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Sangramentos

Cuspir sangue é normal? O que pode ser?

Cuspir sangue não é normal e pode ser sintoma de alguma doença ou de lesões menos importantes no nariz ou na garganta. Cuspir sangue com expectoração (catarro) e tosse significa que o sangramento vem do pulmão ou das vias aéreas, o que pode indicar a presença de alguma das seguintes doenças:

  • Infecções pulmonares, como bronquite aguda ou bronquite crônica;
  • Câncer de pulmão;
  • Tuberculose pulmonar;
  • Infarto pulmonar (morte de uma parte do tecido pulmonar causada por obstrução de alguma artéria);
  • Bronquiectasias (dilatações anormais do brônquios pulmonares);
  • Hipertensão venocapilar (aumento da pressão sanguínea nas veias pulmonares que pode provocar a ruptura de pequenos vasos);
  • Insuficiência do ventrículo esquerdo do coração;
  • Estenose (estreitamento) da válvula mitral do coração.

Cuspir sangue sem tosse pode ser sinal de alguma lesão no nariz ou na garganta. Por exemplo, se a garganta estiver inflamada ou infeccionada pode haver pequenos sangramentos devido a pequenas lesões na mucosa e, ao sair a secreção, ela é acompanhada de sangue..

O mais indicado é consultar o/a clínico geral ou médico/a de família para o início de uma abordagem e entendimento da causa do sangramento.

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Sangue no nariz, o que pode ser?

A saída de sangue pelo nariz, chamada epistaxe, pode ter como causa uma simples irritação da mucosa nasal ou um resfriado, mas pode ser sintoma de problemas mais graves, como pressão muito alta ou distúrbios da coagulação do sangue.

Os sangramentos nasais esporádicos e eventuais são bastante comuns e raramente representam alguma ameaça mais séria à saúde.

É durante o inverno que o nariz pode sangrar com mais facilidade, devido aos fatores ambientais que favorecem o sangramento. A mucosa tende a ressecar com o ar frio que entra no nariz e formar crostas, que podem sangrar quando são irritadas ou retiradas.

Algumas causas de sangramento nasal:

  • Baixa umidade do ar, traumatismos nasais provocados por objetos introduzidos no nariz, alergias ou resfriados;
  • Assoar o nariz com muita força, "cutucar" o nariz, ar muito frio ou seco;
  • Espirrar repetidamente, inalação de substâncias irritantes, cirurgias no nariz ou próximas dele;
  • Deformidades anatômicas, inflamações derivadas de infecções do trato respiratório, como sinusite e rinite, corpos estranhos;
  • Tumores intranasais, uso de medicamentos nasais ou outros medicamentos que atuam na coagulação sanguínea, como aspirina e varfarina;
  • Traumas, distúrbios da coagulação do sangue, problemas cardíacos;
  • Leucemia, pressão alta, doenças infecciosas;
  • Anemia, uso de drogas, doenças vasculares.

Leia também: Nariz sangrar na gravidez é normal?

O que fazer em caso de sangramento nasal?
  1. Sente-se e incline-se para frente, tentando encostar o queixo no peito para evitar engolir o sangue;
  2. Aperte o nariz durante 5 (crianças) a 15 minutos fazendo uma pinça com o polegar e o indicador, fechando as narinas;
  3. Respire pela boca;
  4. Após esse tempo, pode descomprimir o nariz lentamente;
  5. Se o sangramento continuar, repita o procedimento por 10 minutos ou mais.

Além disso, aplique gelo ou compressas frias sobre dorso do nariz durante 10 minutos. A maioria dos sangramentos nasais cessam com esses procedimentos.

Grande parte dos sangramentos nasais tem origem na parte da frente do septo nasal e podem ser facilmente contidos. Já os sangramentos que acontecem na porção mais alta do septo podem ser mais difíceis de controlar.

Se o seu nariz sangra frequentemente, é recomendável procurar o/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família ou médico/a otorrinolaringologista para descobrir a causa do sangramento e iniciar um tratamento.

Tive um sangramento anal, o que pode ser?

O sangramento anal pode ter várias explicações, mas está relacionado principalmente com hemorroida.

Deve-se diferenciar o sangramento anal do sangramento que pode ser observado nas fezes. O sangramento anal é de coloração vermelho vivo, em geral observado pela pessoa ao se limpar com papel higiênico ou mesmo no vaso sanitário. O sangramento que vem misturado com as fezes, geralmente tem uma coloração mais escurecida e apresenta outras causas que devem ser abordadas de outra forma.

As hemorroidas, vasos que se dilatam na região do ânus, podem ser escoriadas durante a passagem das fezes e, ao haver pequenas rupturas na pele anal, causa o sangramento.

Leia mais sobre hemorroida em:

Como tratar hemorroida?

Um sangramento volumoso e com grande perda de sangue é uma situação de emergência e deve ser tratada com prontidão. Um sangramento de pequena quantidade também deve ser tratado, mas pode ser feito em acompanhamento ambulatorial ou em consulta com clínico/a geral, médico/a de família ou proctologista.

Uma alimentação rica em fibras e uma adequada ingestão de água pode facilitar o funcionamento do intestino e evitar fezes endurecidas que promovem o sangramento.

É normal o homem sangrar durante ou depois da relação sexual?

Não, homem sangrar durante ou após a relação sexual não é normal. Sangramento durante a ejaculação ou a presença de sangue no esperma geralmente são causados por inflamações, infecções e traumas.

Na maioria das vezes, trata-se de uma condição benigna e autolimitada. Porém, sangrar frequentemente durante ou após as relações ou se o sangramento vier acompanhado de outros sintomas, pode ser sinal de algo mais grave, como câncer, principalmente em homens mais velhos.

As principais causas da presença de sangue no esperma são:

  • Inflamação ou infecção: É a causa mais comum em homens com menos de 40  anos. Processos inflamatórios provocam irritação da mucosa, aumento do fluxo sanguíneo e inchaço de ductos e glândulas, resultando em sangramento;
  • Trauma ou lesão provocada por procedimentos médicos: A biópsia da próstata é a principal causa nesses casos, sendo observado sangramento em até 85% dos homens. Outras causas incluem:
    • braquiterapia para tratar câncer de próstata;
    • presença de corpo estranho;
    • traumas perineal (área entre ânus e pênis) ou genital;
    • fratura do pênis;
    • fratura de bacia.
  • Cistos: Podem comprimir vasos sanguíneos muito pequenos, bloqueando o fluxo sanguíneo em alguns pontos. A ejaculação alivia essa pressão, levando a uma distensão dos vasos que resulta em sangramento;
  • Tumores: Há vários tumores benignos que podem fazer o homem sangrar durante ou após uma relação sexual devido aos novos vasos que são formados no tumor. Tumores malignos de próstata, vesícula seminal e testículo são causas raras de sangue no sêmen, sendo responsáveis por cerca de 4% dos sangramentos em homens com mais de 40 anos;
  • Outras causas de sangramento:
    • Anormalidades vasculares (varizes em vesículas seminais, uretra prostática, malformações arteriovenosas, hemangioma na próstata);
    • Linfoma;
    • Doença de Von Willebrand;
    • Hemofilia;
    • Distúrbios da coagulação sanguínea;
    • Uso de medicamentos.
    • Hipertensão arterial.

Apesar da ansiedade que o sangramento pode gerar no homem, normalmente não é nada de grave e muitas vezes tem causa desconhecida.

Contudo, como falado no início, se o sangramento ou a presença de sangue no esperma forem recorrentes ou estiverem associados a outros sintomas, é importante consultar o/a mé dico/a urologista, médico/a de família ou clínico/a geral para uma investigação mais apurada.

É normal ter sangramento durante o período fértil?

Sim, algumas mulheres podem ter sangramento durante o período fértil devido à queda dos níveis do hormônio estrógeno no organismo. No entanto, a perda de sangue é pequena, sendo notada por manchas de cor marrom, vermelho ou rosa que surgem na calcinha no período da ovulação.

Esse sangramento não é grave e não deve ser motivo de preocupação. Trata-se de um dos possíveis sintomas do período fértil, que podem variar muito em cada mulher. Algumas podem ficar com as mamas inchada e doloridas, ganhar peso, ter dor de cabeça, enquanto outras apresentam alterações de humor, enjoo, cólicas, aumento do apetite e da libido, acne ou ainda sangramento.

Apesar de todas as variações, os sintomas mais comuns e evidentes do período fértil são as modificações que ocorrem no muco vaginal, que fica mais abundante e transparente na ovulação, semelhante a uma clara de ovo. 

Outro sinal perceptível desse período é o aumento da temperatura corporal devido aos níveis elevados do hormônio progesterona, que provoca um ligeiro aumento de 0,3ºC a 0,8ºC na temperatura do corpo.

Se o sangramento no período fértil for abundante ou causar muito incômodo, procure o/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para maiores esclarecimentos e orientações.

Saiba mais sobre o assunto em: 

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É normal sangrar depois da segunda relação sexual?

Sim, é normal sangrar depois da segunda relação sexual, desde que você não tenha sangrado na primeira vez. Isso porque nem todas as mulheres sangram na primeira relação e, quando isso não ocorre, elas podem sangrar na segunda, na terceira ou só depois de muitas relações. Há inclusive mulheres que nunca sangram.

Quando ocorre, esse sangramento é causado pelo rompimento do hímen, que é uma pequena membrana localizada na entrada da vagina. Geralmente essa película se rompe na primeira relação sexual da mulher, mas isso não é uma regra.

A razão por que o sangramento pode ocorrer na segunda, terceira ou posteriores relações está nas variações que o hímen pode apresentar na:

  • Forma: Há hímens que têm um "buraco" no meio, enquanto outros são parecidos com uma rede. Uns são mais espessos e podem causar dor quando se rompem, enquanto outros são tão finos que a mulher nem sente que ele se rompeu;
  • Elasticidade: Os himens pouco elásticos normalmente se rompem logo na primeira relação sexual. Já os hímens com mais elasticidade, conhecidos como "complacentes”, podem se romper só depois de várias relações.

O médico ginecologista pode verificar o formato do hímen durante o exame ginecológico, embora não seja possível avaliar a sua elasticidade.

É importante lembrar que o sangramento decorrente do rompimento do hímen é pequeno e pode durar no máximo algumas horas. Sangramentos intensos e persistentes devem ser avaliados por um médico ginecologista.

Leia também: Quanto tempo dura o sangramento depois de perder a virgindade?

Espirrar sangue: o que pode ser?

Espirrar sangue é indicativo de acometimentos nas vias aéreas superiores ou inferiores que podem ter várias causas, sendo a mais comum rinossinusite. Normalmente, o espirro é uma reação alérgica à algum componente presente no ar inspirado. Quando a reação alérgica é mais intensa ou quando há presença de algum microrganismo danificando a mucosa, o espirro pode vir acompanhado de sangue.

Espirrar sangue pode vir acompanhado de tosse com sangue e pode acontecer em abscessos pulmonares, tromboembolismo pulmonar, algumas doenças imunes, uso de drogas como a cocaína, distúrbios na coagulação, etc.

Você pode saber mais em:Tossir sangue: o que pode ser?

Ao tossir tenho catarro com sangue, o que pode ser?

Toda pessoa que está espirrando sangue deve ser investigada. Por isso, procure um/a médico/a de família ou clínico geral em alguma unidade de saúde para iniciar a investigação.

Dor e sangramento no umbigo: o que pode ser e o que fazer?

Dor e sangramento no umbigo pode ser sinal de endometriose umbilical. A endometriose é a presença de endométrio (tecido que reveste a parte interna do útero) fora da cavidade uterina. No caso da endometriose umbilical, o endométrio se desenvolve na região do umbigo, causando dor e sangramento durante o período menstrual.

O sangramento é percebido durante a menstruação porque o endométrio é o tecido uterino que descama e sangra na fase menstrual. Portanto, o mesmo estímulo que o endométrio sofre no útero durante a menstruação, também ocorre nas regiões afetadas pela endometriose.

A endometriose é mais comum na cavidade pélvica, afetando muitas vezes os ovários, o intestino e os ligamentos uterinos. Contudo, ela também pode surgir fora da pelve em cerca de 12% dos casos, desenvolvendo-se na região umbilical, pele e tecido subcutâneo, períneo (região entre ânus e vagina), pleura (membrana que reveste o pulmão) e parede de hérnias.

A endometriose umbilical é bastante rara e representa, em média, apenas 0,7% dos casos de endometriose. O seu principal sintoma é a presença de um nódulo no umbigo, de coloração acastanhada, avermelhada ou arroxeada, que incha, sangra e dói durante a menstruação.

Porém, há casos em que os sintomas não se manifestam ou surgem também fora do período menstrual. Cerca de 25% das mulheres com endometriose umbilical também têm endometriose na cavidade pélvica simultaneamente.

Leia também: O que é endometriose?

O diagnóstico é feito através de exame ginecológico, ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. O tratamento é cirúrgico, com remoção da lesão nodular. Nódulos menores podem ser tratados com medicamentos hormonais. A terapia hormonal também pode ser indicada para reduzir o tamanho dos nódulos maiores antes da cirurgia.

É importante lembrar que a dor e o sangramento no umbigo podem ter várias causas, além da endometriose. Por isso, o mais indicado é consultar um médico clínico geral ou médico de família, que poderá diagnosticar e tratar o problema ou encaminhar para um especialista.

Saiba mais em:

Dor no umbigo: o que pode ser?

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