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Desmaio

Pressão baixa, desmaios, boca e unhas roxas e queda de cabelo, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Pressão baixa, desmaios, boca e unhas roxas e queda de cabelo pode ser um distúrbio endocrinológico chamado doença de Addison, também conhecida como insuficiência adrenal crônica ou hipocortisolismo, é um distúrbio causado pelo mal funcionamento das glândulas adrenais, que ficam na região acima dos rins, no qual ocorre uma redução significativa da produção do hormônio cortisol e, algumas vezes, da aldosterona.

Alguns sintomas da insuficiência adrenal crônica são: fadiga e fraqueza, emagrecimento, queda de cabelos, escurecimento da pele nas áreas mais expostas ao sol e nas dobras do corpo, pressão baixa, tontura e desmaios, dores na barriga, na cabeça e musculares, diarreia, irritabilidade e depressão, vontade de comer sal e alimentos salgados, hipoglicemia, enjoos e vômitos.

A doença de Adisson pode ser causada por uma alteração do sistema imunitário do organismo que o leva a produzir anticorpos contra suas próprias glândulas adrenais e que passam a agredi-las. A insuficiência adrenal crônica também pode ser provocada por outras doenças como a tuberculose, AIDS, tumores, hemocromatose, sarcoidose, hiperplasia adrenal congênita e pelo uso crônico de alguns medicamentos.

O  diagnóstico e tratamento da insuficiência adrenal é feito pelo endocrinologista.

O que fazer quando uma pessoa desmaia?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os primeiros socorros em caso de desmaio vão depender do nível de consciência da vítima. Ou seja, se já está desacordado ou não. Se a pessoa ainda não desmaiou, responde e consegue obedecer aos seus comandos, você deve sentá-la numa cadeira e colocar a sua cabeça para baixo entre os joelhos, pedir que respire fundo e aguardar sua melhora junto a ele, observando. Esse procedimento aumenta o fluxo sanguíneo na cabeça e, consequentemente, melhora a oxigenação do cérebro, podendo evitar o desmaio. Se for possível ingerir líquido, ofereça imediatamente alguma coisa doce, como um copo de suco ou copo de água com duas colheres de açúcar.

Contudo, se o desmaio já ocorreu, os primeiros socorros consistem em:

1) Afastar a vítima de algum local que lhe possa causar perigo, como escadas e janelas;

2) Arejar o ambiente ou transportar a vítima para um lugar mais ventilado. Locais quentes ou com aglomeração de pessoas devem ser evitados; 

3) Deitar a vítima de barriga para cima e elevar as suas pernas acima do tórax, com a cabeça mais baixa que o resto do corpo, para melhorar a oxigenação do cérebro e outros órgãos vitais;

4) Afrouxar a roupa para favorecer a circulação sanguínea;

5)  Virar a cabeça da pessoa para o lado para facilitar a respiração e evitar asfixia em caso de vômito;

6) Não dar água para a vítima logo depois de acordar para evitar que ela se engasgue, uma vez que ainda não recuperou totalmente os reflexos; 

7) Ajudar a vítima a se sentar e dizer-lhe para respirar fundo por algum tempo. A pessoa deve permanecer pelo menos 10 minutos sentada antes de se levantar para evitar um novo desmaio;

8) Caminhe um pouco com a pessoa, que deve respirar fundo e devagar;

9) Leve a vítima para um serviço de urgência.

Vale lembrar também o que não fazer em caso de desmaio: nunca jogue água fria no rosto da vítima para acordá-la; não ofereça álcool ou amoníaco para ela cheirar; não sacuda a vítima para tentar acordá-la.

Uma pessoa pode desmaiar pode diversas razões. Dentre as principais causas estão a hipotensão arterial (pressão baixa), jejum prolongado com queda da taxa de açúcar no sangue (hipoglicemia), dor muito forte, longos períodos de atividade física, vômitos, alterações emocionais, frio ou calor extremo, uso de drogas ou medicamentos, permanecer em pé por tempo prolongado, problemas cardiovasculares e neurológicos.

Os sinais e sintomas que antecedem um desmaio incluem mal-estar, escurecimento da visão, suor frio e excessivo, relaxamento da musculatura, palidez e respiração superficial.

O desmaio (ou síncope) é a perda dos sentidos causada por diminuição do fluxo sanguíneo cerebral. Caracteriza-se por uma fraqueza muscular generalizada que impede a pessoa de se manter em pé, levando à perda da consciência.

Saiba mais em:

O que é uma síncope?

Síndrome vasovagal: como identificar e tratar?

A pessoa que desmaiou deve ser vista por um médico clínico geral ou médico de família para que as causas do desmaio sejam esclarecidas e recebam o tratamento adequado e orientações para evitar novo episódio.

O que é uma síncope?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Síncope é uma perda temporária da consciência provocada por uma diminuição do fluxo sanguíneo cerebral. Também conhecida como desmaio, a síncope normalmente tem início súbito, dura pouco tempo e a recuperação é total e espontânea.

Os sinais e sintomas da síncope incluem:

  • Fraqueza muscular generalizada
  • Incapacidade de se manter em pé
  • Palidez
  • Tontura, vertigem
  • Náuseas
  • Suor frio
  • Visão borrada
  • Diminuição da audição (sensação de ouvido tapado)
  • Formigamentos no corpo
  • Pulsação fraca e
  • Perda da consciência.

Quais as causas de uma síncope?

Os desmaios podem ocorrer devido à falta de ventilação adequada em ambientes com muita gente, emoções fortes, medo, jejum prolongado, permanecer em pé por muito tempo, insolação, má irrigação sanguínea do cérebro, dor intensa, entre outras.

As causas da síncope são muito variadas e podem estar relacionadas com fatores cardiovasculares e não cardiovasculares. A maioria dos casos de síncope cardíaca é causada por arritmias. Este tipo de desmaio geralmente ocorre durante a prática de atividade física ou esforço físico exagerado.

Há ainda as síncopes causadas por medicamentos e distúrbios psiquiátricos, metabólicos ou endócrinos.

Contudo, a causa da síncope pode não ser descoberta em até metade dos casos de desmaio. O teste de inclinação, é indicado para diagnosticar a síncope vasovagal e outras formas de síncope como as disautonômicas e da hipersensibilidade do seio carotídeo.

No teste, a pessoa é colocada numa maca capaz de inclinar e deixá-la em pé, sem que ela tenha que fazer nenhum esforço. Enquanto ocorrem as mudanças posturais, o médico monitora a pressão arterial e os batimentos cardíacos. O teste é positivo se o paciente apresentar os sintomas que caracterizam a síncope vasovagal durante as oscilações de posição.

O que é síncope vasovagal?

A síncope vasovagal é a principal forma de desmaio que ocorre em adultos. O episódio vasovagal ocorre devido a um reflexo neurocardiogênico que provoca hipotensão arterial (pressão baixa) e bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos).

O nervo vago faz parte do sistema nervoso autônomo e controla funções vitais do organismo, como respiração, batimentos cardíacos, pressão sanguínea e digestão. Quando ocorre alguma disfunção na ativação do nervo, há uma diminuição da pressão arterial e da frequência cardíaca. Como resultado, menos sangue chega ao cérebro, podendo gerar uma síncope.

O reflexo é desencadeado pela diminuição do retorno de sangue para o coração que acontece quando a pessoa fica em pé (posição ortostática) por períodos prolongados. Com menos sangue chegando ao coração, o sistema nervoso autônomo estimula o coração a bater mais depressa para compensar o menor volume sanguíneo.

Porém, esse estímulo provoca um reflexo conhecido como reflexo de Bezold-Jarish. Essa reação faz o coração abrandar e dilata os vasos sanguíneos, causando diminuição dos batimentos cardíacos e queda acentuada da pressão arterial. Como resultado, menos oxigênio chega ao cérebro e a pessoa desmaia.

Quais os sintomas da síncope vasovagal?

Durante um ataque vasovagal a pessoa pode apresentar náuseas, transpiração intensa, salivação abundante, palidez, respiração acelerada, mal-estar, extremidades frias e visão escurecida.

Normalmente, a pessoa recupera-se rapidamente, sem confusão mental. Alguns sintomas podem persistir, como dor de cabeça, náuseas, transpiração fria e tonturas.

A gravidade e tratamento dos quadros de síncope dependem da causa.

Casos de desmaios recorrentes devem ser avaliados preferencialmente por um médico cardiologista ou neurologista.

Síndrome vasovagal: como identificar e tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A síndrome vasovagal é a causa mais comum de síncope (desmaios) em adultos. Trata-se de um desequilíbrio no sistema nervoso autônomo que provoca queda abrupta da pressão arterial e diminuição dos batimentos cardíacos quando a pessoa está em pé. 

A síncope vasovagal pode ser desencadeada por uma emoção muito forte, medo, cansaço, dor, perda de sangue, ambientes mal ventilados com aglomeração de pessoas, permanecer em pé por tempo prolongado, entre outros fatores. 

Os sinais e sintomas podem incluir náuseas, transpiração intensa, salivação abundante, palidez, visão escurecida, fraqueza muscular generalizada, incapacidade de se manter em pé e perda da consciência, acompanhados de queda abrupta da pressão arterial e diminuição dos batimentos cardíacos.

Algumas pessoas podem apresentar também movimentos semelhantes aos de um ataque epiléptico durante uma síncope vasovagal. Contudo, vale lembrar que em alguns casos o indivíduo não manifesta nenhum sintoma.

O sistema nervoso autônomo é dividido em simpático e parassimpático. Ambos controlam o funcionamento automático do nosso organismo e têm funções opostas. Por exemplo, enquanto o sistema simpático aumenta os batimentos cardíacos e contrai os vasos sanguíneos, o parassimpático diminui os batimentos e dilata os vasos.

Em pessoas que não têm a síndrome vasovagal, os sistemas simpático e parassimpático trabalham em equilíbrio para compensar as variações da pressão arterial e dos batimentos cardíacos. Porém, quem tem a síndrome não possui essa capacidade.

Saiba mais em: O que é disautonomia?

A síncope vasovagal é causada por um reflexo neurocardiogênico que ocorre quando o indivíduo está na posição ortostática (em pé). Essa posição diminui a quantidade de sangue que chega ao coração, o que leva o sistema simpático a estimular o coração a bater mais depressa para compensar o menor volume sanguíneo. 

Porém, esse estímulo provoca o reflexo de Bezold-Jarish, desencadeado pelo sistema parassimpático. Esse reflexo faz o coração abrandar e dilata os vasos sanguíneos, causando diminuição dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial. Como resultado, menos oxigênio chega ao cérebro e a pessoa desmaia.

Veja aqui o que fazer quando uma pessoa desmaia.

O diagnóstico da síndrome vasovagal é feito pelo teste de inclinação, no qual o paciente é colocado numa maca capaz de inclinar e deixá-lo em pé, sem que ele tenha que fazer nenhum esforço. Enquanto ocorrem as mudanças posturais, o médico monitora a pressão arterial e os batimentos cardíacos. O teste é positivo se o paciente apresentar os sintomas que caracterizam a síncope vasovagal.

O tratamento da síndrome vasovagal pode incluir medicamentos, além de uso de fluidos, sal e exercícios isométricos para prevenir novos episódios de desmaios nos casos em que são precedidos por sintomas. 

Os exercícios isométricos, feitos contra uma pressão que impede o movimento, aumentam a pressão arterial e podem evitar a síncope decorrente da queda de pressão. Os mais utilizados são o hand grip, que consiste em unir as duas mãos e fazer força para separá-las, e o cruzamento de pernas, em que a pessoa sentada contrai os membros inferiores.

Há ainda o treino postural, que consiste em permanecer em pé encostado na parede durante um tempo que vai aumentando progressivamente. As primeiras sessões devem ter sempre a supervisão de alguém devido ao risco de queda.

A prática de exercícios físicos aeróbicos associados com exercícios resistidos, como musculação, também ajudam a prevenir novos episódios de síncope vasovagal.

Caso apresente sintomas de síndrome vasovagal procure um médico de família ou clínico geral para uma avaliação inicial.

Saiba mais em: 

O que é uma síncope?

Ao desmaiar quanto tempo demora até voltar a consciência?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Não há um tempo fixo, desmaios geralmente são passageiros e efêmeros, mas tudo depende da causa e do estado da pessoa, no caso que você citou o desmaio tende a ser algo de poucos segundos, mas se a taxa de glicose for muito baixa e o estado da pessoa já muito debilitado por muito tempo sem se alimentar ela pode desmaiar e entrar em coma e morrer se não for socorrida.

Após almoçar tive relação e fui para o banho e desmaiei...
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, o que aconteceu pode ter tido relação com a atividade sexual após o almoço. Uma condição conhecida por hipotensão pós-prandial. Nada de grave, pode ser evitado com orientações, porém essa suspeita precisa ser confirmada.

Além da hipotensão pós-prandial, outras situações e doenças podem ocasionar esses sintomas, como a síndrome vasovagal, arritmia cardíaca, isquemia cerebral transitória, hipóxia cerebral devido ao esforço físico e situações psicológicas.

Portanto, para definir o motivo exato dos seus sintomas e principalmente evitar novo episódio como esse, recomendamos procurar um médico clínico geral ou cardiologista, que saberá como conduzir essa investigação e posterior tratamento.

Hipotensão pós-prandial

A hipotensão pós-prandial, acontece porque o organismo após uma refeição, exige um desvio de grande quantidade de sangue para os intestinos, com objetivo de facilitar o processo digestivo. Para que isso seja possível, acontece uma vasodilatação e consequente redução da pressão e da frequência cardíaca. O que justifica a fraqueza e sonolência que a maioria das pessoas sentem após as refeições.

Entretanto, quando acontece outro evento que também exige uma maior vascularização e gasto energético, como a relação sexual, essa vasodilatação e relaxamento muscular podem ser exagerados, resultando em queda importante da pressão arterial, ocasionando os sintomas de vista escura, fraqueza, dificuldade de se manter em pé e sincope (desmaio).

No caso de hipotensão pós-prandial o tratamento é simples, com medidas gerais e orientação de se deitar e repousar quando perceber os sintomas.

Síndrome vaso vagal

A síndrome vasovagal ou "neurocardiogênica" é uma situação comum, talvez a causa mais frequente de síncopes, que não representam obrigatoriamente uma doença.

Caracterizada por um reflexo agudo de hipotensão e/ou bradicardia, que pode ser desencadeado por jejum prolongado, ansiedade, situações de estresse ou se manter de pé em ambientes fechados por muito tempo.

Os sintomas se iniciam com tontura, borramento visual, palpitação, sudorese e por fim, o desmaio. Sintomas que melhoram rapidamente quando a pessoa se deita, permitindo o reequilíbrio da circulação sanguínea pelo corpo.

Saiba mais em: Síndrome vasovagal: como identificar e tratar?

Síncope

Síncope é definida como a perda da consciência e do tônus postural, que ocorre por um curto período de tempo e apresenta uma recuperação rápida e espontânea.

As causas da síncope podem ser cardiovasculares, neurológicas, metabólicas, psiquiátricas e idiopáticas (sem causa definida).

Dentre as causas vasculares, as mais comuns são: hipotensão, arritmia cardíaca, angina e infarto agudo do miocárdio e síndrome vasovagal. No sistema neurológico, a síncope pode ser decorrente de uma isquemia cerebral (AVC ou AIT) ou doenças com comprometimento do sistema nervoso autônomo, como a doença de Parkinson e atrofia múltipla de sistemas. Dentre as causas metabólicas, a hipoglicemia e hipóxia cerebral são as mais comuns. Nos distúrbios psiquiátricos, destacam-se a histeria e a ansiedade.

Vale ressaltar que as síncopes de origem cardíaca estão relacionadas a um maior risco de morte súbita, por isso devem ser acompanhadas por cardiologista, regularmente.

O diagnóstico e tratamento para cada uma das causas deve ser definido pelo médico clínico geral, médico da família ou cardiologista.

Leia também: O que é uma síncope?

Desmaios, tontura e quando desmaia ronca e baba?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Pode ser uma crise convulsiva, um distúrbio metabólico, problemas psicológicos, entre outras causas.

São muitas as possibilidades que levam a um quadro clínico semelhante ao descrito, como citado acima. Porém, os problemas psicológicos devem ser a última opção a ser investigada, trata-se de um diagnóstico de exclusão.

As demais condições devem ser avaliadas por um médico clínico geral ou neurologista, através da coleta de mais informações, exame clínico, neurológico e exames complementares, de acordo com a suspeita diagnóstica.

Crise convulsiva

A crise convulsiva, ou crise de epilepsia, é caracterizada pela presença de abalos involuntários e ou rigidez, com perda da consciência nas crises generalizadas. Pode haver ainda salivação excessiva ("baba"), emissão de sons confusos ou roncos e perda de controle esfincteriano, com liberação de urina e ou fezes durante a crise.

A epilepsia é uma doença, que tem como sintoma principal as crises convulsivas. Geralmente diagnosticada na infância ou início da idade adulta, após a presença de mais de uma crise, sem causa aparente.

A confirmação da doença é feita através de avaliação clínica, exame neurofisiológico - eletroencefalograma (EEG), exames de imagem, para exclusão de outras causas e exames de sangue. Os resultados sendo compatíveis com a doença, confirma o diagnóstico, permitindo o início do tratamento específico com anticonvulsivantes.

Quando a primeira crise convulsiva acontece após os 18 anos de idade, sugere um problema secundário, como cistos cerebrais, tumores ou distúrbios metabólicos. Portanto nesses casos é fundamental uma avaliação mais abrangente.

Saiba mais em: O que fazer em caso de ataque epilético?

Contudo, não é só a epilepsia que gera crises convulsivas. Algumas doenças e desordens do organismo podem aumentar a excitabilidade cerebral, resultando em crises, como a hipóxia cerebral, hipoglicemia, estímulo luminoso ou estresse agudo.

Distúrbios metabólicos

Os distúrbios metabólicos graves, também podem desencadear quadro clínico semelhante, com perda da consciência, desmaios, até crises convulsivas verdadeiras. As alterações mais comuns são:

  • Hipóxia - redução de aporte de oxigênio para o cérebro, como nas crises de asma ou altitudes extremas;
  • Hipoglicemia - comum em diabéticos descompensados;
  • Hiperglicemia - diabéticos sem controle adequado, ou infecções graves;
  • Sepse - quadro de infecção generalizada;
  • Uremia - taxas elevadas de ureia no sangue, comum em paciente renal crônico com infecção ou sem o tratamento adequado;
  • Hipocalemia - níveis muito baixos de potássio, que pode acontecer em casos de vômitos intermitentes, desidratação ou uso crônico de diuréticos e outros medicamentos, assim como a
  • Hiponatremia - níveis de sódio muito baixos no sangue, embora nesses casos o quadro mais comum seja de confusão mental, a demora no tratamento pode levar a crise convulsiva.

Leia também: O que é a hipoglicemia?

Ansiedade

A crise de ansiedade é um quadro incontrolável, no qual pode evoluir para a crise de pânico, aonde o paciente desenvolve sintomas físicos e sinais evidentes de taquicardia, sudorese, mal-estar, "bolo" na garganta e dificuldade respiratória.

Algumas vezes ocorre uma descarga adrenérgica tão intensa no sangue, que resulta em desmaios, salivação excessiva e tremores, bastante semelhante a crises convulsivas.

Porém, para cada distúrbio existe um tratamento específico e diferente. Além disso, algumas das possíveis causas são graves e levam a risco de morte. Sendo assim, é necessário que seja definida a causa desse problema, e instituído o tratamento adequado.

Procure um médico neurologista para dar seguimento a essa investigação, diagnóstico e tratamento.

Pode lhe interessar ainda: O que fazer se eu tiver um ataque de pânico?

Meu pai fez um exame de ressonância magnética...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Isso pode significar um acidente vascular cerebral isquêmico (vulgo derrame), mas só o neurologista vendo o exame pode dar certeza do resultado.