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Vasectomia é reversível?

Sim. A vasectomia é reversível, sendo um ato tecnicamente possível e viável. A cirurgia de reversão da vasectomia pode ser realizada com sucesso, mesmo que a vasectomia já tenha sido feita há mais de 20 anos, com boa recuperação do potencial masculino para produzir uma gravidez natural.

O sucesso da cirurgia de reversão da vasectomia está relacionado com diversos fatores, tais como: tempo da vasectomia, técnica cirúrgica e da presença ou não de espermatozoides no canal deferente no momento da cirurgia.

Como é feita a cirurgia de reversão da vasectomia?

A reversão da vasectomia é feita através de uma emenda entre as partes do canal deferente (canal onde passam os espermatozoides) que foram interrompidas. A religação também pode ser realizada entre o canal deferente e a parte do testículo onde os espermatozoides crescem e amadurecem.

À medida que o tempo passa, entretanto, o aumento de pressão no epidídimo gera fibrose e surgem obstruções, não no lugar em que foi feita a ligadura, mas abaixo desse ponto, o que complica a cirurgia.

Apesar do índice de repermeabilização ser sempre o mesmo, os espermatozoides não aparecem. Então, ao invés de tirar aquele segmento e ligar os dois ductos deferentes, é necessário levá-los ao epidídimo num ponto mais próximos a esses que apresentam fibrose, promovendo uma conexão que deixa fora a área que está obstruída.

As complicações após a reversão da vasectomia são muito baixas. Quando ocorrem, as mais frequentes são os hematomas e as infecções.

Quais as chances de gravidez após a reversão da vasectomia?

Nos casos de reversão com até 10 anos de vasectomia, as taxas de gravidez chegam a mais de 70%. Em indivíduos com mais de 10 anos de vasectomia, a taxa de gravidez é próxima de 44%.

Entretanto, mais importante do que o tempo de vasectomia nas chances de obtenção da gravidez, é a idade e o potencial fértil da companheira.

Em mulheres de até 30 anos de idade, a reversão produz cerca de 64% de gravidez. Mulheres com idade entre 30 e 35 anos, 49%. Já a partir de 36 anos, a taxa é de 30 a 40%.

Assim, a avaliação da reserva ovariana (com hormônios e ultrassonografia transvaginal) e do potencial e funcionamento tubário (através da histerossalpingografia) são de fundamental importância antes da decisão de reverter ou não a vasectomia.