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O que é bico de papagaio e quais são os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Bico de papagaio é o crescimento anormal de uma pequena saliência óssea (osteófito) entre duas vértebras da coluna cervical, torácica ou lombar. O nome "bico de papagaio" é devido à forma desse osteófito, que também é chamado de "esporão de galo".

O bico de papagaio é uma artrose que acomete a coluna vertebral. O osteófito surge em decorrência do desgaste do disco intervertebral, cuja função é estabilizar e absorver impactos na coluna. Com o desgaste, o disco perde essa capacidade e o organismo, como defesa, produz mais osso entre as vértebras para proteger e estabilizar a coluna.

Existem diversos fatores que podem causar esse desgaste no disco intervertebral, dentre eles o envelhecimento. Muitas vezes, o bico de papagaio está associado a outras doenças, como artrites.

A presença do bico de papagaio na coluna pode causar a compressão de raízes nervosas, provocando vários sintomas.

Quais os sintomas de bico de papagaio?

Os sintomas de bico de papagaio podem incluir dor intensa no pescoço ou nas costas, rigidez, limitação dos movimentos, contraturas musculares, alteração da sensibilidade, formigamento nos braços ou pernas e diminuição da força muscular.

A dor no pescoço ou nas costas pode irradiar para ombros, braços ou pernas.

Os osteófitos ocorrem sobretudo em pessoas com mais de 50 anos de idade, devido ao desgaste natural que o disco intervertebral vai sofrendo ao longo da vida. Contudo, o bico de papagaio também pode surgir em indivíduos mais jovens.

Quais as causas do bico de papagaio?

Sedentarismo, má postura, obesidade, traumatismos na coluna, predisposição genética e envelhecimento estão entre as principais causas de bico de papagaio.

Qual é o tratamento para bico de papagaio?

O tratamento do bico de papagaio pode incluir repouso, uso de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares (orais ou injetáveis), fisioterapia e exercícios específicos para a musculatura da coluna, como Pilates. Casos mais graves podem precisar de cirurgia.

O repouso, durante algumas horas ou dias, pode ser útil para aliviar as dores ou pelo menos não piorar os sintomas, principalmente se a pessoa tiver um trabalho que requer esforço físico.

A aplicação de calor no local, durante 20 minutos, também pode ajudar a aliviar as dores do bico de papagaio.

A fisioterapia pode exercer um importante papel no tratamento do bico de papagaio, atuando no alívio da dor e da inflamação e na melhora dos movimentos e da flexibilidade. Técnicas como RPG e Pilates podem trazer bons resultados, pois tonificam, alongam e fortalecem a musculatura que sustenta a coluna vertebral.

Quando as demais formas de terapia não produzem respostas satisfatórias ou dependendo do grau de compressão e da gravidade dos sintomas, a cirurgia pode ser a opção de tratamento mais indicada.

Porém, mesmo com o tratamento, o disco intervertebral não se regenera. Por isso, é importante controlar os fatores de risco e ter cuidados com a coluna no dia-a-dia.

O médico ortopedista ou neurocirurgião é o especialista indicado para diagnosticar e tratar bicos de papagaio.

Osteofitose tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A osteofitose não tem cura, porque o disco intervertebral desgastado não volta a se regenerar, portanto, os osteófitos, chamados popularmente de bicos de papagaio, permanecem. Mas essas alterações degenerativas do disco podem não causar mais sintomas após um tratamento eficaz, que ajuda a controlar a dor e melhorar a qualidade de vida da pessoa.

Fazem parte do tratamento da osteofitose medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, atividade física e fisioterapia, com terapias que trabalhem a musculatura da coluna. A cirurgia só é indicada nos casos mais graves.

A atividade física, desde de que seja adequada às condições e limitações do paciente, são importantes para prevenir a perda de massa muscular, que causa o aumento da dor.

O RPG (Reeducação Postural Global) e o Pilates são técnicas que podem trazer resultados muito satisfatórios, uma vez que trabalham postura, flexibilidade e tonificação da musculatura da coluna.

A fisioterapia também é essencial no tratamento da osteofitose porque além de utilizar técnicas analgésicas para alivio da dor também ajuda no fortalecimento e alongamento muscular.

Veja também: O que é RPG e para que serve?

A cirurgia somente é indicada nos casos mais graves de osteofitose, quando são observadas alterações significativas no alinhamento da coluna ou lesões nos nervos provocados pelos osteófitos.

Caso apresente osteofitose procure um médico de família ou clínico geral geral para uma avaliação inicial.

Qual o tratamento para bico de papagaio na coluna?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para bico de papagaio na coluna é feito através de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, atividade física, fisioterapia e, nos casos mais graves, cirurgia.

A atividade física e a fisioterapia devem buscar trabalhar a musculatura da coluna vertebral, através de exercícios de fortalecimento e alongamento.

Desde de que sejam adequados às limitações e às condições do paciente, os exercícios físicos são importantes para prevenir a perda de massa muscular, que provoca um aumento da dor causada pelo bico de papagaio.

Na fisioterapia, além dos tratamentos convencionais, técnicas como RPG (Reeducação Postural Global) e Pilates podem trazer bons resultados, melhorando a postura, a flexibilidade e a tonificação da musculatura da coluna.

Leia também: O que é RPG e para que serve?

Já o tratamento cirúrgico é indicado apenas nos casos mais graves, quando já existem alterações importantes no alinhamento da coluna ou lesões nos nervos causadas pelos bicos de papagaio.

Bico de papagaio não tem cura. O tratamento, que deve ser acompanhado por um médico ortopedista, visa apenas controlar a dor e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Saiba mais sobre o assunto em:

O que é bico de papagaio e quais são os sintomas?

O que é osteofitose?

Tenho uma hérnia de disco na lombar e estou com dor?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode usar o mesmo medicamento que o ortopedista já te receitou ou pode procurar um serviço de emergência para ser medicada novamente. Repouso e compressas quentes sobre o local da dor podem ajudar bastante.

Leia também:

Hérnia de disco tem cura? Qual o tratamento?

Quais os sintomas de hérnia de disco?

O que é escoliose e quais os seus sintomas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Escoliose é uma curvatura anormal da coluna vertebral, em que a coluna fica curvada para os lados, em forma de "C" ou "S", quando observada pela frente ou pelas costas. A escoliose pode acometer a coluna lombar, torácica e cervical.

Na escoliose, ocorre uma torção da coluna, fazendo com ela se incline não apenas para os lados, mas também para frente e para trás, o que acentua as curvaturas naturais da coluna lombar e torácica. Isso faz com que a pessoa fique mais "corcunda" e com o quadril mais empinado para trás.

Escoliose

A escoliose afeta cerca de 2% da população e os casos dentro da mesma família são frequentes. Quando algum membro da família tem escoliose, a chance de desenvolver escoliose aumenta para 20%.

Quais as causas da escoliose?

A maioria dos casos de escoliose tem causa desconhecida. As curvaturas anormais da coluna podem começar a se desenvolver no início da puberdade, em meninos e meninas considerados saudáveis.

Contudo, a escoliose também pode ter causas conhecidas, como paralisia cerebral, malformações nas vértebras, distrofia muscular ou ainda a presença de tumores.

Às vezes, a escoliose só é identificada na idade adulta. No início, começa com curvaturas discretas na fase de crescimento, que vão se agravando se não houver tratamento.

Quais são os sintomas da escoliose?

Além da curvatura na coluna em forma de “C” ou “S”, a escoliose pode ser identificada pelos seguintes sinais e sintomas: tronco inclinado para um lado, ombros desnivelados (ter um ombro mais alto que o outro), ombro que projeta-se mais à frente que o ombro do lado oposto, apresentar um lado do quadril mais elevado ou à frente do quadril do lado oposto, tamanhos dos membros inferiores aparentemente diferentes um do outro.

A dor, quando presente, só surge na idade adulta. Se continuar a progredir, com o tempo, a escoliose pode causar deformidade irreversível e dificuldade para respirar.

Não é possível prevenir a escoliose. Porém, quando detectada e tratada precocemente, é possível evitar a sua progressão.

Qual é o tratamento para escoliose?

O tratamento da escoliose vai depender do grau e o do tipo de curvatura, da localização da escoliose, da idade do paciente, da flexibilidade, das causas, entre outros fatores. O tratamento é feito através de fisioterapia, fortalecimento muscular, uso de coletes posturais e cirurgia.

Grande parte das escolioses mantém-se com curvaturas muito discretas, que precisam apenas de acompanhamento para verificar se a escoliose está progredindo.

Caso haja dor ou outros sintomas pode ser necessário o uso de medicamentos, realização de exercícios que fortaleçam a musculatura da coluna e outros métodos fisioterápicos que permitam o alivio dos sintomas.

Quando a escoliose está evoluindo, podem ser usados coletes para tentar conter essa progressão. Quando os coletes e os outros tratamentos não se mostram eficazes, pode ser necessário realizar uma cirurgia para corrigir as curvas. O tratamento cirúrgico da escoliose é seguro e eficaz para corrigir as deformidades da coluna vertebral.

O diagnóstico precoce da escoliose é essencial para o sucesso do tratamento e também para diminuir as chances do paciente desenvolver deformidades que só poderão ser melhoradas ou corrigidas por meio de cirurgia.

O médico ortopedista é o responsável pelo diagnóstico e tratamento da escoliose.

Escoliose tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Escoliose tem cura e o seu tratamento depende de diversos fatores, podendo ser optado por um tratamento conservador, com fisioterapia, uso de órteses (coletes) e fortalecimento muscular; ou tratamento cirúrgico. 

O tratamento conservador, com fisioterapia deve ser iniciado tão logo seja feito o diagnóstico.

O uso de coletes, está indicado quando a escoliose progride, e deve ser utilizado durante 20h/dia e mais 4h dedicadas à prática esportiva, para fortalecimento muscular e correção postural. O objetivo desse tratamento é de impedir a progressão da escoliose, pelas forças externas exercidas, apesar de não corrigir a deformidade. Sua eficácia gira em torno de 50 a 60% pelos últimos estudos apresentados.

A cirurgia está indicada nos casos de:

  • Curvas graves (>40-50 graus dependendo da maturidade esquelética);
  • Deformidade clínica;
  • Risco de progressão;
  • Escoliose congênita progressiva;
  • Curvas progressivas em jovens, apesar de tratamento conservador;
  • Comprometimento neurológico;
  • Escoliose dolorosa com espondilolistese (desalinhamento da coluna);
  • Deformidades neuromusculares.
  • Dor intratável, ou desequilíbrio de tronco;

O acompanhamento clínico deve ser constante para que seja observada a evolução da escoliose. Em curvas de até 20 graus, a evolução da deformidade é verificada através de radiografias a cada 3 meses. Curvas mais graves podem ser solicitados exames mensais.

Portanto, o tratamento da escoliose se baseia no diagnóstico precoce e devido acompanhamento médico. Baseado nos resultados dos exames seriados e resposta ao tratamento conservador, serão indicados órteses (coletes), ou mesmo opções cirúrgicas, de acordo com cada caso.

O tratamento da escoliose é da responsabilidade do/a médico/a ortopedista ou neurocirurgião/ã.

Leia também: 

Quem tem escoliose pode fazer exercício físico?

O que é escoliose e quais os seus sintomas?

Retorno da infecção urinária ou problema de coluna?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

A infecção de urina que você teve no passado e foi curada não volta mais, pode ter outras infecções, mas não é a mesma. Outra infecção urinária até pode ser mas, faltam muitos sintomas para completar o quadro. Problema de coluna, talvez, mas a região da dor não bate com a dor na coluna.

O que é a osteoporose e quais os sintomas?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A osteoporose é uma doença óssea metabólica, muito frequente, caracterizada pela diminuição da quantidade de massa e desestruturação dos ossos, levando a um estado de fragilidade em que podem ocorrer fraturas após traumas pequenos. Os ossos se tornam mais porosos, perdem resistência e, em virtude disso, o risco de fraturas é maior.

Na maior parte dos casos, a osteoporose está relacionada com o envelhecimento, podendo se manifestar em ambos os sexos, embora atinja sobretudo mulheres depois da menopausa. É uma das doenças associadas ao envelhecimento mais importantes. Fatores de risco que podem levar à osteoporose:

  • história familiar da doença;
  • pessoas de pele branca, baixas e magras;
  • asiáticos;
  • deficiência na produção de hormônios, especialmente o estrogênio;
  • uso prolongado de medicamentos à base de cortisona, heparina e no tratamento da epilepsia;
  • alimentação deficiente em cálcio e vitamina D;
  • baixa exposição à luz solar;
  • imobilização e repouso prolongados;
  • sedentarismo (falta de atividade física);
  • tabagismo;
  • consumo de álcool;
  • certos tipos de câncer;
  • algumas doenças reumatológicas, endócrinas e hepáticas.

Veja também: Quais são os riscos de ter osteoporose?

A osteoporose instala-se silenciosamente. O primeiro sintoma pode ser a fratura espontânea de um osso que ficou poroso e muito fraco. As lesões mais comuns são as fraturas das vértebras por compressão, que levam a problemas de coluna, como cifose ("corcunda") e escoliose (curvatura lateral da coluna) e à diminuição da estatura.

Outras fraturas podem ser as do colo do fêmur, punho (osso rádio) e costelas. Nos períodos em que se manifesta, a dor está diretamente relacionada ao local da fratura ou do desgaste ósseo.

O diagnóstico é feito pela densitometria óssea (exame de medicina nuclear).

O seguimento do paciente deve ser feito por médico reumatologista, ortopedista, endocrinologista ou mesmo ginecologista ou clínico geral.

Saiba mais em: Tenho osteoporose, que cuidados devo ter?