Perguntar
Fechar
Quais são sintomas de uma infecção intestinal em bebês?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Febre, vômito, cólica e diarreia são os sintomas mais comuns. As infecções intestinais também chamadas de gastroenterites podem causar diferentes tipos de sintomas que podem variar conforme a idade e etiologia da infecção. Ser a gastroenterite for de origem bacteriana também pode aparecer sangue ou muco nas fezes.

As infecções intestinais desencadeadas por parasitas podem se apresentar de uma forma um pouco diferente em quadro mais crônico que se desenvolve no decorrer de meses. Pode haver diarreia que melhora e piora alternadamente, ou diarreia que se alterna com quadros de constipação. Nessa situação também pode haver perda de peso da criança pequena.

Quais os sinais e sintomas da desidratação?

A desidratação pode ocasionar outros sintomas além dos já mencionados da gastroenterite, como deixar a criança sonolenta, apática, boca seca, e os olhos encavados, há também redução do volume de urina produzido.

Nos quadros de infecções agudas, ou seja, que se desenvolvem rapidamente em poucos dias, um dos principais riscos é a desidratação, provocada pelo excesso de perdas de líquidos através dos vômitos e da diarreia. Crianças mais novas são mais propensas a desidratação grave, por isso, requerem maior atenção e cuidado.

Qual a causa das infecções intestinais?

Grande parte dos casos de gastroenterite aguda se deve a infecções virais. Os principais vírus envolvidos são o Rotavírus e o Adenovírus.

Infecções por bactérias também são frequentes e ocorrem principalmente devido a más condições de higiene e ingesta de alimentos e água contaminadas.

Na presença de sinais e sintomas sugestivos de infecções intestinais consulte um médico de família ou pediatra.

Como saber se meu bebê tem alergia ao calor e o que fazer para tratar?

Os sintomas da alergia ao calor em bebês manifestam-se através de pequenas bolinhas parecidas com bolhas, que aparecem sobretudo no tronco, pescoço, axilas e dobras da pele, causando coceira e queimação.

Contudo, os sinais e sintomas da alergia ao calor podem variar conforme o tipo de alergia. Há casos em que podem ocorrer lesões mais profundas e avermelhadas nas axilas, virilhas e regiões em que há maior atrito da pele, gerando coceira.

O tratamento da alergia ao calor em bebês inclui cuidados para refrescar a pele e evitar o suor excessivo, de maneira a aliviar o desconforto e melhorar as lesões.

Para isso, recomenda-se manter a casa fresca e bem ventilada, colocar roupas leves no bebê, aplicar um pano molhado sobre as regiões afetadas, usar água morna ou à temperatura ambiente para dar banho ao bebê, deixar a pele do bebê secar naturalmente após o banho, passar cremes no bebê apenas com orientação do médico pediatra e não usar amaciante para lavar as roupas do bebê.

Em casos de infecções decorrentes da alergia, o tratamento pode incluir medicamentos corticoides e antibióticos.

É importante lembrar que não existe propriamente alergia ao calor. O que acontece é que o tempo quente favorece a obstrução das glândulas que produzem suor, dando origem a reações inflamatórias na pele.

O que as pessoas geralmente chamam de "alergia ao calor" na realidade é uma inflamação da pele chamada miliária, popularmente conhecida como brotoeja. Suas principais causas são o excesso de roupa, ambientes quentes e úmidos e febre alta.

Se o seu bebê apresentar algum desses sintomas, consulte o médico pediatra.

Também pode lhe interessar: Como saber se meu filho tem alergia à proteína do leite?

Estou com o siso inflamado e amamentando. Qual antibiótico posso usar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Tanto a Amoxacilina® quanto a Cefalexina® são antibióticos que podem ser usados durante a amamentação.

Segundo as normas publicadas pelo Ministério da Saúde, a orientação principal é que o uso de antibióticos na amamentação, seja feito por curto período de tempo, visando reduzir os risco para o bebê.

A preocupação é a mudança da flora intestinal deste bebê, levando à diarreia, desidratação e ou monilíase.

Especificamente sobre a Amoxacilina® e a Cefalexina®, ambos são antibióticos frequentemente utilizados na amamentação, por apresentar baixas concentrações da substância no leite materno, por isso raramente causam efeitos colaterais.

Antibióticos na amamentação

Estudo recente sobre o uso de antibióticos na amamentação, descreve a segurança dos antibióticos e outros fármacos, além de classificar as substâncias em quatro grandes grupos, conforme descrito abaixo:

Compatíveis - para os medicamentos com estudos comprovados de que a medicação é segura ou oferece baixo risco para uso na amamentação;

Provavelmente compatíveis - medicamentos que não possuem estudos ou evidências de segurança; nesses casos a recomendação é para avaliar riscos e benefícios para seu uso;

Possivelmente perigosos - evidências de risco para o lactente ou para a produção de leite, porém seu uso pode ser aceito se os benefícios ultrapassarem os riscos;

Perigosos - medicamentos que oferecem risco elevado, por isso estão formalmente contraindicados.

Tanto a Amoxacilina®quanto a Cefalexina®, foram classificadas no grupo de medicamentos compatíveis, grupo de baixo risco, assim como nas normas do Ministério da Saúde 2010.

Importante lembrar que a interrupção da amamentação devido ao uso materno de medicamentos só deve ocorrer quando o medicamento em questão for mesmo considerado perigoso para o bebê, devendo ser avaliado com bastante critério, pelos enormes benefícios que a amamentação oferece ao recém-nato.

Para maiores informações procure o seu ginecologista/obstetra.

Pode ser interessante ainda, os seguintes artigos:

Posso tomar ibuprofeno durante a amamentação?

Mastite na amamentação é perigoso?

Referências:

  • Ministério da Saúde.
  • Hale TW, Rowe HE. Medications and Mother’s Milk, no ano de 2017.
Brotoeja em bebê: quais são os sintomas e como tratar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A brotoeja caracteriza-se pelo aparecimento de pequenas vesículas, parecidas com bolhas, que surgem principalmente no tronco, pescoço, axilas e dobras da pele do bebê, causando coceira e queimação.

Contudo, os sinais e sintomas da brotoeja variam conforme o tipo da doença. A miliária cristalina, mais comum em bebês recém-nascidos, manifesta-se por pequenas bolinhas semelhantes a bolhas de água, que surgem subitamente e podem acometer grandes áreas do corpo da criança.

Já a brotoeja rubra provoca lesões mais profundas e avermelhadas nas axilas, virilhas e nas regiões em que há maior atrito da pele, causando coceira. Se os ductos das glândulas sudoríparas permanecerem obstruídos e as lesões continuarem presentes, a brotoeja rubra pode evoluir para miliária profunda.

O tratamento da brotoeja em bebês pode ser feito através de alguns cuidados para refrescar a pele, evitar o suor excessivo, aliviar o desconforto e melhorar as lesões. Dentre as medidas estão:

⇒ Manter a casa fresca e bem ventilada;

⇒ Colocar roupas leves no bebê;

⇒ Aplicar um pano molhado sobre as regiões afetadas;

⇒ Usar água morna ou à temperatura ambiente para dar banho ao bebê;

⇒ Deixar a pele do bebê secar naturalmente após o banho;

⇒ Passar cremes no bebê apenas com orientação médica;

⇒ Não usar amaciante para lavar as roupas do bebê.

Nos casos em que há infecções decorrentes da miliária, o tratamento pode incluir medicamentos corticoides e antibióticos.

A miliária, popularmente conhecida como brotoeja, é uma dermatite inflamatória causada pela obstrução das glândulas sudoríparas que impede a saída do suor. 

As principais causas de brotoeja em bebê são o excesso de roupa, ambientes quentes e úmidos e febre alta.

Caso se observe algum sinal de miliária no bebê, é importante levá-lo em consulta com o/a médico/a de família ou pediatra.

Pai moreno e mãe branca, ambos com olhos castanhos, podem ter filho de olhos azuis?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. A cor dos olhos da criança depende da herança genética recebida dos pais. Mesmo ambos tendo olhos castanhos, se possuem "alelos" (material genético) de olhos azuis, existe sim a possibilidade de terem filhos de olhos azuis, embora seja mais difícil. 

Podemos observar esses casos quando existem avós ou bisavós com olhos claros.

Como isso acontece?

Quando ocorre a formação de um bebê, ele recebe material genético do pai e da mãe, que formarão seu próprio DNA, aonde estão armazenadas todas as características físicas e biológicas dessa criança.

A cor dos olhos varia de acordo com a produção, transporte e armazenamento da melanina, um pigmento que fica depositado na íris, além de outros tecidos do nosso corpo. Essas funções são determinadas pela combinação dos "alelos" que a criança recebe dos pais, um do pai e outro da mãe.

Existem dois tipos de alelos, A e a. O A determina a presença de melanina, ou seja, a cor marrom dos olhos, chamamos de alelo dominante. E o a, alelo recessivo, determina a cor azul. 

Quanto mais melanina mais escuros são os olhos.

Sempre que houver um A a cor dos olhos será escura, pela sua dominância; seja AA ou Aa. Se pai e mãe possuem gen Aa e transmitirem o a, alelo recessivo, formando a dupla aa, a criança apresentará olhos claros.

Resumindo:

Pai e/ou mãe - AA , todas as combinações terão ao menos um A no material genético, por isso 100% de chance do(s) filho (s) nasceram com olhos escuros.

Pai e mãe - Aa, já existe uma possibilidade de 25% de chance do(s) filho(s) ter olhos claros.

Combinação de alelos

A maior parte da população possui olhos de coloração marrom. 

O/A médico/a da família ou clinico geral podem esclarecer mais dúvidas sobre esse assunto.

Como eu identifico a cólica do bebê?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Se a barriga está cheia (bem alimentado) e bunda limpa (sem coco e sem xixi) e continua chorando é porque tem alguma dor e cólicas costumam ser a dor mais frequente do bebê.

Um bebê de um dia pode tomar benzetacil?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O bebê de um dia pode tomar Benzetacil caso haja indicação médica.

Benzetacil é um antibiótico da família da penicilina, bastante usado no combate a algumas doenças, como amigdalite bacteriana comunitária (dor de garganta adquirida fora do ambiente hospitalar), infecções respiratórias e de pele, sífilis, tratamento de longo prazo para prevenção da febre reumática, entre outras.

A Benzetacil combate vários tipos de bactérias incluindo aquelas que causam infecção de garganta (faringite, amigdalite), de ouvido (otite), de urina (cistite), de pele (erisipela, etc), intestinal (salmonelose, shigelose), sinusite, meningite, pneumonia, febre reumática e infecções sistêmicas que atingem o sangue como um todo.

A Benzetacil começa a fazer efeito de 15 a 30 minutos após a injeção e a sua ação se prolonga por um período que vai de 1 a 4 semanas. Trata-se de um antibiótico seguro para ser usado em bebês, crianças e adultos.

A única forma de tomar Benzetacil é através de injeção intramuscular. O local de aplicação recomendado é na parte superior lateral da nádega. Em crianças pequenas e bebês, a injeção geralmente é aplicada na coxa.

No Sistema Único de Saúde (SUS), a injeção de Benzetacil é fornecida gratuitamente quando prescrita pelo/a médico/a registrado/a.

A penicilina, assim como outros antibióticos, só deve ser usada com indicação e receita médica e durante o período completo indicado pelo/a médico/a.

Leia também:

Tudo sobre a benzetacil

Para que serve a penicilina?

A benzetacil leva quantos dias para fazer efeito?

Estou amamentando, mas meu leite está pouco e não satisfaz o meu bebê. O que fazer para ter leite suficiente para ele?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Existem opções de medicamentos para aumentar a produção de leite (pode conversar com seu ginecologista) e também se não conseguir produzir mais leite há a possibilidade de suplementação (converse com o pediatra se houver necessidade). Precisa alimentar-se bem e de maneira saudável, além de ingerir muito líquido.

Meu bebê tem 9 dias e dorme sem parar, preciso acordá-lo para mamar. Devo me preocupar com o sono exagerado?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Alguns bebês são mais preguiçosos e demoram muitas horas para acordar, precisando ser acordado, como é o caso do seu filho, sem que isso signifique algo de errado (doença), mas pode sim ter algum significado, continue acordando ele para mamar e assim que for possível leve ele ao pediatra.

Leia também: O que fazer quando o bebê não quer mamar?

Problema familiar: gatos e bebês juntos, faz bem ou faz mal?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

É uma pena não poder ficar com os gatos, mas seu marido tem toda a razão, pelo de gato causa as crises de alergia respiratória que o asmático tem e há grandes chances de sua filha desenvolver também. O seu pensamento em relação aos anticorpos está certa, mas não funciona bem assim para quem tem asma, a exposição costuma ser catastrófica e não benéfica.

Criança com febre: quando procurar um médico?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Uma criança ou bebê tem febre quando a sua temperatura corporal está igual ou superior a 38°C (medida no reto) ou 37,8°C (medida na axila). Porém, a temperatura entre 37,3 e 37,7º é considerada estado febril, situação que da mesma maneira exige uma maior atenção.

Uma febre em bebê recém-nascido superior a 38°C (retal) deve ser sempre informada ao médico pediatra.

Nos outros casos de febre infantil, uma criança com febre deve ser vista por um médico principalmente nos casos de: Prostração, a criança muito quietinha, não aceita a alimentação, sonolenta e ou chorosa, bem diferente do seu habitual. Ou quando apresenta sinais de desidratação, que se apresentam com a ausência de lágrimas quando está chorando, a língua seca, não urina ou urina muito pouco.

Nos bebês deve ser observado constantemente a fralda, a falta de urina por mais de 8h é um sinal importante de gravidade.

Além disso, deve-se procurar um médico ou levar a criança para um serviço de urgência nas seguintes situações:

  • Bebê com menos de 3 meses com febre igual ou superior a 38°C (temperatura retal);
  • Bebê com idade entre 3 e 12 meses com 39ºC de febre ou mais (temperatura retal);
  • Bebê com menos de 2 meses com febre que dura mais de 48 horas;
  • Febre superior a 40,0°C;
  • Febres que vão e vem durante uma semana ou mais, mesmo que não sejam muito altas ou incômodas à criança;
  • Presença de outros sinais e sintomas como dor de garganta, dor de ouvido, diarreia, náusea, vômito ou tosse;
  • A criança portadora de alguma doenças crônica, como problemas cardíacos, anemia falciforme, diabetes ou fibrose cística (em qualquer caso de febre deve ser levada para avaliação médica);
  • Vacinação recente.

Leve a criança com febre imediatamente para um serviço de urgência se ela apresentar algum dos seguintes sinais e sintomas:

  • Choro que não passa;
  • Dificuldade para acordar facilmente ou não acordar;
  • Confusão;
  • Dificuldade para andar, respirar ou movimentar um braço ou uma perna;
  • Língua, unhas ou lábios roxos;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Rigidez de nuca (não consegue encostar o queixo no peito);
  • Convulsão;
  • Erupção cutânea ou hematomas.
Como tratar uma criança com febre em casa? Alimentação e hidratação

Uma criança com febre deve beber bastante líquido para prevenir a desidratação. Porém, não se deve dar suco de fruta em excesso para a criança ou para o bebê. O ideal é diluir a bebida com água (metade água e metade suco de fruta). Picolés e gelatinas também são boas opções, principalmente se a criança estiver vomitando.

As crianças podem comer quando estão com febre, mas não devem ser forçadas a se alimentar. Crianças com febre geralmente toleram melhor os alimentos macios. A alimentação deve ser leve, com alimentos moles, pouco condimentados e com pouca fibra.

Algumas opções de alimentos para uma criança com febre incluem pães, biscoitos e massas feitos com farinha branca refinada, além de cereais quentes refinados, como aveia ou creme de trigo.

Como baixar a febre da criança ou do bebê

Os analgésicos e anti-inflamatórios podem baixar a febre em crianças e bebês. O pediatra pode aconselhar qual a melhor opção frente a suspeita do problema e características da criança. Os medicamentos podem ser administrados a cada 4, 6 ou 8h, dependendo da classe prescrita pelo médico.

Contudo, não dê aspirina a uma criança com febre, exceto com indicação médica

Antes de dar qualquer medicamento para um bebê com menos de 3 meses de idade, ligue primeiro para o médico pediatra da criança.

Para ajudar a baixar a febre da criança ou do bebê, não use cobertores ou roupas extras, mesmo que a criança tenha calafrios. Isso pode impedir que a febre diminua ou ainda aumentar a febre por reter o calor. Vista a criança com uma camada de roupa leve e use um cobertor leve para dormir.

O quarto deve estar com uma temperatura confortável, nem muito quente nem muito fria, em média deve manter o ambiente a 21 ou 22º.

Um banho de água morna com esponja também pode ajudar a baixar a febre. Esses banhos são mais eficazes se a criança também tomar alguma medicação.

Nunca dê banhos frios, nem passe gelo ou álcool no corpo da criança, pois essas medidas retiram o calor do corpo e geralmente pioram a situação, causando tremores e mal-estar, além de não resolver o problema. logo a temperatura volta aumentar.

Para maiores informações sobre o que fazer se tiver uma criança com febre, consulte um médico de família ou um pediatra.

Vômitos em bebês e crianças: o que fazer e quando levar ao médico?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A presença de vômitos é um sintoma muito frequente em bebês e crianças e pode estar relacionado a diferentes doenças e condições de saúde.

Na maioria das vezes constitui um quadro autolimitado e transitório, decorrente principalmente de gastroenterites.

No entanto, em algumas situações pode indicar uma doença de maior gravidade devendo a criança ser levada a um serviço de atendimento médico.

A maioria dos pais tem dúvidas no que fazer quando a criança começa a vomitar e qual o momento de levar a criança para uma avaliação médica.

O que fazer se meu filho estiver vomitando?

Quando uma criança começa a vomitar é importante manter uma observação constante para observar possíveis sinais de gravidade e levar ao médico quando necessário.

1. Observe a criança

Em muitos casos os episódios de vômito cessam espontaneamente. Portanto, os adultos devem cuidar para que a criança ou bebê mantenha-se bem hidratado até que ocorra a melhora dos sintomas de vômito.

2. Mantenha a ingesta de líquidos e alimentos

Em bebês que são amamentados, é essencial continuar amamentando-os, garantindo assim a oferta hídrica necessária.

Em crianças maiores ofereça líquidos e alimentos leves. Ofereça porções pequenas de alimentos, já que o apetite costuma estar diminuído. Prefira também alimentos mais frios, ao invés de quentes.

Crianças que apresentam vômitos ou diarreia podem fazer uso de Sais de Reidratação Oral, que ajudam a manter a hidratação e repor os eletrólitos perdidos. Converse com o seu médico sobre essa possibilidade.

3. Afaste a criança de substâncias que podem piorar os sintomas

Afaste a criança de ambientes ou produtos com odores fortes, pois podem piorar os sintomas de náuseas.

4. Não use medicamentos sem supervisão médica

Evite o uso de medicamentos para inibir o vômito, sem orientação médica.

Quando de fato os vômitos estiverem muito intensos, o médico poderá indicar algum antiemético como o dimenidrato (Dramin) ou a androsetona (Vonau), no entanto, na maioria dos casos nenhum medicamento é necessário.

5. Saiba quando procurar um médico

Algumas crianças podem perder o apetite e deixarem de comer, sendo que em alguns casos, por conta do vômitos persistente, a criança pode não conseguir ingerir nada.

Nessa situação, os pais devem redobrar a atenção, pois se a criança começar a apresentar sinais de desidratação e os vômitos imparáveis, os pais devem procurar atendimento médico.

Existem ainda outras situações que podem indicar a presença de doenças de maior gravidade, que exigem uma avaliação médica. Portanto, procure um médico se a criança apresentar:

  • Persistência dos vômitos. Em recém nascidos o vômito deve cessar em até 12 horas, em bebês lactentes em até 24 horas e em crianças maiores, em até dois dias. Caso os episódios de vômitos persistam além desse período, procure um médico.
  • Vômitos repetidos: caso a criança esteja vomitando sem parar de forma repetitiva, a ponto de não conseguir ingerir nada de líquidos.
  • Sinais de desidratação: casos o bebê ou a criança apresente sinais de desidratação, como boca seca, choro sem lágrimas, sonolência ou redução do volume urinário.
  • Vômito verde ou com sangue.
  • Inchaço e dor abdominal.
  • Sonolência ou irritabilidade fora do usual.
  • Em bebês a presença de fontanela abaulada ou deprimida.
  • Em crianças maiores a queixa de dor de cabeça, dificuldade de movimentação da cabeça (dificuldade de abaixar o queixo até o peito) e febre.

Caso esteja preocupado com o estado de saúde do seu bebê ou criança também não hesite em entrar em contato com o seu médico de família ou pediatra para esclarecimentos.

O que pode causar vômitos em bebês e crianças? Gastroenterites

As gastroenterites se referem a quadros de infecção e inflamação do trato gastrointestinal, pode ter inúmeras causas como infecção por vírus, bactérias, parasitas ou ingesta de toxinas alimentares.

Em muitos casos as gastroenterites correspondem a um processo auto-limitado, que causa vômitos, diarreia, mal-estar e eventualmente febre.

Durante a gastroenterite é essencial estar atento a hidratação da criança, pois episódios de vômito e diarreia repetidos podem levar a desidratação.

Alergia ou intolerância alimentar

Casos de alergia e intolerância alimentar são uma importante causa de vômitos e outros sintomas gastrointestinais.

Deve-se observar bem se os sintomas surgiram ou sempre surgem após a criança ingerir determinado alimento. Caso episódios de vômito se repitam após a ingesta de um alimento específico, como leite, deve-se fazer a suspeita de alergia ou intolerância.

Doenças infecciosas

Diferentes doenças de causa infecciosa podem desencadear episódios de vômitos desde uma otite até uma meningite, passando por infecção urinária ou pneumonia.

Por isso, quando uma criança começa a vomitar, é importante observar outros possíveis sinais e sintomas como dor de cabeça, febre, tosse, falta de ar ou sintomas urinários.

Causas específicas de vômito em bebês

Bebês e recém-nascidos estão propensos a apresentar doenças específicas que desencadeiam vômitos, como a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), a estenose pilórica congênita e a intuscepção.

A doença do refluxo esofágico consiste no retorno de parte do alimento ingerido do estômago e esôfago para a garganta podendo causar vômito e desconforto. Pode ser confundida com regurgitação fisiológica do bebê, no entanto, na DRGE o bebê apresenta grande volume de alimento regurgitado, a ponto de interferir no seu ganho de peso.

A estenose pilórica se refere no estreitamento do piloro, a passagem entre o estômago e o intestino. Já a intuscepção consiste na curvatura do intestino sobre si mesmo. Ambas são doenças mais raras.

Para mais informações sobre vômitos em bebês e crianças consulte o seu médico pediatra ou médico de família.

Referências:

1. Uptodate. Approach to the infant or child with nausea and vomiting. Acesso em set. 2020.

2. SBP. Evidências para o manejo de náusea e vômitos em pediatria. 2018.