Perguntar
Fechar
Quais são os sintomas da conjuntivite?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os principais sinais e sintomas de conjuntivite são: vermelhidão nos olhos, lacrimejamento, secreção, sensação de areia no olho e coceira. A conjuntivite é altamente contagiosa e tem início em um olho, mas quase sempre afeta o segundo em poucos dias, muitas vezes com gravidade diferente. Os sintomas da conjuntivite são os mesmos em adultos, crianças e bebês.

As conjuntivites podem ser virais, bacterianas, ou causadas por fungos, alergias, traumas e irritação química, como os protetores solares que, juntamente com o suor, irritam os olhos.

Na conjuntivite viral e bacteriana, existe sempre a presença de vermelhidão nos olhos e secreção. Os outros sinais e sintomas da conjuntivite variam conforme o agente causador.

Alguns tipos de conjuntivite podem causar dor e redução da visão, pois formam uma falsa membrana inflamatória que arranha e que tem que ser removida para melhorar o quadro mais rapidamente. É comum ter que remover a membrana várias vezes. 

Porém, o sintoma mais grave é a inflamação da córnea (ceratite intersticial) de origem imunológica, que pode reduzir a visão e permanecer durante meses, sendo necessário um tratamento prolongado com corticoides.

Como identificar a conjuntivite viral?

A conjuntivite viral pode manifestar sinais e sintomas semelhantes aos de uma gripe ou resfriado, como nariz entupido, presença de secreção e tosse. De manhã, ao acordar, as pálpebras podem estar "grudadas". Também é comum haver inchaço na região dos olhos, que ficam vermelhos e libertam secreção, bem como sensação de ardência ou areia nos olhos.

Leia também: Olhos inchados: quais as causas e tratamento?

Após um período de 2 a 7 dias, os sintomas da conjuntivite viral começam a se manifestar no segundo olho. O pico da evolução dos sintomas normalmente ocorre entre o 3º e o 5º dia. Depois de uma ou duas semanas o quadro começa a melhorar progressivamente.

Como se transmite a conjuntivite viral?

A conjuntivite viral transmite-se com muita facilidade. A transmissão da doença se dá pelo contato direto ou indireto com secreções, além de ser altamente transmissível quando estão muitas pessoas aglomeradas, como em piscinas, por exemplo.

A conjuntivite viral é o tipo de conjuntivite mais comum, podendo inclusive ser uma consequência de outra doença provocada por vírus que esteja afetando todo o corpo. 

O principal vírus causador da conjuntivite viral é o adenovírus, cujo período de incubação varia entre 5 e 12 dias. Porém, a infecção causada pelo vírus geralmente resolve-se espontaneamente dentro um determinado período de tempo. Depois de estar curada da conjuntivite, a pessoa fica imune ao vírus.

Quais os sinais e sintomas da conjuntivite bacteriana?

Os sintomas iniciais da conjuntivite bacteriana geralmente surgem em apenas um olho, que fica vermelho e irritado. A secreção é eliminada juntamente com pus, podendo ser amarelada, esverdeada ou esbranquiçada. No 2º ou 3º dia os sinais e sintomas começar a se manifestar no outro olho.

Uma das principais diferenças entre as conjuntivites virais e bacterianas é a presença de pus na secreção, enquanto que nas virais ela não é purulenta.

O médico clínico geral ou médico de família podem tratar casos de conjuntivite. Na presença de outras patologias ou doenças crônicas oculares, o paciente pode ser encaminhado ao oftalmologista.

Como ocorre a transmissão da conjuntivite bacteriana?  

A conjuntivite bacteriana afeta sobretudo crianças e muitas vezes provocam epidemias de conjuntivite. A principal bactéria causadora da doença é o Staphylococcus aureus. 

Assim como a conjuntivite viral, a conjuntivite bacteriana é altamente contagiosa. A forma de transmissão também é a mesma, ou seja, através do contato direto com secreções ou objetos e superfícies contaminadas com a bactéria ou com secreções de alguém infectado.

A conjuntivite bacteriana tem tendência para atingir pessoas com a imunidade baixa, podendo causar alterações na parte branca do olho e nas lágrimas.

Qual é o tratamento para conjuntivite?

O tratamento da conjuntivite consiste em lavar várias vezes os olhos com soro fisiológico ou água filtrada fria. Nas conjuntivites bacterianas, fúngicas e alérgicas são utilizados medicamentos específicos, enquanto que nas conjuntivites irritativas e virais o tratamento é inespecífico, com lavagem e colírios anti-inflamatórios.

O/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família podem tratar casos de conjuntivite. Na presença de outras patologias ou doenças crônicas oculares, o/a paciente pode ser encaminhado ao/à oftalmologista.

Saiba mais em: Olhos inchados: quais as causas e tratamento?

Usei o Atrovent e o Berotec puro na inalação do meu filho... pode fazer mal?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

É recomendado que os broncodilatadores sejam diluídos para minimizar a ocorrência de efeitos adversos e evitar que os olhos sejam expostos à inalação.

Esse cuidado deve ser tomado porque uma possível manifestação oftalmológica do uso do Atrovent (brometo de ipratrópio) é o aumento da pressão intra-ocular que pode levar a vermelhidão nos olhos, desconforto, dor ocular e visão enevoada, indicando um possível glaucoma de ângulo fechado. Se isso ocorrer é importante procurar um médico oftalmologista imediatamente.

Contudo, quando esse problema ocorre ele geralmente acontece imediatamente ou logo após a administração do medicamento.

Já em relação aos efeitos adversos do uso do fenoterol (Berotec), podemos citar alguns:

  • Taquicardia
  • Agitação
  • Tremores musculares
  • Sudorese
  • Secura da Boca
  • Náuseas ou vômitos
  • Coceira (prurido)

Evite fazer inalações de maneira diferente de como foi orientado pelo médico. Na presença de sintomas adversos intensos procure um serviço de saúde.

Pode também ser do seu interesse:

Existe tratamento para asma? Tem cura?

Glaucoma e conjuntivite tem os mesmos sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. Glaucoma e conjuntivite são doenças diferentes e não apresentam os mesmos sintomas.

Glaucoma raramente se manifesta em algum sintoma. Geralmente, as pessoas com glaucoma não sentem nada e a doença é detectada em exame oftalmológico de rotina. Com o desenvolver da doença, a pessoa pode perder a visão lateral das imagens e aparentar um brilho maior no centro da imagem. Com o avançar da doença, toda a visão pode ser prejudicada e há possibilidade de cegueira.

Glaucoma é uma doença dos olhos causada pelo aumento da pressão intraocular provocando, consequentemente, lesões no nervo ótico e comprometimento do campo visual. O tratamento deve ser conduzido pelo/a médico/a oftalmologista.

Leia mais em:

Glaucoma tem cura?Qual o tratamento?

Na conjuntivite, os sintomas mais comuns são olho vermelhosecreção aquosa ou amarelada e sensação de queimação e presença de areia nos olhos.

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva do olho que pode ser causada por vírus, bactérias, alergia ou outros agentes. O tratamento dependerá da causa e pode ser manejado pelo médico/a de família ou clínico/a geral.

Saiba mais em: Quais são os sintomas da conjuntivite?

Como tratar a conjuntivite de acordo com cada tipo
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O tratamento da conjuntivite é feito de acordo com a sua causa, ou seja, depende se é provocada por vírus, bactérias, alergias ou pelo contato de algum produto tóxico com os olhos. De forma geral, são indicados:

  • Colírios lubrificantes,
  • Colírios com antibióticos,
  • Pomadas,
  • Compressas frias.

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana fina que recobre a parte branca dos olhos e a região interna das pálpebras. Geralmente,] a inflamação começa em um dos olhos e depois passa para o outro, com uma duração média de 7 a 15 dias.

Qualquer medicamento para conjuntivite, especialmente os colírios, devem ser indicados pelo médico de família ou oftalmologista. O uso de colírios sem orientação médica pode trazer complicações graves ou piorar o quadro de conjuntivite.

Como identificar o tipo de conjuntivite e o que fazer? 1. Conjuntivite viral

A conjuntivite viral é o tipo mais comum. É muito contagiosa e bastante frequente no verão. É provocada por vírus e transmitida pelo contato direto ou indireto com secreções. É facilmente disseminada em ambientes com aglomerações de pessoas como piscinas e parques.

Os sintomas são de ardência, vermelhidão nos olhos, coceira, lacrimejamento e a secreção na conjuntivite viral é esbranquiçada e em pequena quantidade.

Não existe um remédio ou tratamento específico para conjuntivite viral. Neste caso, é indicado lavar os olhos com soro fisiológico ou água filtrada gelada, compressas frias e colírio lubrificante para aliviar o desconforto.

2. Conjuntivite bacteriana

A conjuntivite bacteriana é conhecida pela queixa de acordar com os olhos "colados", devido a grande quantidade de secreção purulenta.

Os sintomas são de inchaço nos olhos, dor, vermelhidão, ardência e secreção amarelada. Pode haver também maior sensibilidade a luz e visão embaçada.

O tratamento consiste na aplicação de colírios ou pomadas com antibióticos, limpeza com água filtrada gelada de 3 em 3 horas e compressas frias.

Para limpar a secreção presente nos olhos, lave as pálpebras e faça compressas mornas com água ou soro fisiológico. A água morna também ajuda a remover secreções secas e endurecidas. As compressas frias ajudam a aliviar os sintomas da dor e ardência.

O uso de medicamentos com antibióticos, sem indicação médica, pode trazer complicações graves para os olhos como dor intensa, lesão de córnea, aumento da pressão intraocular e problemas na visão.

3. Conjuntivite alérgica

A conjuntivite alérgica não é contagiosa, e acomete mais pessoas com tendências a alergias, como a rinite alérgica. Normalmente começa em um dos olhos e depois afeta o outro com períodos de melhoras e de reincidências.

Nestes casos, os sintomas são mais exuberantes são de coceira e inchaço nos odis olhos. Apresenta ainda ardência, vermelhidão e pouca secreção de cor clara.

Nos casos de conjuntivite alérgica, é muito importante descobrir o que desencadeia a reação alérgica, e evitar os agentes alérgenos, além de utilizar colírios lubrificantes e medicamentos antialérgicos.

4. Conjuntivite tóxica

A conjuntivite tóxica também não é contagiosa, e é causada por agentes considerados tóxicos como poluição do ar, fumaça de cigarro, produtos de limpeza, sabonetes, maquiagens e tinta de cabelo. Os colírios são outra causa de conjuntivite tóxica.

Os sintomas principais da conjuntivite tóxica é a ardência o lacrimejamento abundante, de cor clara.

Para as conjuntivites tóxicas, é preciso identificar e evitar os produtos tóxicos, lavar os olhos com grande quantidade de água filtrada ou fervida gelada, para eliminar o produto e quando for preciso, acrescentar o uso de colírios lubrificantes, sob orientação médica.

Como evitar o contágio e/ou piora da conjuntivite?

Se você está com conjuntivite é importante, além do tratamento prescrito pelo médico, seguir alguns cuidados de higiene.

Estes cuidados são essenciais para evitar a transmissão da infecção para pessoas próximas, a própria recontaminação ou a piora do quadro, e incluem:

  • Lavar as mãos com frequência,
  • Evitar levar as mãos aos olhos,
  • Evitar coçar os olhos para reduzir a irritação,
  • Suspender o uso de lentes de contato, até resolver a inflamação,
  • Lavar as mãos antes e depois de aplicar remédios nos olhos,
  • Na hora de usar o colírio, não encostar o frasco de medicamento nos olhos.

Nem sempre é fácil identificar o tipo de conjuntivite pela cor da secreção.

Quando procurar um médico?

Se você higienizar bem os olhos com água filtrada ou soro fisiológico e os sintomas de secreção e irritação permanecerem por mais de 48 horas, procure um médico de família ou oftalmologista.

Não use medicamentos, especialmente colírios, ou remédios caseiros sem avaliação e indicação médica.

Pode lhe interessar também:

Quais são os sintomas da conjuntivite?

Vermelhidão nos olhos, o que pode ser?

Ardência nos olhos, o que pode ser?

Referência:

Sociedade Brasileira de Oftalmologia