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Câncer de Mama

Quais os sintomas do câncer de mama avançado?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas do câncer de mama avançado são os mesmos sintomas que podem estar presentes na fase inicial da doença.

O principal sinal é a presença de um nódulo (caroço) fixo no seio, que geralmente não causa dor. Outros sinais e sintomas do câncer de mama incluem: pele da mama vermelha, repuxada ou com aspecto de casca de laranja, alterações no mamilo (mamilo invertido, coceira, vermelhidão), aparecimento de pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço e saída de secreção da mama.

O câncer de mama inflamatório, uma forma agressiva da doença, também pode deixar as mamas inchadas e provocar coceira nos seios. A presença de inchaço ou nódulos na região da clavícula ou axila podem indicar que o câncer está avançado e já se espalhou pelos gânglios linfáticos desses locais. O inchaço pode surgir antes mesmo que a mulher tenha detectado o caroço no seio.

É importante lembrar que nem todo caroço na mama é câncer. Existem várias condições benignas que causam o mesmo sintoma. Além disso, todos os outros sinais e sintomas apresentados também podem estar presentes em doenças benignas da mama.

Contudo, é importante que a mulher esteja atenta a qualquer alteração nos seios e procure o/a médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral se observar algum desses sintomas. 

Identificar precocemente o câncer de mama é muito importante para o sucesso do tratamento. Se for diagnosticada no início, a doença pode ter até 95% de chances de cura.

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Quais os sintomas do câncer de mama?

Câncer de mama tem cura? Qual o tratamento?

Quais os fatores de risco para o câncer de mama?

Quais os sintomas do câncer de mama?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Os sintomas do câncer de mama estão listados abaixo. Porém, é importante salientar que, embora esses sintomas sejam considerados de alerta, eles não indicam necessariamente a existência do câncer, podendo ser decorrer de doenças benignas.

  • nódulos ou espessamentos nas áreas das mamas e/ou axilas;
  • mudança no tamanho e formato das mamas;
  • aparecimento de retrações na pele e na aréola e/ou mamilo;
  • abaulamento ou modificações do aspecto da pele;
  • secreções pelo mamilo de saída espontânea.

Embora a dor nas mamas seja um sintoma frequente, raramente está relacionada com o câncer, e sim com a ação hormonal no parênquima mamário ou menos frequentemente como resultado de causas extra mamárias, como: alterações ortopédicas, musculares, neurológicas, endócrinas ou inflamatórias.

O único método que permite o diagnóstico precoce do câncer de mama é a mamografia. Através desse método, é possível identificar tumores mamários mesmo antes de serem detectáveis clinicamente.

Apesar do exame mamográfico ser o melhor método para detectar a doença precocemente, ele pode não evidenciar um câncer, sobretudo se as mamas forem densas, ou poderá demonstrar áreas suspeitas que podem não corresponder ao câncer.

Nesses casos, para um diagnóstico mais preciso, pode-se associar outros exames, como a ultra-sonografia, a ressonância magnética e as punções percutâneas, que aumentam as chances diagnósticas.

A confirmação do diagnóstico será conseguida através das punções percutâneas com agulhas finas ou grossas (mamotomia ou core biopsy), nos casos de microcalcificações, nódulos subclínicos e palpáveis, ou ainda por meio de biópsias cirúrgicas.

O diagnóstico e tratamento do câncer de mama deverá ser orientado pelo médico ginecologista ou mastologista.

Fibroadenoma mamário pode virar câncer?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O risco de um fibroadenoma mamário virar câncer é extremamente baixo, já que se trata de um tumor benigno. Quando ocorre, o tumor maligno provavelmente não se originou do fibroadenoma. Casos de transformação maligna são muito raros.

A relação entre fibroadenoma e câncer pode ser calculada pela presença de células malignas dentro do fibroadenoma, risco de malignização dos nódulos e o risco de ter câncer no   futuro, no caso das mulheres que já tiveram fibroadenoma mamário.

Contudo, as chances de um fibroadenoma ter áreas de malignização no seu interior é bastante baixa, apenas 0,1%. Por outro lado, existe uma probabilidade, embora muito pequena, de um fibroadenoma originar um tipo específico de câncer de mama.

Apesar do fibroadenoma mamário evoluir para câncer apenas em casos muito raros, mulheres que já tiveram fibroadenoma podem ter um risco ligeiramente maior de desenvolver câncer de mama no futuro.

Vale lembrar que os nódulos benignos na mama são o resultado de um crescimento exagerado das suas estruturas, sendo o fibroadenoma o tumor benigno de mama mais frequente.

O médico mastologista deverá orientá-la sobre os riscos do fibroadenoma mamário e sobre a necessidade de tratamento.

Saiba mais em:

Um nódulo benigno pode virar maligno?

O que é um fibroadenoma mamário e quais os sintomas?

Qual o tratamento para fibroadenoma mamário?

Anticoncepcional pode causar nódulo ou câncer de mama?

Não, anticoncepcional não causa nódulo ou câncer de mama, nem prejudica a saúde das mamas.

Durante algum tempo houve dúvidas se a pílula anticoncepcional poderia ou não causar nódulos benignos na mama, mas os estudos científicos comprovaram que não há relação entre o desenvolvimento de nódulos na mama e o uso de anticoncepcionais.

Quanto ao risco de câncer de mama, não existe nenhuma evidência que relacione o anticoncepcional com qualquer tipo de câncer.

Aliás, existem evidências bem estabelecidas e aceitas de que a pílula anticoncepcional pode ajudar a prevenir câncer de ovário e câncer de endométrio, além de proteger contra:

  • Miomas;
  • Endometriose;
  • Pólipos;
  • Cistos no ovário;
  • Alguns tipos de infecção;
  • Alterações benignas das mamas.

Leia mais sobre o assunto em Além de impedir a gravidez, para que pode servir o anticoncepcional?

Fale com o seu médico ginecologista sobre os eventuais riscos e os benefícios da pílula anticoncepcional.

Também pode lhe interessar: O que é um nódulo isodenso?

Quais os fatores de risco para o câncer de mama?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Os principais fatores de risco para o câncer de mama estão relacionados com a idade, com os aspectos endócrinos e genéticos.

Os aspectos endócrinos relacionam-se sobretudo com o estímulo estrogênico, seja endógeno ou exógeno, com aumento do risco proporcional ao tempo de exposição. Possuem risco aumentado:

  • mulheres com história de menarca precoce (idade da primeira menstruação menor que 12 anos);
  • menopausa tardia (após os 50 anos);
  • primeira gravidez após os 30 anos;
  • nuliparidade (mulheres que nunca engravidaram)
  • terapia de reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se prolongada por mais de cinco anos.

Outros fatores incluem:

  • exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 40 anos;
  • ingestão regular de bebida alcoólica, mesmo que em quantidade moderada (30g/dia);
  • obesidade, principalmente quando o aumento de peso se dá após a menopausa;
  • sedentarismo.

 A prática de atividade física e o aleitamento materno exclusivo são considerados fatores protetores.

A história familiar, sobretudo em parentes de primeiro grau com menos de 50 anos, é um importante fator de risco para o câncer de mama e pode indicar predisposição genética associada à presença de mutações em certos genes. Entretanto, o câncer de mama de caráter hereditário (predisposição genética) corresponde a cerca de 5-10% do total de casos.

Consulte um médico ginecologista para avaliar o risco de câncer de mama e fazer o rastreamento para diagnóstico precoce.

Câncer de mama tem cura? Qual o tratamento?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O câncer de mama pode ser curado, especialmente se o tratamento for instalado precocemente. Infelizmente não existe forma de prevenir o câncer de mama. O que se pode fazer é o diagnóstico precoce da doença, possibilitando aumentar as chances de cura da paciente.

O câncer de mama pode ser tratado com procedimentos locais e/ou sistêmicos. Os tratamentos locais (cirurgia e radioterapia) são usados na remoção ou destruição das células cancerosas presentes na mama e na região axilar, mas também podem ser utilizados para controlar quadros especiais, como doença metastática (ex.: ossos e pulmão).

Os principais tipos de cirurgias são:

  • Mastectomia radical: consiste na remoção total da mama juntamente com o estudo dos gânglios axilares.
  • Mastectomia simples: consiste na retirada total da mama.
  • Setorectomia ou quadrantectomia: consiste na remoção do tumor com tecido adjacente livre do envolvimento tumoral, junto com o estudo dos gânglios axilares.

Muitas vezes já é possível a reconstrução da mama no mesmo tempo cirúrgico. A reconstrução deverá ser discutida com o médico que realizará a cirurgia.

A radioterapia é um tratamento local do câncer de mama, que pode ser utilizado de várias formas:

  • antes da cirurgia, para melhorar as condições cirúrgicas;
  • após a cirurgia, como complemento ao tratamento local;
  • nos casos de retorno da doença, em locais determinados.

O plano e a duração da radioterapia variam de acordo com a situação de cada paciente.

Os tratamentos sistêmicos (quimioterapia e hormonioterapia) são usados para destruição ou controle das células neoplásicas que deixaram o tumor primário e estão na circulação sanguínea ou já instalaram-se em outros órgãos.

Os quimioterápicos podem ser administrados por via oral ou injetável. O tratamento pode ser realizado no ambulatório ou com a internação do paciente, dependendo do caso. Os medicamentos utilizados e a duração do tratamento variam de acordo com a doença e a reação do paciente à quimioterapia.

A hormonioterapia é um tratamento que visa a impedir ou retardar o crescimento das células neoplásicas. É usado para complementar a cirurgia nos pacientes em que as células tumorais mostram-se sensíveis à ação dos hormônios (receptores hormonais positivos).

Este tratamento pode ser aplicado em pacientes com câncer avançado localmente, em casos recidivos ou até para reduzir as chances de surgimento de outros tumores na mesma mama (tratamento conservador) ou na outra. O uso desses medicamentos é mantido por longos períodos (5 anos), com poucos efeitos colaterais, sendo o medicamento mais utilizado o tamoxifeno.

O tratamento do câncer de mama deverá ser discutido com o médico mastologista ou oncologista.

Minha avó teve câncer de mama, isso quer dizer que vou ter?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Se sua avó teve câncer de mama significa que as suas chances de ter câncer de mama são maiores do que as chances de uma mulher sem história familiar de câncer de mama, mas não quer dizer que vai ter, apenas as chances são maiores. Nenhuma dor é normal.

Não quero usar anticoncepcional, tenha caso na família de...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

A decisão é sua: acreditar em algo que é duvidoso (eu também acho que o anticoncepcional não vai te causar câncer de mama), ou usar outro método anticoncepcional, não podemos tomar a decisão por você.

O homem pode ter câncer de peito?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. O câncer de mama nos homens é muito raro, porém pode acontecer.

Apesar de ser parecido com o câncer de mama nas mulheres, nos homens esse tipo de câncer pode se manifestar com características diferentes.

Nos homens, a forma mais comum do câncer de mama é a presença de uma massa endurecida na região próxima da aréola, geralmente sem dor, com retração do mamilo, e presença de nódulos palpáveis na região da axila do mesmo lado.

É importante observar seu próprio corpo e, ao perceber alguma mudança, procurar algum serviço de saúde para consulta e avaliação médica.

Beber álcool aumenta a probabilidade de ter câncer de mama?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O consumo de bebida alcoólica aumenta o risco desenvolvimento de vários tipos de câncer, inclusive o câncer de mama.

Sabemos que para o desenvolvimento do câncer de mama, muitos fatores de risco são envolvidos como idade, predisposição genética, uso de hormônios (pílula anticoncepcional e terapia de reposição) contendo estrogênio, idade da menarca, idade da menopausa, idade do primeiro filho, entre outros. O consumo de álcool, juntamente com esses outros fatores, influencia no aumento da probabilidade de ter câncer de mama.

Nenhum fator desses isoladamente vai determinar o aparecimento do câncer. Para que o câncer de mama seja instalado há uma conjunção de elementos dependentes das características de cada pessoa e de sua exposição ao longo da vida.

O consumo de álcool também pode ser maléfico para outros aspectos da saúde e aumenta a chance de surgimento de outras doenças. Por isso, é sempre recomendável o uso reduzido de bebidas alcoólicas ou mesmo a abstenção para as pessoas que apresentam outros fatores de risco associados. 

Tenho 18 e nódulos no seios, tenho chance de ter câncer?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Sim, assim como todas as mulheres, porém nem sempre a existência de nódulos benignos é um indicativo de uma chance maior.