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DST

O que significa ter sangramento durante a relação sexual?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

De uma forma geral, sangramento durante relação sexual está associado a algum tipo de lesão em colo uterino ou parede da vagina; em mulheres jovens as causas inflamatórias (inflamação, infecção e DSTs) são as mais comuns e em mulheres menos jovens as causas inflamatórias dividem espaço com lesões do tipo pré-cancerígena em colo uterino ou câncer de colo de útero.

Leia também: É normal o homem sangrar durante ou depois da relação sexual?

Exames VDRL, HIV e ANTI-HCV não reativo o que significa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Exame com resultado "não reativo" significa que ele é negativo para aquela doença investigada.

Esses exames são úteis para detectar as seguintes infecções sexualmente transmissíveis (ISTs):

  • Sífilis;
  • Sida (Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida);
  • Hepatite C.

O exame VDRL é um  teste de sangue para detectar a infecção sexualmente transmissível (IST) chamada Sífilis. O exame anti-HIV detecta a presença do vírus HIV no organismo. O exame anti-HCV detecta a Hepatite C.

Em alguns casos, estes exames podem ser apenas uma das etapas de diagnóstico da doença. Além do mais, um exame de sangue deve ser sempre interpretado em conjunto com os sinais e sintomas apresentados por cada pessoa e associado a outros exames. O/a médico/a é responsável por fazer a interpretação do exame conjuntamente com esses aspectos globais do/a paciente.

Alguns exames podem resultar em "falsos negativos", ou seja, apresentam um resultado não reativo (negativo), mas isso não significa ausência de doença. Isso pode ocorrer em estágios bem iniciais da doença ou na chamada "janela imunológica".

Todo exame deve ser apresentado ao/à médico/a que solicitou para que ele/ela efetue a devida interpretação, correlacione com os aspectos clínicos da pessoa e dê sequência ao tratamento recomendado.

Leia também:

O que significa VDRL não reativo?

Quais os sintomas do HIV?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O HIV é o vírus que causa a doença da AIDS (SIDA = Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Porém, é possível ter o vírus HIV durante um longo período de tempo sem desenvolver a AIDS. Até 60% das pessoas que se infectaram com o vírus do HIV nos últimos 6 meses não apresentam sintomas. 

A infecção inicial ou aguda do HIV pode começar após duas a quatro semanas em que houve o contato com o vírus. Os sintomas são comuns a outras síndromes virais, como febre entre 38º e 40ºC, dor de cabeça, dor nas articulações, aumento de gânglios (ínguas) principalmente na região do pescoço, atrás das orelhas e axilas, tosse, dor de garganta, náusea, diarreia, diminuição do apetite, perda de peso (em média 5Kg), cansaço e vermelhidão na pele.

Esses sintomas podem ser facilmente confundidos com os de uma gripe e são pouco perceptíveis. Em uma parte das pessoas, as manifestações ocorrem de 10 a 15 dias depois da infecção pelo HIV. 

Após a infecção, a doença evolui silenciosamente durante longo período de tempo, sem manifestar qualquer sinal ou sintoma. Durante esse período, o vírus HIV instala-se, inicia a invasão e a destruição dos glóbulos brancos e multiplica-se. 

No início, o organismo tenta compensar a diminuição do número de linfócitos, aumentando a produção dessas células e combatendo o vírus. Essa fase pode durar em média 9 anos, dependendo da gravidade da infecção, do sistema imunológico da pessoa e da presença de outras doenças que afetem as defesas do organismo.

Nessa fase da infecção pelo HIV, mesmo sem manifestar sintomas, o exame já pode identificar o vírus. O resultado nesses casos costuma ser positivo e a pessoa já transmite o vírus.

Leia também: Como é feito o exame do HIV?

Com o decorrer da doença, o sistema imunológico fica deficiente em combater as infecções e proteger o organismo, por isso algumas infecções oportunistas podem aparecem conjuntamente, tais como pneumonia, candidíase, tuberculose, meningite, entre outras.

Lembrando que a duração, a gravidade e o tipo de sintoma do HIV varia de pessoa para pessoa e a maioria das manifestações iniciais passam despercebidas.

HIV tem cura? Como é o tratamento?

A infecção por HIV não tem cura. O vírus tem uma capacidade muito grande de multiplicação e sofre muitas mutações, o que dificulta o tratamento e torna o HIV resistente aos medicamentos. 

Porém, existem diversos medicamentos antivirais específicos usados no tratamento do HIV, com o objetivo de controlar a infecção. Em muitos casos, o tratamento garante uma boa qualidade de vida durante um tempo bastante considerável.

Vale lembrar que a eficácia do tratamento depende principalmente do seu início logo no início da infecção, bem como de um controle médico frequente para avaliar a resposta às medicações.

Veja também: Como é feito o diagnóstico do HIV?

O vírus do HIV pode ser detectado pelo exame de sangue oferecido gratuitamente nas Unidades de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Mancha vermelha na cabeça de meu pênis pode ser sífilis?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Sífilis é uma DST (Doença Sexualmente Transmissível) que tem um tempo de incubação de aproximadamente 14 dias e a lesão inicial é um cancro (ferida) no local do contato, mas como você só tem tido relações com camisinha e o sintoma descrito por você não parece ser a lesão típica da Sífilis, ao que tudo indica não é sífilis.

Procure um médico Urologista que examinará a lesão, fará o correto diagnóstico e tratamento.

Saiba mais em: 

Como ocorre a transmissão da sífilis?

Quais os sintomas e tratamento da sífilis?

HPV tem cura e quando pode levar ao câncer do útero?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O HPV (papilomavírus humano) pode ter cura, porque em algumas pessoas o sistema imunológico consegue combater e eliminar completamente o vírus, o que ocorre mais frequentemente em pessoas jovens e com imunidade íntegra. Além disso, muitos indivíduos infectados com HPV não manifestam sintomas. Porém, não existe uma cura definitiva para o HPV, uma vez que não há medicamentos ou tratamentos capazes de eliminar o vírus por completo.

Quando a infecção persiste, se tornando crônica, ocorre uma multiplicação desordenada das células, podendo evoluir para células precursoras de câncer.

O tipo de câncer mais relacionado a infecção por HPV é o câncer de colo de útero.

Dentro os 150 tipos conhecidos de HPV, apenas 12 deles estão comprovadamente relacionados ao desenvolvimento de câncer, seja ele de colo de útero ou de outros locais da mesma forma contaminados, como boca, ânus, pênis e vagina. 

Câncer de útero

O tratamento, ou a "cura" do HPV é temporária, ou seja, quando são retiradas as lesões. A destruição das verrugas é o objetivo do tratamento, que pode incluir o uso de medicamentos aplicados no local, cauterização ("queimar" a lesão), crioterapia (congelamento) ou ainda remoção através de cirurgia.

Por isso, a infecção por HPV na mulher merece muita atenção, já que praticamente todos os casos de câncer de colo de útero estão associados ao HPV.

Leia também: HPV tem cura definitiva?

Todo HPV vira câncer?

As infecções por HPV são muito frequentes, mas são passageiras e regridem espontaneamente na maioria das pessoas. No entanto, uma pequena parcela das mulheres manifesta infecções que persistem, geralmente decorrentes de tipos específicos de HPV altamente cancerígenos.

São essas lesões persistentes que podem vir a desenvolver uma lesão pré-cancerígena, que se não for detectada e tratada a tempo, pode se transformar em um tumor maligno.

A maioria dos cânceres de colo uterino, inclusive, são causados pelo HPV (99%). Os tipos de vírus são divididos em baixo-risco (HPVs tipo 6, 11, 40, 42, 43, 44, 54, 61, 70, 72, 81, e CP6108), encontrados geralmente em pacientes com verrugas genitais, e de alto risco (16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66, 68, 73 e 82), sendo os tipos 16 e 18 relacionados com aproximadamente 70% dos casos de câncer cervical invasivo e mais de 90% das lesões intraepiteliais graves.

Veja também: Toda verruga é HPV?

Quando o HPV pode causar câncer de colo de útero?

O HPV pode causar câncer de colo de útero se o vírus em causa for específico para esta doença, já que das centenas de tipos de HPV, apenas cerca de 5% deles estão associados ao câncer de colo uterino, principalmente os tipos 16 e 18.

Também pode lhe interessar: HPV durante a gravidez: quais os riscos e como tratar?

O HPV é um vírus muito comum em pessoas sexualmente ativas, podendo estar presente em 70 a 80% dessa população. Na maioria dos casos, as infecções são passageiras. Porém, algumas mulheres apresentam infecção persistente, que podem vir a desenvolver lesões pré-cancerígenas no colo do útero.

A maior parte dos casos de câncer de colo de útero são desencadeados pelos HPV 16 e 18. A vacina, que faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, está disponível gratuitamente através do SUS para meninas entre 9 e 13 anos de idade e protege contra esses vírus, além de outros tipos de HPV (6 e 11) que provocam verrugas genitais.

Veja também:

Quem deve tomar a vacina contra HPV?

Como tomar a vacina contra HPV?

Quais são os fatores de risco para câncer de útero?

Além do HPV, existem outros fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da doença, tais como imunidade, fatores genéticos, comportamento sexual (número elevado de parceiros), tabagismo, idade acima dos 30 anos, vida sexual com início precoce, gestações, o uso de pílula anticoncepcional.

Como ocorre a transmissão do HPV?

A transmissão do HPV se dá por via sexual, usualmente, mesmo com o uso de preservativos, sem a necessidade de penetração (com a masturbação ou o contato genital externo já pode ocorrer), mas existe também a possibilidade de transmissão vertical (da mãe para o feto), de auto-inoculação e ainda sem confirmação científica e bastante controversa, a transmissão por inoculação através de objetos contaminados com o HPV.

Leia também: HPV: o que é e como se transmite?

Como é feito o diagnóstico do HPV?

O diagnóstico é feito mais facilmente em homens (lesões geralmente visíveis na pele e órgãos sexuais). Em alguns casos deve ser feita uma anuscopia (geralmente em casos de relações sexuais anais) para observação das lesões. 

Nas mulheres, porém, além das lesões em pele, vulva e ânus, podem ocorrer em todo o trato genital até alcançarem o colo do útero, portanto o diagnóstico só é possível através da colpocitologia oncótica, colposcopia ou anuscopia. Também podem ser realizados exames de biologia molecular (hibridização in situ, PCR e captura híbrida).

Veja também: O que é o exame de captura híbrida?

Quais são os sintomas do HPV?

Os sintomas podem ser inexistentes ou o surgimento de verrugas com aspecto de couve-flor na pele e/ou mucosas. Se as alterações forem discretas, serão detectadas apenas em exames específicos. Se forem graves, pode ocorrer invasão de tecidos vizinhos com o surgimento de um tumor maligno como o câncer do colo uterino e do pênis.

Saiba mais em:

Quais são os sintomas do HPV?

HPV na garganta: Quais os sintomas e como tratar?

Qual é o tratamento para HPV?

São diversos tipos, com o objetivo principal de eliminar as lesões condilomatosas. Não há evidências que estes tratamentos eliminem ou alterem o curso natural da infecção pelo HPV.

Mesmo sem tratamento, as lesões podem desaparecer, ficarem inalteradas ou aumentarem de tamanho e número. Vários fatores devem ser levados em consideração: tamanho, número e local das lesões, opções do paciente, recursos disponíveis e experiência do profissional.

Os medicamentos e tratamentos usados para tratar o HPV incluem:

  • Podofilina 15% em solução alcoólica;
  • Ácido tricloroacético (ATA) 70% a 90% em solução aquosa;
  • Podofilotoxina 0,15% creme;
  • Imiquimod 5% creme;
  • Eletrocauterização (ou eletrocoagulação / eletrofulguração);
  • Criocauterização (ou crioterapia / criocoagulação);
  • Vaporização a laser;
  • Exérese cirúrgica;
  • CAF (cirurgia de alta frequência).

Veja também: Qual é o tratamento para HPV?

Recomendações:

  • É preciso destacar que o HPV pode ser transmitido na prática de sexo oral;
  • Informe seu parceiro (a) se o resultado do seu exame para HPV for positivo - ambos precisarão de tratamento;
  • O parto normal (vaginal) não é indicado para gestantes portadoras do HPV com lesões ativas;

Leia também: Qual é o tratamento para HPV?

Em caso de suspeita de HPV, um médico clínico geral, dermatologista, urologista (homens) ou ginecologista (mulheres) deve ser consultado para avaliação e tratamento adequado, caso a caso.

Nunca faça tratamentos por conta própria, sem antes consultar um médico. O exame colpo citopatológico (Papanicolau) deve ser realizado em mulheres de 25 a 64 anos de idade (ou mais jovens, que já tenham iniciado atividade sexual), uma vez ao ano. Após dois exames anuais negativos, pode ser feito a cada três anos. 

Mesmo os tipos de HPV que causam câncer têm tratamento na maioria dos casos. Contudo, é importante que a doença seja diagnosticada precocemente para que as lesões pré-cancerígenas sejam tratadas antes de evoluírem para tumores malignos.

Saiba mais em:

Quem tem HPV pode engravidar?

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Quais os sintomas de câncer no colo do útero?

Quem tem HPV pode doar sangue?

Toda verruga é HPV?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, todas as verrugas são causadas pelo HPV (Papilomavírus Humano), inclusive as verrugas genitais. No entanto, é preciso esclarecer que há mais de 150 tipos de HPV e aqueles que causam verrugas nas mãos ou nos pés não são os mesmos que provocam câncer.

Destes 150 tipos, 40 podem infectar o trato genital e existem 12 que são considerados de alto risco, ou seja, podem provocar câncer em colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus ou orofaringe. Os demais causam apenas verrugas.

As verrugas são proliferações benignas que ocorrem nas camadas mais superficiais da pele ou mucosa, resultantes do crescimento anormal das células da epiderme, que é a camada mais superficial da pele.

Verruga comum ou vulgar

O tipo de verruga mais comum é a verruga vulgar, que caracteriza-se como uma lesão elevada, áspera, normalmente esbranquiçada e com pequenos pontos pretos. Essas verrugas podem surgir em qualquer local da superfície da pele e são muito frequentes em crianças.

Como as verrugas são transmitidas?

O HPV é transmitido através do contato direto com a pele ou mucosa infectada. A principal forma de transmissão é sexual, seja através de contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital, por isso não é necessário haver penetração para a transmissão do vírus.

Pode ocorrer também autoinoculação, através de pequenos ferimentos que atuam como porta de entrada para o HPV. É ainda possível a transmissão no momento do parto, de mãe para filho.

Não está comprovado que o HPV possa ser transmitido através de objetos, como toalhas e roupas íntimas, ou uso de vaso sanitário ou piscina. Porém, vale lembrar que pessoas com o sistema imunológico debilitado estão mais propensas para desenvolver verrugas.

Qual o tratamento para verrugas?

O tratamento para as verrugas varia de acordo com o tipo de verruga, a extensão e o local das lesões. Algumas formas de tratamento incluem a aplicação de ácido tricloroacético (ATA), congelação, eletrocauterização, laser ou cirurgia. O objetivo do tratamento é a destruição ou a remoção das lesões.

As verrugas mais difíceis de serem tratadas são as que atingem o ânus e os órgãos genitais, pois podem necessitar de tratamentos combinados e, em alguns casos, de cirurgia para retirá-las, se forem muito grandes e reincidentes.

É frequente as verrugas voltarem a aparecer no mesmo local depois do tratamento. Acredita-se que isso acontece porque o vírus HPV permanece em estado de latência no núcleo da célula durante a vida toda, podendo voltar a se multiplicar em algum momento e causar o reaparecimento das verrugas.

Por isso, durante o tratamento das verrugas, a pele que está ao redor das lesões também deve ser queimada, pois sabe-se que aquela área também está infectada pelo HPV.

É muito importante consultar um médico antes de iniciar qualquer tratamento para verrugas ou outras lesões de pele. Primeiro é preciso certificar-se de que a lesão trata-se mesmo de uma verruga.

Vale lembrar que os medicamentos usados para queimar verrugas, se forem utilizados de forma incorreta, podem alterar o aspecto da lesão e interferir no diagnóstico de doenças mais graves, como câncer de pele, por exemplo.

Uma vez que existem diversas doenças de pele que causam lesões parecidas com verrugas, é importante consultar um médico dermatologista para diagnosticar o tipo de lesão e iniciar o tratamento adequado.

Como prevenir as verrugas? Tomar a vacina contra o HPV

A vacina é a melhor forma de prevenir o aparecimento de verrugas, inclusive as genitais. Além disso, a vacinação protege contra os tipos de HPV responsáveis por grande parte dos casos de câncer de colo de útero.

No Brasil, existem dois tipos de vacina contra o HPV: a quadrivalente e a bivalente. A quadrivalente protege contra os HPV 6 e 11, que são responsáveis por verrugas genitais, além de proteger contra os tipos 16 e 18, responsáveis por lesões pré-cancerosas.

Evitar contato direto com verrugas

Para prevenir o contágio com o HPV e as consequentes verrugas, deve-se evitar também o contato direto com lesões, ou seja, evitar encostar ou tocar em verrugas.

Usar preservativo

O uso de de preservativo em todas as formas de relações sexuais é a principal forma de prevenir doenças sexualmente transmissíveis (DST), inclusive o HPV, que provoca verrugas genitais.

Porém, em relação ao HPV, a camisinha não impede totalmente a infecção, já que é comum haver lesões em áreas não protegidas pelo preservativo, como a vulva, o períneo (região entre genitais e ânus), região pubiana e bolsa escrotal.

Mesmo assim, estima-se que o preservativo possa impedir a transmissão do HPV em 70 a 80% dos casos. Nesse sentido, o preservativo feminino conta com uma maior proteção, por também cobrir a vulva.

O aparecimento de qualquer tipo de verruga ou lesão na pele ou mucosa deve ser analisado por um médico dermatologista, que irá identificar o tipo de lesão e orientar quanto ao tratamento adequado.

Saiba mais em:

É normal aparecerem verrugas durante a gravidez?

Qual é o tratamento para HPV?

Quais são os tipos de DST e seus sintomas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem cerca de 13 tipos de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis), a grande maioria provocadas por vírus e bactérias. Os principais sintomas são a coceira, presença de feridas, corrimento ou dor no local da lesão. Contudo, algumas DSTs não manifestam sintomas e os sinais podem variar conforme o tipo de doença.

1. AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida)

A Aids é o estágio final da infecção pelo vírus HIV, que ataca e destrói as células do sistema imunológico, deixando o organismo da pessoa sem condições de se defender contra outras doenças. Sem defesas naturais no corpo, começam a surgir diversas doenças, chamadas de infecções oportunistas.

Sintomas

Sintomas iniciais da infecção pelo HIV incluem: Febre entre 38º e 40ºC, dor de cabeça, dor nas articulações, aumento de gânglios (ínguas) principalmente na região do pescoço, atrás das orelhas e axilas, tosse e dor de garganta, náusea, diarreia, diminuição do apetite, perda de peso (em média 5 Kg), cansaço e vermelhidão na pele. Clínica semelhante a uma gripe ou resfriado.

Apesar de ser um tipo de DST, a AIDS não provoca sinais e sintomas nos órgãos genitais. Vale lembrar que os sintomas da AIDS podem demorar meses ou anos para se manifestar.

Leia também: O que é AIDS e quais os seus sintomas?

Transmissão

O vírus HIV é transmitido através da relação sexual, sangue contaminado e por via placentária (durante a gravidez). Não é transmitido pelo convívio em casa ou ambiente de trabalho, nem por beijo, abraço ou compartilhamento de banheiros, toalhas, copos ou pratos.

2. Sífilis

DST causada pela bactéria Treponema pallidum, muito disseminada entre pessoas jovens. A doença pode se manifestar de diversas formas, dependendo do seu estágio. Se não for tratada, pode durar anos e tornar-se mais grave com o passar do tempo.

Sintomas

O primeiro sinal é uma ferida discreta que pode surgir no pênis, vulva, vagina, colo do útero, ânus ou boca. A ferida não provoca dor e desaparece mesmo sem tratamento, o que sugere cura. Entretanto a bactéria continua presente no sangue e a doença evoluindo.

Depois de alguns meses, podem aparecer manchas pelo corpo e aumento de gânglios linfáticos, conhecidos como "ínguas", que também se resolvem espontaneamente.

Com o passar dos anos, a sífilis pode causar lesões em diversos órgãos, chegando na fase tardia que causa doenças cardíacas e neurológicas, podendo levar à morte. 

Porém, existe tratamento que leva à cura completa da doença, basta que o diagnóstico seja feito a tempo. Portanto sempre que houver uma lesão nos órgãos genitais, mesmo que desapareçam, deve ser informado ao médico.

3. Cancro mole

DST causada pela bactéria Haemophilus ducreyi, sendo mais comum em regiões tropicais.

Sintomas

O cancro mole caracteriza-se pelo aparecimento de uma ou mais feridas dolorosas nos órgãos genitais, com pus e odor desagradável. Outras feridas podem surgir quando a pessoa se coça. Algumas semanas depois, costumam aparecer ínguas dolorosas na virilha. O período de incubação do cancro mole é de 3 a 5 dias.

4. Condiloma acuminado

Também conhecido como crista de galo, figueira e cavalo de crista, o condiloma acuminado é causado pelo HPV (Papiloma vírus humano).

Sintomas

Esse tipo de DST provoca o aparecimento de verrugas na região do ânus e dos órgãos genitais. Logo no início, podem aparecer uma ou duas verrugas pequenas. Nessa fase, a doença pode ser curada em poucos dias. Sem tratamento, as verrugas se espalham e ficam com um aspecto semelhante ao de uma couve-flor.

5. Doença Inflamatória Pélvica (DIP)

Ocorre quando a gonorreia e a infecção por clamídia atingem os órgãos reprodutivos da mulher (útero, trompas e ovários) e provoca inflamações.

Sintomas

A DIP provoca desconforto ou dor abdominal no baixo ventre ("pé da barriga"), dor durante a relação sexual, fadiga, vômitos e febre.

Saiba mais em: DIP tem cura? Qual o tratamento?

6. Donovanose

DST causada pela bactéria Klebsiella granulomatis, que atinge principalmente a pele e as mucosas das regiões genitais, virilha e ânus, causando úlceras e destruição da pele infectada.

Sintomas

Após a infecção, surge uma lesão que se transforma em uma ferida ou num caroço vermelho. A ferida sangra facilmente e pode afetar grandes áreas, comprometendo a pele ao redor e favorecendo a infecção por outras bactérias.

7. Gonorreia e infecção por Clamídia

DSTs causadas pelas bactérias Neisseria gonorrhoeae e Clamídia trachomatis. Surgem associadas na maioria dos casos, causando infecção em órgãos genitais, garganta e olhos.

Veja também: Só se pega gonorreia ao fazer sexo ou há outras maneiras?

Sintomas 

Grande parte das mulheres infectadas não apresenta sintomas. Quando surgem, podem causar dor ao urinar ou dor no baixo ventre (pé da barriga), corrimento amarelado, dor ou sangramento durante as relações sexuais. Nos homens, pode provocar ardência ao urinar, corrimento ou pus e dor nos testículos.

8. Hepatites virais

São causadas por vírus que provocam inflamação do fígado (hepatite).

Sintomas 

Na maioria dos casos, as hepatites não provocam sintomas. Quando se manifestam, normalmente a doença já está avançada, podendo haver febre, fraqueza, mal-estar, dor abdominal, náuseas, vômitos, perda de apetite, urina escura, icterícia (olhos e pele amarelados), fezes esbranquiçadas.

Saiba mais em: Quais são os sintomas da hepatite C? e Quais são os sintomas da hepatite B?

9. Herpes genital

DST provocada por vírus que atinge órgãos genitais e ânus. O herpes genital desaparece e volta a aparecer depois de algum tempo, normalmente nos mesmos locais. A doença só é transmitida quando a pessoa apresenta os sintomas.

Leia também: Qual o tratamento para herpes genital?

Sintomas

No início, surgem bolhas muito pequenas agrupadas, localizadas sobretudo na vulva, no pênis ou ao redor do ânus. As bolhas podem se romper quando a pessoa se coça, causando pequenas feridas e dor tipo queimação. Pode causar corrimento e dificuldade para urinar, tanto em homens como em mulheres.

10. Infecção pelo HTLV

DST causada pelo vírus T-linfotrópico humano (HTLV) que afeta os linfócitos T (células de defesa).

Sintomas

A infecção pelo HTLV não provoca sinais e sintomas na maioria das pessoas infectadas. Entretanto, uma pequena parte desses indivíduos poderá desenvolver doenças associadas ao vírus, que podem atingir o sistema nervoso, os olhos, a pele, o sangue e o aparelho urinário.

11. Linfogranuloma venéreo (LGV)

DST causada pela Chlamydia trachomatis, também conhecida como "mula", que acomete os órgãos genitais e os gânglios linfáticos da virilha.

Sintomas

Os primeiros sintomas são febre, dor muscular, presença de caroço nas virilhas (íngua) e uma ferida pequena nos órgãos genitais. A ferida normalmente não dói e pode passar despercebida.

Cerca de 7 a 30 dias depois, as ínguas aumentam de tamanho, rompem-se e eliminam pus. Se a doença for adquirida por sexo anal, pode provocar dificuldade para defecar devido ao inchaço dos gânglios da parte interna do ânus.

12. Tricomoníase

Este tipo de DST não é causado por vírus ou bactérias, mas pelo protozoário Trichomonas vaginalis. A doença é o tipo mais frequente de vulvovaginite na mulher adulta.

Sintomas

Corrimento amarelado e com mau cheiro, coceira e irritação na vagina e dor durante a relação sexual.

13. Candidíase

DST causada por um fungo do gênero Cândida. Frequente nas mulheres, e a mais frequente vulvovaginite nas mulheres grávidas. Sua transmissão pode ser tanto sexual quanto por contaminação a partir do sistema gastrintestinal. Pode ser recidivante.

Sintomas

Presença de corrimento esbranquiçado, podendo haver grumos, vermelhidão na vagina, coceira intensa, dor ao urinar e desconforto durante a relação sexual.

Algumas DST podem não manifestar sinais e sintomas e podem trazer graves complicações se não forem detectadas e tratadas a tempo, como infertilidade, câncer ou até mesmo a morte. Por isso, previna-se sempre usando preservativo em todas as relações sexuais.

Para saber se você tem alguma DST, observe se o seu corpo apresenta algum dos sinais apresentados. Na presença de algum sinal ou sintoma, procure um médico clínico geral, médico de família ou um médico infectologista e comunique o(a) parceiro(a).

O condiloma acuminado tem cura?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Sim, o condiloma acuminado tem cura, ou melhor, as lesões causadas pelo HPV (vírus papiloma humano). tem tratamento e cura, embora não signifique que o vírus foi eliminado definitivamente do organismo, por isso pode haver recidivas das lesões.

Ainda não existe um medicamento capaz de eliminar definitivamente o HPV do organismo, que é o causador dessa doença sexualmente transmissível.

O tratamento pode incluir cirurgia para retirar as verrugas, aplicação de medicamento no local, uso de laser, eliminação das verrugas com nitrogênio líquido (crioterapia) e uso de medicação para melhorar a imunidade da pessoa, reduzindo os riscos de recidiva.

Os tratamentos para o condiloma acuminado podem ser utilizados isoladamente ou combinados, dependendo da avaliação médica.

A escolha do tratamento depende das condições de saúde da pessoa, se ela está grávida e do local do corpo onde o condiloma está presente, como cabeça do pênis (glande), região do ânus, vagina, vulva ou colo do útero.

O que é condiloma acuminado?

O condiloma acuminado, também conhecido como crista de galo, é uma doença sexualmente transmissível (DST), causada pelo HPV (papiloma vírus humano). A doença caracteriza-se pela presença de verrugas nas regiões anal e genital.

Quais os sinais e sintomas do condiloma acuminado?

O condiloma acuminado provoca o aparecimento de verrugas genitais, com tamanhos variados, aspecto de couve-flor e coloração rosada.

Nos homens, o condiloma surge com mais frequência na glande (cabeça do pênis), prepúcio (pele que recobre a glande) e na região do ânus. Nas mulheres, as verrugas podem aparecer na vagina, na vulva, na região anal e no colo do útero. O condiloma pode surgir ainda na boca ou na garganta, em paciente com baixa imunidade.

Como ocorre a transmissão do condiloma acuminado?

A transmissão do HPV ocorre pelo contato direto com a pele ou mucosas de uma pessoa infectada. Sua principal forma de transmissão é através de relações sexuais sem preservativo. Vale lembrar que a pessoa pode estar infectada e portanto, transmitir o HPV, mesmo sem manifestar sintomas.

Contudo, mesmo com camisinha, o condiloma acuminado pode ser transmitido, uma vez que existem áreas que não ficam cobertas pelo preservativo, como a região do ânus, por exemplo. Dessa forma, estima-se que o uso de preservativo pode prevenir a transmissão do HPV em cerca de 75% dos casos.

Mulheres infectadas com HPV podem transmitir o vírus para o bebê no momento do parto. Para evitar a transmissão, é indicado o parto por cesariana.

O HPV pode ser transmitido ainda por meio de objetos contaminados, como vasos sanitários, toalhas, banheiras ou piscinas.

Após a infecção, os sinais e sintomas do condiloma acuminado podem levar de 1 a 6 meses para se manifestar. Há casos em que as verrugas genitais só aparecem depois de alguns anos.

Leia também: HPV: o que é e como se transmite?

Como se prevenir contra o condiloma acuminado?

A prevenção do contágio e da transmissão do HPV é feita através do uso de camisinha em todas as relações sexuais (anal, oral, vaginal), exames médicos periódicos (Papanicolau) e mais recentemente, com as vacinas.

A vacina pode prevenir a infecção pelo HPV 6 e 11, que são responsáveis por cerca de 90% dos casos de condiloma acuminado. A vacina também previne a infecção pelo HPV 16 e 18, que são a principal causa de câncer de colo de útero desencadeado pelo vírus.

O médico ginecologista ou urologista são os especialistas indicados para diagnosticar e definir o tratamento mais adequado para o condiloma acuminado.

Leia também: HPV tem cura definitiva?

Quais são os sintomas do HPV?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas do HPV são muito variados, já que existem centenas de tipos de HPV. A infecção pelo vírus pode se manifestar pela presença de verrugas na pele ou nos órgãos genitais, dificuldades respiratórias, dificuldades para engolir, entre outras manifestações.

Quando transmitido pela via sexual, normalmente surgem verrugas na cabeça do pênis (glande), na vagina, no ânus, no colo do útero, na boca ou na garganta, conforme a forma de contato sexual.

HPV na garganta Quais os sintomas do HPV no homem?

No homem, os sinais e sintomas são facilmente identificados pela presença lesões (verrugas) no próprio pênis ou na pele que recobre o órgão. Para identificar as lesões no ânus, é necessário fazer uma anuscopia, exame que permite ver o interior do ânus.

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Quais os sintomas do HPV na mulher?

Em mulheres, quando não há manifestação de sintomas, o diagnóstico do HPV pode ser realizado por meio de um exame das células do colo do útero e da vagina.

Porém, à medida que a doença evolui, podem surgir manifestações como dor, corrimento e sangramento vaginal. Nessa fase, é necessário realizar uma colposcopia para determinar o avanço da infecção no canal vaginal e no colo do útero.

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Como ocorre a transmissão do HPV?

A transmissão do HPV se dá por contato direto com pessoas contaminadas ou suas secreções, sendo a via sexual o principal meio de contágio. A mãe também pode transmitir o HPV para o bebê no momento do parto se estiver infectada. O risco do vírus ser transmitido também é maior se as verrugas estiverem visíveis.

Contudo, vale lembrar que, mesmo sem apresentar sintomas de infecção pelo HPV, a pessoa pode transmitir o vírus.

O tratamento das infecções pelo HPV vai depender da gravidade e localização das lesões. Pode incluir desde a remoção da lesão por cauterização elétrica ou medicações, ou ainda cirurgias e quimioterapia nos casos de câncer.

Em caso de sintomas de HPV, consulte o/a médico/a clínico geral ou médico/a de família para receber um diagnóstico e tratamento adequado.

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Receber sexo oral pega HIV?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Receber sexo oral não pega HIV. Segundo os últimos consensos sobre as formas de transmissão do vírus HIV, divulgados por fontes direcionadas ao estudo da AIDS, como a ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS) e a Sociedade Brasileira de Infectologia, a pessoa que recebe sexo oral não corre o risco de ser infectada pelo HIV.

Antes, pensava-se que poderia haver transmissão se a pessoa que pratica o sexo oral tivesse alguma ferida na boca, já que o vírus não é transmitido pela saliva. Por exemplo, se o praticante tivesse inflamações na gengiva, aftas ou ferimentos causados pela escova de dentes ou fio dental, poderia haver um risco de infectar quem recebe o sexo oral.

Porém, devido à presença de enzimas na saliva, o vírus é eliminado e o HIV não é transmitido para quem está recebendo.

É importante lembrar que quem realiza o sexo oral corre o risco de ser infectado pelo HIV ou outra doença sexualmente transmissível (DST). Apesar da chance ser menor do que em outras formas de contato sexual, ela existe.

Durante o sexo oral, a pessoa fica exposta ao esperma ou fluido vaginal, que são seguramente meios de transmissão do HIV. Quanto maior a carga viral do indivíduo infectado, maior será a concentração do vírus nesses fluidos e maiores serão os riscos de transmissão. Por isso, recomenda-se o uso de preservativo também durante a prática de sexo oral.

Se praticou sexo oral sem proteção e está com dúvidas, o mais indicado é fazer o teste de HIV. O exame de sangue é oferecido gratuitamente nas Unidades de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Como saber se tenho uma DST?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os principais sinais e sintomas das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) são os corrimentos, as feridas (úlceras) e as verrugas genitais. Atualmente elas estão melhor denominadas como ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis).

Os sintomas das ISTs podem incluir: corrimento na vagina, pênis ou ânus, feridas nos órgãos sexuais, presença de pequenas bolhas com líquido dentro, verrugas na região genital ou anal, presença de ínguas, além de coceira e dor no local da lesão. 

As ISTs manifestam-se principalmente nos órgãos genitais, mas podem aparecer também em outras áreas do corpo, como olhos, língua e palma da mão.

Corrimento 

O corrimento pode estar presente nas seguintes ISTs: gonorreia, clamídia e tricomoníase. Nesses casos, o corrimento costuma ser esbranquiçado, esverdeado ou amarelado e ter cheiro forte. 

Além do corrimento, a gonorreia, a clamídia e a tricomoníase podem causar coceira e dor ao urinar ou durante a relação sexual.

É importante lembrar que a vaginose bacteriana e a candidíase não são consideradas ISTs, apesar de também causarem corrimento vaginal.

Feridas

As ISTs podem causar feridas nos órgãos genitais ou em outra parte do corpo. As lesões podem ser dolorosas ou não. As feridas podem estar presentes na sífilis, herpes genital, cancroide, donovanose e linfogranuloma venéreo.

Verrugas

As verrugas podem surgir nas regiões anal ou genital e são causadas pelo vírus HPV (Papiloma Vírus Humano). Se a infecção estiver avançada, as verrugas podem aparecer em forma de couve-flor. 

As verrugas genitais e anais normalmente não causam dor, mas podem provocar coceira ou irritação local. 

Outras ISTs, como hepatite e HIV/AIDS, não manifestam os seus sinais na região genital. Nessas infecções, a via sexual serve apenas como porta de entrada para a infecção.

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) pode ser uma consequência de uma gonorreia ou clamídia não tratadas. A doença afeta o útero, as trompas e os ovários, causando inflamações nesses órgãos.

Para saber se você tem alguma ISTs, observe se o seu corpo apresenta algum dos sinais apresentados. Depois disso, marque uma consulta com o/a médico/a de família, clínico/a geral, ginecologista ou urologista para uma avaliação pormenorizada. 

Algumas ISTs podem não manifestar sinais e sintomas, porém podem trazer graves complicações se não forem detectadas e tratadas a tempo, como inflamação crônica, infertilidade e câncer. Por isso, previna-se sempre usando preservativo em todas as relações sexuais.

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Quanto tempo o vírus HIV sobrevive fora do corpo?
Dra. Nicole Geovana
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Medicina de Família e Comunidade

O vírus HIV sobrevive fora do corpo por muito pouco tempo, pois é bastante sensível e frágil ao meio externo, não sobrevivendo fora de células vivas. Estima-se que o vírus da AIDS seja capaz de sobreviver cerca de uma hora fora do organismo humano.

O calor, outros agentes físicos e agentes químicos, como água sanitária, água oxigenada, álcool, glutaraldeido, inativa o vírus rapidamente. Quando o sangue, as lágrimas ou o suor secam, o vírus também morre e não tem chance de ser transmitido.

A transmissão do vírus HIV é feita pelo contato com sangue ou fluidos corporais (sêmen, secreção vaginal, leite humano) infectados com o vírus. As principais formas de transmissão do vírus HIV são pelas relações sexuais desprotegidas e o compartilhamento de agulhas e seringas no uso de drogas injetáveis. 

A AIDS é uma doença que pode ser prevenida usando preservativos durante as relações sexuais, usando agulhas e seringas descartáveis e não compartilhadas com outras pessoas.