13 causas da queda de cabelo e como tratar

Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

É normal haver uma pequena queda de cabelo diária, estima-se que as pessoas perdem cerca de 50 a 100 fios diariamente.

No entanto, quando a queda de cabelo é maior que o esperado deve-se investigar a razão da queda. A queda de cabelo excessiva chama-se alopecia e pode ser temporária ou definitiva.

É comum a causa da queda de cabelo ser decorrente de uma situação transitória, ou seja, com o decorrer do tempo o crescimento dos fios volta a ocorrer e tende a estabilizar a perda de fios.

Principais causas e fatores de risco para a queda de cabelo

1. Alopécia androgenética (Perda de cabelo hereditária)

É a principal e mais comum causa de perda de cabelo. Ocorre devido a uma predisposição genética.

Pode se iniciar ainda na juventude, por volta dos 30 anos, mas tende a se agravar com o decorrer da idade. A queda de cabelo começa principalmente na porção superior da cabeça.

Nos homens a queda do cabelo tende a ser mais localizada no topo da cabeça ou nas regiões laterais da cabeça. Já nas mulheres que possuem alopecia androgenética, a queda ocorre de maneira mais difusa e principalmente na zona frontal do couro cabeludo.

2. Idade

A idade é um importante fator para a perda de cabelo. Com o envelhecimento os fios tornam-se mais frágeis, finos e claros. Nota-se que os cabelos tornam-se mais ralos com o decorrer do tempo.

3. Alopecia areata

A alopecia areata é uma doença com importante fator autoimune, em que células do sistema imunológico atacam os folículos pilosos, fazendo com que os fios caiam.

A forma de apresentação mais comum é a queda repentina e rápida de áreas circulares de cabelo, geralmente os fios voltam a crescer espontaneamente após algum tempo.

No entanto, mais raramente também é possível que caiam todos os fios de cabelo, ou ainda todos os fios e pelos do corpo (alopecia universalis). Esse tipo de alopecia apresenta pior prognóstico, sendo que o recrescimento é mais raro.

4. Quimioterapia, radioterapia e uso de medicamentos

O tratamento para o câncer, incluindo a quimioterapia ou aplicação de radioterapia em regiões da cabeça, ou pescoço pode levar a queda do cabelo.

Alguns medicamentos também podem apresentar como efeito colateral a perda de fios. Diversos medicamentos podem ter esse efeito, como remédios para artrite, depressão, problemas cardíacos, gota ou pressão alta.

5. Uso de produtos cosméticos

Alguns produtos cosméticos usados no cabelo como tinturas, cremes e produtos de alisamento podem enfraquecer os fios e ocasionar queda de cabelo, principalmente quando utilizados repetidamente.

6. Parto e lactação

As variações hormonais durante o parto e o momento da lactação podem levar a queda de cabelo temporária em mulheres. Após o período de amamentação o cabelo volta a crescer normalmente.

7. Cirurgia e doenças

O estresse físico e emocional decorrentes de um procedimento cirúrgico extenso ou de doenças crônicas podem também aumentar o risco de episódios de queda de cabelo em maior, ou menor grau.

8. Desequilíbrio hormonal

Doenças que causam desequilíbrio hormonal podem levar a queda de cabelo. Destaca-se a Síndrome dos Ovários Policísticos, uma síndrome que causa sintomas de hiperandrogenismo como queda de cabelo, e acne.

9. Doenças no couro cabeludo

Algumas doenças podem levar a queda do cabelo quando atingem o couro cabeludo, destacam-se:

  • Infecções fúngicas: A presença de infecções fúngicas no couro cabeludo, como a tinha capitis, leva a queda do cabelo na região afetada. Com o tratamento da infecção o cabelo volta a crescer.
  • Psoríase: A psoríase é uma doença que forma placas avermelhadas e descamativas. Pode atingir também o couro cabeludo, levando a queda do cabelo. Ao se controlar a doença, o cabelo volta a crescer.

10. Deficiência nutricional

A deficiência de nutrientes, como a vitamina biotina e os sais minerais ferro e zinco, pode aumentar o risco de queda de cabelo. Nesse tipo de deve fazer a reposição desses nutrientes é essencial para o tratamento da queda de cabelo.

Da mesma forma a deficiência de proteínas na alimentação também pode contribuir para a queda de fios, além de deixar os cabelos mais frágeis, quebradiços e sem brilho.

Não há evidências de que a ingesta de polivitamínicos ou oligoelementos em pessoas que não apresentam carência desses nutrientes contribua de fato para a melhora da queda de cabelo.

11. Doenças da tireoide

Distúrbios e desequilíbrio na produção de hormônios da tireoide podem levar a queda de fios entre outras alterações, como ressecamento da pele. O controle hormonal da tireoide faz os cabelos voltarem a normalidade.

12. Hábito de puxar o cabelo (tricotilomania)

Consiste num distúrbio psíquico no qual a pessoa tem a compulsão em arrancar fios de cabelo, principalmente em momentos de estresse e forte tensão emocional, está também associado a quadros de ansiedade.

13. Alopecia de tração

É uma forma de alopecia causada pelo uso excessivo de penteados que tracionam demasiadamente os fios de cabelo, como tranças e coques.

Queda de cabelo em mulheres

A queda de cabelo em mulheres pode ser originada por fatores genéticos ou hormonais, pode ainda ser decorrente do estresse ou de outras condições de saúde.

A alopecia androgenética, que é uma das principais causas de queda de cabelo, também afeta mulheres, mas bem menos frequentemente do que homens. O padrão de queda de cabelo também é mais difuso e menos localizado.

Destaca-se também a queda de cabelo originada por mudanças hormonais, como aquela que ocorre no momento do parto, amamentação e após a menopausa.

Doenças que levam a variações hormonais como a Síndrome dos Ovários Policísticos também podem desencadear episódios de queda de cabelo.

Caso apresente queda de cabelo consulte um médico de família ou dermatologista para avaliar a causa.

Qual o tratamento para alopecia?

O tratamento da alopecia irá depender do tipo e da doença ou condição que a está causando. Em algumas situações, basta afastar os fatores de risco ou tratar a doença desencadeadora que o cabelo volta a crescer.

No entanto, em algumas situações, como na alopecia androgenética, é necessário que se atue diretamente no couro cabeludo para permitir o crescimento dos cabelos.

Para tanto, podem ser usados medicamentos aplicados no local, como o minoxidil, medicamentos tomados por via oral, como a finasterida, ou ainda procedimentos cirúrgicos, como o transplante capilar.

Caso esteja a apresentar queda de cabelo excessiva ou anormal consulte um médico de família, clínico geral ou dermatologista.