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Saúde do Idoso

Quais os fatores de risco para a doença de Alzheimer?

Dentre os fatores de risco para a doença de Alzheimer, a idade avançada é o maior. Após os 65 anos, a chance de se desenvolver Alzheimer dobra a cada cinco anos, fazendo com que 40% das pessoas acima de 85 anos tenham a doença.

Raramente, o mal de Alzheimer surge antes dos 60 anos de idade. Curiosamente, os pacientes que chegam aos 90 anos sem sinais da doença apresentam menor risco de desenvolvê-la posteriormente.

Outro fator de risco importante, além da idade, é a história familiar. Pessoas com familiares de primeiro grau com Alzheimer apresentam maior risco de também tê-lo, evidenciando um papel importante da carga genética.

Além disso, o mal de Alzheimer é duas vezes mais comum em negros do que em brancos e mais comum em mulheres do que em homens.

Alguns outros fatores também parecem aumentar os riscos de desenvolvimento do Alzheimer, entre eles:

  • Sedentarismo;
  • Tabagismo;
  • Hipertensão arterial;  
  • Colesterol e/ou triglicerídeos elevados;
  • Diabetes mellitus;
  • Depressão após os 50 anos de idade.

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Vale a pena mencionar que algumas evidências apontam que indivíduos com maior grau de escolaridade e/ou que exercem trabalhos intelectualmente estimulantes durante a vida (professores, escritores, cientistas, médicos, artistas, etc.) têm certa proteção contra a doença. A leitura frequente, assim como a interação social e ouvir música também previnem o mal de Alzheimer, até certo ponto.

Em caso de suspeita de Doença de Alzheimer (você ou um familiar/amigo), um médico (preferencialmente um geriatra) deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, se este é realmente seu diagnóstico, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Como é feito o diagnóstico da doença de Alzheimer?

O diagnóstico do mal de Alzheimer pode ser feito clinicamente ou através de biópsia cerebral (raríssimos casos). O diagnóstico clínico tem os seguintes critérios:

  • Demência atestada pelo exame clínico e por testes padronizados, como o mini-mental;
  • Déficit em duas ou mais áreas cognitivas (memória, linguagem, raciocínio, concentração, juízo, pensamento, etc.);
  • Déficits cognitivos com piora progressiva;
  • Início depois dos 40 anos e antes dos 90 anos de idade;
  • Não apresentar outra doença neurológica ou sistêmica que cause déficits cognitivos.

Os critérios acima conseguem identificar corretamente a doença de Alzheimer em até 90% dos casos.

O diagnóstico definitivo da doença de Alzheimer é confirmado através de biópsia do tecido cerebral, sendo por isso raramente realizado.

Análises de sangue e exames de imagens (tomografia computadorizada, ressonância magnética) auxiliam no despiste de outras causas de demência, mas não são capazes de estabelecer o diagnóstico de doença de Alzheimer.

Em caso de suspeita de Doença de Alzheimer (você ou um familiar/amigo), um médico (preferencialmente um geriatra) deverá ser consultado.

Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, se este é realmente seu diagnóstico, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Meu pai teve um AVC há 02 anos... Mal de Alzheimer...

Não sei qual a idade do seu pai (isto tem importância para a resposta) porém vou escrever algumas coisas assim mesmo. Você como filha em conjunto com seus familiares apenas podem fazer o que pode ser feito, ou seja tentar dar o máximo de conforto possível no sentido de diminuir o sofrimento do seu pai até que chegue o momento de ele deixar vocês. As doenças que ele tem são incuráveis e de caráter irreversível, por mais difícil que seja, o primeiro passo é aceitar a situação e o segundo passo é confortar o seu pai. Atenção, carinho, comida, cuidados e remédios nas horas certas, isto é o que vocês podem fazer pelo seu pai. Todas as pessoas sabem que esse momento um dia irá chegar, porém quando ele chega é difícil aceitar, mas é isso que vocês têm para fazer agora. Continuem levando ele aos médicos, sigam as orientações, mediquem ele para essa dor... só mais uma coisa, os remédios que ele toma podem ser a causa da sonolência.

Estou precisando usar um lubrificante vaginal

Existe uma empresa americana que vende um gel a base de babosa, tenho algumas paciente que usam e se adaptaram bem. O problema é que você só consegue comprar de pessoas que vendem esse produto (não tem para vender em farmácias), o produto chama-se Aloe Vera Gelly da Forever. É este que normalmente eu indico.

Minha mãe de 63 anos tem calorão na cabeça e palpitação?

Sintomas referentes a menopausa, problemas emocionais, problemas cardiológicos, muitas coisas podem causar esses sintomas, sua mãe precisa ir ao médico para uma completa avaliação, correto diagnóstico e tratamento adequado.

Meu avô tem dores e dormências em mãos?

Dor e dormência em extremidades em pessoas idosas pode ser neurológico ou vascular, tudo depende do restante da história dele. Procurem um clínico geral ou um geriatra.

O que fazer quando a pessoa não que se tratar?

O paciente e sua família (salvo sob condição judicial) tem pleno direito e liberdade de escolher o que fazer com sua própria saúde e cabe aos médicos e as outras pessoas respeitar esse direito, mesmo que isso possa levar a um desfecho infeliz. Ninguém pode obrigar o seu pai a fazer algo que ele não queira, por mais difícil que isso seja para você da família assistir a essa situação, que sabemos onde vai chegar, você precisa respeitar a vontade dele.

Minha tia tem 65 anos e tem vários problemas de saúde...

Neutropenia significa redução no número de neutrófilos e eosinofilia significa aumento do número de eosinófilos. Essas duas alterações no caso da sua tia podem não significar doença e podem apenas serem decorrentes da medicação que ela toma. Em relação as plaquetas fique tranqüila que está bom do jeito que está. O ideal é ver o que o médico que a acompanha acha do resultado desses exames.