mais grave da toxoplasmose ocular é aquela que acomete a retina e a coróide (coriorretinite).

A retina é a estrutura do olho que capta as imagens e leva ao cérebro através do nervo óptico. Quando há infecção pelo Toxoplasma, ocorre uma inflamação na retina, que deixa uma cicatriz, onde não haverá mais funcionalidade para a visão. Fica claro, então, que, quanto mais extensa a cicatriz, maior será o prejuízo à visão. O sintoma mais importante da toxoplasmose é a diminuição da visão. Ela pode ser variada, dependendo do tamanho e da localização da lesão. Além disso, pode ocorrer vermelhidão ocular, visão de pontos pretos flutuando na frente dos olhos, dor ocular e fotofobia. O diagnóstico é feito pelo exame de fundo de olho, associado a exames de sangue (sorologia IgM e IgG para toxoplasmose). O tratamento da toxoplasmose ocular é similar ao da toxoplasmose em outros órgãos, com uso de antibióticos (sulfadiazina e pirimetamina), associados ao ácido folínico. Se a infecção ocorrer na gestação, é utilizada a espiramicina. Uma particularidade é a necessidade de utilizar corticoesteróides, como a prednisona, colírios antiinflamatórios, a base de corticóide, e colírios chamados cicloplégicos (dilatam a pupila) para amenizar a dor. Com o tratamento adequado, a toxoplasmose pode ter cura, mas, infelizmente, ainda não é possível recuperar a visão que foi perdida devida à cicatriz da toxoplasmose. É importante frisar, contudo, que mesmo após tratamento adequado, alguns pacientes podem apresentar recidivas da doença, usualmente associadas a imunodepressão. O parasita fica alojado na retina na forma de cistos, que são resistentes aos medicamentos. Quando esses cistos rompem, o parasita pode causar novas lesões na retina.

Na presença de alterações visuais, é necessário a avaliação do médico oftalmologista.  

Dra. Ângela Cassol
O que pode causar íngua na virilha?

A presença de uma íngua (linfonodo aumentado) na virilha pode ter várias causas e estar associada a doenças infecciosas, reumatológicas e cânceres.

Na região inguinal, a íngua pode associar-se a:

  • infecções cutâneas dos membros inferiores (coxas e pernas);
  • doenças sexualmente transmissíveis, que podem cursar com feridas nos genitais, ou saída de corrimento pela uretra ou pela vagina;
  • cânceres primários dos linfonodos, como os linfomas, ou metastáses para os linfonodos, sendo os mais comuns melanoma e cânceres ginecológicos.

Se a íngua permanecer por mais de duas semanas, for endurecida, cursar com saída de secreção ou apresentar crescimento rápido, deve ser procurado um médico clínico geral ou infectologista. Nestas condições, pode ser necessária a realização de uma biópsia, para ter certeza da causa que levou ao aumento do linfonodo.

Dra. Ângela Cassol
Fezes com muco em bebês e crianças é grave? O que pode ser?

Fezes com muco em bebês e crianças podem não representar uma doença grave. Em bebês, quando ocorre a dentição, por conta da deglutição da saliva, um potencial irritante intestinal, pode haver evacuação com muco. Outras causas de evacuação com muco são:

  • infecções intestinais, causadas por vírus, bactérias ou protozoários, que normalmente se associam a um aumento no número das evacuações e dor abdominal. Estas doenças, se causadas por bactérias ou protozoários, muitas vezes requerem tratamento com medicações específicas;
  • doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn e retocolite ulcerativa, que normalmente se associam a evacuações com sangue, aumento no número de evacuações e dor abdominal. Estas doenças requerem tratamento específico;
  • síndrome do intestino irritável que usualmente se associa a dor abdominal e alternância entre diarréia e constipação.

Para uma melhor avaliação do hábito intestinal e para determinar se será necessário tratamento, você deve procurar um pediatra.

Dra. Ângela Cassol
O que é bartolinite? Tem cura?

Bartolinite é a inflamação de uma ou ambas as glândulas de Bartholin, e tem cura, com um tratamento relativamente simples.

As glândulas de Bartholin são duas glândulas acessórias dos genitais externos femininos (localizadas uma de cada lado da vagina). Têm a função de lubrificar a região da vagina, principalmente durante o coito.

Às vezes, a abertura de uma ou ambas estas glândulas fica obstruída, fazendo com que o líquido produzido volte para dentro da glândula. O resultado é relativamente indolor, muitas vezes sem sintomas quaisquer, e é chamado de cisto de Bartholin.

Às vezes, o líquido dentro do cisto pode ser infectado (invasão bacteriana), com formação de pus rodeado por tecido infectado e inflamado (abscesso), o que é denominado de Bartolinite aguda. Quando isso ocorre, surgem os sintomas.

Sintomas da Bartolinite aguda

Os principais sintomas da bartolinite aguda são a eliminação de pus e sinais de inflamação (o local fica avermelhado, quente, muito dolorido e inchado), semelhante a um furúnculo. Em estágios mais avançados, é perceptível um nódulo próximo da abertura vaginal. Algumas pacientes podem referir sensação de "bola" ou "caroço" na vagina, com eventual desconforto ao caminhar ou sentar, dispareunia (dor durante a relação sexual) e febre.

A infecção pode ser causada por diversos tipos de bactérias, tais como Neisseria gonorrhoeae (gonococo, causador da gonorreia), Chlamydia trachomatis​ (clamídia), que são sexualmente transmissíveis, como também por bactérias do trato intestinal (geralmente Escherichia coli) ou da pele (geralmente Staphylococcus aureus, mas também estreptococos).

Tratamento da Bartolinite

O tratamento da bartolinite aguda passa pelos seguintes procedimentos:

  • Tratamento com antibióticos;
  • Banhos de assento;
  • Drenagem cirúrgica;
  • Marsupialização;
  • Bartolinectomia.

Em caso de suspeita de bartolinite, um médico clínico geral ou preferencialmente um ginecologista deverá ser consultado para avaliação e tratamento.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
O que causa e qual o tratamento para bartolinite?

Bartolinite é causada pela obstrução com inflamação de uma ou ambas as glândulas de Bartholin, que são duas glândulas acessórias dos genitais externos femininos (localizadas uma de cada lado da vagina), com a função de lubrificação da região vaginal, principalmente durante o ato sexual. No caso da obstrução sem infecção, forma-se um cisto de Bartholin, geralmente assintomático e que pode ter cura espontânea. Ocasionalmente, o líquido aprisionado dentro do cisto torna-se infectado (por bactérias), com formação de pus rodeado por tecido infectado e inflamado (abscesso), o que é denominado de Bartolinite aguda.

A infecção na Bartolinite aguda pode ser causada por diversos tipos de bactérias, tais como Neisseria gonorrhoeae (gonococo, causador da gonorreia), Chlamydia trachomatis​ (clamídia), que são sexualmente transmissíveis, como também por bactérias do trato intestinal (geralmente Escherichia coli) ou da pele (geralmente Staphylococcus aureus, mas também estreptococos).

tratamento da Bartolinite Aguda geralmente exige drenagem do conteúdo purulento e uso de antibióticos, além de banhos de assento:

  • Tratamento com antibióticos: Sempre é realizado, para agilizar o tratamento e prevenir novos episódios. É importante determinar qual a bactéria causadora, através de exames específicos. Se os exames revelarem uma doença sexualmente transmissível, pode ser necessário o tratamento do parceiro(a) para assegurar que não haverá reinfecção.​
  • Banhos de assento: Fazer uma imersão em uma bacia ou banheira de água morna (apenas alguns centímetros é suficiente) normalmente auxilia no alívio das dores, para além da drenagem espontânea (eliminação do pus e bactérias). O banho de assento pode e deve ser feito algumas vezes ao longo do dia, em conjunto com o uso de antibióticos. A prática deve continuar até melhora completa dos sintomas.
  • Drenagem cirúrgica: Em casos em que a bartolinite está mais avançada, a paciente já experimenta um grau de dor elevado e já apresenta dificuldades para andar ou até sentar-se, torna-se imprescindível fazer uma drenagem do abscesso. Regra geral a drenagem pode ser feita no próprio consultório médico. É utilizada anestesia local, mesmo que infelizmente algumas vezes a inflamação e infecção são tão severas que a aplicação do anestésico não auxilia muito no alívio da dor. É feita uma pequena incisão local para auxiliar no processo de drenagem.
  • Marsupialização:  Quando os cistos incomodam muito e surgem recorrentemente, existe a possibilidade de se recorrer a uma marsupialização, após resolução do quadro agudo. Este método tem boas taxas de eficácia na prevenção de recaídas para além de preservar a glândula de Bartholin. A marsupialização funciona abrindo o cisto e expondo suas bordas. As bordas são depois unidas à pele do vestíbulo, de cada lado do corte, criando assim uma abertura permanente.
  • Bartolinectomia​: Quando nenhum dos procedimentos é eficaz e as recidivas são frequentes, o médico pode decidir fazer a remoção completa da(s) glândula(s) de Bartholin. No entanto, é raro haver essa necessidade. A bartolinectomia é normalmente feita no hospital, com anestesia raquidiana.

A prática do sexo seguro, através do uso do preservativo principalmente, e boas práticas de higiene íntima são duas boas maneiras de ajudar a prevenir infecções de cistos e a formação de abcessos. No entanto, não existe uma maneira de evitar com toda a certeza ter um cisto de Bartholin.

Em caso de suspeita de bartolinite, um médico clínico geral ou preferencialmente um ginecologista deverá ser consultado para avaliação e tratamento.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Bradicardia sinusal é grave? Tem cura?

Bradicardia sinusal (frequência cardíaca abaixo de 60 batimentos por minuto, confirmada por eletrocardiograma), pode ser muito grave ou não trazer nenhuma repercussão clínica, depende do caso. Em casos em que é necessária alguma intervenção, existe tratamento capaz de normalizar a frequência cardíaca.

O tratamento da bradicardia sinusal geralmente não é indicado para aqueles que não apresentam sintomas (falta de ar, fraqueza, cansaço, tontura, mal estar, etc).

Para os que apresentam sintomas, o tratamento deverá ser direcionado para a causa da bradicardia sinusal. Se for causada por algum medicamento, a simples suspensão pode solucionar o problema (a retirada de qualquer medicamento deve ser autorizada pelo médico). Em caso de sintomas após a suspensão, deve-se procurar o pronto socorro imediatamente. Caso não seja possível suspender a medicação, pode ser necessário o implante de um marca-passo artificial.

O marca-passo também pode ser utilizado nas síncopes neuromediadas (vaso-vagal, situacional e neurogênica), associadas a crises de bradicardia intensas e/ou desmaios repetitivos que não respondam a outras modalidades de tratamento, ou na síncope de seio carotídeo.

É importante ressaltar que um médico clínico geral ou preferencialmente um cardiologista deve ser consultado para avaliação e tratamento, se necessário, caso a caso.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues