Perguntar
Fechar

Trombose

O que é flebite e quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Flebite é um processo inflamatório que acomete a parede de uma veia superficial, sobretudo nas pernas. Sem um tratamento adequado, a flebite pode evoluir para uma tromboflebite, com a formação de coágulos sanguíneos (trombos).

Embora seja mais comum nas veias superficiais dos membros inferiores, sobretudo em pessoas com varizes, a flebite pode acometer também as veias dos braços, após a instalação de um soro, por exemplo.

Os sintomas mais frequentes da flebite são:

  • Vermelhidão;
  • Dor localizada;
  • Inchaço;
  • Sensação de ardor e calor na veia inflamada;
  • Febre;
  • Endurecimento da veia (quando evolui para tromboflebite).

São várias as causas de uma flebite. Entre elas estão:

  • Bactérias e outros micro-organismos patogênicos;
  • Reação a medicamentos;
  • Trauma físico;
  • Fatores genéticos;
  • Imobilização prolongada, após uma cirurgia ou durante uma viagem longa de carro ou avião.

Pessoas obesas, sedentárias, que fazem uso de anticoncepcionais e fumantes apresentam uma maior predisposição para desenvolver flebite.

O diagnóstico e o tratamento da flebite é da responsabilidade do/a médico/a que está acompanhando o/a paciente ou do/a médico/a angiologista ou cirurgião/ã vascular.

O que é trombofilia e quais os seus sintomas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Trombofilia é uma predisposição para desenvolver trombose, causada por defeitos na coagulação do sangue que favorecem a formação de coágulos (trombos).

A trombofilia pode ser hereditária ou adquirida. A trombofilia hereditária tem causas genéticas, enquanto que a adquirida é uma consequência de outras condições clínicas como:

  • Doenças (câncer, síndrome anticorpo antifosfolípide);
  • Imobilização prolongada;
  • Uso de medicamentos (terapia de reposição hormonal, anticoncepcional oral, heparina);
  • Gravidez;
  • Puerpério (período de 45 dias após o parto);
  • Obesidade.
Quais os sintomas da trombofilia?

A principal apresentação da trombofilia é através da trombose venosa profunda, que ocorre principalmente nos membros inferiores e provoca os seguintes sinais e sintomas:

  • Inchaço, geralmente em apenas uma perna;
  • Dor na perna ao caminhar, ficar em pé ou em repouso;
  • Aumento da temperatura no local;
  • Dilatação das veias superficiais;
  • Pele azulada ou pálida na área que está inchada e dolorida;
  • Dor e endurecimento no trajeto da veia suspeita de ter o coágulo.
Quais as complicações da trombofilia?

A trombofilia pode provocar:

  • Trombose venosa profunda e superficial;
  • Acidente vascular cerebral;
  • Embolia pulmonar, que pode ser fatal;
  • Complicações na gravidez (retardo do crescimento fetal, abortamento, perda do bebê, início precoce de pré-eclâmpsia - aumento da pressão arterial com complicações na gestação, descolamento prematuro da placenta).

Veja também: Quais os riscos da trombofilia na gravidez?

Qual é o tratamento para trombofilia?

O tratamento da trombofilia é feito com medicamentos anticoagulantes, que "afinam o sangue", de maneira a evitar a coagulação sanguínea e, consequentemente, prevenir a formação de trombos.

Os medicamentos mais utilizados são a heparina (via intravenosa), heparina de baixo peso molecular (injeções abaixo da pele) e warfarina (via oral).

No caso da trombofilia adquirida, o tratamento deve ser individualizado, e incidir sobre a causa do problema.

Durante o tratamento são realizados exames de sangue seriados para avaliar se os anticoagulantes estão atingindo o efeito desejado.

O diagnóstico e o tratamento da trombofilia são da responsabilidade do médico clinico geral, médico da família, angiologista ou hematologista.

Trombose venosa profunda tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. A trombose venosa profunda (TVP) tem cura.

O tratamento é feito com medicamentos anticoagulantes, uso de meias elásticas e repouso. Dependendo do caso, pode ser necessário realizar cirurgias para dissolver ou retirar os coágulos, prevenindo complicações graves como a embolia, e consequente tromboembolismo.

O tratamento da trombose tem como objetivos diminuir o risco de embolização, principalmente para os pulmões, impedir o crescimento do trombo e a formação de novos trombos.

A embolização é um processo aonde um desses coágulos se soltam e ganham a corrente sanguínea, podendo parar em qualquer outro sistema aonde o calibre do vaso sanguíneo seja mais estreito; obstruindo a passagem de sangue e originando uma isquemia. Os órgãos mais acometidos são o pulmão - tromboembolismo pulmonar ou TEP, o cérebro - derrame ou AVC isquêmico "embólico" e coração - infarto agudo embólico

Estima-se que até 50% dos casos de trombose venosa profunda nas pernas evolua com embolia pulmonar se não tratada a tempo, com risco elevado de morte.

Qual o tratamento da trombose venosa profunda?Anticoagulantes

O tratamento da trombose venosa profunda é feito com medicamentos anticoagulantes, como a heparina. O medicamento é eficaz para diminuir o risco de embolia pulmonar e de formação de novos trombos.

Após 5 dias de heparina, que é administrada com injeções subcutâneas, o paciente passa a receber apenas anticoagulantes em comprimido, como a warfarina. A warfarina é mantida por pelo menos 6 meses, dependendo da gravidade e dos fatores de risco do paciente.

Atualmente, além da warfarina dispomos dos chamados "novos anticoagulantes" com maior facilidade de ajustar doses e posologia. Mas cada caso deve ser avaliado para qual a melhor opção de medicamento além do tempo que deverá fazer uso.

Repouso e meias elásticas

O indivíduo com trombose deve permanecer na cama em repouso absoluto durante os primeiros dias de anticoagulação, pois movimentar o membro acometido aumenta o risco de embolização.

Contudo, assim que houver autorização médica, a pessoa deve começar a andar o quanto antes. Já o uso de meias elásticas é recomendado para diminuir o inchaço nos membros inferiores e favorecer a circulação sanguínea nas pernas.

Implante de filtro

Nos pacientes que apresentam contraindicação a anticoagulantes ou que, apesar da anticoagulação, continuam a apresentar novos episódios de tromboembolismo, indica-se a implantação de um filtro na veia cava.

O filtro de veia cava é um tipo de rede localizada dentro da veia cava, na região abdominal, e que impede que êmbolos vindos das pernas cheguem aos pulmões.

O tratamento da trombose venosa profunda pode ser feito em ambiente hospitalar ou domiciliar, conforme avaliação médica.

É preciso estar atento às alterações que a trombose venosa profunda pode provocar, principalmente se existe predisposição para a doença ou houve exposição a fatores de risco que favorecem a formação de trombos.

Em caso de suspeita de trombose venosa profunda, um médico angiologista ou cirurgião vascular deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Pode lhe interessar também:

Trombose tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Trombose tem cura e o tratamento é feito com medicamentos anticoagulantes, uso de meias elásticas e deambulação precoce. Na maioria dos casos, a pessoa retorna às suas atividades normais após 6 meses de tratamento.

O tratamento da trombose também pode incluir a destruição dos coágulos através de procedimentos cirúrgicos, o que garante uma cura rápida da trombose e previne sequelas graves. Porém, as cirurgias para tratar a trombose são raras, sendo indicadas apenas em quadros muito graves.

Sinais de trombose (lado esquerdo)

Os primeiros passos no tratamento da trombose são a indicação de repouso e a administração de anticoagulantes. Os principais objetivos são impedir que o coágulo de sangue (trombo) chegue ao pulmão e provoque uma embolia pulmonar, que pode ser fatal, e evitar a formação de novos coágulos.

No início do tratamento, os anticoagulantes são injetáveis, sendo depois substituídos por medicamentos administrados por via oral.

Nos casos em que o uso de anticoagulantes é contraindicado devido ao risco de hemorragias ou complicações de tratamentos cirúrgicos, a embolia pulmonar pode ser evitada através de um implante de filtro próximo ao pulmão.

Atualmente recomenda-se a deambulação precoce, ou seja, quanto mais rápido se começar a andar após o episódio de trombose, melhor a recuperação. Também está recomendada o uso de meia elástica que reduz o inchaço nas pernas e melhora a circulação sanguínea.

Quais são os sintomas da trombose?

Os principais sinais e sintomas da trombose incluem inchaço, dor e rigidez no membro afetado, bem como rigidez no trajeto do vaso sanguíneo acometido. Casos de trombose pulmonar evoluem com aumento dos batimentos cardíacos, falta de ar, febre, dor no peito e ansiedade.

Veja também: O que é embolia pulmonar e quais os sintomas?

Vale ressaltar que aproximadamente 20% dos casos de trombose venosa profunda estão associados a algum tipo de câncer. Os tipos de câncer com maior incidência de trombose são o de pâncreas, rim, ovário, pulmão e estômago. Outra causa frequente de trombose são as cirurgias ortopédicas.

Como prevenir a trombose?

Para reduzir o risco de trombose, recomenda-se praticar exercícios físicos regularmente, principalmente aqueles que trabalham as panturrilhas, como caminhar, correr e pedalar. 

Em viagens e voos de longa duração, recomenda-se levantar e caminhar um pouco a cada duas horas. Se não for possível, os calcanhares devem ser movimentados, com movimentos de vai-e- vem, como se estivesse acelerando um carro.

Lembrando que os músculos da panturrilha são considerados o “segundo coração” do corpo, tamanha é a sua importância na circulação sanguínea, pois é um importante auxiliar do sangue no retorno ao coração.

Para prevenir a trombose, também recomenda-se o uso de meias elásticas prescritas por um médico, de preferência angiologista ou cirurgião vascular.

Também podem ser indicados medicamentos anticoagulantes para prevenir a formação de trombos.

O uso de pílula anticoncepcional é contraindicado para mulheres que já tiveram trombose, pois aumenta o risco de novos episódios. Essas mulheres também não devem fumar, pois o tabagismo aumenta as chances de trombose.

Quais as complicações da trombose?

Sem tratamento adequado, a trombose pode provocar complicações que podem ser fatais, como a embolia pulmonar. A complicação ocorre quando o coágulo se solta da parede do vaso sanguíneo e, através da circulação sanguínea, chega aos pulmões. 

Outra consequência da trombose são as varizes, sobretudo se o problema for crônico.

Saiba mais em: Varizes podem causar trombose?

O que é trombose?

A trombose caracteriza-se pela obstrução de um vaso sanguíneo por um coágulo. Ocorre sobretudo nos membros inferiores, sendo também uma causa frequente de acidente vascular cerebral (derrame).

O tratamento da trombose pode ser feito no hospital ou em casa, desde que o paciente siga as indicações dadas pelo médico angiologista ou cirurgião vascular. O médico irá orientar a melhor forma de tratamento.

Qual o tratamento para flebite?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para flebite inclui:

  • Aplicação de calor úmido no local;
  • Medicamentos anti-inflamatórios;
  • Repouso com elevação da perna;
  • Orientação para movimentação ativa da perna, para evitar imobilização e formação de coágulos que podem se desprender e tornar-se trombos;
  • Uso de meia elástica compressiva;
  • Uso de anticoagulantes;
  • Tratamento cirúrgico (em alguns casos).

As complicações mais graves da flebite são a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar, embora na maioria dos casos a evolução seja de caráter benigno, sem comprometimento da circulação e raramente apresentando embolismo pulmonar.

É fundamental que ao notar os primeiros sinais e sintomas de flebite, o/a paciente procure ou seja encaminhado para o/a médico/a angiologista, para uma avaliação adequada do comprometimento vascular existente.

Veja também o artigo: O que é flebite e quais os sintomas?

Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais rápido o tratamento será realizado, com maiores chances de uma resposta satisfatória ao tratamento.

Qual a diferença entre flebite, tromboflebite, trombose e erisipela?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A principal diferença entre flebite, tromboflebite, trombose e erisipela, é que as três primeiras caracterizam-se por serem processos inflamatórios com formação de coágulos sanguíneos numa veia, enquanto que a erisipela é uma infecção na pele.

Definições e principais sintomas de cada uma delas:

Flebite:

Processo inflamatório na parede interna de uma veia superficial do corpo, principalmente nas pernas. Afeta sobretudo pessoas com varizes e fumantes;

  • Sintomas: Vermelhidão, dor, inchaço, sensação de ardor e calor no trajeto da veia inflamada;

Tromboflebite:

Caso a flebite não seja tratada a tempo, pode haver formação de coágulos sanguíneos, evoluindo então para um quadro de tromboflebite, que é uma trombose superficial, uma vez que atingem veias logo abaixo da pele;

  • Sintomas: Os mesmos da flebite, só que neste caso a veia também fica endurecida;
Trombose:

Trata-se da formação ou do desenvolvimento de um trombo causado pela coagulação do sangue, que pode ocorrer numa veia superficial, logo abaixo da pele, ou numa veia profunda, no interior dos músculos (trombose venosa profunda ou TVP). Independentemente da localização, o trombo irá provocar uma inflamação na veia (flebite ou tromboflebite), podendo ficar restrito ao local de formação inicial ou estender-se ao longo da veia, provocando a sua obstrução parcial ou total;

  • Sintomas:

    • Trombose superficial: Nas veias superficiais, ocorre aumento da temperatura, dor, vermelhidão e edema (inchaço) na área afetada, além de um endurecimento no trajeto da veia abaixo da pele;
    • Trombose venosa profunda (TVP): Edema e dor, geralmente restritos a uma única perna. O inchaço pode ficar localizado apenas na panturrilha e no pé ou estar mais evidente na coxa, indicando que o trombo localiza-se nas veias profundas desta região ou mais acima da virilha;
Erisipela:

Trata-se de um processo infeccioso da pele, causado na maioria das vezes pela  bactéria estreptococo, que está naturalmente presente na superfície da pele. Geralmente a bactéria penetra no organismo através de uma micose ou pequenos ferimentos (arranhão, picadas de insetos, feridas) na pele;

  • Sintomas: Vermelhidão, inchaço e calor local, além de calafrios, febre alta, mal-estar, náuseas e vômitos. Pode haver ainda formação de bolhas e rachaduras na pele com perda do liquido que circula nos vasos linfáticos.

Veja mais sobre o assunto em: O que é flebite e quais os sintomas?; Quais os sintomas da trombose venosa profunda? ; O que é erisipela e quais os sintomas?.

Em caso de sinais e sintomas de flebite, tromboflebite, erisipela ou trombose, consulte um clinico geral ou médico de família para uma avaliação inicial, em alguns casos pode ser necessário o acompanhamento por um angiologista.

Quais os fatores de risco para a trombose venosa profunda?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Existem diversos fatores de risco para o desenvolvimento de trombose venosa profunda (TVP), principalmente dos membros inferiores. Dentre eles destacam-se:

  • Idade avançada;
  • Imobilidade ou mobilidade reduzida;
  • História prévia de trombose venosa profunda;
  • Casos de trombose venosa profunda na família;
  • Presença de varizes;
  • Obesidade;
  • Lesões na medula espinhal;
  • Traumatismos graves;
  • Uso de hormônios;
  • Gravidez;
  • Cirurgias;
  • Viagens prolongadas;
  • Câncer;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Doenças e condições congênitas e adquiridas (trombofilias).
Formação de coágulos e trombo no vaso sanguíneo Idade

Pessoas com mais de 40 anos têm mais trombose venosa profunda quando comparadas com pessoas mais novas. O risco aumenta ainda mais depois dos 60 anos de idade. 

Imobilidade ou mobilidade reduzida

Indivíduos com pouca ou nenhuma mobilidade apresentam mais risco de desenvolver trombose. Quanto maior o tempo de imobilidade, maior o risco de TVP. 

Caso anterior de trombose venosa profunda

Quando expostas a situações de risco, como uma cirurgia, pessoas que já tiveram trombose têm muito mais chances de terem novamente TVP quando comparadas com pessoas que nunca tiveram.

Casos de trombose venosa profunda na família

Indivíduos com história de trombose venosa profunda na família possuem mais chances de desenvolver trombose. Quanto mais pessoas na família com história de TVP, maior é o risco.

Varizes

Apesar de ser um fator de risco, a presença de varizes sem outros fatores associados não representa um risco elevado de trombose venosa profunda.

Sintomas de trombose venosa profunda na perna Obesidade

Pessoas com índice de massa corpórea (IMC) maior que 30 possuem mais chances de ter trombose. O risco é maior em homens com circunferência abdominal superior a 102 cm e mulheres com mais de 88 cm de circunferência abdominal.

Lesão na medula espinhal

O risco de trombose nesses casos é maior sobretudo nos primeiros 3 meses após a lesão, devido à falta de mobilidade desse período.

Traumas

Por razões parecidas às da cirurgia, traumatismos grandes também são importantes fatores de risco para a trombose venosa profunda, tanto pelo impacto nos vasos sanguíneos como pelo tempo que a pessoa fica imobilizada na cama após o acidente.

Pílula anticoncepcional ou hormônios

O uso de estrógenos pode aumentar em até 4 vezes as chances da mulher ter trombose. O risco é maior no 1º ano de uso do medicamento, principalmente se houver outros fatores de risco associados, como imobilidade e cirurgias. 

Gravidez

Alterações hormonais elevam a capacidade de coagulação das grávidas, aumentando as chances de formação de coágulos. Além disso, à medida que o útero cresce, a veia cava vai sendo comprimida, o que dificulta o escoamento do sangue proveniente das veias dos membros inferiores.

Sabe-se que as gestantes possuem 5 vezes mais chances de desenvolverem tromboses do que mulheres que não estão grávidas da mesma idade.

Cirurgias

Pacientes submetidos a cirurgias na região pélvica e membros inferiores apresentam alto risco de formação de trombos nos membros inferiores. O efeito dos anestésicos, a própria manipulação dos vasos sanguíneos e tecidos subjacentes durante o ato cirúrgico e o prolongado tempo sem se levantar no pós-operatório tornam as cirurgias um evento com elevado risco de trombose venosa profunda.

Quando andamos, o impacto dos pés no chão e a contração dos músculos, principalmente da panturrilha, ajudam a empurrar o sangue nas veias das pernas para cima, em direção ao coração. Permanecer deitado por muito tempo favorece a estagnação do sangue nos membros inferiores, principalmente para quem sofre de insuficiência venosa.

Permanecer sentado em viagens longas

Longas viagens, geralmente acima de 8 horas, podem facilitar o surgimento de trombose venosa profunda, principalmente em indivíduos com outros fatores de risco, como obesidade, varizes, tabagismo, gravidez, entre outros.

Já notou como os seus pés ficam inchados e o sapato fica mais difícil de calçar após uma longa viagem de avião? Permanecer sentado por muitas horas, com as pernas dobradas, dificulta o retorno do sangue para o coração, favorecendo a estagnação e, consequentemente, a formação de trombos.

Câncer

Existem tumores malignos que produzem substâncias que aumentam as chance do sangue coagular, favorecendo a formação de trombos.

Insuficiência cardíaca

Indivíduos com insuficiência cardíaca possuem um coração fraco, com dificuldade de bombear o sangue para todo o corpo, o que leva à estagnação do sangue nos membros inferiores e favorece a formação de coágulos.

Trombofilias

Doenças sanguíneas que desregulam o sistema de coagulação, criando um estado de hipercoagulabilidade e grande risco de formação de trombos. Contudo, apesar de serem um forte fator de risco para trombose, as trombofilias são patologias pouco comuns. 

Entre as trombofilias mais frequentes, destacam-se: 

  • Mutação do Fator V de Leiden;
  • Mutação do gene do gene da protrombina;
  • Deficiência de proteína S;
  • Deficiência de proteína C;
  • Deficiência de antitrombina;
  • Disfibrinogenemia;
  • Anticorpo antifosfolipídeo.

Além dos citados anteriormente, há diversos outros fatores de risco para trombose venosa profunda, entre os quais estão:

  • Desidratação;
  • Tabagismo;
  • Síndrome nefrótica;
  • Uso de certos medicamentos (como tamoxifeno, eritropoietina, talidomida);
  • Policitemia vera;
  • Trombocitopenia essencial;
  • Doença inflamatória intestinal;
  • Uso de cateter venoso central na veia femoral.

Em caso de suspeita de trombose venosa profunda, um médico deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo(a) e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Quais os sintomas da trombose venosa profunda?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Os sintomas da trombose venosa profunda (TVP) dependem do tamanho do trombo e do grau de obstrução da veia acometida. Como se tratam de veias profundas, mais afastadas da pele, é perfeitamente possível a pessoa ter trombose e não apresentar sintomas. Contudo, uma perna que de repente começa a doer e fica mais inchada que a outra é sempre um sinal que deve levantar suspeita de TVP.

Quando o trombo é grande o suficiente para comprometer o fluxo sanguíneo na veia, os sinais e sintomas da trombose venosa profunda podem incluir:

  • Inchaço;
  • Dor local. No caso de trombose na perna, a dor ocorre quando a pessoa está em pé, andando ou em repouso. Também é comum haver dor durante a palpação do trajeto da veia acometida;
  • Sensação de peso na perna afetada;
  • Aumento da temperatura local;
  • Dilatação das veias superficiais;
  • Vermelhidão do membro acometido;
  • Rigidez da musculatura na região em que se formou o trombo;
  • Palidez ou escurecimento da pele;
  • Endurecimento do tecido subcutâneo.

Na fase inicial, as principais complicações da TVP são a embolia pulmonar (caso o trombo chegue ao pulmão), com elevada taxa de mortalidade, e a gangrena, que pode levar à amputação do membro.

Numa fase posterior, a trombose venosa profunda pode causar síndrome pós-flebítica, que caracteriza-se por dermatite pigmentada (inflamação e hemorragia dos capilares superficiais da pele), lipodermoesclerose (fibrose e endurecimento da pele), inchaço durante a tarde, varizes nas pernas e ferida aberta ou cicatrizada.

O que é trombose venosa profunda?

A TVP é um distúrbio vascular causado pela formação de um coágulo de sangue (trombo) que diminui ou interrompe a circulação sanguínea. A trombose venosa profunda, como o próprio nome sugere, ocorre em veias profundas, principalmente na perna.

Quais os fatores de risco da trombose venosa profunda?

Os principais fatores de risco para desenvolver TVP são: idade avançada, tabagismo, permanecer na posição sentada durante várias horas, gestação, pós-parto, estar acamado(a), cirurgias, imobilização por fratura, uso de pílula anticoncepcional, terapia hormonal, obesidade, varizes nos membros inferiores, câncer, traumatismos e estados de coagulação excessiva do sangue.

Como é feito o diagnóstico da trombose venosa profunda?

O diagnóstico da TVP geralmente é feito através de ultrassonografia com doppler das veias dos membros inferiores. Outros exames também podem ser usados, como a angiorressonância magnética ou a angiotomografia computadorizada.

Qual é o tratamento para trombose venosa profunda?

O tratamento da trombose venosa profunda pode ser feito através de repouso e elevação do membro afetado, deambulação com uso de meia elástica apropriada, uso de medicamentos anticoagulantes orais, fibrinólise (destruição do coágulo sanguíneo) e, raramente, cirurgia.

A grande maioria dos casos de TVP são tratados sem necessidade de internamento, exceto em casos muito específicos de trombose venosa profunda.

Em geral, o uso de anticoagulante (normalmente varfarina ou heparina) é mantido durante pelo menos 6 meses, bem como o acompanhamento médico especializado e regular. O controle da localização do trombo e da evolução do quadro é feito através de ultrassonografias periódicas.

O principal objetivo do tratamento da TVP é diminuir o risco de embolia pulmonar e gangrena. Por isso, o tratamento precoce é muito importante para prevenir complicações que podem ser fatais.

Em caso de suspeita de trombose venosa profunda, um médico clínico geral, médico de família ou angiologista deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual é o diagnóstico correto, orientar e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.