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Trombose

Trombose venosa profunda tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. A trombose venosa profunda (TVP) tem cura.

O tratamento é feito com medicamentos anticoagulantes, uso de meias elásticas e repouso. Dependendo do caso, pode ser necessário realizar cirurgias para dissolver ou retirar os coágulos, prevenindo complicações graves como a embolia, e consequente tromboembolismo.

O tratamento da trombose tem como objetivos diminuir o risco de embolização, principalmente para os pulmões, impedir o crescimento do trombo e a formação de novos trombos.

A embolização é um processo aonde um desses coágulos se soltam e ganham a corrente sanguínea, podendo parar em qualquer outro sistema aonde o calibre do vaso sanguíneo seja mais estreito; obstruindo a passagem de sangue e originando uma isquemia. Os órgãos mais acometidos são o pulmão - tromboembolismo pulmonar ou TEP, o cérebro - derrame ou AVC isquêmico "embólico" e coração - infarto agudo embólico

Estima-se que até 50% dos casos de trombose venosa profunda nas pernas evolua com embolia pulmonar se não tratada a tempo, com risco elevado de morte.

Qual o tratamento da trombose venosa profunda?Anticoagulantes

O tratamento da trombose venosa profunda é feito com medicamentos anticoagulantes, como a heparina. O medicamento é eficaz para diminuir o risco de embolia pulmonar e de formação de novos trombos.

Após 5 dias de heparina, que é administrada com injeções subcutâneas, o paciente passa a receber apenas anticoagulantes em comprimido, como a warfarina. A warfarina é mantida por pelo menos 6 meses, dependendo da gravidade e dos fatores de risco do paciente.

Atualmente, além da warfarina dispomos dos chamados "novos anticoagulantes" com maior facilidade de ajustar doses e posologia. Mas cada caso deve ser avaliado para qual a melhor opção de medicamento além do tempo que deverá fazer uso.

Repouso e meias elásticas

O indivíduo com trombose deve permanecer na cama em repouso absoluto durante os primeiros dias de anticoagulação, pois movimentar o membro acometido aumenta o risco de embolização.

Contudo, assim que houver autorização médica, a pessoa deve começar a andar o quanto antes. Já o uso de meias elásticas é recomendado para diminuir o inchaço nos membros inferiores e favorecer a circulação sanguínea nas pernas.

Implante de filtro

Nos pacientes que apresentam contraindicação a anticoagulantes ou que, apesar da anticoagulação, continuam a apresentar novos episódios de tromboembolismo, indica-se a implantação de um filtro na veia cava.

O filtro de veia cava é um tipo de rede localizada dentro da veia cava, na região abdominal, e que impede que êmbolos vindos das pernas cheguem aos pulmões.

O tratamento da trombose venosa profunda pode ser feito em ambiente hospitalar ou domiciliar, conforme avaliação médica.

É preciso estar atento às alterações que a trombose venosa profunda pode provocar, principalmente se existe predisposição para a doença ou houve exposição a fatores de risco que favorecem a formação de trombos.

Em caso de suspeita de trombose venosa profunda, um médico angiologista ou cirurgião vascular deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

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Trombose tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Janyele Sales
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Medicina de Família e Comunidade

Trombose tem cura e o tratamento é feito com medicamentos anticoagulantes, uso de meias elásticas e deambulação precoce. Na maioria dos casos, a pessoa retorna às suas atividades normais após 6 meses de tratamento.

O tratamento da trombose também pode incluir a destruição dos coágulos através de procedimentos cirúrgicos, o que garante uma cura rápida da trombose e previne sequelas graves. Porém, as cirurgias para tratar a trombose são raras, sendo indicadas apenas em quadros muito graves.

Os primeiros passos no tratamento da trombose são a indicação de repouso e a administração de anticoagulantes. Os principais objetivos são impedir que o coágulo de sangue (trombo) chegue ao pulmão e provoque uma embolia pulmonar, que pode ser fatal, e evitar a formação de novos coágulos.

No início do tratamento, os anticoagulantes são injetáveis, sendo depois substituídos por medicamentos administrados por via oral.

Nos casos em que o uso de anticoagulantes é contraindicado devido ao risco de hemorragias ou complicações de tratamentos cirúrgicos, a embolia pulmonar pode ser evitada através de um implante de filtro próximo ao pulmão.

Atualmente recomenda-se a deambulação precoce, ou seja, quanto mais rápido se começar a andar após o episódio de trombose, melhor a recuperação. Também está recomendada o uso de meia elástica que reduz o inchaço nas pernas e melhora a circulação sanguínea.

Quais são os sintomas da trombose?

Os principais sinais e sintomas da trombose incluem inchaço, dor e rigidez no membro afetado, bem como rigidez no trajeto do vaso sanguíneo acometido. Casos de trombose pulmonar evoluem com aumento dos batimentos cardíacos, falta de ar, febre, dor no peito e ansiedade.

Veja também: O que é embolia pulmonar e quais os sintomas?

Vale ressaltar que aproximadamente 20% dos casos de trombose venosa profunda estão associados a algum tipo de câncer. Os tipos de câncer com maior incidência de trombose são o de pâncreas, rim, ovário, pulmão e estômago. Outra causa frequente de trombose são as cirurgias ortopédicas.

Como prevenir a trombose?

Para reduzir o risco de trombose, recomenda-se praticar exercícios físicos regularmente, principalmente aqueles que trabalham as panturrilhas, como caminhar, correr e pedalar. 

Em viagens e voos de longa duração, recomenda-se levantar e caminhar um pouco a cada duas horas. Se não for possível, os calcanhares devem ser movimentados, com movimentos de vai-e- vem, como se estivesse acelerando um carro.

Lembrando que os músculos da panturrilha são considerados o “segundo coração” do corpo, tamanha é a sua importância na circulação sanguínea, pois é um importante auxiliar do sangue no retorno ao coração.

Para prevenir a trombose, também recomenda-se o uso de meias elásticas prescritas por um médico, de preferência angiologista ou cirurgião vascular.

Também podem ser indicados medicamentos anticoagulantes para prevenir a formação de trombos.

O uso de pílula anticoncepcional é contraindicado para mulheres que já tiveram trombose, pois aumenta o risco de novos episódios. Essas mulheres também não devem fumar, pois o tabagismo aumenta as chances de trombose.

Quais as complicações da trombose?

Sem tratamento adequado, a trombose pode provocar complicações que podem ser fatais, como a embolia pulmonar. A complicação ocorre quando o coágulo se solta da parede do vaso sanguíneo e, através da circulação sanguínea, chega aos pulmões. 

Outra consequência da trombose são as varizes, sobretudo se o problema for crônico.

Saiba mais em: Varizes podem causar trombose?

O que é trombose?

A trombose caracteriza-se pela obstrução de um vaso sanguíneo por um coágulo. Ocorre sobretudo nos membros inferiores, sendo também uma causa frequente de acidente vascular cerebral (derrame).

O tratamento da trombose pode ser feito no hospital ou em casa, desde que o paciente siga as indicações dadas pelo médico angiologista ou cirurgião vascular. O médico irá orientar a melhor forma de tratamento.

Qual a diferença entre flebite, tromboflebite, trombose e erisipela?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A principal diferença entre flebite, tromboflebite, trombose e erisipela, é que as três primeiras caracterizam-se por serem processos inflamatórios com formação de coágulos sanguíneos numa veia, enquanto que a erisipela é uma infecção na pele.

Definições e principais sintomas de cada uma delas:

Flebite:

Processo inflamatório na parede interna de uma veia superficial do corpo, principalmente nas pernas. Afeta sobretudo pessoas com varizes e fumantes;

  • Sintomas: Vermelhidão, dor, inchaço, sensação de ardor e calor no trajeto da veia inflamada;

Tromboflebite:

Caso a flebite não seja tratada a tempo, pode haver formação de coágulos sanguíneos, evoluindo então para um quadro de tromboflebite, que é uma trombose superficial, uma vez que atingem veias logo abaixo da pele;

  • Sintomas: Os mesmos da flebite, só que neste caso a veia também fica endurecida;
Trombose:

Trata-se da formação ou do desenvolvimento de um trombo causado pela coagulação do sangue, que pode ocorrer numa veia superficial, logo abaixo da pele, ou numa veia profunda, no interior dos músculos (trombose venosa profunda ou TVP). Independentemente da localização, o trombo irá provocar uma inflamação na veia (flebite ou tromboflebite), podendo ficar restrito ao local de formação inicial ou estender-se ao longo da veia, provocando a sua obstrução parcial ou total;

  • Sintomas:

    • Trombose superficial: Nas veias superficiais, ocorre aumento da temperatura, dor, vermelhidão e edema (inchaço) na área afetada, além de um endurecimento no trajeto da veia abaixo da pele;
    • Trombose venosa profunda (TVP): Edema e dor, geralmente restritos a uma única perna. O inchaço pode ficar localizado apenas na panturrilha e no pé ou estar mais evidente na coxa, indicando que o trombo localiza-se nas veias profundas desta região ou mais acima da virilha;
Erisipela:

Trata-se de um processo infeccioso da pele, causado na maioria das vezes pela  bactéria estreptococo, que está naturalmente presente na superfície da pele. Geralmente a bactéria penetra no organismo através de uma micose ou pequenos ferimentos (arranhão, picadas de insetos, feridas) na pele;

  • Sintomas: Vermelhidão, inchaço e calor local, além de calafrios, febre alta, mal-estar, náuseas e vômitos. Pode haver ainda formação de bolhas e rachaduras na pele com perda do liquido que circula nos vasos linfáticos.

Veja mais sobre o assunto em: O que é flebite e quais os sintomas?; Quais os sintomas da trombose venosa profunda? ; O que é erisipela e quais os sintomas?.

Em caso de sinais e sintomas de flebite, tromboflebite, erisipela ou trombose, consulte um clinico geral ou médico de família para uma avaliação inicial, em alguns casos pode ser necessário o acompanhamento por um angiologista.

Quais os fatores de risco para a trombose venosa profunda?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Existem diversos fatores de risco para o desenvolvimento de trombose venosa profunda (TVP), principalmente dos membros inferiores. Dentre eles destacam-se:

  • Idade avançada;
  • Imobilidade ou mobilidade reduzida;
  • História prévia de trombose venosa profunda;
  • Casos de trombose venosa profunda na família;
  • Presença de varizes;
  • Obesidade;
  • Lesões na medula espinhal;
  • Traumatismos graves;
  • Uso de hormônios;
  • Gravidez;
  • Cirurgias;
  • Viagens prolongadas;
  • Câncer;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Doenças e condições congênitas e adquiridas (trombofilias).
Formação de coágulos e trombo no vaso sanguíneo Idade

Pessoas com mais de 40 anos têm mais trombose venosa profunda quando comparadas com pessoas mais novas. O risco aumenta ainda mais depois dos 60 anos de idade. 

Imobilidade ou mobilidade reduzida

Indivíduos com pouca ou nenhuma mobilidade apresentam mais risco de desenvolver trombose. Quanto maior o tempo de imobilidade, maior o risco de TVP. 

Caso anterior de trombose venosa profunda

Quando expostas a situações de risco, como uma cirurgia, pessoas que já tiveram trombose têm muito mais chances de terem novamente TVP quando comparadas com pessoas que nunca tiveram.

Casos de trombose venosa profunda na família

Indivíduos com história de trombose venosa profunda na família possuem mais chances de desenvolver trombose. Quanto mais pessoas na família com história de TVP, maior é o risco.

Varizes

Apesar de ser um fator de risco, a presença de varizes sem outros fatores associados não representa um risco elevado de trombose venosa profunda.

Sintomas de trombose venosa profunda na perna Obesidade

Pessoas com índice de massa corpórea (IMC) maior que 30 possuem mais chances de ter trombose. O risco é maior em homens com circunferência abdominal superior a 102 cm e mulheres com mais de 88 cm de circunferência abdominal.

Lesão na medula espinhal

O risco de trombose nesses casos é maior sobretudo nos primeiros 3 meses após a lesão, devido à falta de mobilidade desse período.

Traumas

Por razões parecidas às da cirurgia, traumatismos grandes também são importantes fatores de risco para a trombose venosa profunda, tanto pelo impacto nos vasos sanguíneos como pelo tempo que a pessoa fica imobilizada na cama após o acidente.

Pílula anticoncepcional ou hormônios

O uso de estrógenos pode aumentar em até 4 vezes as chances da mulher ter trombose. O risco é maior no 1º ano de uso do medicamento, principalmente se houver outros fatores de risco associados, como imobilidade e cirurgias. 

Gravidez

Alterações hormonais elevam a capacidade de coagulação das grávidas, aumentando as chances de formação de coágulos. Além disso, à medida que o útero cresce, a veia cava vai sendo comprimida, o que dificulta o escoamento do sangue proveniente das veias dos membros inferiores.

Sabe-se que as gestantes possuem 5 vezes mais chances de desenvolverem tromboses do que mulheres que não estão grávidas da mesma idade.

Cirurgias

Pacientes submetidos a cirurgias na região pélvica e membros inferiores apresentam alto risco de formação de trombos nos membros inferiores. O efeito dos anestésicos, a própria manipulação dos vasos sanguíneos e tecidos subjacentes durante o ato cirúrgico e o prolongado tempo sem se levantar no pós-operatório tornam as cirurgias um evento com elevado risco de trombose venosa profunda.

Quando andamos, o impacto dos pés no chão e a contração dos músculos, principalmente da panturrilha, ajudam a empurrar o sangue nas veias das pernas para cima, em direção ao coração. Permanecer deitado por muito tempo favorece a estagnação do sangue nos membros inferiores, principalmente para quem sofre de insuficiência venosa.

Permanecer sentado em viagens longas

Longas viagens, geralmente acima de 8 horas, podem facilitar o surgimento de trombose venosa profunda, principalmente em indivíduos com outros fatores de risco, como obesidade, varizes, tabagismo, gravidez, entre outros.

Já notou como os seus pés ficam inchados e o sapato fica mais difícil de calçar após uma longa viagem de avião? Permanecer sentado por muitas horas, com as pernas dobradas, dificulta o retorno do sangue para o coração, favorecendo a estagnação e, consequentemente, a formação de trombos.

Câncer

Existem tumores malignos que produzem substâncias que aumentam as chance do sangue coagular, favorecendo a formação de trombos.

Insuficiência cardíaca

Indivíduos com insuficiência cardíaca possuem um coração fraco, com dificuldade de bombear o sangue para todo o corpo, o que leva à estagnação do sangue nos membros inferiores e favorece a formação de coágulos.

Trombofilias

Doenças sanguíneas que desregulam o sistema de coagulação, criando um estado de hipercoagulabilidade e grande risco de formação de trombos. Contudo, apesar de serem um forte fator de risco para trombose, as trombofilias são patologias pouco comuns. 

Entre as trombofilias mais frequentes, destacam-se: 

  • Mutação do Fator V de Leiden;
  • Mutação do gene do gene da protrombina;
  • Deficiência de proteína S;
  • Deficiência de proteína C;
  • Deficiência de antitrombina;
  • Disfibrinogenemia;
  • Anticorpo antifosfolipídeo.

Além dos citados anteriormente, há diversos outros fatores de risco para trombose venosa profunda, entre os quais estão:

  • Desidratação;
  • Tabagismo;
  • Síndrome nefrótica;
  • Uso de certos medicamentos (como tamoxifeno, eritropoietina, talidomida);
  • Policitemia vera;
  • Trombocitopenia essencial;
  • Doença inflamatória intestinal;
  • Uso de cateter venoso central na veia femoral.

Em caso de suspeita de trombose venosa profunda, um médico deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo(a) e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Quais os sintomas da trombose venosa profunda?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Os sintomas da trombose venosa profunda dependem do tamanho do trombo e do grau de obstrução da veia acometida. Como se tratam de veias profundas, mais afastadas da pele, é perfeitamente possível a pessoa ter trombose e não apresentar sintomas.

Quando o trombo é grande o suficiente para comprometer o fluxo sanguíneo na veia, os principais sintomas são:

  • Inchaço (edema);
  • Dor local;
  • Aumento de temperatura local (hipertermia);
  • Vermelhidão (eritema) do membro acometido.
  • Rigidez da musculatura na região em que se formou o trombo;
  • Cor mais escura da pele (dermatite ocre; coloração mais acastanhada);
  • Endurecimento do tecido subcutâneo,
  • Eczemas e úlceras são sintomas característicos da síndrome pós-flebítica.

Uma perna que de repente começa a doer e fica mais inchada que a outra é sempre um sinal que deve levantar suspeita de trombose.

O diagnóstico da TVP geralmente é feito através de ultrassonografia com doppler das veias dos membros inferiores. Outros exames também podem ser usados, como a angiorressonância magnética ou a angiotomografia computadorizada.

Leia também: Trombose tem cura? Qual o tratamento?

Em caso de suspeita de trombose venosa profunda, um médico deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Quem teve trombose pode engravidar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, quem já teve trombose pode engravidar. No entanto, alguns cuidados são necessários para diminuir o risco de complicações.

Em primeiro lugar, os riscos de um novo episódio de trombose devem ser avaliados de maneira cuidadosa por uma equipe especializada, e a mulher deverá ser acompanhada durante todo o pré-natal por essa equipe, sendo classificada como gestação de alto risco.

Uma mulher que teve trombose e pretende engravidar deve receber medicamentos anticoagulantes para prevenir complicações gestacionais, sendo a heparina o mais utilizado.

Quando a gravidez chega ao 3º trimestre, a saúde e a vitalidade do feto devem ser verificados continuamente através de diferentes exames.

Na hora do parto, os cuidados com a estabilidade do estado geral da mulher e do bebê devem ser redobrados, o anticoagulante deve ser suspenso antes do parto, e se confirmado elevado risco de sangramento é preconizado pela Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a indicação de parto via cesariana.

O uso do anticoagulante (heparina) deve ser reiniciado 8 a 12 horas após o parto, além de  estimular a deambulação precoce e o uso de meias elásticas.

O Puerpério, período após o parto, deve ser mantido sob acompanhamento com centro de equipe especializada para dar continuidade ao tratamento e término da medicação quando possível.

A mulher que já teve trombose e pretende engravidar deve primeiro consultar um/a médico/a ginecologista para que todos as precauções sejam tomadas e a gravidez ocorra de maneira saudável e segura.

Leia também: Quais os riscos da trombofilia na gravidez?

Como prevenir a trombose venosa profunda?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A prevenção da TVP é essencial nos pacientes com elevado risco, notadamente aqueles com trombofilias ou que foram submetidos recentemente a cirurgias. Nas trombofilias, a prevenção deve ser realizada através de anticoagulantes até ao fim da vida.

Nos casos de pacientes submetidos à cirurgia, indica-se, no pós-operatório imediato, o uso de meias compressivas e baixas doses de heparina, caso o paciente precise ficar acamado. O ideal é que todos os pacientes recém operados levantem-se e andem o quanto antes.

O simples fato de dar alguns passos durante o dia já diminui bastante o risco de TVP. Nas longas viagens, indica-se que o indivíduo levante-se a cada duas horas e ande um pouco. Evitar bebidas alcoólicas e manter-se bem hidratado também é importante.

Em resumo:

  • Evite o consumo de bebidas alcoólicas e de remédios para dormir quando for obrigado a permanecer sentado por muito tempo;
  • Use roupas e calçados folgados e confortáveis;
  • Aproveite todos os pretextos para mudar de posição ou movimentar-se durante as viagens;
  • Faça exercícios de rotação, flexão e extensão com as pernas e os pés enquanto estiver viajando;
  • Comece a caminhar tão logo as condições físicas permitam depois de uma cirurgia, dos períodos de imobilidade prolongada em virtude de problemas de saúde ou de muitas horas de viagem ;
  • Use meias elásticas;
  • Beba muito líquido para evitar a desidratação;
  • Faça caminhadas diárias;
  • Em situações que seja necessário a longa permanência sentado(a), movimente os pés como se estivesse utilizando uma máquina de costura;
  • Quando estiver em pé parado, mova-se discretamente como se estivesse andando sem sair do lugar;
  • Antes das viagens de longa permanência, fale com seu médico sobre a possibilidade de usar alguma medicação preventiva;
  • Quando estiver acamado, faça movimentos com os pés e as pernas.
  • Evite fumar;
  • Mantenha-se no peso ideal para a sua altura;
  • Use meias elásticas, caso os seus tornozelos apresentem inchaço frequentemente;
  • Se for submetido a algum tipo de procedimento cirúrgico, ou internamento clínico prolongado, solicite do seu médico uma conduta profilática (química e/ou mecânica), para reduzir os riscos de desenvolver a doença tromboembólica;
  • Se for necessária a utilização de hormônios, ou se você já foi acometido de trombose, ou ainda se existe história familiar de TVP, consulte regularmente seu médico;
  • Não se automedique. Procure imediatamente assistência médica se suspeitar que desenvolveu um trombo;

Em caso de suspeita de trombose venosa profunda, um médico deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Embolia pulmonar tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A embolia pulmonar tem cura, quando tratada a tempo. O tratamento precoce da embolia pulmonar pode salvar vidas, pois trata-se de uma patologia potencialmente fatal, que deve ser diagnosticada e tratada com urgência.

Em geral, a pessoa com esse diagnóstico, deve ser tratada na urgência hospitalar ou pronto-socorro, oportunidade em que o/a médico/a fará o tratamento indicado.

Após a estabilização, o tratamento mais comum é o uso de anticoagulantes como a heparina. A heparina, normalmente administrada como injeção subcutânea, pode ser aplicada pela própria pessoa ou por algum familiar. Esse tratamento deve ser feito por no mínimo 3 meses, seguindo um acompanhamento médico restrito.

Outros tratamentos também são possíveis como uso de trombolíticos, remoção do êmbolo pulmonar ou uso de filtro na veia cava inferior.

O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento e para a cura da embolia pulmonar. O tratamento rápido e adequado diminui a taxa de mortalidade, as sequelas e melhora a qualidade de vida do paciente.

O que é embolia pulmonar?

A embolia pulmonar é o entupimento das artérias pulmonares provocado por um coágulo sanguíneo. A embolia ocorre quando um trombo formado em veias profundas, se desprende da parede do vaso sanguíneo, atravessa o lado direito do coração e bloqueia a artéria pulmonar.

Embolia pulmonar

Como resultado, o pulmão deixa de receber oxigênio e nutrientes e as células pulmonares morrem. Se não for tratada a tempo, a embolia pulmonar pode levar à morte em cerca de 30% dos casos.

A maioria dos trombos que causam embolia pulmonar são provenientes dos membros inferiores.

Quais são os sintomas da embolia pulmonar?

Os principais sintomas da embolia pulmonar incluem: dor no peito ao respirar, com início súbito; falta de ar; aumento das frequências cardíaca e respiratória; palidez e tosse, que pode vir acompanhada de secreção com sangue.

Vale lembrar que em cerca de 70% dos casos, a embolia pulmonar não provoca sinais e sintomas. 

Quais são as causas da embolia pulmonar?

As causas da embolia pulmonar estão relacionadas com os fatores de risco para desenvolver trombose venosa profunda

Assim, dentre as principais causas de embolia pulmonar estão: imobilização prolongada, paralisia, cirurgia recente, derrames cerebrais, câncer, história prévia de tromboembolismo venoso, obesidade, tabagismo (sobretudo se a pessoa fumar mais de 25 cigarros por dia), pressão alta, fratura de quadril, insuficiência cardíaca congestiva, gravidez, pós-parto, uso de pílula anticoncepcional e terapia de reposição hormonal. 

A escolha do tratamento da embolia pulmonar é definida de acordo com os fatores de risco do/a paciente além da disponibilidade de recurso em cada local.

Quais as complicações da trombose venosa profunda?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O maior risco da trombose venosa profunda é o de um pedaço do trombo se soltar e viajar pela corrente sanguínea até um dos pulmões, provocando um quadro chamado tromboembolismo pulmonar (TEP). Este quadro é causado por pequenos trombos que provocam um infarto pulmonar localizado e caracteriza-se por dor torácica e súbita falta de ar.

Dependendo do tamanho do êmbolo (trombo que se soltou), pode obstruir grandes vasos pulmonares, como a artéria pulmonar, impedindo o sangue de chegar a um dos pulmões.

Quando isso acontece, o coração pode entrar em colapso ao tentar bombear o sangue em direção ao pulmão sem sucesso devido à grande obstrução que tem à frente. Um tromboembolismo maciço normalmente evolui rapidamente para parada cardíaca e morte.

As TVPs que ocorrem nas veias mais superiores do membro inferior, como as veias poplíteas, femoral ou ilíaca são as que têm mais riscos de soltar êmbolos. Já as tromboses que ocorrem nas veias abaixo do joelho apresentam menor risco de TEP e são por isso menos perigosa.

Em quadro mais avançados, o paciente pode apresentar a síndrome chamada insuficiência venosa crônica, que começa com a destruição das válvulas existentes nas veias e que são responsáveis por direcionar o sangue para o coração, causando uma inversão e retardo do retorno venoso.

O sinal mais precoce de IVC é o edema (inchaço), seguido do aumento de veias varicosas e alterações da cor da pele. Sem um tratamento adequado, ocorre o endurecimento do tecido subcutâneo, presença de eczema e, finalmente, a úlcera de estase ou úlcera varicosa.

Em caso de suspeita de trombose venosa profunda, um médico deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Trombose venosa profunda pode provocar erisipela?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Os sinais e sintomas na pele da trombose venosa profunda (dor, inchaço, vermelhidão e calor) são semelhantes aos sintomas da erisipela, porém são duas situações distintas.

O que é trombose venosa profunda?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Trombose é um termo médico que indica a formação de um ou mais coágulos dentro de um vaso sanguíneo, provocando interrupção ou grave limitação do fluxo de sangue no mesmo. A trombose pode ocorrer dentro de artérias, o que leva a quadros de isquemia ou infarto, ou em veias, provocando quadros de trombose venosa - superficial (tromboflebite) ou profunda.

A forma de trombose venosa mais comum é a chamada trombose venosa profunda (TVP), que ocorre nas veias da perna, coxas ou região pélvica, caracterizando-se por quadro de edema e dor no membro acometido.

A formação de coágulos é um complexo mecanismo de defesa que impede que o paciente sangre indefinidamente toda vez que um do seus vasos sanguíneos sofra algum dano. O sistema de coagulação é responsável por manter o sangue na sua forma líquida, mas é altamente eficaz em induzir sua coagulação sempre que a parede de uma veia ou artéria sofrer alguma lesão. Imediatamente após um vaso sofrer uma injúria, o sistema de coagulação começa a agir de forma a criar um coágulo que funciona como tampão para estancar o vazamento de sangue para fora da circulação sanguínea.

Na maioria dos casos, a formação de coágulos é feita sem erros, limitando-se apenas à parede do vaso ferido e aos tecidos por onde o sangue extravasou, sem interferir de forma relevante no fluxo de sangue dentro do vaso.

Em pessoas saudáveis, há um tênue equilíbrio entre os fatores que impedem a coagulação e os que estimulam a formação de coágulos, de maneira que o paciente não forme coágulos espontaneamente nem corra o risco de sangramentos com traumas mínimos.

A trombose é considerada um evento indesejado do sistema de coagulação, uma vez que ele forma grandes coágulos nos vasos sanguíneos, causando obstrução do fluxo sanguíneo nessa região.

As tromboses venosas e arteriais manifestam-se clinicamente de maneiras diferentes, uma vez que as veias e as artérias têm funções distintas no organismo. As artérias levam o sangue rico em oxigênio e nutrientes aos tecidos, enquanto que as veias são responsáveis pelo sentido oposto, escoando o sangue já usado pelos tecidos de volta ao coração e pulmões para ele ser novamente oxigenado.

Quando ocorre trombose dentro de uma veia, ela bloqueia o escoamento do sangue, deixando-o represado naquele local. A forma mais comum de trombose venosa é a trombose dos membros inferiores, acometendo as veias profundas e calibrosas da perna, coxa ou pelve.

Neste caso, o sangue chega ao membro inferior afetado normalmente, porém não é capaz de retornar, pois uma das veias, que é uma das principais vias de escoamento, está trombosada e encontra-se obstruída.

Para retornar, o sangue precisa encontrar uma ou mais vias colaterais, que normalmente são veias de menor calibre, incapazes de conseguir fazer escoar adequadamente todo o fluxo sanguíneo a curto prazo.

Como surge a TVP:

O sangue, em situações normais, deve sempre permanecer sob a sua forma líquida, fluindo livremente pela circulação. A formação de um coágulo (trombo) numa veia é uma evento não natural, que ocorre basicamente devido a 3 fatores, conhecidos como tríade de Virchow:

  • Diminuição do fluxo sanguíneo no vaso: quando o fluxo sanguíneo torna-se mais lento, o equilíbrio entre os fatores que favorecem a coagulação e os que impedem a coagulação desaparece. A estase sanguínea estimula a ação dos fatores de coagulação, elevando o risco da formação de um trombo.
  • Lesão da parede do vaso sanguíneo: sempre que a parede de um vaso sanguíneo é lesionada, o sistema de coagulação é ativado para formar um coágulo tampão, com o objetivo de impedir perdas de sangue para fora do vaso. A formação de um grande trombo pode ocorrer, dependo do grau e da localização do trauma.
  • Alterações dos componentes do sangue: se o paciente apresentar alguma patologia que altere significativamente os componentes do sangue, sobretudo os fatores que facilitam ou impedem a coagulação, desaparece o equilíbrio necessário do sistema de coagulação, aumentando o risco de formação de trombos nos vasos.

Em geral, sempre que o paciente apresenta uma trombose, um ou mais dos três fatores descritos acima estão presentes na sua gênese.

Em caso de suspeita de TVP, um médico deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Varizes podem causar trombose?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, as varizes aumentam o risco trombose, isto porque o fluxo sanguíneo fica mais lento dentro das veias dilatadas, o que favorece a formação de coágulos. Essa formação de coágulos sanguíneos dentro das veias é chamada de trombose venosa.

Além das varizes outras situações aumentam o risco de trombose venosa, entre elas:

  • Gravidez;
  • Uso de contraceptivos orais;
  • Obesidade;
  • Neoplasias;
  • Traumatismo;
  • Estados de hipercoagulabilidade;
  • Idade avançada.

Veja também os artigos O que é trombose venosa profunda?; Veias saltadas é normal?

Veias varicosas

As varizes podem causa sintomas como: inchaço, dor, sensação de peso nas pernas, manchas na pele, atrofia da pele da perna, coceira e descamação. Além disso, se não tratadas podem levar a outras complicações como erisipela e ocorrência de úlceras varicosas.

Caso possua varizes que estejam causando alguns dos sintomas descritos acima procure um médico de família ou clínico geral para uma avaliação.

Em casos mais graves pode ser necessário o acompanhamento por um médico angiologista ou um cirurgião vascular, quando há necessidade de realizar procedimentos cirúrgicos.

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