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Quais as causas e os sintomas da Doença de Alzheimer?

A doença de Alzheimer, é uma doença neurodegenerativa, de evolução lenta e progressiva, que provoca atrofia do cérebro e com isso, o declínio global das funções mentais, levando à demência em pacientes idosos, preferencialmente acima dos 65 anos.

Os pacientes gradualmente perdem a capacidade de raciocínio, julgamento e memória, o que os torna dependentes de apoio em suas atividades diárias.

É importante salientar que pequenos esquecimentos são comuns e ocorrem com todas as pessoas, especialmente em períodos de maior estresse ou cansaço. Todavia, quando os lapsos de memória começam a ocorrer com frequência e são importantes, como esquecer o próprio endereço, sair de casa e se perder ou esquecer nomes de pessoas próximas, deve-se estar alerta e procurar atendimento médico para melhor avaliação.

Se, junto com a perda frequente e progressiva de memória para fatos recentes, o idoso também apresentar alterações do comportamento social, como apatia e tendência a se isolar, além de períodos de confusão, como guardar sal na geladeira ou as chaves de casa no armário dos alimentos, a doença deve ser uma hipótese a ser considerada.

Quais as causas do mal de Alzheimer?

As causas da doença de Alzheimer ainda não foram totalmente definidas. Estudos e evidências médicas apontam para uma associação entre propensão genética e exposição a fatores ambientais, porém faltam dados para essa comprovação.

Acredita-se que o acúmulo de uma proteína chamada beta amiloide nos neurônios seja um dos fatores responsáveis pelo desencadeamento da doença, mas por que essa substância se acumula em umas pessoas e em outras não, ainda precisa ser esclarecido.

Quais são os sintomas da doença de Alzheimer?

A doença de Alzheimer apresenta 3 sintomas básicos:

1. Perda da memória; afetando primeiramente a memória de fatos recentes. A pessoa não se lembra o que comeu no dia anterior, onde deixou objetos, recados, o dia do mês, entre outros episódios recentes. As memórias mais antigas ficam preservadas, mas também acabam por ser perdidas com a evolução da doença;

2. Alterações da capacidade intelectual, incluindo dificuldades com raciocínio lógico, linguagem, escrita, organização do pensamento, interpretação dos estímulos visuais, planejar e realizar tarefas complexas;

3. Alterações de comportamento, como perda da inibição, desconfiança sem razão, manias de perseguição, agitação e mais raramente, alucinações visuais ou auditivas.

Todos esses sinais e sintomas da doença progridem, de maneira que a pessoa perde a sua autonomia, necessitando de ajuda para realizar tarefas simples que antes executava facilmente, como se vestir ou se lavar, por exemplo.

Alzheimer e demência

A doença de Alzheimer é a principal causa de demência no mundo, e a demência é a principal característica clínica da doença de Alzheimer.

A demência é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas relacionados à deterioração das capacidades intelectuais do paciente.

Além da doença de Alzheimer, é também comum a ocorrência de demência em pacientes com múltiplos AVEs (acidentes vasculares encefálicos), doença de Parkinson, alcoolismo crônico, traumas cranianos, deficiência de vitaminas, hipotireoidismo grave, tumor cerebral e algumas outras doenças neurológicas.

A demência é uma síndrome de instalação lenta e progressiva, que muitas vezes passa despercebida em estágios iniciais. É comum o paciente idoso com demência em fases precoces ter suas alterações tratadas como “coisas normais da idade”.

Doença de Alzheimer tem cura? Qual é o tratamento?

A doença de Alzheimer não tem cura. O objetivo do tratamento é retardar a sua evolução natural, e manter as capacidade intelectuais da pessoa durante o maior tempo possível. Quanto mais cedo o mal de Alzheimer for diagnosticado e o tratamento iniciado, melhores serão os resultados.

O tratamento se baseia no uso de medicamentos específicos que diminuem os sintomas da doença. A medicação também estabiliza o comprometimento cognitivo, o comportamento e auxilia na realização das tarefas do dia-a-dia.

O medicamento rivastigmina, usado sob a forma de adesivo transdérmico, é uma das primeiras opções para tratar a doença de Alzheimer. Além dessa medicação, outros medicamentos podem ser prescritos, sozinhos ou em conjunto, são eles: donepezila, galantamina e memantina.

Depois de começar o tratamento, aproximadamente após 1 mês, o paciente deverá passar por uma nova avaliação para afirmação e ajustes de doses, e após essa primeira avaliação, dependendo de cada caso, o acompanhamento pode ser mantido a cada 3 a 6 meses para que o tratamento possa ser avaliado e atualizado para maior eficácia.

Alzheimer e associações

Importante sinalizar também aos pacientes e familiares de portadores de Alzheimer, que além de sua equipe médica, podem contar com grandes e consolidadas associações, como por exemplo a Abraz (associação brasileira de Alzheimer), a qual disponibiliza atendimento e orientações diversas sobre o tema. Desde ajuda quanto a necessidades pessoais, troca de experiências, informativos atualizados constantemente, busca de tratamento multidisciplinar, estudos novos, até na defesa dos seus direitos.

O/a especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da doença de Alzheimer é o/a médico/a neurologista.

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