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HPV

O que é cervicite crônica com metaplasia escamosa?

Cervicite crônica com metaplasia escamosa é um diagnóstico histológico (por biópsia) da inflamação da camada interna do colo uterino (endocérvice), que pode ocorrer em resposta à infecção pelo HPV, dentre outras causas.

O epitélio de revestimento da endocérvice, que deveria ser cilíndrico mucoso com glândulas, sofre transformação (metaplasia) para epitélio escamoso, semelhante ao da ectocérvice. Na zona de transformação ou zona T, que é a região mais próxima do orifício do colo uterino, é comum a ocorrência de metaplasia escamosa, assim como de cervicite crônica. Os cistos de Naboth, também freqüentemente observados nesta região, são glândulas endocervicais dilatadas porque seu orifício de saída foi obstruído pelo epitélio metaplásico.

A importância da zona de transformação é que o epitélio metaplásico pode ser sede de atipias celulares chamadas de displasia (de graus leve, moderado ou grave). A displasia grave é considerada um câncer in situ, que é precursor do carcinoma do colo uterino.

Para o tratamento, pode ser necessária cauterização do colo uterino, procedimento ambulatorial, que é feito com anestesia local.

Toda mulher deve consultar anualmente o ginecologista, para diagnóstico precoce e prevenção do câncer de colo uterino.

HPV tem cura e quando pode levar ao câncer do útero?

O HPV (papilomavírus humano) pode ter cura, porque em algumas pessoas o sistema imunológico consegue combater e eliminar completamente o vírus, o que ocorre mais frequentemente em pessoas jovens e com imunidade íntegra. Além disso, muitos indivíduos infectados com HPV não manifestam sintomas. Porém, não existe uma cura definitiva para o HPV, uma vez que não há medicamentos ou tratamentos capazes de eliminar o vírus por completo.

Quando a infecção persiste, se tornando crônica, ocorre uma multiplicação desordenada das células, podendo evoluir para células precursoras de câncer.

O tipo de câncer mais relacionado a infecção por HPV é o câncer de colo de útero.

Dentro os 150 tipos conhecidos de HPV, apenas 12 deles estão comprovadamente relacionados ao desenvolvimento de câncer, seja ele de colo de útero ou de outros locais da mesma forma contaminados, como boca, ânus, pênis e vagina. 

O tratamento, ou a "cura" do HPV é temporária, ou seja, quando são retiradas as lesões. A destruição das verrugas é o objetivo do tratamento, que pode incluir o uso de medicamentos aplicados no local, cauterização ("queimar" a lesão), crioterapia (congelamento) ou ainda remoção através de cirurgia.

Por isso, a infecção por HPV na mulher merece muita atenção, já que praticamente todos os casos de câncer de colo de útero estão associados ao HPV.

Leia também: HPV tem cura definitiva?

Todo HPV vira câncer?

As infecções por HPV são muito frequentes, mas são passageiras e regridem espontaneamente na maioria das pessoas. No entanto, uma pequena parcela das mulheres manifesta infecções que persistem, geralmente decorrentes de tipos específicos de HPV altamente cancerígenos.

São essas lesões persistentes que podem vir a desenvolver uma lesão pré-cancerígena, que se não for detectada e tratada a tempo, pode se transformar em um tumor maligno.

A maioria dos cânceres de colo uterino, inclusive, são causados pelo HPV (99%). Os tipos de vírus são divididos em baixo-risco (HPVs tipo 6, 11, 40, 42, 43, 44, 54, 61, 70, 72, 81, e CP6108), encontrados geralmente em pacientes com verrugas genitais, e de alto risco (16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66, 68, 73 e 82), sendo os tipos 16 e 18 relacionados com aproximadamente 70% dos casos de câncer cervical invasivo e mais de 90% das lesões intraepiteliais graves.

Veja também: Toda verruga é HPV?

Quando o HPV pode causar câncer de colo de útero?

O HPV pode causar câncer de colo de útero se o vírus em causa for específico para esta doença, já que das centenas de tipos de HPV, apenas cerca de 5% deles estão associados ao câncer de colo uterino, principalmente os tipos 16 e 18.

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O HPV é um vírus muito comum em pessoas sexualmente ativas, podendo estar presente em 70 a 80% dessa população. Na maioria dos casos, as infecções são passageiras. Porém, algumas mulheres apresentam infecção persistente, que podem vir a desenvolver lesões pré-cancerígenas no colo do útero.

A maior parte dos casos de câncer de colo de útero são desencadeados pelos HPV 16 e 18. A vacina, que faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, está disponível gratuitamente através do SUS para meninas entre 9 e 13 anos de idade e protege contra esses vírus, além de outros tipos de HPV (6 e 11) que provocam verrugas genitais.

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Como tomar a vacina contra HPV?

Quais são os fatores de risco para câncer de útero?

Além do HPV, existem outros fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da doença, tais como imunidade, fatores genéticos, comportamento sexual (número elevado de parceiros), tabagismo, idade acima dos 30 anos, vida sexual com início precoce, gestações, o uso de pílula anticoncepcional.

Como ocorre a transmissão do HPV?

A transmissão do HPV se dá por via sexual, usualmente, mesmo com o uso de preservativos, sem a necessidade de penetração (com a masturbação ou o contato genital externo já pode ocorrer), mas existe também a possibilidade de transmissão vertical (da mãe para o feto), de auto-inoculação e ainda sem confirmação científica e bastante controversa, a transmissão por inoculação através de objetos contaminados com o HPV.

Leia também: HPV: o que é e como se transmite?

Como é feito o diagnóstico do HPV?

O diagnóstico é feito mais facilmente em homens (lesões geralmente visíveis na pele e órgãos sexuais). Em alguns casos deve ser feita uma anuscopia (geralmente em casos de relações sexuais anais) para observação das lesões. 

Nas mulheres, porém, além das lesões em pele, vulva e ânus, podem ocorrer em todo o trato genital até alcançarem o colo do útero, portanto o diagnóstico só é possível através da colpocitologia oncótica, colposcopia ou anuscopia. Também podem ser realizados exames de biologia molecular (hibridização in situ, PCR e captura híbrida).

Veja também: O que é o exame de captura híbrida?

Quais são os sintomas do HPV?

Os sintomas podem ser inexistentes ou o surgimento de verrugas com aspecto de couve-flor na pele e/ou mucosas. Se as alterações forem discretas, serão detectadas apenas em exames específicos. Se forem graves, pode ocorrer invasão de tecidos vizinhos com o surgimento de um tumor maligno como o câncer do colo uterino e do pênis.

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Qual é o tratamento para HPV?

São diversos tipos, com o objetivo principal de eliminar as lesões condilomatosas. Não há evidências que estes tratamentos eliminem ou alterem o curso natural da infecção pelo HPV.

Mesmo sem tratamento, as lesões podem desaparecer, ficarem inalteradas ou aumentarem de tamanho e número. Vários fatores devem ser levados em consideração: tamanho, número e local das lesões, opções do paciente, recursos disponíveis e experiência do profissional.

Os medicamentos e tratamentos usados para tratar o HPV incluem:

  • Podofilina 15% em solução alcoólica;
  • Ácido tricloroacético (ATA) 70% a 90% em solução aquosa;
  • Podofilotoxina 0,15% creme;
  • Imiquimod 5% creme;
  • Eletrocauterização (ou eletrocoagulação / eletrofulguração);
  • Criocauterização (ou crioterapia / criocoagulação);
  • Vaporização a laser;
  • Exérese cirúrgica;
  • CAF (cirurgia de alta frequência).

Veja também: Qual é o tratamento para HPV?

Recomendações:

  • É preciso destacar que o HPV pode ser transmitido na prática de sexo oral;
  • Informe seu parceiro (a) se o resultado do seu exame para HPV for positivo - ambos precisarão de tratamento;
  • O parto normal (vaginal) não é indicado para gestantes portadoras do HPV com lesões ativas;

Leia também: Qual é o tratamento para HPV?

Em caso de suspeita de HPV, um médico clínico geral, dermatologista, urologista (homens) ou ginecologista (mulheres) deve ser consultado para avaliação e tratamento adequado, caso a caso.

Nunca faça tratamentos por conta própria, sem antes consultar um médico. O exame colpo citopatológico (Papanicolau) deve ser realizado em mulheres de 25 a 64 anos de idade (ou mais jovens, que já tenham iniciado atividade sexual), uma vez ao ano. Após dois exames anuais negativos, pode ser feito a cada três anos. 

Mesmo os tipos de HPV que causam câncer têm tratamento na maioria dos casos. Contudo, é importante que a doença seja diagnosticada precocemente para que as lesões pré-cancerígenas sejam tratadas antes de evoluírem para tumores malignos.

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Coceira na vagina pode ser indício de alguma infecção, baixa de imunidade, verruga genital ou alergia

A candidíase, em geral, é uma infecção vaginal frequente que causa coceira além de irritação e corrimento vaginal. 

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Alguns produtos podem provocar reação alérgica na vagina, como por exemplo: sabonete, absorvente, duchas vaginais, perfume, desodorante, shampoo, condicionador, lenço umedecido, calcinha de nylon, látex, detergentes e amaciantes de roupa. 

Além da dermatite alérgica, outras doenças dermatológicas devem ser levadas em consideração no momento da avaliação da coceira vaginal. 

A mulher com coceira na vagina deve procurar  o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação. Além disso, ela deve observar a presença de outros sintomas como corrimento vaginal. 

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Toda verruga é HPV?

Sim, todas as verrugas são causadas pelo HPV (Papilomavírus Humano), inclusive as verrugas genitais. No entanto, é preciso esclarecer que há mais de 150 tipos de HPV e aqueles que causam verrugas nas mãos ou nos pés não são os mesmos que provocam câncer. 

Destes 150 tipos, 40 podem infectar o trato genital e existem 12 que são considerados de alto risco, ou seja, podem provocar câncer em colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus ou orofaringe, os demais causam apenas verrugas.

As verrugas são proliferações benignas que ocorrem nas camadas mais superficiais da pele ou mucosa, resultantes do crescimento anormal das células da epiderme, que é a camada mais superficial da pele.

Veja também: Quais são os sintomas do HPV?

Como as verrugas são transmitidas?

O HPV é transmitido através do contato direto com a pele ou mucosa infectada.  A principal forma de transmissão é sexual, seja através de contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital, por isso não é necessário haver penetração para a transmissão do vírus.

Pode ocorrer também autoinoculação, através de pequenos ferimentos que atuam como porta de entrada para o HPV. É ainda possível a transmissão no momento do parto, de mãe para filho.

Não está comprovado que o HPV possa ser transmitido através de objetos, como toalhas e roupas íntimas, ou uso de vaso sanitário ou piscina. Porém, vale lembrar que pessoas com o sistema imunológico debilitado estão mais propensas para desenvolver verrugas.

Saiba mais em: HPV: o que é e como se transmite?

Qual o tratamento para as verrugas?

O tratamento para as verrugas varia de acordo com o tipo de verruga, a extensão e o local das lesões. Algumas formas de tratamento incluem a aplicação de ácido tricloroacético (ATA), congelação, eletrocauterização, laser ou cirurgia. O objetivo do tratamento é a destruição ou a remoção das lesões.

As verrugas mais difíceis de serem tratadas são as que atingem o ânus e os órgãos genitais, pois podem necessitar de tratamentos combinados e, em alguns casos, de cirurgia para retirá-las, se forem muito grandes e reincidentes.

Leia também: Qual é o tratamento para HPV?

Como prevenir as verrugas?Tomar a vacina 

A vacina é a melhor forma de prevenir o aparecimento de verrugas, inclusive as genitais. Além disso, a vacinação protege contra os tipos de HPV responsáveis por grande parte dos casos de câncer de colo de útero. 

No Brasil, existem dois tipos de vacina contra o HPV: a quadrivalente e a bivalente. A quadrivalente protege contra os HPV 6 e 11, que são responsáveis por verrugas genitais. Além de proteger contra os tipos 16 e 18, responsáveis por lesões pré-cancerosas.

Leia mais sobre o assunto em: Quem deve tomar a vacina contra HPV? 

Evitar contato direto

Para prevenir o contágio com o HPV e as consequentes verrugas, deve-se evitar também o contato direto com lesões, ou seja, evitar encostar ou tocar em verrugas.

Usar preservativo

O uso de de preservativo em todas as formas de relações sexuais é a principal forma de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DST), inclusive o HPV, que provoca verrugas genitais. Porém, em relação ao HPV, a camisinha não impede totalmente a infecção, já que é comum haver lesões em áreas não protegidas pelo preservativo, como a vulva, o períneo (região entre genitais e ânus), região pubiana e bolsa escrotal.

Mesmo assim, estima-se que ele possa barrar entre 70 a 80% a transmissão do HPV. Nesse sentido, o preservativo feminino conta com uma maior proteção, por também cobrir a vulva.

O aparecimento de qualquer tipo de verruga na pele ou mucosa deve ser analisado por um médico, que irá identificar o tipo de verruga e efetuar ou orientar quanto ao tratamento adequado.

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HPV tem cura definitiva?

Como é feito o diagnóstico do HPV?

Quais são os sintomas do HPV?

Os sintomas do HPV são muito variados, já que existem centenas de tipos de HPV. A infecção pelo vírus pode se manifestar pela presença de verrugas na pele ou nos órgãos genitais, dificuldades respiratórias, dificuldades para engolir, entre outras manifestações.

Quando transmitido pela via sexual, normalmente surgem verrugas na cabeça do pênis (glande), na vagina, no ânus, no colo do útero, na boca ou na garganta, conforme a forma de contato sexual.

HPV na gargantaQuais os sintomas do HPV no homem?

No homem, os sinais e sintomas são facilmente identificados pela presença lesões (verrugas) no próprio pênis ou na pele que recobre o órgão. Para identificar as lesões no ânus, é necessário fazer uma anuscopia, exame que permite ver o interior do ânus.

Veja também: Homem com HPV pode ter filhos?

Quais os sintomas do HPV na mulher?

Em mulheres, quando não há manifestação de sintomas, o diagnóstico do HPV pode ser realizado por meio de um exame das células do colo do útero e da vagina.

Porém, à medida que a doença evolui, podem surgir manifestações como dor, corrimento e sangramento vaginal. Nessa fase, é necessário realizar uma colposcopia para determinar o avanço da infecção no canal vaginal e no colo do útero.

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Como ocorre a transmissão do HPV?

A transmissão do HPV se dá por contato direto com pessoas contaminadas ou suas secreções, sendo a via sexual o principal meio de contágio. A mãe também pode transmitir o HPV para o bebê no momento do parto se estiver infectada. O risco do vírus ser transmitido também é maior se as verrugas estiverem visíveis.

Contudo, vale lembrar que, mesmo sem apresentar sintomas de infecção pelo HPV, a pessoa pode transmitir o vírus.

O tratamento das infecções pelo HPV vai depender da gravidade e localização das lesões. Pode incluir desde a remoção da lesão por cauterização elétrica ou medicações, ou ainda cirurgias e quimioterapia nos casos de câncer.

Em caso de sintomas de HPV, consulte o/a médico/a clínico geral ou médico/a de família para receber um diagnóstico e tratamento adequado.

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HPV: o que é e como se transmite?

O HPV (Papiloma Vírus Humano) é um vírus capaz de causar infecções na pele e mucosas. Entre elas, as verrugas de pele, verrugas genitais, a papilomatose respiratória e o diferentes tipos de câncer relacionados ao HPV, o principal deles é o câncer de colo de útero, outros também relacionados são o câncer de garganta e de ânus.

Existem centenas de tipos de HPV, e cada grupo deles é responsável por um tipo diferente de manifestação. Cada pessoa pode ser contaminada por diferentes tipos ao longo da vida.

Vale lembrar que as verrugas, que caracterizam o HPV, não são causadas pelos tipos de HPV que provocam câncer, já que existem mais de 150 formas desse vírus. Desses, cerca de 40 tipos costumam causar herpes genital, enquanto outros 12 estão mais relacionados ao desenvolvimento de câncer no local da infecção, ou seja, boca, garganta, colo do útero, vagina, pênis e ânus.

Como ocorre a transmissão do HPV?Relações sexuais

O HPV é transmitido sobretudo pelo contato direto com a pele ou as mucosas de pessoas infectadas pelo vírus. Por isso, sua principal via de transmissão é através de relações sexuais desprotegidas (sem preservativo), seja qual for a forma de contato sexual (oral, genital ou anal).

Até mesmo o contato manual com o local afetado pelo HPV parece ter relação com a transmissão do vírus. Isso significa que não é necessário haver penetração, mesmo com camisinha, para que o HPV seja transmitido.

O HPV é altamente contagioso, por isso entra no corpo através de feridas, mesmo que pequenas, as quais nem sempre são visíveis a olho nu. 

Gravidez

Mães portadoras de HPV também podem transmitir o vírus ao bebê no momento do parto.

Uma vez que o HPV não circula na corrente sanguínea, como o HIV, por exemplo, a infecção da mãe para o filho ocorre no momento do parto, nos casos em que esteja com feridas ativas no canal do parto, e não enquanto o bebê ainda está no útero. Portanto, nesses casos está indicada inclusive o parto via cesariana.

Leia também: HPV durante a gravidez: quais os riscos e como tratar?

Autoinfecção

Outra forma de contágio é a autoinfecção, que ocorre quando a pessoa tem ferimentos pequenos na pele ou mucosas, que atuam como porta de entrada para o vírus em outras partes do corpo.

Objetos contaminados

Apesar de mais raro, parece que a transmissão do HPV pode ocorrer por objetos contaminados, como vaso sanitário, toalhas, ou até mesmo pelo uso de piscinas, já que o vírus sobrevive por mais tempo em ambientes externos com secreções.

Quais os sintomas e tratamento para o HPV?

Quando transmitido pela via sexual, o HPV normalmente provoca o aparecimento de verrugas na glande (cabeça do pênis), vagina, ânus, colo do útero, boca e garganta. 

O tratamento da infecção pelo HPV varia conforme a doença e as respectivas manifestações. No caso das verrugas, o tratamento inclui medicamentos específicos e cauterização das lesões. Já o câncer é tratado com cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Veja mais sinais e sintomas do HPV nos artigos Quais são os sintomas do HPV? e 

HPV na garganta: Quais os sintomas e como tratar?

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente a vacina contra o HPV para meninas dos 9 aos 14 anos, meninos dos 11 aos 15 anos incompletos, bem como para pessoas entre 9 e 26 anos que foram transplantadas, estão em tratamento para o câncer com quimioterapia e radioterapia ou têm AIDS/HIV.

Sabendo que a previsão do Ministério da Saúde é de ampliar a vacinação nos meninos, tal como nas meninas, a partir dos 9 anos, em breve.

Conheça mais sobre a vacina contra o HPV em: 

Quem deve tomar a vacina contra HPV?

A vacina HPV tem efeitos secundários?

A vacinação tem como objetivo prevenir câncer de pênis, boca e garganta, verrugas genitais, lesões pré-cancerosas nas regiões anal e genital, além de reduzir a ocorrência de câncer de colo de útero e vulva.

Na suspeita de infecção por HOV você deve procurar o quanto antes um médico/a ginecologista ou infectologista para avaliação e conduta adequadas.

Saiba mais sobre o assunto em:

Quem tem HPV pode engravidar?

Quais são os tratamentos para HPV?

HPV tem cura definitiva?

Toda verruga é HPV?

Como é feito o diagnóstico do HPV?

Quem tem HPV pode doar sangue?

HPV tem cura definitiva?

Não, HPV não tem cura definitiva, já que não existe tratamento ou medicamento capaz de eliminar completamente o vírus do organismo. 

O objetivo do tratamento é destruir as lesões (verrugas) através da aplicação de medicamentos locais, uso de medicação para estimular a imunidade, cauterização, laser, crioterapia (congelamento) ou remoção cirúrgica. Mesmo depois de tratado, o HPV volta a se manifestar em cerca de 25% dos casos. 

O HPV é um vírus que se transmite pelo contato com uma pessoa contaminada. Assim que entra no corpo, o vírus se aloja nas várias camadas de células da pele ou mucosa, na região exposta.

Apesar do HPV permanecer no organismo e estar presente na maioria da população, muitas vezes não causa sintomas. Isso porque o sistema imunológico de grande parte das pessoas consegue combater eficazmente o vírus.

Leia também: Quais são os sintomas do HPV?

É importante lembrar que apesar de não ter cura, apenas uma pequena parte dos tipos de HPV (menos de 10%) pode causar câncer. Há centenas de tipos de HPV e somente cerca de 12 deles podem desencadear algum tipo de câncer no colo uterino, na boca, na garganta, no ânus, no pênis ou na vagina.

Existe tratamento para HPV?

O tratamento do HPV depende da localização e da extensão das lesões, podendo envolver uso de cremes e medicamentos à base de ácidos para aplicar no local, crioterapia (congelamento), cauterização (queimar), aplicação de laser ou ainda remoção através de cirurgia.

O tratamento mais comumente utilizado, que envolve a remoção das lesões da pele, não é capaz de eliminar completamente a presença do vírus, uma vez que não é possível detectar a sua presença dentro das células sem lesões.

Sendo assim, é comum que as lesões retornem após algum tempo, com a reativação do vírus causada por fatores emocionais, estresse e quedas de imunidade.

Algumas medicações mais modernas, chamadas de imunomoduladores, têm o objetivo de melhorar a imunidade e tentar eliminar os vírus, porém seu uso é restrito para casos muito específicos e tem uma série de efeitos colaterais.

Veja também: Qual é o tratamento para HPV?

O HPV pode permanecer silencioso, sem manifestar sintomas ou desenvolver câncer durante muitos anos, até décadas. Durante esse período, a infecção passa por diversas fases. 

Se o HPV não tem cura, como prevenir?

O uso de preservativo em todo tipo de relação sexual é a melhor forma de prevenir não só a transmissão do HPV como de todas as doenças sexualmente transmissíveis (DST). No entanto, a camisinha não é totalmente eficaz para evitar o contágio por HPV, já que a pele não recoberta pelo preservativo fica exposta. 

Além, disso, não é necessário haver penetração para que a pessoa fique infectada pelo vírus. Basta passar a mão sobre o local da lesão já é suficiente para espalhar a doença para outras partes do corpo.

No caso das mulheres, além do uso de preservativos, é importante a realização do exame de rastreamento de câncer de colo de útero, quando indicado pelo médico. Existe ainda a vacina, que é essencial para proteger contra determinados tipos de HPV responsáveis por grande parte dos casos de câncer de colo de útero e verrugas genitais.

Saiba mais sobre a vacina contra o HPV em: Como tomar a vacina contra HPV?

Mesmo os HPV que causam câncer têm tratamento na maioria dos casos. Contudo, é importante que a doença seja diagnosticada precocemente para que as lesões pré-cancerígenas sejam tratadas antes de evoluírem para tumores malignos.

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HPV na garganta: Quais os sintomas e como tratar?

O HPV pode apresentar diversos sintomas quando acomete a garganta, dentre eles os mais característicos são:

  • Feridas na parte interna da boca de difícil cicatrização;
  • Placas avermelhadas ou esbranquiçadas na língua, gengiva ou orofaringe;
  • Tosse ou rouquidão persistente, mais de 2 semanas, mesmo após tratamento;
  • Dor na garganta, também refratária ao tratamento;
  • Até dificuldade de engolir com evidente emagrecimento, nos casos mais avançados.    

Os sintomas podem ser confundidos facilmente com infecção bacteriana, o que leva a demora do diagnóstico e consequente demora no início do tratamento.

A infecção por alguns tipos do vírus HPV, sabidamente, os tipos 16,18,31, 33, 35 e 55, está relacionada a um risco aumentado para desenvolver câncer, por isso, na suspeita desta infecção, você deve procurar tratamento médico e manter de forma regular o seu acompanhamento até alcançar a cura desta doença.

HPV na gargantaQual é o tratamento para HPV na garganta?

O tratamento da infecção por HPV na garganta envolve o uso de medicamentos e a remoção das lesões através de cauterização ou pequenas cirurgias. Quando a lesão evolui para câncer, o tratamento pode incluir ainda cirurgias mais invasivas, radioterapia e ou quimioterapia.

Mesmo após a remoção cirúrgica das verrugas, elas podem voltar a aparecer, principalmente quando o tratamento não é completo, permitindo que algumas células permaneçam infectadas. O reaparecimento dos sintomas do HPV na garganta pode ser desencadeado por baixa imunidade, estresse e outros fatores emocionais.

Saiba mais em: Como é feito o diagnóstico do HPV?

Como é a transmissão do HPV na garganta?

A infecção pelo HPV na garganta geralmente ocorre pela via sexual ou da mãe para o feto durante o parto. Pessoas infectadas com o HPV têm mais chances de desenvolver câncer de garganta, mesmo sem apresentar sintomas do vírus.

Contudo, vale lembrar que o aparecimento de tumores na garganta é desencadeado não só pelo HPV isoladamente, mas pela combinação da infecção pelo vírus com fatores genéticos, fatores externos e hábitos de vida, como o consumo regular e exagerado de bebidas alcoólicas e o hábito de fumar cigarro.

Leia também: Quem deve tomar a vacina contra HPV?

O médico otorrinolaringologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar as infecções por HPV na garganta.

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