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Aneurisma

Que sequelas podem resultar de um aneurisma cerebral?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Os aneurismas cerebrais podem deixar sequelas graves ou não, dependendo do tamanho, localização e extensão do sangramento se houver ruptura.

Estudo brasileiro recente mostrou que pouco mais da metade dos pacientes que sofreram hemorragia subaracnóide (pela ruptura do aneurisma) apresentam sequelas, dentre elas:

  • óbito
  • alterações cognitivas: dificuldade de atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e/ou linguagem (dificuldade para falar e compreender);
  • déficits motores: dificuldade para movimentar um membro ou a metade completa do corpo;
  • alterações comportamentais: depressão, ansiedade, dificuldade de se relacionar, agressividade;
  • diplopia: visão dupla;
  • tontura;
  • cegueira;
  • dificuldade no controle da eliminação de urina e fezes;
  • dificuldade para engolir e tossir.

É importante frisar que a instituição precoce de terapias de reabilitação , como a fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia e terapia ocupacional poderão promover uma recuperação satisfatória. O paciente deve ser seguido pelo médico neurologista e por todos esses outros profissionais para superar as sequelas.

Quais os sinais e sintomas de um aneurisma cerebral?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Um aneurisma cerebral é geralmente assintomático (não tem sintomas), especialmente quando pequeno. À medida que crescem, podem comprimir alguma estrutura cerebral e provocam sintomas que variam com a área do cérebro que é afetada, e podem incluir: diplopia (visão dupla), perda da visão, ptose palpebral (queda da pálpebra), cefaléia (dor de cabeça), entre outros.

A sintomatologia torna-se muito mais exuberante quando ocorre a ruptura do aneurisma, que geralmente provoca a "maior dor de cabeça da vida", intensa e súbita, associada a náusea/vômitos pelo sangramento em torno do cérebro, lipotímia (escurecimento da visão) e/ou síncope (desmaio). Além disso, ocorre rigidez de nuca em mais da metade dos casos, semelhante ao que ocorre na meningite.

A rotura de um aneurisma pode levar à morte em até 50% dos casos, especialmente se houver comprometimento de áreas vitais como as do controle respiratório ou da pressão arterial. Esta situação é, na maioria dos casos, um dos tipos de derrame cerebral hemorrágico, conhecido como hemorragia meníngea ou subaracnóidea (quando ocorre em uma artéria do Polígono de Willis, por exemplo, local mais comum de ocorrência).

Outros sinais que podem decorrer da rotura de um aneurisma cerebral são: confusão, letargia, sonolência ou estupor, fraqueza muscular ou dificuldade de movimentação e/ou dormência ou diminuição de sensibilidade de qualquer parte do corpo, convulsões, fala prejudicada, alterações visuais.

Atenção: o rompimento de um aneurisma é uma emergência médica. Procure ajuda médica imediatamente.

Após cirurgia de aneurisma cerebral é normal dor de cabeça?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Qualquer cirurgia na cabeça pode deixar como sequela dores de cabeça, ainda mais sendo tão recente. E no caso da sua mãe em especial, uma cirurgia como a que ela foi submetida as coisas acabam sendo mais difíceis. Eu diria que a dor seja algo esperado, desde que dentro de um limite, não diria que ela é normal. Normal é não sentir dor nenhuma. Provavelmente ela deve ter retorno no Neurologista que acredito solicitar novos exames de imagem da cabeça dela, então essa dor de cabeça e p próprio resultado da cirurgia pode ser melhor avaliado.

O que é aneurisma cerebral?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O aneurisma cerebral (também conhecido como aneurisma sacular) é uma dilatação que se forma na parede enfraquecida de uma artéria do cérebro, que geralmente ocorre em artérias do Polígono de Willis (responsáveis por parte da irrigação cerebral). Acredita-se que a predisposição genética pode levar à doença, inclusive em indivíduos com pressão arterial normal, e muito mais frequente em hipertensos. A pressão força essa região menos resistente da artéria e origina uma espécie de bexiga que vai crescendo lenta e progressivamente. Com o tempo, pode haver rotura da artéria, com volumosa hemorragia, ou compressão de outras áreas do cérebro (com o crescimento do aneurisma).

Os episódios de ruptura e sangramento costumam ocorrer entre os 40 e 50 anos de idade, são mais comuns em mulheres e tornam-se mais comuns à medida que a pessoa envelhece. Nestes casos, apenas dois terços dos pacientes sobrevivem e dentre esses, metade permanece com sequelas que comprometem a qualidade de vida.

Causas: predisposição genética, HAS, dislipidemia, diabetes, tabagismo, etilismo, etc.

Sintomas mais comuns: dor de cabeça súbita, náuseas, vômitos, perda da consciência.

Diagnóstico: É realizado por angio-ressonância magnética. A detecção precoce (antes da rotura) é rara, porque ese não é um exame que faz parte da rotina dos exames de check-up.

Tratamento: Uma vez feito o diagnóstico, o tratamento cirúrgico deve levar em conta o tamanho do aneurisma e as condições clínicas do paciente. O risco da cirurgia deve ser menor do que os riscos oferecidos pela história natural da doença. A cirurgia fecha o aneurisma ou provoca a formação de coágulos que evitam o sangramento, para excluí-lo (via aberta ou endovascular); e preserva a artéria da qual ele se originou, para não prejudicar a irrigação cerebral.

Em caso de pessoas que não podem, não devem ou não querem passar por cirurgia, deve-se manter controle rigoroso da pressão arterial, evitar esforços físicos e não fumar.

Atenção: Dores de cabeça intensas, com surgimento súbito e repentino (como se tivesse levado uma pancada), acompanhada de enjôo e vômitos indica a necessidade urgente de atendimento médico-hospitalar. Em caso de suspeita por quaisquer outros motivos, um médico clínico geral ou preferencialmente um neurologista deverá ser consultado para avaliação e tratamento.

Aneurisma da aorta: quais são os sintomas e qual é o tratamento?

A maioria dos casos de aneurisma da aorta não apresenta sintomas. Quando presentes, os sintomas são decorrentes da compressão de estruturas vizinhas pela artéria dilatada ou das complicações. Um aneurisma grande da artéria torácica pode causar dificuldade para engolir, devido à compressão do esôfago, e falta de ar, pela compressão da traqueia.

O aneurisma da aorta é uma doença silenciosa e extremamente perigosa devido ao risco de ruptura da artéria, que pode ser fatal. Outras complicações incluem trombose, embolia, corrosão das vértebras da coluna e compressão de estruturas vizinhas, podendo trazer graves consequências para o organismo.

Os aneurismas normalmente apresentam um crescimento lento e progressivo e nunca diminuem de tamanho.

O tratamento do aneurisma da aorta é feito através de acompanhamento médico do tamanho do aneurisma, controle dos fatores de risco, cirurgia e terapia endovascular.

O controle dos fatores de risco inclui parar de fumar, controlar a pressão arterial e os níveis de colesterol e triglicerídeos. O acompanhamento do aneurisma é realizado através de exames de imagem, como ecografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Se o aneurisma aumentar de tamanho, o que acontece na grade maioria dos casos, é indicado o tratamento cirúrgico. A cirurgia convencional consiste na retirada do aneurisma e colocação de uma prótese no local para restabelecer o fluxo sanguíneo.

Já a terapia endovascular é uma técnica minimamente invasiva que consiste na colocação de uma endoprótese internamente ao aneurisma. A endoprótese é introduzida pela virilha, através da artéria femoral, e levada até a aorta abdominal.

O diagnóstico do aneurisma da aorta é feito principalmente através de ecografia abdominal. Contudo, a tomografia computadorizada fornece imagens mais detalhadas, que permitem ao médico obter informações mais precisas sobre o tamanho, a localização e os limites do aneurisma.

O médico cirurgião vascular é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do aneurisma da aorta.

Saiba mais em:

O que é aneurisma da aorta?

Qual é o tratamento para aorta dilatada?

O que é aneurisma da aorta?

Aneurisma da aorta é uma dilatação anormal e permanente de uma porção da artéria aorta, a maior artéria do corpo humano, que começa no coração, atravessa o tórax (aorta torácica) e termina na altura do umbigo (aorta abdominal). Considera-se aneurisma quando a dilatação da artéria é 50% superior ao seu calibre normal.

O aneurisma da aorta ocorre devido ao enfraquecimento da parede do vaso, sendo a aorta abdominal a mais acometida pelos aneurismas. O problema afeta sobretudo homens, fumantes, hipertensos e com histórico da doença na família. 

Trata-se de uma doença silenciosa e muito perigosa devido ao risco de ruptura da artéria, que pode ser fatal. Além da rotura da aorta, o aneurisma pode provocar trombose, embolia, corrosão das vértebras da coluna e compressão de estruturas vizinhas, podendo trazer graves consequências para o organismo.

Com o enfraquecimento da parede arterial, o vaso se dilata devido à pressão constante do sangue no seu interior. A dilatação aumenta progressivamente até que a artéria se rompe, causando uma grande perda de sangue que pode levar à morte. Quanto maior o aneurisma, maior o risco de ruptura.

A maioria dos casos de aneurisma da aorta não apresenta sintomas. Quando presentes, os sintomas são decorrentes da compressão de estruturas vizinhas pela artéria dilatada ou das complicações.

Um aneurisma grande da artéria torácica pode causar dificuldade para engolir, devido à compressão do esôfago, e falta de ar, pela compressão da traqueia.

Saiba mais em: Aneurisma da aorta: quais são os sintomas e qual é o tratamento?

O diagnóstico do aneurisma da aorta é feito principalmente através de ecografia abdominal. Contudo, a tomografia computadorizada fornece imagens mais detalhadas, que permitem ao médico obter informações mais precisas sobre o tamanho, a localização e os limites do aneurisma.

O tratamento do aneurisma da aorta é feito através de cirurgia ou terapia endovascular. O procedimento cirúrgico consiste na retirada do aneurisma e colocação de uma prótese que restabelece o fluxo sanguíneo. Já a terapia endovascular é uma técnica minimamente invasiva em que é colocada uma prótese internamente ao aneurisma.

O médico especialista responsável pelo tratamento dos aneurismas é o cirurgião vascular.