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HPV

HPV tem cura e quando pode levar ao câncer do útero?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O HPV (papilomavírus humano) tem cura e pode levar ao câncer do colo do útero quando há contato com os tipos de maior risco.

A maioria dos cânceres de colo uterino, inclusive, são causados pelo HPV (99%). Os tipos de vírus são divididos em baixo-risco (HPVs tipo 6, 11, 40, 42, 43, 44, 54, 61, 70, 72, 81, e CP6108), encontrados geralmente em pacientes com verrugas genitais, e de alto risco (16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66, 68, 73 e 82), sendo os tipos 16 e 18 relacionados com aproximadamente 70% dos casos de câncer cervical invasivo e mais de 90% das lesões intraepiteliais graves.

O HPV pode provocar a formação de verrugas na pele, e nas regiões oral (lábios, boca, cordas vocais, etc.), anal, genital e da uretra. As lesões genitais podem ser de alto risco (precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer do colo do útero e do pênis) ou de baixo risco (não relacionadas ao aparecimento de câncer).

A transmissão do HPV se dá por via sexual, usualmente, mesmo com o uso de preservativos, sem a necessidade de penetração (com a masturbação ou o contato genital externo já pode ocorrer), mas existe também a possibilidade de transmissão vertical (da mãe para o feto), de auto-inoculação e de inoculação através de objetos contaminados com o HPV, que pode sobreviver mais tempo no ambiente externo do que o vírus do HIV, por exemplo, mas esta última forma de transmissão é controversa.

Leia também: Quem deve tomar a vacina contra HPV?

O diagnóstico é feito mais facilmente em homens (lesões geralmente visíveis na pele e órgãos sexuais). Em alguns casos deve ser feita uma anuscopia (geralmente em casos de relações sexuais anais) para observação das lesões. Nas mulheres, porém, além das lesões em pele, vulva e ânus, podem ocorrer em todo o trato genital até alcançarem o colo do útero, portanto o diagnóstico só é possível através da colpocitologia oncótica, colposcopia ou anuscopia. Também podem ser realizados exames de biologia molecular (hibridização in situ, PCR e captura híbrida).

Veja também: O que é o exame de captura híbrida?

Os sintomas podem ser inexistentes ou o surgimento de verrugas com aspecto de couve-flor na pele e/ou mucosas. Se as alterações forem discretas, serão detectadas apenas em exames específicos. Se forem graves, pode ocorrer invasão de tecidos vizinhos com o surgimento de um tumor maligno como o câncer do colo uterino e do pênis.

Saiba mais em: HPV: o que é e como se transmite?

Tratamento:

São diversos tipos, com o objetivo principal de eliminar as lesões condilomatosas. Não há evidências que estes tratamentos eliminem ou alterem o curso natural da infecção pelo HPV. Mesmo sem tratamento, as lesões podem desaparecer, ficarem inalteradas ou aumentarem de tamanho e número. Vários fatores devem ser levados em consideração: tamanho, número e local das lesões, opções do paciente, recursos disponíveis e experiência do profissional. São os seguintes:

  • Podofilina 15% em solução alcoólica;
  • Ácido tricloroacético (ATA) 70% a 90% em solução aquosa;
  • Podofilotoxina 0,15% creme;
  • Imiquimod 5% creme;
  • Eletrocauterização (ou eletrocoagulação / eletrofulguração);
  • Criocauterização (ou crioterapia / criocoagulação)
  • Vaporização a laser;
  • Exérese cirúrgica;
  • CAF (cirurgia de alta frequência).

Recomendações:

  • É preciso destacar que... O HPV pode ser transmitido na prática de sexo oral;
  • Informe seu parceiro (a) se o resultado do seu exame para HPV for positivo - ambos precisarão de tratamento;
  • O parto normal (vaginal) não é indicado para gestantes portadoras do HPV com lesões ativas;

Em caso de suspeita de HPV, um médico clínico geral, dermatologista, urologista (homens) ou ginecologista (mulheres) deve ser consultado para avaliação e tratamento adequado, caso a caso. Nunca faça tratamentos por conta própria, sem antes consultar um médico. O exame colpocitopatológico (Papanicolaou) deve ser realizado em mulheres de 25 a 60 anos de idade (ou mais jovens, que já tenham tido atividade sexual antes de 25 anos), uma vez ao ano. Após dois exames anuais negativos, pode ser feito a cada três anos.

Leia também: Quais os sintomas de câncer no colo do útero?

Toda verruga é HPV?

Sim, todas as verrugas são causadas pelo HPV (vírus do papiloma humano), inclusive as verrugas genitais, que podem evoluir para câncer.

No entanto, é preciso esclarecer que há mais de 100 tipos de HPV e aqueles que causam verrugas nas mãos ou nos pés não são os mesmos que provocam câncer.

As verrugas são proliferações benignas que ocorrem nas camadas mais superficiais da pele ou mucosa, resultantes do crescimento anormal das células da epiderme (camada mais superficial da pele).

O HPV é transmitido através do contato direto com pessoas ou objetos infectados. O vírus penetra no organismo através pequenas feridas, daí as verrugas serem mais frequentes em áreas de traumas.

Pode ocorrer também autoinoculação, através de pequenos ferimentos que atuam como porta de entrada para o HPV, transmissão por contato sexual e no momento do parto (mãe-filho).

Pessoas com o sistema imunológico debilitado estão mais propensas ao desenvolvimento de verrugas.

Saiba mais em:

HPV: o que é e como se transmite?

Quais são os sintomas do HPV?

Qual o tratamento para as verrugas?

O tratamento para as verrugas varia de acordo com o tipo de verruga. Algumas formas de tratamento incluem a aplicação de ácido salicílico, crioterapia (congelação), eletrocirurgia (queima) e cirurgia. O objetivo do tratamento é a destruição ou a remoção das lesões.

As verrugas mais difíceis de serem tratadas são as que atingem o ânus e os órgãos genitais (anogenitais), pois podem necessitar de tratamentos combinados e, em muitos casos, de cirurgia para retirá-las. Além disso, esse tipo de verruga exige muita atenção ao tratamento, pois pode provocar câncer.

Como prevenir as verrugas?
  • Evitar o contato direto com com pessoas contaminadas, ou seja, não tocar ou encostar nas verrugas;
  • Usar preservativo;
  • Tomar a vacina contra o HPV, indicada para prevenir a infecção genital.

Leia mais sobre o assunto em: Quem deve tomar a vacina contra HPV?

O aparecimento de qualquer tipo de verruga na pele ou mucosa deve ser analisado por um médico dermatologista, que irá identificar o tipo de verruga e efetuar ou orientar quanto ao tratamento adequado.

Saiba mais em: HPV na garganta: Quais os sintomas e como tratar?

Quais são os sintomas do HPV?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Os sintomas do HPV são muito variados, já que existem centenas de tipos de HPV. A infecção pelo vírus pode se manifestar pela presença de verrugas na pele ou nos órgãos genitais, dificuldades respiratórias, dificuldades para engolir, entre outras manifestações.

Quando transmitido pela via sexual, o HPV normalmente provoca o aparecimento de verrugas de vários tamanhos na glande (cabeça do pênis), vagina, ânus, colo do útero, boca e garganta.

A transmissão do HPV se dá por contato direto com pessoas contaminadas ou suas secreções, sendo a via sexual o principal meio de contágio. A mãe também pode transmitir o HPV para o bebê no momento do parto se estiver infectada. O risco do vírus ser transmitido também é maior se as verrugas estiverem visíveis.

Conheça os sintomas das DST em Como saber se tenho uma DST?

Contudo, vale lembrar que, mesmo sem apresentar sintomas de infecção pelo HPV, a pessoa pode transmitir o vírus. 

O tratamento das infecções pelo HPV vai depender da gravidade e localização das lesões. Pode incluir desde a remoção da lesão por cauterização elétrica ou medicações, ou ainda cirurgias e quimioterapia nos casos de câncer.

Em caso de sintomas de HPV, consulte um médico clínico geral ou médico de família para receber um diagnóstico e tratamento adequado.

Saiba mais em:

HPV: o que é e como se transmite?

HPV na garganta: Quais os sintomas e como tratar?

Toda verruga é HPV?

HPV tem cura definitiva?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Dificilmente, já que não existe tratamento capaz de eliminar completamente o vírus. 

O HPV é um vírus que se transmite pelo contato com uma pessoa contaminada. Assim que entra no corpo, o vírus se aloja nas várias camadas de células da pele ou mucosa, na região exposta.

O tratamento mais comumente utilizado, que envolve a remoção das lesões da pele, não é capaz de eliminar completamente a presença do vírus, uma vez que não é possível detectar a sua presença dentro das células sem lesões.

Sendo assim, é comum que as lesões retornem após algum tempo, com a reativação do vírus causada por fatores emocionais, estresse e quedas de imunidade.

Algumas medicações mais modernas, chamadas de imunomoduladores, têm o objetivo de melhorar a imunidade e tentar eliminar os vírus, porém seu uso é restrito para casos muito específicos e tem uma série de efeitos colaterais.

Leia também:

Quem deve tomar a vacina contra HPV?

HPV: o que é e como se transmite?

HPV na garganta: Quais os sintomas e como tratar?

Nasceu uma verruga próximo à entrada da vagina. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Verruga na região genital pode ser indicativo de alguma doença sexualmente transmissível (DST). A lesão mais frequente associada às verrugas na vagina é devido ao vírus papiloma humano (HPV).

Essas verrugas podem aparecer entre 3 semanas a 8 meses após relação sexual desprotegida. A maioria das verrugas na vagina decorrente do HPV são transitórias e podem se auto resolver em 2 anos, não precisando de nenhum tratamento específico.

Se houver crescimento da verruga, dor e incômodo, procure um serviço de saúde para avaliação e tratamento. Em alguns casos, essas verrugas precisam ser "queimadas" com ácido para serem eliminadas.

É fundamental a realização do exame preventivo com frequência (anual ou a cada 3 anos a depender do resultado do exame) para avaliação do útero, colo do útero e da região interna da vagina. Esse exame é capaz de avaliar a presença de lesões e corrimentos que, ao serem detectados podem ser devidamente tratados. O exame preventivo é oferecido nas Unidades Básicas de Saúde gratuitamente.

HPV: o que é e como se transmite?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

O HPV (Papiloma Vírus Humano) é um vírus responsável por uma série de doenças, entre elas as verrugas, tanto as de pele como as genitais, a papilomatose respiratória e câncer de colo de útero, garganta e ânus.

Existem centenas de tipos de HPV, e cada grupo deles é responsável por um tipo diferente de manifestação. Cada pessoa pode ser contaminada por dezenas de tipos diferentes ao longo da vida.

A transmissão do HPV ocorre pelo contato direto com uma pessoa infectada ou objetos contaminados com secreções. O HPV entra no corpo principalmente através de feridas pequenas que atuam como porta de entrada para o vírus.

O HPV também pode ser transmitido através de relações sexuais ou ainda de mãe para filho no momento do parto. Vale lembrar que pessoas infectadas que não apresentam sintomas também transmitem o vírus.

Também pode lhe interessar: HPV durante a gravidez: quais os riscos e como tratar?

Quando transmitido pela via sexual, o HPV normalmente provoca o aparecimento de verrugas na glande (cabeça do pênis), vagina, ânus, colo do útero, boca e garganta. 

O tratamento da infecção pelo HPV varia conforme a doença e as respectivas manifestações. No caso das verrugas, o tratamento inclui medicamentos e cauterização das lesões. Já o câncer é tratado com cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Leia também: HPV tem cura e quando pode levar ao câncer do útero?

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente a vacina contra o HPV para meninas dos 9 aos 14 anos, meninos dos 11 aos 15 anos incompletos, bem como para pessoas entre 9 e 26 anos que foram transplantadas, estão em tratamento para o câncer com quimioterapia e radioterapia ou têm AIDS/HIV.

Veja também: Quem deve tomar a vacina contra HPV?; A vacina HPV tem efeitos secundários?

A vacinação tem como objetivo prevenir câncer de pênis, boca e garganta, verrugas genitais, lesões pré-cancerosas nas regiões anal e genital, além de reduzir a ocorrência de câncer de colo de útero e vulva.

Saiba mais em:

Quais são os sintomas do HPV?

HPV tem cura definitiva?

Toda verruga é HPV?

Como é feito o diagnóstico do HPV?

Quem tem HPV pode doar sangue?

Fiz um preventivo e o resultado deu: lesão intra-epitelial de baixo grau...
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Lesão intra-epitelial de baixo grau pode ser indicativo da manifestação das lesões causadas pelo vírus HPV.

Na maioria dos casos, quando o resultado do preventivo é esse, é recomendada realização da colposcopia seguida de biópsia. Por isso, no seu caso, é importante que você leve o resultado do exame para o/a profissional que solicitou para que ele/ela faça o seguimento adequado.

O vírus HPV (vírus do papiloma humano) é responsável por uma série de doenças, entre elas as verrugas, tanto as de pele como as genitais, a papilomatose respiratória e o câncer de colo de útero. A principal forma de transmissão é a via sexual.

Lesões causadas pelo HPV são frequentes e algumas requerem o tratamento adequado para evitar a expansão e a progressão em lesões cancerígenas.

Diante disso, leve o resultado do exame o mais rápido possível para o/a médico/a que solicitou para que ele/ela avalie a necessidade de seguimento e continuidade do tratamento.

HPV na garganta: Quais os sintomas e como tratar?

O principal sintoma de infecção por HPV na garganta é o aparecimento de verrugas no local. Contudo, o HPV pode causar ainda irritação na garganta e nas amígdalas, além de dor ou dificuldade para engolir. Esses sintomas podem ser semelhantes a uma infecção bacteriana e podem indicar também a presença de câncer na garganta.

Na boca, o HPV também se manifesta sob a forma de verrugas, podendo ainda provocar lesões na língua, na mucosa da bochecha e nos lábios.

O tratamento da infecção por HPV na garganta envolve o uso de medicamentos e a remoção das lesões através de cauterização ou pequenas cirurgias. Quando a lesão evolui para câncer, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Mesmo após a remoção cirúrgica das verrugas, elas podem voltar a aparecer, já que o tratamento não é capaz de eliminar completamente o vírus das células que não desenvolveram lesões mas estão infectadas. O reaparecimento dos sintomas do HPV na garganta pode ser desencadeado pode baixa imunidade ou ainda estresse e outros fatores emocionais.

A infecção pelo HPV na garganta geralmente ocorre pela via sexual ou da mãe para o feto durante a gravidez. Pessoas infectadas com o HPV têm mais chances de desenvolver câncer de garganta, mesmo sem apresentar sintomas do vírus.

Veja também: HPV: o que é e como se transmite?

Contudo, vale lembrar que o aparecimento de tumores na garganta é desencadeado não só pelo HPV isoladamente, mas pela combinação da infecção pelo vírus com os efeitos do álcool e do cigarro.

O médico otorrinolaringologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar as infecções por HPV na garganta.

Saiba mais em:

Quais são os sintomas do HPV?

HPV tem cura definitiva?

Toda verruga é HPV?

Sexo Oral sem Camisinha pode-se contrair alguma doença?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Sexo oral sem proteção é uma das maneiras de contágios das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Você fazendo sexo oral no seu parceiro, ou o seu parceiro fazendo sexo oral em você.

Uma pessoa só transmite uma doença se essa doença for transmissível (contagiosa), se houver o contato ou meio de transmissão e se a pessoa está contaminada.

Exemplo HPV: é uma doença causada por um vírus que é transmissível, você só pega HPV se tiver contato com o vírus hospedado no corpo de outra pessoa, e a pessoa só pode transmitir o HPV se ele possuir o HPV.

Leia também: O que é o exame de captura híbrida?

Quem tem HPV pode doar sangue?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. Quem tem HPV pode doar sangue.

A presença da infecção pelo papiloma vírus humano ou HPV não é um impedimento para a doação de sangue.

O vírus HPV é responsável pela maioria dos casos de câncer do colo do útero. As lesões causadas pelo HPV têm tratamento e podem ser diagnosticadas pelo/a ginecologista, médico/a de família ou clínico geral. Na presença de alguma lesão vaginal, procure algum/a profissional de saúde para melhor acompanhamento e orientação.

Se você tem entre 18 e 69 anos e pesa no mínimo 50 Kg, procure um Hemocentro próximo de você para doação de sangue.

Doar sangue é um procedimento simples, seguro e que pode salvar vidas.

Saiba mais em: HPV: o que é e como se transmite?

Quem deve tomar a vacina contra HPV?

A vacina contra HPV é indicada para mulheres e homens entre os 9 e 26 anos de idade. Contudo, a vacina gratuita contra o HPV, disponibilizada pelo Ministério da Saúde, tem como público alvo apenas meninas dos 9 aos 13 anos.

Isso porque a vacina é altamente eficaz nas mulheres com essa faixa etária, uma vez que a maioria delas ainda não iniciou a vida sexual e não foi exposta ao vírus HPV.

O resultado é uma produção de anticorpos 10 vezes superior do que aquela verificada em mulheres que já tiveram contato com o HPV.

Por isso, é muito importante que todas as meninas dos 9 aos 13 anos recebam as 3 doses da vacina quadrivalente, que protege contra o HPV 6, 11, 16 e 18, e previne até 70%  dos casos de câncer de colo de útero.

Leia também: Como tomar a vacina contra HPV?

Por que os homens não recebem a vacina gratuita contra o HPV?

Como o objetivo da campanha de vacinação é diminuir os casos de câncer de colo de útero, a vacina gratuita está disponível apenas para mulheres.

Porém, a vacinação do grupo feminino acaba por proteger indiretamente os homens heterossexuais, uma vez que as mulheres deixam de transmitir o HPV.

Tal medida reduz drasticamente o aparecimento de verrugas genitais entre a população masculina.

Veja também os artigos: Toda verruga é HPV?; O que é o HPV e como se transmite?

Mas é importante lembrar que a vacina contra o HPV também está indicada para homens dos 9 aos 26 anos, embora não seja oferecida gratuitamente pelo Ministério da Saúde.

Quem mais deve tomar a vacina contra o HPV? Existe alguma indicação especial?

Além de homens e mulheres entre 9 e 26 anos, a vacina contra o HPV também é indicada para:

  • Pessoas com HIV ou AIDS;
  • Pacientes submetidos a tratamentos que diminuem a imunidade ou que tenham doenças que afetam a resposta imune;
  • Homens homossexuais;
  • Indivíduos que apresentam infecções recorrentes pelo HPV, como, por exemplo, pacientes com papilomatose recorrente laríngea da infância.
A vacina contra o HPV tem contraindicações?

Sim, a vacina contra o HPV não deve ser administrada nas seguintes situações:

  • Hipersensibilidade ao princípio ativo ou qualquer componente da vacina;
  • Histórico de Guillain Barré;
  • Desenvolvimento de sintomas que indicam hipersensibilidade grave depois de tomar uma dose da vacina contra o HPV;
  • Gravidez, pois ainda não há estudos conclusivos sobre o efeito da vacina durante a gestação; se a menina engravidar depois de já ter recebido alguma dose da vacina, as demais doses devem ser adiadas para o período pós-parto;

Pode também lhe interessar o artigo: HPV durante a gravidez: quais os riscos e como tratar?

Mulheres que estão amamentando podem tomar a vacina quadrivalente contra o HPV.

O médico de família ou o médico ginecologista poderá esclarecer eventuais dúvidas sobre a vacina contra o vírus HPV.

Quais são os tratamentos para HPV?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Os tratamentos para HPV mais comuns são com o uso de medicações de uso local, cauterização e cirurgia, a fim de eliminar as células contaminadas pelo vírus.

Medicações imunomoduladoras, que agem no sistema de defesa do organismo, também podem ser úteis em alguns casos.

O tratamento depende do tipo de vírus, local e gravidade da lesão.

Leia também: HPV durante a gravidez: quais os riscos e como tratar?; Quem deve tomar a vacina contra HPV?

Cada caso de HPV deve ser acompanhado por um médico clínico geral, dermatologista, ginecologista ou de outra especialidade.