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Saúde do Idoso

Dor na panturrilha, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A dor na panturrilha ("batata da perna") pode ter diversas causas. Se a dor for aguda, iniciada após atividade física, é mais provável que seja resultado de uma distensão do músculo da panturrilha (gastrocnêmio). Em algumas ocasiões será necessário o uso de relaxante muscular e anti-inflamatório, além de repouso, para melhora dos sintomas.

Outra causa de dor aguda na panturrilha são as cãibras, que ocorre quando o músculo fica muito contraído durante alguns minutos, sendo associadas a bastante dor. Normalmente são autolimitadas e não necessitam de tratamento, exceto se a dor permanecer mesmo após resolução da cãibra.

Para evitar as cãibras, é importante realizar alongamentos e fazer fortalecimento muscular, 3 vezes por semana. Além disso, é importante ter uma alimentação e uma hidratação adequadas durante a prática de atividade física. E, após uma rotina de exercícios, descansar por um dia, pelo menos.

Quais as outras causas de dor na panturrilha?

Apesar de, na maioria dos casos, a dor na panturrilha não indicar nada de grave, é preciso ter atenção, pois há situações em que a dor pode ser sintoma de alguma doença.

Insuficiência venosa

Especialmente comum nas mulheres, nas pessoas que ficam muitas horas em pé e idosos. Usualmente, a dor nas panturrilhas é uma dor em peso (as pernas ficam "pesadas"), mais comum no final do dia e podem estar presentes inchaço, "vasinhos" (teleangiectasias) e varizes.

O tratamento consiste no uso de meias elásticas, prática regular de exercícios físicos e, algumas vezes, será necessária cirurgia para remover as veias que ficaram dilatadas e perderam a sua função. O diagnóstico e seguimento deverá ser feito por médico cirurgião vascular.

Insuficiência arterial (claudicação intermitente)

Comum em idosos e especialmente em tabagistas. Usualmente, a dor na panturrilha é forte, em pontada, e ocorre após andar alguns quarteirões ou ao subir uma rua ou escada.

É comum a pessoa necessitar interromper a caminhada em virtude da dor. O repouso, durante alguns minutos, resolve os sintomas. Contudo, retornando a caminhada, ressurge a dor.

A quantidade de metros caminhados para iniciar a dor é variável conforme cada paciente e tende a ser menor conforme a gravidade da obstrução arterial.

O tratamento consiste no uso de medicamentos e muitas vezes é necessária uma cirurgia para desobstrução da artéria acometida e é importante e fundamental parar de fumar. O diagnóstico e seguimento deverá ser feito por médico cirurgião vascular.

Cisto de Baker

Algumas pessoas podem apresentar um cisto na região do joelho e, se o cisto estourar, pode ocorrer dor nas panturrilhas e inchaço no joelho. Em algumas ocasiões pode ser necessária retirada cirúrgica. O diagnóstico e seguimento deverá ser feito por médico ortopedista ou reumatologista.

Como aliviar dor na panturrilha?

A dor na panturrilha muitas vezes é causada por má circulação. Esse distúrbio na circulação provoca acúmulo de sangue nas pernas, levando à dor. Algumas medidas, que favorecem o retorno do sangue para o coração, ajudam a aliviar a dor na panturrilha causada por má circulação:

Usar meias elásticas

Usar meias elásticas compressivas é indicado em muitos casos, pois as meias favorecem o retorno do sangue para o coração, aliviando o cansaço. Porém, as meias elásticas devem ser prescritas por um médico, já que utilizar meias com a compressão inadequada pode piorar o quadro.

Praticar atividade física

O importante nesses casos é escolher exercícios que trabalham os músculo da panturrilha, como andar, correr, pedalar e nadar.

Movimentar-se

Para evitar a dor na panturrilha, deve-se evitar ficar parado por muito tempo na mesma posição. Pessoas que trabalham várias horas sentadas, devem se levantar e andar um pouco, pelo menos a cada duas horas.

Caso não seja possível levantar-se, convém exercitar os músculos da panturrilha, abaixando os pés como se estivesse acelerando um carro, a cada 30 minutos.

Elevar as pernas

Deitar-se de barriga para cima com as pernas elevadas ajuda o sangue a retornar ao coração. Isso pode ser feito colocando várias almofadas embaixo dos pés, por exemplo. Para aliviar a dor na panturrilha, recomenda-se fazer isso todos os dias, durante 20 minutos.

Emagrecer

O excesso de peso dificulta o retorno do sangue para o coração, favorecendo o seu acúmulo nas pernas, o que pode causar dor na panturrilha. O próprio peso do corpo pode sobrecarregar os músculos da panturrilha, sobretudo se a pessoa praticar atividade física, gerando dor.

Se a dor nas panturrilhas for recorrente, consulte um médico clínico geral ou médico de família para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

Sangramento vaginal em idosa o que pode ser?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Sangramento vaginal nesta idade tem como possíveis causas algum tipo de inflamação ou ferida em vagina ou colo uterino, pode também ser um tumor de colo do útero. Deve procurar um ginecologista para ver o que está acontecendo.

Quais as causas e os sintomas da Doença de Alzheimer?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A doença de Alzheimer, é uma doença neurodegenerativa, de evolução lenta e progressiva, que provoca atrofia do cérebro e com isso, o declínio global das funções mentais, levando à demência em pacientes idosos, preferencialmente acima dos 65 anos.

Os pacientes gradualmente perdem a capacidade de raciocínio, julgamento e memória, o que os torna dependentes de apoio em suas atividades diárias.

É importante salientar que pequenos esquecimentos são comuns e ocorrem com todas as pessoas, especialmente em períodos de maior estresse ou cansaço. Todavia, quando os lapsos de memória começam a ocorrer com frequência e são importantes, como esquecer o próprio endereço, sair de casa e se perder ou esquecer nomes de pessoas próximas, deve-se estar alerta e procurar atendimento médico para melhor avaliação.

Se, junto com a perda frequente e progressiva de memória para fatos recentes, o idoso também apresentar alterações do comportamento social, como apatia e tendência a se isolar, além de períodos de confusão, como guardar sal na geladeira ou as chaves de casa no armário dos alimentos, a doença deve ser uma hipótese a ser considerada.

Quais as causas do mal de Alzheimer?

As causas da doença de Alzheimer ainda não foram totalmente definidas. Estudos e evidências médicas apontam para uma associação entre propensão genética e exposição a fatores ambientais, porém faltam dados para essa comprovação.

Acredita-se que o acúmulo de uma proteína chamada beta amiloide nos neurônios seja um dos fatores responsáveis pelo desencadeamento da doença, mas por que essa substância se acumula em umas pessoas e em outras não, ainda precisa ser esclarecido.

Quais são os sintomas da doença de Alzheimer?

A doença de Alzheimer apresenta 3 sintomas básicos:

1. Perda da memória; afetando primeiramente a memória de fatos recentes. A pessoa não se lembra o que comeu no dia anterior, onde deixou objetos, recados, o dia do mês, entre outros episódios recentes. As memórias mais antigas ficam preservadas, mas também acabam por ser perdidas com a evolução da doença;

2. Alterações da capacidade intelectual, incluindo dificuldades com raciocínio lógico, linguagem, escrita, organização do pensamento, interpretação dos estímulos visuais, planejar e realizar tarefas complexas;

3. Alterações de comportamento, como perda da inibição, desconfiança sem razão, manias de perseguição, agitação e mais raramente, alucinações visuais ou auditivas.

Todos esses sinais e sintomas da doença progridem, de maneira que a pessoa perde a sua autonomia, necessitando de ajuda para realizar tarefas simples que antes executava facilmente, como se vestir ou se lavar, por exemplo.

Alzheimer e demência

A doença de Alzheimer é a principal causa de demência no mundo, e a demência é a principal característica clínica da doença de Alzheimer.

A demência é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas relacionados à deterioração das capacidades intelectuais do paciente.

Além da doença de Alzheimer, é também comum a ocorrência de demência em pacientes com múltiplos AVEs (acidentes vasculares encefálicos), doença de Parkinson, alcoolismo crônico, traumas cranianos, deficiência de vitaminas, hipotireoidismo grave, tumor cerebral e algumas outras doenças neurológicas.

A demência é uma síndrome de instalação lenta e progressiva, que muitas vezes passa despercebida em estágios iniciais. É comum o paciente idoso com demência em fases precoces ter suas alterações tratadas como “coisas normais da idade”.

Doença de Alzheimer tem cura? Qual é o tratamento?

A doença de Alzheimer não tem cura. O objetivo do tratamento é retardar a sua evolução natural, e manter as capacidade intelectuais da pessoa durante o maior tempo possível. Quanto mais cedo o mal de Alzheimer for diagnosticado e o tratamento iniciado, melhores serão os resultados.

O tratamento se baseia no uso de medicamentos específicos que diminuem os sintomas da doença. A medicação também estabiliza o comprometimento cognitivo, o comportamento e auxilia na realização das tarefas do dia-a-dia.

O medicamento rivastigmina, usado sob a forma de adesivo transdérmico, é uma das primeiras opções para tratar a doença de Alzheimer. Além dessa medicação, outros medicamentos podem ser prescritos, sozinhos ou em conjunto, são eles: donepezila, galantamina e memantina.

Depois de começar o tratamento, aproximadamente após 1 mês, o paciente deverá passar por uma nova avaliação para afirmação e ajustes de doses, e após essa primeira avaliação, dependendo de cada caso, o acompanhamento pode ser mantido a cada 3 a 6 meses para que o tratamento possa ser avaliado e atualizado para maior eficácia.

Alzheimer e associações

Importante sinalizar também aos pacientes e familiares de portadores de Alzheimer, que além de sua equipe médica, podem contar com grandes e consolidadas associações, como por exemplo a Abraz (associação brasileira de Alzheimer), a qual disponibiliza atendimento e orientações diversas sobre o tema. Desde ajuda quanto a necessidades pessoais, troca de experiências, informativos atualizados constantemente, busca de tratamento multidisciplinar, estudos novos, até na defesa dos seus direitos.

O/a especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da doença de Alzheimer é o/a médico/a neurologista.

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Minha bisavó tem 87 anos, há mais de 4 anos ela...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Realmente parece ser uma história muito compatível com câncer, mas se o médico dela diz que não é, então precisamos acreditar que é verdade. Vocês como família só podem é aproveitar os poucos momentos que ainda tem com ela, ela tem 87 anos e frente a esse quadro clínico é difícil que ela resista muito tempo, sempre há de se ter fé e esperança, ela está internada e provavelmente bem acompanhada e tratada com aquilo que se pode fazer, de nada adianta procurar doenças ou diagnóstico numa hora dessas (mesmo que se encontre alguma coisa, nada vai ser feito - ela não tem condições nenhuma de cirurgia ou qualquer outro procedimento ou medicamento mais forte). Como família, sempre acreditamos que fomos negligentes, sempre acreditamos que poderíamos ter feito algo a mais. O que vocês puderam fazer vocês já fizeram, agora ela está na mão da medicina e de Deus, cabe a vocês dar carinho e amor, é o que mais ela precisa agora.

Minha mãe, 84 anos, está com pernas e tornozelos inchados
Dr. Charles Schwambach
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Médico

Bom eu diria que o problema dela é o número de anos (84), só isso já bastaria para ter inchaço nas pernas, mas ela tem outras coisas que podem causar esse inchaço como a pressão alta, falta de movimentação e os problemas de coração. Aliás eu me surpreenderia se ela não tivesse esse inchaço (isso seria estranho).

Alzheimer tem cura? Qual o tratamento?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Alzheimer não tem cura. A doença progride, lenta e inexoravelmente. O tratamento pode retardar a evolução do Alzheimer, mas não é capaz de curar a doença. 

Alguns casos mais raros de Alzheimer podem evoluir com sintomas avançados da doença em apenas 2 ou 3 anos. Contudo, a maioria leva aproximadamente 10 anos para chegar aos seus estágios finais.

Em muitos casos é difícil estabelecer uma data retrospectiva para o início dos sintomas, o que atrapalha a avaliação do tempo de progressão da doença. Sabe-se, entretanto, que uma vez estabelecido o diagnóstico do mal de Alzheimer, a expectativa de vida do paciente costuma variar de 5 a 13 anos.

A causa da morte não é o Alzheimer em si, mas as suas complicações. Dentre elas destacam-se quedas com traumatismo craniano, acidentes, dificuldade para engolir, broncoaspiração, pneumonia, desnutrição e restrição ao leito, que favorece o surgimento de infecções e escaras. 

As pneumonias e as infecções urinárias costumam ser os principais tipos de infecção do paciente com Alzheimer.

O tratamento do Alzheimer deve ser multiprofissional, com médico(a), enfermeiro(a) e fisioterapeuta, muitas vezes o acompanhamento com terapeuta ocupacional e psicólogo também podem dar apoio para a pessoa com Alzheimer e seus familiares. Quanto mais atenção a família e estes profissionais puderem fornecer ao longo da evolução da doença, maior a qualidade de vida e tempo de sobrevida dos pacientes.

Quais são os cuidados básicos que se deve ter com uma pessoa com Alzheimer? 

Uma questão importante para familiares ou cuidadores da pessoa com Alzheimer é mantê-la afastada de atos e situações inseguras. Uma vez que grande parte das pessoas com demência não percebem que o seu funcionamento mental está afetado, elas tentam manter suas rotinas do cotidiano.

Situações triviais para a maioria de nós podem ser muito perigosas para pacientes com mal de Alzheimer, como, por exemplo, dirigir automóveis, cozinhar, andar sozinho pela rua ou ir à praia sozinho.

As quedas são muito frequentes, por isso a casa deve ser preparada para não criar “armadilhas” para o paciente, devendo-se evitar fios pelo chão, piso irregular ou escorregadio, excesso de móveis, entre outros obstáculos.

Cigarro e bebidas alcoólicas devem ser evitados, enquanto que o exercício físico supervisionado deve ser encorajado.

Como é o tratamento medicamentoso do mal de Alzheimer?

Medicamentos como a donepezila, rivastigmina e a galantamina, conhecidos como inibidores da colinesterase, atuam aumentando os níveis de um neurotransmissor chamado acetilcolina, que ajuda na comunicação entre os neurônios. Alguns pacientes com Alzheimer apresentam uma certa melhora e estabilização do quadro por um determinado período com estes medicamentos.

Já a memantina é um medicamento diferente dos inibidores da colinesterase. Trata-se de um medicamento que atua de outra forma e pode proteger o cérebro dos danos causados pelo Alzheimer, retardando a progressão dos sintomas da doença. É, por vezes, usada em combinação com um inibidor da colinesterase para otimizar os seus efeitos.

É importante que se tenha expectativas realistas sobre os potenciais benefícios dos medicamentos. Nenhum desses remédios cura a doença de Alzheimer ou impede definitivamente o seu avanço. 

Quando a medicação funciona, é capaz de atrasar o desenvolvimento da doença, prolongando a qualidade de vida e as capacidades cognitivas do paciente. Contudo, mais cedo ou mais tarde a doença irá causar demência grave.

Em caso de suspeita de Doença de Alzheimer, um médico de família, clínico geral ou geriatra para uma avaliação inicial.

Qual o melhor Cálcio para tomar para Osteoporose?
Dr. Charles Schwambach
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Médico

Qualquer remédio com 300mg ou mais de Carbonato de Cálcio associado com qualquer tipo de vitamina D está ótimo para a prevenção da Osteoporose. Caso seu objetivo seja o Tratamento da Osteoporose, então outros medicamentos devem ser associados. Uma alimentação equilibrada e a pessoa manter-se em atividade o máximo possível são ótimos para o tratamento e prevenção da Osteoporose.

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Como é feito o diagnóstico da doença de Alzheimer?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
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Médico

O diagnóstico do mal de Alzheimer pode ser feito clinicamente ou através de biópsia cerebral (raríssimos casos). O diagnóstico clínico tem os seguintes critérios:

  • Demência atestada pelo exame clínico e por testes padronizados, como o mini-mental;
  • Déficit em duas ou mais áreas cognitivas (memória, linguagem, raciocínio, concentração, juízo, pensamento, etc.);
  • Déficits cognitivos com piora progressiva;
  • Início depois dos 40 anos e antes dos 90 anos de idade;
  • Não apresentar outra doença neurológica ou sistêmica que cause déficits cognitivos.

Os critérios acima conseguem identificar corretamente a doença de Alzheimer em até 90% dos casos.

O diagnóstico definitivo da doença de Alzheimer é confirmado através de biópsia do tecido cerebral, sendo por isso raramente realizado.

Análises de sangue e exames de imagens (tomografia computadorizada, ressonância magnética) auxiliam no despiste de outras causas de demência, mas não são capazes de estabelecer o diagnóstico de doença de Alzheimer.

Em caso de suspeita de Doença de Alzheimer (você ou um familiar/amigo), um médico (preferencialmente um geriatra) deverá ser consultado.

Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, se este é realmente seu diagnóstico, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.