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Estrias

Tomografia: pulmões com estrias densas situadas em ambos...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pelo que você citou parecem sequelas pulmonares decorrentes de algo que já aconteceu no passado. Pode ser por infecções pulmonares, cigarro (talvez). Geralmente essas lesões cicatriciais já estão definidas e não há muito o que fazer. A única forma de tratamento é a retirada cirúrgica (raramente é feita, somente em situações muito específicas).

O que são estrias no pulmão e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Estrias no pulmão são cicatrizes decorrentes de alguma infecção ou processo inflamatório pulmonar. Tratam-se de sequelas pulmonares de lesões antigas ou atuais. O próprio cigarro pode lesionar os pulmões e deixar cicatrizes nesses órgãos.

As estrias no pulmão são compostas por tecido conjuntivo fibroso, o mesmo tecido presente nas cicatrizes da pele. Da mesma forma que os cortes e as lesões na pele deixam cicatriz, assim também acontece nos órgãos internos. A função do tecido cicatricial é preencher o espaço deixado pelo tecido do órgão que foi destruído.

Portanto, as estrias pulmonares observadas na tomografia computadorizada de tórax não são uma doença que requeira tratamento, mas sim uma marca deixada por inflamações pulmonares. Assim como ocorre na pele, essas cicatrizes muitas vezes já estão bem definidas e não há muito o que fazer. Contudo, em situações muito específicas, as estrias podem ser removidas através de cirurgia.

Quando necessário, o médico pneumologista poderá avaliar o caso e indicar o tratamento.

Estrias na gravidez, como tratar?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Estrias na gravidez podem ser tratadas, após o bebê nascer. O seu tratamento tem melhor resultado quanto antes for iniciado, sendo que as estrias avermelhadas, que são as mais novas, são mais facilmente tratáveis que as mais antigas, de coloração esbranquiçada.

Porém, as mulheres grávidas ou no período de amamentação devem ter um cuidado especial com alguns tratamentos que não podem ser realizados nessa fase.

Alguns tipos de tratamentos para as estrias, que podem ser realizados individualmente ou em conjunto (várias estrias por tratamento), dependendo das suas características:

  • peelings, microdermoabrasão, aplicação de cremes a base de ácidos,
  • laser fracionados ablativos e não ablativos, radiofrequência, infravermelho, carboxiterapia, subcisão e transcisão (agulha de Ranulfo).

Saiba mais em: Como remover estrias?

As estrias são o resultado de um estiramento anormal da pele, fazendo com que algumas fibras se rompam e criem estas linhas de cicatriz na pele.

São causadas principalmente devido às características genéticas da pele, no entanto existem situações que contribuem para o estiramento dela e o aparecimento das estrias, tais como o aumento exagerado do peso e as mudanças corporais na puberdade e na gravidez.

Dessa forma, evitar o ganho de peso exagerado e uma boa hidratação da pele podem auxiliar na prevenção das estrias.

Leia também: Existe uma forma de prevenir estrias na gravidez?

O dermatologista é o médico indicado para diagnosticar e tratar as estrias.

Como remover estrias?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem vários tipos de tratamento para remover estrias.

As estrias vermelhas, comuns na gravidez, são mais fáceis de tratar porque o tecido não está totalmente danificados, podendo ser removidas com infravermelho, ácidos, luz pulsada, peeling ou injeções de vitamina C. Já as estrias brancas necessitam de um tratamento mais intenso, com laser, radiofrequência, peeling ou carboxiterapia.

Contudo, nem sempre é possível remover totalmente as estrias. O tratamento visa principalmente melhorar a aparência e o aspecto estético das mesmas, estimulando a formação de colágeno nas lesões. Dependendo do caso e do tratamento, a aparência das estrias pode melhorar em média 80%.

Dentre os principais tratamentos para remover estrias brancas estão:

- Laser fracionado com subcisão: O laser fracionado melhora a textura e deixa a pele mais lisa, enquanto que a subcisão é um pequeno procedimento cirúrgico que estimula a produção de colágeno e recupera uma parte da estria.

- Radiofrequência: Aquece a camada mais profunda da pele através da emissão de ondas. A radiofrequência promove um aumento das fibras de colágeno, que organizam novamente os tecidos e aproximam as bordas das estrias.

- Laser fracionado: Acelera o processo de cicatrização, estimulando a produção de colágeno e elastina.

- Peeling de cobre com intradermoterapia: O peeling faz uma microesfoliação na estria e estimula a produção de colágeno e elastina, enquanto que o cobre devolve à estria a coloração normal da pele. A intradermoterapia é a injeção de uma mistura de sustâncias capazes de reconstruir e devolver a elasticidade, firmeza e hidratação da pele.

- Carboxiterapia: Consiste na injeção de gás carbônico no tecido subcutâneo, promovendo a dilatação dos vasos sanguíneos e estimula a produção de colágeno, preenchendo as estrias de dentro para fora.

Para as estrias vermelhas, os tratamentos dermatológicos disponíveis são:

- Infravermelho com ácido retinoico: Os raios infravermelhos esquentam as camadas mais profundas da pele, estimulando a produção de colágeno e elastina pelas células. Depois, o ácido retinoico é aplicado para promover também o aumento do tecido conjuntivo que sustenta a pele.

- Luz intensa pulsada com ácido retinoico: A luz intensa pulsada regenera a pele e os vasos sanguíneos dilatados responsáveis pela coloração vermelha da estria. A seguir, é aplicado o ácido retinoico, que potencializa a ação da luz pulsada.

- Peeling de cristal com ácido retinoico: O peeling de cristal esfolia a pele com jatos de pó de óxido de alumínio, facilitando a penetração do ácido retinoico, que, por sua vez, descama a pele e estimula a produção de colágeno.

- Vitamina C + luz intensa pulsada: A vitamina C é injetada na camada superficial da pele, estimulando a aproximação das bordas dos vasos sanguíneos que deixam a estria vermelha. A seguir, a luz intensa pulsada é aplicada para contrair a derme e deixar as estrias mais finas.

O/A médico/a responsável por determinar o tipo de estria e o melhor tratamento para cada caso, é o/a dermatologista.

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Existe uma forma de prevenir estrias na gravidez?

Estrias na gravidez, como tratar?

Depois da cesariana minha barriga ficou muito feia...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Precisa ir a um médico que ira ver sua barriga (sem ver é quase impossível responder sua pergunta) e ai ele vai te ajudar indicando qual procedimento deve fazer.

Existe uma forma de prevenir estrias na gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, existem formas de prevenir estrias na gravidez. Para isso, é fundamental que a grávida mantenha a pele bem hidratada com cremes hidratantes ou óleos, principalmente na barriga, além de evitar ganhar muito peso durante a gestação.

Além de hidratar a pele diariamente, de preferência depois do banho, recomenda-se também que a gestante beba pelo menos 2 litros de água por dia e que tenha uma alimentação rica em frutas e verduras, sobretudo as que são ricas em vitamina C.

Uma pele bem hidratada fica mais elástica, diminuindo assim o risco de estrias. Contudo, o uso de cremes para prevenir estrias na gravidez não tem efeito garantido e cerca de 90% das mulheres desenvolvem estrias durante o período gestacional.

É essencial também que a escolha do creme hidratante seja feita com orientação do/a médico/a obstetra ou dermatologista, pois o cosmético deve conter ingredientes que não prejudiquem o bebê e a mãe.

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Carboxiterapia remove olheiras e estrias? Como funciona?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Ainda não existe comprovação científica, apesar de parecer funcionar sim.

O procedimento estético com aplicação de carboxiterapia tem sido indicado para tratamento de olheiras e estrias, além de celulite, gordura localizada e flacidez, e parece apresentar benefícios, entretanto a sociedade médica de dermatologia reconhece este procedimento ainda como experimental, por falta de estudos e comprovações científicas em relação a eficácia e segurança.

Como é realizada e como funciona a carboxiterapia?

O tratamento é realizado por meio da injeção de gás carbônico no tecido abaixo da pele, através de uma agulha bem fina.

O gás carbônico causa uma dilatação dos vasos sanguíneos, aumentando de forma considerável o fluxo sanguíneo no local. Com mais sangue chegando à região da aplicação, o tecido recebe também mais nutrientes e oxigênio. Como resultado, a cicatrização melhora e existe um aumento da produção de colágeno e fibras elásticas na pele.

O colágeno produzido através da carboxiterapia promove um preenchimento das estrias de dentro para fora, deixando a pele mais lisa, elástica e regular. O aumento do fluxo sanguíneo e do aporte de oxigênio atua na dissolução dos nódulos de celulite e na quebra das células de gordura localizada.

Com uma melhor circulação, o inchaço no local diminui. A distensão da pele provocada pela injeção de gás carbônico provoca a seguir uma retração da pele, o que reduz a flacidez.

A carboxiterapia não causa dor. Durante a aplicação, pode haver uma pequena sensação de ardência ou queimação. Porém, o incômodo termina logo após a injeção do produto.

Como a carboxiterapia funciona?

Como em todo procedimento médico, nos casos bem indicados, a chance de bons resultados é maior, mas não podemos afirmar com 100% de certeza porque os organismos não são iguais e nem os profissionais realizam exatamente o mesmo procedimento.

Por exemplo, nos casos de estrias novas, ainda avermelhadas, pode haver mais chance de melhora. Além de haver outros tratamentos reconhecidos no meio médico para esta condição.

No tratamento da gordura localizada, acredita-se que a carboxiterapia atue nos casos de pouca quantidade de gordura local. Em casos de maior quantidade, funcionaria como tratamento auxiliar da lipoaspiração.

Entretanto, para ter resultados, normalmente é preciso realizar de 10 a 20 sessões de carboxiterapia, 1 a 3 vezes por semana. Cada sessão dura cerca de 15 a 30 minutos.

Quais são os riscos da carboxiterapia?

Até o momento, a carboxiterapia tem apresentado poucos relatos de efeitos adversos, sendo eles:

  • Sensação de ardência ou queimação, causada pela distensão tecidual provocada pela injeção de gás carbônico. O desconforto termina no final da aplicação;
  • Formação de pequenos hematomas no local decorrentes da punção da agulha;
  • Sensação de crepitação na área da aplicação, que dura no máximo 30 minutos.
Quais são as contraindicações da carboxiterapia?

Apesar de parecer um procedimento bastante seguro, a carboxiterapia é contraindicada em pessoas com história de infarto agudo do miocárdio, angina instável, insuficiência respiratória, cardíaca, renal e hepática, quadros de anemia grave, pressão alta, tromboflebite aguda, gravidez, presença de infecção na área a ser tratada, gangrena, epilepsia e transtornos psiquiátricos.

A recomendação tanto da sociedade brasileira de dermatologia, quanto da Anvisa, é que todo e qualquer procedimento estético invasivo, como a injeção de gás carbônico, nesse caso, seja indicado e realizado por médico/a capacitado/a, de preferência dermatologista ou cirurgião plástico, e em ambiente seguro.

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