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Sangramentos

Sangramento durante o resguardo é normal?

Sim, sangramento durante o resguardo é normal. Esse sangramento após o parto chama-se lóquios e ocorre porque o corpo está eliminando os tecidos que revestiam o útero durante a gravidez. A parte interna do útero, onde a placenta estava "colada", ainda está se regenerando e cicatrizando. Por isso a mulher pode sangrar no resguardo, durante um período que varia entre 3 e 6 semanas.

A perda de sangue costuma ser mais intensa depois de partos normais, devido à retirada da placenta.

O lóquios apresenta coloração avermelhada nos primeiros dias, depois fica rosado, marrom, amarelado, até se tornar transparente.

Enquanto estiver perdendo sangue, a mulher deve usar absorventes higiênicos. Os tampões vaginais não são indicados pois podem causar infecções.

Apesar do sangramento no resguardo ser normal, a mulher deve estar atenta às suas caraterísticas. 

O cheiro deve ser semelhante ao da menstruação. Se o sangramento apresentar odor forte, coágulos grandes ou a mulher tiver febre, pode ser sinal de alguma infecção. Se isso acontecer, procure o seu médico ginecologista.

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O que é hemofilia e quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Hemofilia é uma doença hemorrágica genética, causada pela deficiência da atividade dos fatores de coagulação sanguínea VIII (hemofilia A) ou IX (hemofilia B). Trata-se de um grave distúrbio da coagulação do sangue que se manifesta prioritariamente em homens.

Em 70% dos casos, a hemofilia é hereditária, sendo transmitida por mães portadoras de uma mutação no cromossomo X. Nos outros 30% dos casos, a doença tem origem numa nova mutação, que pode ocorrer na mãe ou no feto.

Quando há hemofílicos na família, é provável que a mulher seja portadora da mutação, principalmente se ela tiver algum irmão, o pai, o avô ou tios maternos com hemofilia. Filhas de pai hemofílico serão sempre portadoras obrigatórias do gene.

É importante lembrar que apesar de ser portadora, a mulher não desenvolve hemofilia. Apenas transmite o gene. Porém, apesar de ser muito raro, a hemofilia também pode ocorrer em mulheres, mas somente se o pai tiver hemofilia e a mãe for portadora.

Quais são os sintomas da hemofilia?Sangramentos dentro das articulações (hemartroses)

Afetam principalmente o joelho, tornozelo, cotovelo, ombro e quadril.

Hemorragias musculares ou em outros tecidos do corpo

Podem ocorrer espontaneamente, sem causa aparente, ou após traumas.

A hemofilia pode ser classificada como leve, moderada e grave, de acordo com o grau de atividade dos fatores de coagulação sanguínea. A gravidade dos sangramentos varia conforme a gravidade da doença:

Hemofilia leve (entre 5% e 40% de atividade de coagulação): Hemorragias relacionadas com traumas maiores ou procedimentos médicos.

Hemofilia moderada (entre 1% e 5% de atividade de coagulação): Os sangramentos normalmente ocorrem devido a traumas, sendo ocasionalmente espontâneos. Há hemorragias prolongadas após pequenos traumas ou procedimentos médicos.

Hemofilia grave (menos de 1% de atividade de coagulação): Ocorrem sangramentos articulares ou musculares após traumas e frequentemente sem causa aparente. Se não forem tratados, esses sangramentos podem deixar sequelas graves e impedir a prática de atividades simples do dia-a-dia.

Qual é o tratamento para hemofilia?

O tratamento da hemofilia é feito com a reposição do fator de coagulação deficiente. Fator VIII, na hemofilia A, ou fator IX, na hemofilia B.

Porém, a hemofilia não tem cura. O objetivo do tratamento é prevenir ou tratar as hemorragias. No entanto, o tratamento adequado permite melhorar a qualidade de vida do paciente.

Os fatores de coagulação são administrados pela via endovenosa, uma a três vezes por semana.

As injeções são compostas por concentrados dos fatores de coagulação, obtidos a partir do plasma do sangue ou por meio de técnicas de engenharia genética.

Os concentrados dos fatores de coagulação obtidos a partir do plasma sanguíneo são produzidos com o plasma de doadores de sangue.

Já os concentrados feitos pela engenharia genética são muito purificados e altamente elaborados. Os fatores de coagulação desses produtos duram mais tempo, são mais potentes e apresentam menos chances de rejeição.

O tratamento adequado da hemofilia permite que a pessoa tenha uma vida praticamente normal, podendo inclusive praticar atividade física moderadamente.

O/a médico/a hematologista é o/a responsável pelo diagnóstico e tratamento da hemofilia.

Quais os sintomas da retocolite ulcerativa?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Os sintomas​ da retocolite ulcerativa idiopática (RCIU) são parecidos com os de outras doenças intestinais. No início do quadro, há uma crescente urgência para defecar, cada vez mais frequente, com vontade intensa logo após comer. Surgem leves cólicas abdominais baixas e aparece pequena quantidade de muco e sangue nas fezes.

Com a evolução da doença, os episódios de diarreia tornam-se frequentes com maior quantidade de sangue, muco ou pus (os episódios variam em intensidade e duração e são intercalados por períodos em que o paciente está bem, sem sintomas). A dor abdominal torna-se mais intensa e pode haver febre e toxemia nos casos mais graves.

Menos comumente, a RCIU pode ter início agudo e fulminante, com diarréia súbita, violenta e síndrome febril.

Quando a doença está confinada ao retossigmoide, pode haver constipação (fezes normais ou endurecidas).

Em casos mais avançados, os sintomas estendem-se a outros locais, sendo os mais comuns listados abaixo:

  • Manifestações articulares: Ocorrem em cerca de 25% dos doentes. Variam de artralgia a artrite aguda, com dor e edema articular.
  • Manifestações cutâneo-mucosas: Ocorrem em cerca de 15% dos pacientes, e incluem eritema nodoso, pioderma gangrenoso, lesões labiais e úlceras aftosas orais.
  • Manifestações oculares: Em 5% dos casos - uveíte, conjuntivite e episclerite.

Em caso de suspeita de RCIU, o médico deve ser prontamente consultado para investigação da causa e tratamento.

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Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

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