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DST

Exames VDRL, HIV e ANTI-HCV não reativo o que significa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Exame com resultado "não reativo" significa que ele é negativo para aquela doença investigada. 

Esses exames são úteis para detectar as seguintes doenças sexualmente transmissíveis (DSTs): 

  • Sífilis; 
  • Sida (Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida); 
  • Hepatite C. 

O exame VDRL é um  teste de sangue para detectar a doença sexualmente transmissível (DST) chamada Sífilis. O exame anti-HIV detecta a presença do vírus HIV no organismo. O exame anti-HCV detecta a Hepatite C. 

Em alguns casos, estes exames podem ser apenas uma das etapas de diagnóstico da doença. Além do mais, um exame de sangue deve ser sempre interpretado em conjunto com os sinais e sintomas apresentados por cada pessoa e associado a outros exames. O/a médico/a é responsável por fazer a interpretação do exame conjuntamente com esses aspectos globais do/a paciente. 

Alguns exames podem resultar em "falsos negativos", ou seja, apresentam um resultado não reativo (negativo), mas isso não significa ausência de doença. Isso pode ocorrer em estágios bem iniciais da doença ou na chamada "janela imunológica". 

Todo exame deve ser apresentado ao/à médico/a que solicitou para que ele/ela efetue a devida interpretação, correlacione com os aspectos clínicos da pessoa e dê sequência ao tratamento recomendado. 

Leia também: 

O que significa VDRL não reativo?

HPV tem cura e quando pode levar ao câncer do útero?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O HPV (papilomavírus humano) tem cura e pode levar ao câncer do colo do útero quando há contato com os tipos de maior risco.

A maioria dos cânceres de colo uterino, inclusive, são causados pelo HPV (99%). Os tipos de vírus são divididos em baixo-risco (HPVs tipo 6, 11, 40, 42, 43, 44, 54, 61, 70, 72, 81, e CP6108), encontrados geralmente em pacientes com verrugas genitais, e de alto risco (16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66, 68, 73 e 82), sendo os tipos 16 e 18 relacionados com aproximadamente 70% dos casos de câncer cervical invasivo e mais de 90% das lesões intraepiteliais graves.

O HPV pode provocar a formação de verrugas na pele, e nas regiões oral (lábios, boca, cordas vocais, etc.), anal, genital e da uretra. As lesões genitais podem ser de alto risco (precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer do colo do útero e do pênis) ou de baixo risco (não relacionadas ao aparecimento de câncer).

A transmissão do HPV se dá por via sexual, usualmente, mesmo com o uso de preservativos, sem a necessidade de penetração (com a masturbação ou o contato genital externo já pode ocorrer), mas existe também a possibilidade de transmissão vertical (da mãe para o feto), de auto-inoculação e de inoculação através de objetos contaminados com o HPV, que pode sobreviver mais tempo no ambiente externo do que o vírus do HIV, por exemplo, mas esta última forma de transmissão é controversa.

Leia também: Quem deve tomar a vacina contra HPV?

O diagnóstico é feito mais facilmente em homens (lesões geralmente visíveis na pele e órgãos sexuais). Em alguns casos deve ser feita uma anuscopia (geralmente em casos de relações sexuais anais) para observação das lesões. Nas mulheres, porém, além das lesões em pele, vulva e ânus, podem ocorrer em todo o trato genital até alcançarem o colo do útero, portanto o diagnóstico só é possível através da colpocitologia oncótica, colposcopia ou anuscopia. Também podem ser realizados exames de biologia molecular (hibridização in situ, PCR e captura híbrida).

Veja também: O que é o exame de captura híbrida?

Os sintomas podem ser inexistentes ou o surgimento de verrugas com aspecto de couve-flor na pele e/ou mucosas. Se as alterações forem discretas, serão detectadas apenas em exames específicos. Se forem graves, pode ocorrer invasão de tecidos vizinhos com o surgimento de um tumor maligno como o câncer do colo uterino e do pênis.

Saiba mais em: HPV: o que é e como se transmite?

Tratamento:

São diversos tipos, com o objetivo principal de eliminar as lesões condilomatosas. Não há evidências que estes tratamentos eliminem ou alterem o curso natural da infecção pelo HPV. Mesmo sem tratamento, as lesões podem desaparecer, ficarem inalteradas ou aumentarem de tamanho e número. Vários fatores devem ser levados em consideração: tamanho, número e local das lesões, opções do paciente, recursos disponíveis e experiência do profissional. São os seguintes:

  • Podofilina 15% em solução alcoólica;
  • Ácido tricloroacético (ATA) 70% a 90% em solução aquosa;
  • Podofilotoxina 0,15% creme;
  • Imiquimod 5% creme;
  • Eletrocauterização (ou eletrocoagulação / eletrofulguração);
  • Criocauterização (ou crioterapia / criocoagulação)
  • Vaporização a laser;
  • Exérese cirúrgica;
  • CAF (cirurgia de alta frequência).

Recomendações:

  • É preciso destacar que... O HPV pode ser transmitido na prática de sexo oral;
  • Informe seu parceiro (a) se o resultado do seu exame para HPV for positivo - ambos precisarão de tratamento;
  • O parto normal (vaginal) não é indicado para gestantes portadoras do HPV com lesões ativas;

Em caso de suspeita de HPV, um médico clínico geral, dermatologista, urologista (homens) ou ginecologista (mulheres) deve ser consultado para avaliação e tratamento adequado, caso a caso. Nunca faça tratamentos por conta própria, sem antes consultar um médico. O exame colpocitopatológico (Papanicolaou) deve ser realizado em mulheres de 25 a 60 anos de idade (ou mais jovens, que já tenham tido atividade sexual antes de 25 anos), uma vez ao ano. Após dois exames anuais negativos, pode ser feito a cada três anos.

Leia também: Quais os sintomas de câncer no colo do útero?

Mancha vermelha na cabeça de meu pênis pode ser sífilis?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Sífilis é uma DST (Doença Sexualmente Transmissível) que tem um tempo de incubação de aproximadamente 14 dias e a lesão inicial é um cancro (ferida) no local do contato, mas como você só tem tido relações com camisinha e o sintoma descrito por você não parece ser a lesão típica da Sífilis, ao que tudo indica não é sífilis.

Procure um médico Urologista que examinará a lesão, fará o correto diagnóstico e tratamento.

Saiba mais em: 

Como ocorre a transmissão da sífilis?

Quais os sintomas e tratamento da sífilis?

Quais os sintomas do HIV?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O HIV é o vírus que causa a doença da AIDS (SIDA = Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). É possível ter o vírus HIV durante um longo período sem desenvolver a AIDS.

Até 60% das pessoas que se infectaram com o vírus do HIV nos últimos 6 meses não apresentam qualquer sintoma. A duração, a gravidade e o tipo de sintoma varia de pessoa a pessoa e a maioria dos sintomas iniciais passam desapercebidos.

A infecção inicial ou aguda pode iniciar entre 2 e 4 semanas após o contato com o vírus e é caracterizada por sintomas comuns a outras síndromes virais como:

  • Febre entre 38º e 40ºC;
  • Dor de cabeça, dor nas articulações;
  • Aumento de gânglios (ínguas) principalmente na região do pescoço, atrás das orelhas e axilas;
  • Tosse e dor de garganta;
  • Náusea, diarreia, diminuição do apetite, perda de peso (em média 5Kg);
  • Cansaço;
  • Vermelhidão na pele.

Também pode lhe interessar os artigos Qual o tempo de incubação do HIV? ; Como saber se tenho uma DST?

Com o decorrer da doença, o sistema imunológico fica deficiente em combater as infecções e proteger o organismo, por isso algumas infecções oportunistas podem aparecem conjuntamente: pneumonia, candidíase, tuberculose, meningite, etc.

O vírus do HIV pode ser detectado pelo exame de sangue oferecido gratuitamente nas Unidades de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Leia também:

Existem doenças com sintomas parecidos com HIV?

HIV e Tuberculose: Quais os riscos?

O que significa ter sangramento durante a relação sexual?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

De uma forma geral, sangramento durante relação sexual está associado a algum tipo de lesão em colo uterino ou parede da vagina; em mulheres jovens as causas inflamatórias (inflamação, infecção e DSTs) são as mais comuns e em mulheres menos jovens as causas inflamatórias dividem espaço com lesões do tipo pré-cancerígena em colo uterino ou câncer de colo de útero.

Leia também: É normal o homem sangrar durante ou depois da relação sexual?

Quanto tempo o vírus HIV sobrevive fora do corpo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O vírus HIV sobrevive fora do corpo por muito pouco tempo, pois é bastante sensível e frágil ao meio externo, não sobrevivendo fora de células vivas. Estima-se que o vírus da AIDS seja capaz de sobreviver cerca de uma hora fora do organismo humano.

O calor, outros agentes físicos e agentes químicos, como água sanitária, água oxigenada, álcool, glutaraldeido, inativa o vírus rapidamente. Quando o sangue, as lágrimas ou o suor secam, o vírus também morre e não tem chance de ser transmitido.

A transmissão do vírus HIV é feita pelo contato com sangue ou fluidos corporais (sêmen, secreção vaginal, leite humano) infectados com o vírus. As principais formas de transmissão do vírus HIV são pelas relações sexuais desprotegidas e o compartilhamento de agulhas e seringas no uso de drogas injetáveis. 

A AIDS é uma doença que pode ser prevenida usando preservativos durante as relações sexuais, usando agulhas e seringas descartáveis e não compartilhadas com outras pessoas. 

Só se pega gonorreia ao fazer sexo ou há outras maneiras?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A principal forma de transmissão da gonorreia é através de relações sexuais sem uso de preservativo com uma pessoa infectada, seja através de sexo oral, vaginal ou anal. Outra forma de transmissão da gonorreia é durante o parto vaginal, caso a mãe esteja contaminada, transmitindo assim para o bebê.

Este tipo de transmissão pode afetar gravemente os olhos do bebê, causando conjuntivite e pode levar à cegueira. Mesmo sem apresentar sintomas, as mulheres infectadas transmitem a bactéria que causa a doença.​Na maioria das maternidades há a prática de pingar o colírio de nitrato de prata nos recém nascidos para combater essa transmissão.

O período de incubação da gonorreia varia entre 2 e 8 dias. O risco de uma pessoa infectada transmitir a doença para o parceiro é de 50% por cada relação sexual. O tratamento adequado interrompe rapidamente a transmissão.

Principais sintomas da gonorreia:

  • Ardência e dificuldade para urinar, entre 2 e 8 dias após a relação sexual desprotegida;
  • Pode surgir um corrimento amarelado ou esverdeado (até mesmo com sangue) saindo pelo canal da urina, no homem, e pela vagina, na mulher. 

tratamento da gonorreia é feito com antibióticos que atuam de forma eficaz. É importante que o casal faça o tratamento e durante este período não tenha relações sexuais.

Mulheres grávidas devem se submeter ao tratamento o quanto antes, pois a gonorreia pode causar cegueira e infecção no sangue e nas articulações do bebê. 

Se não for devidamente tratada, a gonorreia pode provocar esterilidade, meningite, afetar os ossos e também o coração.

Quais as chances de contrair HIV se a camisinha estourar e ocorrer lesão no pênis?

As chances de se contrair HIV se a camisinha estourar existem sempre, independentemente de haver ou não uma lesão visível no pênis.

Isso porque em todas as relações sexuais ocorrem microlesões no pênis que, embora não sejam visíveis ou perceptíveis, já servem de porta de entrada para o vírus HIV.

Mesmo assim, o risco de ser infectado pelo HIV numa relação sem preservativo ou em que o mesmo se rompa, não é de 100%. As chances de contaminação são até relativamente baixas, se for um caso isolado.

Esse risco depende de vários fatores. Primeiro, se a outra pessoa tem ou não o vírus. Se ela não tiver HIV, a chance de infecção é de 0%.

Por outro lado, se a outra pessoa for portadora do vírus HIV e a camisinha se romper, o risco de contaminação depende muito da carga viral (quantidade de vírus) que ela tem no organismo. Quanto mais alta, maior é a chance de contrair o HIV.

A maioria dos casos de infecção pelo HIV através de relações sexuais não ocorre numa única exposição ao vírus, mas sim depois de várias exposições. A cada relação sem proteção, o risco aumenta.

Porém, no caso específico do seu amigo, se houve uma lesão visível no pênis, mesmo que não tenha sangrado, as chances de contrair HIV aumentam.

O mais indicado nessas situações é procurar um médico o mais rápido possível (máximo 72 horas) para iniciar o PEP (profilaxia pós-exposição), que evita a infecção definitiva pelo HIV.

 Saiba mais sobre o assunto em: O que é PEP?

Fiz 3 exames de HIV e todos deram negativo, mas ainda acho que tenho o vírus. O teste de HIV é confiável?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, os exames e testes de HIV são confiáveis e seguros, com uma eficácia que pode chegar aos 100%.

Se a camisinha estourou durante o sexo anal, existe o risco de contaminação maior, mas se você já fez 3 testes de HIV (o primeiro, 6 meses depois da relação e os outros dois, 1 ano e meio depois) e todos deram negativo, é extremamente improvável que você tenha o vírus.

O teste de HIV mais comum procura os anticorpos que o corpo produz contra o vírus HIV. É o teste EIA, também conhecido como ELISA.

Os testes rápidos de HIV, realizados no sangue ou fluidos orais, são testes que detectam os anticorpos contra o HIV.

Porém, como os anticorpos podem demorar semanas ou meses para estarem presentes no sangue, o teste ELISA e o Western Blot podem dar negativo ou indeterminado se forem feitos nesse período.

Leia também: Para que serve o exame ELISA?

Portanto, não são testes confiáveis para identificar uma infecção aguda pelo HIV.

Existe um outro teste de HIV que rastreia o próprio vírus, conhecido como RNA do HIV ou carga viral. Este exame já é capaz de detectar o HIV cerca de 5 dias após a infecção, sendo bastante útil em casos de infecção aguda pelo HIV.

Se um teste de anticorpos de HIV der resultado negativo ou indeterminado e um teste de RNA der positivo, é bem provável que haja uma infecção aguda pelo HIV.

O diagnóstico precoce do HIV (até 72 horas após o contágio) permite iniciar o tratamento que protege contra a propagação da infecção. Veja mais sobre o assunto em: O que é PEP?

Se você ainda acha que está infectado pelo HIV, mesmo com 3 testes negativos, procure o/a médico/a infectologista e leve esses exames na consulta. Procurar um/a psicólogo/a pode ser uma boa opção para se livrar dessa ideia fixa de que está com HIV.

Será que estou com sintomas de HIV agudo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas do HIV agudo caracterizam-se por:

  • Febre persistente;
  • Calafrios;
  • Dor de cabeça;
  • Dor de garganta;
  • Dores musculares;
  • Manchas na pele;
  • Gânglios ou ínguas nas axilas, pescoço ou virilha, que podem demorar muito tempo para desaparecer.

Esses sintomas geralmente aparecem depois de 2 a 4 semanas em que houve contato com vírus.

Nem todas as pessoas manifestam os sintomas de uma infecção aguda do HIV. Entre 10 a 60% das pessoas podem ficar até 6 meses sem apresentar qualquer sintoma da infecção.

Embora o risco seja pequeno, é possível contrair o vírus HIV quando o preservativo rompe em uma relação sexual com uma pessoa soropositiva.

A melhor forma de saber se esses sintomas foram da infecção aguda do HIV é fazendo uma consulta detalhada com o/a clínico/a geral, médico/a de família ou infectologista. Na consulta, o/a profissional irá recolher os dados da sua história clínica sobre os sintomas que apareceram, examinar seu corpo e solicitar exames, caso seja necessário.

Leia também:

Quais os sintomas do HIV?

Qual o tratamento do HIV?

HIV tem cura?

Como é feito o exame do HIV?

Toda verruga é HPV?

Sim, todas as verrugas são causadas pelo HPV (vírus do papiloma humano), inclusive as verrugas genitais, que podem evoluir para câncer.

No entanto, é preciso esclarecer que há mais de 100 tipos de HPV e aqueles que causam verrugas nas mãos ou nos pés não são os mesmos que provocam câncer.

As verrugas são proliferações benignas que ocorrem nas camadas mais superficiais da pele ou mucosa, resultantes do crescimento anormal das células da epiderme (camada mais superficial da pele).

O HPV é transmitido através do contato direto com pessoas ou objetos infectados. O vírus penetra no organismo através pequenas feridas, daí as verrugas serem mais frequentes em áreas de traumas.

Pode ocorrer também autoinoculação, através de pequenos ferimentos que atuam como porta de entrada para o HPV, transmissão por contato sexual e no momento do parto (mãe-filho).

Pessoas com o sistema imunológico debilitado estão mais propensas ao desenvolvimento de verrugas.

Saiba mais em:

HPV: o que é e como se transmite?

Quais são os sintomas do HPV?

Qual o tratamento para as verrugas?

O tratamento para as verrugas varia de acordo com o tipo de verruga. Algumas formas de tratamento incluem a aplicação de ácido salicílico, crioterapia (congelação), eletrocirurgia (queima) e cirurgia. O objetivo do tratamento é a destruição ou a remoção das lesões.

As verrugas mais difíceis de serem tratadas são as que atingem o ânus e os órgãos genitais (anogenitais), pois podem necessitar de tratamentos combinados e, em muitos casos, de cirurgia para retirá-las. Além disso, esse tipo de verruga exige muita atenção ao tratamento, pois pode provocar câncer.

Como prevenir as verrugas?
  • Evitar o contato direto com com pessoas contaminadas, ou seja, não tocar ou encostar nas verrugas;
  • Usar preservativo;
  • Tomar a vacina contra o HPV, indicada para prevenir a infecção genital.

Leia mais sobre o assunto em: Quem deve tomar a vacina contra HPV?

O aparecimento de qualquer tipo de verruga na pele ou mucosa deve ser analisado por um médico dermatologista, que irá identificar o tipo de verruga e efetuar ou orientar quanto ao tratamento adequado.

Saiba mais em: HPV na garganta: Quais os sintomas e como tratar?

Tive uma relação de risco onde pratiquei sexo oral e no dia seguinte tive alguns sintomas. Posso estar com uma infecção aguda pelo HIV?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Se você teve uma relação em que praticou sexo oral sem proteção, existe sim um risco de ter sido infectado/a pelo vírus HIV.

Nem sempre na fase aguda do HIV há presença de sintomas e, quando há, geralmente só se manifestam depois de 2 a 4 semanas em que ocorreu o contágio. Entre 10 a 60% das pessoas podem ficar até 6 meses sem apresentar qualquer sintoma da infecção.

Os sintomas da fase aguda do HIV são inespecíficos e podem incluir:

  • Febre;
  • Fadiga;
  • Gânglios linfáticos aumentados;
  • Dor de garganta;
  • Emagrecimento;
  • Dores musculares;
  • Dor de cabeça;
  • Náuseas;
  • Suores noturnos;
  • Diarreia;
  • Rash cutâneo (manchas na pele).

É importante lembrar que a presença desses sintomas não significa que você tenha HIV. Outras doenças comuns, como gripes, viroses e infecções de garganta podem manifestar os mesmos sinais e sintomas.

Leia também: Quais os sintomas do HIV?

A janela imunológica (período em que a pessoa está com o vírus no organismo porém ele não é detectado nos exames) pode durar entre 4 a 10 semanas após a exposição de risco.

Nesse momento que você apresenta o exame negativo, deve continuar prestando atenção no seu corpo, em possíveis sintomas e procurar consulta médica caso seja necessário.